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O PAVOR MAL COMEÇOU

25 de abril de 2017

 

                             As revelações de Emílio Odebrecht foram apenas parte do estrago. As delações dos dirigentes das outras empreiteiras trarão mais destruição.

                            Depois do patético depoimento em que o capo Emílio Odebrecht, sem demonstrar o mínimo arrependimento, com ar superior, em uma performance teatral, tentou dar ares de normalidade à corrupção alimentada por ele, sua empresa será para sempre lembrada como sinônimo de corrupção. Desculpas como “geração de empregos” jamais poderão servir para a manutenção das atividades de uma empresa movida à base de corrupção. Emílio buscou situar a corrupção no tempo. “O que nós temos no Brasil não é de cinco, dez anos. Tudo que está acontecendo era um negócio institucionalizado, normal”. Absurdo.

                            Em outro depoimento devastador, Léo Pinheiro revelou a Sérgio Moro que Lula chegou a lhe determinar que destruísse provas sobre a real propriedade do famoso triplex do Guarujá. O empreiteiro contou que em um encontro, Lula lhe indagou: “Léo, você fez algum pagamento a João Vaccari no exterior?”. Ele respondeu: “Não, presidente, nunca fiz pagamento dessas contas que nós temos com Vaccari no exterior”.   Lula: “Como você está fazendo esses pagamentos para o PT?”.  Léo respondeu: “Através das orientações do João Vaccari. Do caixa dois, de doações diversas que nós fizemos a diretórios e tal”. Veio a ordem de Lula: “Você tem algum registro de algum encontro de contas feitas com João Vaccari…? Se tiver, destrua”.

                          Léo Pinheiro deixou claro em seu depoimento que o tríplex sempre foi da família Lula, além de trazer uma nova acusação: destruição de provas. Isso também dá cadeia.

                          Em seguida foi Antônio Palocci que colocou-se à disposição para delatar. Sua família vem pressionando para que ele possa abrir o jogo. Palocci sabe muito. Foi ministro da Fazenda de Lula, Chefe da Casa Civil de Dilma. É o “Italiano” das planilhas de propinas da Odebrecht.

                          Manifestou publicamente sua intenção. “Encerro aqui e fico à sua disposição”, disse ao juiz  Sérgio Moro. “Hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição no dia que o senhor quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, à pessoa que o Sr. determinar, eu imediatamente apresento todos os fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato. Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”.

                         Chegou a hora fatal. Quem ainda tem algo a delatar, com provas, deve correr, antes que suas condenações sejam irreversíveis. É o caso de Palocci. Quem optar por não delatar terminará como Marcos Valério, com muitos anos de cadeia para cumprir.

                        Lula não tem essa opção. A quem ele delataria? A Hugo Chavez?

                        A jararaca virou vítima do próprio veneno.

OS ESPERTINHOS

7 de março de 2017

                    O juiz Sérgio Moro interrogará  Lula dia 3 de maio, às 14 horas, na Justiça Federal em Curitiba.

                    Serão os momentos finais da ação penal que investiga a propriedade do triplex do Edifício Solaris, no Guarujá, a acusação de lavagem de dinheiro e os aluguéis milionários pagos para a guarda dos bens presidenciais.

Lula será o último réu a ser interrogado. Antes dele, entre 26 e 28 de abril serão ouvidos os réusLeo Pinheiro, Agenor Medeiros, Paulo Gordilho, Fábio Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, da OAS e Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula.

Depois, somente eventuais novas diligências, se forem necessárias,  e as alegações finais da defesa e do Ministério Público.  Então o juiz Sérgio Moro poderá emitir a sentença que definirá se Lula é culpado ou inocente nessa ação penal. Ele é réu em outras quatro.

A chapa está esquentando.

Enquanto isso, em seu depoimento ao TSE, Marcelo Odebrecht contava que em um encontro com Dilma no México, teria avisado que pagamentos feitos a João Santana estavam ‘contaminados’, pois as offshores utilizadas foram as mesmas usadas para pagamento de propina. O valor acertado para a campanha que reelegeu Dilma foi de R$ 150 milhões. Deste total, segundo Marcelo, R$ 50 milhões eram retribuição pela aprovação da Medida Provisória do Refis, em 2009, que beneficiava a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht.

Dilma, “a santinha”, ficou furiosa com a revelação e disse que é tudo mentira.

A semana teve mais. O ex-presidente da Odebrecht Ambiental  Fernando Reis, também em depoimento ao TSE, disse que a empreiteira pagou 4 milhões de reais para comprar o apoio do PDT à chapa que reelegeu Dilma.

 

A inclusão do PDT no rol dos recebedores de propina é um balde d’água fria nos espertinhos que tentam escapar do desgaste migrando do PT para o PDT, como Jairo Jorge e Bordignon.

Parece que não seriam os únicos… Olho neles!

 

Enio Meneghetti

LULA NÃO TEM A MENOR CHANCE

21 de fevereiro de 2017

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A denúncia contra Lula pelo sítio em Atibaia será uma das mais arrasadoras da Lava Jato. Quem avisa é a revista Época. A denúncia está demorando porque trará informações que constam das delações premiadas da Odebrecht e do ex presidente da OAS, Oldemario Pinheiro Neto, o Léo Pinheiro, que junto com a Odebrecht, teria sido quem pagou pela mega remodelação que transformou o sítio de lazer em uma sucursal da Ilha da Fantasia.

Entrementes, Tarso Genro foi ouvido como testemunha de defesa de Lula no caso do outro imóvel, o triplex do Guarujá.

Confesso que ao ouvir a notícia de que Tarso seria ouvido, pensei: que raios Tarso poderá dizer em defesa de Lula? Tarso declarou que não conhece a vida financeira privada do Lula. Mas afirmou solenemente que “tenho conhecimento suficiente dele, da sua postura como político, como presidente da República, que ele jamais aceitaria qualquer beneficio indevido, decorrente de intercâmbio a partir das suas funções presidenciais”. Ah, tá!

Tarso não perde o jeito.

Quando ele era vice prefeito de Olivio Dutra em Porto Alegre, um brigadiano foi degolado com um golpe de foice na garganta, desferido por um membro do MST, durante uma manifestação no centro da capital gaúcha. O assassino fugiu e foi homiziar-se na prefeitura. A imprensa correu até lá e Tarso os recebeu. Saiu em defesa do agressor, que assim como os demais companheiros que o acompanharam na fuga portavam foices com longos cabos de madeira. Ao ouvir que o assassino e seus colegas do Movimento dos Sem Terra estavam “armados”, Tarso rebateu: As foices não eram armas. Eram “instrumentos de trabalho”. Esse é Tarso.

           Ele também contou que logo após assumir o Ministério da Justiça, o chefe da Polícia Federal,  delegado Paulo Lacerda, lhe avisou que ocorreria uma diligência, a pedido pelo Ministério Público, na casa de Vavá, irmão de Lula.  Vavá estava sendo investigado por possível tráfico de influência. Tarso foi avisado e teria perguntado ao subordinado: “Está tudo regular? Tem ordem escrita? Tem orientação? Então que se proceda.’”

           Em seguida, “cumprindo minhas obrigações como ministro, avisei o presidente Lula”:

           – Presidente, queria lhe informar que amanhã cedo vai ocorrer uma diligência na casa do seu irmão.

           Lula perguntou: “Está tudo legal, tudo regular?”

           – Sim, está tudo correto. – respondeu o ministro. Lula então teria respondido:

           –  Que se proceda essa diligência,  agradeço por me informar.’”

           Tá bem. Será que Lula não avisou o irmão? Será que o irmão ficou aguardando calmamente, sem nenhuma ação ou providência, como se nada tivesse acontecido?

           Acredito.

          Bem, o fato é que enquanto a batata continua assando, volta e meia surgem novas pesquisas apontando Lula como muito bem posicionado para a corrida presidencial de 2018.

          Ora, mesmo que ele esteja solto em outubro de 2018 e cometa a bobagem de concorrer, Lula não tem chance alguma. Os índices que apresenta são os fanáticos que ainda o acompanham e meia dúzia de alienados que votariam nele mesmo que fizesse campanha vestido como a bruxa malvada. Seus índices de rejeição são incontornáveis. Não há como Lula ganhar. Isso com o que se sabe até hoje. Fora o que ainda falta ser revelado e o será em breve.

          Já imaginaram Lula em um debate? Os vídeos dele andando na rua e sendo destratado pela população? Como ele colocaria os pés na rua?

            A possibilidade de Lula concorrer é remota. Se concorrer, tomará uma lavada.

CANDIDATURA DE LULA É GOLPE!

27 de dezembro de 2016

 

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Quem confirma é o presidente do PT, Rui Falcão.

Em entrevista ao Estadão Rui Falcão disse que a candidatura de Lula a presidente da República impediria seu julgamento e sua prisão. Segundo ele, uma vez colocado publicamente como candidato, qualquer atitude do Judiciário contra o “Amigo” – como é chamado nas planilhas de propina da Odebrecht – seria um caso de perseguição. Um absurdo.

Lula recebeu dinheiro sujo da Odebrecht e montou o maior esquema de suborno da História. Os valores envolvidos, revelados em manchetes diariamente, causam espanto em qualquer lugar no mundo. A Odebrecht comprou Lula para exercer tráfico de influência no Brasil e no exterior com dinheiro roubado da Petrobras.

Réu em cinco processos criminais, três são ações criminais da Operação Lava Jato. Um processo é decorrente da operação Janus e outro da operação Zelotes.

Responde por obstrução da Justiça em Brasília, acusado de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró. Réu em acusações por corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Suspeito do recebimento de 3,7 milhões de reais na forma do apartamento triplex do Guarujá. Pela contratação da empresa que armazenou seu acervo pessoal.

Também responde acusações por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e tráfico de influência na perante o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da décima vara federal em Brasília. A denúncia foi aceita contra Lula, seu sobrinho Taiguara dos Santos, Marcelo Odebrecht e mais oito pessoas. São acusados pelo MPF por fraudes envolvendo contratos do BNDES.

Em outro processo, Lula, seu filho Luiz Cláudio e dois empresários respondem por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em esquema apurado pela operação Zelotes.

Há inquéritos como o do sítio de Atibaia, pela utilização do Instituto Lula para recebimento de vantagens de empreiteiras, por utilizar sua empresa LILS  no mesmo propósito. Pela tentativa de tomar posse como ministro de Dilma, obtendo foro privilegiado, o que configuraria obstrução de justiça.

A compra de um terreno onde seria o Instituto Lula e o aluguel – ou propriedade dissimulada – de um apartamento ao lado de onde ele reside em São Bernardo.  Acusação da venda de MPs em seu governo para favorecer montadoras de automóveis. Acusações de tráfico de influência em negócios da Odebrecht financiados pelo BNDES no exterior.

Sua defesa nega tudo.

A tentativa de constranger a justiça revelada por Rui Falcão não é caso isolado. Nas audiências, seus advogados vem tentando confrontar o juiz Sergio Moro. A defesa de Lula também decidiu processar o procurador Deltan Dallagnol em um milhão de reais por cumprir sua obrigação.

As delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht e das dezenas de executivos da empresa, trarão muito mais.

Nem com golpe, Lula.

Enio Meneghetti

 DISCURSO DE CULPADO

21 de setembro de 2016

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Artigo publicado no “Correio de Cachoeirinha” desta quarta feira, 21 de setembro de 2016. 

 

Na quinta-feira da semana que passou, durante mais de uma hora Lula bravateou, chorou, fez gracinhas, disse bobagens. Criticou “concursados”,  tentando atingir os procuradores do MPF e o juiz Sérgio Moro.  

Antes mesmo de terminada a entrevista coletiva dos procuradores do MPF no dia anterior, seu advogado já estava na televisão apresentando um “power point” previamente preparado.  Tentou desqualificar aspectos da acusação referente ao triplex dizendo que “não há provas” em relação à propriedade do apartamento no Guarujá.

Às acusações dos pagamentos milionários feitos pela OAS para guardar suas “tralhas” – como ele mesmo as classifica –  o advogado não referiu. Será que esqueceu?

Ora, os procuradores também acusam Lula pelo recebimento de vantagens indevidas da OAS por meio de um contrato para armazenagem de seus bens pessoais. A empreiteira fez pagamentos milionários, durante cinco anos para a guarda de objetos pessoais de Lula.  

Por que razão uma empreiteira gastaria milhões de reais para guardar presentes de Lula? Que aliás nunca deveriam ter sido retirados do Palácio.   

O prédio no Guarujá era originário da BANCOOP, a Cooperativa dos Bancários, que um dia foi dirigida por João Vaccari Neto .

Vaccari, Lula, através de dona Mariza e outros próceres petistas subscreveram cotas para adquirirem um imóvel de veraneio pela BANCOOP. A Cooperativa quebrou, deixando milhares de bancários à míngua, muitos deles tendo investido suas poupanças na tentativa de conquistar a casa própria.

A turma de alto coturno arranjou um jeito de concluir o prédio no Guarujá. A OAS terminou o edifício e ainda refez, decorou e equipou um apartamento específico. O tripléx.

Reformou-o completamente, colocou elevador, montou cozinha gourmet, mobiliou e decorou. Lula vistoriou o imóvel, Mariza e um dos filhos também, acompanhados do dono da OAS, o poderoso empreiteiro Leo Pinheiro. Este destacou um arquiteto da empresa para acompanhar a reforma, autorizou pessoalmente gastos milionários para execução daquilo que Lula, tal qual novo rico, classificou de triplex “Minha Casa Minha Vida”.

Há fotografias, existem testemunhas, mensagens trocadas, notas fiscais das despesas efetuadas, dos eletrodomésticos. Tudo pago pela empreiteira boazinha.

Francamente, o argumento não serve nem como piada.

Vamos ver  qual será a desculpa quando vier a denúncia relativa ao sítio de Atibaia. Depois, as palestras milionárias pagas ao seu instituto, o LILS e as viagens internacionais, sempre associadas a obras faraônicas realizadas em países falidos com o dinheiro dos brasileiros via BNDES.

O Instituto Lula perdeu a classificação que o isentava de impostos e já é devedor de uma fábula à Receita Federal.

Não sobrará muito de Lula ou de Dilma após as delações premiadas que estão no forno, como a de Marcelo Odebrecht e seu pai.

E ainda nem falamos sobre a aprovação da aquisição da Refinaria de Pasadena, ao tempo em que Dilma Rousseff presidia o controle acionário da estatal.

Não adianta chorar. Vem chumbo grosso.

Enio Meneghetti

  

 

 

SUPREMO CONSTRANGIMENTO

13 de setembro de 2016

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Os caminhões que levavam a mudança de Dilma foram chamados de volta. O TCU deu um prazo de 120 dias para que os presentes recebidos por ela e por Lula, quando do exercício da presidência, sejam incorporados ao patrimônio da União. Dilma tem de devolver 144 itens e Lula outros 568.  

O TCU realizou uma auditoria para apurar o desaparecimento de bens durante os governos de Lula e Dilma Rousseff. O levantamento foi determinado a partir de um requerimento do senador Ronaldo Caiado. Foi apurado que 716 presentes recebidos por Lula e Dilma não foram registrados como patrimônio da União, conforme determina a lei. 4.564.  

 

O decreto 4.344/2002 dispõe que não são de propriedade pessoal do presidente da República presentes recebidos. Estes pertencem à União. Por exemplo, em 2014, Dilma visitou a China, foi presenteada, mas o objeto não está registrado. Ela também recebeu do presidente da França, François Hollande, um vaso de porcelana francesa. Também não foi localizado como integrante do patrimônio da União.

Mas este é um embaraço pequeno, perto do que há mais por vir.  

Lula já é réu na Justiça Federal de Brasília pela acusação de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.  O julgamento desta ação – e provável condenação – deve sair até novembro. Nesta semana prestarão depoimento ao juiz Sérgio Moro, o publicitário Marcos Valério, o ex-sócio da OAS, Léo Pinheiro e Marcelo Odebrecht.

Léo Pinheiro fez a reforma do tríplex de Lula. Marcos Valério efetuou a compra de parlamentares no mensalão e participou da famosa operação com a Portugal Telecom e Odebrecht fez reformas no sítio de Atibaia e participou da mal explicada construção do Itaquerão.  A lista de depoentes que comprometem Lula em casos de corrupção e desrespeito à Justiça aumenta continuamente. Os ex aliados perderam o medo de revelar fatos sobre o ex presidente.   

Na quinta-feira da semana passada o ministro Teori Zavascki, perdeu a tramontana em um despacho acerca de mais um recurso da defesa de Lula, acusou-o  de “embaraçar” as investigações da Lava Jato com seus sucessivos pedidos de transferência de competência dos processos nas mãos do juiz Sergio Moro.

A postura de Lula segue como se ele fosse intocável, beirando o desacato. Seus familiares já se recusaram a comparecer a um depoimento e o ex- presidente insiste em afrontar a competência do juiz Sergio Moro para julgá-lo.  

Outra investigação em andamento na Procuradoria do Distrito Federal apura a suspeita de participação de Lula na liberação de empréstimo do BNDES à Odebrecht para financiar obras de uma hidrelétrica em Angola. A operação envolve a subcontratação da empresa do sobrinho de Lula, Taiguara Rodrigues dos Santos.

E ainda nem falamos no inquérito que  apura pagamento da OAS pelo armazenamento de bens do ex-presidente. A despesa em questão foi de R$ 1,3 milhão.

Léo Pinheiro teria também revelou que Lula usou sua empreiteira para comprar o silêncio de sua protegida Rosemary Noronha. A OAS contratou a New Talent Construtora, empresa do marido de Rosemary, João Vasconcelos. Foi a pedido de Lula, disse Pinheiro.

O pavor ainda nem começou.

Enio Meneghetti

    

 

LULA NÃO TOMA JEITO!

14 de junho de 2016

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Este artigo, publicado no jornal “Correio de Cachoeirinha” desta terça feira,   foi escrito horas antes da decisão do Ministro Teori Zavaski, de remeter os processos de Lula para a jurisdição do Juiz Moro, em Curitiba. 

Em discurso na manifestação em São Paulo contra o governo Temer, Lula fez o que sabe fazer melhor. Fingiu-se de vítima. Abusou da teatralidade, quesito em que é ainda melhor que o Zé de Abreu.

 

Deu para notar que sua grande preocupação mesmo, é a responsabilização que lhe aguarda em Curitiba.

 

Perante a claque, ele vitimizou-se: “Todo dia leio que eles querem prender o Lula, que querem encontrar alguma coisa do Lula, ou que delatem o Lula. Mas eu sou uma pessoa paciente. Paciência que veio da minha mãe. Quando ela não tinha comida para colocar na mesa, ela não reclamava. Todo dia eu leio que meu filho é dono do Friboi,que o meu filho tem avião, que o PT é uma organização criminosa (…).”

 

“Não perdoo o vazamento ilícito das  minhas conversas no telefone como foi feito. Não admito aquilo. Que tem um objetivo, que é tentar execrar a minha imagem para eu não ser candidato a presidente. Mas eu digo a vocês, quanto mais eles me provocarem, mais eu corro risco de ser candidato a presidente em 2018. Se eles acham que vão me amedrontar com ameaças, eu quero dizer que quem não morreu de fome até os cinco anos de idade, não tem medo de ameaça.”

 

Ao contrário do que Lula diz, o vazamento não foi considerado ilícito. O que talvez fosse ilícito seria manter os diálogos guardados, em meio a constatação de uma manobra para garantir-lhe foro privilegiado.  O juiz Sergio Moro acertou em cheio mais uma vez, ao liberar os diálogos e impedir  a malandragem. Tais diálogos, inclusive, ajudaram a demonstrar para a opinião pública o “modus operandi” de dona Dilma.

 

Num dos grampos, Lula chega a dizer para a então mandatária: “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos um Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado. Somente nos últimos tempos é que o PT e o PCdoB começaram a acordar e começaram a brigar. Nós temos um presidente da Câmara f…, um presidente do Senado f…. Não sei quantos parlamentares ameaçados. E fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e vai todo mundo se salvar. Sinceramente, eu tô assustado com a República de Curitiba.”

 

Noutro trecho, Dilma acaba por revelar a real intenção por detrás da nomeação ao mandar elaborar antecipadamente  e enviar a Lula o termo de posse, para que ele pudesse barrar alguma tentativa iminente de prisão. “Só use em último caso”. Uma vergonha, que não custa relembrar.

 

Enfim, embora negue, dá para verificar o quanto ele está preocupando com as ameaças que a aplicação da  lei penal pode trazer em relação aos casos em que sua responsabilização está sendo e será examinada.  E ele tem motivos para preocupação.

 

Lula sabe muito bem que mais cedo ou mais tarde Teori Zavascki terá de baixar para a primeira instância a denúncia contra ele sobre a acusação de obstrução da Justiça, revelada por Delcídio do Amaral.

 

Isso sem falar no triplex do Guarujá, no sítio de Atibaia e no conteúdo dos delatores Marcelo Odebrecht e outros.

 

Aquilo que é de Lula está guardado.

 

E, obviamente, não me refiro aos conteiners que vieram do Planalto.

 

Enio Meneghetti

 

OU SEJA…

17 de março de 2016

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Foi liberado o teor de depoimento do “ou seja”, isto é, Lula. Aquele depoimento para o qual ele foi coercitivamente conduzido.

Impressiona o tom de deboche e ironia utilizados pelo depoente, especialmente a partir do momento que este percebeu que não estava conseguindo seduzir o delegado que o inquiria.

Lula, como sempre, abusou do cacoete de usar a expressão “ou seja”, que costuma empregar quando está enrolando. É lamentável que um ex-presidente possa expressar-se de maneira tão grosseira, baixa e mal educada como se constata na transcrição do documento. Recheada de palavrões, a peça é um deboche para quem tenha um mínimo de educação. Vou me abster de comentá-lo mais, eis que poderá ser lido por qualquer um que tenha estômago para tanto.

Os manifestos do último domingo foram um sucesso. Refiro-me àqueles que tiveram a adesão maciça e espontânea da população e não aos promovidos por militantes partidários. É importante fazer a distinção, porque houve uma vergonhosa tentativa de parte de parcela da mídia comprometida de querer comparar um Boeing 747 Jumbo a um vetusto Fiat 147. Sim, esta seria a proporção que definiria a diferença entre os atos promovidos pelos defensores do governo petista e as cerca de quatro milhões de pessoas que foram às ruas manifestar-se pelo impeachment de Dilma Rousseff, que pediram a prisão de Lula, que bradaram contra o PT, contra o mar de corrupção e o descalabro governamental. O povo deu um show. 

Pasmo e boquiaberto, o governo viu a quantidade impressionante de pessoas que é capaz de mobilizar. Na condição de adversários, é claro.  

Embora dona Dilma tenha “elogiado” a civilidade dos eventos, logo a turma do Palácio do Planalto fará o jogo na surdina, na penumbra dos salões acarpetados do poder que julgam supremo. Seja cooptando apoios ou nos conhecidos embargos auriculares dirigidos a canetas poderosas que possam retardar o inevitável desfecho. O governo acabou. Cada dia mais no poder, será um dia mais de atraso para o país retomar o rumo minimamente razoável para sair do atoleiro. O atual governo nada mais fará do que usar todos os meios disponíveis a seu alcance na tentativa de salvar-se da queda e – para muitos de seus companheiros – dos tribunais criminais.

Para aumentar o pavor de Lula e do governo, a juíza de São Paulo que  analisaria a denúncia e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente, encaminhou o processo para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Além disso, Sérgio Moro cobrou um prazo de cinco dias para que Lula explique porque usa um cofre do Banco do Brasil para guardar jóias e obras de arte recebidas durante o exercício da Presidência. Está sendo feita a verificação se algum dos itens é anterior a seu período, além do levantamento de bens excluídos – por critério legal – do acervo privado dos presidentes “documentos bibliográficos e museológicos recebidos em cerimônias de troca de presentes, audiências com chefes de Estado e de Governo em visitas oficiais ou viagens de Estado ao exterior.”

No momento em que este texto está sendo escrito, há grande expectativa de que Dilma cometa o absurdo de nomear Lula como ministro encarregado da Secretaria de Governo, hoje ocupada por Ricardo Berzoini. A manobra garantiria  o foro privilegiado a Lula e possibilitaria que ele consiga escapar por algum tempo de Sergio Moro, passando à alçada do STF.

Não custa lembrar que Sérgio Moro foi o grande homenageado dos protestos realizados no domingo. Se a nomeação Lula ministro acontecer, a indignação e a ira populares serão imprevisíveis. A oposição imediatamente deverá entrar com ações populares e a solução virará  um enorme problema.  

Lembramos que o primeiro artigo do corrente ano publicado neste espaço teve como título “Emoções Garantidas”. 

Ou seja, elas estão vindo. Não chegaram ainda, embora pareça que sim.

(publicado no Jornal Correio de Cachoeirinha, edição de 16.03.2016)

Enio Meneghetti   

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O VENTRÍLOQUO PRESO  

2 de março de 2016

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Ele produziu coisas quase impossíveis. Melhor exemplo foram as sucessivas eleições de seus dois mais famosos “bonecos”, atualmente, como ele, atolados em problemas.

 

As coisas entraram em escalada vertiginosa mesmo a partir daquela famosa mensagem encontrada no celular de Marcelo Odebrecht, sobre o risco da “cta suíça chegar campanha dela”.

 

No despacho onde prorrogou o prazo de prisão temporária do ventríloquo e sua simpática senhora, o juiz Sergio Moro chegou a mencionar que a Odebrecht utilizou “as mesmas contas empregadas para pagar propina aos agentes da Petrobrás para remunerar João Santana e Mônica Moura”.

 

Enquanto isso, Lula esperneia como pode. Reclama que está sendo atacado, que o MP está sendo parcial, pois ele não é dono de nenhum apartamento no Guarujá ou sítio em Atibaia. 

Vem criticando a decisão do STF, que aprovou a prisão de condenados em segunda instância, mesmo que possam recorrer à instância superior. Seria tudo um complô contra o primeiro boneco.

Ele tem motivos mais do que suficientes para estar preocupado.

A jornalista Monica Bergamo publicou na Folha que representantes de Lula teriam se reunido com a área jurídica da Odebrecht para combinar as explicações que a empresa daria na Justiça sobre a reforma do sítio. O engenheiro Frederico Barbosa disse que não pouparia ninguém. Em seu depoimento disse que fez a reforma do sítio de Lula a mando da empreiteira. Sem outra saída, a Odebrecht confirmou.

 

O caldo entornou e Emílio Odebrecht se convenceu de que a delação premiada é o melhor caminho para o grupo. Márcio Faria e Rogério Araújo já estariam acertados, com a concordância do patrão. Que inclusive corre o risco de fazer companhia ao filho no cárcere.

Com tudo isso em jogo, Lula, por sua defesa, comunicou ao promotor Cássio Conserino que não comparecerá ao depoimento marcado para a próxima quinta feira no Fórum da Barra Funda por não reconhecer sua autoridade frente ao caso do triplex do Guarujá. Também deveriam depor sua esposa e filho. Tomou esta atitude de confronto antes mesmo da análise do habeas corpus preventivo que impetrou. Será interessante ver qual será a atitude do promotor ante a desobediência dos intimados.   

Além das investigações sobre o sítio e o triplex, a Força Tarefa da Lava Jato está intimando empresas, bancos e entidades de classe que fizeram pagamentos a empresa de palestras de Lula para que apresentem os documentos relativos aos pagamentos efetuados e comprovem a efetiva realização das palestras. O COAF identificou R$ 27 milhões em pagamentos à empresa de Lula, de abril de 2011 a maio de 2015.  Tais eventos serão dissecados. Será que alguém os registrou em vídeo?

O procurador Deltan Dallagnol declarou à Folha de São Paulo:

“Existem dois modos de responder uma acusação. O primeiro modo é mostrar que aquilo que a pessoa disse é mentira e está errado. O segundo é desacreditar e tirar a credibilidade das pessoas que te acusam. O que vários acusados têm feito diante da robustez das provas é buscar agredir o acusador, tentando tirar desse modo a credibilidade. Mas isso é criar uma espécie de teoria da conspiração.”

Temos várias implosões em gestação. Com o ventríloquo construtor de versões em cana, a gestão do desastre está acéfala. Bom motivo para prolongar sua estada em Curitiba.

Enio Meneghetti

PIORES QUE ASSALTANTES!

24 de fevereiro de 2016

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Em um assalto a banco, ladrões arriscam a pele. Podem ser surpreendidos pela polícia e não raro são presos ou baleados na fuga.

O corrupto é pior. Em primeiro lugar, é covarde. Age dissimuladamente. Os piores, quando pegos, usam seu poder político para confundir a opinião pública, corromper autoridades e parte da mídia.

Causam prejuízo muito maior do que assaltantes comuns.

Alguém pode alegar: são crimes “não violentos”. Que não põe a vida de ninguém em risco. Não é assim.

 As quantias milionárias por eles roubadas dariam para construir e manter quantos hospitais? Para pagar salários melhores a quantos policiais? Adquirir armas, munição, viaturas.

Além de Petrolão, Lava Jato, mensalão, tivemos mais. Exemplo, a BANCOOP. Arapuca engendrada por  Luiz Gushiken e Ricardo Berzoini e assumida por João Vaccari Neto. Criada para financiar campanhas eleitorais do PT, resultou  no calote de dois mil bancários. Tungaram suas poupanças para ao final destinar apartamentos de luxo para Lula e Vaccari. Que vergonha!

 Adquirido o “direito” de superfaturar, comprada a consciência do corrupto, o corrompido coloca em seus cronogramas financeiros MUITO MAIS do que os valores destinados aos políticos canalhas.

Exemplo é o dinheiro gasto com as reformas do sítio e do triplex.

Aquilo foi um plus para atender aos devaneios do psicopata megalomaníaco. Alguém acha que a conta loja de material de construção ou a gratificação do engenheiro que trabalhou “nas férias” foi descontada do percentual da propina destinada ao PT? Claro que não.

Assim é que esses canalhas são piores do que os criminosos comuns, cujos prejuízos limitam-se aos valores que conseguem colocar em sacolas na hora do roubo e no susto que dão nas pessoas que tiverem o azar de estar no lugar errado, na hora errada. Corruptos destroem sonhos, enganando incautos com belos filmes publicitários mentirosos pagos com dinheiro roubado. A propósito, o marqueteiro acaba de ter decretada sua prisão.

A fase agora é de ocultar provas, confundir, dissimular e cooptar testemunhas.

Delcídio Amaral foi solto. Logo ao ser preso, Delcídio revelou sobre a propina da Odebrecht para pagar João Santana.

Em certa reunião no gabinete da madame, Aloísio Mercadante teria dito: “a prisão de Marcelo Odebrecht é problema de Lula.”

Presente à reunião, Delcídio, quando preso, contou que confidenciou depois à madame: “Presidente, a prisão do Marcelo é problema seu também, porque a Odebrecht pagou no exterior serviços prestados à sua campanha.”

Houve também aquela mensagem encontrada no telefone de Odebrecht: “O risco cta. Suíça chegar campanha dela”.  Deu para entender ou é preciso desenhar?

Com a prisão do marqueteiro oficial, parece que o telhado caiu.

 Al Capone era um trombadinha comparado a essa gente.

Que o diga do além Celso Daniel.

Enio Meneghetti

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