Archive for the ‘Porto Alegre’ Category

NINGUÉM AGUENTA MAIS!

11 de julho de 2017

             Domingo. Passava pouco do meio dia quando subiu um rumor crescente na região da rua Padre Chagas em Porto Alegre. Após alguns segundos pode-se distinguir-se a frase clássica: “Pega ladrão!”.

               Um jovem, cerca de vinte e poucos anos, de bicicleta, arrancou a bolsa de uma senhora que subia a rua e derrubando-a no chão. Depois soube-se que ela vinha do mercadinho. Fora comprar pão para o almoço dominical  com o filho e o pai octogenário. Ao cair e gritar, deu início a reação em cadeia de um povo indignado.

              Descendo o leve declive, o ladrão deu mais impulso a bicicleta. Ao passar pelo mercadinho de onde viera a vítima, tomou o primeiro passa pé que o fez perder o equilíbrio. Passou da esquina e levou o segundo, que o fez cair de cara no chão. Levantou-se, meio atordoado, com testa esfolada. Tentou continuar a fuga, mas encurralado pelos transeuntes, ficou por ali mesmo. “Liga pro 190!” – grita um. “Chama a Brigada!” – berra o outro. “Vagabundo!” – repetem vários. Alguém tem de buscar a senhora, que caminha com dificuldade, pois tem uma prótese. Reconhece o indivíduo.

             Minutos depois, chega a viatura da Brigada. O sargento ouve a vítima, indaga por testemunhas. “Eu vi” – diz um. “Nós também vimos” – diz um casal. Para lavrar o flagrante, é necessário que todos vão ao Plantão Judiciário, no Palácio da Polícia, explica o sargento. Sem testemunhas, não adianta.  – Quem pode nos acompanhar? –ele pergunta.

             De repente se dá um silêncio. Parece que cai a ficha. Não basta prender o ladrão, tem de ser feito o serviço completo. Prestar depoimento. Levará  um certo tempo. É domingo, hora de almoço. O sargento desabafa:

             – O senhor vê, ninguém quer ir. Aquele ali acabou de pegar um táxi. Aquele outro também está indo embora.  Alguém grita:  “Pessoal, não adianta prender se agora ninguém quer ser testemunha! Se ninguém for ao plantão, o vagabundo aqui vai ser solto e à tarde estará de volta!”. Felizmente, um casal apresenta-se para testemunhar e todos dirigem-se ao plantão policial.

             Dias atrás já havia ocorrido episódio semelhante praticamente no mesmo local. Um idoso reagiu a uma tentativa de assalto na saída do banco e o criminoso foi perseguido por populares. Mostrando uma arma (seria de brinquedo?), o ladrão conseguiu tomar o carro de um motorista que passava e escapou por pouco. A lição que fica de ambos os episódios é que o povo está farto, não aguenta mais a criminalidade, seja de que nível for.

             Porém, não basta a indignação. É preciso ir até o fim. Assegurar-se que as leis que garantem a punição dos crimes sejam aplicadas. Com o devido processo legal sendo instruído corretamente. Isso dá trabalho, exige fiscalização e cobrança por parte da população. Chegamos a um ponto que, como diz a frase de autoria desconhecida: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

              A solução de nossos problemas começa com a escolha certa de nossos representantes.

A festa de St. Patrick’Day  

23 de março de 2017

           Na ultima sexta feira 17, a rua Padre Chagas foi fechada para a comemoração do dia do Santo padroeiro da Irlanda.

           Regado a muita cerveja, o evento saiu de controle na edição anterior. Agora a prefeitura interviu, regulamentando a festa, que reuniu mais de 30 mil pessoas no espaço de pouco mais de três quadras.

           A rua foi fechada às 12:30 de um dia útil. Trânsito engarrafado refletiu-se em toda a região. Consultas canceladas, comércio prejudicado, locomoção dos moradores dificultada.

           A prefeitura impôs o término para às 22:00. Mas os jovens chegaram portando sua bebida. Coolers, caixas de isopor, até barris de chope.

          O horário determinado pelo poder público de nada serviu. Os bares continuaram funcionando.

          Garrafas quebradas representavam um perigo adicional. As filas nos banheiros, instalados junto às janelas de prédios residenciais, não deram conta. Qualquer dobra de parede servia.  O odor foi testemunha até o final da manhã seguinte.

          O espaço das áreas privadas dos prédios foi invadido. Canteiros pisoteados. Não era possível ver o chão ao caminhar, tal a massa humana. Felizmente não houve situação de pânico e correria.

          Um traficante foi preso, houve pequenos roubos e um rastro de sangue entre as ruas Luciana de Abreu e Hilário Ribeiro confirmava os relatos de briga à faca.

          Situações desse tipo podem levar ao caos. Exemplos como o da boate Kiss nos ensinam que muita gente feriu-se pisoteada antes de conseguir escapar.

          O evento atravessou a madrugada, até muito depois da reabertura do tráfego.

          O caminhão pipa que lavaria a rua e as calçadas só chegou depois das onze horas do sábado, quando os moradores e comerciantes já haviam providenciado por si mesmos a lavagem. Tudo está documentado.

          Ninguém é contra confraternização, lazer ou festas. Mas devem acontecer em locais que garantam o direito e a segurança de todos os envolvidos. Isso não aconteceu na sexta feira.

Entre mais de 300 fotos e alguns vídeos, selecionamos algumas mostrando o estado em que ficou o local.

A quantidade excessiva de pessoas em um espaço restrito, comércio de ambulantes que colocou por terra a ideia dos organizadores de ter qualquer controle sobre o horário de término do evento, sem falar no fato de que a maioria dos presentes levou sua bebida de casa.

Há também registros de pessoas fazendo suas necessidades fisiológicas na via pública.

 

Xixi no portão do prédio. Padre Chagas, 174.  

  

   Xixi coletivo em jardim privado.        

 

Sol alto, a lavagem e escovação ficou por conta dos comerciantes, zeladores e moradores, pois o caminhão pipa prometido para a madrugada, só chegou após às 11:30. Não foi possível aguardar tanto tempo o mau odor de cerveja choca e urina.  

Rua Padre Chagas, 185, cerca de 5 horas da madrugada de sábado. Fim de festa, trânsito de veículos recém liberado.

A lavagem da calçada e do recuo invadido acabou ficando à cargo do pessoal do prédio, com o uso de mangueiras e aparelho lava-jato. Sol já estava alto e o caminhão pipa ainda não havia aparecido. A promessa era que a lavagem seria na madrugada.   

Comércio de ambulantes na calçada. Estoque farto.

 

    

Cacos de vidro por vários dias. Senhoras, crianças, caminhar de sandálias, ou sapatos abertos, nem pensar. 

 

 

A certa altura da festa, não era possível enxergar o piso quando se andava. Se houvesse situação de pânico, gente teria sido pisoteada.

 

Aspectos da porquice. 

 

 

Bebidas foram levadas por populares. A oficialidade achou que iria conseguir limitar o horário da festa.

Canteiros do prédio esquina rua Luciana de Abreu. 

Sobre o Fechamento da rua Padre Chagas

13 de março de 2017

 

Quando um empresário faz seu “Plano de Negócio”, calcula a viabilidade de seu empreendimento e aluga um espaço privado de “X” m2.

Em seguida, resolve promover uma festa para alavancar suas vendas. OK.

Mas quando quer expandir seu negócio para o MEIO DA RUA e ainda pretende o beneplácito do Poder Público, aí vira DEBOCHE!

A troco do quê os comerciantes poderiam ir além do espaço de seus imóveis locados?

A troco do que o poder público teria o DIREITO de, com um canetaço, entregar de mão beijada esse espaço para aumentar o faturamento de meia dúzia de casas, contrariando o interesse não só de moradores e contribuintes, como até mesmo de outras casas, como Dado Pub e Thomas Pub, aos quais cabem até o elogio por se manifestaram CONTRA a baixaria que farão os borrachos e mijões na sexta feira?

Onde fica o DIREITO DE IR E VIR dos moradores, que sequer poderão usar seus veículos no dia do evento?

Peço que façam registros com o celular das baixarias, para postar depois.

E no sábado de manhã, bem cedo, ao raiar do dia, ficará ótimo bater mais fotos das garrafas quebradas, latas vazias e sujeira pelo chão. Pena que as fotos não tem como registrar o cheiro de urina.

Espero que na reunião prevista para hoje, a Associação dos Moradores do Moinhos de Vento tome a decisão correta, no sentido de manifestar-se contra o carnaval irlandês. Porque, do jeito que a coisa vai, só falta aparecer algum “iluminado” querendo promover uma cavalgada no 20 de setembro. Afinal, até bar com esse nome já tem… Pensando bem, seria bem mais lógico até do que a festa alienígena…

http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2017/03/rua-fechada-para-st-patrick-s-day-causa-debate-no-moinhos-de-vento-9743772.html

Rua fechada para St. Patrick’s Day causa debate no Moinhos de Vento Comerciantes a favor e contra bloquear a Padre Chagas para evento no próximo dia 17 discutem com mediação da prefeituraO pobre São Patrício nem sabe, mas menos de duas semanas antes do seu dia, é o responsável por divergências na rua mais badalada do Moinhos de Vento. Enquanto alguns bares da Padre Chagas pretendem fechar a rua no próximo dia 17 para comemorar com muita cerveja o St. Patrick’s Day — tradicional festa irlandesa que se popularizou pelo mundo —, outros são contra a medida. O assunto foi discutido na tarde desta quarta-feira em reunião na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico que, responsável por assuntos de comércio e turismo, media a contenda entre empresários favoráveis e contrários. A prefeitura ainda não confirmou o fechamento da rua: ficou acordado que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) será consultada para a elaboração de um termo de ajustamento de conduta semelhante ao que permite a realização do Carnaval de rua. Uma nova reunião será feita na próxima segunda-feira à tarde, segundo o chefe de gabinete da secretaria, Alexandre Prates. Leia maisNão será um evento pequeno: 10 estabelecimentos já protocolaram na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) solicitações para a reserva de vagas na rua, montagem de estrutura ou estacionamento de gerador de energia. O Mulligan Irish Pub apresentou seu projeto em janeiro prevendo a instalação de 11 banheiros químicos e de um palco para show e interação com o público. Gabriely Muñoz Rocha, que comprou o pub em novembro do ano passado, explica que a ideia é decorar a Padre Chagas, simulando uma floresta encantada com potes de ouro. Também estão previstas atrações como um concurso de fantasias. Gabriely destaca que o evento iniciará às 16h e terminará às 21h30min, respeitando a lei do silêncio. — A nova administração do Mulligan enxergou que o evento acontecia com ou sem organização, e quis entregar uma proposta cultural — explica a dona, acrescentando que parte das vendas de bebidas será revertida para instituições de caridade. Contrários, outros comerciantes se preocupam com o excesso de público. Werner Siegmann, 67 anos, sócio do Dado Pub na esquina da Padre Chagas com a Rua Fernando Gomes, lembra que, em 2016, um evento sem o respaldo da prefeitura bloqueou a rua pelo excesso de público. Isso atrapalhou os estabelecimentos da rua e quem reside no bairro, sustenta. — Achamos que o Moinhos de Vento não tem esse ar de trazer galera para fazer xixi no muro e atirar garrafa vazia no chão. No ano passado, no dia seguinte, parecia que havia acontecido uma guerra na rua — diz ele. Associação do bairro vai definir posição na próxima semana Também contra a realização do evento na rua, o dono de outro pub na Padre Chagas diz estar preocupado com o efeito sobre quem vive no bairro. — Queremos uma relação saudável, produtiva e eterna (com os moradores), e vamos colocar tudo isso em risco por causa de um evento — corrobora Wilson Herrmann, relações públicas do Thomas Pub. Moradores das redondezas ainda não se posicionaram sobre a ronha — ao menos, de forma organizada. O presidente da associação Moinhos Vive, Raul Agostini, diz que o assunto será discutido em uma reunião interna, marcada também na próxima segunda-feira. — O que não pode repetir é o que ocorreu ano passado, quando houve uma desatenção quanto à limpeza e quanto ao barulho. No meu entender, vai depender das posições de compromisso tomadas por quem está organizando. E-mailGoogle+TwitterFacebook

LULA NÃO TEM A MENOR CHANCE

21 de fevereiro de 2017

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A denúncia contra Lula pelo sítio em Atibaia será uma das mais arrasadoras da Lava Jato. Quem avisa é a revista Época. A denúncia está demorando porque trará informações que constam das delações premiadas da Odebrecht e do ex presidente da OAS, Oldemario Pinheiro Neto, o Léo Pinheiro, que junto com a Odebrecht, teria sido quem pagou pela mega remodelação que transformou o sítio de lazer em uma sucursal da Ilha da Fantasia.

Entrementes, Tarso Genro foi ouvido como testemunha de defesa de Lula no caso do outro imóvel, o triplex do Guarujá.

Confesso que ao ouvir a notícia de que Tarso seria ouvido, pensei: que raios Tarso poderá dizer em defesa de Lula? Tarso declarou que não conhece a vida financeira privada do Lula. Mas afirmou solenemente que “tenho conhecimento suficiente dele, da sua postura como político, como presidente da República, que ele jamais aceitaria qualquer beneficio indevido, decorrente de intercâmbio a partir das suas funções presidenciais”. Ah, tá!

Tarso não perde o jeito.

Quando ele era vice prefeito de Olivio Dutra em Porto Alegre, um brigadiano foi degolado com um golpe de foice na garganta, desferido por um membro do MST, durante uma manifestação no centro da capital gaúcha. O assassino fugiu e foi homiziar-se na prefeitura. A imprensa correu até lá e Tarso os recebeu. Saiu em defesa do agressor, que assim como os demais companheiros que o acompanharam na fuga portavam foices com longos cabos de madeira. Ao ouvir que o assassino e seus colegas do Movimento dos Sem Terra estavam “armados”, Tarso rebateu: As foices não eram armas. Eram “instrumentos de trabalho”. Esse é Tarso.

           Ele também contou que logo após assumir o Ministério da Justiça, o chefe da Polícia Federal,  delegado Paulo Lacerda, lhe avisou que ocorreria uma diligência, a pedido pelo Ministério Público, na casa de Vavá, irmão de Lula.  Vavá estava sendo investigado por possível tráfico de influência. Tarso foi avisado e teria perguntado ao subordinado: “Está tudo regular? Tem ordem escrita? Tem orientação? Então que se proceda.’”

           Em seguida, “cumprindo minhas obrigações como ministro, avisei o presidente Lula”:

           – Presidente, queria lhe informar que amanhã cedo vai ocorrer uma diligência na casa do seu irmão.

           Lula perguntou: “Está tudo legal, tudo regular?”

           – Sim, está tudo correto. – respondeu o ministro. Lula então teria respondido:

           –  Que se proceda essa diligência,  agradeço por me informar.’”

           Tá bem. Será que Lula não avisou o irmão? Será que o irmão ficou aguardando calmamente, sem nenhuma ação ou providência, como se nada tivesse acontecido?

           Acredito.

          Bem, o fato é que enquanto a batata continua assando, volta e meia surgem novas pesquisas apontando Lula como muito bem posicionado para a corrida presidencial de 2018.

          Ora, mesmo que ele esteja solto em outubro de 2018 e cometa a bobagem de concorrer, Lula não tem chance alguma. Os índices que apresenta são os fanáticos que ainda o acompanham e meia dúzia de alienados que votariam nele mesmo que fizesse campanha vestido como a bruxa malvada. Seus índices de rejeição são incontornáveis. Não há como Lula ganhar. Isso com o que se sabe até hoje. Fora o que ainda falta ser revelado e o será em breve.

          Já imaginaram Lula em um debate? Os vídeos dele andando na rua e sendo destratado pela população? Como ele colocaria os pés na rua?

            A possibilidade de Lula concorrer é remota. Se concorrer, tomará uma lavada.

A DERROCADA DO PT

4 de outubro de 2016

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Artigo publicado no jornal ‘Correio de Cachoeirinha’ desta terça feira, 04.10.2016

A DERROCADA DO PT

Situações como aconteceram em Porto Alegre, São Paulo, São Bernardo neste domingo vão de encontro às “ameaças” de Lula cometer sua candidatura presidencial em 2018.

O PT está na lona. Nem Marcos Cláudio Lula da Silva, filho de Lula, conseguiu se eleger vereador em São Bernardo do Campo, berço político sindical do pai. Acossado por todos os lados, a situação de Lula é desesperadora.

Lula ensaia para a platéia a principal peça de teatro de todas as que representou ao longo da vida: transformar os processos criminais que o punirão em perseguição política. E a “ameaça” de candidatar-se faz parte da cena.

Os resultados eleitorais colhidos pelo PT demonstram bem o que aconteceria se Lula viesse cumprir a “ameaça”. Tomaria uma sova! Mas ele, espertalhão, não vai correr esse risco. Prefere continuar a fazer de conta que é “o cara”, expressão que alguns adotaram após uma infeliz piada de Obama.

Entre as novidades do repertório criminal de Lula, Alexandrino Alencar afirmou que Taiguara, seu sobrinho (de Lula), foi contratado pela empreiteira a pedido do tio.

A contratação foi relacionada a um financiamento do BNDES para a Odebrech construir uma hidrelétrica em Angola,  obra que Taiguara fez para a empreiteira e recebeu 3,5 milhões de reais. Antes Taiguara era dono de uma pequena vidraçaria. Aí logo comprou cobertura, carrões e toda a gama de brinquedos que os novos ricos adoram ostentar quando ganham dinheiro fácil. De vidraceiro (nada contra a honrosa profissão), passou a empreiteiro internacional, com negócios na América Central e na África.

Façam o favor!

Já está mais do que comprovado que Lula fez tráfico de influência em favor da Odebrecht junto ao BNDES e a autoridades estrangeiras. O que está sendo avaliado é se, além de tráfico de influência, Lula será enquadrado também por corrupção.

Lula permitiu que Palocci rifasse o país, em seu nome. Não foi só a MP que beneficiaria a Odebrecht com incentivos fiscais. Foi uma sucessão de maracutaias com José Eduardo dos Santos, o ditador de Angola, amigo de Lula. Depois de ter assinado uma “declaração de parceria estratégica” com o modesto país africano,  já foram encontrados registros de pagamento para o ditador JES. Concederam a Angola uma linha de crédito rotativo de R$ 1 bilhão, que rendeu a Palocci uma gorjeta de módicos R$ 50 milhões. Se escavarem os mihões de Palocci, encontrarão Lula no buraco. Anotem.

Não foram apenas os prejuízos causados ao BNDES. Não foi apenas o uso da estrutura das embaixadas, revelados naqueles telegramas conhecidos. Não é só o triplex. Não é só o sítio. Não é só Taiguara Rodrigues. Não foi só o prédio do Instituto.  As revelações à caminho são muito maiores.

Duvida-se que se exporia ao ridículo de concorrer, mesmo que pudesse.

Em todo o caso, que venha!

Enio Meneghetti

Ó, DÚVIDA CRUEL!

4 de outubro de 2016

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Estou besta com a “estranheza” noticiada em tantos meios de comunicação sobre a grande quantidade de votos nulos, brancos e abstenções apresentada nas eleições do último domingo.

Ninguém “entende” de onde teriam vindo. Ó, dúvida cruel!

Ora, está na cara que é o eleitorado flutuante que outrora acreditava nas lorotas do PT, acrescido dos ingênuos que após o mensalão ainda insistiam em acreditar que Papai existe e chamava-se Lula.

O Petrolão trouxe-os à dura realidade.

Entre estes eleitores que abstiveram-se ou anularam os votos, não estão os cúmplices. Os cúmplices ainda votaram no PT.

Sim, quem ainda vota no PT não é mais eleitor, é cúmplice!

Essa turma que chama impeachment de golpe, das duas, uma: ou sofre de falta de inteligência crônica ou é isto mesmo: Cúmplice!

Porque só sofrendo de alguma grave alienação mental ou grave distúrbio para não ver o que essa gente fez e ainda está fazendo com o Brasil.

Ainda ontem vi o senhor deputado Henrique Fontana dizer na televisão que creditava a derrota acachapante sofrida por seu PT aos “golpistas” que atacam seu partido! Ora, quem é golpista, criminoso, são os políticos do PT já presos, outros processados e muitos em via de o serem. Mas é muita cara de pau vir a TV mentir dessa forma. Era ele que devia ter concorrido em Porto Alegre e vindo a TV dizer isso diariamente. Por que não o fez?

O resultado não podia ser outro. Uma enxurrada de votos nulos e brancos, acrescidos daqueles que tiveram até vergonha de dirigir-se até uma seção eleitoral presenciar a antevisão da derrota que era prevista após os vergonhosos escândalos protagonizados por seu partido, revelados diariamente.

E agora, qual o remédio para este país adoentado? Lamber as feridas, reparar os danos e administrar aos culpados aquele remédio amargo que está sendo aplicado em Curitiba.

A cadeia.

Enio Meneghetti

PERDIDO O PODER, AGORA A ORDEM É COMETER CRIMES NAS RUAS!

6 de setembro de 2016

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Na promoção de  arruaças, ocupações e depredações do patrimônio público e privado, sob a desculpa de protestar contra Michel Temer, a intenção é óbvia. Buscar o confronto radical e intolerante e conseguir explosões de violência. Um cadáver para chamar de seu e transformá-lo em mártir. Esse é o desejo nem tão secreto dos mentores das ações dos grupos que foram às ruas na última sexta feira, destruindo agências bancárias, lojas, propriedade pública e privada.

 

Espera-se que as autoridades legalmente constituídas estejam acompanhando os movimentos desses grupos extremistas que apoiam o governo Dilma e agora escolheram o “Fora Temer” – vice escolhido e eleito por eles – como o inimigo a ser combatido.

 

A população sabe que o processo de impeachment foi legitimo, a não ser pela vigarice do fatiamento.

As hordas que provocaram quebra-quebra e ocupações, como a do eterno braço armado do PT, o exército do Stedile, que ocupou o prédio da Receita Federal em Porto Alegre, sabem disso.

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Afinal, o que tem a ver Receita Federal com MST? É  ato de pura provocação.

A esquerda brasileira não sepultou  prática do emprego da mentira e da violência política.

O que desejam, no fundo de suas mentes deturpadas, é um banho de sangue. Como não conseguirão, um cadáver já serve. Esse seria o grande prazer estético buscado por essa turma que usa da depredação e do confronto provocado contra a polícia.

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Pulso firme é o único remédio contra abusos. Justiça e polícia neles.

Felizmente, Dilma Rousseff corre sério risco de ser logo processada criminalmente por tráfico de influência e tentativa de obstrução de Justiça na maracutaia de fazer Lula ministro para ajudá-lo a escapar da Justiça de I grau. Dilma sabe que também incorre em crime de responsabilidade, pela mesma razão.

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As coisas estão andando. Na manhã desta segunda feira, 600 policiais federais saíram as para cumprir mandados referentes a atos ilícitos cometidos em fundos de pensão. Trata- se da operação Greenfield.

Os investigadores apuram fraudes contra FUNCEF, PETROS, PREVI e POSTALIS. São 127 mandados. Um dos alvos da PF é o ex-presidente do FUNCEF.Carlos Alberto Caser, ligado a Ricardo Berzoini e João Vaccari Neto.

Os mandados judiciais foram expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília.  São sete de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 34 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal. Foi determinado também o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias de 103 pessoas,  no valor aproximado de R$ 8 bilhões. Dilma deverá dizer que não sabia de nada. Nem Lula.

Operação Greenfield da Polícia Federal investiga fraudes do PT de R$ 8 bilhões em fundos de pensão

Para não parar por aí, Delcídio Amaral prestou depoimento à força-tarefa da Lava Jato na quinta-feira passada e declarou que Lula comandava o esquema de corrupção na Petrobras.

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Delcídio afirmou que Lula cuidou pessoalmente do rateio político de diretorias da Petrobras. Envolvia-se na divisão dos postos e na escolha dos nomes indicados pelos partidos. Disse ainda que Lula tinha pleno conhecimento de que os partidos aliados a seu governo usavam as diretorias da estatal para cobrar propinas de empreiteiras e fornecedores da Petrobras. Tratava-se, na definição do delator, de uma ação de governo voltada à compra de apoio parlamentar no Congresso.

As informações que prestou em Curitiba devem ser usadas em inquéritos que correm contra Lula, também submetido à Justiça de primeiro grau.

Espera-se que tudo isso ande rápido, antes que seus apoiadores toquem fogo no país em ações diárias.

Enio Meneghetti

É PROIBIDO PROIBIR

3 de dezembro de 2015

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Esta frase do título esteve em voga nos anos setenta.

A semana passada marcou uma mobilização majoritária da sociedade em favor do UBER através das redes sociais.

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou uma lei – ao que tudo indica inconstitucional –  para regulamentar o serviço do aplicativo UBER.

Segundo entendimentos como o da Ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi,  “não cabe aos municípios ou estados legislar se o UBER pode ou não funcionar”. Segundo ela, o “UBER faz apenas intermediação do contrato de transportes”. Destacou que o Código Civil prevê esse tipo de contrato e “a proibição de aplicativos de intermediação de transporte não pode ser pautada por pressão política de categorias, mas sim pelo interesse dos consumidores.

O prefeito afirmou que O Uber mostrou a sua prepotência, seu autoritarismo. Achou que Porto Alegre era terra de ninguém. Não é. Aqui tem prefeito, tem Câmara de Vereadores e tem leis”.

A EPTC avisou que pediria carros pelo aplicativo para multar motoristas e apreender veículos em flagrante.

O Código de Processo Penal explica que Flagrante Preparado  é aquele onde a autoridade instiga ou de alguma forma auxilia a prática de um crime. Sabendo que a conduta delituosa irá ocorrer, apenas aguarda a possível pratica, configurando o flagrante. São inúmeros os debates sobre a legalidade desses tipos de flagrante. A súmula 145 do STF dispõe que não há crime nesses casos.   

A analogia poderia ser usada em defesa dos motoristas parceiros do UBER que caiam em uma cilada. A autuação pode ser tranquilamente contestada.

O UBER é uma empresa de tecnologia. Criou um aplicativo que intermedia serviços de transporte entre usuário e prestador. Se você negociar com vizinhos de prédio transporte remunerado utilizando seu automóvel, estará prestando o mesmo serviço que os colaboradores/motoristas do UBER. A diferença é o uso do aplicativo. Se abrir uma loja virtual para vender tênis, a prefeitura irá regulamentá-la? Se você contrata uma diarista para fazer a limpeza de seu apartamento, está realizando um contrato entre duas partes. Como o de transporte. Aliás, o UBER, ou você leitor, poderia criar um aplicativo para isso.

Os usuários avaliam do serviço via aplicativo, a única forma de contato. Se o serviço não for de acordo, o motorista é excluído. Os pagamentos são eletrônicos, não circula papel moeda.  

Claro que a fiscalização deve acontecer. Quem já teve o dissabor de envolver-se em algum incidente de trânsito com um taxista, já viu surgir de pronto um enxame à postos para a intimidação ou o confronto físico. Como ocorre também com moto-boys. Isso deveria ser fiscalizado. A forma de dirigir dos profissionais do volante também. Nos lotações, cada freada ou troca de marchas produz um coice digno de um campeonato de derrubar senhoras. E principalmente, prestador de serviço que discutir, xingar ou brigar no trânsito, deveria ser excluído. Façam o banimento dos maus profissionais dados à violência, como esses criminosos agressores que quase mataram uma pessoa cujo pecado foi tentar ganhar seu sustento sem prejudicar ninguém.

Enio Meneghetti

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Isto é OPOSIÇÃO!

18 de março de 2015

A seguir, vídeo do pronunciamento do deputado Onyx Lorenzoni, proferido na Câmara Federal ontem, 17 de março de 2015. O tom de oposição deveria ser adotado por muitos parlamentares vacilantes. Ele diz tudo.

Abaixo, a transcrição.

 

Discurso Onyx

 “Não é de hoje que eu combato o petismo.

Não é de hoje, presidente, que eu testemunho a forma PREPOTENTE, AUTORITÁRIA, com que o PT faz política.

Não é de hoje que eu vejo eles colherem os frutos da discórdia que semeiam.

Estou calejado de enfrentar o petismo. E  enfrentar a máquina de propaganda que é alimentada com dinheiro público, com dinheiro dos impostos.

Não é de hoje que eu denuncio a prática petista, contumaz, de relativizar crimes. De trocar o sentido das palavras.

Querem alguns exemplos?

‘Dinheiro não contabilizado’. Deputado Moroni, isto é Caixa 2.

 ‘Contabilidade criativa’ =  Fraude contábil.

 ‘Pragmatismo político’ = . Oportunismo sem escrúpulos.

‘Malfeitos’ =  Corrupção.

Não é de hoje, que eu vejo o PT colocar o partido acima da sociedade brasileira.

Aqui, é da série ‘Relembrar é viver”.

( apresenta FOTO da fachada do Palácio Piratini com a bandeira de Cuba. Posse de Olívio Dutra no Governo RS)  

Primeiro de janeiro de 1999. Primeiro governo petista de um estado. A posse do Partido dos Trabalhadores . Olívio Dutra. Vice Governador, Miguel Rosseto. O mesmo que veio dizer NADA na televisão, depois dos movimentos de domingo. A Secretária de Minas e Energia. A senhora Dilma Vana Rousseff.

Aqui, (mostrando a foto) na mão do povo petista, não tem bandeiras brasileiras.  Aqui só tem bandeiras vermelhas. Na sacada do Palácio Piratini, no balcão, colocada pela mão diligente dos dirigentes petistas, tem a bandeira de Cuba. Não tem a bandeira do Rio Grande e não tem a bandeira brasileira. Estava lá atrás.

Quando o Brasil assistiu na última sexta feira 13, aquela movimentação paga com recursos públicos, alimentada com dinheiro dado pelo governo para as Centrais Sindicais, para ONGs que suporta o PT!

E o que tinha lá?

Lá só tinha bandeira vermelha. Pode procurar!  Desafio a achar bandeira do Brasil.

Aí, no dia 15, olha só!

O Brasil se cobriu de verde-amarelo! Quem tá aqui não tem lanchinho! (FOTO)

Quem tá aqui não tem remuneração!

Sabe por que é no domingo, a manifestação dos brasileiros de bem?

Porque no resto da semana eles trabalham!

Quem faz na sexta feira é quem não trabalha!

Horário de expediente não é hora de fazer manifestação! Horário de expediente é hora dee trabalhar.

Essa é a grande diferença que se estabelece no Brasil, neste momento.

E qual é o recado do Brasil das ruas?

O povo está cansado de conversa mole. Vir com uma conversinha de que vai “combater corrupção”… De que jeito?

Se Pedro Barusco ,  gerente de terceira categoria, acumulou 97 milhões de dólares! Que ele devolveu FELIZ! Num ato quase inumano!

Não comprou um carro melhor, deputado!

Não comprou um imóvel!

Tinha, nos anos de 2009/2010, mais de 60 milhões de dólares fora do Brasil. Foi incapaz de comprar um imóvel, que se comprava, pela crise americana, por 150, ou 120 mil dólares…

E sabem por que, ele não fez isso?

Porque o dinheiro não era dele! Isto é uma obviedade!

E eu perguntei:

– O dinheiro é do Lula?

– O dinheiro é do Dirceu?

Ele era um fiel depositário.

Agora, a Polícia Federal colocou o (Renato) Duque na cadeia. O Ministério Público vai atrás dele. E agora, nós temos a possibilidade de conhecer ainda, a mais tenebrosa extensão da roubalheira na Petrobrás.

O governo perde nas ruas de lavada.

Mas com sua miopia e absoluta falta de humildade, apesar das palavras ocas e vazias da  senhora Dilma Vana, o governo usa e abusa da tolerância dos brasileiros.

A máscara do petismo, que é um mal – eu respeito o PT. Mas o petismo, assim como o nazismo, assim como o socialismo, assim como o comunismo, assim como todos os “ismos” –  é um mal, que eu combato. Mas a máscara vem caindo.

A crise que o país atravessa, é econômica. É resultado da incompetência e da soberba do petismo brasileiro.

Mas a crise do governo é de credibilidade.

O que os brasileiros de verde e amarelo disseram é que não acreditam mais nesse partido. Não acreditam mais nos seus fantoches.

E não acreditam mais na senhora, Senhora Dilma Vana Rousseff!

Pelo amor de Deus!

Pede para sair!

 

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Dilma ladeira abaixo!

18 de março de 2015

grafico

Pesquisa Datafolha mostra que 62% avaliam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

Pois e não é que, dentro das circunstâncias, ela até que se saiu bem?

Os números certamente cairão mais. A divulgação da sucessão de escândalos deve aumentar muito. As notícias negativas serão cada vez mais divulgadas, à medida que a mídia patrocinada não terá como deixar de adequar a linha editorial ao clamor das ruas, em que pese o maciço investimento governamental em propaganda.  Afinal, o que é aquele comercial da Petrobrás, exibido já há mais de trinta dias em horário nobre, elencando virtudes que foram amputadas da maior estatal do país?

Os números do Datafolha podem deixar dúvidas, já que a avaliação do público contabilizado pelo instituto como presente no ato ocorrido em São Paulo, tenha sido flagrantemente inferior à avaliação da Polícia Militar daquele estado.

Sem falar no que as imagens evento evento mostraram: o maior público jamais visto em manifestações naquele local.

De qualquer modo, desde os momentos finais do governo Collor, não se via uma taxa de reprovação tão elevada de um presidente.

Os números de rejeição de Dilma devem subir.

A próxima manifestação, marcada para o domingo de 12 de abril deverá ter um público ainda maior.

Isso dever-se-á ao sucesso da manifestação de 15 de março e  ao fim do temor, que afastou muitas pessoas do evento do último domingo. Esse temor foi deliberadamente explorado pelos MAVs (Militância em Ambiente Virtual) a serviço do governo, para desestimula a participação popular.

A partir das ações dos MAVs, até uma imaginária possível presença de black blocks foi aventada. Além da possibilidade de quebra-quebra e depredações. Até instruções de como agir – sentar-se e tocar apitos) foi divulgada como precaução.

É claro que uma expectativa como essa afastou muitas pessoas.

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