PERGUNTA-SE: Quem ainda defende o PT é BURRO ou é CÚMPLICE?
Sim, porque só sendo muito burro, cego e/ou alienado mental para não ver o que essa gente fez e ainda está fazendo com o Brasil.
Quem enxerga um palmo adiante do nariz e continua defendendo a quadrilha que assalta o país, então só pode ter um único motivo: está levando VANTAGENS!
Obviedade ululante!
Esta é a pergunta que VOCÊ tem que fazer quando um PETRALHA vier pedir seu voto.
Quando um prefeito ou a vereador petista vier pedir seu voto, não deixe passar a oportunidade de indagar.
Sim, 2016 é ano de eleições! É sua oportunidade, use-a!
Eles terão de sair da toca e estarão expostos.
Pergunte a seus aliados; a seus cabos eleitorais; a seus eleitores.
Está chegando a oportunidade de varrer este CARCINOMA da política brasileira.
Democraticamente. No voto!
Não com os métodos deles, como Lula tentou fazer com o único partido que o confronta HÁ DÉCADAS!
Além dos relevantes serviços que o juiz Sergio Moro vem prestando ao Brasil até agora, o magistrado colocou o TSE em uma situação muito interessante.
Como se sabe, quatro ações correm no TSE contra a campanha de Dilma Rousseff. Em uma delas, a candidata é acusada de abuso de poder político e econômico e “recebimento de doações oficias de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte de distribuição de propinas”.
O doutor Sérgio Moro indicou o mapa da mina, sugerindo ao TSE que ouça seis delatores da Lava Jato: Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Augusto Mendonça, Milton Pascowitch e Ricardo Pessoa. São delatores premiados que confirmaram uso de propina oriunda da Petrobrás como doações eleitorais oficiais e em caixa dois de campanha.
Sergio Moro foi claro:
“Destaco que na sentença prolatada na ação penal 5012331-04.2015.404.7000 reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas.”
O processo mencionado é aquele em que foram condenados o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque.
De posse das informações remetidas pelo juiz federal encarregado da Operação Lava Jato, o TSE poderá, entre outras coisas, ouvir de viva voz Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, explicar como foi coagido pelo petista Edinho Silva a repassar R$ 7,5 milhões, desviados da Petrobras, para a campanha à reeleição de Dilma Roussef, quando o atual ministro da Comunicação Social da Presidência era tesoureiro de campanha da atual presidente.
De toda a forma, será interessante aguardar para ver qual tratamento o TSE dispensará às recomendações vindas do juiz encarregado da operação Lava Jato.
Há poucos dias, dona Dilma declarou que seu mentor, criador e antecessor Lula estava sendo alvo de “uma grande injustiça”, referindo-se às investigações que estão em andamento sobre o apartamento triplex e o sítio de Atibáia. Como tratam-se de investigações promovidas e/ou autorizadas pelo Judiciário, a chefe do Executivo meteu o bedelho no poder Judiciário, o que contraria a Constituição. Mais uma vez.
Até quando?
Como falamos repetidas vezes aqui neste espaço, 2016 será um ano de fortes emoções.
O Brasil segue atônito assistindo as evidentes lorotas dos defensores de Lula para tentar aliviá-lo na vexatória situação de delito no caso do apartamento tríplex do Guarujá.
Não adianta negar, porque a cada dia surgem mais evidências e provas do que já se sabia: o apartamento do Edifício Solaris, empreendimento da cooperativa habitacional dos bancários, BANCOOP, investigada e denunciada pelo Ministério Público por desvio de dinheiro em benefício do PT, é mesmo de Lula & família.
Além de tudo o que já foi dito e mostrado, os termos de adesão ao empreendimento comprovam que Marisa Letícia sabia qual era a unidade residencial que estava comprando. Ao contrário do que o advogado de Lula disse, o número de cada apartamento consta dos registros de comercialização. A cada novo detalhe descoberto, seus excelentes defensores “ajeitam” a versão para tentar cobrir os flancos abertos.
Isso sem entrar na história do sítio suspeito, transformado com uma mega reforma feita pela Odebrecht em uma ilha da fantasia para Lula. Durante longo tempo o sítio foi referido na imprensa como de propriedade do ex-presidente. Agora até Nota Fiscal de um barco de pesca, comprado por Marisa Letícia e entregue no sítio, apareceu. Mas o sítio “não é dele”, embora seus seguranças tenham consumido mais de mil diárias pagas pelo Planalto para pernoitar no local.
Dona Dilma também tem motivos para preocupar-se. E não é só com a economia. Se Lula for preso, a situação dela ficará muito mais complicada.
Em meio a esse desespero, ela pretende atolar ainda mais o país, em sua tentativa de manter-se de pé, mesmo que com isso arrase de vez com nossas finanças.
Dilma reuniu seu Conselhão. Mera jogada de marketing e tentativa de jogar uma cortina de fumaça, enquanto seu ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anuncia um “plano” que vai endividar ainda mais a população. A solução desses gênios para tirar o Brasil da recessão é emprestar mais dinheiro a uma massa de endividados, usando para isso recursos de R$ 83 bilhões como “estímulo ao crédito”. Pior: dinheiro que não pertence ao governo.
O plano mirabolante pretende usar quase R$ 50 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A poupança do trabalhador para o caso de perda do emprego.
Sonham em atingir a meta de 4,5% ao ano com esta solução absurda. Mas isso não é tudo. Dilma Rousseff pediu ajuda do Conselhão para a aprovar a CPMF. Resumindo: ela quer emprestar a juros altíssimos, aumentando o endividamento e de quebra, ainda insiste em criar mais impostos, que já estão em níveis asfixiantes.
Lembram da “marolinha” do Lula? Pois é. O atual estado de coisas é resultado daquela receita econômica do Barão de São Bernardo. E sua criatura pretende afundar-nos ainda mais numa receita similar, mais do que equivocada. Governos desesperados agem assim.
Diariamente ouvimos o noticiário sobre corrupção e ao final aquela notinha do Instituto dele dizendo: “Lula não está sendo investigado por nada”. E de quebra, ele vem ameaçando processar a quem diga o que não lhe agrade.
Estamos em 2016. Será o ano da Lava Jato. 2016 começara de fato no dia 13 de março.
Será um ano de muitas provas e muitas delações premiadas.
Ano de eleições municipais, que irão expor exaustivamente as falcatruas que nunca antes na história deste país foram tão evidentes e descaradas.
Estão aí as recentes tentativas de desaparelhar a Polícia Federal. De melar, via legislação, os acordos de leniência. O tremendo “fora”, flagrado, do ministro Barroso, simplesmente pulando um trecho do Regimento Interno da Câmara para justificar um voto a favor do governo.
O fim da era Lula/Dilma se aproxima. E do PT, consequentemente.
Acabará onde começou: nas ruas. A mesma massa que hoje sente orgulho do juiz Sérgio Moro, foi a massa traída que um dia decidiu eleições em favor da turma de empoderados de hoje. E não há nada pior que a mágoa para alimentar ressentimentos. Essa massa de ressentidos que constatou ter sido sordidamente enganada pelo PT, o partido que durante tantos anos arvorou-se no papel de virgens no templo da perdição.
Aqueles que foram enganados vibram com o trabalho desenvolvido pelos procuradores federais, por um magistrado de Curitiba e pelo trabalho da Polícia Federal. A figura mais recentemente festejada do “japonês da Federal” é a prova viva deste sentimento.
Mas isso não basta. A ninguém pode ser dado o direito de restringir-se ao papel de torcedor silencioso nesta hora tão importante. São milhões de pessoas indignadas de um lado e de outro meia dúzia de bandidos e alguns poucos fanáticos ou cúmplices que ainda se atrevem a defendê-los em meio a provas e evidências desconcertantes. Estes poucos e aqueles a quem defendem estão acuados. Quando reconhecidos são vaiados nas ruas. Logo precisarão de óculos escuros, capas e chapéus para circularem sem sofrer as consequências da ira da população.
Não é fácil a tarefa de combatê-los dentro do devido processo legal. O juiz Sérgio Moro já sofreu tentativas de tolhimento de sua atuação, com o redirecionamento de processos outrora sob sua jurisdição. A PF já sofre com a redução em seu orçamento. Os inimigos já deixaram a elegância de lado há muito tempo – se é que sabem o que é isso ou algum dia tiveram.
Reparem: sempre que a situação fica ameaçadora para eles, tentam jogar areia no ventilador e desviar a atenção da mídia. Ou é arrastão na praia ou em algum shopping de luxo. Ou estouros de vandalismo em manifestações públicas, como no recente e despropositado caso do aumento das passagens de ônibus em São Paulo.
Não é à toa que em passado recente já houve um demente referindo-se ao “exército do Stédile”. Outro dizendo que iria “pegar em armas”. Só falta ameaçar o povo com o Francisco Julião.
E ao lado da crise de confiança, ocorre o óbvio. Fechamento ou falência de empresas, desemprego, alta do custo de vida. A velha inflação.
Dia 13 de março será uma excelente ocasião para a população deixar clara sua desconformidade. Para demonstrar seu apoio ao trabalho dos procuradores federais da Lava Jato, do juiz Sergio Moro e ao trabalho correto da Polícia Federal.
Será o momento de mostrar que o Brasil tem dono. E o dono é a população. Que terá uma grande oportunidade de mostrar isso a uns e outros que tentam criminosamente apropriar-se deste país.
Com sua mobilização em 2015, a sociedade conseguiu acuar corruptos e corruptores. As ruas foram tomadas em diversas oportunidades por milhões de manifestantes exigindo o fim do deboche em forma de corrupção.
Corruptos e seus aliados já não conseguem circular livremente pelas ruas ou frequentar lugares públicos, aeroportos, restaurantes ou cinemas, sem sentirem na pele a rejeição explícita da população. Vídeos postados no youtube , essa arma pacífica mas implacável, deixam claro o prejuízo em suas imagens.
Amigos próximos de um ex-presidente foram e estão sendo presos e/ou investigados por atividades para lá de suspeitas.
Até uma classe que parecia inatingível, está deixando de ser. Refiro-me aos fidalgos.
O partido da presidente da República teve decretadas as prisões de seu tesoureiro, do senador líder, de um ex-deputado federal. O ex todo poderoso Chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi preso novamente.
Presidentes das maiores empreiteiras do país foram parar atrás das grades. Acompanhados de diretores da maior estatal brasileira, a Petrobrás, a outrora joia da coroa.
A Lava Jato condenou empreiteiros, lobistas, ex-deputados, doleiros e burocratas à cadeia, naquele que talvez seja o maior escândalo de corrupção já apurado no país. Quem sabe do mundo.
O TCU apontou graves irregularidades nas contas do governo federal, as chamadas pedaladas fiscais, resultando na abertura de um processo de impeachment contra a presidente.
A Zelotes está aí. O BNDES na fila.
Um ex-Presidente da República vem sendo chamado com frequência para prestar depoimentos na Polícia Federal.
A mídia chapa branca não tem como deixar de noticiar as mazelas governamentais, seja lá qual for o tamanho da verba publicitária. A população usa as mídias sociais e aponta as falsidades e tentativas de escamotear fatos.
Continuamos com a carga tributaria asfixiante que penaliza o desenvolvimento. Com a falta de segurança que campeia nas ruas das nossas cidades, enquanto nossas autoridades públicas perdem tempo (e recursos) perseguindo e atrapalhando iniciativas que funcionam e são do gosto da população, como UBER e Whatsapp.
Continuaremos tendo problemas em 2016. Mas a sociedade está mobilizada e cobrará muito mais. Teremos eleições municipais, as primeiras eleições após a revelação dos grandes escândalos que conseguiram esconder até a data do pleito anterior, em 2014. A lógica, a revolta e a indignação dos eleitores sugerem uma grande derrocada daqueles que ocupam o noticiário por malversação do dinheiro público.
Ainda é pouco? É. Mas ninguém pode afirmar que “virou pizza”, ou que nada aconteceu. Está acontecendo agora. E é impossível refrear o movimento gigantesco que está em andamento sejam quais forem as desesperadas manobras legais ou jurídicas para tanto venham de onde vierem ou estejam onde estiverem os manipuladores da legislação.
O destino daqueles criminosos é inexorável.
Será um ano de fortes emoções.
Enio Meneghetti
artigo publicado no Correio de Cachoeirinha 06.01.2016
Mesmo com o fôlego vergonhoso que deram-lhe os semi-deuses do STF, Dilma Rousseff dificilmente terá salvação.
Ela teve a capacidade de agravar a crise. Só pode ser esta a intenção ao colocar Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda.
Se bem que, talvez não houvesse outra opção. Porque qualquer pessoa capacitada e com um mínimo de conhecimento dos métodos com os quais funciona o atual governo, provavelmente rejeitaria o convite.
Ela poderá até não sofrer impeachment. Mas seu governo não tem mais recuperação. Se ela saísse agora, com seu eventual substituto(a) conseguindo acertar a mão logo de cara, precisaríamos uns dois anos de medidas duríssimas para o remédio amargo começar a surtir efeito.
Com ela no timão da embarcação avariada por ela mesma, além da situação seguir sendo ainda mais agravada, precisaremos ir além da metade do governo do sucessor para conseguir vislumbrar quantos anos mais levaríamos para minimamente sair do buraco. Mas tenha em mente algo como uma década pelo menos. Podem anotar.
Neste quadro, quem acha que 2015 foi um ano difícil, prepare-se! Nem imagina o que 2016 será. E se ela sobreviver ao próximo ano, conheceremos a Venezuela a partir de 2017 sem sequer precisar viajar. Senão antes…
Mas a esperança é a última que morre. Passado o Natal, começarão as despesas de todo novo ano. Impostos, volta às aulas, contas vencidas e à vencer de uma massa de endividados até a raiz dos cabelos, realimentarão a já iniciada e grave recessão.
Talvez aí os brasileiros comecem a dar-se conta que tem motivos de sobra para revoltarem-se. E consigam, em proporções muito maiores aos presentes nas manifestações levadas à cabo até agora, demonstrar que, apesar da sacanagem explícita e inconstitucional levada à cabo por quem tem como dever guardar a Constituição, mas ao contrário, acaba de invalidá-la interferindo na independência do Legislativo e dando ao Senado poderes que ele não tem, seria a hora de nossos bravos concidadãos deixarem claro que seria prudente que nossos congressistas votassem atendendo o clamor da ampla maioria dos brasileiros. É uma esperança e uma boa possibilidade.
Mas, se mesmo assim nossa população preferir, como sempre, manter-se acomodada, nem tudo é pessimismo: devido a absurda carga de trabalho que terá nosso mais novo personagem histórico, o japonês da Federal, dependendo de sua lista de visitas programadas, quem sabe, ele poderá figurar no centro da foto tão esperada que marcará, de fato, nossa versão da “Queda da Bastilha”.
As cenas destes vídeos aconteceram pouco antes da derrota da chapa preferida pelo Governo para a Comissão do impeachment, quando governistas tentavam impedir a votação secreta que ao final elegeria a Chapa 2.
No primeiro vídeo, aos 10 segundos a deputada Maria do Rosário passa a mão direita no cabelo. Em seguida, aos 12 segundos, ela ajeita o cabelo com a mão esquerda.
O sinal é o ponto de partida para uma verdadeira performance.
Pode-se acompanhar o gestual e ouvir a deputada enxotando o deputado Paulinho da Força, com o dedo em riste.
Acompanhe:
0:13 seg. – Sai prá lá!
0:14 – Sai daqui agora!
0:18 – Sai daqui!
0:22 – Rua!
0:28 – Sai daí! Sai!
0:30 – Sai daqui! Agora!
No segundo vídeo, a cena por outro ângulo. Aos 33 segundos acontecem os movimentos com a mão no cabelo. Primeiro com a mão direita, pouco visível e em seguida ela repete o movimento com a mão esquerda.
A partir dos 38 segundos do vídeo começa a cena transcrita acima. A deputada grita com o colega, ordenando que se retire do local. Ele obedece, enxotado. Como pode?
O que aconteceria se algum deputado se dirigisse a ela desta forma?
O governo e o PT estão preocupados com o recado das ruas, a ponto de Dilma deixar transparecer sua estratégia óbvia.
Ela tem pressa e quer convocação extraordinária de deputados e senadores para votarem logo e livrar-se da ameaça de impeachment com os votos que ainda contabiliza a seu favor.
A oposição, ao contrário, avalia em quatro meses o tempo que levará para o impeachment ser votado na Câmara. Lembrando, o voto será aberto. Detalhe muito importante.
O ano de 2016 será de eleições municipais. Será interessante ver como votarão deputados que serão candidatos a prefeitos em suas regiões. Sem falar nas reeleições de Suas Excelências que votarem contrariamente ao que disser a voz majoritária das ruas. Algo me diz que o tempo do “murismo” está acabando.
Por isso a pressa do Planalto em tentar encerrar o assunto rapidinho.
Das ruas deverá vir o recado. Uma onda de protestos deverá marcar este final de ano e estes deverão seguir até quando necessário.
O primeiro ato está marcado para o próximo final de semana, 13 de dezembro. Promete ser o “aquecimento” de outros que virão. Prestem atenção, inclusive no enfoque da mídia amestrada. Isso dará o tom para os acontecimentos subsequentes.
Dilma tenta demonstrar que está segura de que não cairá, mas é visível sua preocupação. E nem poderia ser diferente.
Enquanto isso, a crise paralisa o Brasil. O eleitor contribuinte está farto, tenso e preocupado com a crise moral, política e econômica.
Mas que ninguém imagine que qualquer resultado são favas contadas. A decisão do processo é incerta. Depende, mais do que nunca, da mobilização popular, que será intensa nas mídias sociais e na rua. Esta será o fator decisivo para definir o comportamento de uns e outros que só estão preocupados em ver para que lado o vento sopra e assim definirem de que lado estarão. Estes são os piores. Cuidado com eles.
Mas o PT, se sentir a coisa ficar feia, vai partir com tudo para cima dos atuais “aliados” para evitar uma debandada. Valerá tudo. Desde dossiês até ameaças explícitas. Que ninguém se surpreenda que nomes importantes para a sucessão dos fatos que atuem contra os interesses do Partido sejam surpreendidos com denúncias na mídia chapa branca, blogs suspeitos e por aí vai.
Porém, uma coisa é certa: desta vez, quem dará o tom não serão os conchavos. Quem decidirá a parada será a voz que virá predominante das ruas. Se o povo deixar claro o que deseja, ninguém se atreverá a votar contra.
Esta frase do título esteve em voga nos anos setenta.
A semana passada marcou uma mobilização majoritária da sociedade em favor do UBER através das redes sociais.
A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou uma lei – ao que tudo indica inconstitucional – para regulamentar o serviço do aplicativo UBER.
Segundo entendimentos como o da Ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, “não cabe aos municípios ou estados legislar se o UBER pode ou não funcionar”. Segundo ela, o “UBER faz apenas intermediação do contrato de transportes”. Destacou que o Código Civil prevê esse tipo de contrato e “a proibição de aplicativos de intermediação de transporte não pode ser pautada por pressão política de categorias, mas sim pelo interesse dos consumidores.
O prefeito afirmou que “O Uber mostrou a sua prepotência, seu autoritarismo. Achou que Porto Alegre era terra de ninguém. Não é. Aqui tem prefeito, tem Câmara de Vereadores e tem leis”.
A EPTC avisou que pediria carros pelo aplicativo para multar motoristas e apreender veículos em flagrante.
O Código de Processo Penal explica que Flagrante Preparado é aquele onde a autoridade instiga ou de alguma forma auxilia a prática de um crime. Sabendo que a conduta delituosa irá ocorrer, apenas aguarda a possível pratica, configurando o flagrante. São inúmeros os debates sobre a legalidade desses tipos de flagrante. A súmula 145 do STF dispõe que não há crime nesses casos.
A analogia poderia ser usada em defesa dos motoristas parceiros do UBER que caiam em uma cilada. A autuação pode ser tranquilamente contestada.
O UBER é uma empresa de tecnologia. Criou um aplicativo que intermedia serviços de transporte entre usuário e prestador. Se você negociar com vizinhos de prédio transporte remunerado utilizando seu automóvel, estará prestando o mesmo serviço que os colaboradores/motoristas do UBER. A diferença é o uso do aplicativo. Se abrir uma loja virtual para vender tênis, a prefeitura irá regulamentá-la? Se você contrata uma diarista para fazer a limpeza de seu apartamento, está realizando um contrato entre duas partes. Como o de transporte. Aliás, o UBER, ou você leitor, poderia criar um aplicativo para isso.
Os usuários avaliam do serviço via aplicativo, a única forma de contato. Se o serviço não for de acordo, o motorista é excluído. Os pagamentos são eletrônicos, não circula papel moeda.
Claro que a fiscalização deve acontecer. Quem já teve o dissabor de envolver-se em algum incidente de trânsito com um taxista, já viu surgir de pronto um enxame à postos para a intimidação ou o confronto físico. Como ocorre também com moto-boys. Isso deveria ser fiscalizado. A forma de dirigir dos profissionais do volante também. Nos lotações, cada freada ou troca de marchas produz um coice digno de um campeonato de derrubar senhoras. E principalmente, prestador de serviço que discutir, xingar ou brigar no trânsito, deveria ser excluído. Façam o banimento dos maus profissionais dados à violência, como esses criminosos agressores que quase mataram uma pessoa cujo pecado foi tentar ganhar seu sustento sem prejudicar ninguém.
Não vou entrar na análise dos acontecimentos da última sexta feira em Paris. Isso já vem sendo feito exaustivamente por especialistas desde então.
Vou ater-me a uma incômoda contradição que aflorou junto com o atentado.
Em nome do Brasil, onde certos governantes e alguns arautos do “politicamente correto” vivem sempre amenizando atos de bandidos e terroristas, onde sentimos nas ruas a guerra civil não declarada promovida pelo crime organizado em todo o território nacional, dona Dilma veio a público na manhã de domingo, logo depois dos atentados em Paris, por ocasião da realização do grupo dos Brics, na Turquia, para condenar os atentados terroristas lá ocorridos.
“Expresso o meu mais veemente repúdio, que é também o de todo o povo brasileiro, aos atos de barbárie praticados pela organização terrorista ‘Estado Islâmico’ que levaram mortes e sofrimento a centenas de pessoas de várias nacionalidades em Paris”, disse, no encontro que antecedeu a reunião da cúpula do G20. “Essas atrocidades tornam ainda mais urgente uma ação conjunta de toda a comunidade internacional no combate sem tréguas ao terrorismo.” – completou magistralmente.
Quem disse isso foi a mesma Dilma que em 24 de setembro de 2014 criticou a ação dos Estados Unidos e países aliados contra o ISIS, grupo militante do mesmo Estado Islâmico que agora, ela tardiamente, condena.
Numa entrevista coletiva em Nova York, onde fez o discurso de abertura da 69.a. Assembléia Geral da ONU, Dilma condenou as ações militares realizadas “sem o consentimento da ONU” e ainda comentou em tom de pergunta:
“Vocês acham que bombardear o Isis resolve o problema? Se resolvesse eu acho que estaria resolvido no Iraque”, chegou a disparar ela, na ocasião.
Ok, errar é humano. Mas não foi bem o caso. Dona Dilma, no mínimo, poderia ter se referido ao equívoco de sua posição anterior antes de externar a nova. Sobre aquela posição anterior, só mesmo uma política externa completamente míope não enxergaria que algo como o atendado da última sexta feira poderia ser cometido pelos fanáticos a quem defendeu em um passado recentíssimo.
Contou com a memória curta da população brasileira.
Porém, quem esqueceu de algo foi ela. Da realidade que não se cansa de demonstrar que todos os fanáticos movidos por religião ou ideologia estão sempre condenando o“imperialismo” por todos os seus males. E sempre encontrarão algo, alguém ou alguma coisa para justificar o uso de sua natureza violenta e doentia que sacrifica inocentes como método de luta.
Enio José Hörlle Meneghetti, 67 anos, é administrador de empresas. Tem cursos de especialização em marketing e mercado de capitais. Conservador, já atuou nas esferas pública e privada. Foi Gerente de Governança, Riscos e Conformidade do GHC - Grupo Hospitalar Conceição, Gerente Estadual da GEAP, Diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da METROPLAN além de3 outras atividades. Assessorou o deputado Onyx Lorenzoni, foi Chefe de Gabinete do Vice-Governador (RS) Paulo Afonso Feijó. Autor do livro "Baile de Cobras", biografia do ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti, seu avô.