Archive for the ‘CPI’ Category

LULA: a prova definitiva

30 de agosto de 2015

Reportagem de ÉPOCA que mostra ser Lula mandalete da Odebrech prova, no contraponto da empreiteira (que afirmou ser o empréstimo para construção do Porto de Mariel concedido a CUBA e não a ela, Odebrecht) demonstra ser o referido financiamento ILEGAL, pois afronta o Artigo 49, ítem 1 da Constituicao Federal, que determina a obrigatoriedade de todos os compromissos gravosos concedidos a países estrangeiros devem obrigatoriamente ser aprovados pelo Congresso. CADEIA JÁ!

Para acessar a matéria de ÉPOCA:

topo-lula-raul-castro

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/08/documentos-secretos-mostram-como-lula-intermediou-negocios-da-odebrecht-em-cuba.html

Para entender “Empréstimos Ilegais”:

https://eniomeneghetti.com/2014/03/17/emprestimos-ilegais/

 

Vídeo: Onyx Lorenzoni liga Lula à ‘quadrilha’ da Petrobras e pede convocação do petista à CPI

26 de agosto de 2015

“O senhor estava prestando serviço para o seu chefe”, disse o deputado do DEM a Paulo Roberto Costa

Por: Felipe Moura Brasil 25/08/2015 às 18:06

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apontou as ligações de Lula com os membros da “quadrilha da Petrobras” durante a acareação entre os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff na CPI do Petrolão na tarde desta terça-feira.

“Na minha opinião, o senhor está protegendo alguém desde o início”, disse o democrata a Costa, referindo-se a Lula.

Lorenzoni citou o depoimento dado à CPI pelo ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) – condenado no mensalão e preso pela Operação Lava Jato – segundo o qual Lula foi quem indicou Costa para a Diretoria de Abastecimento.

Em seguida, mencionou a intimidade de Lula com o ex-diretor a quem tratava como “Comendador” ou “Paulinho”, além da interlocução que Costa tinha com a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a ponto de lhe mandar, em 29 de setembro de 2009, o e-mail revelado por VEJA em novembro de 2014.

Na ocasião, Costa passou por cima de toda a hierarquia da Petrobras para advertir o Palácio do Planalto que, por ter encontrado irregularidades pelo terceiro ano consecutivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado ao Congresso a imediata paralisação de três grandes obras da estatal, entre elas a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Assim, como quem não quer nada, mas querendo, Costa lembrou a Dilma, naquele e-mail, que em 2007 houve solução política para contornar as decisões do TCU e da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Lorenzoni questionou o objetivo da mensagem:

“Para quê? Para não interromper o fluxo da roubalheira! O senhor estava prestando serviço para o seu chefe.”

O deputado do DEM pediu então a convocação de Lula à CPI para “dizer ao Brasil se é verdade que ele escolheu Paulo Roberto para deixar mais fornida a quadrilha, se é verdade que ele foi traficante de influência para a família Odebrecht e se é verdade que o diretor-presidente Ricardo Pessoa, da UTC, não tinha hora para entrar no Palácio, entrava a hora que queria, porque era o homem da copa e da cozinha”:

“Luiz Inácio Lula da Silva tem muita explicação para dar ao Brasil e é missão dessa CPI botá-lo nesta cadeira.”

A intervenção de Lorenzoni sobre Lula começa especialmente a partir dos 6 minutos do primeiro vídeo abaixo e vai até o final do segundo.

Assista. Transcrevo outras partes em seguida.

“O senhor é o homem chamado de Paulinho. Eu não conheço nenhum outro dirigente da Petrobras com quem um presidente da República tinha esse grau de intimidade. O senhor é o homem a quem Lula deu o título de Comendador, decerto pelos ótimos serviços prestados à quadrilha petista que estava lá na Petrobras.”

“Porque o senhor atendeu o PT, o senhor pagou a conta da barriga de aluguel, mas o senhor ajudou muito o PT a fazer caixa. E quando o senhor teve que escolher em ajudar alguém do partido que lhe deu a maior honra, o maior cargo que o senhor ocupou na vida, [para] quem é que o senhor tirou dinheiro do bolso para pagar? Foi para deputado do PT, foi para candidatura do PP? Não, o senhor tirou do seu bolso, da sua conta para doar para a campanha do PT de 2010 no Rio [de Janeiro].”

“O senhor é o homem que tinha a capacidade de mandar um e-mail para a ex-ministra Dilma Rousseff sugerindo que a mesma atitude política adotada em 2007 e 2008 – o senhor confessou isso!… Para evitar que o TCU interrompesse Abreu e Lima, a Renest. Para quê? Para não interromper o fluxo da roubalheira! O senhor estava prestando serviço para o seu chefe.”

“E aí o ex-líder do Partido Progressista, ex-ministro de Dilma Rousseff, no dia 29/03/2014: ‘Quem era o principal interlocutor de Paulo Roberto?’ Não é um qualquer, não é um deputado de oposição falando, era o ex-ministro Mario Negromonte, aqui textualmente: ‘Quem tinha contato direto com ele era Lula’! Isso a gente sabe.”

“Eu encontrei em 6 de maio de 2004, próximo da sua assunção ao cargo de diretor, o Pedro Corrêa, que é um boquirroto, (…) dizendo – antes da sua nomeação – que o novo diretor será Paulo Roberto Costa. Por quê? Porque ele ouviu da boca do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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DILMA NÃO SABIA? COMO PODERIA NÃO SABER?

26 de agosto de 2015

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Dilma não sabia? Como poderia não saber?

Dilma presidiu o Conselho da Petrobras por sete anos. Foi ministra das Minas e Energia e depois assumiu a Casa Civil da Presidência da República no lugar do hoje preso José Dirceu.

Tudo isso enquanto os fatos que compõem o escândalo que hoje escandalizam o Brasil e o mundo aconteciam.

A explicação do PT para as verbas desviadas da Petrobras que foram parar como doação das empreiteiras agora investigadas no caixa da campanha, é que  ”tudo foi declarado à Justiça Eleitoral”.

Na última sexta-feira, finalmente, alguém resolveu tomar uma atitude.

Gilmar Mendes, ministro do STF e membro do TSE, enviou documentos ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot e à Polícia Federal, pedindo a abertura de investigação criminal. Para apurar se a campanha de Dilma recebeu dinheiro do Petrolão.

Segundo Gilmar Mendes, os indícios existem e ensejam a abertura de ação penal pública. Enviou os dados também à Corregedoria Eleitoral para a eventual detecção de irregularidades na prestação de contas do PT.

Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, o executivo da Toyo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, revelaram em suas delações premiadas que parte do dinheiro roubado foi repassado ao PT como doação de campanha.

Pedro Barusco, disse que o PT amealhou cerca de duzentos milhões de dólares somente oriundos da diretoria comandada por Renato Duque, afilhado de José Dirceu.

Ricardo Pessoa, tido como líder do cartel de empreiteiras, revelou à Procuradoria que R$ 7,5 milhões do dinheiro desviado foi parar na campanha de Dilma.

Gilmar Mendes citou termos da delação de Milton Pascowitch, onde o delator afirmou que recursos do petrolão foram repassados a João Vaccari Neto, “simulando contrato de prestação de serviços”.

O ministro ressaltou que doação de recursos vindos de prática criminosa é indicio de crime de lavagem de dinheiro. Ele lembrou que omissão de recursos na contabilidade da campanha seria crime de falsidade ideológica eleitoral.

Gilmar Mendes frisou que várias empresas investigadas na Lava-Jato fizeram doações vultosas ao Diretório Nacional do PT.

Citou a UTC, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS, Odebrecht,  Engevix.

Segundo o TSE, o PT doou diretamente R$ 13,6 milhões à conta da campanha de Dilma. O comitê de campanha da candidata recebeu doações no total de R$ 47,5 milhões diretamente das empresas investigadas na Lava-Jato.

O ministro questionou ainda alguns detalhes que soam como pérolas entre as despesas da campanha: “a candidata despendeu grandes valores em contratos com fornecedores com incerta capacidade de cumprir ou entregar os respectivos objetos”. Citou a empresa Focal.  Na prestação de contas, aparece um pagamento de R$ 24 milhões à empresa por prestação de serviços, o segundo maior contrato da campanha. O ministro ressaltou que a empresa tem como sócio um motorista.

A gráfica VTPB, recebeu R$ 22,9 milhões da campanha para fornecer material impresso. De acordo com o delator Ricardo Pessoa, parte do valor teria vindo do esquema de corrupção da Petrobras.

Porém, até agora ninguém havia tomado nenhuma providência para investigar isso tudo, que inclusive já saiu na imprensa.

Estamos diante de um caso que é um escárnio!

Enio Meneghetti

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Se interessa ao Planalto, não é bom para o Brasil ou para os brasileiros.

20 de agosto de 2015

Se o Planalto festeja uma possível saída de Cunha da presidência da Câmara, então espero que ele fique.

Já pensaram se com a denúncia de hoje ele sai e entra em sue lugar um tipo como Calheiros, que se vendeu para o Planalto?

A única coisa certa é: tudo o que interessa ao Planalto, não é bom para o Brasil ou para os brasileiros.

 

“Planalto festeja ruína de Cunha, mas é cúmplice”

“O contrário do antigovernismo primário é um pró-governismo inocente, que aceita todas as presunções do Palácio do Planalto a seu próprio respeito. Em matéria de Lava Jato, isso inclui concordar com a tese de que o governo tem razões para celebrar a conversão de Eduardo Cunha de investigado em denunciado pela Procuradoria no STF.

Em privado, alguns dos principais auxiliares de Dilma Rousseff soltam fogos como se o governo fosse uma potência moral que não deve explicações à sociedade sobre as facilidades que ofereceu ao denunciado. É uma pena que o presidente da Câmara tenha escolhido para si o papel de perseguido. Melhoraria o enredo se adotasse outro figurino.

Se quisesse, Eduardo Cunha poderia desfilar em cena como vítima da cultura política brasileira, exacerbada durante os governos do PT. Nessa linha, Cunha basearia sua defesa nas circunstâncias.

Os advogados de defesa sustentariam que a culpa é do governo, que quase obrigou Eduardo Cunha a ser o que é, com todas as facilidades que lhe propiciou e as portas que lhe escancarou na Petrobras. Não fosse a Lava Jato, a pilhagem continuaria.

Enquanto soarem fogos no Planalto, Eduardo Cunha ficará à vontade para se autoproclamar uma inocente criatura no meio apodrecido que o produziu. Nesse meio, não há culpados nem inocentes, só há cúmplices. Nele, até um velho adversário como Fernando Collor pode virar herói da resistência.”

Blog do Josias de Souza

ACORDÃO, QUE NADA!

19 de agosto de 2015

Acordão, que nada

Um gigantesco boneco de Lula vestido de presidiário, fot o hit dos protestos em Brasília e teve seu sucesso ampliado pela televisão e nas redes sociais.

O boneco foi encomendado muito antes da revelação do teor do grampo da conversa  entre Lula e Alexandrino Alencar. Alguns defensores do ex presidente apressam-se a dizer que “nada tem de mais” na conversa flagrada. Pois sim!

Segundo relatório da PF, o petista conversou com Alexandrino Alencar, da Odebrecht, no dia 15 de junho de 2015, quatro dias antes da prisão do executivo.

Na conversa, fica óbvio que havia uma sintonia entre os interesses das empreiteiras e do ex presidente. Alencar chega a comentar o elogio de Emilio Odebrecht a uma nota oficial do Instituto Lula que abordava o tema de interesse de ambos.

 

Lula também informa a Alexandrino sobre um artigo de Delfim Neto a sair no dia seguinte no Valor, “metendo o pau”, isto é, defendendo o mesmo ponto de vista deles.    

Delfim defendeu no artigo, o financiamento do BNDES  para os serviços de construtoras em países como Cuba, Venezuela e Angola. Obviedade sem fim. O mesmo interesse de Alexandrino e Lula.

“É abusivo dizer que o BNDES é uma ‘caixa preta’ e é erro grave afirmar que deve dar publicidade às minúcias das suas operações, o que, obviamente, revelaria detalhes dos contratos de seus clientes que seriam preciosas informações para nossos concorrentes e, portanto, contra o Brasil”, disse Delfim.

Rui Falcão não faria melhor antecipando-se ao que fará a CPI do BNDES.

 

Agora está se falando muito em “acordão”. Que os ponteiros “estariam acertados”e o “perigo já teria passado”.Cuidado. Verifique antes a fonte dessas “boas (para os corruptos) notícias”. Daí viria a ampliação no prazo para explicar as pedaladas, etc. Que dessas reuniões resultou o embrulho com Renan dentro do pacote, onde também estaria Janot. Um sem fim de lendas.

Mas aí vem a pergunta: e onde estaria Sérgio Moro durante essas conversas? Ou a força tarefa da lava jato? Ou o MPF?

Os otimistas são poderosos. Mas tem de ter o cuidado de não confundir os desejos com a realidade.

As delações premiadas, a esta altura, já forneceram um manancial de  informações que nem em sonho apareceram no mensalão.

E Lula, sem foro privilegiado, está na linha de tiro da primeira instância do Judiciário.  

Deixem que eles sonhem. O que é deles está guardado.

E não me refiro a dinheiro em contas no exterior.  

Enio Meneghetti 

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Tá chegando perto, seu Lula. Leia os grampos.

14 de agosto de 2015

Leia a transcrição do grampo entre Lula e executivo da Odebrecht

‘Delfim Netto vai publicar artigo amanhã dando o cacete’, disse o ex-presidente Lula a Alexandrino Alencar, preso na Lava Jato quatro dias depois do diálogo interceptado pela PF

A Polícia Federal anexou aos autos da Operação Erga Omnes, 14ª fase da Lava Jato, a íntegra da transcrição do diálogo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) com o executivo da Odebrecht Alexandrino de Salles Alencar. Segundo a PF, na noite de 15 de junho de 2015, às 20h06, uma pessoa que se identifica por ‘Moraes’ telefona para Alexandrino Alencar e passa a ligação para o ex-presidente.

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O número do telefone usado por ‘Moraes’ é do Instituto Lula, em São Paulo, afirma relatório final de interceptações telefônicas no inquérito que mira a maior empreiteira do País. A conversa durou 3 minutos e 42 segundos.

A ÍNTEGRA DO RELATÓRIO DA PF

Clique para acessar o relatoriointerceptacoesodebrecht.pdf

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A PF não grampeou o ex-presidente. O alvo era Alexandrino Alencar, que acabou sendo preso preventivamente quatro dias depois.

“Na conversa Lula e Alexandrino abordam sobre a temática do seminário promovido pelo Valor Econômico, intitulado de “Uma agenda para Dinamizar a Exportação de Serviços”, já amplamente descrito neste relatório de análise de interceptação telefônica, tratando dos polêmicos financiamentos do BNDES às empreiteiras brasileiras, incluindo a Odebrecht”, assinala o relatório policial.

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COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA

O Instituto Lula disse que não vai comentar a referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no relatório da Polícia Federal.

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MATÉRIA ESTADÃO – BLOG FAUSTO MACEDO

DESESPERO!

12 de agosto de 2015

DESESPERO!

O advogado de José Dirceu tem repetido que ele não vai fazer acordo de delação premiada. Azar dele. Com a fartura de indícios, evidências e provas existentes, sua opção lhe garantirá mais anos vendo o sol nascer quadrado.

Porém, o indício mais forte para demonstrar que o desespero bateu definitivamente na cúpula, foi a absurda ideia de algum demente de nomear Lula ministro de Dilma para garantir-lhe o foro privilegiado e sair do alcance do juiz Sérgio Moro.

Para início de conversa, embora venha desenvolvendo um excelente trabalho, a limpeza moral que começou lá em Curitiba não é obra apenas da pessoa do juiz Dr. Sérgio Moro.

Quando ele defere um pedido de prisão, logicamente é devido a alguma solicitação do Ministério Público. Funciona assim no estado de direito, embora uns por aí não compreendam bem o que seria isso…

E o MPF, ao pedir a prisão temporária ou preventiva de algum desses criminosos, obviamente vem se pautando no admirável trabalho da competente investigação da Força Tarefa da Lava Jato.

Essa mania de achar que uma caneta só decide tudo, é bem cacoete de apreciadores de regimes totalitários, ditadores, déspotas ou outras anomalias tão ao gosto dos membros do Foro de São Paulo.

A quantidade de material já apurado e que sequer veio à tona ainda, é garantia de fortes emoções para quem vem acompanhando as falcatruas que dia a dia vem sendo reveladas.

Tanto em matéria de nomes que muito em breve deverão estar atrás das grades, como em revelações de outras ilegalidades.

Muitas transferências ilegais descobertas no exterior ainda não chegaram a público. Há muito esgoto ainda para passar debaixo da ponte. Há indícios de negociatas em Portugal, que deverão trazer mais de nove dedos de preocupação.

Para quem acha que a CPI da Petrobrás já trouxe tudo em matéria de bandalheiras, que aguarde a CPI do BNDES.

Seria o famoso “não perde por esperar”.

Tem gente que está visivelmente desesperada, mas nem viu ainda o tamanho da encrenca em que se meteu.

Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.

Enio Meneghetti

A delação premiada e o poder judicial da CPI

7 de agosto de 2015

O delator Milton Pascowitch sabe muito. Suas revelações ajudaram a colocar José Dirceu de volta atrás das grades.

“Na reunião da ‪#‎CPIdaPetrobras‬ para ouvir o lobista Milton Pascowitch abrimos uma possibilidade enorme para combater alguns casos em que os depoentes vêm com o “vou ficar em silêncio”, como foi o caso de hoje.

Só que aqui a gente estuda a constituição e as leis. Ele não poderia fazer isso.

Segundo a Lei da delação premiada – 12850/2013, quando é feito o acordo, o colaborador/delator renuncia ao direito de ficar calado e é obrigado a falar a verdade quando estiver frente à autoridade judicial ou ao delegado de polícia responsável pelo caso.

Nós, membros da Comissão Parlamentar de Inquérito, somos autoridades judiciais, a Constituição nos assegura esse poder em seu artigo 58, § 3º.

Portanto, Pascowitch teria a obrigação de falar.

A lei da delação também obriga a manter o sigilo enquanto a denúncia não for oferecida pela justiça, o que ainda não aconteceu com Pascowitch, mas já foi homologada.

Tenho o hábito de me preparar. Estudar as leis, delações, depoimentos e tudo que envolve o meu trabalho.

Por isso, quando Pascowitch resolveu se calar, coloquei a possibilidade de uma reunião fechada para que ele pudesse falar sem ferir o acordo e, principalmente, a lei.

Recebi apoio da maioria dos partidos, exceto PSOL e PT, o que já era esperado.

Fizemos a reunião fechada, Pascowitch se calou, mesmo com todos os alertas.

Por isso, representarei à Justiça Federal e agora o depoente pode perder os benefícios da delação premiada, mas o que ele contou à justiça ainda está valendo.

Pascowitch fez a sua escolha.

Na minha opinião, fez a pior escolha.

E nós podemos ter construído uma importante jurisprudência.

CPI é coisa séria.”

Onyx Lorenzoni
‪#‎LavaJato‬ ‪#‎Corrupção‬ ‪#‎Pascowitch‬

E AGORA, JOSÉ?

6 de agosto de 2015

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O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse a propósito das prisões da nova etapa da Lava Jato, a Operação Pixuleco, que o esquema vai além de José Dirceu como recebedor e beneficiário. 

A investigação tem José Dirceu como o instituidor do esquema Petrobrás ainda no tempo da Casa Civil. 

 – Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema. – disse o procurador. 

O uso do plural enche de esperança a todos aqueles que reclamam pelo fim da impunidade.

Comenta-se que Dirceu teria afirmado que caso fosse preso de novo, estaria propenso a “entregar todo mundo”. Segundo a revista Época, Dirceu teria calculado que se contar o que sabe, “poderia estar solto em três anos”.

O procurador afirmou também que  “isso passou pelo mensalão, passou pela investigação do caso, passou pela prisão e perdurou, apesar da movimentação da máquina do STF e do Judiciário”.

O atrevimento da reincidência e o descaso às instituições levam a uma pergunta óbvia: quem deu a Dirceu a confiança necessária para que chafurdasse tão profundamente na roubalheira?

“Temos uma ideia boa e clara de onde podemos chegar, mas isso é fato sigiloso”, disse o procurador. 

 

“Toda empresa tem uma estrutura piramidal, os cabeças tomam as decisões. Essas pessoas dizem ‘faça’ e os outros fazem. Eles não tomam nota, não fazem reuniões com operadores financeiros. Simplesmente têm uma função de colocar as pessoas nos lugares certos e de determinar. José Dirceu, evidentemente, colocou Renato Duque na Diretoria de Serviços da Petrobrás e Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento, atendendo a pedido de José Janene. Repetiu o esquema do Mensalão. A responsabilidade de José Dirceu é evidente no Mensalão e na Lava Jato, como beneficiário. Não mais como partidário, mas para enriquecimento pessoal”, afirmou o procurador.

Para os principais líderes da oposição, as investigações aproximam-se cada vez mais de Lula, Dilma e o núcleo principal do partido do governo.

Comenta-se ter sido constatado um aumento na vazão do esgoto cloacal em São Bernardo do Campo, SP.

Seria algum mito?

Enio Meneghetti

Lula: “a gente sabe o que acontece lá dentro da Petrobrás”.

4 de agosto de 2015

Calhordagem explícita.

Como essa gente consegue falar tanta asneira?