SURPRESA ZERO

Z

Não vou entrar na análise dos acontecimentos da última sexta feira em Paris. Isso já vem sendo feito exaustivamente por especialistas desde então.

 

Vou ater-me a uma incômoda contradição que aflorou junto com o atentado.

 

Em nome do Brasil, onde certos governantes e alguns arautos do “politicamente correto” vivem sempre amenizando atos de bandidos e terroristas, onde sentimos nas ruas a guerra civil não declarada promovida pelo crime organizado em todo o território nacional, dona Dilma veio a público na manhã de domingo, logo depois dos atentados em Paris, por ocasião da realização do grupo dos Brics, na Turquia, para condenar os atentados terroristas lá ocorridos.

 

“Expresso o meu mais veemente repúdio, que é também o de todo o povo brasileiro, aos atos de barbárie praticados pela organização terrorista ‘Estado Islâmico’ que levaram mortes e sofrimento a centenas de pessoas de várias nacionalidades em Paris”, disse, no encontro que antecedeu a reunião da cúpula do G20. “Essas atrocidades tornam ainda mais urgente uma ação conjunta de toda a comunidade internacional no combate sem tréguas ao terrorismo.” – completou magistralmente.

 

Quem disse isso foi a mesma Dilma que em 24 de setembro de 2014  criticou a ação dos Estados Unidos e países aliados contra o ISIS, grupo militante do mesmo Estado Islâmico que agora, ela tardiamente, condena.

 

Numa entrevista coletiva em Nova York, onde fez o discurso de abertura da 69.a. Assembléia Geral da ONU, Dilma condenou  as ações militares realizadas “sem o consentimento da ONU” e ainda comentou em tom de pergunta:

 

“Vocês acham que bombardear o Isis resolve o problema? Se resolvesse eu acho que estaria resolvido no Iraque”, chegou a disparar ela, na ocasião.

 

Ok, errar é humano. Mas não foi bem o caso. Dona Dilma, no mínimo, poderia ter se referido ao equívoco de sua posição anterior antes de externar a nova. Sobre aquela posição anterior, só mesmo uma política externa completamente míope não enxergaria que algo como o atendado da última sexta feira  poderia ser cometido pelos fanáticos a quem defendeu em um passado recentíssimo.

 

Contou com a memória curta da população brasileira.

 

Porém, quem esqueceu de algo foi ela. Da realidade que não se cansa de demonstrar que todos os fanáticos movidos por religião ou ideologia estão sempre condenando o“imperialismo” por todos os seus males. E sempre encontrarão algo, alguém ou alguma coisa para justificar o uso de sua natureza violenta e doentia que sacrifica inocentes como método de luta.

 

Enio Meneghetti

 

onu dilma critica

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/dilma-critica-acao-contra-estado-islamico-e-diz-que-bombardeios-nao-levam-a-paz-2

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