Posts Tagged ‘Sergio Moro’
27 de dezembro de 2016

Quem confirma é o presidente do PT, Rui Falcão.
Em entrevista ao Estadão Rui Falcão disse que a candidatura de Lula a presidente da República impediria seu julgamento e sua prisão. Segundo ele, uma vez colocado publicamente como candidato, qualquer atitude do Judiciário contra o “Amigo” – como é chamado nas planilhas de propina da Odebrecht – seria um caso de perseguição. Um absurdo.
Lula recebeu dinheiro sujo da Odebrecht e montou o maior esquema de suborno da História. Os valores envolvidos, revelados em manchetes diariamente, causam espanto em qualquer lugar no mundo. A Odebrecht comprou Lula para exercer tráfico de influência no Brasil e no exterior com dinheiro roubado da Petrobras.
Réu em cinco processos criminais, três são ações criminais da Operação Lava Jato. Um processo é decorrente da operação Janus e outro da operação Zelotes.
Responde por obstrução da Justiça em Brasília, acusado de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró. Réu em acusações por corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Suspeito do recebimento de 3,7 milhões de reais na forma do apartamento triplex do Guarujá. Pela contratação da empresa que armazenou seu acervo pessoal.
Também responde acusações por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e tráfico de influência na perante o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da décima vara federal em Brasília. A denúncia foi aceita contra Lula, seu sobrinho Taiguara dos Santos, Marcelo Odebrecht e mais oito pessoas. São acusados pelo MPF por fraudes envolvendo contratos do BNDES.
Em outro processo, Lula, seu filho Luiz Cláudio e dois empresários respondem por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em esquema apurado pela operação Zelotes.
Há inquéritos como o do sítio de Atibaia, pela utilização do Instituto Lula para recebimento de vantagens de empreiteiras, por utilizar sua empresa LILS no mesmo propósito. Pela tentativa de tomar posse como ministro de Dilma, obtendo foro privilegiado, o que configuraria obstrução de justiça.
A compra de um terreno onde seria o Instituto Lula e o aluguel – ou propriedade dissimulada – de um apartamento ao lado de onde ele reside em São Bernardo. Acusação da venda de MPs em seu governo para favorecer montadoras de automóveis. Acusações de tráfico de influência em negócios da Odebrecht financiados pelo BNDES no exterior.
Sua defesa nega tudo.
A tentativa de constranger a justiça revelada por Rui Falcão não é caso isolado. Nas audiências, seus advogados vem tentando confrontar o juiz Sergio Moro. A defesa de Lula também decidiu processar o procurador Deltan Dallagnol em um milhão de reais por cumprir sua obrigação.
As delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht e das dezenas de executivos da empresa, trarão muito mais.
Nem com golpe, Lula.
Enio Meneghetti
Tags:10 medidas, Amigo, candidatura Lula, corrupção, delação premiada, Denúncia Lava Jato, Golpe, Lula candidato, Odebrecht, Petrobrás, Petrolão, prisão de Lula, Propina, Rui Falcão, Sergio Moro, sitio atibaia, suborno, tráfico de influência, triplex, Zelotes
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13 de dezembro de 2016

Finalmente ficou escancarada a razão do papelão protagonizado na Câmara Federal no episódio da votação das 10 medidas semana passada. Também daquela manobra de Renan Calheiros, ao tentar aprovar goela abaixo dos senadores a morte das medidas contra a corrupção.
A revelação do conteúdo da delação do executivo Cláudio Mello Filho é apenas a primeira dentre os 77 executivos da Odebrech que vão dizer tudo o que sabem. Entre eles Marcelo Odebrecht, seu pai Emílio e executivos como Alexandrino Alencar.
Conforme Época de junho de 2015 já revelava, em março de 2013, Lula e Alexandrino embarcaram no aeroporto de Guarulhos com destino a Nigéria, Benin, Gana e Guiné Equatorial. Quatro meses depois dessa passagem de Lula pela África, a Odebrecht ganhou um contrato de uma obra de transporte com o governo ganês, contando com financiamento de US$ 200 milhões do BNDES. A revista publicou ainda um relatório da PF com entradas e as saídas do Brasil de Lula e do lobista Alexandrino, entre 2011 e 2015. Além de Cuba e Guiné Equatorial, ambos estiveram juntos no Panamá, Colômbia, Peru, Equador, Portugal, Angola e Gana.Obviamente, não foram a turismo.
Na iminência da prisão do filho Marcelo, o patriarca Emílio Odebrech cunhou aquela frase célebre: “Se prenderem o Marcelo, terão de arrumar mais três celas, uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma.” Donde se conclui que vai sobrar para dona Dilma também.
Cabe lembrar ainda, que Alexandrino Alencar era figura carimbada nos pagos rio-grandenses no quesito doações de campanha.
Faltará dinheiro para as campanhas eleitorais em 2018. Quem mais sofrerá com a escassez de verbas, serão justamente aqueles que tinham acesso aos corruptores.
Inevitavelmente circularão nas redes sociais as listas dos “em quem não votar”, compostas por nomes figurantes nas delações como suspeitos de terem sido abençoados com o dinheiro da corrupção. O resultado será um aumento exponencial de processos na célere e eficaz vara do juiz Sérgio Moro, na primeira instância em Curitiba, a partir de 31 de janeiro de 2019.
Sim, os processos do Petrolão, para quem não tem foro privilegiado ou perdê-lo, serão todos julgados em Curitiba.
Ainda há muita lama por vir. A delação vista neste final de semana em reportagem de mais de 40 minutos no Jornal Nacional, é apenas um trailer do que teremos pela frente.
As revelações serão devastadoras. Isso não é premonição. É constatação.
Enio Meneghetti
Tags:Alexandrino Alencar, Claúdio Mello Filho, delação premiada, delator, Emilio Odebrecht, Lava Jato, Lula, Marcelo Odebrecht, Medidas Contra A Corrupção, Odebrecht, Petrolão, Sergio Moro
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30 de novembro de 2016
Votar nominalmente e quase por unanimidade A FAVOR do projeto das 10 medidas contra a corrupção para depois retalhá-lo com emendas que o descaracterizaram, foi sim, GOLPE.
Golpe baixo.
Já que estamos falando em golpe baixo, vale mencionar também as baixarias ocorridas durante a sessão desta madrugada na Câmara.
Foi um marco de tristeza na história do parlamento assistir vaias e gritos de “Palhaço” ao relator, que podem ser ouvidas nitidamente nas imagens registradas.
Há vozes conhecidas. Ouça.
Aqui:
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/11/30/onyx-lorenzoni-e-vaiado-e-chamado-de-palhaco/
E aqui:
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/11/30/camara-injeta-vinganca-contra-juizes-e-procuradores-no-pacote-anticorrupcao/
Este é o teor da emenda da vingança:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1511923&filename=EMP+4/2016+%3D%3E+PL+4850/2016
E a lista de como votaram os deputados gaúchos. Os votos SIM ajudaram a aprovar a emenda da vingança.
| Rio Grande do Sul (RS) |
| Afonso Hamm |
PP |
PpPtbPsc |
Não |
| Afonso Motta |
PDT |
|
Sim |
| Alceu Moreira |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| Bohn Gass |
PT |
|
Sim |
| Cajar Nardes |
PR |
|
Não |
| Carlos Gomes |
PRB |
|
Sim |
| Covatti Filho |
PP |
PpPtbPsc |
Não |
| Danrlei de Deus Hinterholz |
PSD |
|
Não |
| Darcísio Perondi |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| Giovani Cherini |
PR |
|
Sim |
| Heitor Schuch |
PSB |
|
Não |
| Henrique Fontana |
PT |
|
Sim |
| Jerônimo Goergen |
PP |
PpPtbPsc |
Não |
| João Derly |
REDE |
|
Não |
| Jones Martins |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| José Fogaça |
PMDB |
PmdbPen |
Não |
| Jose Stédile |
PSB |
|
Não |
| Luis Carlos Heinze |
PP |
PpPtbPsc |
Sim |
| Luiz Carlos Busato |
PTB |
PpPtbPsc |
Não |
| Marco Maia |
PT |
|
Sim |
| Marcon |
PT |
|
Sim |
| Maria do Rosário |
PT |
|
Sim |
| Mauro Pereira |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| Nelson Marchezan Junior |
PSDB |
|
Sim |
| Onyx Lorenzoni |
DEM |
|
Não |
| Paulo Pimenta |
PT |
|
Sim |
| Pepe Vargas |
PT |
|
Sim |
| Pompeo de Mattos |
PDT |
|
Sim |
| Renato Molling |
PP |
PpPtbPsc |
Sim |
| Sérgio Moraes |
PTB |
PpPtbPsc |
Sim |
| Total Rio Grande do Sul: 30 |
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/11/30/camara-sai-menor-desse-processo-diz-relator/
“Para o deputado Onyx Lorenzoni, a Câmara desperdiçou uma oportunidade de elevar sua estatura na votação do pacote de medidas anticorrupção. Preferiu rebaixar o pé-direito. “A câmara perdeu uma oportunidade de se reconciliar com a sociedade”, disse Onyx ao blog, na madrugada desta quarta-feira.
O deputado acrescentou: “O que é mais triste é que, entre a população e a corporação, a Câmara optou por olhar para dentro. Ficou com a corporação. Perdeu a chance de recuperar alguma credibilidade. Sai muito menor desse episódio. E os próximos meses serão muito ruins. O risco de abrir uma crise institucional entre Poderes é gigantesca. Judiciário e Ministério Público vão reagir.”
Para Onyx, as emendas que foram penduradas no pacote anticorrupção durante a madrugada “desfiguraram tudo.” Ele enfatizou: “Foi uma destruição.” O projeto seguirá para o Senado. E o relator receia que o texto fique ainda pior depois que passar pelo filtro do Senado.”
material do blog Josias de Souza.
Tags:como votaram os gaúchos, Golpe, Golpe baixo, Lava Jato, medidas anti corrupção, Medidas contra corrupção, Onyx Lorenzoni, relator, Sergio Moro
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22 de novembro de 2016

Esta terça feira pode ser um dia decisivo.
Depois de ter sido cancelada por falta de quórum no último dia 17, está marcada para hoje a reunião para analisar o parecer sobre as 10 medidas contra a corrupção.
O que está acontecendo nos bastidores é algo muito simples de ser compreendido: aliados de políticos investigados na Lava Jato estão articulando para derrubar o relatório do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e encerrar de vez a discussão de um projeto de lei apoiado por milhões de brasileiros.
Trata-se de um golpe para tentar melar a punição aos corruptos.
O relatório do deputado Onyx conta com o apoio do Juiz Sérgio Moro e dos procuradores da força tarefa da Lava Jato.
O procurador Deltan Dallagnol comentou a situação:
– Essas 10 medidas, se forem aprovadas na forma do relatório do deputado Onyx, que foi acordado com o Ministério Público, vão significar uma revolução no enfrentamento a corrupção, este crime tão doloso para a sociedade brasileira.
Porém, a turma anti-Lava Jato tem feito de tudo para tentar melar a aprovação do texto do relator.
Na reunião passada, não compareceram os 16 deputados necessários para dar o quórum. Além disso, utilizaram outras manobras, como a troca de membros titulares da comissão por integrantes dispostos a votar contra o relatório de Lorenzoni. Também planejam a apresentação de voto em separado para que seja rejeitado o relatório para apresentarem uma versão alternativa que garanta a impunidade aos corruptos.
O relator vem afirmando ser contra a anistia ao crime de caixa dois e disse acreditar na possibilidade da aprovação de seu relatório.
– O Brasil não merece ter hoje uma legislação tão falha que permita que a relação público- privada seja desse nível, onde permite que a corrupção seja a regra. Queremos que a correção seja a regra e a corrupção o acidente. – declarou.
Cabe a população estar atenta ao que ocorrerá hoje na reunião da Comissão que discute as medidas anti-corrupção.
De um lado estarão aqueles que defendem a impunidade e de outro os que defendem a apuração dos desvios e a punição dos corruptos. Não há outra forma de definir o que ocorrerá nesta terça feira.
Se o plano de melar o relatório vingar , será um descaramento frente aos milhões de brasileiros que querem ver estancada a praga da corrupção.
Toda nossa atenção e vigilância ao acontecerá hoje.
Enio Meneghetti
Tags:combate a corrupção, corrupção, Deltan Dallagnol, DEM, Dez medidas contra corrupção, Lava Jato, MPF, Onyx Lorenzoni, Sergio Moro
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4 de outubro de 2016

Estou besta com a “estranheza” noticiada em tantos meios de comunicação sobre a grande quantidade de votos nulos, brancos e abstenções apresentada nas eleições do último domingo.
Ninguém “entende” de onde teriam vindo. Ó, dúvida cruel!
Ora, está na cara que é o eleitorado flutuante que outrora acreditava nas lorotas do PT, acrescido dos ingênuos que após o mensalão ainda insistiam em acreditar que Papai existe e chamava-se Lula.
O Petrolão trouxe-os à dura realidade.
Entre estes eleitores que abstiveram-se ou anularam os votos, não estão os cúmplices. Os cúmplices ainda votaram no PT.
Sim, quem ainda vota no PT não é mais eleitor, é cúmplice!
Essa turma que chama impeachment de golpe, das duas, uma: ou sofre de falta de inteligência crônica ou é isto mesmo: Cúmplice!
Porque só sofrendo de alguma grave alienação mental ou grave distúrbio para não ver o que essa gente fez e ainda está fazendo com o Brasil.
Ainda ontem vi o senhor deputado Henrique Fontana dizer na televisão que creditava a derrota acachapante sofrida por seu PT aos “golpistas” que atacam seu partido! Ora, quem é golpista, criminoso, são os políticos do PT já presos, outros processados e muitos em via de o serem. Mas é muita cara de pau vir a TV mentir dessa forma. Era ele que devia ter concorrido em Porto Alegre e vindo a TV dizer isso diariamente. Por que não o fez?
O resultado não podia ser outro. Uma enxurrada de votos nulos e brancos, acrescidos daqueles que tiveram até vergonha de dirigir-se até uma seção eleitoral presenciar a antevisão da derrota que era prevista após os vergonhosos escândalos protagonizados por seu partido, revelados diariamente.
E agora, qual o remédio para este país adoentado? Lamber as feridas, reparar os danos e administrar aos culpados aquele remédio amargo que está sendo aplicado em Curitiba.
A cadeia.
Enio Meneghetti
Tags:abstenções, cerco a Lula, Dilma, Golpe, Lula, O cerco se fecha, Petrolão, Sergio Moro, votos, votos brancos, votos nulos
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21 de setembro de 2016

Artigo publicado no “Correio de Cachoeirinha” desta quarta feira, 21 de setembro de 2016.
Tags:BANCOOP, BNDES, Choro Lula, Chumbo grosso, Dilma, Impeachment, Instituto Lula, Joaõ Vaccari, Lava Jato, Léo Pinheiro, LILS, Lula, Minha Casa Minha Vida, MPF, OAS, Pasadena, Petrolão, Propina, Sergio Moro, sitio atibaia, Taralhas do Lula, tranqueiras do Lula, triplex
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13 de setembro de 2016
Tags:apropriação, auditoria TCU, Bens da União, Curitiba, François Hollande, Justiça Federal, Léo Pinheiro, Marcos Valério, mudança dilma, Mudança Lula, Nestor Cervero, OAS, obstrução de justiça, Odebrecht, presentes oficiais, Ronaldo Caiado, Sergio Moro, sitio atibaia, TCU, triplex
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9 de agosto de 2016
Tags:BNDES, caixa 2, Crime contra a humanidade, delação premiada, Evo Morales, Foro de São Paulo, foro privilegiado, fundo perdido, Hugo Chavez, João Santana, Lava Jato, lesa pátria, Lula, Mercosul, Nicolas Maduro, países falidos, Petrolão, Sergio Moro, Veja, venezuela
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2 de agosto de 2016

É absolutamente irritante a insistência de Dilma e de Lula de autoproclamarem suas respectivas “honestidades”.
Sempre me ensinaram: desconfie de pessoas que precisam arrotar a própria honestidade.
Em suas propostas de delação premiada, o mago João Santana e sua mulher Mônica Moura, afirmam que apresentarão documentos que provam que Dilma não só sabia do caixa dois como aprovou as operações ilegais. Ela conheceria em detalhes – o que não surpreende, dado seu perfil controlador – o custo real da campanha e o valor declarado. Inclusive, segundo revela a revista Veja, uma parte dos recursos oriundos de propinas teria sido usada para pagar despesas pessoais da própria presidente.
Lula foi transformado em réu por um juiz de Brasília um dia após ir a ONU queixar-se de Sergio Moro. Mas foi outro magistrado, o doutor Ricardo Leite, de Brasília, que aceitou a denúncia em que a PGR acusa Lula, Delcidio Amaral e mais cinco pessoas de tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró.
É só o começo. Lula estará em pelo menos mais três denúncias. A suspeita de ter recebido favores da Odebrecht e da OAS, com as reformas no tríplex do Guarujá e do famigerado sítio de Atibaia, mais aquela curiosa situação envolvendo transporte e aluguel de contêiners usados para guardar a mega (e preciosa) mudança que veio do Planalto. Só aí já teremos obstrução de justiça, lavagem de dinheiro, corrupção passiva.
Mas parece que nada disso é suficiente, pois Lula não toma jeito. Na mesma sexta-feira passada, ele já abriu a matraca para dizer mais bobagens.
“Se o objetivo disso é me tirar de 2018, isso não era necessário, a gente escolheria outro candidato mais qualificado, mas essa provocação me dá uma coceira”. Mais a repetitiva frase: “Duvido que tenha alguém nesse país que seja mais cumpridor da lei do que eu, que respeite mais instituições do que eu.”
Lula esta mesmo passando recibo do temor de alguma medida judicial, como um pedido de prisão.
Enquanto mais e mais evidências vão se acumulando, documentos anexados pela PF ao inquérito sobre o sítio de Atibaia mostram grampos telefônicos e registros de mensagens do arquiteto da OAS, Paulo Gordilho.
Revelam o custo da reforma da cozinha, de R$ 252 mil, que foi realizada por ordem direta do presidente da OAS.
Há relatos sobre divergências do casal presidencial sobre detalhes das obras. “Sigilo absoluto, hein? Amanhã vou a um churrasco em Atibaia com Léo. É na fazenda de Lula. Vamos encontrar com ele na estrada e vou passar o dia lá com ele e D. Mariza. Rsrsrs. Só Mari, Lucas e vc que sabem”. Outro: “Bebemos eu e ele uma garrafa de cachaça da boa, Havana mineira e uma 15 cervejas”.
O laudo da PF também revela a existência de fotos com registro da reunião no sítio.
O sítio, como se sabe, está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula Jacó Bittar, e seu sócio Jonas Suassuna. Sócios de Fábio Luiz, o “Lulinha”. Segundo informações contidas nos processos da Lava Jato, as reformas do sítio foram patrocinadas e executadas pela OAS e Odebrecht, junto com José Carlos Bumlai.
Embora Lula negue que o sítio lhe pertença, a declaração de imposto de renda de Fernando Bittar mostra que ele não tem recursos para a compra e reformas, foram avaliadas em cerca de R$ 1,7 milhão.
Não adianta espernear. As contas não batem.
Enio Meneghetti
Tags:apartamento Guarujá, Dilma, Impeachment, João Santana, Lula, Lula na ONU, Monica Moura, nunca antes na história deste país, nunca houve alguém mais honesto do que eu, obstrução de justiça, Ricardo Leite, rripléx Guarujá, Sergio Moro, sitio atibaia, SOU HONESTO!
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26 de julho de 2016

João Santana e Mônica Moura admitiram em juízo terem recebido depósitos no valor de US$ 4,5 milhões feitos pelo lobista Zwi Skornicki na Suíça, relativos à quitação de dívidas de campanha de Dilma. A presidente afastada provisoriamente afirmou que “não sabia”.
Para justificar o fato de só agora terem feito tal revelação, João Santana foi claro: “Eu achava que isso poderia prejudicar a presidente. Ajudei sua eleição, não a queria destruir.” Mônica Moura seguiu na mesma toada: “Eu não quis incriminá-la, não queria piorar sua situação”.
Mônica explicou que eram credores de R$ 10 milhões referentes à campanha de 2010, e que foi instruída pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto a procurar o empresário Zwi Skornicki. Por sua vez, ele confirmou a versão de Mônica: “Ela chegou e disse: ‘vim a mando de Vaccari para acertar o pagamento.’” Zwi explicou que mantinha com Vaccari uma conta para repassar propina de contratos da Keppel Fels com a Petrobras e Sete Brasil. Que o dinheiro da propina do contrato da P-56 foi depositado como doações legais ao partido. Confirmou tudo o que já era sabido.
A única saída que resta a Dilma Rousseff, que já anda reclamando da “agonia do impeachment”, será RENUNCIAR antes da votação do processo de impeachment pelo Senado.
É a manobra óbvia. Selado o impeachment, sua situação – e “agonia” – ficaria muito pior. A única forma que lhe resta para amenizar o tsunami de processos que enfrentará será tentar manter os direitos políticos, que perde imediatamente em caso de impeachment.
Depois poderia tentar uma absurda candidatura no RS, onde não faltarão cabeças dispostas a apoiá-la. E assim tentar manter os processos sob seu controle.
Afinal, se ela considera que o atual momento lhe é desagradável, imagine-se sem emprego, sem a renda de ex presidente – que, impichada, perderia – sem mais contar com equipe de serviçais que o estado garante a ex presidentes. A única maneira de tentar salvar-se dos processos que lhe aguardam no Brasil e no exterior é uma renúncia, com vistas a concorrer em 2018.
Do contrário, ela não terá como enfrentar os processos relativos a crimes relacionados à má gestão na Petrobras, como a compra desastrosa da refinaria de Pasadena, aos tempos em que era Presidente do Conselho de Administração da estatal.
O comentário de que está “cansada da agonia”, não tem outra aparência do que preparo da justificativa para um ato de renúncia.
Que, espera-se, receba o repúdio da população brasileira, farta de chicanas legais.
Um rotundo NÃO à renúncia.
Enio Meneghetti
Tags:agonia do impeachment, chicana jurídica, chicanas legais, Dilma "não sabia", Dilma deverá renuciar, impeachment já, Joaõ Vaccari, João Santana, Lava Jato, Monica Moura, NÃO à renúncia, Pasadena, Petrolão, renúncia, Sergio Moro, Zwi Skornicki
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