Archive for the ‘Corrupção’ Category

“PERIGO REAL E IMEDIATO”

7 de novembro de 2017

              Ao discursar no encerramento de seu périplo por Minas Gerais na última semana, Lula anunciou o “perdão” aos golpistas, aqueles a quem assim classifica por terem sido favoráveis ao impeachment de sua maior criação, Dilma.

                “Sou mais paciente que Getúlio, João Goulart e talvez mais que JK, que tentaram tirar três vezes, e ele sempre perdoou. Estou perdoando os golpistas deste país”, afirmou Lula, na Praça da Estação, em Belo Horizonte, no encerramento da caravana que percorreu 20 cidades mineiras.

                 Para muitos soou como um recado aos antigos aliados.

                 Lula quer fazer alianças.

                 Depois de xingar bastante os partidos que apoiaram o impeachment de Dilma como “golpistas”, o PT quer aliados para 2018. 

                 Luiz Marinho, um dos companheiros petistas próximos de Lula, presidente estadual e pré candidato do partido ao governo de São Paulo, disse em entrevista que a sigla precisa recuperar bases. “A maioria do povo brasileiro também apoiou o impeachment, e nós queremos recuperar a maioria do povo”, disse.

               Os petistas sabem que o TRF-4 deve confirmar a condenação de Lula.  Mas Gleisi Hoffmann assinalou que há precedentes de políticos condenados por órgão colegiado, portanto, enquadrados na Lei da Ficha Limpa, que conseguiram concorrer amparados em decisões dos tribunais superiores, STJ, STF e mesmo o TSE.

               Um dos casos em que o PT lembra é o de Paulo Maluf, que teve o registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral em 2014 e conseguiu um recurso no TSE, disputou a eleição e hoje é Deputado Federal.

               Vamos imaginar que Lula concorra e aconteça o desastre dele se eleger Presidente da República. Teríamos um caso inédito de um presidente que, após o término do governo, deveria ir para a cadeia direto, com base na lei que garante prisão após condenação em segunda instância.

               Alguém duvida que Lula, antes de submeter-se ao que diz a lei, destruiria o Brasil, se necessário?

               Cabe sempre lembrar e repetir: o próximo presidente eleito deverá indicar, no mínimo, três novos Ministros para o STF.

              O drama da Segurança Pública, que pautará a próxima eleição, é muito mais que discutir somente prisão de assaltantes e assassinos. Estamos diante de casos repetidos de descumprimento da lei. A segurança jurídica está em jogo. A punição prevista em lei a criminosos condenados está sendo vilipendiada no país. A legislação está sendo rasgada a céu aberto pelas autoridades públicas.

              A maioria da população não domina estes conceitos, basilares em países civilizados. Esta é a parcela da população com que Lula conta para eleger-se.

              Lembrem-se do título daquele filme, “Perigo Real e Imediato”. Estamos vivendo o nosso.

              Por fim, convenhamos:  partido que tiver a cara de pau de aliar-se ao PT para fazer campanha para Lula, deve ser marcado na paleta. Lula, se quiser comparar-se a alguém, deveria ser com Maluf.

              Embora o ex-presidente esteja muito adiante do deputado paulista nesses assuntos pelos quais foram condenados.

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LULA E BOLSONARO NO II TURNO, PREVÊ IBOPE

31 de outubro de 2017

Na sua primeira pesquisa para as eleições presidenciais de 2018, o Ibope avalia que Lula estaria com 35% das intenções de voto, contra 15% de Jair Bolsonaro, em segundo lugar.

 

A seguir, com 8% a 11% do eleitorado estaria Marina Silva.

Menos cotados, viriam Geraldo Alckmin, Luciano Huck, João Doria e Ciro Gomes, com intenções de voto entre 5% e 3%.

O resultado foi divulgado na manhã de domingo, pela coluna de Lauro Jardim em O Globo.A pesquisa foi realizada entre 18 e 22 de outubro. Ouvidas 2.002 pessoas em todos os estados, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Ao que tudo indica, mesmo se condenado em segunda instância, é provável que Lula dispute a eleição. Se para isso o  STF precisar “reinterpretar” a legislação que barra os ficha sujas, isso não surpreenderá ninguém.

O que está bastante evidente é que a população com cérebro está farta. A presença de Lula poderá radicalizar o processo.

O tema Segurança deverá predominar o debate. Os números apresentados por Bolsonaro são sintoma disso.

Entre os eleitores com mais de cinco salários mínimos, Bolsonaro tem 27% enquanto Lula tem 19%. Porém, entre os os que ganham até um salário mínimo, Bolsonaro tem 5%, contra 50% de Lula. Bolsonaro é forte entre os eleitores da faixa dos 16 aos 24 anos e com escolaridade média ou superior. Isso explica sua força nas redes sociais.

Será necessário fazer com que o eleitorado compreenda o que é possível fazer para melhorar o país, com debates e formulação de propostas claras, embora o clima não esteja para isto.

É com o que contam Lula e seus estrategistas. Sua eleição é um descalabro possível, mesmo com todo o desgaste dele e do PT e apesar do fiasco que se vê nos vídeos de suas caravanas. Seu sucesso eleitoral é a única chance de livrar a ele e muitos dos seus da cadeia.

Nunca é demais lembrar que o próximo presidente deverá indicar, no mínimo, três integrantes do STF.

Porém, há um dado que as pesquisas não captam ainda. Os fanáticos dispostos a votar em Lula, em sua quase absoluta totalidade, já o terão feito no primeiro turno. Se chegar o momento de decidir entre Lula e Bolsonaro, num eventual segundo turno, é provável que o segundo nome capte uma enorme parcela dos eleitores que optaram por outros candidatos na primeira votação. A rejeição de Lula é estimada em 54% do eleitorado. Além de outra obviedade: Lula não tira votos de Bolsonaro. Mas Bolsonaro pode avançar nos números de Lula.

Agora, apenas a hipótese de um condenado disputar, com chances, a presidência, já será suficiente para ter uma ideia do caos que sua eleição poderia causar.

SUPREMO RETROCESSO

24 de outubro de 2017

Mesmo diante do quadro de criminalidade – em todos os níveis – que assola o país, o STF esta pretendendo revisar a posição que garante a prisão de condenados por crimes em segunda instância.

Esse avanço foi adotado pelo plenário de nossa Corte Superior em fevereiro de 2016 e confirmado em outubro do mesmo ano. O assunto pode voltar à pauta pela terceira vez, com grave risco de ocorrer um recuo.

Quem mais vem se destacando nas discussões a favor do retrocesso é o Ministro Gilmar Mendes, que ano passado votou a favor da possibilidade de execução da pena após condenação em segunda instância. Porém, desde maio passado, Gilmar vem se posicionando publicamente pela rediscussão do tema, seja em entrevistas ou em decisões proferidas.

Considerando que a última votação foi de seis a cinco a favor da prisão, há risco sério de retrocesso. A mudança de voto de Gilmar poderia inverter o resultado.  Embora se comente que Rosa Weber também inverteria seu voto, no sentido contrário ao de Gilmar, não se sabe a posição de Alexandre Moraes, substituto de Teori Zavascki – que foi favorável a prisão. Mas como Moraes vem se manifestando favoravelmente ao reexame do tema, pode-se concluir que …

A associação dos delegados de Polícia Federal já divulgou nota assinalando o “anseio da sociedade pela rápida conclusão dos processos e pelo fim da sensação de impunidade”.

Integrantes do Ministério Público Federal também já se manifestaram repetidas vezes, assinalando que uma revisão na posição do Supremo pode atrapalhar investigações e desestimular as colaborações com a Justiça de pessoas investigadas ou acusadas.

O juiz Sérgio Moro, em encontro com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, também revelou sua preocupação com uma eventual revisão da decisão da de 2016. “Eu não mudei”, respondeu Cármen Lucia.

Se ocorrer a demonstração explícita de divórcio com os anseios gerais por parte do STF, isso poderá trazer consequências imprevisíveis. A opinião pública já vem emitindo sinais de que não aguenta mais.

Vindo esse retrocesso, talvez o maior beneficiado seja… Jair Bolsonaro!

O descaso para com os anseios da população poderá turbinar os índices de uma candidatura que se manifesta-se publica e claramente pelo combate a bandidagem.

O NÓ ESTÁ APERTANDO MAIS

10 de outubro de 2017

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba apresentaram um “incidente de falsidade”, relacionado aos 26 recibos dos aluguéis do apartamento vizinho ao de Lula em São Bernardo.

Pediram ao juiz Sério Moro uma perícia para apurar as circunstâncias de sua  produção. Para eles, “sem margem de dúvida os recibos juntados pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva são ideologicamente falsos, visto que é simulada a relação locatícia representada pelo engendrado contrato de locação”, disseram. Inclusive, o MPF aponta que não houve movimentação financeira por parte de Lula que comprovasse os pagamento dos aluguéis como reais.

Tanto para o MPF, como para qualquer pessoa com raciocínio normal, Lula nunca pagou aluguel e o imóvel foi bancado pela Odebrecht como propina.

O suspeito de ser ‘laranja’ na operação, Glaucus da Costa Marques, disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro que nunca recebeu qualquer valor no período indicado nos recibos e que não foi o responsável pela emissão deles. Segundo ele, os documentos foram fornecidos por um contador indicado por Roberto Teixeira, amigo de Lula, que pediu-lhe que os assinasse todos de uma só vez, em dezembro de 2015.

O juiz Moro deve decidir o caso nas próximas semanas, o que pode resultar na segunda condenação de Lula.

Isso foi o fato da quinta feira passada, dia 5. No dia seguinte, sexta, o MPF pediu aumento da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo sobre outro apartamento, aquele tríplex do Guarujá, no qual Lula já foi condenado em primeira instância  a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.   O caso está sendo reexaminado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre.  Os procuradores acham que  Lula deve responder por cada um dos três contratos fechados entre as empreiteiras e a Petrobras como crimes individuais, e nãocomo “crime continuado”, como na condenação da lavra do juiz Moro.  Se o TRF 4 aceitar a tese dos procuradores, isso pode resultar em uma pena maior.

Não é fácil acompanhar o andamento de todas as falcatruas pelas quais Lula responde. Mas convenhamos, não conseguir explicar algo que deveria ser simples, um mero aluguel, é dose.

Apesar de ter adquirido o hábito de colocar a culpa de tudo o que não tem como explicar na falecida dona Marisa, o conteúdo do processo, os depoimentos dos delatores e agora mais recentemente, as revelações parciais de Palocci, deixam tão poucas dúvidas, que só mesmo aqueles “muito interessados” na pessoa de Lula consigam sustentar sua inocência.

 

O Judiciário e o Discurso de Golpe

5 de outubro de 2017

Denúncia da tentativa torpe de levantar as massas para garantir a própria impunidade. 
Está na hora de trancafiar preventivamente o meliante mor por obstrução de justiça, mesmo que o Dória tenha medo.

O JUDICIÁRIO E O DISCURSO DE GOLPE

“Ao afirmar, a esta altura da grave crise brasileira, que estaria em curso um plano para tornar inviáveis candidaturas nas eleições de 2018, busca-se lançar um apelo à emoção, o que remete a formas de legitimidade carismática, típicas do populismo. Se as práticas político-partidárias foram cooptadas por infratores da lei, se o sistema político se viu colonizado pela ação dos que pretendem destruir a política, cabe ao Estado, lançando mão do que resta de racionalidade, cumprir o seu papel.

E o Judiciário terá de fazê-lo por meio de códigos próprios, tratando como ilícito (conduta para a qual a norma prevê sanção) o que os réus querem ver reconhecido como mera dissensão político-ideológica.”

“Assiste-se, na atual cena político-institucional brasileira, a uma situação de impasse. De um lado, a necessidade da renovação política – diante do grave quadro de deterioração da vida partidária no País – e, de outro, a notória incapacidade de superação da crise, à falta de mecanismos que garantam a efetiva participação popular no processo político, sem a qual não haverá mudança substantiva. E as dificuldades no campo das relações econômicas, das ações voltadas para a educação, a saúde, a habitação e a segurança pública – para citar alguns exemplos – também se explicam na base do mesmo diagnóstico: ausência de adesão da sociedade a um modelo político historicamente construído de cima para baixo. o.)

Frustradas as expectativas em torno da representação política, passou o Poder Judiciário a assumir, em certa medida, papéis tradicionalmente reservados ao Poder Legislativo. O controle jurisdicional da moralidade administrativa substituiu formas de legitimação finalista, pertencentes à esfera da ética política, por uma disciplina dos meios, estabelecida em regras próprias, autárquicas, diferenciação que mostra um déficit da prestação do jurídico para o político. Vale dizer, conquanto possa o político fundar o jurídico (precisamente como se deu com o alargamento do papel da jurisdição na Constituição de 1988), o jurídico não pode fundar o político (ressalvada a concepção jusnaturalista).

O Judiciário, de fato, vem sendo chamado a arbitrar a política, o que dá mostra da incapacidade do Parlamento de assumir o papel que lhe cabe. Sucede que, ao aceitar o desafio, a Justiça põe-se na mira da retórica política, que passa a desqualificar a atividade jurisdicional sob o argumento da ausência de legitimidade e imparcialidade. A artimanha de certos políticos, diante das acusações criminais que lhes são feitas, pode ser entendida neste contexto. Aproveitando-se de uma certa borradura no limite entre o jurídico e a política, a autodefesa coloca em crise a autoridade do julgador, a quem o réu passa a interpelar como se houvesse um debate.

A estratégia, assim descrita, articula-se de duas formas. Primeiramente, trata-se de levar para o campo jurídico a ação política, cujo discurso exige competências próprias, às quais nem sempre se ajusta o discurso judicial. Com isso, interpreta-se como arbítrio aquilo que é discricionariedade do julgador (os casos de desobediência civil ilustram bem a dificuldade do Judiciário em dar respostas a esse tipo de ação instrumental).

Depois, procura-se “editar” a cena judicial a fim de construir, perante a opinião pública, a imagem do homem perseguido, mártir das causas populares.

O agir estratégico, no caso, cumpre duas funções. Do prisma processual, oferece meios para a ressignificação dos fatos, sedimentando o caminho para a absolvição do réu. De outro ângulo, na interface com a opinião pública e a grande mídia, ao promover a desconstrução da autoridade do juiz, colocando em crise a chamada legitimação pelo procedimento, a ação instrumental permite devolver ao Legislativo e ao Executivo o protagonismo da cena política. Mas esta retroalimentação do sistema político, cujo repertório já se revelara, no momento anterior, insuficiente para atender às demandas sociais, longe de resolver o impasse da vida político-institucional brasileira, aprofunda a crise.

Nesse quadro de incertezas, em que também se inscrevem a judicialização da política e a narrativa da politização do Judiciário, até mesmo a atuação jurisdicional que se desenvolva nos moldes clássicos pode ser confrontada pelo discurso deslegitimador, sem que o Judiciário, não familiarizado com os códigos da política, se veja em condições de dar tratamento adequado a esse tipo de argumentação. O discurso do golpe, que cresce à medida que se aproxima o pleito eleitoral de 2018, orienta-se precisamente nessa direção.

Quer-se fazer crer que há uma ditadura do Judiciário no País, pois a magistratura, que não tem mandato popular, ao chamar para si a atividade política, investe contra a separação dos Poderes, violando princípio fundamental da República. A falácia material não resiste ao exame da teoria política e da teoria geral do Estado.

Dividem-se as funções do Estado, nunca o poder mesmo, indivisível por definição. Golpe de Estado haveria se fosse dissolvido o Parlamento ou anulado o Executivo, hipótese na qual o sistema deixaria de reconhecer a si próprio. Intervencionismo judicial na vida política do País existiria se o Judiciário, abandonando a função de dizer o Direito quando provocado, passasse a legislar ou a gerir a coisa pública.

Ao afirmar, a esta altura da grave crise brasileira, que estaria em curso um plano para tornar inviáveis candidaturas nas eleições de 2018, busca-se, mais uma vez, desqualificar a legitimidade racional para lançar um apelo à emoção, o que remete a formas de legitimidade carismática, típicas do populismo. Se as práticas político-partidárias foram cooptadas por infratores da lei, se o sistema político se viu colonizado pela ação dos que pretendem destruir a política, sem condições de desenvolver mecanismos de reconhecimento e diferenciação, cabe ao Estado, uno e indivisível, lançando mão do que resta de racionalidade, cumprir o seu papel. E o Judiciário terá de fazê-lo por meio de códigos próprios, tratando como ilícito (conduta para a qual a norma prevê sanção) o que os réus querem ver reconhecido como mera dissensão político-ideológica.

*Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, mestre e doutor em direito (USP), é professor dos cursos de graduação e pós-graduação em direito da PUC-SP”

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-judiciario-e-o-discurso-do-golpe,70002027945

FALTA MUITO PARA CONTAR 

3 de outubro de 2017

          Embora a Lava Jato esteja fazendo um grande trabalho em favor do Brasil, ainda falta muito a ser revelado.

          Vimos até agora apenas a parte inicial do grande plano que vai muito além de simplesmente roubar dinheiro. O plano é roubar o poder. E ainda sonham com ele. E não só no Brasil, mas a tomada do poder cujo objetivo é  transformar a América Latina no oásis da utopia esquerdista.

          Maluquice? Então vejamos. Qual é a verdadeira relação entre o PT e a ditadura cubana? O que há de fato atrás dos fabulosos acordos de empréstimos internacionais, contrários a nossa Constituição, que pagaram a construção do porto de Mariel, do metrô de Caracas e toda a orgia feita com dinheiro brasileiro que nunca mais retornará? Alguém realmente acha, que se fosse só para receber propina, precisava de tudo isto? O que há por baixo do pano na associação do PT com as ditaduras das Américas e parte da África? Lembram da entrega de refinarias da Petrobras a Evo Morales, de mão beijada? A região escolhida a dedo para enterrar dinheiro brasileiro está dentro e avizinha-se com o que há de mais totalitário em matéria de regimes de governo. O bolivarianismo, as FARC e títeres que já produziram terror em países da América do Sul e Central.

          Parece que ninguém lembra mais do relatório enviado ao Itamarati, sobre o teor das conversas nas negociações de Lula, já como ex-presidente, com líderes de países que nada tem de oferecer ao Brasil além de apoio ideológico às causas do Foro de São Paulo.

          Em 31 de maio de 2011, Lula, com José Dirceu, foi a Cuba tratar de negócios com os Castro. Presente, um diplomata brasileiro representando o Itamarati. Que relatou em documento oficial e secreto tudo o que viu e ouviu. Lula, já fora do cargo garantindo mais dinheiro do BNDES para Cuba. Tudo amplamente revelado pela imprensa brasileira, inclusive o fato de que meses depois um navio atracou ilegalmente no Porto de Mariel, ainda em obras e foi carregado, sob às vistas dos funcionários da Odebrecht, com armas, tanques e aviões caça, destinados à Coreia do Norte, escondidos sob uma carga de açúcar. O navio foi descoberto no Panamá. O Conselho de Segurança da ONU classificou o ato como um dos piores atentados à lei internacional dos últimos anos. Parece que todos esqueceram disso e muito mais.

          Quando serão revelados os meandros criminosos dos acordos e relações secretas do PT com as ditaduras, o bolivarianismo, as FARC – que atualmente anda treinando gente com propósitos para lá de suspeitos?

           A propina do caso Portugal Telecom. Os assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT. A compra de silêncio de Marcos Valério. O Grupo Petrópolis. Os negócios milionários dos príncipes Lulinha e Luleco com Oi, Gamecorp, Projeto e sabe-se lá o que mais. A grana preta usada para o financiamento de veículos de comunicação, dedicada a falsificar notícias, os blogs de aluguel, o suborno de celebridades e da grande imprensa.

          Alguém acredita que não existe dinheiro ainda cuidadosamente escondido lá fora? Ou que não existem contas secretas em nome de laranjas em off shores nos lugares mais discretos do mundo?

           Essa gente ainda está no jogo e é perigosa.

 

“NÓIS NÃO VAI!” – NÓIS JÁ FOI!

12 de setembro de 2017

 

                     Não é pelo fato de falar errado que Joesley Batista é um desclassificado. É pelo que ele pensa que é.

                     Na “conversa de bêbado” que mantém com Ricardo Saud, Joesley chega ao ponto de sustentar, repetidas vezes, possuir até dons de adivinhação. Além de desonesto, o chato de galochas alega ser vidente. Mas o charlatão errou feio ao afirmar para Ricardo Saud, por diversas vezes na gravação,  que “nóis não vai ser preso”.

                     Megalomaníaco, trapaceiro, falastrão, arrogante, egocêntrico, o que se ouve nas quatro horas de auto grampo em que o pateta incrimina-se é de revoltar o estômago. Inclusive, é necessária atenção adicional do ouvinte, já que o boquirroto comunica-se muito mal.

                     É surpreendente que uma pessoa tão desagradável tenha desenvolvido amizades em tão elevados circuitos. Refletindo sobre isso, deduz-se que o governo Lula/Dilma necessitava de alguém com aparente capacidade de endividamento para servir-se de capitais via BNDES e daí gerar propina. A partir das gordas verbas emprestadas a juros subsidiados pelo BNDES, seu grupo passou a comprar todos os negócios que lhe apareciam pela frente. Assim parecia mais fácil camuflar a propina paga a quem lhe facilitou negócios.

                    A questão agora é saber como ficaremos, já que essa quadrilha é mais uma que usou nosso dinheiro –  via BNDES – para torrar em ilicitudes. O mínimo que deveria acontecer seria o bloqueio ou arresto imediato das ações das dezenas de empresas compradas com financiamentos a juros camaradas via BNDES.

                    A semana movimentada também nos trouxe o depoimento de uma das figuras mais importantes dos governos petistas, o ex ministro Antonio Palocci.

                  Ao contrário da gravação de Joesley, Palocci expressa-se muito bem. No final de suas mais de duas horas de depoimento, ele moeu com maestria o advogado de Lula, Cristiano Zanin, que tentava jogar fumaça na relação incestuosa entre seu cliente e empreiteiras.  Sobre a relação existente entre oito contratos da Odebrecht com a Petrobras e a compra de uma sede para o Instituto Lula, Palocci explicou:

                  “A Odebrecht trabalha com a Petrobras. A Petrobras dá vantagens para essa empresa. Com as vantagens, ela cria uma conta para destinar aos políticos que a apoiaram. O presidente mantém lá diretores que apoiam a empresa, para dar a ela os contratos. Os contratos geram dinheiro. Com o dinheiro, eles pagam propina aos políticos. A Odebrecht fez um caixa e desse caixa foi sacado o dinheiro que comprou esse prédio que foi dado ao presidente Lula.” Só faltou perguntar ao advogado se precisava desenhar.

                 Palocci confirmou com riqueza de detalhes tudo o que Lula, pessoalmente e por sua defesa, nega. A informações que trouxe ainda confirmaram os conteúdos de vários depoimentos que contradizem o ex-presidente, que tem depoimento marcado para amanhã, quarta feira.

                 Imperdível.

CONFIE NOS INSTRUMENTOS, NÃO NA INTUIÇÃO

5 de setembro de 2017

                  Tomei conhecimento na última sexta feira da íntegra de uma pesquisa que apresentou alguns dados preocupantes.

                  Ela demonstra que, para a maioria da população do Rio Grande do Sul, o culpado da crise econômica é Temer e não a dupla que saqueou o país e escangalhou nossa economia, atrasando nosso país pelas próximas duas décadas, pelo menos.

                   Dilma ficou só na recordação. Mas Lula, apesar dos processos a que responde , é o “sujeito bonzinho”, que “ajuda o pobre”. Um fenômeno próximo ao mito absurdo do “rouba mas faz”.

                   Ninguém lembra que Michel Temer foi escolhido e eleito como vice de Dilma e que, quem de fato o colocou onde está, foi o PT. Não “a direita conservadora”. O trabalho diário de desconstrução da imagem do atual presidente por parte da grande mídia esquerdista, amplia ainda mais o fenômeno. A esquerda está trabalhando direitinho.

                   O fato é que, se estiver solto em outubro de 2018, o inimigo público número um pode ser eleito. Ele não está morto eleitoralmente. Longe disso. Não o subestimem.

                   Essa revelação trazida pela pesquisa lembrou-me o escândalo do mensalão, no governo Lula, há longínquos doze anos. Dizia-se que “eles” tinham acabado. Na verdade, a única coisa deles que “acabou” foi a vergonha na cara. Montaram esquemas de roubo do dinheiro público em uma escala muito maior e passaram a agir descaradamente.

                   Pior ainda é que algumas pessoas capazes e inteligentes, a quem revelei parte dos dados da pesquisa, recusaram-se a acreditar nisso. Ante a surpresa ruim, preferiram a tática do avestruz que, quando sente-se ameaçado, enfia a cabeça em um buraco para fugir do perigo. Outros ainda, questionaram minha capacidade de interpretação dos dados da pesquisa. Sequer fui eu a interpretá-los! Apenas tive a sorte e o privilégio de ser convidado a assistir, durante mais de duas horas, a uma minuciosa apresentação da análise dos dados pelos conceituados profissionais que realizaram o trabalho. As conclusões são reais, confiáveis e preocupantes.

                   Preocupantes, porque o grau de previsibilidade das decisões do judiciário, em suas mais variadas instâncias, é de uma lógica e precisão equivalente a da descoberta dos números da próxima mega-sena. E o chefe da quadrilha, se eleito, irá valer-se de sua eventual investidura para fazer o que quiser para livrar a si e seus companheiros, atropelando a tudo e a todos. Afinal, quem está em vias de ser preso, e é amigo de Nicolas Maduro, é capaz de qualquer coisa.

                    Por fim, uma recomendação vinda da aviação. Nunca confie em seus instintos. Confie no que indicam os instrumentos da aeronave. Isso vale para todos os que duvidam disso que estou relatando. Pesquisa confiável é instrumento sério. Além disso, muito veterano já tropeçou quando cometeu um dos erros mais comuns em política: confundir os desejos com a realidade.  O risco é real. Nega-lo não adianta. Combate-lo, talvez.

                    Do contrário, podemos estar a caminho da Venezuela.

A CARAVANA DO FARSANTE

29 de agosto de 2017

               Muito vem sendo comentado sobre a caravana de Lula pelo Nordeste. Já apareceu em Alagoas com Renan Calheiros e o filho governador e seguiu seu périplo pela região.

               Vem sendo apresentados vídeos na internet como sendo de sua caravana que impressionam pela baixa afluência de público. Em um deles, filmado amadoristicamente por um popular, a caravana aparece em uma avenida, separada do cinegrafista por cem metros de terreno baldio cercado com arame. Na caravana, veem-se algumas carroças, um jegue, umas poucas motos e meia dúzia de carros seguindo o ônibus.

               A pessoa que está filmando do telhado de uma casa modesta, em dado momento desvia a câmera e mostra uma mulher vestida com simplicidade, de chinelos, às gargalhadas para o cinegrafista, enquanto aponta a minguada caravana. O cinegrafista exclama, com acentuado sotaque nordestino:  – Acabô! Acabô! – ante o fraco cortejo que não conseguiu arrastar quase ninguém para receber Lula.

                Noutro vídeo, aparece o interior do ônibus de Lula chegando em outra cidade. Gleisi Hoffmann, presidente do PT, está fazendo pelo celular uma transmissão ao vivo da chegada. Populares cercam o ônibus para ver Lula. O motorista pergunta:

                – O presidente vai sair?

                Lula faz menção de descer, mas recua. Irritado, responde em alto e bom som:

                – Nesta porcaria aí não! – O assessor, visivelmente intimidado, intervém:

                – A polícia federal tá… A polícia federal tá aí… – referindo-se a escolta que os acompanhava. Furioso, Lula passa uma carraspana repleta de palavrões no assessor, que estava gravando tudo com o celular. Resmunga, furioso:

                 – Eu queria ver você ter sensibilidade de ver a cara do povo de uma cidade que você não conhece e ter que encarar …-  Quando repara que o assessor está gravando, irrita-se mais ainda e diz: – Você está aí na porra desse celular fazendo o que ?? Ah, ‘caraio’!!!

                 Enquanto isso, Gleise Hoffmann, que continuava fazendo sua transmissão ao vivo, tenta disfarçar mas atrapalha-se:

                 – O presidente … uma pessoa tava aqui, tentando mostrá… lá embaixo, …O pessoal ‘tava’ aqui esperando na entrada da cidade… – guagueja Grace em sua transmissão. Ouve-se Lula ao fundo, ainda resmungando:

                 – Não é possível, um povo insuportável, chato desse… Olha aí… o tanto de vagabundo… Dá uma olhada aí nesse povo aí dessa cidade… – Acha aí um… um véio nessa cidade, tira uma foto pra saí lá (nas redes sociais) e pronto.

                  Isso é fato. O vídeo é real e está disponível na internet. Um vexame.

                  Gleise continuava tentando sair de sua transmissão:

                 – Muita emoção, gente! Chegá aqui e vê o pessoal andando… andando a cidade inteira prá  ver o presidente Lula. Muito legal isso! Muito bom! – diz ele, visivelmente embaraçada.

                  Patético. Seria risível se não fosse trágico. Mas isso não é nada, para quem já roubou até os aplausos de Kofi Annan em uma Assembleia da ONU.

                  Lula será sempre uma farsa.

COITADINHO

23 de agosto de 2017

 

Na última sexta-feira o juiz Sergio Moro rejeitou um pedido da defesa de Lula para adiar o depoimento marcado para o próximo dia 13 de setembro.

Moro havia oferecido a possibilidade de ouvir o ex presidente por vídeo conferência, para evitar os custos com segurança e o transtorno causado pela presença de Lula na capital paranaense, mas a defesa do réu recusou a oferta alegando que ele faz questão de depor diante do juiz.

 

Depois, seus defensores entraram com o pedido de adiamento. Para Moro, o pedido da defesa, de suspensão dos interrogatórios, “carece de qualquer base legal”. A defesa alegava precisar de mais tempo para analisar documentos anexados ao processo pelo MPF.

 

Neste processo Lula é acusado de receber 12 milhões de reais em propinas da Odebrecht, na forma de um terreno em São Paulo para ser a sede do Instituto Lula e do segundo apartamento, vizinho ao seu, no prédio em que mora, em São Bernardo.

A negativa do recurso da defesa de Lula é mais uma na coleção de recursos negados em várias instâncias legais.

Ainda na terça feira, dia 25 de julho, o Tribunal Regional Federal em Porto Alegre, que julgará os processos de Lula em segunda instância, manteve o bloqueio dos bens do réu Lula, já condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Foram sequestrados por determinação do Juiz Sergio Moro cerca de R$ 10 milhões em planos de previdência, além de apartamentos e veículos.

Aí entrou em cena uma nova personagem. A milionária Roberta Luchsinger, neta do suíço Peter Paul Arnold Luchsinger, ao que consta grande acionista de um banco suiço, anunciou ao público uma doação de  R$500 mil, mais joias e objetos de valor a Lula. Para que ele possa suprir suas necessidades básicas ante a falta dos recursos sequestrados, alega a doadora.

Consta que Roberta pretende candidatar-se a deputada em 2018 pelo PCdoB. Resta saber se ela declarará a doação a Lula como publicidade da candidatura da milionária comunista.

Aparece cada uma …