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VÃO MELAR AS 10 MEDIDAS HOJE?

22 de novembro de 2016

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Esta terça feira pode ser um dia decisivo.

Depois de ter sido cancelada por falta de quórum no último dia 17, está marcada para hoje a reunião para analisar o parecer sobre as 10 medidas contra a corrupção.

O que está acontecendo nos bastidores é algo muito simples de ser compreendido: aliados de políticos investigados na Lava Jato estão articulando para derrubar o relatório do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e encerrar de vez a discussão de um projeto de lei apoiado por milhões de brasileiros.

Trata-se de um golpe para tentar melar a punição aos corruptos.

O relatório do deputado Onyx conta com o apoio do Juiz Sérgio Moro e dos procuradores da força tarefa da Lava Jato.

O procurador Deltan Dallagnol comentou a situação:

– Essas 10 medidas, se forem aprovadas na forma do relatório do deputado Onyx, que foi acordado com o Ministério Público, vão significar uma revolução no enfrentamento a corrupção, este crime tão doloso para a sociedade brasileira.

Porém, a turma anti-Lava Jato tem feito de tudo para tentar melar a aprovação do texto do relator.

Na reunião passada, não compareceram os 16 deputados necessários para dar o quórum.  Além disso, utilizaram outras manobras, como a troca de membros titulares da comissão por integrantes dispostos a votar contra o relatório de Lorenzoni. Também planejam a apresentação de voto em separado para que seja rejeitado o relatório para apresentarem uma versão alternativa que garanta a impunidade aos corruptos.

O relator vem afirmando ser contra a anistia ao crime de caixa dois e disse acreditar na possibilidade da aprovação de seu relatório.

– O Brasil não merece ter hoje uma legislação tão falha que permita que a relação público- privada seja desse nível, onde permite que a corrupção seja a regra. Queremos que a correção seja a regra e a corrupção o acidente. – declarou.

Cabe a população estar atenta ao que ocorrerá hoje na reunião da Comissão que discute as medidas anti-corrupção.

De um lado estarão aqueles que defendem a impunidade e de outro os que defendem a apuração dos desvios e a punição dos corruptos. Não há outra forma de definir o que ocorrerá nesta terça feira.

Se o plano de melar o relatório vingar , será um descaramento frente aos milhões de brasileiros que querem ver estancada a praga da corrupção.

Toda nossa atenção e vigilância ao acontecerá hoje.

Enio Meneghetti

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Déjà vu *

20 de agosto de 2014

deja vu

Nos últimos dias me lembrei de Jânio Quadros. Jânio elegeu-se presidente em 1960 com a bandeira da ética e da moralização. Com um estilo dramático, pairando acima dos partidos, foi definido pelo historiador Thomas Skidmore como um ‘outsider’. Viu-se depois que era igual ou pior a tantos outros.

Conquistou grande maioria do eleitorado prometendo combater a corrupção e a bandalheira. Correu o Brasil em campanha com a musica: varre, varre, varre, varre vassourinha / varre, varre a bandalheira / que o povo já tá cansado / de sofrer dessa maneira / Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado!.

Varrer toda a sujeira da administração pública. Por isso o seu símbolo de campanha era a vassoura. Tomou posse em 31 de janeiro 1961. Proibiu o uso de biquínis e a briga de galos. Brigou com o Congresso, dizendo que com ele não conseguia governar. Pensava possuir um magnetismo pessoal maior do que de fato tinha. Colocando a culpa em “forças terríveis”, Jânio redigiu uma carta de renúncia em agosto. Pretendia voltar nos braços do povo com poderes excepcionais. A trama, cuidadosamente planejada, falhou e ele teve sua renúncia aceita pelo Congresso Nacional, apenas sete meses após tomar posse.

Quem não conhece seu passado não sabe para onde vai.

* Déjà vu é uma sensação que surge ocasionalmente, quando vivemos algo com a sensação de já ter feito ou visto antes, porém isso nunca ocorre. O déjà vu aparece como um “replay” de alguma cena, onde a pessoa sente já ter passado por aquele momento, mas realmente isso não ocorreu.

Sacudiu os meios políticos a pesquisa do Datafolha, feita em cima do momento trágico.

A candidata a vice de Eduardo Campos, Marina Silva deverá ocupar seu lugar na disputa presidencial. Reconhecida como alguém de temperamento complexo, apesar da aparência frágil, conseguiu em um primeiro momento capitalizar os votos brancos e indecisos daqueles que estão cansados de bandalheira.

Os números apresentados tem uma certa lógica. Marina Silva acrescentou aos 8% que Eduardo Campos já tinha outros 13 pontos oriundos de brancos nulos e indecisos o que a levou aos 21% apresentados. Já Dilma e Aécio mantiveram-se praticamente com os mesmos índices.

Não era eleitor do finado, mas me impressionei que tantas de suas qualidades fossem reconhecidas somente post mortem.

Em março Lula foi a um almoço com empresários no Paraná. No encontro, defendeu que Dilma mereceria mais quatro anos para manter as políticas de governo.

Revelou sua grande preocupação naquele momento: “que venha alguém desconhecido,muito jovem, que se apresente muito bem e se repita o que aconteceu em 1989”. Os presentes entenderam a frase como uma comparação entre Eduardo Campos e Fernando Collor de Mello. Saiu na Folha e está na internet, em http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1427517-a-empresarios-lula-compara-eduardo-campos-a-collor.shtml

Mesmo assim, Lula esteve presente no adeus a Eduardo Campos, domingo.

Chorou no velório.

Enio Meneghetti
http://www.eniomeneghetti.com

chorou no velório

Sem tít
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1427517-a-empresarios-lula-compara-eduardo-campos-a-collor.shtml

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