Archive for the ‘Gastos Públicos’ Category

O INIMIGO

20 de junho de 2017

 

Em meio ao mar de lama que assola o Brasil, um fato importante passou quase despercebido na última semana.

 

Refiro-me a divulgação do laudo grafotécnico que comprova que o ex- executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar mentiu em sua delação premiada, ao afirmar que o deputado Onyx Lorenzoni havia recebido uma doação eleitoral não declarada, oriunda da Odebrecht, nas eleições de 2006, há onze anos passados.

 

O laudo do perito Domingos Tocchetto demonstra que a planilha de doação apresentada por Alexandrino como “prova” da alegação, foi fraudada.

 

O laudo grafotécnico demonstra que a anotação referente a uma suposta doação de 175 mil reais, em 2006, foi adicionado na planilha do sistema utilizado pela Odebrecht DEPOIS dos demais dados contidos na mesma. A letra, ou “fonte” utilizada, é diferente. O tamanho é diferente assim como alguns dos caracteres gráficos utilizados. Trata-se de um documento manipulado.

 

Além disso, o sistema utilizado pela Odebrecht para o controle do departamento de propinas, denominado “Drousys”, só foi implantado em 2008, ou seja, dois anos após a data da suposta doação.

 

Por que teriam feito isso? A resposta certamente está no codinome usado para batizar Onyx Lorenzoni na planilha: “Inimigo”. O fato pitoresco é que, na mesma planilha onde Lula é apontado como o “Amigo”,  Onyx Lorenzoni seria o “Inimigo”.

 

Sem dúvida um grande galardão em favor do deputado. Ser reconhecido como “Inimigo” de Lula e do PT, numa planilha falsificada, é honra para poucos.

 

Desde antes da CPI dos Correios, em 2005, Onyx denunciava o projeto de poder do PT, associado ao Foro de São Paulo, de promover o avanço da esquerda na América Latina. O esquema de apoio a Hugo Chavéz, Evo Morales e outros tiranos no cone sul e até na África.

 

Onyx Lorenzoni foi o primeiro parlamentar brasileiro a afirmar na tribuna da Câmara que Lula era traficante de influência a serviço da Odebrecht. Requereu os contratos suspeitos do BNDES com a África e com outros países. Eram as viagens de jatinho particular, pagas pela Odebrecht, que Lula fazia em companhia do criminoso delator Alexandrino Alencar. Isso ainda antes do estouro do Petrolão.

 

Nada mais conveniente do que tentar desacreditar a quem lhes faz oposição sem trégua. Nada mais lógico do que denominar como  “Inimigo” quem denuncia suas falcatruas.

 

No momento em que a mega quadrilha, com o apoio da grande mídia, tenta colocar a todos na mesma vala para tentar salvar a cúpula do maior esquema criminoso da História, eles acharam que calar um parlamentar como Onyx seria conveniente.

Enio Meneghetti

              Artigo publicado no “Correio de Cachoeirinha” , edição de terça feira, 20.06.2017

 

INIMIGO  PÚBLICO N.o 1

6 de junho de 2017

  

            O MPF pediu em alegações finais, na última sexta-feira, a prisão em regime fechado de Lula e o pagamento de 87,6 milhões de reais por danos causado à Petrobras. Trata-se da mesma ação penal do caso triplex. Nela, Lula é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção pela força-tarefa da Lava Jato, que lhe atribui o papel de comandante máximo do esquema criminoso.

            Ao tomar conhecimento da peça do MPF, Lula declarou:

“Hoje fiquei sabendo que o Ministério Público pediu minha prisão, minha condenação, não sei o porquê. Em qualquer lugar do mundo, para você ser condenado e até indiciado, tem que ter prova. Aqui no Brasil, se não tem prova tem que prender mesmo, porque não precisa mais de prova. Eu tenho uma história neste país. (…) Não tenho desafiado a Justiça, o Ministério Público, até porque o Ministério Público é uma instituição que respeito, o que tenho é contra as meninices dos procuradores da Lava Jato.” – proclamou o réu, em evento no fim de semana.

O MPF juntou documentos que mostram que o tríplex jamais foi colocado à venda pela OAS por pertencer à família do presidente. Os procuradores também destacam que Leo Pinheiro, a pedido de Lula, visitou o tríplex com o ex-presidente e a esposa dele, quando diversas modificações foram solicitadas pelo casal. Na agenda de Leo Pinheiro, estão registradas as reuniões com o ex-presidente, inclusive na residência de Lula, para finalizar projetos, como o da cozinha. Os procuradores alegam que esconder que Lula é o proprietário do imóvel, configura crime. Argumentar que não existe escritura assinada pelo réu Lula é a confirmação do crime de lavagem de dinheiro. Embora sejam crimes de difícil prova, isso deve-se a profissionalização das práticas e dos cuidados empregados pelos réus, afirmam os procuradores. Daí o uso de apelidos e códigos em conversas telefônicas e via internet, ou nos registros das atividades ilícitas.

Mesmo assim, as provas documentais, testemunhais e periciais, são abundantes. Dados bancários e fiscais dos réus, fotos e mensagens de celular, mensagens de e-mail, registros de ligações telefônicas e de reuniões e contratos apreendidos nas residências dos réus, entre vários outros elementos de prova.

Segundo a denúncia, o benefício recebido por Lula, nesta ação penal, foi de R$ 3,7 milhões, correspondente ao triplex e ao armazenamento dos bens retirados das dependências da presidência da República, armazenados de 2011 a 2016. Tal valor teria sido pago em contrapartida a R$ 87 milhões de corrupção em favor da OAS entre 2006 até 2012. As alegações finais do MPF tem 334 páginas.

O réu diretamente e através de sua defesa, nega as acusações.

Não há prazo definido para uma decisão do juiz Sérgio Moro. Mas estima-se que a sentença deve sair logo.

Além disso, ao que tudo indica, em breve a competente (e certamente dispendiosa) defesa de Lula terá muito mais trabalho. Isto é o que se deduz pelas noticias do avanço das tratativas de Antonio Palocci e agora também de Guido Mantega, de fazerem respectivos acordos de delação premiada.

Será um Deus nos acuda.

CRIME DE LESA PÁTRIA

31 de maio de 2017

Qualquer aliança política contra o interesse ou patrimônio público que causa prejuízos ao País, colocando em risco a Democracia, Soberania, a Liberdade, bem como desvios fraudulentos dos cofres públicos para fins partidários ou particulares, aparelhando o Estado, subjugando, enganando, comprando, ou fraudando, constituem Crime de Lesa Pátria.

Segundo o Senador Álvaro Dias afirmou nesta terça-feira , 30 de maio, os contratos firmados pelo BNDES e empresas selecionadas pelos governos Lula e Dilma entre 2008 e 2014 chegaram ao montante de R$ 716 bilhões.

Como o  BNDES nem o governo tinham este enorme montante de dinheiro, o governo emitiu títulos da dívida pública, captando a juros de mercado. O valor foi então transferido ao BNDES, para financiar a juros subsidiados aquisições de outras empresas no Brasil e no exterior como o caso do grupo JBS, e financiar grandes obras a países estrangeiros.

Para ficar muito claro: o governo tomou emprestado a juros de mercado, repassou ao BNDES para emprestar ao JBS, empreiteiras e outros agraciados a juros menores do que aqueles que pagou para levantar o dinheiro. As empresas que recebiam a benesse repassavam um percentual previamente combinado aos elementos e partidos associados ao esquema criminoso. Tudo com juros subsidiados, que variavam de 5 a 6% ao ano, contra os 14,25% pagos pelos títulos emitidos.

O valor dessa diferença de juros, que chega a R$ 184 bilhões, acrescentou Alvaro Dias, será pago por você, por mim e por todos nós, contribuintes brasileiros.

Alguém não merece cadeia por isso?    

  • “O contribuinte brasileiro subsidiou essas taxas de juros privilegiadas, praticadas pelo governo brasileiro, através do BNDES, com os chamados campeões nacionais e, mais do que isso, com os países amigos de quem governava o Brasil: Cuba, Angola, Venezuela, Equador, enfim, países mais próximos ideologicamente daqueles que governavam o nosso país, com o benefício de recursos facilitados” — disse Álvaro Dias.

Na maior cara dura, as empresas agraciadas com a doação de dinheiro via governo distribuíram propina aos agentes públicos que as ajudaram a fechar os contratos entre elas e o BNDES.

Fomos roubados.

Veja mais:

https://jornalivre.com/2016/08/25/alvaro-dias-desmascara-sigilo-de-emprestimos-do-bndes-a-paises-estrangeiros/

http://www.alvarodias.com.br/2017/05/alvaro-dias-diz-que-investigacao-da-lava-jato-no-bndes-revelara-novas-falcatruas-do-maior-escandalo-de-corrupcao-da-historia/

A HORA DO DESESPERO

30 de maio de 2017

 

 

Embora ele tenha dado entrevistas negando a possibilidade de concorrer a um mandato tampão, ainda tem gente querendo emplacar Nelson Jobim.

 

Jobim é atualmente banqueiro, sócio de André Esteves no Banco BTG Pactual. O mesmo Esteves que foi preso preventivamente, juntamente com Delcídio Amaral,  como suspeito de envolvimento no caso da compra do silêncio de Nestor Cerveró.

 

Claro que Jobim não tem nada com isso, mas foi bastante comentado – certamente pura fofoca  – que “embargos auriculares” teriam sido promovidos por Jobim para o relaxamento da prisão preventiva de Esteves.

 

Jobim foi deputado constituinte. Admitiu publicamente ter enxertado na atual Constituição Federal artigos que não foram votados. Teria sido uma manobra combinada com Ulisses Guimarães, segundo ele.

 

Ele também protagonizou em seu escritório o famoso encontro entre Lula e Gilmar Mendes, quando Lula “intimou” Gilmar a aliviar no julgamento do Mensalão. A tentativa desajeitada rendeu um enorme bafafá, na ocasião.

 

Ministro da Justiça, ministro e presidente do STF, ministro da Defesa, em cuja gestão fantasiou-se para tirar foto com farda camuflada em uma incursão na Amazônia, Nelson Jobim é o nome preferido por Fernando Henrique Cardoso, por Lula e, ao que se sabe, até por Michel Temer.

 

Obteria os votos do PMDB, do PSDB, do PT. Essa majestosa preferência só poderia indicar uma coisa: boicote total a Lava Jato. O que mais espanta é que alguém tenha uma ideia dessas em público.

 

Enquanto essas tramas aconteciam, adeptos de Lula, forças políticas e sindicais, promoveram atos de terrorismo em Brasília. Foram a Esplanada para assustar, destruindo e semeando pânico. Aquela velha ameaça de “chamar o exército do Stedile”, ou a surrada afirmação “pegaremos em armas”, foram ensaiadas com o objetivo único de assustar, usando um bando de arruaceiros.

Exigiam a queda do vice de Dilma. Eleito por quem? Por eles mesmos.

Marcharam em direção ao Congresso dispostos a destruir tudo o que pudessem. Um quebra-quebra disfarçado de protesto. Incendiaram, entre outros, o Ministério da Educação, o mesmo que adoram fingir que defendem. Quiseram demonstrar uma força que não possuem. Temer acionou as Forças Armadas. Com as críticas da extrema esquerda, amarelou. Foi um erro.

Outro sintoma preocupante foram as declarações de Gilmar Mendes, terça feira, defendendo que o STF deveria rever a decisão de decretar prisão após sentença em segundo grau.

 

A decisão do Supremo, de que seria possível a prisão de réus condenados após a decisão condenatória em segundo grau, ou seja, sem esgotar todos os recursos, foi tomada em fevereiro do ano passado e festejada pela população de bem.  Mas a aprovação causou preocupação a réus que contavam com a impunidade pela via da prescrição, graças aos incontáveis recursos possíveis na legislação brasileira.

 

Em outubro, os ministros voltaram a discutir o tema e após grande expectativa, um placar 6 a 5 confirmou a decisão anterior, mesmo com a mudança de voto de Dias Toffoli.

 

Uma mudança no voto de Gilmar Mendes, agora, mudaria o quadro. Afinal, por que justamente agora, discutir o mesmo tema pela terceira vez, ministro Gilmar Mendes?

 

Tem gente influente queimando todas as fichas para não pegar cadeia.

 

 

 

FIQUEM POBRES!

23 de maio de 2017

Depois que os irmãos Batista iniciaram a negociação de sua delação premiada, venderam R$ 329 milhões em ações da JBS. Estourada a bomba, os papéis despencaram 4,84%.

É o mesmo que saber que o motor de seu carro vai fundir e vende-lo antes para o vizinho.

Com o dólar a R$ 3,14 os “Irmãos Cara de Pau” compraram um bilhão de dólares. Com a crise gerada com a divulgação da gravação com o ex-vice de Dilma, a cotação do dólar disparou. Foram mais de 8% no dia do escândalo. A manipulação criminosa do mercado cambial rendeu aos “Irmãos Cara de Pau” um lucro de R$ 265.763.200 com uma só tacada.

De acordo com o depoimento de Joesley Batista, no anexo 1 de sua delação, o esquema de favorecimento da JBS no BNDES era operado pelo próprio Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que cobrava propina dos financiamentos do BNDES para a JBS.

A propina foi destinada a Lula e Dilma. Os depósitos foram feitos no exterior. A conta de Lula chegou a 70 milhões de dólares. A de Dilma chegou a 80 milhões de dólares. Tudo isso  esta detalhado nos áudios dos depoimentos, disponíveis a quem desejar ouvi-los. Não custa lembrar que estamos falando apenas da JBS. Nestes valores não estão inclusos os mega roubos das empreiteiras, da Petrobras, dos fundos de pensão e sabe-se-lá o que mais por vir.

O fato é que agora os irmãos Batista estão livres em Nova York. Isso é um absurdo. No momento em que o vice de Dilma é a bola da vez, parece que todos foram hipnotizados e esquecem que foram os governos petistas que patrocinaram, criminosamente, com enormes linhas de crédito do BNDES, uma alavancagem monumental do Grupo J&S, que possibilitou-lhes a aquisição do controle de dezenas de empresas importantes, em vários setores.

Enquanto a mídia se ocupa de Temer, o que deve ser cobrado para já, é a encampação imediata das ações das empresas controladas pelos criminosos, alavancados via empréstimos do BNDES, obtidos através do tráfico de influência petista.

Que façam suas delações e até mesmo que fiquem livres, mas POBRES! 

Esta é a punição que eles realmente temem.

Arrestem-se as ações das empreiteiras, do Grupo J&S e dos demais criminosos, para que sejam ofertadas em leilão público, para o ressarcimento do dinheiro roubado.

Esta é a justa punição esperada pelo país inteiro.

Isso deveria começar a ser providenciado já. Sob pena desses ardilosos vigaristas concluírem as manobras para ocultar o patrimônio adquirido com dinheiro público brasileiro, via BNDES, com a cumplicidade de autoridades dos governos Lula e Dilma.

E não de seu vice, que disto então não participou, ao que se sabe.

Se o ex- vice de Dilma, atual presidente, cometeu crimes, que seja investigado, processado, julgado e, se condenado, preso.

Mas o que não se pode é perder o foco.

Sigam o dinheiro, ensina a primeira aula do curso primário do combate à corrupção.

O objetivo dos criminosos desta mega quadrilha sempre foi PODER e DINHEIRO.

A iniciativa equivocada em andamento mantém o DINHEIRO com os corruptores e pode restituir PODER ao PT, ao colocar todos no mesmo saco.

Por que isto está sendo promovido?

Quem é beneficiado?

O maior criminoso da história do Brasil: Lula.

Artigo publicado no Jornal “Correio de Cachoeirinha” nesta terça feira,  23.05.2017

 

ROUBE O LADRÃO!

16 de maio de 2017

               O exemplo mais sugestivo para que se avalie  a torpeza da mega quadrilha que saqueou o Brasil ao longo de mais de dez anos, foi o assalto sofrido pelo transportador de uma mala de propina originária da Odebrecht, contendo 1,5 milhão de reais.

               Os assaltantes sabiam o que buscavam e pelo fato do pagamento ser do conhecimento de pouquíssimas pessoas, fica óbvio que foi serviço interno. Alguém deu a ordem para roubar o dinheiro roubado.

              A forma como o táxi foi emboscado faz até  lembrar o caso Celso Daniel.

              Estamos lidando com bandidos. Alguém ainda tem alguma dúvida que fomos governados por uma facção do crime organizado?

              Saímos de uma semana movimentada. A começar pelo interrogatório de Lula. Sua postura foi uma vergonha. Não só as mentiras que contou, atestadas até mesmo por especialistas em linguagem corporal. Suas contradições podem ter passado despercebidas pelos leigos, mas não escaparão da análise do juiz. Criminalistas experientes desmontaram a tese apressada de que o réu se saíra bem. Suas mentiras descaradas ficaram evidentes. Sem falar na crueldade de colocar a culpa na mulher morta, como num filme policial classe B.

              Seguiu-se a liberação dos áudios e vídeos da delação do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Os próprios criadores trataram de destruir a ficção da “mulher guerreira”. O poste caiu no meio da rua. As mesmas situações costumeiras de mexer com dinheiro roubado. O cabelereiro, a governanta, o teleprompter especial. O email com direito a mensagem registrada em cartório. A casa caiu com a fábula de “Iolanda”. Obstrução de justiça com o uso de informações privilegiadas por parte de uma presidente da República em pleno exercício do cargo.

               Virá muito mais, com certeza. Afinal, depois do recuo devido a  um fio de esperança pela vergonhosa libertação do apenado José Dirceu,  Palocci recontratou o advogado que tratará de sua delação premiada e – parece – agora abrirá o bico. Será a pá de cal neste enredo podre.

             A pilhagem feita no Brasil, que deixou o país quase na bancarrota, além de financiar luxos, serviu para financiar uma arcaica hegemonia das esquerdas moribundas na América Latina e em países africanos. O plano do diabólico Foro de São Paulo.

             O financiamento eleitoral de Hugo Chávez e Maduro na Venezuela. De José Eduardo Santos em Angola. Da campanha eleitoral na República Dominicana e em todos os países em que a dupla de marqueteiros delatores atuou e foi pago com dinheiro de propina das obras superfaturadas de empreiteiras brasileiras financiadas pelo BNDES com dinheiro público brasileiro. Os governos do PT patrocinaram a eleição de ditadores com dinheiro brasileiro roubado.

             Crime de lesa-pátria, praticado debaixo do nariz do mundo inteiro.

             O maior golpe de nossa história contemporânea.

Enio Meneghetti

publicado no Jornal  “Correio de Cachoeirinha” desta terça feira, 16.05.2017

O PAVOR MAL COMEÇOU

25 de abril de 2017

 

                             As revelações de Emílio Odebrecht foram apenas parte do estrago. As delações dos dirigentes das outras empreiteiras trarão mais destruição.

                            Depois do patético depoimento em que o capo Emílio Odebrecht, sem demonstrar o mínimo arrependimento, com ar superior, em uma performance teatral, tentou dar ares de normalidade à corrupção alimentada por ele, sua empresa será para sempre lembrada como sinônimo de corrupção. Desculpas como “geração de empregos” jamais poderão servir para a manutenção das atividades de uma empresa movida à base de corrupção. Emílio buscou situar a corrupção no tempo. “O que nós temos no Brasil não é de cinco, dez anos. Tudo que está acontecendo era um negócio institucionalizado, normal”. Absurdo.

                            Em outro depoimento devastador, Léo Pinheiro revelou a Sérgio Moro que Lula chegou a lhe determinar que destruísse provas sobre a real propriedade do famoso triplex do Guarujá. O empreiteiro contou que em um encontro, Lula lhe indagou: “Léo, você fez algum pagamento a João Vaccari no exterior?”. Ele respondeu: “Não, presidente, nunca fiz pagamento dessas contas que nós temos com Vaccari no exterior”.   Lula: “Como você está fazendo esses pagamentos para o PT?”.  Léo respondeu: “Através das orientações do João Vaccari. Do caixa dois, de doações diversas que nós fizemos a diretórios e tal”. Veio a ordem de Lula: “Você tem algum registro de algum encontro de contas feitas com João Vaccari…? Se tiver, destrua”.

                          Léo Pinheiro deixou claro em seu depoimento que o tríplex sempre foi da família Lula, além de trazer uma nova acusação: destruição de provas. Isso também dá cadeia.

                          Em seguida foi Antônio Palocci que colocou-se à disposição para delatar. Sua família vem pressionando para que ele possa abrir o jogo. Palocci sabe muito. Foi ministro da Fazenda de Lula, Chefe da Casa Civil de Dilma. É o “Italiano” das planilhas de propinas da Odebrecht.

                          Manifestou publicamente sua intenção. “Encerro aqui e fico à sua disposição”, disse ao juiz  Sérgio Moro. “Hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição no dia que o senhor quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, à pessoa que o Sr. determinar, eu imediatamente apresento todos os fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato. Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”.

                         Chegou a hora fatal. Quem ainda tem algo a delatar, com provas, deve correr, antes que suas condenações sejam irreversíveis. É o caso de Palocci. Quem optar por não delatar terminará como Marcos Valério, com muitos anos de cadeia para cumprir.

                        Lula não tem essa opção. A quem ele delataria? A Hugo Chavez?

                        A jararaca virou vítima do próprio veneno.

A UNIÃO DE TUDO O QUE NÃO PRESTA

4 de abril de 2017

   

                     Mercosul e OEA manifestaram  preocupação com a atual crise política da Venezuela.   A reação de Nicolás Maduro, foi pedir “respeito”, rejeitando qualquer interferência em assuntos de seu país. Ele acha que é dono da Venezuela.

                    – Ninguém se meta nos assuntos dos venezuelanos!

                    A oposição acusa o governo de Maduro de estar se transformando em ditadura.  O Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, controlado por Maduro, assumiu os deveres da Assembleia Nacional, que tem maioria de oposição, por considerar que o Congresso está em “desacato”. 

                   A OEA está em vias de fazer uma declaração de ruptura constitucional na Venezuela.

                  Maduro não quer ninguém dando palpites nos assuntos de seu país. Mas ele não se fez de rogado ao intrometer-se nos assuntos do país de seus financiadores.

                – Fomos testemunhas de um evento que, sem lugar para dúvidas, constitui um golpe de Estado parlamentar contra a legítima presidente do Brasil, Dilma Rousseff”, frisou. Disse que a destituição daquela “faz parte de uma ofensiva imperialista para acabar com os governos populares (…)”

                As declarações de Maduro ficam ainda mais estapafúrdias quando se sabe que os nomes dele e de Hugo Chavéz estão na lista da Odebrecht. O ex executivo da empreiteira, Fernando Migliaccio, declarou ao MPF foi incumbido de tratar com Monica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, o cronograma de pagamentos da campanha eleitoral venezuelana.  

                 Sim, Hugo Chávez e Nicolás Maduro foram eleitos com dinheiro roubado.  

          Os governos Lula e Dilma aniquilaram a economia brasileira ao financiar obras e serviços em países ao redor do mundo, com o intuito de lucrar por meio delas. Através de contratos secretos (que, espera-se, logo deixarão de ser), rodovias, hidrelétricas, ferrovias, barragens, portos, aeroportos e metrôs foram erguidos na Venezuela, em toda a América Latina e na África.   

                 Em 2009, na cúpula das nações africanas, Lula declarou em alto e bom som:

                 – Não podemos ter preconceito com países não democráticos. 

                   Para quem diz isso publicamente, enterrar bilhões para financiar obras suspeitas no exterior e eleger ditadores com dinheiro roubado, é ato de rotina.  

         

O PERSEGUIDO

28 de março de 2017

 

Com medo de sofrer punições da Justiça Eleitoral, o PT desistiu de lançar a candidatura de Lula à Presidência da República em evento que estava previsto para o mês que vem. Os petistas pretendiam que Lula sentasse diante do juiz Sérgio Moro no próximo dia 3 de maio já como pré-candidato, para criar constrangimentos para o magistrado.

            Em um seminário contra a Lava Jato em São Paulo, Lula referiu-se à questão: “Agora vai começar um outro processo contra mim porque dizem que estou num processo de antecipação de campanha e tenho que ter a candidatura vetada”.  Ele continuou a bravatear: “Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem o delegado da Polícia Federal têm a lisura, a ética e a honestidade que eu tenho nestes 70 anos de vida. Eles deram azar porque foram mexer com quem eles não deveriam ter mexido. Vou nessa briga até o fim. Não tenho negociata. Eles vão ter que provar. A Lava-Jato não precisa do crime. Primeiro, ela acha o criminoso e depois coloca o crime em cima do criminoso. Quero ver qual vai ser o crime a ser imputado a mim”.

           Não serão poucos e ele sabe. Pelo menos dez serão as situações suspeitas que virão nos depoimentos de executivos e ex diretores da Odebrecht:

–  O sítio: o executivo Alexandrino Alencar teria dito em seus depoimentos que a Odebrecht pagou a reforma do sítio de Atibaia, em 2010;

– O terreno: a construção de uma nova sede do Instituto Lula. A Odebrecht teria oferecido ao ex-presidente vantagem indevida, de cerca de R$ 12 milhões de reais, com a compra do imóvel da Rua Dr. Haberbeck Brandão;

– Cobertura em S Bernardo:  utilizada pelo ex-presidente, foi adquirida no nome de Glauco da Costa Marques. Seria mero testa de ferro. Segundo o MPF, Marisa Letícia assinou contrato fictício de locação do imóvel, datado de fevereiro de 2011, mas nunca houve pagamento;

 – “Amigo”- um total de R$ 8 milhões debitados do saldo do que a PF chamou de “conta-corrente da propina”, na planilha italiano;

– Itaquerão: Emílio Odebrecht, teria dito que o estádio do Corintians foi retribuição a Lula pela ajuda prestada em seus oito anos de mandato;

– Luiz Cláudio: a Odebrecht, a pedido de Lula, teria alavancado a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos;

– Frei Beto – a empreiteira teria pago mesada a Frei Chico, irmão de Lula por mais de dez anos;

– Conta corrente:  Marcelo Odebrecht teria detalhado sobre a conta corrente gerenciada por Antônio Palocci, usada para manter em alta a influência política de Lula, com investimentos nas campanhas de líderes de esquerda em países vizinhos;

 – Tráfico de influência: Lula teria ajudado a Odebrecht na obtenção de contratos na América Latina e na África com recursos do BNDES. O esquema teria sido iniciado em 2011, e durado até 2014;

 – Palestras: sempre que a empreiteira precisasse ajuda para resolver algum  problema em contratos nos respectivos países, providencialmente, uma palestra do ex presidente acontecia no país demandado.

                Tudo invenção, certamente.

FALA, ALEXANDRINO!

21 de março de 2017

FALA ALEXANDRINO!

 

Conforme vínhamos antecipando há bastante tempo neste espaço, o depoimento mais bombástico entre os mais de setenta executivos da Odebrecht, deverá mesmo ser o do ex diretor de relações institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar.

 

Neste final de semana foi publicado na revista Veja parte das revelações que deverão constar  na delação premiada do mais frequente acompanhante e interlocutor de Lula em assuntos não republicanos.

 

Alencar acompanha Lula desde os tempos de sindicalismo em São Bernardo. Em sua delação, ele revela que a Odebrecht pagou mesada por mais de dez anos para Frei Chico, irmão de Lula. Isso começou durante o mandato presidencial e só parou com o estouro do Petrolão.

 

Como se sabe, Lula responde por crimes de corrupção passiva e tráfico de influência. Um dos casos é o do sobrinho, Taiguara Rodrigues, que recebeu 20 milhões da Odebrecht por obras do mesmo tipo das palestras de Lula: nunca foram encontradas. Alencar explica isso e também os pagamentos mensais ao irmão do ex presidente. Segundo o delator, tudo foi feito após pedido pessoal de Lula.

 

Além disso, segue Alexandrino,  a falecida Marisa Letícia pediu pessoalmente ajuda para a realização da reforma do sítio de Atibaia.

 

Ou seja, enquanto era diretor da empreiteira, Alencar afirma que fez pagamentos à família presidencial. Inclusive o patrocínio a Luís Cláudio Lula da Silva, a ponto de transformá-lo de professor de educação física a empresário bem sucedido do ramo esportivo.

 

Alencar montou um diagrama com todo o esquema de pagamentos feitos, mais a compra do famoso terreno para construir a sede do Instituto Lula. Segundo Alencar, Lula recebeu cerca de três milhões de reais para defender os interesses da Odebrecht. Os pagamentos vieram na forma das famigeradas “palestras” de Lula, de 2011 até 2014.

 

O advogado de Lula, José Roberto Batochio, nega tudo.

 

Lula e Dilma Rousseff estão com outro problema sério. Edson Fachin logo  desmembrará a lista de Janot enviando as acusações referentes aos apontados que não tem foro privilegiado, caso de Lula e Dilma e eles responderão diretamente ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Com isso os ataques contra a Lava Jato vão aumentar.

Já está marcado para a sexta feira próxima encontro do partido. O presidente do PT, Rui Falcão, declarou que “será um grande debate cujo tema é ‘O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil’.”

Participarão Lula, juristas, economistas, sindicalistas, jornalistas, cientistas políticos ligados ao PT. Pretendem transmitir ao vivo pela Internet e disponibilizá-lo no Brasil e exterior. Marketing de defesa.

O PT alegará que a Lava Jato se desviou de seus objetivos e está causando paralisia da economia. E que é uma manobra para “impedir a candidatura do Lula à Presidência da República”.

 

A estratégia óbvia da vitimização, confirmada por Ruy Falcão.