Posts Tagged ‘força tarefa’

A CORRUPÇÃO SERÁ EMPAREDADA

3 de janeiro de 2017

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A Lava Jato terá momentos emocionantes em 2017. As inevitáveis revelações que virão nos depoimentos das delações premiadas dos setenta e sete executivos da Odebrecht, trarão choro e ranger de dentes.

Os detalhes, provas e novas denúncias, serão a sensação do noticiário dentro de bem pouco tempo.

Isso é bom, mas se pode antever uma bem azeitada máquina nos bastidores para tentar sabotar tudo que é feito por procuradores e juízes empenhados em desvendar os tempos de baixaria explícita que atravessamos.

Temos alguns poucos parlamentares que tentam equiparar esse jogo desproporcional. Com remédios como a  implantação das Dez Medidas Contra a Corrupção, que teve o condão de tirar da toca mostrar o atrevimento dos que insistem em preservar a impunidade.

O que podemos fazer para conter a falta de vergonha proporcional ao desespero dos acuados? Acompanhar passo a passo a tentativa de reversão no Senado do conjunto das dez medidas, desfigurado no âmbito da Câmara Federal. O presidente da Comissão Especial, deputado Joaquim Passarinho e o relator das 10 medidas, deputado Onyx Lorenzoni, estão realizando esse trabalho silencioso nos bastidores do Senado Federal.

Chegará o momento decisivo onde a sociedade brasileira, vigilante, poderá usar a força da instantaneidade da comunicação. Que armas dispomos? Com um simples smartphone, pode-se instantaneamente interagir. Registrar a desconformidade e arrefecer o atrevimento dos corruptos. Essa é uma grande diferença entre os tempos que vivemos e iniciativas de combate à corrupção que outrora fracassaram e são constantemente lembradas, como a Operação Mãos Limpas, na Itália.

Se a população continuar mobilizada, o cerco aos corruptos trará resultados. Atualmente, em minutos se forma um ato de protesto. Em poucos dias, massas podem ser motivadas a se manifestarem maciçamente nas ruas. Esses fatos, mais a comunicação imediata com as redes dos corruptos, que sabem que terão dificuldade até para andar em locais públicos, como já tem acontecido, tem peso enorme.

As revelações da Odebrecht multiplicarão o tamanho da Lava Jato. Dos cerca de setenta delatores até agora, a investigação passará a contar com mais 77 executivos da Odebrecht  que terão que entregar informações sobre pagamentos indevidos em cerca de 100 projetos espalhados pelo Brasil e mais 13 países.

Em 2017 os números da operações da PF baterão recordes. Entraremos no auge da apuração do maior escândalo de corrupção da história mundial. Não é pouca coisa. Já se contam 103 prisões temporárias, 79 prisões preventivas, 197 conduções coercitivas, 730 buscas e apreensões. Está sendo pedido o ressarcimento de R$ 38,1 bilhões aos cofres públicos.

 

A população precisará ter foco, paciência, sangue frio, persistência. Haverá de surgir alguém para coordenar os esforços contra as tentativas de acomodação.  O ano de 2016 se foi e 2017 passará velozmente. 2018 será o ano em que, se nada for implantado em matéria de contenção legal ao que estamos assistindo, caberá ao povo fazer a reforma legalmente. Nas urnas.

A bandidagem sabe o que quer. Nós também.

 

Enio Meneghetti

NÃO PODE VIRAR PIZZA!

1 de junho de 2016

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NÃO PODE VIRAR PIZZA!

Com tantas delações, tem bastante gente preocupada com a Lava Jato. Lula, inclusive. A pergunta mais ouvida é: quando ele vai dançar?

Muitos perguntam-se também quando o ministro Teori Zavascki irá devolver para o juiz Sérgio Moro o inquérito sobre Lula, que não tem mais foro privilegiado. O afastamento de Dilma sepultou definitivamente a manobra jurídica de nomear Lula para ministro-chefe da Casa Civil, para que escapasse de Sérgio Moro.

É natural que daí surja outra questão: “será que vai acabar em pizza?”

Aconteceu muito em um ano. Basta verificar, onde está Dilma Roussef agora? Onde está José Dirceu? Onde está João Vaccari? E o dono da Odebrecht?

Quem poderia imaginar há poucos anos passados, que um dia assistiríamos a  divulgação aberta e total de depoimentos ilustrados por gravações de conversas criminosas entre políticos e empreiteiros expondo o funcionamento dos “esquemas” no Brasil?

Se no Brasil se ouve tudo isto em bom português, o que será que ouviríamos em bom portunhol, se pudéssemos saber o teor das conversas que levaram aos acertos que possibilitaram aqueles milionários empréstimos do BNDES para realizar grandes obras em Cuba, Caracas, Angola ou Moçambique?  Valha-me Deus!

As interceptações telefônicas legais ou meras gravações ocultas – que nada tem de ilegais ou irregulares, desde que realizadas por algum dos participantes das conversas – mostram o funcionamento dos esquemas do governo quase deposto.

Mas o que chama a atenção em muitas das conversas gravadas, como aquela realizada pelo filho de Nestor Cerveró e Delcídio Amaral é a basófia com em que alguns peixes grandes gravados gabavam-se de ter um pretenso controle sobre autoridades do Judiciário. Francamente, não dá para acreditar que fosse não mais que uma maneira de “acalmar” algum pretendente a delação premiada.

O fato é que tem sido explorado via imprensa um certo “temor” de que “vão acabar com a Lava Jato!”.

A esta altura do campeonato, é impossível frear a Lava Jato.

Não trata-se apenas da ação do juiz Moro. Atrás dele há toda uma força tarefa e procuradores federais. Não há como parar!

Ações feitas na tentativa de obstruir a ação da Justiça, já resultaram em prisões e, espera-se, devem render outras. Se os magistrados não combaterem este crime, serão desmoralizados por ele. E a vigilância e pressão da opinião pública é vital, como já solicitou publicamente o juiz Sergio Moro, quando os protestos públicos mal iniciavam.

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já enviou parecer ao STF considerando legais os conteúdos das conversas telefônicas interceptadas entre Dilma e Lula. Só falta o STF apreciar a matéria, o que está demorando.

Mas o STF parece que convenceu-se que o Brasil não aceita mais a impunidade.

A maioria dos brasileiros cobrará, nem que seja em manifestações, que respaldaram todas as mudanças que vem ocorrendo.

Benditas manifestações!

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!

26 de maio de 2016

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LFV é mesmo um incorrigível membro da esquerda caviar.

Seu artigo publicado nos jornais hoje, 26.05.2016 – ZH inclusive – intitulado “Mouro” é uma alusão óbvia ao juiz Sergio Moro.

“Mouro” é um cachorro especializado em identificar criminosos.

Depois de ser várias vezes assaltada e cansada de dispositivos de alarme ineficientes, uma família resolve adotar os serviços de “Mouro”.

A primeira vítima do cão é o namorado da filha, que derrubado e imobilizado pelo bicho, teve descoberto um pacote de maconha no bolso.

Depois foi o primo da dona da casa, que foi farejado e perseguido pela rua após “Mouro” identificar nele os indícios de quem recebia propina.

Entre maravilhados e assustados com o desempenho de “Mouro”, a mulher inicia uma campanha para livrar-se do especialista em pegar criminosos.

“Mas não vê que nunca mais fomos assaltados?” – pergunta o marido incrédulo.

“Sim, mas cuidado, logo ele vai farejar tuas safadezas no Imposto de Renda” – argumenta a mulher.

“Tu achas?” – indaga um marido repentinamente preocupado.

Por trás da historieta criada por Veríssimo, está a surrada tentativa de justificar os desvios, propinas, os financiamentos ilegais petistas com a velha argumentação de que “todo mundo rouba”. Alto lá!

LFV bíblico apela para o “Jogue a primeira pedra aquele que nunca pecou.”

Os corruptos e seus correligionários realmente temem Sérgio Moro e a força tarefa da Lava Jato.

Que maravilha!.

Porque lugar de corrupto é na cadeia. Seja de que partido for.

É inadmissível esta mania de botar todos no mesmo saco. Não mesmo!

Todo o apoio a Lava Jato, ao juiz Moro, aos procuradores federais do Paraná e a força tarefa que, para o pavor petralha, está passando o país a limpo.

Bola fora, LFV.

Enio Meneghetti

ACORDÃO, QUE NADA!

19 de agosto de 2015

Acordão, que nada

Um gigantesco boneco de Lula vestido de presidiário, fot o hit dos protestos em Brasília e teve seu sucesso ampliado pela televisão e nas redes sociais.

O boneco foi encomendado muito antes da revelação do teor do grampo da conversa  entre Lula e Alexandrino Alencar. Alguns defensores do ex presidente apressam-se a dizer que “nada tem de mais” na conversa flagrada. Pois sim!

Segundo relatório da PF, o petista conversou com Alexandrino Alencar, da Odebrecht, no dia 15 de junho de 2015, quatro dias antes da prisão do executivo.

Na conversa, fica óbvio que havia uma sintonia entre os interesses das empreiteiras e do ex presidente. Alencar chega a comentar o elogio de Emilio Odebrecht a uma nota oficial do Instituto Lula que abordava o tema de interesse de ambos.

 

Lula também informa a Alexandrino sobre um artigo de Delfim Neto a sair no dia seguinte no Valor, “metendo o pau”, isto é, defendendo o mesmo ponto de vista deles.    

Delfim defendeu no artigo, o financiamento do BNDES  para os serviços de construtoras em países como Cuba, Venezuela e Angola. Obviedade sem fim. O mesmo interesse de Alexandrino e Lula.

“É abusivo dizer que o BNDES é uma ‘caixa preta’ e é erro grave afirmar que deve dar publicidade às minúcias das suas operações, o que, obviamente, revelaria detalhes dos contratos de seus clientes que seriam preciosas informações para nossos concorrentes e, portanto, contra o Brasil”, disse Delfim.

Rui Falcão não faria melhor antecipando-se ao que fará a CPI do BNDES.

 

Agora está se falando muito em “acordão”. Que os ponteiros “estariam acertados”e o “perigo já teria passado”.Cuidado. Verifique antes a fonte dessas “boas (para os corruptos) notícias”. Daí viria a ampliação no prazo para explicar as pedaladas, etc. Que dessas reuniões resultou o embrulho com Renan dentro do pacote, onde também estaria Janot. Um sem fim de lendas.

Mas aí vem a pergunta: e onde estaria Sérgio Moro durante essas conversas? Ou a força tarefa da lava jato? Ou o MPF?

Os otimistas são poderosos. Mas tem de ter o cuidado de não confundir os desejos com a realidade.

As delações premiadas, a esta altura, já forneceram um manancial de  informações que nem em sonho apareceram no mensalão.

E Lula, sem foro privilegiado, está na linha de tiro da primeira instância do Judiciário.  

Deixem que eles sonhem. O que é deles está guardado.

E não me refiro a dinheiro em contas no exterior.  

Enio Meneghetti 

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