A festa de St. Patrick’Day  

23 de março de 2017

           Na ultima sexta feira 17, a rua Padre Chagas foi fechada para a comemoração do dia do Santo padroeiro da Irlanda.

           Regado a muita cerveja, o evento saiu de controle na edição anterior. Agora a prefeitura interviu, regulamentando a festa, que reuniu mais de 30 mil pessoas no espaço de pouco mais de três quadras.

           A rua foi fechada às 12:30 de um dia útil. Trânsito engarrafado refletiu-se em toda a região. Consultas canceladas, comércio prejudicado, locomoção dos moradores dificultada.

           A prefeitura impôs o término para às 22:00. Mas os jovens chegaram portando sua bebida. Coolers, caixas de isopor, até barris de chope.

          O horário determinado pelo poder público de nada serviu. Os bares continuaram funcionando.

          Garrafas quebradas representavam um perigo adicional. As filas nos banheiros, instalados junto às janelas de prédios residenciais, não deram conta. Qualquer dobra de parede servia.  O odor foi testemunha até o final da manhã seguinte.

          O espaço das áreas privadas dos prédios foi invadido. Canteiros pisoteados. Não era possível ver o chão ao caminhar, tal a massa humana. Felizmente não houve situação de pânico e correria.

          Um traficante foi preso, houve pequenos roubos e um rastro de sangue entre as ruas Luciana de Abreu e Hilário Ribeiro confirmava os relatos de briga à faca.

          Situações desse tipo podem levar ao caos. Exemplos como o da boate Kiss nos ensinam que muita gente feriu-se pisoteada antes de conseguir escapar.

          O evento atravessou a madrugada, até muito depois da reabertura do tráfego.

          O caminhão pipa que lavaria a rua e as calçadas só chegou depois das onze horas do sábado, quando os moradores e comerciantes já haviam providenciado por si mesmos a lavagem. Tudo está documentado.

          Ninguém é contra confraternização, lazer ou festas. Mas devem acontecer em locais que garantam o direito e a segurança de todos os envolvidos. Isso não aconteceu na sexta feira.

Entre mais de 300 fotos e alguns vídeos, selecionamos algumas mostrando o estado em que ficou o local.

A quantidade excessiva de pessoas em um espaço restrito, comércio de ambulantes que colocou por terra a ideia dos organizadores de ter qualquer controle sobre o horário de término do evento, sem falar no fato de que a maioria dos presentes levou sua bebida de casa.

Há também registros de pessoas fazendo suas necessidades fisiológicas na via pública.

 

Xixi no portão do prédio. Padre Chagas, 174.  

  

   Xixi coletivo em jardim privado.        

 

Sol alto, a lavagem e escovação ficou por conta dos comerciantes, zeladores e moradores, pois o caminhão pipa prometido para a madrugada, só chegou após às 11:30. Não foi possível aguardar tanto tempo o mau odor de cerveja choca e urina.  

Rua Padre Chagas, 185, cerca de 5 horas da madrugada de sábado. Fim de festa, trânsito de veículos recém liberado.

A lavagem da calçada e do recuo invadido acabou ficando à cargo do pessoal do prédio, com o uso de mangueiras e aparelho lava-jato. Sol já estava alto e o caminhão pipa ainda não havia aparecido. A promessa era que a lavagem seria na madrugada.   

Comércio de ambulantes na calçada. Estoque farto.

 

    

Cacos de vidro por vários dias. Senhoras, crianças, caminhar de sandálias, ou sapatos abertos, nem pensar. 

 

 

A certa altura da festa, não era possível enxergar o piso quando se andava. Se houvesse situação de pânico, gente teria sido pisoteada.

 

Aspectos da porquice. 

 

 

Bebidas foram levadas por populares. A oficialidade achou que iria conseguir limitar o horário da festa.

Canteiros do prédio esquina rua Luciana de Abreu. 

FALA, ALEXANDRINO!

21 de março de 2017

FALA ALEXANDRINO!

 

Conforme vínhamos antecipando há bastante tempo neste espaço, o depoimento mais bombástico entre os mais de setenta executivos da Odebrecht, deverá mesmo ser o do ex diretor de relações institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar.

 

Neste final de semana foi publicado na revista Veja parte das revelações que deverão constar  na delação premiada do mais frequente acompanhante e interlocutor de Lula em assuntos não republicanos.

 

Alencar acompanha Lula desde os tempos de sindicalismo em São Bernardo. Em sua delação, ele revela que a Odebrecht pagou mesada por mais de dez anos para Frei Chico, irmão de Lula. Isso começou durante o mandato presidencial e só parou com o estouro do Petrolão.

 

Como se sabe, Lula responde por crimes de corrupção passiva e tráfico de influência. Um dos casos é o do sobrinho, Taiguara Rodrigues, que recebeu 20 milhões da Odebrecht por obras do mesmo tipo das palestras de Lula: nunca foram encontradas. Alencar explica isso e também os pagamentos mensais ao irmão do ex presidente. Segundo o delator, tudo foi feito após pedido pessoal de Lula.

 

Além disso, segue Alexandrino,  a falecida Marisa Letícia pediu pessoalmente ajuda para a realização da reforma do sítio de Atibaia.

 

Ou seja, enquanto era diretor da empreiteira, Alencar afirma que fez pagamentos à família presidencial. Inclusive o patrocínio a Luís Cláudio Lula da Silva, a ponto de transformá-lo de professor de educação física a empresário bem sucedido do ramo esportivo.

 

Alencar montou um diagrama com todo o esquema de pagamentos feitos, mais a compra do famoso terreno para construir a sede do Instituto Lula. Segundo Alencar, Lula recebeu cerca de três milhões de reais para defender os interesses da Odebrecht. Os pagamentos vieram na forma das famigeradas “palestras” de Lula, de 2011 até 2014.

 

O advogado de Lula, José Roberto Batochio, nega tudo.

 

Lula e Dilma Rousseff estão com outro problema sério. Edson Fachin logo  desmembrará a lista de Janot enviando as acusações referentes aos apontados que não tem foro privilegiado, caso de Lula e Dilma e eles responderão diretamente ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Com isso os ataques contra a Lava Jato vão aumentar.

Já está marcado para a sexta feira próxima encontro do partido. O presidente do PT, Rui Falcão, declarou que “será um grande debate cujo tema é ‘O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil’.”

Participarão Lula, juristas, economistas, sindicalistas, jornalistas, cientistas políticos ligados ao PT. Pretendem transmitir ao vivo pela Internet e disponibilizá-lo no Brasil e exterior. Marketing de defesa.

O PT alegará que a Lava Jato se desviou de seus objetivos e está causando paralisia da economia. E que é uma manobra para “impedir a candidatura do Lula à Presidência da República”.

 

A estratégia óbvia da vitimização, confirmada por Ruy Falcão.

ESTAVA ESCRITO

14 de março de 2017

 

Muitos devem ter notado que começaram a circular com mais insistência nos últimos dias posts, notas e até um videozinho de youtube com Lula malhando com seu personal e mostrando suas “ótimas” condições físicas. No final, diz a mensagem: “Até 2018”.

 

Compreensível isso acontecer pouco antes de seu interrogatório pelo juiz Sérgio Moro, marcado para o próximo dia 3 de maio. Há petralhas falando em organizar uma caravana e cercar o prédio do tribunal. O fato é que mostrar disposição para concorrer à presidência apenas evidencia o temor de ser condenado e preso, sem falar na tentativa de refrear a debandada que seu partido sofre.

 

Ontem, Emilio Odebrecht prestou depoimento a Sérgio Moro. Infelizmente o conteúdo ainda permanece sob sigilo, até que o teor dos relatos dos demais delatores da Odebrecht sejam liberados.

 

Antes de chegar o dia “L”, do depoimento de Lula, Marcelo Odebrecht será interrogado no mesmo processo, que apura as responsabilidades de Antonio Palocci. Estima-se que Marcelo revele que Palocci, além de operador da propina do partido, cuidava também da propina tocante a Lula, o “Amigo”.

Circula a notícia de que Lula teria tido um desentendimento com seu advogado, José Roberto Batochio, também defensor de Palocci e Mantega. O motivo seria Palocci estar tentando obter o benefício da delação premiada.

Depois de Marcelo dia 10 de abril, virá o depoimento de José Oldemario (Léo) Pinheiro, da OAS, no dia 20. Leo Pinheiro deverá confirmar que Lula sabia muito bem que a OAS pagou pelo triplex e o valor seria descontado da propina do PT.

O depoimento que deverá causar maior sensação será o de Alexandrino Alencar. Ele poderá detalhar os pagamentos para a reforma do sítio de Atibaia, a compra do terreno para o Instituto Lula, a compra do apartamento vizinho, as palestras milionárias, os negócios dos filhos e muito mais. Ele era o acompanhante de Lula nas viagens ao exterior, quando as palestras “coincidiam” com o fechamento de grandes contratos financiados pelo BNDES.

 

Entre 2007 e 2015 Alexandrino acompanhou Lula nas viagens ao exterior, sempre nos jatinhos pagos pela Odebrecht e presenciou diversas negociações que levaram o  BNDES  a financiamentos ruinosos de obras realizadas pela Odebrecht no exterior. Foram torrados mais de R$ 28 bilhões. Só em Angola do amigo de Lula, o ditador José Eduardo dos Santos, foram 42 contratos de obras, que totalizaram 2,6 bilhões de dólares, a juros e prazos – literalmente – de mãe brasileira. Na República Dominicana, foram outros 1,8 bilhões de dólares. Sem falar no Porto de Mariel, no Metrô de Caracas e muito mais dinheiro jogado fora. Enquanto isso acontecia, Lula e Dilma, ajudados por aquele marqueteiro tipo exportação, que já andou preso, mentiam para os otários que o Brasil estava rico. Alexandrino assistiu a tudo. Quando os bastidores dessa orgia com o dinheiro público começarem a ser revelados, vamos ter a mesma sensação que tivemos da pequenez do mensalão frente ao Petrolão. Virá logo a vez do Petrolão, com todo o escândalo da Petrobrás, parecer pequeno frente aos estragos feitos via BNDES. Coitado do muquirana Marcos Valério, frente ao tamanho dos roubos que o seguiram.

Hoje temos o Brasil com a com a malha rodoviária sucateada, o país financeiramente em frangalhos, carente de tudo e em meio a uma crise que levaremos mais de dez anos para superar graças a estes criminosos irresponsáveis eleitos à base de compra de votos e corrupção desenfreada.

Não foi por falta de aviso. Aqui mesmo isso foi escrito, com todas as letras.

Sobre o Fechamento da rua Padre Chagas

13 de março de 2017

 

Quando um empresário faz seu “Plano de Negócio”, calcula a viabilidade de seu empreendimento e aluga um espaço privado de “X” m2.

Em seguida, resolve promover uma festa para alavancar suas vendas. OK.

Mas quando quer expandir seu negócio para o MEIO DA RUA e ainda pretende o beneplácito do Poder Público, aí vira DEBOCHE!

A troco do quê os comerciantes poderiam ir além do espaço de seus imóveis locados?

A troco do que o poder público teria o DIREITO de, com um canetaço, entregar de mão beijada esse espaço para aumentar o faturamento de meia dúzia de casas, contrariando o interesse não só de moradores e contribuintes, como até mesmo de outras casas, como Dado Pub e Thomas Pub, aos quais cabem até o elogio por se manifestaram CONTRA a baixaria que farão os borrachos e mijões na sexta feira?

Onde fica o DIREITO DE IR E VIR dos moradores, que sequer poderão usar seus veículos no dia do evento?

Peço que façam registros com o celular das baixarias, para postar depois.

E no sábado de manhã, bem cedo, ao raiar do dia, ficará ótimo bater mais fotos das garrafas quebradas, latas vazias e sujeira pelo chão. Pena que as fotos não tem como registrar o cheiro de urina.

Espero que na reunião prevista para hoje, a Associação dos Moradores do Moinhos de Vento tome a decisão correta, no sentido de manifestar-se contra o carnaval irlandês. Porque, do jeito que a coisa vai, só falta aparecer algum “iluminado” querendo promover uma cavalgada no 20 de setembro. Afinal, até bar com esse nome já tem… Pensando bem, seria bem mais lógico até do que a festa alienígena…

http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2017/03/rua-fechada-para-st-patrick-s-day-causa-debate-no-moinhos-de-vento-9743772.html

Rua fechada para St. Patrick’s Day causa debate no Moinhos de Vento Comerciantes a favor e contra bloquear a Padre Chagas para evento no próximo dia 17 discutem com mediação da prefeituraO pobre São Patrício nem sabe, mas menos de duas semanas antes do seu dia, é o responsável por divergências na rua mais badalada do Moinhos de Vento. Enquanto alguns bares da Padre Chagas pretendem fechar a rua no próximo dia 17 para comemorar com muita cerveja o St. Patrick’s Day — tradicional festa irlandesa que se popularizou pelo mundo —, outros são contra a medida. O assunto foi discutido na tarde desta quarta-feira em reunião na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico que, responsável por assuntos de comércio e turismo, media a contenda entre empresários favoráveis e contrários. A prefeitura ainda não confirmou o fechamento da rua: ficou acordado que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) será consultada para a elaboração de um termo de ajustamento de conduta semelhante ao que permite a realização do Carnaval de rua. Uma nova reunião será feita na próxima segunda-feira à tarde, segundo o chefe de gabinete da secretaria, Alexandre Prates. Leia maisNão será um evento pequeno: 10 estabelecimentos já protocolaram na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) solicitações para a reserva de vagas na rua, montagem de estrutura ou estacionamento de gerador de energia. O Mulligan Irish Pub apresentou seu projeto em janeiro prevendo a instalação de 11 banheiros químicos e de um palco para show e interação com o público. Gabriely Muñoz Rocha, que comprou o pub em novembro do ano passado, explica que a ideia é decorar a Padre Chagas, simulando uma floresta encantada com potes de ouro. Também estão previstas atrações como um concurso de fantasias. Gabriely destaca que o evento iniciará às 16h e terminará às 21h30min, respeitando a lei do silêncio. — A nova administração do Mulligan enxergou que o evento acontecia com ou sem organização, e quis entregar uma proposta cultural — explica a dona, acrescentando que parte das vendas de bebidas será revertida para instituições de caridade. Contrários, outros comerciantes se preocupam com o excesso de público. Werner Siegmann, 67 anos, sócio do Dado Pub na esquina da Padre Chagas com a Rua Fernando Gomes, lembra que, em 2016, um evento sem o respaldo da prefeitura bloqueou a rua pelo excesso de público. Isso atrapalhou os estabelecimentos da rua e quem reside no bairro, sustenta. — Achamos que o Moinhos de Vento não tem esse ar de trazer galera para fazer xixi no muro e atirar garrafa vazia no chão. No ano passado, no dia seguinte, parecia que havia acontecido uma guerra na rua — diz ele. Associação do bairro vai definir posição na próxima semana Também contra a realização do evento na rua, o dono de outro pub na Padre Chagas diz estar preocupado com o efeito sobre quem vive no bairro. — Queremos uma relação saudável, produtiva e eterna (com os moradores), e vamos colocar tudo isso em risco por causa de um evento — corrobora Wilson Herrmann, relações públicas do Thomas Pub. Moradores das redondezas ainda não se posicionaram sobre a ronha — ao menos, de forma organizada. O presidente da associação Moinhos Vive, Raul Agostini, diz que o assunto será discutido em uma reunião interna, marcada também na próxima segunda-feira. — O que não pode repetir é o que ocorreu ano passado, quando houve uma desatenção quanto à limpeza e quanto ao barulho. No meu entender, vai depender das posições de compromisso tomadas por quem está organizando. E-mailGoogle+TwitterFacebook

OS ESPERTINHOS

7 de março de 2017

                    O juiz Sérgio Moro interrogará  Lula dia 3 de maio, às 14 horas, na Justiça Federal em Curitiba.

                    Serão os momentos finais da ação penal que investiga a propriedade do triplex do Edifício Solaris, no Guarujá, a acusação de lavagem de dinheiro e os aluguéis milionários pagos para a guarda dos bens presidenciais.

Lula será o último réu a ser interrogado. Antes dele, entre 26 e 28 de abril serão ouvidos os réusLeo Pinheiro, Agenor Medeiros, Paulo Gordilho, Fábio Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, da OAS e Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula.

Depois, somente eventuais novas diligências, se forem necessárias,  e as alegações finais da defesa e do Ministério Público.  Então o juiz Sérgio Moro poderá emitir a sentença que definirá se Lula é culpado ou inocente nessa ação penal. Ele é réu em outras quatro.

A chapa está esquentando.

Enquanto isso, em seu depoimento ao TSE, Marcelo Odebrecht contava que em um encontro com Dilma no México, teria avisado que pagamentos feitos a João Santana estavam ‘contaminados’, pois as offshores utilizadas foram as mesmas usadas para pagamento de propina. O valor acertado para a campanha que reelegeu Dilma foi de R$ 150 milhões. Deste total, segundo Marcelo, R$ 50 milhões eram retribuição pela aprovação da Medida Provisória do Refis, em 2009, que beneficiava a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht.

Dilma, “a santinha”, ficou furiosa com a revelação e disse que é tudo mentira.

A semana teve mais. O ex-presidente da Odebrecht Ambiental  Fernando Reis, também em depoimento ao TSE, disse que a empreiteira pagou 4 milhões de reais para comprar o apoio do PDT à chapa que reelegeu Dilma.

 

A inclusão do PDT no rol dos recebedores de propina é um balde d’água fria nos espertinhos que tentam escapar do desgaste migrando do PT para o PDT, como Jairo Jorge e Bordignon.

Parece que não seriam os únicos… Olho neles!

 

Enio Meneghetti

LULA NÃO TEM A MENOR CHANCE

21 de fevereiro de 2017

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A denúncia contra Lula pelo sítio em Atibaia será uma das mais arrasadoras da Lava Jato. Quem avisa é a revista Época. A denúncia está demorando porque trará informações que constam das delações premiadas da Odebrecht e do ex presidente da OAS, Oldemario Pinheiro Neto, o Léo Pinheiro, que junto com a Odebrecht, teria sido quem pagou pela mega remodelação que transformou o sítio de lazer em uma sucursal da Ilha da Fantasia.

Entrementes, Tarso Genro foi ouvido como testemunha de defesa de Lula no caso do outro imóvel, o triplex do Guarujá.

Confesso que ao ouvir a notícia de que Tarso seria ouvido, pensei: que raios Tarso poderá dizer em defesa de Lula? Tarso declarou que não conhece a vida financeira privada do Lula. Mas afirmou solenemente que “tenho conhecimento suficiente dele, da sua postura como político, como presidente da República, que ele jamais aceitaria qualquer beneficio indevido, decorrente de intercâmbio a partir das suas funções presidenciais”. Ah, tá!

Tarso não perde o jeito.

Quando ele era vice prefeito de Olivio Dutra em Porto Alegre, um brigadiano foi degolado com um golpe de foice na garganta, desferido por um membro do MST, durante uma manifestação no centro da capital gaúcha. O assassino fugiu e foi homiziar-se na prefeitura. A imprensa correu até lá e Tarso os recebeu. Saiu em defesa do agressor, que assim como os demais companheiros que o acompanharam na fuga portavam foices com longos cabos de madeira. Ao ouvir que o assassino e seus colegas do Movimento dos Sem Terra estavam “armados”, Tarso rebateu: As foices não eram armas. Eram “instrumentos de trabalho”. Esse é Tarso.

           Ele também contou que logo após assumir o Ministério da Justiça, o chefe da Polícia Federal,  delegado Paulo Lacerda, lhe avisou que ocorreria uma diligência, a pedido pelo Ministério Público, na casa de Vavá, irmão de Lula.  Vavá estava sendo investigado por possível tráfico de influência. Tarso foi avisado e teria perguntado ao subordinado: “Está tudo regular? Tem ordem escrita? Tem orientação? Então que se proceda.’”

           Em seguida, “cumprindo minhas obrigações como ministro, avisei o presidente Lula”:

           – Presidente, queria lhe informar que amanhã cedo vai ocorrer uma diligência na casa do seu irmão.

           Lula perguntou: “Está tudo legal, tudo regular?”

           – Sim, está tudo correto. – respondeu o ministro. Lula então teria respondido:

           –  Que se proceda essa diligência,  agradeço por me informar.’”

           Tá bem. Será que Lula não avisou o irmão? Será que o irmão ficou aguardando calmamente, sem nenhuma ação ou providência, como se nada tivesse acontecido?

           Acredito.

          Bem, o fato é que enquanto a batata continua assando, volta e meia surgem novas pesquisas apontando Lula como muito bem posicionado para a corrida presidencial de 2018.

          Ora, mesmo que ele esteja solto em outubro de 2018 e cometa a bobagem de concorrer, Lula não tem chance alguma. Os índices que apresenta são os fanáticos que ainda o acompanham e meia dúzia de alienados que votariam nele mesmo que fizesse campanha vestido como a bruxa malvada. Seus índices de rejeição são incontornáveis. Não há como Lula ganhar. Isso com o que se sabe até hoje. Fora o que ainda falta ser revelado e o será em breve.

          Já imaginaram Lula em um debate? Os vídeos dele andando na rua e sendo destratado pela população? Como ele colocaria os pés na rua?

            A possibilidade de Lula concorrer é remota. Se concorrer, tomará uma lavada.

AS PROVAS CONTRA LULA

14 de fevereiro de 2017

 

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Após a morte de dona Mariza, com direito ao velório comício, verificou-se uma nova investida dos admiradores do ex-presidente, insistindo na absurda tese de que “não há provas” contra Lula.

 

Ora, quando uma denúncia é oferecida pelo Ministério Público, vários tipos de provas podem ser apresentadas. São depoimentos, fotos, recibos, notas fiscais, fotografias, extratos bancários, etc. No caso de Lula, é avassalador o conjunto de evidências, a ponto do MPF mostrar-se convencido e apresentar as denúncias, aceitas pelos juízes após constatarem existência de fundamentos para a instauração dos vários processos aos quais Lula responde.

 

Colocar imóveis em nome de terceiros é a medida mais comum no mundo da corrupção. Soaria ridículo esperar uma confissão do suspeito ou esperar que deva aparecer uma gravação dele combinando a tramoia com os comparsas.

 

Antes mesmo que se conheçam os detalhes das delações premiadas que ainda permanecem em sigilo, sabe- se  que há documentos que detalham a relação incestuosa com empreiteiros.

O teor da delação do ex diretor da Odebrecht  Alexandrino Alencar, é um dos que deverá ser avassalador para Lula. Além da reforma do sítio em Atibaia, na qual atuou, Alencar foi companhia habitual nas viagens de Lula. Juntos estiveram em países da África, Cuba, Panamá, Peru, sempre usando os jatinhos da Odebrecht. Tais contatos resultaram em obras com financiamentos do BNDES. A revista Época já revelou em reportagem a atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, onde a empreiteira faturou US$ 898 milhões, 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba. Revelou telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas relataram as conversas de Lula em Havana, onde foram tratadas condições dos empréstimos e até as garantias para que o BNDES financiasse as obras.  Em seu depoimento Alencar relata também pagamentos e interesses da empreiteira em receber apoio do ex-presidente.

Há ainda o caso do pagamento da OAS pelo armazenamento dos bens retirados por Lula dos Palácios de governo. As doações para o Instituto Lula pelos mesmos contratantes de palestras da L.I.L.S., a empresa de palestras de Lula, pagos pelas mesmas Camargo Correa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, todas envolvidas na Lava Jato.  O Instituto Lula recebeu R$ 34.940.522,15. Sessenta por cento vieram das empreiteiras envolvidas na Lava Jato. A L.I.L.S. recebeu R$ 21.080.216,67, metade vieram das mesmas também envolvidas na Lava Jato.  Pretender que nada exista de muito esquisito nestes milionários pagamentos é zombar da inteligência alheia. E ainda nem entramos nos negócios do sobrinho Taiguara ou nos pagamentos feitos às empresas dos filhos do suspeito. Não ha´provas? Pois sim!

Agora a suprema ironia: o grande aliado petista, amigo de Lula e Dilma, Nicolás Maduro, pediu determinou ao Ministério Público e ao Poder Judicial venezuelanos que prendam as pessoas que receberam propinas da Odebrecht em seu país. De acordo com Marcelo Odebrecht, sua empresa pagou 98 milhões de dólares em propinas na Venezuela, ficando atrás apenas do Brasil neste quesito.

O VIÚVO

7 de fevereiro de 2017

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                    Ao longo da semana que passou, assistimos a uma série de manifestações de formadores de opinião sobre a “crueldade” de alguns comentários nas redes sociais sobre a saúde da ex primeira dama, senhora Mariza Letícia.

                   O fato lamentável é que já a partir da hospitalização de dona Mariza, petistas já vinham responsabilizando a terceiros pelo AVC da ex primeira dama, numa antevisão do que viria depois.

                   Em seu discurso à beira do caixão, Lula não se fez de rogado. ”Marisa morreu triste porque a canalhice, a leviandade e a maldade do que fizeram com ela…”, disse. “Acho que ainda vou viver muito, porque quero provar para esses facínoras… (…). Que eles tenham um dia a humildade de pedir desculpas a essa mulher. Esse homem que está enterrando sua mulher não tem medo de ser preso.”

Lula profanou o velório da esposa ao transformá-lo em um comício. Ele poderia ter dito também que Mariza tinha um aneurisma diagnosticado há dez anos. Que poderia ter sido operado ainda quando ele era presidente, mas sabe-se lá por que, não o foi. Optou por não fazer. Um dia o aneurisma se romperia.

Mas Lula poderia tê-la poupado. De envolver-se e aos filhos em situações nebulosas.

O contrato de locação da cobertura vizinha à que mora estava assinado por dona Mariza. Os investigadores da Lava Jato suspeitam que o imóvel foi comprado por pessoas ligadas a amigos de Lula como laranjas, com dinheiro de corrupção. Sua defesa alega que esta segunda cobertura é alugada.  E o contrato de locação está assinado por dona Mariza.

Lula também poderia ter evitado que os filhos se metessem em negócios fantásticos, que de tão bons geraram suspeitas. Isso pouparia o sofrimento e a saúde de uma mãe enferma, ante o risco dos filhos serem investigados e até de acabarem presos. Poderia igualmente ter poupado a mãe do sobrinho Taiguara de idênticas preocupações.

                   Pela ótica de Lula, frente ao sofrimento de qualquer mãe, nenhum crime poderia ser punido, sequer investigado, pois poderia vitimar parentes de qualquer suspeito. Patético, lamentável e inaceitável o que aconteceu. Sequer pode-se creditar à dor tal comportamento, eis que evidentemente premeditado, dadas as manifestações na mesma linha que foram sendo feitas ao longo da semana por próceres petistas.

                  É sempre bastante delicado referir-se a tais temas. É muito fácil ser mal interpretado.  Mas o comportamento do ex presidente vai contra a população brasileira, que espera ver a apuração completa do mar de corrupção.

                 O senador Ronaldo Caiado foi um dos que condenaram a postura. Para Caiado, ao politizar o falecimento da esposa, Lula se expôs ao vexame público. O senador goiano apontou a inversão de papéis de Lula:

                “Lula não tem limites em sua capacidade de ser indecoroso. Conseguiu ir além mais uma vez desse limite ao profanar a própria viuvez e ousar atribuí-la a terceiros. Se alguém pode ser responsabilizado é quem a envolveu nesse mar de delitos, que não poupou a própria família.  (…) Agora quer acusar a justiça, na tentativa de inverter os papéis. O réu é ele, não a justiça. Lula, se não consegue respeitar o Brasil, deveria ao menos respeitar a sua família.”, completou.

                Lula espera “viver muito”. Todos desejamos que sim. Para assistir o desfecho da confusão armada a partir de seus governos e de sua sucessora.

O GOLDEN BOY DE LULA E DILMA

31 de janeiro de 2017

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                 A semana começou fervendo.  A Ministra Carmen Lúcia homologou as delações premiadas da Odebrecht. Permanecerão ainda sob sigilo, mas o PGR Rodrigo Janot deverá pedir logo a liberação dos conteúdos.

                  O outro fato quente foi o retorno de Eike Batista. Direto para o cárcere. Tudo indica que o outrora “homem mais rico do Brasil”, com fortuna estimada em US$ 34,5 bilhões, paparicado, invejado e apresentado por Lula e Dilma como exemplo de capitalista, voltou para negociar seu acordo de delação premiada.

                Sérgio Cabral e Eike Batista travam uma corrida pela delação. Não há espaço para os dois como delatores neste inquérito. Com o retorno, Eike larga na frente. Se fechar o acordo, a  delação premiada de Marcelo Odebrecht tem tudo para parecer historia de ninar crianças.

                Sem curso superior, Eike ocupará uma cela comum. Acostumado desde menino a ambientes climatizados e seleta companhia, quanto tempo ele aguentará em uma cela, num beliche de concreto e apenas um ventilador para dar conta do verão carioca?

                As relações incestuosas entre Eike e os governos Lula e Dilma tiveram uma boa indicação nos vídeos de you tube que rechearam as redes sociais durante o último fim de semana. Contém discursos patéticos, de uma falsidade constrangedora, onde Lula, Dilma e Cabral exaltam o dono do grupo EBX como um Rei Midas, um modelo de empreendedor de sucesso, num imaginário Brasil sem pobreza.

               Um enredo de fraude, corrupção e favorecimento recíproco.

               No mega esquema em que Eike Batista e a turma de Sergio Cabral são acusados, foram lavados pelo menos US$ 100 milhões.  Ora, quem também tem de dar explicações são Lula e Dilma. Grande parte deste dinheiro veio de mega-obras superfaturadas do PAC.

                Igualmente, quem ajudou para que o Grupo X conseguisse pegar R$ 10 bilhões no BNDES?

             O advogado que negocia a possível delação de Cabral é o mesmo de Fernando Baiano, operador de Eike. Que pagou 3 milhões de reais para que Lula e José Carlos Bumlai o ajudassem junto à Sete Brasil, para entrar em um negócio que envolvia 28 navios-sonda da Sete.

             Sim, só esquemas megalomaníacos.

             Que seja logo escolhido o novo relator da Lava Jato no STF. Que o caso seja sorteado entre os dez ministros que compõe o plenário da Corte. Porque, se o sorteio for realizado somente entre os membros da segunda turma, há uns 50% de chances de a relatoria cair em mãos erradas. Espera-se que isso não ocorra.

              O Brasil inteiro está olhando.

              Enio Meneghetti

A MÃE DE TODAS AS DELAÇÕES!

24 de janeiro de 2017

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   Um dos espantos a partir do fato mais importante da semana, o acidente no qual perdeu a vida o Ministro Teori Zavascki, é a ingênua (ou esperta?) lembrança do nome de Sérgio Moro para ocupar a vaga aberta no STF.

           Se isto acontecesse, em primeiro lugar, Sergio Moro não poderia julgar os eventuais recursos da Lava Jato, por já ter atuado nos mesmos na fase de primeira instância. Em segundo lugar, até que seu eventual substituto em Curitiba tomasse pé das entranhas dos volumosos processos que lá correm, o atraso seria inevitável.

           Sem dúvida, seria uma jogada de mestre para beneficiar os corruptos uma nomeação de Sérgio Moro para o STF neste momento. Se ocorrer a remota possibilidade da medida ser cogitada, muito provavelmente o próprio juiz Moro se encarregaria de desencorajá-la já na etapa das sondagens.

           Porém, depois da conclusão dos processos da Lava Jato, ele mereceria ser indicado com honras para o mais alto posto da magistratura brasileira.

           O fato, é que a grande dúvida na cabeça dos brasileiros hoje, é se os criminosos conseguirão atrasar ou sabotar a Lava Jato.

           Está se discutindo bastante para as mãos de quem a relatoria dos processos da Lava Jato iriam, no STF. Para o substituto indicado pelo presidente Temer? Para um dos membros da segunda turma? O próprio presidente Michel Temer já deu declarações indicando que passará a decisão à ministra Carmem Lúcia, presidente do STF. Foi uma atitude sábia.

 

Ora, os acordos da Odebrecht devem ser homologados imediatamente. A equipe de Teori Zavascki é composta por juízes auxiliares, advogados e técnicos capacitadíssimos, que trabalharam sem parar durante todo o recesso. Conhecem todos os detalhes dos processos de delação executivos da Odebrecht.

 

Felizmente, há quem defenda esta tese. Mas é preciso mais. O ministro Gilmar Mendes já deu declarações dizendo que a coisa mais urgente agora é a homologação. Mesmo como medida excepcional.

No final de semana surgiram comentários de que haveria a possibilidade de que mesmo antes do fim do recesso do Judiciário, até 31 de janeiro, a presidente do Supremo Tribunal Federal. Carmen Lúcia, poderia tomar a decisão de homologar as delações premiadas dos executivos da empreiteira Odebrecht.

Tomara.

Seria a melhor atitude a tomar. Aplacaria os comentários com suspeitas e palpites sobre as causas do acidente que matou os ocupantes do King Air acidentado em Parati, enquanto não se conhece o laudo da perícia sobre o acidente.

           Afinal, se formos parar para refletir, quando alguém argumentar com você sobre as remotas chances percentuais de acerto em jogos de azar, como loterias, mega sena, etc. , peça-lhe que calcule também a probabilidade percentual de ocorrer um acidente com morte do relator da Lava Jato no STF, às vésperas  da homologação da “mãe de todas as delações”.