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O BRASIL TEM DONO!

20 de janeiro de 2016

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Estamos em 2016. Será o ano da Lava Jato.  2016 começara de fato no dia 13 de março.

Será um ano de muitas provas e muitas delações premiadas.

Ano de eleições municipais, que irão expor exaustivamente as falcatruas que nunca antes na história deste país foram tão evidentes e descaradas.

Estão aí as recentes tentativas de desaparelhar a Polícia Federal. De melar, via legislação, os acordos de leniência. O tremendo “fora”, flagrado, do ministro Barroso, simplesmente pulando um trecho do Regimento Interno da Câmara para justificar um voto a favor do governo.

O fim da era Lula/Dilma se aproxima. E do PT, consequentemente.

Acabará onde começou: nas ruas. A mesma massa que hoje sente orgulho do juiz Sérgio Moro, foi a massa traída que um dia decidiu eleições em favor da turma de empoderados de hoje. E não há nada pior que a mágoa para alimentar ressentimentos. Essa massa de ressentidos que constatou ter sido sordidamente enganada pelo PT, o partido que durante tantos anos arvorou-se no papel de virgens no templo da perdição.

Aqueles que foram enganados vibram com o trabalho desenvolvido pelos procuradores federais,  por um magistrado de Curitiba e pelo trabalho da Polícia Federal. A figura mais recentemente festejada do “japonês da Federal” é a prova viva deste sentimento.

Mas isso não basta. A ninguém pode ser dado o direito de restringir-se ao papel de torcedor silencioso nesta hora tão importante. São milhões de pessoas indignadas de um lado e de outro meia dúzia de bandidos e alguns poucos fanáticos ou cúmplices que ainda se atrevem a defendê-los em meio a provas e evidências desconcertantes. Estes poucos e aqueles a quem defendem estão acuados. Quando reconhecidos são vaiados nas ruas. Logo precisarão de óculos escuros, capas e chapéus para circularem sem sofrer as consequências da ira da população.

Não é fácil a tarefa de combatê-los dentro do devido processo legal. O juiz Sérgio Moro já sofreu tentativas de tolhimento de sua atuação, com o redirecionamento de processos outrora sob sua jurisdição. A PF já sofre com a redução em seu orçamento. Os inimigos já deixaram a elegância de lado há muito tempo – se é que sabem o que é isso ou algum dia tiveram.

Reparem: sempre que a situação fica ameaçadora para eles, tentam jogar areia no ventilador e desviar a atenção da mídia. Ou é arrastão na praia ou em algum shopping de luxo. Ou estouros de vandalismo em manifestações públicas, como no recente e despropositado caso do aumento das passagens de ônibus em São Paulo.

Não é à toa que em passado recente já houve um demente referindo-se ao “exército do Stédile”. Outro dizendo que iria “pegar em armas”. Só falta ameaçar o povo com o Francisco Julião.

E ao lado da crise de confiança, ocorre o óbvio. Fechamento ou falência de empresas, desemprego, alta do custo de vida. A velha inflação.

Dia 13 de março será uma excelente ocasião para a população deixar clara sua desconformidade. Para demonstrar seu apoio ao trabalho dos procuradores federais da Lava Jato, do juiz Sergio Moro e ao trabalho correto da Polícia Federal.

Será o momento de mostrar que o Brasil tem dono. E o dono é a população. Que terá uma grande oportunidade de mostrar isso a uns e outros que tentam criminosamente apropriar-se deste país.

Enio Meneghetti

 

Quando outubro chegar

12 de junho de 2015

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A inflação sobe 8,47% nos últimos 12 meses.

Juros ao crédito atingem absurdos 121,96% ao ano. Sem falar nos números cobrados no cartão de crédito ou cheque especial, tão impagáveis que correspondem a suicídio financeiro.

Começa a sair de controle a inadimplência. O desemprego é uma realidade. Assalariados que mantém seus empregos começam a sentir as dificuldades para pagar as tarifas de luz, gás, água, plano de saúde (vai virar luxo) e telefone, que aumentam sem parar. Prestadores de serviços começam a sentir o efeito calote. As empresas vendem menos, atrasam pagamentos, demitem e retro alimentam a crise. O Brasil afunda a olhos vistos.

Enquanto isso, o investigado Lula telefonou para o vice presidente Michel Temer para reclamar da convocação de Paulo Okamoto para depor na CPI da Petrobrás, segundo informa a Folha de São Paulo.

E não foi só isso, como nos conta Felipe Moura Brasil:

“Lula saiu do sério ontem com Luiz Sérgio, o petista que é o relator da CPI da Petrobras, logo após saber que o seu fiel escudeiro, Paulo Okamoto, fora convocado a depor na comissão. Numa palavra, foi um esporro federal”.

Como vingança, o PT  agora quer mirar em FHC, como sempre faz. Os petralhas querem saber quais são as fontes de financiamento do Instituto que leva o nome de Fernando Henrique.

Podem espernear à vontade. Difícil vai ser explicar, entre muitas coisas mais, por que a Camargo Correa  doou 3 milhões ao Instituto Lula e repassou 1,5 milhão para a empresa de palestras de Lula, a LILS Palestras,  Eventos e Publicidade.

E não é só isso que nos traz o excelente Felipe Moura Brasil, vejam:

“Felizmente a CPI (da Petrobrás)  não é o Itamarati. Dias atrás, mostrei aqui que o órgão governamental liberava dinheiro, funcionários e diplomatas para ajudar nas viagens privadas do petista, bancadas por empreiteiras atualmente enroladas com a Operação Lava Jato, embora a lei que trata dos direitos de ex-presidentes não previsse apoio diferenciado no exterior.

Hoje, O Globo mostra que o Itamaraty continua favorecendo Lula, como queríamos demonstrar, dessa vez escondendo documentos sobre o lobby do petista para a Odebrecht.

A denúncia é “estarrecedora”:

“O Ministério das Relações Exteriores deflagrou ação para evitar que documentos que envolvam Luiz Inácio Lula da Silva com a Odebrecht, empreiteira investigada na Lava Jato, venham a público.

A ordem interna partiu do diretor do Departamento de Comunicações e Documentação (DCD) do Itamaraty, ministro João Pedro Corrêa Costa, depois que o órgão que ele dirige recebeu um pedido de informações de um jornalista baseado na Lei de Acesso à Informação. O Globo obteve um memorando que ele disparou, na última terça-feira, sugerindo a colegas do Itamaraty que tornassem sigilosos documentos ‘reservados’ do ministério que citam a Odebrecht entre 2003 e 2010, que, pela lei, já deveriam estar disponíveis para consulta pública.

Pela lei, papéis ‘reservados’ perdem o sigilo em cinco anos. No ofício interno do Itamaraty, o diplomata cogita a reclassificação dos documentos como ‘secretos’, o que aumentaria para 15 anos o prazo para divulgação. Dessa forma, as informações continuariam sigilosas por até dez anos”.

 

E dona Dilma faz de conta que não é com ela. Admite, fazendo graça, que a “marolinha” de Lula chegou. Mas o fato é que seu governo está completamente perdido.

Repito mais uma vez um palpite: outubro. Esse será um mês para não esquecer.

Aguardemos.

Enio Meneghetti

Virá a gangrena?

20 de maio de 2015

virá a gangrena

Soa estranho ver os festejos pela vinda dos líderes do governo chinês dispostos a investir 50 bilhões de dólares em obras de infraestrutura e logística no Brasil, depois de termos esbanjado dinheiro via BNDES financiando as mesmas coisas em países aliados do governo petista.  Surreal!

Mas antes disso, líderes do governo saíram da reunião do último domingo falando abertamente em aumento de impostos federais por decreto.

 

Ajuste fiscal ou aumento de imposto? Claro que o governo não quer arcar com aumento imposto, porque pega mal. Mas como o Congresso não parece disposto a assumir o ônus pelo descalabro criado pelo governo, não restará outra saída para Dilma do que aumentar impostos e suportar mais críticas.

Para fazer previsões poderemos nos basear pelas mudanças na previdência social aprovadas na Câmara, que deverão passar no Senado. Dilma terá de vetar e corre o risco de ter seu veto derrubado. Quem viver, verá.  

Então, depois de terceirizar a Economia para seu ministro da Fazenda, Dilma faz os cortes e aponta os congressistas como culpados. Aposta no conflito, como se a culpa por ter torrado o dinheiro que havia no Brasil não fosse dela e de Lula.

 

Já ele, Lula, vive um momento delicadíssimo. Sabe que corre o risco de ter problemas judiciais e sua máquina age para acuar adversários e tentar impedir que seja alvo de denúncias. Mas posa de crítico do modelo dilmista, que é total responsabilidade (ou irresponsabilidade?) dele, para surgir como candidato em 2018.

 

Dilma arca com o desgaste e Lula fica descolado dela. Tudo ensaiadinho. Mas Lula não é mais o mito de tempos atrás. Ainda é rico, poderoso e esperto. Tem influência política. Tentar se livrar dando a entender que “no meu governo, era melhor”? Vamos ver se dará certo.  Acho que não cola mais.  

 

Analogicamente, o país é hoje um corpo tomado pela infecção.

Um exemplo é a educação. Além dos calotes nos estudantes reféns do Fies, no governo que tem como slogan a “Pátria Educadora”, as universidades públicas penam sem dinheiro para funcionar direito e os professores preparam uma greve por melhores salários, marcada para começar no dia 28.

Nas embaixadas brasileiras mundo afora, há contas atrasadas. Os pagamentos do governo às empreiteiras do  “minha casa minha vida” não está sendo feitos. A Petrobrás já admite que não terá dinheiro para arcar com sua parcela mínima de 30% nos contratos do pré sal. Carros encalhados nos pátios das montadoras. Mudanças nas regras dos financiamentos habitacionais afetam gravemente o mercado imobiliário, devendo ser sentidas na queda dos preços dos imóveis em seguida. Tudo isso traz mais desemprego, que alimenta a inadimplência, aumenta ainda mais a  recessão que já está aí. 

Para piorar tudo, inflação.

Não é preciso bola de cristal para adivinhar que a situação ruim irá piorar ainda mais.  

A infecção poderá virar gangrena.

Outubro. Aposto que será o mês em que bateremos no fundo do poço.  Vamos ver.

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inadimplência

 

Quanta mentira!

3 de setembro de 2014

Quanta mentira!

Temos ouvido muitas mentiras diariamente.

Uma das mais frequentes é o “pleno emprego”. Viria de “pesquisas” que medem o número de desempregados a partir do número de pessoas procurando trabalho. Parece elementar, mas não é. A criação de novos postos de trabalho vem caindo há muito tempo. Este é o dado relevante. O número de pessoas que desistiram de procurar emprego – este sim definidor da realidade brasileira – é deixado de lado. A redução de empregos formais cai pelo terceiro mês consecutivo no RS.

A economia brasileira já registra dois trimestres seguidos de queda e agora, enquanto tenta inutilmente negar o fato de que já entramos em recessão, vem a pérola suprema: o ministro da Fazenda, Guido Mantega atreve-se a listar entre “os culpados” para os números pífios da economia, ele bota a culpa também na Copa!

Sim, na Copa das Copas!

Lembro da quantidade de desaforos que tive que ouvir quando fui um dos muitos que ousei dizer, na contramão do que diziam a mídia chapa branca e nossas mais altas autoridades, que a realização da Copa no Brasil era – para ser brando – uma irresponsabilidade.

O Brasil jogou dinheiro para cima gastando o que não podia com obras faraônicas a preços infinitos onde se sobressaem aqueles mega estádios – para referir apenas ao mais óbvio dos absurdos – em capitais onde sequer é praticado futebol profissional decente com a desculpa que os turistas trariam milhões em divisas!

No artigo “O Legado da Copa”, de 9 de julho passado, registrei:

“Nosso governador (Tarso Genro) anunciou solenemente que a Copa trouxe R$ 1 bilhão de arrecadação para o Rio Grande (…)… Em entrevista ao UOL Esporte, o presidente do CDL de Porto Alegre, Gustavo Schifino, disse que apesar do bom fluxo de pessoas, os gastos dos turistas ficaram restritos a alimentação e hospedagem e a Copa pode dar prejuízo no RS: “Estamos abaixo da previsão. Inicialmente a ideia era ficar entre R$ 95 milhões e R$ 101 milhões em volume de vendas.” A estimativa do CDL Rio é de que as perdas cheguem a R$ 1,9 bilhão. (…)os comerciantes da região central de Campinas, em São Paulo, não têm motivos para comemorar nos dias das partidas. Em dias de jogo do Brasil, eles chegar a registrar queda de 80% nas vendas, principalmente nos segmentos bares e restaurantes. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e região (Sindivarejista), todos os setores sentem os reflexos dos jogos do Brasil. De acordo com o órgão, são quatro horas sem vender por partida.”

Elementar. Agora vem o seu Mantega, com a maior cara de pau, dizer tardiamente que a copa pode não ter sido tudo aquilo que eles exageravam em dizer que era. A culpa é da copa? O ministro afirmou que o baixo crescimento do PIB deveu-se pela “menor quantidade de dias úteis na primeira metade do ano, devido à realização da Copa do Mundo”. Isso, nos números negativos sempre atrofiados do ministro, “teve impacto negativo de 0,2 a 0,3 ponto percentual no resultado total do PIB no segundo trimestre”. E ele diz isso depois de dona Dilma encher a boca para falar, em junho passado, entre tantas outras bravatas, que “quem é contra a Copa é pessimista”. Parece piada!

Bem, se fosse eu a adjetivá-la e a seu ministro da Fazenda, poderia usar uma expressão bem mais forte.

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