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O NOME DELA É VALDIRENE

1 de agosto de 2017

 

                Aldemir Bendine foi indicado por Dilma Roussef para presidir a Petrobras, em substituição a Graça Foster, em meio a apuração da mega rapinagem que fizeram na estatal, ao ponto de praticamente quebra-la.

                 Dilma colocou Bendine na estatal mesmo sendo de conhecimento público grave incidente ocorrido em sua gestão na presidência do Banco do Brasil.

                 Bendine concedeu um empréstimo de 2,7 milhões a juros subsidiados de 4% ao ano,  para a compra de caminhões,  usando uma linha de crédito subsidiada do BNDES, favorecendo sua amiga, a socialite Valdirene (Val) Marchiori, contrariando normas das duas instituições.

                 Valdirene tinha restrições de crédito no BB por não ter pago empréstimo anterior, não tinha capacidade financeira para obter o crédito. Ela tomou o empréstimo em nome da Torke Empreendimentos, apresentando como comprovação da receita de sua empresa a pensão alimentícia de seus dois filhos menores de idade. A empresa não tinha atuação na área de transportes, tampouco Valdirene, que usou parte do dinheiro para comprar um Porsche.

                 Conforme relatou ao MPF o motorista de Bendini, Sebastião Vieira da Silva, ele costumeiramente fazia vultosos pagamentos em dinheiro vivo para o chefe e também transportava Valdirene para cima e para baixo, em São Paulo, a mando de Bendini.

                 Mesmo tendo conhecimento de tudo isso, Dilma colocou Bendine na presidência da Petrobras.

                 Não é piada, é verdade.

                 Demorou, mas Bendine foi preso temporariamente na manhã da última quinta feira, dia 27, em São Paulo, na 42.a fase da Lava Jato, batizada de “Operação Cobra”. Esse era o codinome dele nas planilhas de propina da Odebrecht.

                 Bendine já havia pedido R$ 17 milhões de propina quando era presidente do BB, para fazer a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht Agroindustrial. Marcelo Odebrecht negou o pedido por não ter confiado no cacife de Bendine para conceder a vantagem.

                 Segundo o MPF, há provas de que NA VÉSPERA de assumir o comando da Petrobrás, Bendine enviou um emissário pedindo propina para Marcelo Odebrecht tão somente para não prejudicar os interesses do grupo na estatal. E conseguiu. Os pagamentos ao “Cobra”, só pararam quando Marcelo Odebrecht  foi preso.

                Essa foi a escolha da “competente” Dilma Roussef para presidir a Petrobras em meio a revelação dos escândalos de corrupção.

                Em relatório, o MPF diz que há indícios de que Aldemir Bendine  “é um criminoso habitual”.

O delator Fernando Reis, executivo da Odebrecht, entregou ao MPF vários documentos que confirmam o acerto da propina de Bendine, entre estes, prints de mensagens e registro de contatos telefônicos.

Consta que Bendine era um dos “queridinhos” de Lula, pois soube atender as expectativas do governo de tal maneira que recebeu a Petrobras de bandeja das mãos de Dilma para “obrar”.

Quanto a Valdirene “Val” Marchiori, ela nega ter sido favorecida por Aldemir Bendini.

Ela é do naipe de Rosemery Noronha.

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OS GRAMPOS E A FÚRIA

18 de julho de 2017

               Enquanto Lula faz “doce”, cabe lembrar que Odebrecht confessou na Justiça dos Estados Unidos o pagamento de propina nos valores de US$ 788 milhões pela empreiteira e outros US$ 250 milhões por seu braço petroquímico, a Brasken, entre 2006 e 2014, no Brasil e em outros 11 países. Para o Departamento de Justiça americano, é o maior caso de suborno internacional da história.

               Além do Brasil, a Odebrecht pagou propina para garantir contratos em Angola, na Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela. todos países agraciados com as suspeitas visitas e/ou palestras de Lula e em seguida com gordas verbas brasileiras via BNDES.

              Outra “coincidência” é que todos esses países fazem parte do famigerado “foro de São Paulo”, a união de partidos de esquerda criada em 1990 pelo PT com o objetivo de ações conjuntas visando a tomada do poder na América Latina e no Caribe.

               A ação nos Estados Unidos é um dos desdobramentos da Lava Jato. Faz parte de um acordo de leniência que envolve o governo americano, a Suiça e o Brasil. O acordo firmado prevê uma mega multa de 3,5 bilhões de dólares para evitar outros processos. É a maior multa já paga no mundo em acordos do gênero, o que não surpreende, já que trata-se igualmente do maior esquema de corrupção do mundo. Tudo é mega no esquema de corrupção implantado nos governos do PT.

              Pois na noite da última quinta feira no Peru, o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, entregaram-se para cumprir 18 meses de prisão preventiva por lavagem de dinheiro relacionada a doações irregulares de campanha da Odebrecht.

               Marcelo Odebrecht confessou ter repassado US$ 3 milhões para a campanha presidencial no Peru a pedido do então ministro brasileiro da Fazenda, Antonio Palocci, em 2010.

             No Tribunal norte americano, os representantes da Odebrecht também revelaram o pagamento de 35 milhões de dólares em propinas na Argentina. Isso lhes teria garantido cerca de 278 milhões de dólares em obras públicas entre 2007 e 2014, durante os anos de kirchnerismo.

                Na Colômbia, a Procuradoria Geral local já sabe que a Odebrecht financiou a campanha presidencial de 2014 do atual presidente, Juan Manuel Santos.

               Também na República Dominicana havia interesses. Todos lembram do retorno às pressas do mega marqueteiro do PT João Santana de lá direto para a prisão. Deixou para  trás a campanha presidencial local dias antes do pleito.

                Em cada um dos países citados há uma história similar.

               Lembram como Dilma ficou braba ao saber que poderia ter sido grampeada pelos americanos? Eis os motivos dos grampos e da fúria presidencial.

               O teor das conversas  interceptadas deve ser muito mais interessante do que aquele onde ela fala com Lula sobre a visita do “Bessias”.

CANDIDATURA DE LULA É GOLPE!

27 de dezembro de 2016

 

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Quem confirma é o presidente do PT, Rui Falcão.

Em entrevista ao Estadão Rui Falcão disse que a candidatura de Lula a presidente da República impediria seu julgamento e sua prisão. Segundo ele, uma vez colocado publicamente como candidato, qualquer atitude do Judiciário contra o “Amigo” – como é chamado nas planilhas de propina da Odebrecht – seria um caso de perseguição. Um absurdo.

Lula recebeu dinheiro sujo da Odebrecht e montou o maior esquema de suborno da História. Os valores envolvidos, revelados em manchetes diariamente, causam espanto em qualquer lugar no mundo. A Odebrecht comprou Lula para exercer tráfico de influência no Brasil e no exterior com dinheiro roubado da Petrobras.

Réu em cinco processos criminais, três são ações criminais da Operação Lava Jato. Um processo é decorrente da operação Janus e outro da operação Zelotes.

Responde por obstrução da Justiça em Brasília, acusado de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró. Réu em acusações por corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Suspeito do recebimento de 3,7 milhões de reais na forma do apartamento triplex do Guarujá. Pela contratação da empresa que armazenou seu acervo pessoal.

Também responde acusações por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e tráfico de influência na perante o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da décima vara federal em Brasília. A denúncia foi aceita contra Lula, seu sobrinho Taiguara dos Santos, Marcelo Odebrecht e mais oito pessoas. São acusados pelo MPF por fraudes envolvendo contratos do BNDES.

Em outro processo, Lula, seu filho Luiz Cláudio e dois empresários respondem por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em esquema apurado pela operação Zelotes.

Há inquéritos como o do sítio de Atibaia, pela utilização do Instituto Lula para recebimento de vantagens de empreiteiras, por utilizar sua empresa LILS  no mesmo propósito. Pela tentativa de tomar posse como ministro de Dilma, obtendo foro privilegiado, o que configuraria obstrução de justiça.

A compra de um terreno onde seria o Instituto Lula e o aluguel – ou propriedade dissimulada – de um apartamento ao lado de onde ele reside em São Bernardo.  Acusação da venda de MPs em seu governo para favorecer montadoras de automóveis. Acusações de tráfico de influência em negócios da Odebrecht financiados pelo BNDES no exterior.

Sua defesa nega tudo.

A tentativa de constranger a justiça revelada por Rui Falcão não é caso isolado. Nas audiências, seus advogados vem tentando confrontar o juiz Sergio Moro. A defesa de Lula também decidiu processar o procurador Deltan Dallagnol em um milhão de reais por cumprir sua obrigação.

As delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht e das dezenas de executivos da empresa, trarão muito mais.

Nem com golpe, Lula.

Enio Meneghetti

 DISCURSO DE CULPADO

21 de setembro de 2016

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Artigo publicado no “Correio de Cachoeirinha” desta quarta feira, 21 de setembro de 2016. 

 

Na quinta-feira da semana que passou, durante mais de uma hora Lula bravateou, chorou, fez gracinhas, disse bobagens. Criticou “concursados”,  tentando atingir os procuradores do MPF e o juiz Sérgio Moro.  

Antes mesmo de terminada a entrevista coletiva dos procuradores do MPF no dia anterior, seu advogado já estava na televisão apresentando um “power point” previamente preparado.  Tentou desqualificar aspectos da acusação referente ao triplex dizendo que “não há provas” em relação à propriedade do apartamento no Guarujá.

Às acusações dos pagamentos milionários feitos pela OAS para guardar suas “tralhas” – como ele mesmo as classifica –  o advogado não referiu. Será que esqueceu?

Ora, os procuradores também acusam Lula pelo recebimento de vantagens indevidas da OAS por meio de um contrato para armazenagem de seus bens pessoais. A empreiteira fez pagamentos milionários, durante cinco anos para a guarda de objetos pessoais de Lula.  

Por que razão uma empreiteira gastaria milhões de reais para guardar presentes de Lula? Que aliás nunca deveriam ter sido retirados do Palácio.   

O prédio no Guarujá era originário da BANCOOP, a Cooperativa dos Bancários, que um dia foi dirigida por João Vaccari Neto .

Vaccari, Lula, através de dona Mariza e outros próceres petistas subscreveram cotas para adquirirem um imóvel de veraneio pela BANCOOP. A Cooperativa quebrou, deixando milhares de bancários à míngua, muitos deles tendo investido suas poupanças na tentativa de conquistar a casa própria.

A turma de alto coturno arranjou um jeito de concluir o prédio no Guarujá. A OAS terminou o edifício e ainda refez, decorou e equipou um apartamento específico. O tripléx.

Reformou-o completamente, colocou elevador, montou cozinha gourmet, mobiliou e decorou. Lula vistoriou o imóvel, Mariza e um dos filhos também, acompanhados do dono da OAS, o poderoso empreiteiro Leo Pinheiro. Este destacou um arquiteto da empresa para acompanhar a reforma, autorizou pessoalmente gastos milionários para execução daquilo que Lula, tal qual novo rico, classificou de triplex “Minha Casa Minha Vida”.

Há fotografias, existem testemunhas, mensagens trocadas, notas fiscais das despesas efetuadas, dos eletrodomésticos. Tudo pago pela empreiteira boazinha.

Francamente, o argumento não serve nem como piada.

Vamos ver  qual será a desculpa quando vier a denúncia relativa ao sítio de Atibaia. Depois, as palestras milionárias pagas ao seu instituto, o LILS e as viagens internacionais, sempre associadas a obras faraônicas realizadas em países falidos com o dinheiro dos brasileiros via BNDES.

O Instituto Lula perdeu a classificação que o isentava de impostos e já é devedor de uma fábula à Receita Federal.

Não sobrará muito de Lula ou de Dilma após as delações premiadas que estão no forno, como a de Marcelo Odebrecht e seu pai.

E ainda nem falamos sobre a aprovação da aquisição da Refinaria de Pasadena, ao tempo em que Dilma Rousseff presidia o controle acionário da estatal.

Não adianta chorar. Vem chumbo grosso.

Enio Meneghetti

  

 

 

ATÉ ONDE TUDO ISTO VAI?

12 de julho de 2016

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Agora é o “garçom do Lula”.

 

Na década 80, sindicalistas petistas  frequentavam o restaurante São Judas Tadeu, em São Bernardo. Eram atendidos sempre por um garçom simpático, chamado Carlos Roberto Cortegoso. Lula logo ficou seu amigo e levou-o para o PT, onde arranjou-lhe um emprego.

 

Cortegoso agora é um dos investigados da Operação Custo Brasil. Ele começou a prosperar nos anos 90, quando abriu uma empresa para produzir materiais de campanha. Virou o principal fornecedor do PT, produzindo desde estruturas de palanques a materiais como camisetas, faixas, placas e banners.

 

Na última campanha de Dilma sua gráfica Focal recebeu pagamentos de cerca R$ 25 milhões. Cortegoso está tendo dificuldades para conseguir explicar à Justiça Eleitoral como sua empresa poderia ter prestado serviços em tal montante. Também é suspeito de ter recebido R$ 309 mil do esquema em apuração pela Operação Custo Brasil, que apura desvio de recursos no Ministério do Planejamento por meio dos empréstimos consignados.

 

Entre outros clientes, o candidato ao governo de SP, Alexandre Padilha e a candidata ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann, também utilizaram os serviços da Focal.

 

Em matéria neste domingo, o Estadão trouxe um relatório da Receita Federal repassado à Polícia Federal e ao MPF onde é demonstrado  que outra das  empresas de Cortegoso, a CRLS Consultoria e Eventos, movimentou cerca de R$ 50 milhões, embora tenha declarado 1/5 deste valor como receita bruta em determinado período.

 

A suspeita lógica é que tenha havido caixa 2 com recursos vindos do PT , do Petrolão e dos empréstimos consignados do Ministério do Planejamento.

 

A Lava Jato e a Custo Brasil em conjunto estão apurando a origem das entradas nas contas bancárias e o paradeiro do dinheiro. Buscam provas de que pagamentos de fornecedores de campanhas do PT serviram para ocultar propinas. A relação entre a Focal e a campanha de Dilma Rousseff é alvo de uma perícia contábil no TSE.

 

Na última campanha de Dilma os pagamentos à Focal ficaram atrás em montante apenas aos feitos ao mago-marqueteiro João Santana, atualmente em prisão preventiva pela Lava Jato em Curitiba.

 

Onde há fumaça, costuma ter fogo.

 

Enio Meneghetti

SAIA JUSTA

17 de fevereiro de 2016

 

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Além dos relevantes serviços que o juiz Sergio Moro vem prestando ao Brasil até agora, o magistrado colocou  o TSE em uma situação muito interessante.

Como se sabe, quatro ações correm no TSE contra a campanha de Dilma Rousseff. Em uma delas, a candidata é acusada de abuso de poder político e econômico e “recebimento de doações oficias de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte de distribuição de propinas”. 

O doutor Sérgio Moro indicou o mapa da mina, sugerindo ao TSE que ouça seis delatores da Lava Jato: Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Augusto Mendonça, Milton Pascowitch e Ricardo Pessoa. São delatores premiados que confirmaram uso de propina oriunda da Petrobrás como doações eleitorais oficiais e em caixa dois de campanha.

Sergio Moro foi claro:

“Destaco que na sentença prolatada na ação penal 5012331-04.2015.404.7000 reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas.”

O processo mencionado é aquele em que foram condenados o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque.

De posse das informações remetidas pelo juiz federal encarregado da Operação Lava Jato, o TSE poderá, entre outras coisas, ouvir de viva voz Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, explicar como foi coagido pelo petista Edinho Silva a repassar R$ 7,5 milhões, desviados da Petrobras, para a campanha à reeleição de Dilma Roussef, quando o atual ministro da Comunicação Social da Presidência era tesoureiro de campanha da atual presidente.

De toda a forma, será interessante aguardar para ver qual tratamento o TSE dispensará às recomendações vindas do juiz encarregado da operação Lava Jato.

Há poucos dias, dona Dilma declarou que seu mentor, criador e antecessor Lula estava sendo alvo de “uma grande injustiça”, referindo-se às investigações que estão em andamento sobre o apartamento triplex e o sítio de Atibáia. Como tratam-se de investigações promovidas e/ou autorizadas pelo Judiciário, a chefe do Executivo meteu o bedelho no poder Judiciário, o que contraria a Constituição. Mais uma vez.

Até quando?

Como falamos repetidas vezes aqui neste espaço, 2016 será um ano de fortes emoções.

Enio Meneghetti

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ELE VAI TER QUE PROCESSAR MUITA GENTE

27 de janeiro de 2016

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A frase, forte: “Duvido que neste país tenha um promotor, um delegado […] que tenha coragem de afirmar que eu tenha me envolvido em qualquer coisa ilícita neste país” – desafiou Lula.
 
Pois não decorreu nem uma semana da afirmação e o promotor Cássio Conserino, de São Paulo, declarou que pretende denunciar Lula e Dona Mariza por ocultar a posse de um apartamento triplex no Guarujá. O imóvel foi objeto de ampla reforma, a um custo estimado em R$ 800 mil. Executada pela OAS, uma das empreiteiras enroladas na Lava Jato. 
 
O promotor não usou meias palavras: “Lula e dona Marisa serão denunciados”, disse à revista Veja. “Brevemente, eles serão chamados a depor.”

O Instituto Lula informou que “os advogados do ex-presidente examinam as medidas que serão tomadas diante da conduta irregular e arbitrária do promotor”. Sua a assessoria diz que “não há crime de ocultação de patrimônio, muito menos de lavagem de dinheiro. Há apenas mais uma acusação leviana contra Lula e sua família”.  

Além do caso da reforma do triplex, a Polícia Federal apura a suspeita de envolvimento de Lula no loteamento político que arrasou com a Petrobras. 

A PF também investiga o possível envolvimento na venda de medidas provisórias durante sua gestão. Mais uma possível acusação de tráfico de influência de Lula em favor de empreiteiras brasileiras no exterior. 

Embora costume ser apontado como “testemunha”, o tratamento que lhe tem lhe sido dado é duro. O delegado federal Josélio Azevedo de Sousa escreveu, no pedido de autorização ao STF para ouví-lo:

 

“Na condição de mandatário máximo do país pode ter sido beneficiado pelo esquema, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal.” 

Segundo o blog de Josias de Souza, Lula entrou em contradição nos depoimentos prestados. O delegado Josélio perguntou-lhe sobre Renato Duque. Lula disse não ter nada a ver com isso. “Cabia à Casa Civil receber as indicações partidárias e escolher a pessoa que seria nomeada”, disse. “Não sabia” se foi o PT ou outro partido que o indicou. Repetiu que não participou do processo de escolha de outros diretores da Petrobras. Seriam acordos “feitos pelo ministro da área, pelo coordenador político do governo e pelo partido interessado na nomeação.” 

A Petrobras é subordinada ao Ministério de Minas e Energia. Como sempre faz, ele jogou a bomba no colo de outros(as). Na época da nomeação dos diretores corruptos, a ministra “da área” era… Dilma! 

Mas caiu em contradição ao reconhecer que a palavra final sobre as nomeações era mesmo dele. E quem teria alguma dúvida acerca disso? Mas ele disse que os partidos negociavam suas nomeações com ministros da área, com o coordenador político. E teve de admitir que  ao final do processo, tudo ia parar no gabinete presidencial mesmo. Ele é quem dava a palavra final, concordando ou não com o nome apresentado. Alegou que baseava suas escolhas em “critérios técnicos que credenciavam o indicado”. Mais claro do que isso, impossível. Não sabia de nada? 

O Procurador geral da República, Rodrigo Janot escreveu em petição ao STF, que Lula concedeu a Fernando Collor “ascendência” sobre a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras “em troca de apoio político à base governista no Congresso Nacional”. Que no governo Lula formou-se na BR Distribuidora “uma organização criminosa preordenada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro”. Janot informou nesta petição que as diretorias “serviram de base para o pagamento de propina ao parlamentar.” Lula acomodou na BR Distribuidora pessoas para coletar “valores ilícitos”. 

Lula vai processá-lo também?  

Em outro depoimento, sobre a suspeita de compra de medidas provisórias por lobistas a serviço de empresas de automóveis, Lula foi indagado sobre os R$ 2,5 milhões que seu filho, Luís Claudio Lula da Silva, recebeu do lobista preso Mauro Marcondes, um dos suspeitos de intermediar a compra de MPs. Confrontando com um documento apreendido no escritório de Mauro Marcondes onde estava escrito que a MP foi combinada entre o pessoal da Fiat, o presidente Lula e o então governador de Pernambuco Eduardo Campos, Lula limitou-se a dizer que “Combinação nesse sentido pejorativo é coisa de bandido. Não ocorreu”. Mas admitiu ter se reunido “algumas vezes” com Eduardo Campos e o representante da Fiat. Mas a conversa foi sobre a instalação de fábrica da Fiat em Pernambuco. Ah, bom!

Sobre a minuta de uma carta destinada a ele, em agosto de 2012, já no governo Dilma, onde o mesmo lobista pede seu apoio para convencer Dilma a comprar os aviões caça da sueca Saab, Lula disse não a ter recebido. Posteriormente, a empresa sueca acabou sendo contemplada com a aquisição de seus caças. 

Lula também foi interrogado como suspeito no processo sobre a apuração de tráfico de influência em favor das empreiteiras clientes de suas palestras. Todas elas partícipes destacadas nos processos da Lava Jato. 

Lula anda muito azarado. A maioria de seus interlocutores ou amigos estão todos enrascados. Há gente presa, empresas quase falidas, arresto de bens e por aí vai. 

Coitado! Pelo andar da carruagem, vai ter que processar muita gente.

Enio Meneghetti

   

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SERÁ QUE ELE AGUENTA?

5 de novembro de 2015

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Neste momento a principal preocupação de Luis Inácio Lula da Silva é tentar evitar a convocação de amigos e parentes em duas CPIs: a do BNDES, que funciona na Câmara e a do CARF, que opera no Senado.

 

O depoente mais desejado agora é  Luiz Cláudio Lula da Silva. Seguido pelo amigo José Carlos Bumlai. Lula já mandou um recado a Bumlai: que fique quieto. Pare de dar entrevistas.

 

Lula foi mencionado no Relatório 18.340 do COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras –  revelado pela revista ÉPOCA, que foi enviado à CPI do BNDES com uma movimentação financeira com indícios de irregularidades.

 

O Instituto Lula reclamou que os documentos do COAF  não poderiam ter ido parar nas mãos da revista: “são apenas redatores sensacionalistas, operando documentos vazados ilegalmente. Não apresenta fatos, quer apenas especular e fazer barulho em cima de tais documentos, tentando criar factoides políticos, vender mais revistas e fazer audiência em redes sociais”.Esqueceram de questionar a veracidade das informações…

 

A movimentação foi de R$ 52,3 milhões, R$ 27 milhões em recebimentos e R$ 25,3 milhões em transferências da empresa L.I.L.S Palestras, Eventos e Publicações.

 

Lula e pessoas próximas a ele são cada vez mais frequentes em relatos de tráfico de influência, desvios de verbas públicas e recebimento de propina.

Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam da existência do Petrolão;

Ricardo Pessoa declarou que doou dinheiro superfaturado da Petrobras à campanha de Lula à reeleição, em 2006;

Fernando Baiano afirmou que repassou 2 milhões de reais do petrolão a José Carlos Bumlai. Baiano contou aos procuradores que a propina era para uma nora do ex-presidente. Depois Bumlai disse em entrevista que eram “apenas” 1,5 milhão e o dinheiro era para ele;

Bumlai recebeu do BNDES de R$ 101,5 milhões em empréstimos. Contrariando as normas do banco, o empréstimo foi concedido quando as empresas de Bumlai já se encontravam em situação pré falimentar.

 

O mito Lula escapou do mensalão. Bateu recordes de popularidade, vendeu lá fora uma imagem de que “acabara com a pobreza”, que estávamos a caminho do primeiro mundo. Auto suficientes em petróleo e … ricos!  Ele conseguiu emplacar uma desconhecida como sua sucessora.

 

O líder messiânico encontra-se agora acossado por toneladas de evidências que colocam por terra qualquer biografia.

 

Está com medo de ser preso. Até pesquisas de opinião sobre isso já chegaram a suas mãos.

 

– Qual seria a reação popular se isto acontecesse?

 

Nenhuma, concluiu a pesquisa. Muitos até comemorariam.

 

De ser inatingível ele passou a alguém que vê perigo e conspirações por todo o lado.

O ápice do desespero veio com a operação da PF no escritório de seu filho.

 

Tudo indica que o cerco aos familiares e pessoas próximas de Luiz Inácio Lula da Silva, para desestabilizá-lo emocionalmente e induzi-lo a cometer erros está apenas começando.

Será que ele aguenta?

Enio Meneghetti

Prorrogação da CPI: o ANTIGOLPE!

2 de outubro de 2015

No momento em que é tentado um golpe contra o brilhante trabalho do Juiz Sergio Moro e da força tarefa  da LavaJato, na forma do fatiamento dos processos por parte dos ministros do STF nomeados pelos governos petistas, é que trincheiras como a CPI da Petrobrás devem receber holofotes para compensar a tentativa de cozinhar uma pizza.

Nunca foi tão importante quanto agora a prorrogação da CPI da Petrobrás. Assista:

 

“O Brasil precisa saber de tudo! Dinheiro de propina para a campanha de Dilma, tráfico de influência de Lula, entre outras coisas. Ainda há muito a ser investigado, por isso pedi pra prorrogar a CPI da Petrobras.” – Onyx Lorenzoni.

NÃO É PIADA!

2 de outubro de 2015

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A força-tarefa da Operação Lava Jato recebeu um premio na noite de 24 de setembro, em Nova York. O prêmio daGlobal Investigations Review na categoria “órgão de persecução criminal membro do Ministério Público do ano”, foi outorgado para celebrar os investigadores e as práticas de combate à corrupção que mais impressionaram o mundo no último ano.

Desde abril de 2014 o time que atua na Lava Jato apresentou 31 acusações criminais contra 143 pessoas pelos crimes de corrupção, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros. Detalharam o pagamento de propina de cerca de R$ 6,2 bilhões, sendo que R$1,5 bilhão já foram recuperados. Também foram propostas cinco acusações de improbidade administrativa contra 37 pessoas e empresas pedindo o ressarcimento total de R$ 6,7 bilhões.

 Os procuradores Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima e Roberson Pozzobon representaram a equipe de 11 membros da LavaJato, na cerimônia realizada em Nova York, para onde viajaram a expensas próprias.

 Quase ao mesmo tempo, Dilma Rousseff faz mais uma viagem internacional, de quatro dias, a Nova York, acompanhada de extensa comitiva.

Dona Dilma fez-se acompanhar dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) e Eleonora Menicucci (Política para as Mulheres). Há menos de noventa dias, dona Dilma já tinha gasto bons dólares na mesma Nova York.

Hóspede do Hotel St Regis, na Fifth Avenue, Sua Excelência ocupou a suíte Tiffany de 158 m2. Sala de jantar para dez pessoas mais sala de estar, ao módico preço de US$ 11 mil dólares a diária. Sem falar na hospedagem da comitiva, transporte terrestre, diárias, etc.

Sem medo de cair em demagogia, é impossível resistir a tristeza do contraste entre o fato acima, em comparação ao fato de que os procuradores pagaram a própria viagem.

A Força Tarefa da Lava Jato conseguiu uma façanha . O trabalho deles desnudou um projeto político de crime organizado.

 Enquanto no exterior há o reconhecimento do trabalho da Operação Lava Jato,  aqui no Brasil, concomitantemente aconteceu uma vergonhosa tentativa de impedir que ela produza seus resultados.

Sim, o Supremo Tribunal Federal desvinculou dos processos da Operação Lava Jato a investigação que corre contra a ex senadora paranaense Gleisi Hoffman, do PT. A manobra foi para esvaziar a 13a Vara Federal em Curitiba, onde o juiz Sérgio Moro vem atuando de forma impecável na condução dos processos oriundos das investigações da Operação LavaJato.

O ministro Gilmar Mendes foi o único a expor as graves consequências de se retirar do juiz Sérgio Moro a atribuição de julgar os escândalos da Lava Jato:

“No fundo, o que se espera é que o processo saia de Curitiba e não tenha a devida sequência em outros lugares. Vamos dizer em português bem claro”(…). ” não tem, na história desse país, nenhuma notícia de uma organização criminosa desse jaez, fato que nos envergonha por completo. Estamos falando do maior caso de corrupção do mundo”.

Felizmente, como não poderia deixar de ser, a vergonhosa manobra pegou muito mal, e o golpe contra a Lava Jato, contra o juiz Sérgio Moro e a força-tarefa do MPF e PF poderá ainda ter um resultado inesperado.

A sociedade reagiu e está se manifestando contra o abuso consciente de fatiar os processos da Lava Jato.

Estejamos atentos.

Enio Meneghetti