Archive for the ‘nós do trânsito’ Category

A festa de St. Patrick’Day  

23 de março de 2017

           Na ultima sexta feira 17, a rua Padre Chagas foi fechada para a comemoração do dia do Santo padroeiro da Irlanda.

           Regado a muita cerveja, o evento saiu de controle na edição anterior. Agora a prefeitura interviu, regulamentando a festa, que reuniu mais de 30 mil pessoas no espaço de pouco mais de três quadras.

           A rua foi fechada às 12:30 de um dia útil. Trânsito engarrafado refletiu-se em toda a região. Consultas canceladas, comércio prejudicado, locomoção dos moradores dificultada.

           A prefeitura impôs o término para às 22:00. Mas os jovens chegaram portando sua bebida. Coolers, caixas de isopor, até barris de chope.

          O horário determinado pelo poder público de nada serviu. Os bares continuaram funcionando.

          Garrafas quebradas representavam um perigo adicional. As filas nos banheiros, instalados junto às janelas de prédios residenciais, não deram conta. Qualquer dobra de parede servia.  O odor foi testemunha até o final da manhã seguinte.

          O espaço das áreas privadas dos prédios foi invadido. Canteiros pisoteados. Não era possível ver o chão ao caminhar, tal a massa humana. Felizmente não houve situação de pânico e correria.

          Um traficante foi preso, houve pequenos roubos e um rastro de sangue entre as ruas Luciana de Abreu e Hilário Ribeiro confirmava os relatos de briga à faca.

          Situações desse tipo podem levar ao caos. Exemplos como o da boate Kiss nos ensinam que muita gente feriu-se pisoteada antes de conseguir escapar.

          O evento atravessou a madrugada, até muito depois da reabertura do tráfego.

          O caminhão pipa que lavaria a rua e as calçadas só chegou depois das onze horas do sábado, quando os moradores e comerciantes já haviam providenciado por si mesmos a lavagem. Tudo está documentado.

          Ninguém é contra confraternização, lazer ou festas. Mas devem acontecer em locais que garantam o direito e a segurança de todos os envolvidos. Isso não aconteceu na sexta feira.

Entre mais de 300 fotos e alguns vídeos, selecionamos algumas mostrando o estado em que ficou o local.

A quantidade excessiva de pessoas em um espaço restrito, comércio de ambulantes que colocou por terra a ideia dos organizadores de ter qualquer controle sobre o horário de término do evento, sem falar no fato de que a maioria dos presentes levou sua bebida de casa.

Há também registros de pessoas fazendo suas necessidades fisiológicas na via pública.

 

Xixi no portão do prédio. Padre Chagas, 174.  

  

   Xixi coletivo em jardim privado.        

 

Sol alto, a lavagem e escovação ficou por conta dos comerciantes, zeladores e moradores, pois o caminhão pipa prometido para a madrugada, só chegou após às 11:30. Não foi possível aguardar tanto tempo o mau odor de cerveja choca e urina.  

Rua Padre Chagas, 185, cerca de 5 horas da madrugada de sábado. Fim de festa, trânsito de veículos recém liberado.

A lavagem da calçada e do recuo invadido acabou ficando à cargo do pessoal do prédio, com o uso de mangueiras e aparelho lava-jato. Sol já estava alto e o caminhão pipa ainda não havia aparecido. A promessa era que a lavagem seria na madrugada.   

Comércio de ambulantes na calçada. Estoque farto.

 

    

Cacos de vidro por vários dias. Senhoras, crianças, caminhar de sandálias, ou sapatos abertos, nem pensar. 

 

 

A certa altura da festa, não era possível enxergar o piso quando se andava. Se houvesse situação de pânico, gente teria sido pisoteada.

 

Aspectos da porquice. 

 

 

Bebidas foram levadas por populares. A oficialidade achou que iria conseguir limitar o horário da festa.

Canteiros do prédio esquina rua Luciana de Abreu. 

Sobre o Fechamento da rua Padre Chagas

13 de março de 2017

 

Quando um empresário faz seu “Plano de Negócio”, calcula a viabilidade de seu empreendimento e aluga um espaço privado de “X” m2.

Em seguida, resolve promover uma festa para alavancar suas vendas. OK.

Mas quando quer expandir seu negócio para o MEIO DA RUA e ainda pretende o beneplácito do Poder Público, aí vira DEBOCHE!

A troco do quê os comerciantes poderiam ir além do espaço de seus imóveis locados?

A troco do que o poder público teria o DIREITO de, com um canetaço, entregar de mão beijada esse espaço para aumentar o faturamento de meia dúzia de casas, contrariando o interesse não só de moradores e contribuintes, como até mesmo de outras casas, como Dado Pub e Thomas Pub, aos quais cabem até o elogio por se manifestaram CONTRA a baixaria que farão os borrachos e mijões na sexta feira?

Onde fica o DIREITO DE IR E VIR dos moradores, que sequer poderão usar seus veículos no dia do evento?

Peço que façam registros com o celular das baixarias, para postar depois.

E no sábado de manhã, bem cedo, ao raiar do dia, ficará ótimo bater mais fotos das garrafas quebradas, latas vazias e sujeira pelo chão. Pena que as fotos não tem como registrar o cheiro de urina.

Espero que na reunião prevista para hoje, a Associação dos Moradores do Moinhos de Vento tome a decisão correta, no sentido de manifestar-se contra o carnaval irlandês. Porque, do jeito que a coisa vai, só falta aparecer algum “iluminado” querendo promover uma cavalgada no 20 de setembro. Afinal, até bar com esse nome já tem… Pensando bem, seria bem mais lógico até do que a festa alienígena…

http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2017/03/rua-fechada-para-st-patrick-s-day-causa-debate-no-moinhos-de-vento-9743772.html

Rua fechada para St. Patrick’s Day causa debate no Moinhos de Vento Comerciantes a favor e contra bloquear a Padre Chagas para evento no próximo dia 17 discutem com mediação da prefeituraO pobre São Patrício nem sabe, mas menos de duas semanas antes do seu dia, é o responsável por divergências na rua mais badalada do Moinhos de Vento. Enquanto alguns bares da Padre Chagas pretendem fechar a rua no próximo dia 17 para comemorar com muita cerveja o St. Patrick’s Day — tradicional festa irlandesa que se popularizou pelo mundo —, outros são contra a medida. O assunto foi discutido na tarde desta quarta-feira em reunião na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico que, responsável por assuntos de comércio e turismo, media a contenda entre empresários favoráveis e contrários. A prefeitura ainda não confirmou o fechamento da rua: ficou acordado que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) será consultada para a elaboração de um termo de ajustamento de conduta semelhante ao que permite a realização do Carnaval de rua. Uma nova reunião será feita na próxima segunda-feira à tarde, segundo o chefe de gabinete da secretaria, Alexandre Prates. Leia maisNão será um evento pequeno: 10 estabelecimentos já protocolaram na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) solicitações para a reserva de vagas na rua, montagem de estrutura ou estacionamento de gerador de energia. O Mulligan Irish Pub apresentou seu projeto em janeiro prevendo a instalação de 11 banheiros químicos e de um palco para show e interação com o público. Gabriely Muñoz Rocha, que comprou o pub em novembro do ano passado, explica que a ideia é decorar a Padre Chagas, simulando uma floresta encantada com potes de ouro. Também estão previstas atrações como um concurso de fantasias. Gabriely destaca que o evento iniciará às 16h e terminará às 21h30min, respeitando a lei do silêncio. — A nova administração do Mulligan enxergou que o evento acontecia com ou sem organização, e quis entregar uma proposta cultural — explica a dona, acrescentando que parte das vendas de bebidas será revertida para instituições de caridade. Contrários, outros comerciantes se preocupam com o excesso de público. Werner Siegmann, 67 anos, sócio do Dado Pub na esquina da Padre Chagas com a Rua Fernando Gomes, lembra que, em 2016, um evento sem o respaldo da prefeitura bloqueou a rua pelo excesso de público. Isso atrapalhou os estabelecimentos da rua e quem reside no bairro, sustenta. — Achamos que o Moinhos de Vento não tem esse ar de trazer galera para fazer xixi no muro e atirar garrafa vazia no chão. No ano passado, no dia seguinte, parecia que havia acontecido uma guerra na rua — diz ele. Associação do bairro vai definir posição na próxima semana Também contra a realização do evento na rua, o dono de outro pub na Padre Chagas diz estar preocupado com o efeito sobre quem vive no bairro. — Queremos uma relação saudável, produtiva e eterna (com os moradores), e vamos colocar tudo isso em risco por causa de um evento — corrobora Wilson Herrmann, relações públicas do Thomas Pub. Moradores das redondezas ainda não se posicionaram sobre a ronha — ao menos, de forma organizada. O presidente da associação Moinhos Vive, Raul Agostini, diz que o assunto será discutido em uma reunião interna, marcada também na próxima segunda-feira. — O que não pode repetir é o que ocorreu ano passado, quando houve uma desatenção quanto à limpeza e quanto ao barulho. No meu entender, vai depender das posições de compromisso tomadas por quem está organizando. E-mailGoogle+TwitterFacebook

Eleitores de Dilma protestam contra Dilma nesta sexta feira

28 de maio de 2015

“Quem pariu Mateus que o embale”

A CUT e outras centrais sindicais organizaram para esta sexta feira (29) uma paralisação geral.

Em comum, são todas entidades que apoiam Dilma e o PT.

– Ou não? Não foram vocês que a elegeram? O que sugerem? Impeachment?

Entidades, sindicatos e categorias ligadas à CUT irão aderir ao protesto.

Bloqueio de  avenidas estão previstos.

Os motivos da paralisação são todos de responsabilidade do governo petista.

Passam pela flexibilização das leis trabalhistas, ajuste fiscal, reforma agrária, até alíquota de imposto de renda.

Mas estão de brincadeira? Quem mandou vocês votarem nela?

Se não tinham capacidade de avaliar todas as mentiras vomitadas durante a campanha dela, que moral tem agora de atrapalhar a vida de quem produz?

O Sindicato do Rodoviários de Porto Alegre estima que nenhum ônibus saia das garagens na sexta-feira.

Bancários de Porto Alegre e da Região Metropolitana decidiram fechar agências na sexta-feira, durante o período da manhã.

Motoristas e cobradores de ônibus do ABC decidiram aderir ao Dia Nacional de Paralisação, marcado para esta sexta-feira (29) e que contará com atos em todo o país.

Devem parar os ônibus municipais em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, o Corredor de Ônibus e Trólebus na Zona Leste de São Paulo, e Jabaquara, na zona Sul, passando por municípios do ABC Paulista.

E por aí vai. Em meio à crise causada pelo modelo petralha, um dia de trabalho perdido.

RIO GRANDE DO SUL
Durante a manhã serão realizadas ações (assembleias, caminhadas e paralisações) nos locais de trabalho, promovidas pelos sindicatos tanto na capital quanto em diversas cidades do interior do estado. À tarde, derá realizada caminhada até a Praça Matriz

SÃO PAULO

Paralização dos ônibus urbanos e do Terminal Bandeira
Entre 3h e 8h, os rodoviários e condutores/motoristas de Sorocaba, Guarulhos, São José dos Campos, Jacareí e do ABC, de sindicatos filiados a CUT, CTB, CSP/Conlutas e NCST, vão parar os ônibus urbanos e de turismo.

Às 7h, na Ponte das Bandeiras, CTB e NCST farão concentração, pararão o terminal Bandeira e, depois, seguirão em caminhada pela Santos Dumont, Avenida do Estado até o Parque Dom Pedro.

Manifestações de metalúrgicos, bancários e professores
A partir das 7h30, os metalúrgicos do ABC-CUT, farão assembleia em frente à sede do Sindicato, na Rua João Basso, 231, centro de São Bernardo do Campo e, depois, seguirão em caminhada pelas ruas do centro da cidade.

Os bancários – CUT vão cruzar os braços e fazer atos localizados em dois pontos da cidade ainda não definidos.

Às 17h, na Praça da República, será realizado um ato público unificado  que reunirá os professores da Apeoesp, que farão uma aula pública, dirigentes de todas as centrais e dos movimentos populares do campo e da cidade que participam do dia de paralisação, militantes e trabalhadores.

Paralizações e ocupações pelo MTST e MST
Paralisações dos metalúrgicos, químicos e bancários de São José dos Campos e região, ligados aos CSP/Conlutas.
Paralisações dos Químicos de Osasco/Intersindical, que estarão junto com movimentos sociais.
Paralisações na Baixada Santista, que vai reunir representantes da NCST, Intersindical, CUT e alguns sindicatos ligados a Força Sindical.
Paralisações em Campinas, comandadas pela Intersindical.
MTST vai ocupar Agências da CAIXA em vários pontos da capital e de cidades da região metropolitana.
MST fará ocupações de terra e atos em rodovias

Manifestações em estações da CPTM
Trancaço no Portão 1 da USP às 05h45
Manifestação na estação Jandira da CPTM das 06h30 às 08h00, na estação Osasco da CPTM às 10h e na Ponte do Socorro às 06h00

As mobilizações podem travar o trânsito nas rodovias Raposo Tavares, Castelinho, Castelo Branco, Anhanguera, Anchieta e Imigrantes.

AMAPÁ
Paralisações de municipais e vigilantes, além do movimento social e popular.

BAHIA
5h – paralisação de diversas categorias (petroleiros, metalúrgicos, rodoviários, borracheiros, construção  civil, alimentação, bancários etc)
13h – Concentração no Iguatemi e ato dos movimentos sindical e social, com caminhada até a FIEB.

CEARÁ
Paralisação na Coelce, empresa de energia do Estado, e aeroportuários.

DISTRITO FEDERAL
10h – Ato na Praça do Buriti contra a política neoliberal implantada pelo GDF, contra o PL 4330, e as MPs 664 e 665). Ao longo do dia, manifestações e paralisações de diversas categorias e setores, do campo e da cidade

GOIÁ
Atos entre 4 e 5h nos terminais de ônibus.

MARANHÃO
Paralização de urbanitários, federais, IFMA, Metalúrgicos e professores. Realização de ato na avenida que dá acesso a BR 365.

MINAS GERAIS
Às 16h, concentração e ato público na Praça Afonso Arinos, na Região Central da capital mineira.

MATO GROSSO
Às 14h, movimentos sindical e social sairão em caminhada da Praça Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA, pelo Centro Político Administrativo.

PERNAMBUCO
Às 14h, ato público em frente à sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), em Santo Amaro.

PIAUÍ
8h – Concentração e ato público na Praça da Liberdade e também concentração (às 7h) em frente à Vida Nova Cidadão, de onde manifestantes sairão em caminhada pelo centro de Teresina.

PARANÁ
10H Concentração na Praça 19 de dezembro e caminhada até o palácio do governo. Estarão presentes professores, servidores municipais e estaduais, bancários, petroleiros e metalúrgicos.

RIO GRANDE DO NORTE
14h – concentração no Viaduto do Baldo e caminhada até o calçadão da João Pessoa, onde terá um ato público.

RIO DE JANEIRO
Manifestações da Cinelândia

SERGIPE
Mobilização no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro na parte da manhã; e, às 14h Marcha na Praça General Valadão até o Tribunal de Justiça, no centro de Aracaju.

TOCANTINS
Às 9h, ato público próximo ao Colégio São Francisco, Avenida JK, em Palmas.

Terra

http://noticias.terra.com.br/brasil/manifestacoes-devem-paralizar-sao-paulo-e-outros-estados,19a1143f914ab1cc492b099a472ab63ce80zRCRD.html

Venezualização?

5 de fevereiro de 2014

Embora possa parecer um problema restrito a Porto Alegre, é bastante sintomático o que se viu até agora na greve dos rodoviários.

Centrais adversárias levam a disputa de poder dentro de um sindicato ao desrespeito de um acordo firmado no âmbito do Judiciário. Partidos da extrema esquerda mobilizam e radicalizam os grevistas nos bastidores. O governo estadual representado pelo senhor Tarso Genro recusa o pedido da prefeitura municipal do uso da Brigada Militar para garantir a circulação dos ônibus que atenderiam à população que segue desassistida. Depredações, desobediência civil.

O quadro alarmante pode ser colocado ao lado do que se vê no restante do país.

O dinheiro jogado fora com despesas além da conta para fazer estádios. Manifestações contra a copa num país de fanáticos por futebol, o que seria difícil de imaginar alguns anos atrás.

A inflação crescente com evidentes sinais de descontrole. Sintomas de bolha de crédito. Descontrole de gastos com a péssima gestão das contas públicas. Déficit nominal. Carga tributária cada vez mais alta.

Eterna tentativa de controle do Congresso via cofres públicos e distribuição de cargos no executivo. Controle das eleições por meio dos bolsas-miséria.

O aumento descontrolado da violência nas regiões metropolitanas. Crise econômica gerando maior custo de vida e descontentamento individual. Esgotamento do modelo político e econômico. Cenário de instabilidade, radicalização e cada vez mais corrupção.

A lembrança das várias obras prometidas que não saíram do papel.

Os investimentos na infraestrutura carente que não foram feitos enquanto o país torra dinheiro no exterior com gastos absurdos em viagens oficiais e obras que nenhum retorno trarão, como o porto cubano.

Investidores externos fogem de um Brasil caro, corrupto, politicamente subdesenvolvido e ineficiente para produzir e crescer de verdade.

Pessimismo? Onde tudo isso irá parar?

Dilma Rousseff tentará resistir às pressões programadas para infernizar sua pretensão de reeleição amparada pelos estimados US$ 2 bilhões que o esquema já conseguiu arrecadar para torrar em 2014.

Será o tórrido verão prenúncio de um ano “quente” inverno adentro?

Quem viver verá.

Aeromóvel

17 de agosto de 2011

Em 10 de maio passado publiquei um post intitulado “Nosso Sonho do Metrô”, https://eniomeneghetti.com/2011/05/10/nosso-sonho-do-metro/ onde sugeria nossas autoridades a estudarem uma ligação entre a estação Anchieta do atual Trensurb ao extremo da Zona Norte, junto a FIERGS.

Leio agora reportagens sobre a implantação do Aeromóvel entre a linha do Trensurb e o Aeroporto. Orçada em R$ 29,9 milhões para um trecho de 998 metros, transportará 300 passageiros em 90 segundos.

Mencionam uma pesquisa que dá como embarque e desembarque no Salgado Filho  7.000 pessoas por dia. A pergunta é: essas pessoas utilizarão o Trensurb? Alguém vai voltar de viagem, pegar as malas e entrar no trensurb para ir a Esteio, por exemplo? Desse numero de 7.000, provavelmente somente os funcionários do aeroporto poderiam utilizar e mesmo assim, os que moram em áreas próximas ao trem ou nas cidades satélites servidas.  Não estariam forçando a barra com pesquisas para justificar um gasto que seria melhor aproveitado noutras áreas?

Por que nossas autoridades não ousam e vão um pouquinho mais adiante? Cerca de mais quatro quilômetros apenas! Com a vantagem de sequer precisar dos “52 pilares de sustentação que já estão sendo fabricados” – como revela a reportagem de Zero Hora (abaixo).

Sim, porque correndo paralela à Fre-Way, uma nova via poderia ser assentada perfeitamente onde hoje é praticamente só mato e atender a demanda dos mais de 150.000 moradores dos bairros Sarandi e Rubem Berta. E desafogar o trânsito de ônibus e automóveis da Sertório, Assis Brasil, Farrapos, Voluntários da Pátria, etc. e até da BR 116! Com um sistema moderno, econômico, confortável, limpo e ecológico.

Parece que não tem imaginação. Ou não querem. Ou ambos. Por que será?

Jornal Zero Hora – 16/08/2011 – pg 28
Ministro anuncia início de obras do aeromóvel que ligará estação da Trensurb ao aeroporto
Com novo transporte, passageiros poderão chegar ao aeroporto em 90 segundos
Juliana Bublitz | juliana.bublitz@zerohora.com.br

Em cerimônia realizada nesta segunda-feira na Capital, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, anunciou o início das obras do aeromóvel, em Porto Alegre. O sistema funcionará em uma via elevada de 998 metros de extensão será construída para ligar a Estação Aeroporto, da Trensurb, ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

— Esse é um momento histórico para o transporte urbano brasileiro. E o que é melhor: com tecnologia gaúcha — disse Negromonte.

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Foto: Divulgação, Prefeitura de Porto Alegre

O ministro garantiu que a obra, com valor estimado de R$ 29,9 milhões, estará pronta até dezembro. A intenção é que no início de 2012 comecem os testes e que, até o fim do ano, os veículos entrem em operação.

Segundo pesquisa encomendada pela Trensurb à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cerca de 7 mil pessoas embarcam e desembarcam no aeroporto por dia.

Para atender à demanda, haverá dois veículos, um com capacidade de 150 usuários, e outro, de 300. Eles deverão operar de forma intercalada de acordo com os horários de maior exigência, como o início da manhã e o final da tarde, e farão o percurso em 90 segundos.

O aeromóvel será conectado ao andar de embarque do aeroporto e à área de transportes da estação. Com isso, o passageiro pagará apenas o valor da passagem unitária e utilizará o veículo de forma gratuita. Hoje, o trajeto pode ser feito a pé, de táxi ou por sete linhas de ônibus.

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Foto: Divulgação, Prefeitura de Porto Alegre
ZERO HORA

Um Funil a Céu Aberto

29 de junho de 2011

Os Nós do Trânsito (01)

A cada dia mais as pessoas que moram em Porto Alegre tem reclamado dos crescentes problemas de trânsito.
 
E o que se vê é muito discurso e pouca ação das autoridades encarregadas de gerenciar o problema.
 
Para começar, abusando do marketing, trânsito virou “Mobilidade Urbana”.
 
Ora, trânsito é TRÂNSITO! Onde andam todos, sejam pobres ou ricos, pedestres ou motorizados, carros, ônibus, caminhões ou motocicletas. 
 
Muitos dos nós existentes poderiam ser resolvidos com intervenções bem simples.

Por exemplo, o problema de fechar os cruzamentos, quando muda o sinal. Especialmente quando o trânsito está engarrafado, os motoristas, levados ao desespero, param ou deixam o “rabo” do carro na área do cruzamento de vias, quando o sinal fecha, impedindo que o tráfego da outra rua avance e aí tudo pára, agravando o problema. A prefeitura se faz de cega e não age. E a solução seria simples. 
 
Em vez de gastar uma fortuna em publicidade de “um novo sinal”  (o sinal da mão que por sinal não deu certo)a prefeitura podia ter melhor empregado estes recursos com um bom programa de educação para o trânsito. No entanto, só confundiram a cabeça de motoristas e pedestres para criar algo que já está na legislação de trânsito (e que é privativa do CONTRAN!). Preferiram jogar pedestres x motoristas e ficar assistindo mais um capítulo do caos.

 
Ora, e por que não deu certo? Se alguns motoristas,  que são habilitados, não conhecem direito as regras de trânsito e confundem-se com o “novo sinal”, imagine o pedestre! Sim, porque com essa medida, a ação de nossas autoridades foi delegar ao pedestre – que não estudou necessariamente a legislação de trânsito e não tem obrigação de saber que o sinal só vale nas esquinas onde não tem sinaleiras – a tarefa de sinalizar o tráfego!  A confusão está instalada.
 
Pensando estrategicamente, educação para o trânsito deveria ser matéria do currículo escolar. Crianças com 10 ou 14 anos, em pouco tempo serão os futuros motoristas. Aulas atrativas e interessantes poderiam mudar o quadro de (maus) motoristas que temos hoje, preservando vidas e com um trânsito fluindo melhor.
 
Mas justiça seja feita, essa má prática de fazer marketing com trânsito não foi iniciada na atual gestão. Isso foi lançado entre nós pela auto proclamada “Administração Popular”.  Eles  cunharam e abusaram da frase:
 
“Não vamos privilegiar o transporte individual”. chegando ao ponto de Raul Pont culpar FHC pelo já caótico trânsito de Porto Alegre, porque facilitava a compra de automóveis – isso há mais de 10 anos. 
 
E fizeram de tudo para dificultar a vida dos pobres coitados que podiam se dar ao luxo (?) de andar de automóvel. Como se os ônibus também não andassem no trânsito, ou se automóvel fosse luxo de ricos e para poucos, como se não existissem milhares de profissionais autônomos ou não, que dependem de um automóvel para deslocar-se para trabalhar. Ou como se pessoas de menor poder aquisitivo não tivessem carro e as frotas de empresas não se deslocassem para ajudar a engordar o PIB e gerar impostos e riqueza para ser desperdiçada em más políticas de toda ordem.
 
 Para começar, afunilaram os cruzamentos, com aquelas tartarugas refletivas pregadas no chão que existem nas esquinas e fazem com que um só carro atravesse por vez. Aquilo foi feito para criar engarrafamentos e o tráfego fica realmente com a rapidez de tartarugas. 
 
Conduziram também obras intermináveis como a III Perimetral, onde o viaduto da Carlos Gomes x Nilo Peçanha chegou a ficar paralizado mais de 6 meses após levarem à falência a empreiteira encarregada da obra. Porto Alegre ainda aguarda por obras planejadas no governo  Vilella. A III Perimetral é ainda de antes daquele tempo. Aliás foi o último prefeito digno de ser assim chamado, pois pensou e planejou a cidade. Os outros foram meros remendões.
 
Igualmente a passo de tartaruga foi a reforma do viaduto da João Pessoa, junto a Faculdade de Direito da UFRGS.
 
E aquele túnel com “rotatória aérea”, na Protásio com Carlos Gomes, obra faraônica da Administração Popular, (aliás, nem dá para chamar de faraônica, porque as obras dos faraós funcionavam e, principalmente, duravam) que poderia, sozinha, ter suprido os recursos para construir os viadutos que ficaram faltando.
 
A Sertório, que nunca havia engarrafado até o dia em que botaram lá aquele corredor tão ocioso como é o da mencionada – e permanentemente engarrafada – III Perimetral –  a obra que nasceu velha e ultrapassada.
 
Então,  como o assunto é amplo, vamos abordá-lo um-a-um, nos próximos posts:


O novo sinal; o hábito de fechar cruzamentos; os nós localizados; o estreitamento de vias; a necessidade de mais espaços de estacionamento; a praga que são alguns serviços de manobristas ou ‘valet’, que atuam no meio da rua; os “tranca-rua” e aí por diante.
 
Sugestões ou críticas, serão muito bem vindas.