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PROCESSA EU, LULA!

6 de fevereiro de 2016

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O Brasil segue atônito assistindo as evidentes lorotas dos defensores de Lula para tentar aliviá-lo na vexatória situação de delito no caso do apartamento tríplex do Guarujá.

Não adianta negar, porque a cada dia surgem mais evidências e provas do que já se sabia: o apartamento do Edifício Solaris, empreendimento da cooperativa habitacional dos bancários, BANCOOP, investigada e denunciada pelo Ministério Público por desvio de dinheiro em benefício do PT, é mesmo de Lula & família.

Além de tudo o que já foi dito e mostrado, os termos de adesão ao empreendimento comprovam que Marisa Letícia sabia qual era a unidade residencial que estava comprando. Ao contrário do que o advogado de Lula disse, o número de cada apartamento consta dos registros de comercialização. A cada novo detalhe descoberto, seus excelentes defensores “ajeitam” a versão para tentar cobrir os flancos abertos.

Isso sem entrar na história do sítio suspeito, transformado com uma mega reforma feita pela Odebrecht em uma ilha da fantasia para Lula. Durante longo tempo o sítio foi referido na imprensa como de propriedade do ex-presidente. Agora até Nota Fiscal de um barco de pesca, comprado por Marisa Letícia e entregue no sítio, apareceu. Mas o sítio “não é dele”, embora seus seguranças tenham consumido mais de mil diárias pagas pelo Planalto para pernoitar no local.

Dona Dilma também tem motivos para preocupar-se. E não é só com a economia. Se Lula for preso, a situação dela ficará muito mais complicada.

Em meio a esse desespero, ela pretende atolar ainda mais o país, em sua tentativa de manter-se de pé, mesmo que com isso arrase de vez com nossas finanças.

Dilma reuniu seu Conselhão. Mera jogada de marketing e tentativa de jogar uma cortina de fumaça, enquanto seu ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anuncia um “plano” que vai endividar ainda mais a população. A solução desses gênios para tirar o Brasil da recessão é emprestar mais dinheiro a uma massa de endividados, usando para isso recursos de R$ 83 bilhões como “estímulo ao crédito”. Pior: dinheiro que não pertence ao governo.

O plano mirabolante pretende usar quase R$ 50 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A poupança do trabalhador para o caso de perda do emprego.

Sonham em atingir a meta de 4,5% ao ano com esta solução absurda. Mas isso não é tudo. Dilma Rousseff pediu ajuda do Conselhão para a aprovar a CPMF. Resumindo: ela quer emprestar a juros altíssimos, aumentando o endividamento e de quebra, ainda insiste em criar mais impostos, que já estão em níveis asfixiantes.

Lembram da “marolinha” do Lula? Pois é. O atual estado de coisas é resultado daquela receita econômica do Barão de São Bernardo. E sua criatura pretende afundar-nos ainda mais numa receita similar, mais do que equivocada. Governos desesperados agem assim.

Diariamente ouvimos o noticiário sobre corrupção e ao final aquela notinha do Instituto dele dizendo: “Lula não está sendo investigado por nada”. E de quebra, ele vem ameaçando processar a quem diga o que não lhe agrade.

Processa eu, Lula!

Enio Meneghetti

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

21 de outubro de 2015

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Este artigo foi publicado na quarta feira, 21 de outubro.

Hoje, 24/10 a Folha publica a matéria cujo link segue abaixo.

Por que será que agora ninguém mais quer ouvi-lo? Leia o artigo “Só não vê quem não quer” e saberá.

Lava Jato freia contratação de Lula para dar palestras

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/10/1697967-lava-jato-freia-contratacao-de-lula-para-dar-palestras.shtml?cmpid=newsfolha

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

Lula deixou a presidência da República e passou a fazer palestras.

Isso era noticiado e perguntava a mim mesmo: Como funciona esse negocio? Por que vêm esses convites? Qual a razão, o interesse de uma empresa privada em pagar tanto dinheiro para ouvi-lo? Afinal, sem ofensa, mas qualquer pessoa do mundo corporativo ou com um mínimo de cultura, sabe que embora seja esperto e um mestre na comunicação, o discurso de Lula é absolutamente raso.

Hoje sabemos, as palestras dele encomendadas pela Odebrecht, viajando mundo afora em aviões fretados pela empresa, geraram obras fantásticas nos países visitados. O BNDES bancando a farra.

Aqui no Brasil Lula também fez das suas. E como! Antes de recordarmos as estrepolias na Petrobras, podemos lembrar a história mal contada da construção do estádio do Corinthians, o famigerado Itaquerão. Exemplo claro da orgia que se fez com o dinheiro dos brasileiros.

Aliás, como torcedor do Internacional sempre estranhei aquela intervenção de Dilma para solução do impasse entre Inter e Andrade Gutierrez. Dilma mandou e a Andrade Gutierrez obedeceu e fez a reforma de nosso Beira Rio. Lembro bem da descrição fantástica do diálogo da “madrinha” como os veículos mais aduladores a classificaram.

“É meu clube, é meu Estado. Não há hipótese nenhuma de a empresa sair e deixar todo mundo na mão.”

Ora, será que não conhecem a máxima de Milton Friedman, que ensina que “não existe almoço grátis”?

Impressiona o fato de que as pessoas esqueçam fatos como esses e se surpreendam quando após anos de esbanjamento em parcerias para lá de esquisitas, como nas obras da Petrobras e tantas outras, Lula, Dilma e seu partido tenham levado o Brasil à breca.

Em meio à mais terrível crise que já vivemos – e vai piorar! – a opinião pública se pergunta: como isso aconteceu?

Enquanto o mundo enfrentava com galhardia e responsabilidade a crise de 2008, o “mago” Lula dizia: gastem, comprem, torrem, endividem-se. É só uma marolinha!

Pois agora é que vamos recém começar a ver o tamanho do tsunami causado por esses aventureiros. O esquemão econômico que tomou conta do Estado brasileiro ainda permanece no Palácio do Planalto. E Lula está sendo investigado pelo Ministério Público por tráfico de influência internacional.

Seus problemas legais crescerão proporcionalmente ao agravamento da crise que recém inicia.

Enio Meneghetti

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O DILEMA DE DILMA

25 de março de 2015

 

o dilema de dilma

“a ordem de transferir os presos da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para um presídio, dá a impressão que precisarão das dependências para novos inquilinos. É só aguardar.” 

 Com números negativos inéditos desde o impeachment de Fernando Collor, Dilma Rousseff sabe que precisa tomar medidas impopulares para salvar a economia.

 

Fazer como o antecessor, que tomava medidas populistas frente às dificuldades, estimulando o consumo via endividamento das classes populares, para que tudo permanecesse uma marolinha, não dá mais. O dinheiro acabou. E a hora de pagar aquela conta chegou. 

 

Para minimizar o impacto da crise de 2008 sobre a economia, o governo sacrificou as contas públicas. Esse é o misterioso “modelo que esgotou-se” mencionado por ela.

 

Dilma precisa agir, mas tem dificuldades. Sem apoio popular, sua base no Congresso se esfacela. Não tendo nada para oferecer a sua base aliada,  pois os meios para distribuição de benesses estão esgotados, fica mais difícil a aprovação de medidas pelo Congresso. Sem aprovação de medidas, a crise fica pior. Com a aprovação, o arrocho que se seguirá a tornara ainda mais impopular. É um círculo de fogo.

Além disso, a Operação Lava Jato e os escândalos estão na ordem do dia, tão populares quanto a novela das oito.

Quanto aos problemas policiais, Dilma tem se feito de boazinha: “Nós temos obrigação de respeitar a democracia. E como é que é a democracia? Direito de todos falarem, todos se manifestarem, porém também direito a todos serem ouvidos. Por isso, eu peço tolerância e peço uma outra questão: diálogo. Porque o diálogo implica que a gente olhe o próximo, aquele com quem nós dialogamos, como uma pessoa igual a nós, que a gente tenha a humildade de nos colocar a nível de todos e não nos acharmos nem melhor, nem pior que ninguém”.

 

Mas ela não pretende tolerar quem lhe ataca. Já tentou um golpe mortal no Judiciário em seu Decretão Anticorrupção. Tenta passar para a CGU, que é subordinada a ela, a competência exclusiva de firmar acordos de delação das empresas via acordo de leniência. Quer legalizar uma ilegalidade.

 

Enquanto isso, a ordem de transferir os presos da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para um presídio dá a impressão que precisarão das dependências para novos inquilinos. É só aguardar.

 

Arrisco duas iniciais: D e V.

 

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Lula escorregou na malandragem

18 de março de 2015

Lula ecorregou na malandragem

A culpa é de Lula. Ao escolher um poste para sucedê-lo, seu desejo era alçar ao poder alguém que nunca lhe pudesse fazer sombra. Um nome que, pensava ele, nunca criasse asas e resolvesse voar por conta própria.

Para isso, precisava de alguém que, em condições normais, jamais seria capaz de vencer uma eleição. Um nome através do qual ficasse claro que a façanha de eleger fora só dele: Lula.

Um nome de fora da relação de políticos do PT que almejavam o cargo. Alguém que nunca tivesse tido o topete de imaginar-se Presidente da República.

Senão, o sucessor teria suas próprias ideias e acabaria por dividir com ele a posição de líder supremo de seu partido.

Deu tudo errado.

Ela fala errado, tem as ideias erradas, acha que sabe mais que todo o mundo. Mandona, arrogante, grosseira, mal educada, centralizadora, trata mal e escorraça em público qualquer um que fale algo que a desagrade. Tem rompantes.

Sabem aquelas crianças que, ao receberem um apelido dos coleguinhas, ficam brabas, e aí que o apelido pega? Ela é assim. Ela passa recibo.

Se recebe uma vaia, como a do Anhembi, em São Paulo, ela fecha a carranca, dá meia volta e cai fora. Não tem o fair playdos escolados para tirar de letra. Não tem jogo de cintura.

Lula errou feio. Achou que continuaria governando com ela no poder. Ledo engano. Especialmente após a reeleição, que nos planos iniciais dele não era para ter ocorrido, depois de reeleita, ela parou de disfarçar obediência a seu criador. Passou a ter atitudes que deixavam isso claro.

É quando Lula passa a criticá-la.

Não que tivesse feito alguma diferença. A péssima situação econômica que o Brasil atravessa agora, é culpa de Lula, que quis “dar um balão” no problema da crise de 2008, para esperar que se resolvesse sozinho.

A partir da crise de 2008, quem foi a televisão dizer que tudo era uma “marolinha” e que o povo devia consumir e gastar à vontade e endividar-se? A culpa é de Lula.

Estamos agora começando a pagar uma sucessão de erros que começou ali. Tornou-se maior pela inércia do governo em agir logo que tudo começou. Ora, quem,  em uma crise, sai dela gastando mais?

Não é por outra razão que ela foi a televisão, dizer que o atual modelo “esgotou-se”. Esgotou o dinheiro. Eles torraram tudo.

Enquanto esses erros óbvios eram abordados diariamente por qualquer analista sério, fora do âmbito dos patrocinados pelo governo, nos bastidores armava-se o maior e mais corrupto esquema de corrupção de todos os tempos.

Algumas de suas maracutaias vão muito além destas que recém estão sendo reveladas agora, nos processos decorrentes da Operação Lava Jato. Há outras. Muitas. Como os empréstimos secretos a países estrangeiros via BNDES, para obras no exterior executadas pelas mesmas empreiteiras da Lava Jato, por exemplo.

Culminamos com os protestos do último domingo. A culpa e de Lula. Sua malandragem foi sua grande armadilha. Lula escorregou na malandragem. Lá atrás. Ele é o culpado.

E o governo reage aos protestos com aquela fala insípida, inodora de Cardozo e Rosseto. Que anunciaram medidas que já tramitam no Congresso. Ou seja, governo não vai dar ouvidos.

Logo dirá que os protestos não existiram. Já estão diminuindo o número de manifestantes, em São Paulo! Sibá Machado afirmou que a CIA está por trás dos protestos!  Isso não é nada, para quem diz que não existiram Petrolão, Mensalão, etc.

A culpa é de Lula. E de Dilma, é claro.

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