INCOMPETÊNCIA OU MANIPULAÇÃO?

Charge-BB

Se houve um perdedor nestas eleições, sem dúvida foram os Institutos de Pesquisa.

Isso é grave, porque pesquisas induzem votos. Tanto é que os programas eleitorais às divulgam exaustivamente

Aquele papo de que pesquisa é uma “fotografia do momento” não pode servir de desculpa para tantos erros evidentes.

As pesquisas para o governo do RS, por exemplo, indicavam uma diferença de 20% em favor de um dos candidatos. É evidente que ao ser divulgada uma diferença desta monta, há um imediato desânimo do eleitor comum, que não está engajado e informado dos bastidores das campanhas eleitorais.

O simpatizante se retrai, os contribuintes somem ou diminuem o valor de seus apoios. As carreatas murcham, os cabos eleitorais estáticos nas esquinas completam o quadro do desânimo.

Quando abrem-se as urnas, surpresa! O resultado equivale ao “tracking”, a medição diária que as boas campanhas fazem, que vinha mostrando números  muito próximos aos finais.

Outro exemplo veio das eleições para senadores.

Cito um exemplo que testemunhamos: apoiadores de Jair Bolsonaro, pediam votos para a empresária Carmen Flores e para o deputado Luiz Carlos Heinze.

Quando pediam votos era comum ouvir:

“ No Heinze ok,  mas para a segunda vaga vou votar em “X” , porque quero ajudar a tirar o Paim. A Carmem Flores não tem chances”. Dedução vinda de seus índices apontados em pesquisas. 

Se isso não é indução de voto, não sei mais o que é.

O resultado foi o que se viu. Se havia alguém que poderia ter evitado a reeleição do atual e reeleito senador Paulo Paim, teria sido exatamente a empresária Carmem Flores, que mesmo com a situação de desinformação criada, chegou a casa de milhão e meio de votos.

Isso sem falar nos números que as pesquisas apontavam para o candidato Heinze, que jamais foi apresentado como um dos favoritos e, como se sabe, venceu bem.

São apenas dois exemplos, mas poderíamos apresentar vários outros Brasil afora.

É uma questão de difícil solução. Óbvio que é inviável a ideia simplista de “proibir pesquisas”. Mas trata-se de uma questão muito grave e séria, pois está mais do que provado que pesquisas equivocadas interferem no ânimo dos eleitores e consequentemente nos resultados.

Arrisco um palpite: será que a escolha à dedo de amostras mais desfavoráveis a determinado candidato na eleição presidencial, poderia ter produzido anomalias nos resultado dos demais concorrentes aos diversos cargos disputados?

Pelo que se viu em matéria de má vontade da grande imprensa contra um dos candidatos a presidente, isso não seria de surpreender.

 

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