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O REPORTANTE DO BEM

6 de dezembro de 2016

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Os brasileiros voltaram às ruas no último domingo. Um dos principais alvos das manifestações foi o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Mais uma vez ficou claro que a sociedade não aguenta mais conviver com tanta corrupção.

O apoio à Magistratura e ao Ministério Público nas manifestações demonstra bem o equívoco cometido na semana passada pela Câmara dos Deputados ao retalhar as medidas contra a corrupção anteriormente aprovadas.

A sociedade exige o combate à corrupção. Para isso são necessários instrumentos modernos de enfrentamento.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, além de ter tentado empurrar goela abaixo do plenário do Senado o pacote que os deputados desfiguraram, também teve topete de declarar que a maioria das medidas só poderia ser adotada no fascismo, e não no Estado Democrático de Direito.

Para ele, medidas como a do “Reportante do Bem” só seriam  “defensáveis  no fascismo e não no estado democrático de direito”.

Se Calheiros é contra, algo de muito bom elas devem ter…

O que Renan jamais dirá é que nos Estados Unidos, país que não é fascista,  algo similar ao  “Reportante do Bem” existe. Lá é chamado de Whistleblower.

 

O que Calheiros também jamais dirá é que a simples existência da figura legal de um programa de recompensas a quem apresente provas contra atos de corrupção, por si só, já inibiria em muito a audácia dos criminosos como estes tantos que estão sendo processados atualmente por juízes como estes que querem calar.

 

Uma das críticas que são feitas ao programa do “Reportante do Bem” seria justamente pelo fato de que ele prevê recompensa em dinheiro. É o ranço socialista arraigado na mente de muitos brasileiros. Tem gente que acha isso “feio”. Que enriqueceria os delatores.

 

E daí?

 

Se a conta for favorável e trouxer economia aos cofres públicos, qual o problema?

 

Por acaso não se viu o efeito positivo que as atuais delações premiadas trouxeram – e muito mais trarão – para elucidação e punição da infinidade de crimes praticados, como no âmbito da Petrobrás?

Por seu conhecimento das circunstâncias e dos indivíduos envolvidos, os denunciantes podem ajudar a identificar fraudes com antecedência muito maior do que pelas vias atuais. Isso minimizaria os prejuízos ao erário, e garantiria punição mais rápida e eficaz à corrupção.

 

Os prêmios ou recompensas só seriam pagos aos delatores que apresentassem informações precisas que levassem à recuperação ou que evitassem desvios devidamente comprovados. Qual o problema de recompensá-los pecuniariamente, lembrando ainda que o simples fato de tal probabilidade existir, já reduziria drasticamente sua ocorrência. Nos EUA, a premiação pode ser de 10% e 30% do roubo evitado.

 

Renan Calheiros será sempre contra a existência de uma ferramenta legal como esta.

 

Enio Meneghetti

 

 

O POVO DECIDIRÁ

9 de dezembro de 2015

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O governo e o PT estão preocupados com o recado das ruas, a ponto de Dilma deixar transparecer sua estratégia óbvia.

 

Ela tem pressa e quer convocação extraordinária de deputados e senadores para votarem logo e livrar-se da ameaça de impeachment com os votos que ainda contabiliza a seu favor.

 

A oposição, ao contrário, avalia em quatro meses o tempo que levará para o impeachment ser votado na Câmara. Lembrando, o voto será aberto.  Detalhe muito importante.

 

O ano de 2016 será de eleições municipais. Será interessante ver como votarão deputados que serão candidatos a prefeitos em suas regiões. Sem falar nas reeleições de Suas Excelências que votarem contrariamente ao que disser a voz majoritária das ruas. Algo me diz que o tempo do “murismo” está acabando.

 

Por isso a pressa do Planalto em tentar encerrar o assunto rapidinho.  

 

Das ruas deverá vir o recado. Uma onda de protestos deverá marcar este final de ano e estes deverão seguir até quando necessário.

 

O primeiro ato está marcado para o próximo final de semana, 13 de dezembro. Promete ser o “aquecimento” de outros que virão. Prestem atenção, inclusive no enfoque da mídia amestrada. Isso dará o tom para os acontecimentos subsequentes. 

 

 Dilma tenta demonstrar que está segura de que não cairá, mas é visível sua preocupação. E nem poderia ser diferente.

 

Enquanto isso, a crise paralisa o Brasil. O eleitor contribuinte está farto, tenso e preocupado com a crise moral, política e econômica.

 

Mas que ninguém imagine que qualquer resultado são favas contadas. A decisão do processo é incerta. Depende, mais do que nunca, da mobilização popular, que será intensa nas mídias sociais e na rua. Esta será o fator decisivo para definir o comportamento de uns e outros que só estão preocupados em ver para que lado o vento sopra e assim definirem de que lado estarão. Estes são os piores. Cuidado com eles.

 

Mas o PT, se sentir a coisa ficar feia, vai partir com tudo para cima dos atuais “aliados” para evitar uma debandada. Valerá tudo. Desde dossiês até ameaças explícitas. Que ninguém se surpreenda que nomes importantes para a sucessão dos fatos que atuem contra os interesses do Partido sejam surpreendidos com denúncias na mídia chapa branca, blogs suspeitos e por aí vai.  

 

Porém, uma coisa é certa: desta vez, quem dará o tom não serão os conchavos. Quem decidirá a parada será a voz que virá predominante das ruas. Se o povo deixar claro o que deseja, ninguém se atreverá a votar contra. 

Podem escrever.

Enio Meneghetti

 

 

 

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A blindagem de Dilma em Goiânia

20 de março de 2015

 

Embora Dilma tenha declarado ainda na segunda feira que considera as “manifestações pacíficas legítimas”, pelo que se viu em Goiânia ontem, foi da boca para fora.

Assista ao vídeo que demonstra a repressão a uma manifestação pacífica organizada por membros do Movimento Brasil Livre em Goiania:

(caso o vídeo não apareça aqui, clique no título deste artigo para acessá-lo) 

O vasto aparato montado para blindar Dilma na capital do estado de Goiás, estado cujo governador é do PSDB, chamou a atenção. A presidente foi escondida atrás de tapumes, o que lhe rendeu um massacre de críticas nas redes sociais.

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A claque petista pôde aplaudir a presidente à vontade, por que poucos tiveram acesso ao Paço Municipal de Goiânia onde Dilma foi recebida na tarde desta quinta-feira.

O prédio do Paço foi isolado durante a madrugada. Cercas pesadas de tapumes e grades metálicas foram instaladas em todo o perímetro. As vias que lavavam até o local foram interditadas a um quilômetro de distância. Ninguém passava sem estar previamente autorizado para garantir que a platéia fosse totalmente preenchida apenas com a claque petista.

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O Senador goiano Ronaldo Caiado, criticou o exagero. Veja o que ele publicou em sua página do Facebook:

“Ontem, a presidente Dilma foi a Goiânia e resolveu construir um muro da vergonha para afastar manifestantes. Não bastasse isso, o governador Marconi Perillo mandou a PM recolher as panelas de quem protestava! No caso, mãe e filha. Isso mesmo! Uma inocente mulher e sua filhinha! Uma vergonha! O discurso do “não à intolerância” só vale no palanque? Goiás se envergonha da atitude de seu governador que se apequenou para afagar a presidente Dilma e deixou seu povo de lado.”

Só falta saber o que farão a cada vez que o povo bater panelas nas janelas de suas casas a cada pronunciamento de Dilma.

Vão atirar neles? Vão invadir as casas? Vão prendê-los? Vão fazer um apagão, para evitar o pisca-pisca de luzes? Bem, se for cortada a energia, pelo menos aí não será necessário assistir os pronunciamentos…

Lamentável.

http://www.eniomeneghetti.com 

Acidente grave em estrada bloqueada pelo MST

12 de março de 2015

Manifestantes do MST bloquearam trecho da BR 101 em Sergipe, a 29 km de Aracajú na manhã desta quarta feira.

Segundo a PRF uma carreta carregada de adubo não conseguiu parar e ocasionou uma explosão após o engavetamento com sete carros que estavam parados na rodovia devido ao bloqueio. Dois adultos e uma criança morreram no acidente.

 

 

João Pedro Stédile, confirma que as manifestações do MST continuarão.

– Nós vamos fazer protestos em favor da Petrobras e também pelas causas do nosso movimento –  disse Stédile ao em um programa da TV Brasil.

– As ruas são democráticas. As ruas são a única forma de o povo se politizar. Eu não vejo problema em que a direita chame manifestações, desde que respeite as nossas – completou o lider do MST.

Stédile foi instigado publicamente por Lula, que em outra manifestação em “defesa” da Petrobrás fez uma ameaça explícita aos que são contrários aos desmandos do atual governo. Lula disse que também “sabia brigar”, sobretudo quando o Stédile colocasse “o exército dele” nas ruas.

Sem dúvida não é coincidência o MST vir as ruas às vésperas das manifestações pelo impeachment de Dilma, programadas para acontecerem neste domingo, 15 de março.

Depois do panelaço ocorrido durante o patético pronunciamento presidencial de domingo, seguidos das  vaias que Dilma recebeu na terça feira, em uma Feira de Construção no Anhembí , aumentou o desespero de criador e criatura. Só mesmo o desespero pode explicar a atitude irresponsável de um ex presidente, ao conclamar tropas paramilitares de Sem Terra para intimidar os contrários ao governo do PT.

Motivos para desespero não faltam: nesta quarta feira saiu pesquisa revelando o tamanho do estrago. A  aprovação de Dilma, que após as mentiras eleitorais eram de 47%, despencaram para assustadores  7%, aqueles que consideraram o atual governo “bom” ou “ótimo”. Creio que só os CCs do governo atingem esse número…

Isso acontece menos de 24 horas após o depoimento devastador do réu Pedro Barusco à CPI da Petrobrás, onde o mesmo confirmou ao vivo e a cores que a corrupção institucionalizada na estatal iniciou em “2003, 2004” no governo Lula.

O MST, portanto, deverá continuar paralisando estradas, causando transtornos, destruindo pesquisas.  Não vai adiantar nada, mas isto deverá continuar até que outra tragédia como a de hoje aconteça. E como a de hoje, esta poderá ser creditada a quem convocou o exército de Stédile: Lula.