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 DISCURSO DE CULPADO

21 de setembro de 2016

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Artigo publicado no “Correio de Cachoeirinha” desta quarta feira, 21 de setembro de 2016. 

 

Na quinta-feira da semana que passou, durante mais de uma hora Lula bravateou, chorou, fez gracinhas, disse bobagens. Criticou “concursados”,  tentando atingir os procuradores do MPF e o juiz Sérgio Moro.  

Antes mesmo de terminada a entrevista coletiva dos procuradores do MPF no dia anterior, seu advogado já estava na televisão apresentando um “power point” previamente preparado.  Tentou desqualificar aspectos da acusação referente ao triplex dizendo que “não há provas” em relação à propriedade do apartamento no Guarujá.

Às acusações dos pagamentos milionários feitos pela OAS para guardar suas “tralhas” – como ele mesmo as classifica –  o advogado não referiu. Será que esqueceu?

Ora, os procuradores também acusam Lula pelo recebimento de vantagens indevidas da OAS por meio de um contrato para armazenagem de seus bens pessoais. A empreiteira fez pagamentos milionários, durante cinco anos para a guarda de objetos pessoais de Lula.  

Por que razão uma empreiteira gastaria milhões de reais para guardar presentes de Lula? Que aliás nunca deveriam ter sido retirados do Palácio.   

O prédio no Guarujá era originário da BANCOOP, a Cooperativa dos Bancários, que um dia foi dirigida por João Vaccari Neto .

Vaccari, Lula, através de dona Mariza e outros próceres petistas subscreveram cotas para adquirirem um imóvel de veraneio pela BANCOOP. A Cooperativa quebrou, deixando milhares de bancários à míngua, muitos deles tendo investido suas poupanças na tentativa de conquistar a casa própria.

A turma de alto coturno arranjou um jeito de concluir o prédio no Guarujá. A OAS terminou o edifício e ainda refez, decorou e equipou um apartamento específico. O tripléx.

Reformou-o completamente, colocou elevador, montou cozinha gourmet, mobiliou e decorou. Lula vistoriou o imóvel, Mariza e um dos filhos também, acompanhados do dono da OAS, o poderoso empreiteiro Leo Pinheiro. Este destacou um arquiteto da empresa para acompanhar a reforma, autorizou pessoalmente gastos milionários para execução daquilo que Lula, tal qual novo rico, classificou de triplex “Minha Casa Minha Vida”.

Há fotografias, existem testemunhas, mensagens trocadas, notas fiscais das despesas efetuadas, dos eletrodomésticos. Tudo pago pela empreiteira boazinha.

Francamente, o argumento não serve nem como piada.

Vamos ver  qual será a desculpa quando vier a denúncia relativa ao sítio de Atibaia. Depois, as palestras milionárias pagas ao seu instituto, o LILS e as viagens internacionais, sempre associadas a obras faraônicas realizadas em países falidos com o dinheiro dos brasileiros via BNDES.

O Instituto Lula perdeu a classificação que o isentava de impostos e já é devedor de uma fábula à Receita Federal.

Não sobrará muito de Lula ou de Dilma após as delações premiadas que estão no forno, como a de Marcelo Odebrecht e seu pai.

E ainda nem falamos sobre a aprovação da aquisição da Refinaria de Pasadena, ao tempo em que Dilma Rousseff presidia o controle acionário da estatal.

Não adianta chorar. Vem chumbo grosso.

Enio Meneghetti

  

 

 

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A FAIXA PRESIDENCIAL SUMIU!

16 de agosto de 2016

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A última piada sem graça da vida real dá conta que uma auditoria do TCU constatou estarem em “local incerto e não sabido”  4.500 itens do patrimônio da Presidência da República.

 

Entre as peças, obras de arte, objetos de decoração, material de escritório, computadores e até a … faixa presidencial!

 

O relatório estima em R$ 5,8 milhões o valor das peças faltantes.

 

A auditoria começou em março, logo após a assombrosa descoberta feita pela Lava Jato de que Lula mantinha guardados em um cofre de banco em São Paulo presentes caríssimos que teriam sido dados ao presidente da República por Chefes de Estado. Segundo consta, até o financiamento do espaço de guarda estaria eivado de irregularidades.

 

Mas a questão é principal é mais do que óbvia: presentes recebidos de outras nações, por lei,  não pertencem à pessoa física do Chefe do Executivo, mas à União. Mas ao que está sendo evidenciado, tanto o ex presidente Lula quanto sua sucessora, parecem ter ignorado este dispositivo legal.

 

Agora surge essa notícia constrangedora, que se somada a todos os escândalos que vem sendo noticiados nos últimos anos, realmente é de corar a face do malandro mais destemido.

 

Das 4.500 peças não encontradas, 391 antigamente estavam no Alvorada, que é residência oficial do primeiro mandatário de nossa República. Outras 114 peças sumiram da Granja do Torto. Entre os demais itens, prataria, tapetes persas, porcelana chinesa, quadros e, supremo deboche, a faixa presidencial!

 

Felizmente, dia 25 de agosto, começa o julgamento para a deposição de Dilma Rousseff.

 

Espera-se que ela não renuncie, como já escrevemos aqui neste espaço. Se praticar a manobra, pode lutar para preservar por algum tempo seus direitos políticos e até candidatar-se, para garantir foro privilegiado. Se bem que, ao que tudo indica, até seu partido sente a ânsia de vê-la pelas costas.

 

O fato é que, cassada definitivamente, perde todos os benefícios garantidos a ex presidentes, como pensão vitalícia, carro, motoristas, seguranças  e os assessores  que a União garante aos ex ocupantes do posto.

 

Foro privilegiado os ex-presidentes não tem mais. Só se eleitos a outro cargo. Mas para isso precisam manter os direitos políticos. Daí há hipótese da conveniente ideia de renúncia…

 

De qualquer modo, deverá ser bastante desconfortável para Dilma utilizar-se de voos de carreira para, possivelmente, utilizar-se da ponte aérea Porto Alegre – Curitiba, onde é bastante possível que tenha assuntos a tratar em futuro próximo.

 

Falta pouco para sabermos se ela renunciará ou não. Está chegando a hora.

 

Enio Meneghetti

Artigo publicado na edição de 16.08.2016 no jornal “Correio de Cachoeirinha”. 

 

 

SOU HONESTO!

2 de agosto de 2016

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É absolutamente irritante a insistência de Dilma e de Lula de autoproclamarem suas respectivas “honestidades”.

 

Sempre me ensinaram: desconfie de pessoas que precisam arrotar a própria honestidade.

 

Em suas propostas de delação premiada, o mago João Santana e sua mulher Mônica Moura, afirmam que apresentarão documentos que provam que Dilma não só sabia do caixa dois como aprovou as operações ilegais. Ela conheceria em detalhes – o que não surpreende, dado seu perfil controlador – o custo real da campanha e o valor declarado. Inclusive, segundo revela a revista Veja, uma parte dos recursos oriundos de propinas teria sido usada para pagar despesas pessoais da própria presidente.

 

Lula foi transformado em réu por um juiz de Brasília um dia após ir a ONU queixar-se de Sergio Moro. Mas foi outro magistrado, o doutor Ricardo Leite, de Brasília, que aceitou a denúncia em que a PGR acusa Lula, Delcidio Amaral e mais cinco pessoas de tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró.

 

É só o começo. Lula estará em pelo menos mais três denúncias.  A suspeita de ter recebido favores da Odebrecht e da OAS, com as reformas no tríplex do Guarujá e do famigerado sítio de Atibaia, mais aquela curiosa situação envolvendo transporte e aluguel de contêiners usados para guardar a mega (e preciosa) mudança que veio do Planalto. Só aí já teremos obstrução de justiça, lavagem de dinheiro, corrupção passiva.

 

Mas parece que nada disso é suficiente, pois Lula não toma jeito. Na mesma sexta-feira passada, ele já abriu a matraca para dizer mais bobagens.

“Se o objetivo disso é me tirar de 2018, isso não era necessário, a gente escolheria outro candidato mais qualificado, mas essa provocação me dá uma coceira”. Mais a repetitiva frase: “Duvido que tenha alguém nesse país que seja mais cumpridor da lei do que eu, que respeite mais instituições do que eu.”

 

Lula esta mesmo passando recibo do temor de alguma medida judicial, como um pedido de prisão.

 

Enquanto mais e mais evidências vão se acumulando, documentos anexados pela PF ao inquérito sobre o sítio de Atibaia mostram grampos telefônicos e registros de mensagens do arquiteto da OAS, Paulo Gordilho.

 

Revelam o custo da reforma da cozinha, de R$ 252 mil, que foi realizada por ordem direta do presidente da OAS.

 

Há relatos sobre divergências do casal presidencial sobre detalhes das obras. “Sigilo absoluto, hein? Amanhã vou a um churrasco em Atibaia com Léo. É na fazenda de Lula. Vamos encontrar com ele na estrada e vou passar o dia lá com ele e D. Mariza. Rsrsrs. Só Mari, Lucas e vc que sabem”. Outro: “Bebemos eu e ele uma garrafa de cachaça da boa, Havana mineira e uma 15 cervejas”.

 

O laudo da PF também revela a existência de fotos com registro da reunião no sítio.

 

O sítio, como se sabe, está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula Jacó Bittar, e seu sócio Jonas Suassuna. Sócios de Fábio Luiz, o “Lulinha”. Segundo informações contidas nos processos da Lava Jato, as reformas do sítio foram patrocinadas e executadas pela OAS e Odebrecht, junto com José Carlos Bumlai.

 

Embora Lula negue que o sítio lhe pertença, a declaração de imposto de renda de Fernando Bittar mostra que ele não tem recursos para a compra e reformas, foram avaliadas em cerca de R$ 1,7 milhão.

 

Não adianta espernear. As contas não batem.

 

Enio Meneghetti

 

APESAR DO PODER DESSA GENTE!

21 de junho de 2016

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As audiências na Comissão Especial do Impeachment no Senado, infelizmente, tem sido uma chatice sem fim.

 

Tal e qual a estratégia mais básica dos porta-de-cadeia mais chinfrins, a atuação do trio parada dura –  Lindbergh (vá pesquisar sobre a administração dele na prefeitura de Nova Iguaçu…) Farias, Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin –  além do canastrão José Eduardo (caras e bocas) Cardoso, sonham apenas com a remota hipótese de arrastar o processo indefensável até os 180 dias de tramitação para salvar Dilma do desfecho inevitável com a prescrição.

 

Salvam-se raras participações, entre as quais destacaríamos Magno Malta e Ronaldo Caiado, não necessariamente nesta ordem.

 

Absolutamente detonada publicamente, reconhecida nacionalmente por suas grosserias, pela incompetência, confusão mental e truculência, Dilma já era. Sem nem entrar no mérito de tudo o que a Lava Jato já desnudou – até agora – acerca de seu governo.

 

Pena que a Lava Jato seja uma exceção. Bom seria existirem Lava Jatos sendo apuradas em todas as varas criminais do país.

 

Não trata-se da defesa de um Estado Policial e sim do tratamento quimioterápico que merece um país gravemente enfermo, desde o administrador público suspeito até o empresário corruptor, passando pelo cidadão que frauda o seguro do carro. Sim, há corruptos no dia-a-dia também.

 

Por isso devemos defender com unhas e dentes a prisão para condenações já na segunda instância, cuja validade alguns já ensaiam tentar alterar. Só quem pode garantir que esta conquista permaneça é a vigilância da opinião pública. Lembremo-nos sempre: o que inibe a criminalidade é a certeza da punição. E nesta máxima, a prisão após o trânsito em julgado na segunda instância deve ser tratada como pedra de toque.

 

Mas enfim, a conquista dos defensores de Dilma da realização de perícia nas pedaladas, é uma mais do que óbvia tentativa, dentre outras que virão, de atrasar o processo contra ela, ora em tramitação na Comissão Especial do Impeachment.

 

A sociedade tem de continuar atenta. Temos de tirar partido da instantaneidade da informação, alertando via redes sociais contra toda e qualquer tentativa de “melar” o andamento, tanto do processo de Dilma, quanto daqueles contra as operações em andamento, seja Zelotes e Lava Jato ou medidas “amigas” vindas das instâncias superiores, até do STF. Temos que viralizar, divulgar, criticar, protestar por escrito e/ou em manifestações organizadas qualquer ação no sentido de atrapalhar a punição de culpados. Literalmente, botar a boca no trombone.

 

O que realmente poderá colocar o Brasil no mapa mundi dos países influentes no cenário internacional será a lavagem da roupa suja que a Lava Jato tem nos proporcionado, com o perdão do trocadilho.

 

O vexame dos desaranjos, malfeitos e mentiras ocorridos durante a dinastia petista de Lula e Dilma só será apagado se o Brasil provar ao mundo que sabe resolver seus problemas, corrigir seus rumos, castigando culpados na forma da lei e sepultando a pecha de país da impunidade e da corrupção.

 

Chegaremos lá, apesar do poder dessa gente.

Enio Meneghetti

publicado no “Correio de Cachoeirinha”, edição de 21.06.2016

 

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!

26 de maio de 2016

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LFV é mesmo um incorrigível membro da esquerda caviar.

Seu artigo publicado nos jornais hoje, 26.05.2016 – ZH inclusive – intitulado “Mouro” é uma alusão óbvia ao juiz Sergio Moro.

“Mouro” é um cachorro especializado em identificar criminosos.

Depois de ser várias vezes assaltada e cansada de dispositivos de alarme ineficientes, uma família resolve adotar os serviços de “Mouro”.

A primeira vítima do cão é o namorado da filha, que derrubado e imobilizado pelo bicho, teve descoberto um pacote de maconha no bolso.

Depois foi o primo da dona da casa, que foi farejado e perseguido pela rua após “Mouro” identificar nele os indícios de quem recebia propina.

Entre maravilhados e assustados com o desempenho de “Mouro”, a mulher inicia uma campanha para livrar-se do especialista em pegar criminosos.

“Mas não vê que nunca mais fomos assaltados?” – pergunta o marido incrédulo.

“Sim, mas cuidado, logo ele vai farejar tuas safadezas no Imposto de Renda” – argumenta a mulher.

“Tu achas?” – indaga um marido repentinamente preocupado.

Por trás da historieta criada por Veríssimo, está a surrada tentativa de justificar os desvios, propinas, os financiamentos ilegais petistas com a velha argumentação de que “todo mundo rouba”. Alto lá!

LFV bíblico apela para o “Jogue a primeira pedra aquele que nunca pecou.”

Os corruptos e seus correligionários realmente temem Sérgio Moro e a força tarefa da Lava Jato.

Que maravilha!.

Porque lugar de corrupto é na cadeia. Seja de que partido for.

É inadmissível esta mania de botar todos no mesmo saco. Não mesmo!

Todo o apoio a Lava Jato, ao juiz Moro, aos procuradores federais do Paraná e a força tarefa que, para o pavor petralha, está passando o país a limpo.

Bola fora, LFV.

Enio Meneghetti

APURE-SE E DIVULGUE!

17 de maio de 2016

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APURE-SE E DIVULGUE!

 

Dilma vem repetindo a tese do golpe há algum tempo. Alega que atos idênticos aos que foi acusada foram executados pelos presidentes que a antecederam.

 

Sem falar em outros escândalos de seu governo, o que ela não explica é que usou o artifício das pedaladas fiscais de forma quase contínua, como cheque especial do governo. Usou um total de 33 bilhões de reais, 35 vezes mais que a soma utilizada momentaneamente pelos antecessores, Lula, FHC, ou Itamar Franco.  

Sacar a descoberto nos bancos públicos é uma falta grave. Não declarar isso corretamente na contabilidade oficial, pior ainda. Da forma contínua como foi utilizada no governo Dilma, é fraude fiscal, na opinião de especialistas.

Segundo cálculos ainda não concluídos, estima-se que o governo recém afastado deixará um rombo superior a 120 bilhões de reais, superando o valor admitido, que seria cerca de “apenas” 97 bilhões. Isso se o quadro ainda em apuração não chegar a números ainda maiores.   

Com os tempos difíceis que teremos pela frente, é de se esperar que o governo interino abra completamente os números para conhecimento total e absoluto pelo contribuinte. É preciso indicar de maneira muito clara a atual situação.  Do contrário, o discurso de “golpe” será repetido “ad eternum” para amenizar o que fizeram.

Aliás, um parêntese: falar em “golpe” para quem ficará ocupando um palácio, recebendo salário, com direito a avião, equipe de seguranças,  assessoria completa, tudo pago pelo erário, é uma piada!  

Por isso é imperativo que se mostre a situação real encontrada nas finanças públicas. É hora de abrir as caixas pretas. A do BNDES, dos demais bancos públicos, sem falar na Petrobras e na Eletrobras.  

É preciso também atacar de frente o problema do aparelhamento da máquina pública. Fatos como os que aconteceram no MEC, quando o ministro empossado foi recebido no órgão com faixas taxando o governo de golpista e vaiado,  não pode ser amenizado ou tolerado.

É imprescindível um pente-fino nas nomeações. Assim como nos programas de governo.

Há estados em que a parcela de beneficiários do bolsa família beira os 50% da população. É impossível que, dentro das regras que criaram o programa, uma parcela deste tamanho receba dinheiro público indefinidamente.    

Dentro dos princípios gerais da administração pública, da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, não seria mais do que o cumprimento da lei.

Esta é a expectativa majoritária da população, a apuração completa da situação e a responsabilização por eventuais erros. Não tem outra razão o apoio que tem recebido a Operação Lava Jato, sendo levada a bom termo pelo Judiciário e Ministério Público.

Cabe ao Executivo, portanto, executar a sua parte. E convenhamos, das tarefas que terá pela frente o novo governo, essa será a mais fácil.

Apure-se e divulgue. Doa a quem doer.  

Enio Meneghetti

artigo publicado no Jornal Correio de Cachoeirinha, edição de 17.05.2016

O PÓS DILMA E O QUE ESPERAR DO GOVERNO TEMER

10 de maio de 2016

Artigo publicado pelo

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MARKET PLACE

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SEGUNDO TEXTO

O segundo texto, com o título -O PÓS DILMA E O QUE ESPERAR DO GOVERNO TEMER-  é de autoria do pensador Enio Meneghetti. Eis:

Apesar de termos chegado muito perto do colapso financeiro provocado pela gastança desenfreada e irresponsável durante os governos Dilma, podemos acreditar que já o seu afastamento servirá para marcar o início do fim da onda de descrédito que se abateu sobre o país.

Algumas medidas iniciais de ordem administrativa poderiam ajudar bastante a manobra de recolocar o Brasil nos trilhos.

Uma demonstração clara de que a orgia de gastos públicos terminou. A redução efetiva no número de ministérios; demonstração cabal e visível do desaparelhamento da máquina, com o afastamento sumário dos (seriam 40 mil?) cargos em comissão alocados no governo; a abertura da caixa preta dos cartões corporativos. Quem usava. Quanto custavam. Como e para que eram usados; a abertura da destinação de gastos para entidades auxiliares do governo como MST e certas ONGs; auditorias no BNDES; auditoria no BB, auditoria na CEF, etc. sem falar na devida exposição, ressalvada a segurança das instituições.

São providências que, além de seus fins implícitos, serviriam com demonstração cabal de que não haveriam – sequer seriam aceitas – ingerências indevidas quanto ao andamento das apurações relativas a eventuais erros cometidos pelo governo afastado.

Afora o exposto e as iniciais medidas econômicas ortodoxas, bastaria o novo governo apoiar as apurações da Lava Jato, impedindo, no âmbito do Executivo, que ninguém indevidamente atrapalhe seus trabalhos. 

Fundamental seria garantir a transparência em todas as apurações feitas e buscar junto às autoridades competentes, o fim do sigilo nas delações premiadas de executivos das empreiteiras.

Garantir que a opinião pública nacional e a imprensa mundial tenham o devido acesso a todas as apurações, dentro do direito de saber o que – de fato – derrubou um governo de esquerda no Brasil.

Este breve roteiro seria a forma mais fácil que o novo governo teria para livrar-se dos incômodos que os correligionários do governo deposto prometem trazer.

Isto feito, poderíamos tranquilamente aprovar as verdadeiras e inadiáveis reformas que o Brasil necessita. 

 

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AGRONEGÓCIO

O agronegócio gaúcho exportou US$ 825 milhões em abril. O valor representa uma queda de 25% na comparação com o mesmo mês de 2015. O grupo Complexo Soja é o principal responsável pelo resultado, com uma retração de 38%, cerca de US$ 300 milhões. Em relação ao mês de março de 2016, o setor teve um aumento de 28,4% no valor e 34% no volume comercializado. Os números estão no Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta segunda-feira, dia 09.

FRASE DO DIA

A brutalidade confiscatória do fisco é um fator sério de retardamento econômico. É francamente de causar indignação ver nédios representantes da burocracia oficial declamando que pagar impostos é ‘cidadania’. Cidadania é exatamente o contrário: é controlar os gastos do governo.

Roberto Campos

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QUEREM TOCAR FOGO NO BRASIL!

10 de maio de 2016

A cada dia que passa, em questão de horas ou até de minutos, as notícias ficam velhas. Às favas com a lógica, ás favas com o óbvio. De repente, um desconhecido presidente em exercício da Câmara Federal, ao que tudo indica, que jamais mereceria ter colocado os pés no Congresso Nacional,  resolve dar um canetaço e anular um ato juridicamente perfeito.

Waldir Maranhão (PP-MA) pretende que uma nova votação aconteça decorrido o prazo de cinco sessões após a devolução do processo pelo Senado à Câmara. Segundo nota, Maranhão acolheu os argumentos do ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, que disse terem ocorridos “vícios” no processo.

Ou seja, se o Senado, por decisão de Renan Calheiros, resolvesse simplesmente não devolver o processo para a Câmara, o impasse poderia render tempo indeterminado.

E depois falam em golpe! Golpe de quem, cara pálida?

Maranhão anulou  absurdamente um ato realizado sob balizamento de nossa mais alta corte e sob todos os preceitos constitucionais coincidentemente  logo depois de um encontro com José Eduardo Cardozo, Advogado Geral da União. Isso é um escárnio! 

E ainda tentam insinuar, como apressou-se a fazer Carta Capital, que isso teria sido manobra engendrada por Eduardo Cunha, em represália por ter sido afastado. 

É o famoso jogo do “dá o tapa e esconde a mão”.

A Câmara Federal não é instância recursal para a matéria em questão, que já está sob o exame do Senado da República. 

Em que pese a decisão de Waldir Maranhão não ter valor algum, já que a decisão do plenário da Câmara é soberana, como pode um país inteiro parar para assistir um ato monocrático de quem está onde nunca deveria estar?

 

Agora fica-se com a desconfiança de que, dependendo nas mão de quem a pauta for parar, no STF, a chicana poderia atrasar o inevitável.

Embora a maior parte dos ministros do STF esteja neste momento ainda a caminho de Brasília, o ministro Luiz Fux, do STF, negou mandado de segurança impetrado pelo deputado Paulo Teixeira, com argumentos semelhantes aos usados por Waldir Maranhão na decisão de hoje.

Ou seja, eles tentarão de tudo.  

Enquanto isso, a economia do país que vá as favas! Elementos que deveriam estar cuidando dos interesses superiores desta nação, estão preocupados em salvar a própria pele. Será que não pensam nos prejuízos que traz à imagem internacional do Brasil um disparate desta magnitude? Quem arcará com esses prejuízos?

Até onde precisaremos ir para frearmos os ímpetos de pessoas que parecem pretender trazer o caos?

Enquanto escrevemos este artigo, o povo se mobiliza para protestar contra a decisão de Waldir Maranhão. Sem falar na enxurrada de ações contra sua decisão.

Por fim, representantes de seis partidos vão pedir a cassação de Waldir Maranhão por quebra de decoro no conselho de Ética da Câmara.  Tem lógica.

Não vai ter golpe.

Enio Meneghetti

A CULPA É NOSSA!

27 de abril de 2016

 

 

 

Muito já se disse sobre o assunto nos últimos dias. Quem  tem noção do ridículo ficou chocado com o que assistiu cada vez que um deputado citava o nome de um familiar, de sua cidade, ou demanda pueril na votação do impeachment. Desconhecidos tiveram seus segundos para aparecer na televisão e a coisa degenerou. Vexame.

Mas parlamentares não surgem do nada. Nascem do voto. Fomos nós, foi você que elegeu aqueles deputados. A maioria demonstrou que mal consegue organizar uma frase ou pensamento coeso, inteligível e coerente.

O primeiro passo é encarar de frente a mentira de que “todos os políticos são todos iguais”. Não são. Ou você aprende a votar direito ou continua se comportando como a maioria daqueles deputados.

Você pode começar identificando os mentirosos. Aqueles que abusam do absurdo argumento de que haveria um “golpe” em andamento no Brasil. Mentira esfarrapada para tentar vitimizar-se e sobreviver ao tsunami de roubalheiras praticadas pelo governo por ora – ainda – no poder.

Precisamos retomar nosso destino, juntar os cacos e procurar sobreviver com o pouco que sobrou da economia nacional. Mas lembre-se: não foi por falta de aviso que as pessoas que praticaram o que está aí, elegeram-se.  A responsabilidade por eles estarem lá é intransferível. É nossa.

A vida continua. Devemos estar vigilantes para os atos dos agentes públicos. Nossa máquina gasta desenfreadamente. Pior, gasta mal.  Ninguém aguenta mais tantos impostos no Brasil. São 93 impostos, taxas e contribuições que alimentam a corrupção instalada no poder púbico, que mantém mordomias, é lerdo, tem baixa qualidade. A fiscalização é falha – apesar de seu custo elevadíssimo. Estão aí os Tribunais de Contas para atestar essa assertiva. A fiscalização só parece ser eficiente na área tributária. Ah, aí funciona rapidinho! De forma moderna e eficiente.

Por que nas demais áreas não pode funcionar assim também?

Temos uma exceção em andamento. Claro, refiro-me a Lava Jato.

Foi preciso um corajoso juiz federal de primeira instância e alguns procuradores federais operosos, preparados e bem intencionados para provar que a impunidade não é uma certeza neste país. Sempre se soube que o que coíbe o crime, em todos os seus níveis, é a certeza da punição. Pois bastou um juiz fazer nada mais que seu trabalho para virar ídolo da população e despertar inveja de uma governante ao ser listado pela Time como uma das cem personalidades mais influentes do mundo.

Que tal? O Brasil tem jeito ou não tem?

Portanto, o que nos cabe agora é continuar prestando todo o apoio a Lava-Jato.

 

Nem pensar em qualquer sombra de ingerência para perseguir o Juiz Moro e a força tarefa do MPF. A população deve ficar atenta. Infelizmente temos que encarar o fato de que as manobras para aparelhar as instâncias superiores do Judiciário foram um fato  praticado pelo atual governo e seu antecessor da forma mais descarada jamais acontecida neste país.

 

Caberá a nós, a população, impedir que com a queda do atual governo, esfrie o interesse na apuração total dos fatos atualmente investigados. 

 

Enio Meneghetti

 

 

“SE NÃO ESTIVER MORTO, DEPUTADO TEM QUE IR VOTAR! ”

6 de abril de 2016

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Instalado em um hotel próximo ao Palácio da Alvorada, Lula tem abertamente negociado cargos e verbas, sem nenhum pudor ou constrangimento, na tarefa de tentar barrar o impeachment.  A cada dia surgem novas histórias de cotações milionárias para o preço de cada voto.

 

Desde a saída oficial do PMDB, a estratégia tem sido concentrar esforços em PP, PR e PSD e outras siglas menores.

 

Embora esteja ainda distante dos 172 deputados de que precisa para barrar definitivamente o impeachment, a estratégia tem sido também investir em deputados que estejam dispostos ao vexame de faltar à votação em plenário.

 

Se o governo conseguir evitar o comparecimento dos  342 deputados, correspondentes aos 2/3 de votos necessários para a aprovação do impeachment, terá ganho a parada. Daí avalia-se o preço no mercado da corrupção da compra da omissão de deputados que concordarem “adoecer” no dia da votação.

 

Caberá a população a tarefa de monitorar a atitude destes parlamentares que não tendo coragem de votar a favor de Dilma em público, tentem ludibriar a opinião pública inventando uma diarréia. Votando contra ou ausentando-se, estarão votando na permanência de Dilma.

 

Cabe a população mobilizar-se  e cobrar posicionamento dos deputados. Vele tudo nesta hora: email, mensagens, recados no facebook, whatsapp.

 

Afinal, estão eles do lado do governo ou do povo, cuja maioria a favor do impeachment foi avaliada na pesquisa do datafolha em 70%?

 

O deputado Mendonça Filho (DEM) não deixou por menos: “Se o deputado não estiver morto, ele tem que vir votar”.

 

A votação será aberta e nominal. Será assistida ao vivo pelo país inteiro. Imagens de quem votou contra serão imortalizadas. Da mesma forma, serão listados os omissos, ou ausentes. Isso terá preço na próxima eleição. E não sejamos ingênuos, é isso o que está sendo discutido nos discretos salões acarpetados.

 

Infelizmente, parece que o Supremo Tribunal Federal, pela maioria de seus integrantes, está  fazendo vistas grossas ao que acontece neste país. E além de não ter agido até agora, parece desejar impedir de fazê-lo a quem tem esta disposição.

 

A presidente da República tem dado demonstrações de absoluta perda do comando do governo. Vem usando o ambiente livre de vaias do Palácio do Planalto para realizar comícios. Em cerimônia realizada na semana que passou, Aristides Santos, secretário da CONTAG, fez em palácio um discurso pregando violência:

 

“Vamos ocupar as propriedades deles, as casas deles no campo. É a Contag e os movimentos sociais que vão fazer isso. Vamos ocupar os gabinetes, mas também as fazendas deles. Se eles são capazes de incomodar um ministro do Supremo Tribunal Federal, vamos incomodar as casas deles, as fazendas e as propriedades deles. Vai ter reforma agrária, vai ter luta e não vai ter golpe”.

 

Casos como este explicam que os brasileiros elegeram como herói nacional um juiz! Um juiz que parece ser o único a cumprir o que todos os membros do judiciário deveriam estar fazendo. Por que será o Juiz Moro parece ter um comportamento distinto dos demais membros do judiciário brasileiro a ponto de contar com a aprovação maciça da população brasileira?

 

Por que nossa mais alta corte parece estar tão alheia aos problemas que tanto afligem a população brasileira?

 

Até quando?

 

Enio Meneghetti

Artigo publicado no jornal”Correio de Cachoeirinha” de 06.04.2016