Archive for the ‘Eleições 2018’ Category

O NOME DELA É VALDIRENE

1 de agosto de 2017

 

                Aldemir Bendine foi indicado por Dilma Roussef para presidir a Petrobras, em substituição a Graça Foster, em meio a apuração da mega rapinagem que fizeram na estatal, ao ponto de praticamente quebra-la.

                 Dilma colocou Bendine na estatal mesmo sendo de conhecimento público grave incidente ocorrido em sua gestão na presidência do Banco do Brasil.

                 Bendine concedeu um empréstimo de 2,7 milhões a juros subsidiados de 4% ao ano,  para a compra de caminhões,  usando uma linha de crédito subsidiada do BNDES, favorecendo sua amiga, a socialite Valdirene (Val) Marchiori, contrariando normas das duas instituições.

                 Valdirene tinha restrições de crédito no BB por não ter pago empréstimo anterior, não tinha capacidade financeira para obter o crédito. Ela tomou o empréstimo em nome da Torke Empreendimentos, apresentando como comprovação da receita de sua empresa a pensão alimentícia de seus dois filhos menores de idade. A empresa não tinha atuação na área de transportes, tampouco Valdirene, que usou parte do dinheiro para comprar um Porsche.

                 Conforme relatou ao MPF o motorista de Bendini, Sebastião Vieira da Silva, ele costumeiramente fazia vultosos pagamentos em dinheiro vivo para o chefe e também transportava Valdirene para cima e para baixo, em São Paulo, a mando de Bendini.

                 Mesmo tendo conhecimento de tudo isso, Dilma colocou Bendine na presidência da Petrobras.

                 Não é piada, é verdade.

                 Demorou, mas Bendine foi preso temporariamente na manhã da última quinta feira, dia 27, em São Paulo, na 42.a fase da Lava Jato, batizada de “Operação Cobra”. Esse era o codinome dele nas planilhas de propina da Odebrecht.

                 Bendine já havia pedido R$ 17 milhões de propina quando era presidente do BB, para fazer a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht Agroindustrial. Marcelo Odebrecht negou o pedido por não ter confiado no cacife de Bendine para conceder a vantagem.

                 Segundo o MPF, há provas de que NA VÉSPERA de assumir o comando da Petrobrás, Bendine enviou um emissário pedindo propina para Marcelo Odebrecht tão somente para não prejudicar os interesses do grupo na estatal. E conseguiu. Os pagamentos ao “Cobra”, só pararam quando Marcelo Odebrecht  foi preso.

                Essa foi a escolha da “competente” Dilma Roussef para presidir a Petrobras em meio a revelação dos escândalos de corrupção.

                Em relatório, o MPF diz que há indícios de que Aldemir Bendine  “é um criminoso habitual”.

O delator Fernando Reis, executivo da Odebrecht, entregou ao MPF vários documentos que confirmam o acerto da propina de Bendine, entre estes, prints de mensagens e registro de contatos telefônicos.

Consta que Bendine era um dos “queridinhos” de Lula, pois soube atender as expectativas do governo de tal maneira que recebeu a Petrobras de bandeja das mãos de Dilma para “obrar”.

Quanto a Valdirene “Val” Marchiori, ela nega ter sido favorecida por Aldemir Bendini.

Ela é do naipe de Rosemery Noronha.

A BAIXARIA DA SEMANA

25 de julho de 2017

Normalmente em casos que envolvam dinheiro mal havido, apenas a menor parte aparece nas contas correntes ou de investimento dos implicados.

É impossível não lembrar disso ao saber que a “Brasil Prev”, do Banco do Brasil, bloqueou R$ 9 milhões em contas de Lula. Parte do valor é relativo a um plano empresarial da LILS, empresa de palestras de Lula e o restante era um plano individual do próprio. Lula fez um aporte único no momento de adesão aos planos, em 06 de junho de 2014.

Vamos relembrar onde estávamos em 06 de junho de 2014, dia do magnífico aporte de dinheiro nas contas de Lula.

O Brasil estava no auge da mentira. Estava aí a Copa, vivia-se a campanha antecipada para a reeleição de Dilma Roussef.  Naquele exato dia, Lula esteve em Porto Alegre, onde participou do Fórum Desenvolvimento, Inovação e Integração Nacional, promovido pelo jornal EL PAÍS.

O elemento disse um monte de bobagens. Ironizou as críticas sobre os rumos da economia dizendo que “se o problema do mercado financeiro fosse só mau humor, é só chamar um humorista”, provocando risos na plateia de puxa sacos, que incluía o então governador Tarso Genro.

Lula também criticou também a cobertura “pessimista” do Brasil por veículos de comunicação nacionais e estrangeiros, principalmente os ingleses e americanos. “O que os jornais fazem com a Dilma só é similar ao que faziam com o Chávez na Venezuela“, reclamou.

Um parentese: vendo-se o que ocorre atualmente na Venezuela, que vive em guerra civil graças ao poste de Hugo Chavez, o tiranete Nicolas Maduro, pode-se entender bem quem tinha razão…

Voltando ao evento ocorrido no dia do mega depósito nas contas de Lula, ele, eufórico, afirmou que o Brasil era então uma potência mundial. A “quinta maior economia do mundo”. Comparou nossa situação com a do México.  “Fui me inteirar dos fundamentos econômicos mexicanos,  o que eles estão fazendo de melhor, nós já fizemos com a Petrobras há 20 anos” (como assim, os mexicanos também saquearam a PEMEX?).

Continuando a desfiar bobagens, Lula ressaltou a “importância de se aumentar as relações comerciais com nações africanas” (que o diga o BNDES).

Depois desta pequena amostra de dispendiosas bobagens, cabe a constatação que enquanto no Peru Ollanta Humala está preso preventivamente por ter recebido doações de campanha da Odebrecht a pedido do PT, aqui nosso réu máximo continua solto, em plena campanha eleitoral, bancando a vítima como tática de defesa.

Em um  protesto onde compareceram meia dúzia de gatos pingados movidos à mortadela, batizado pela CUT como “Eleição sem Lula é Fraude”, o mega réu declarou ao jornalista José Trajano que “O PT errou porque tinha nascido para mudar o jeito de fazer política neste país, ao aceitar o jogo de fazer campanha nos moldes que os outros partidos faziam, mas não cometeu 10% dos erros que falam. Não tem ninguém mais honesto que o PT aqui.”

Levaremos décadas para superar o mal que este elemento causou e continua causando ao Brasil.

OS GRAMPOS E A FÚRIA

18 de julho de 2017

               Enquanto Lula faz “doce”, cabe lembrar que Odebrecht confessou na Justiça dos Estados Unidos o pagamento de propina nos valores de US$ 788 milhões pela empreiteira e outros US$ 250 milhões por seu braço petroquímico, a Brasken, entre 2006 e 2014, no Brasil e em outros 11 países. Para o Departamento de Justiça americano, é o maior caso de suborno internacional da história.

               Além do Brasil, a Odebrecht pagou propina para garantir contratos em Angola, na Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela. todos países agraciados com as suspeitas visitas e/ou palestras de Lula e em seguida com gordas verbas brasileiras via BNDES.

              Outra “coincidência” é que todos esses países fazem parte do famigerado “foro de São Paulo”, a união de partidos de esquerda criada em 1990 pelo PT com o objetivo de ações conjuntas visando a tomada do poder na América Latina e no Caribe.

               A ação nos Estados Unidos é um dos desdobramentos da Lava Jato. Faz parte de um acordo de leniência que envolve o governo americano, a Suiça e o Brasil. O acordo firmado prevê uma mega multa de 3,5 bilhões de dólares para evitar outros processos. É a maior multa já paga no mundo em acordos do gênero, o que não surpreende, já que trata-se igualmente do maior esquema de corrupção do mundo. Tudo é mega no esquema de corrupção implantado nos governos do PT.

              Pois na noite da última quinta feira no Peru, o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, entregaram-se para cumprir 18 meses de prisão preventiva por lavagem de dinheiro relacionada a doações irregulares de campanha da Odebrecht.

               Marcelo Odebrecht confessou ter repassado US$ 3 milhões para a campanha presidencial no Peru a pedido do então ministro brasileiro da Fazenda, Antonio Palocci, em 2010.

             No Tribunal norte americano, os representantes da Odebrecht também revelaram o pagamento de 35 milhões de dólares em propinas na Argentina. Isso lhes teria garantido cerca de 278 milhões de dólares em obras públicas entre 2007 e 2014, durante os anos de kirchnerismo.

                Na Colômbia, a Procuradoria Geral local já sabe que a Odebrecht financiou a campanha presidencial de 2014 do atual presidente, Juan Manuel Santos.

               Também na República Dominicana havia interesses. Todos lembram do retorno às pressas do mega marqueteiro do PT João Santana de lá direto para a prisão. Deixou para  trás a campanha presidencial local dias antes do pleito.

                Em cada um dos países citados há uma história similar.

               Lembram como Dilma ficou braba ao saber que poderia ter sido grampeada pelos americanos? Eis os motivos dos grampos e da fúria presidencial.

               O teor das conversas  interceptadas deve ser muito mais interessante do que aquele onde ela fala com Lula sobre a visita do “Bessias”.

NINGUÉM AGUENTA MAIS!

11 de julho de 2017

             Domingo. Passava pouco do meio dia quando subiu um rumor crescente na região da rua Padre Chagas em Porto Alegre. Após alguns segundos pode-se distinguir-se a frase clássica: “Pega ladrão!”.

               Um jovem, cerca de vinte e poucos anos, de bicicleta, arrancou a bolsa de uma senhora que subia a rua e derrubando-a no chão. Depois soube-se que ela vinha do mercadinho. Fora comprar pão para o almoço dominical  com o filho e o pai octogenário. Ao cair e gritar, deu início a reação em cadeia de um povo indignado.

              Descendo o leve declive, o ladrão deu mais impulso a bicicleta. Ao passar pelo mercadinho de onde viera a vítima, tomou o primeiro passa pé que o fez perder o equilíbrio. Passou da esquina e levou o segundo, que o fez cair de cara no chão. Levantou-se, meio atordoado, com testa esfolada. Tentou continuar a fuga, mas encurralado pelos transeuntes, ficou por ali mesmo. “Liga pro 190!” – grita um. “Chama a Brigada!” – berra o outro. “Vagabundo!” – repetem vários. Alguém tem de buscar a senhora, que caminha com dificuldade, pois tem uma prótese. Reconhece o indivíduo.

             Minutos depois, chega a viatura da Brigada. O sargento ouve a vítima, indaga por testemunhas. “Eu vi” – diz um. “Nós também vimos” – diz um casal. Para lavrar o flagrante, é necessário que todos vão ao Plantão Judiciário, no Palácio da Polícia, explica o sargento. Sem testemunhas, não adianta.  – Quem pode nos acompanhar? –ele pergunta.

             De repente se dá um silêncio. Parece que cai a ficha. Não basta prender o ladrão, tem de ser feito o serviço completo. Prestar depoimento. Levará  um certo tempo. É domingo, hora de almoço. O sargento desabafa:

             – O senhor vê, ninguém quer ir. Aquele ali acabou de pegar um táxi. Aquele outro também está indo embora.  Alguém grita:  “Pessoal, não adianta prender se agora ninguém quer ser testemunha! Se ninguém for ao plantão, o vagabundo aqui vai ser solto e à tarde estará de volta!”. Felizmente, um casal apresenta-se para testemunhar e todos dirigem-se ao plantão policial.

             Dias atrás já havia ocorrido episódio semelhante praticamente no mesmo local. Um idoso reagiu a uma tentativa de assalto na saída do banco e o criminoso foi perseguido por populares. Mostrando uma arma (seria de brinquedo?), o ladrão conseguiu tomar o carro de um motorista que passava e escapou por pouco. A lição que fica de ambos os episódios é que o povo está farto, não aguenta mais a criminalidade, seja de que nível for.

             Porém, não basta a indignação. É preciso ir até o fim. Assegurar-se que as leis que garantem a punição dos crimes sejam aplicadas. Com o devido processo legal sendo instruído corretamente. Isso dá trabalho, exige fiscalização e cobrança por parte da população. Chegamos a um ponto que, como diz a frase de autoria desconhecida: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

              A solução de nossos problemas começa com a escolha certa de nossos representantes.

ONDE ESTÁ LULA?

4 de julho de 2017

 

                 Atravessamos a semana e não veio a sentença de Lula. Confirmada a condenação, começará a corrida contra o relógio, que será determinante para que o TRF-4 possa ou não endossar o veredicto a tempo de Lula ficar inelegível para a disputa presidencial de 2018.

                  A estratégia óbvia é que o PT seguirá tratando Lula como perseguido político. Mas mesmo entre os petistas, já não há consenso sobre a estratégia. Dentro da sigla já há tendências defendendo que o PT adira à candidatura de Ciro Gomes, do PDT.

                  Na prática,  só resta a Lula aguardar a sentença – e a pena – que Moro irá lhe determinar e torcer para que a ruptura do iceberg representado pelo processo do tríplex não sirva para que se mostrem mais corajosos aqueles que já se atrevem a divergir dele dentro do partido. Para alguns destes líderes petistas a forma como a crise está se desencadeando pode abrir espaço para Jair Bolsonaro como um nome da direita. Na região Nordeste, reclamam os petistas, a falta de ação de Lula já teria, inclusive, proporcionado crescimento do deputado carioca.

                  A realidade é que, do tsunami que Lula aguarda, mal se viu a crista.

                  Réu em cinco ações penais, três pela Operação Lava Jato, uma pela Operação Janus e uma pela Operação Zelotes, além de alvo em outros inquéritos, fora o caso do triplex, cuja sentença sairá a qualquer momento, Lula também tem outra acusação por Obstrução de Justiça perante a Justiça Federal do Distrito Federal. Trata-se daquele caso que também envolve o ex-senador Delcídio do Amaral e outras cinco pessoas, acusadas de tentar obstruir a Lava Jato com a compra do silêncio de Nestor Cerveró.

Também, oriundo da Operação Janus, corre na Justiça Federal do DF, processo onde Lula tem outra acusação por tráfico de influência. Seria  perante órgãos do governo e o BNDES, para beneficiar a Odebrecht em contratos em Angola. É o famoso caso em que também está Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher de Lula. Também da Operação Zelotes, há mais uma acusação na Justica Federal do DF que apura se Lula de fato integrou um esquema com seu filho, Luís Cláudio, com a empresa Marcondes & Mautoni, em negociações para a compra de 36 caças suecos Gripen, além da prorrogação de uma MP que concedida incentivos fiscais para montadoras de automóveis.

                Ainda pela Lava Jato, há o caso do terreno que seria usado para a construção do Instituto Lula, comprado pela Odebrecht e não utilizado. Mais o apartamento vizinho ao dele, em São Bernardo do Campo, no mesmo andar onde mora o réu. Sem esquecer da compra e reforma do sítio de Atibaia.

                Há várias outras suspeitas e inquéritos em andamento. A defesa e o próprio Lula, negam tudo, naturalmente.

                Por fim, pesquisa do Instituto IPSOS, aponta que para 64% dos entrevistados o PT ainda é o mais partido mais corrupto, mesmo com o atual esforço midiático de colocarem-se a todos na mesma vala. Seguem-se o PMDB, com 12%, e o PSDB, com 3%. 17% não souberam.

                Os bochinchos dentro do PT, certamente continuarão.

                Enio Meneghetti

ESTÁ CHEGANDO A HORA!

27 de junho de 2017

Há qualquer momento deverá sair a sentença da primeira condenação criminal de Lula.

Estima-se que ele poderá pegar mais de 20 anos de cadeia no primeiro dos vários processos criminais nos quais é réu. Cerca de 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva.

De um total de R$ 87,6 milhões destinados a Lula somente da fonte OAS, R$ 3,7 milhões são referentes ao apartamento, incluindo aí o preço do imóvel mais as extensas obras para adequá-lo aos rigorosos padrões de sua família.

As provas documentais e testemunhais demonstram claramente que Lula ocultou a propriedade do bem. O que explica o papel desempenhado por sua defesa, que a todo o momento ocupou-se de provocar o juiz encarregado do processo. Seja tumultuando as audiências, dando declarações no mínimo desrespeitosas ou tentando transformar o réu como perseguido político. Nada mais do que o folclórico “jus-esperniandi”, o direito de espernear,  ante a falta de argumentos legais.

Segundo o MPF, a defesa do ex-presidente usa de recursos eticamente duvidosos para atacar. Quer transformar um julgamento de crimes por corrupção em julgamento político, afirmam os procuradores.

Léo Pinheiro, o dono da OAS, afirmou em juízo que o imóvel sempre foi de Lula. “O tríplex nunca foi posto à venda e as reformas foram executadas seguindo orientações dos proprietários, o ex-presidente Lula e sua esposa”.

O advogado do dono da empreiteira, José Luiz Oliveira Lima, esclarece na defesa de seu cliente, que os valores relativos ao tríplex eram descontados na contabilidade da propina relativa às obras da Petrobrás paga pela empresa ao PT. Tudo com a concordância de Lula.

A última sacada do advogado de Lula, Cristiano Martins Zanin, foi dizer que o imóvel pertenceria a Caixa. O órgão esclareceu que o imóvel foi dado pela OAS como garantia de uma operação de debêntures com financiamento da Caixa, mas o imóvel continua sendo da empreiteira.

O fato é que as baterias da defesa de Lula contra o juiz Sérgio Moro são mero jogo de cena.

Tanto é assim, que na segunda instância, que revisa as decisões do juiz Moro, o Tribunal Regional Federal da 4.a Região sediado em Porto Alegre, a maioria das penas de sentenciadas por Moro tem sido até aumentadas. O exemplo mais recente aconteceu na quarta-feira, 21 de junho.

No processo onde figura como réu Gerson Almada, da Engevix, que sob Moro teve uma pena de 19 anos, saiu do TRF da 4.a Região com uma pena de 34 anos e vinte dias de reclusão.

Portanto, fique tranquilo, Lula. A justiça será feita.

O que é seu está guardado.

          Enio Meneghetti

 

O INIMIGO

20 de junho de 2017

 

Em meio ao mar de lama que assola o Brasil, um fato importante passou quase despercebido na última semana.

 

Refiro-me a divulgação do laudo grafotécnico que comprova que o ex- executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar mentiu em sua delação premiada, ao afirmar que o deputado Onyx Lorenzoni havia recebido uma doação eleitoral não declarada, oriunda da Odebrecht, nas eleições de 2006, há onze anos passados.

 

O laudo do perito Domingos Tocchetto demonstra que a planilha de doação apresentada por Alexandrino como “prova” da alegação, foi fraudada.

 

O laudo grafotécnico demonstra que a anotação referente a uma suposta doação de 175 mil reais, em 2006, foi adicionado na planilha do sistema utilizado pela Odebrecht DEPOIS dos demais dados contidos na mesma. A letra, ou “fonte” utilizada, é diferente. O tamanho é diferente assim como alguns dos caracteres gráficos utilizados. Trata-se de um documento manipulado.

 

Além disso, o sistema utilizado pela Odebrecht para o controle do departamento de propinas, denominado “Drousys”, só foi implantado em 2008, ou seja, dois anos após a data da suposta doação.

 

Por que teriam feito isso? A resposta certamente está no codinome usado para batizar Onyx Lorenzoni na planilha: “Inimigo”. O fato pitoresco é que, na mesma planilha onde Lula é apontado como o “Amigo”,  Onyx Lorenzoni seria o “Inimigo”.

 

Sem dúvida um grande galardão em favor do deputado. Ser reconhecido como “Inimigo” de Lula e do PT, numa planilha falsificada, é honra para poucos.

 

Desde antes da CPI dos Correios, em 2005, Onyx denunciava o projeto de poder do PT, associado ao Foro de São Paulo, de promover o avanço da esquerda na América Latina. O esquema de apoio a Hugo Chavéz, Evo Morales e outros tiranos no cone sul e até na África.

 

Onyx Lorenzoni foi o primeiro parlamentar brasileiro a afirmar na tribuna da Câmara que Lula era traficante de influência a serviço da Odebrecht. Requereu os contratos suspeitos do BNDES com a África e com outros países. Eram as viagens de jatinho particular, pagas pela Odebrecht, que Lula fazia em companhia do criminoso delator Alexandrino Alencar. Isso ainda antes do estouro do Petrolão.

 

Nada mais conveniente do que tentar desacreditar a quem lhes faz oposição sem trégua. Nada mais lógico do que denominar como  “Inimigo” quem denuncia suas falcatruas.

 

No momento em que a mega quadrilha, com o apoio da grande mídia, tenta colocar a todos na mesma vala para tentar salvar a cúpula do maior esquema criminoso da História, eles acharam que calar um parlamentar como Onyx seria conveniente.

Enio Meneghetti

              Artigo publicado no “Correio de Cachoeirinha” , edição de terça feira, 20.06.2017

 

LULA ESTÁ FELIZ

13 de junho de 2017

                  Francamente, alguém está surpreso com o resultado da votação do TSE? Confesso que não estou e nem estive, sequer por um segundo.

                 Inclusive, alguém acha que se a votação do TSE tivesse dado maioria para a cassação da chapa, não haveria recurso? Que não seriam apresentados embargos? Como o governo do vice de Dilma está a pouco mais de um ano para terminar, dificilmente sairia uma decisão antes do final do mandato, que termina em 31 de dezembro de 2018.

                  Enquanto isso, devidamente motivados por quem manipula as pautas das TVs, revistas, jornais e, consequentemente, até mesmo a tônica dos debates nas redes sociais, a população desvia foco do que realmente nos ameaça e deveria preocupar.

                  Parece que todos esqueceram quem é o Inimigo Público número 1, o perigo que ainda nos espreita.

                  Em pouco mais de um ano, no máximo, Temer será carta fora do baralho. Nem foro privilegiado ele disporá mais. Daí, tudo daquilo do que é acusado será examinado com lupa. Portanto, o que é dele, está guardado.

                  Mas e Lula? O grande responsável pela maior rapinagem de todos os tempos, esqueceram dele?

                  Confesso que o que mais me assusta nesse Brasil de Meu Deus é a ingenuidade e a falta de foco. Muitas dessas pessoas que hoje aparecem furiosas nas redes sociais, no passado já se iludiram com Lula e o PT. Muitas certamente já votaram em Lula. Até na Dilma. Outras, até bem pouco tempo recusavam-se a discutir política. Achavam que era um assunto chato e desinteressante. Agora resolveram atribuir a si mesmos o papel de indignados. Meio tarde, né?

                    Se Temer é hoje presidente, foi por escolha de Lula e do PT. Lula articulou pessoalmente a presença de Temer e de seu partido na chapa presidencial. Quem elegeu Temer foram os eleitores petistas.

                    Acordem! Findo o mandato do atual presidente, eleito como vice de Dilma por escolha pessoal de Lula, Temer acabou. O perigo que nos espreita é Luiz Inácio Lula da Silva. O maior criminoso brasileiro de todos os tempos é que representa risco. Ele está vivo e não hesitaria em tocar fogo neste país se esta fosse uma maneira de se salvar, mesmo nos transformando em uma Venezuela.

                    Enquanto Lula age nas sombras, o povo gasta indignação com Temer, devidamente instigados pela grande mídia brasileira.

                    O foco deveria ser o apoio total a Operação Lava Jato. Vigília contra tudo que ameace as apurações. Julgamento e garantia da devida punição aos crimes cometidos. Garantia da independência das investigações, sua eficácia e eficiência.

                    Fora isto, tudo o que jogarem nos olhos da população, é manobra diversionista.

                    Ruim mesmo foi Dilma ter preservado seus direitos políticos com a decisão do TSE. Sem mover uma palha. Disso, ninguém fala.

INIMIGO  PÚBLICO N.o 1

6 de junho de 2017

  

            O MPF pediu em alegações finais, na última sexta-feira, a prisão em regime fechado de Lula e o pagamento de 87,6 milhões de reais por danos causado à Petrobras. Trata-se da mesma ação penal do caso triplex. Nela, Lula é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção pela força-tarefa da Lava Jato, que lhe atribui o papel de comandante máximo do esquema criminoso.

            Ao tomar conhecimento da peça do MPF, Lula declarou:

“Hoje fiquei sabendo que o Ministério Público pediu minha prisão, minha condenação, não sei o porquê. Em qualquer lugar do mundo, para você ser condenado e até indiciado, tem que ter prova. Aqui no Brasil, se não tem prova tem que prender mesmo, porque não precisa mais de prova. Eu tenho uma história neste país. (…) Não tenho desafiado a Justiça, o Ministério Público, até porque o Ministério Público é uma instituição que respeito, o que tenho é contra as meninices dos procuradores da Lava Jato.” – proclamou o réu, em evento no fim de semana.

O MPF juntou documentos que mostram que o tríplex jamais foi colocado à venda pela OAS por pertencer à família do presidente. Os procuradores também destacam que Leo Pinheiro, a pedido de Lula, visitou o tríplex com o ex-presidente e a esposa dele, quando diversas modificações foram solicitadas pelo casal. Na agenda de Leo Pinheiro, estão registradas as reuniões com o ex-presidente, inclusive na residência de Lula, para finalizar projetos, como o da cozinha. Os procuradores alegam que esconder que Lula é o proprietário do imóvel, configura crime. Argumentar que não existe escritura assinada pelo réu Lula é a confirmação do crime de lavagem de dinheiro. Embora sejam crimes de difícil prova, isso deve-se a profissionalização das práticas e dos cuidados empregados pelos réus, afirmam os procuradores. Daí o uso de apelidos e códigos em conversas telefônicas e via internet, ou nos registros das atividades ilícitas.

Mesmo assim, as provas documentais, testemunhais e periciais, são abundantes. Dados bancários e fiscais dos réus, fotos e mensagens de celular, mensagens de e-mail, registros de ligações telefônicas e de reuniões e contratos apreendidos nas residências dos réus, entre vários outros elementos de prova.

Segundo a denúncia, o benefício recebido por Lula, nesta ação penal, foi de R$ 3,7 milhões, correspondente ao triplex e ao armazenamento dos bens retirados das dependências da presidência da República, armazenados de 2011 a 2016. Tal valor teria sido pago em contrapartida a R$ 87 milhões de corrupção em favor da OAS entre 2006 até 2012. As alegações finais do MPF tem 334 páginas.

O réu diretamente e através de sua defesa, nega as acusações.

Não há prazo definido para uma decisão do juiz Sérgio Moro. Mas estima-se que a sentença deve sair logo.

Além disso, ao que tudo indica, em breve a competente (e certamente dispendiosa) defesa de Lula terá muito mais trabalho. Isto é o que se deduz pelas noticias do avanço das tratativas de Antonio Palocci e agora também de Guido Mantega, de fazerem respectivos acordos de delação premiada.

Será um Deus nos acuda.

CRIME DE LESA PÁTRIA

31 de maio de 2017

Qualquer aliança política contra o interesse ou patrimônio público que causa prejuízos ao País, colocando em risco a Democracia, Soberania, a Liberdade, bem como desvios fraudulentos dos cofres públicos para fins partidários ou particulares, aparelhando o Estado, subjugando, enganando, comprando, ou fraudando, constituem Crime de Lesa Pátria.

Segundo o Senador Álvaro Dias afirmou nesta terça-feira , 30 de maio, os contratos firmados pelo BNDES e empresas selecionadas pelos governos Lula e Dilma entre 2008 e 2014 chegaram ao montante de R$ 716 bilhões.

Como o  BNDES nem o governo tinham este enorme montante de dinheiro, o governo emitiu títulos da dívida pública, captando a juros de mercado. O valor foi então transferido ao BNDES, para financiar a juros subsidiados aquisições de outras empresas no Brasil e no exterior como o caso do grupo JBS, e financiar grandes obras a países estrangeiros.

Para ficar muito claro: o governo tomou emprestado a juros de mercado, repassou ao BNDES para emprestar ao JBS, empreiteiras e outros agraciados a juros menores do que aqueles que pagou para levantar o dinheiro. As empresas que recebiam a benesse repassavam um percentual previamente combinado aos elementos e partidos associados ao esquema criminoso. Tudo com juros subsidiados, que variavam de 5 a 6% ao ano, contra os 14,25% pagos pelos títulos emitidos.

O valor dessa diferença de juros, que chega a R$ 184 bilhões, acrescentou Alvaro Dias, será pago por você, por mim e por todos nós, contribuintes brasileiros.

Alguém não merece cadeia por isso?    

  • “O contribuinte brasileiro subsidiou essas taxas de juros privilegiadas, praticadas pelo governo brasileiro, através do BNDES, com os chamados campeões nacionais e, mais do que isso, com os países amigos de quem governava o Brasil: Cuba, Angola, Venezuela, Equador, enfim, países mais próximos ideologicamente daqueles que governavam o nosso país, com o benefício de recursos facilitados” — disse Álvaro Dias.

Na maior cara dura, as empresas agraciadas com a doação de dinheiro via governo distribuíram propina aos agentes públicos que as ajudaram a fechar os contratos entre elas e o BNDES.

Fomos roubados.

Veja mais:

https://jornalivre.com/2016/08/25/alvaro-dias-desmascara-sigilo-de-emprestimos-do-bndes-a-paises-estrangeiros/

http://www.alvarodias.com.br/2017/05/alvaro-dias-diz-que-investigacao-da-lava-jato-no-bndes-revelara-novas-falcatruas-do-maior-escandalo-de-corrupcao-da-historia/