Quem deverá entrar na berlinda agora é o Ministro Chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. Quem o colocou na marca do pênalti foi Nestor Cerveró.
Segundo ele, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, teria desviado dinheiro da estatal para a campanha de Jacques Wagner ao governo da Bahia, em 2006.
Coincidentemente, Gabrielli transferiu para a Bahia o setor financeiro da Petrobras, construindo um prédio em Salvador para tanto.
– Gabrielli decidiu realocar a parte financeira para Salvador sem haver nenhuma justificativa – afirmou Cerveró.
Depois de deixar a presidência da Petrobrás, José Sergio Gabrielli foi justamente ser Secretário de governo de Wagner na Bahia. Outra coincidência, é claro.
Teria havido também um pedido a Wagner pelo ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro para a liberação de verbas pelo Ministério dos Transportes.
Também foram divulgadas mensagens de celular que apontam atuação de Jacques Wagner junto a FUNCEF para favorecimento da OAS.
Segundo o presidente da CPI dos Fundos de Pensão, deputado Efraim Filho, Jaques Wagner deverá ser convocado para prestar esclarecimentos.
– Já estão configurados os indícios de tráfico de influência e direcionamento dos negócios para interesses políticos partidários”,afirmou.
As conversas obtidas por investigadores da Operação Lava Jato no celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro), indicam que Wagner teria facilitado negócios em benefício da empreiteira.
Pinheiro afirmou em mensagens que precisaria de “JW na aprovação final” de um negócio. Em seguida a diretoria da FUNCEF aprovou a compra de cotas de até R$ 500 milhões em um fundo da OAS.
A OAS, muito endividada, está em recuperação judicial.
A Casa Civil está provando ser uma maldição em tempos petistas.
Que o digam José Dirceu, Antônio Palocci, Erenice Guerra, Gleisi Hoffmann, Aloísio Mercadante e … Dilma.
Aguardemos.
Enio Meneghetti
P.S.: Ainda bem que conclui esta artigo com “Aguardemos”. Não foi necessário aguardar quase nada.
Entre a escrita e a publicação já veio mais chumbo quente. Nestor Cerveró trouxe ainda mais novidades. Dilma, Lula, W Torre, etc. A coisa está cada vez mais feia.
Com sua mobilização em 2015, a sociedade conseguiu acuar corruptos e corruptores. As ruas foram tomadas em diversas oportunidades por milhões de manifestantes exigindo o fim do deboche em forma de corrupção.
Corruptos e seus aliados já não conseguem circular livremente pelas ruas ou frequentar lugares públicos, aeroportos, restaurantes ou cinemas, sem sentirem na pele a rejeição explícita da população. Vídeos postados no youtube , essa arma pacífica mas implacável, deixam claro o prejuízo em suas imagens.
Amigos próximos de um ex-presidente foram e estão sendo presos e/ou investigados por atividades para lá de suspeitas.
Até uma classe que parecia inatingível, está deixando de ser. Refiro-me aos fidalgos.
O partido da presidente da República teve decretadas as prisões de seu tesoureiro, do senador líder, de um ex-deputado federal. O ex todo poderoso Chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi preso novamente.
Presidentes das maiores empreiteiras do país foram parar atrás das grades. Acompanhados de diretores da maior estatal brasileira, a Petrobrás, a outrora joia da coroa.
A Lava Jato condenou empreiteiros, lobistas, ex-deputados, doleiros e burocratas à cadeia, naquele que talvez seja o maior escândalo de corrupção já apurado no país. Quem sabe do mundo.
O TCU apontou graves irregularidades nas contas do governo federal, as chamadas pedaladas fiscais, resultando na abertura de um processo de impeachment contra a presidente.
A Zelotes está aí. O BNDES na fila.
Um ex-Presidente da República vem sendo chamado com frequência para prestar depoimentos na Polícia Federal.
A mídia chapa branca não tem como deixar de noticiar as mazelas governamentais, seja lá qual for o tamanho da verba publicitária. A população usa as mídias sociais e aponta as falsidades e tentativas de escamotear fatos.
Continuamos com a carga tributaria asfixiante que penaliza o desenvolvimento. Com a falta de segurança que campeia nas ruas das nossas cidades, enquanto nossas autoridades públicas perdem tempo (e recursos) perseguindo e atrapalhando iniciativas que funcionam e são do gosto da população, como UBER e Whatsapp.
Continuaremos tendo problemas em 2016. Mas a sociedade está mobilizada e cobrará muito mais. Teremos eleições municipais, as primeiras eleições após a revelação dos grandes escândalos que conseguiram esconder até a data do pleito anterior, em 2014. A lógica, a revolta e a indignação dos eleitores sugerem uma grande derrocada daqueles que ocupam o noticiário por malversação do dinheiro público.
Ainda é pouco? É. Mas ninguém pode afirmar que “virou pizza”, ou que nada aconteceu. Está acontecendo agora. E é impossível refrear o movimento gigantesco que está em andamento sejam quais forem as desesperadas manobras legais ou jurídicas para tanto venham de onde vierem ou estejam onde estiverem os manipuladores da legislação.
O destino daqueles criminosos é inexorável.
Será um ano de fortes emoções.
Enio Meneghetti
artigo publicado no Correio de Cachoeirinha 06.01.2016
“Confesso que vejo com muita desconfiança o espaço que a imprensa vem dedicando ao caso Eduardo Cunha.”
Esta frase era o ponto central deste artigo, que escrevi e foi publicado há duas semanas pelo “Correio de Cachoeirinha” e contém nada mais do que o óbvio.
Pois veja o que registra publica hoje “O Antagonista”:
“Dilma Rousseff sabe que Eduardo Cunha é a melhor arma contra o impeachment.
Um “auxiliar presidencial” disse à coluna Painel, da Folha de S. Paulo:
“Enquanto a pauta for ele, estamos bem”.
O jornal acrescenta que “gente graúda do governo já admite que o melhor para Dilma é Cunha permanecer onde está. Quanto mais moribundo, melhor”.
Segue a singela postagem original:
Depois da declaração de Lula semana passada de que “não tem medo de ser preso”, o país parece ter entrado em estado de letargia. Nem mesmo a recém iniciada greve dos caminhoneiros pelo impeachment da presidente da República parece ter agitado o ambiente.
São três os temas explosivos do momento: a expectativa em relação a uma hipotética prisão de Lula, possibilidade que apavora a muitos e é ardorosamente desejada por outros tantos (bota “tantos” nisso), o processo de impeachment de Dilma, cujo andamento está nas mãos de Eduardo Cunha e a pressão para que o mesmo Eduardo Cunha renuncie a presidência da Câmara dos Deputados.
Confesso que vejo com muita desconfiança o espaço que a imprensa vem dedicando ao caso Eduardo Cunha. Claro que é um assunto gravíssimo, mas muito mais grave é a decisão que está nas mãos dele. O destino de Cunha está selado. Estão reservadas para ele as consequências do que vem sendo apurado de irregularidades. Ele não tem como escapar delas. Porém, constato como fato que, desde que Cunha passou a dominar o noticiário, o tema impeachment arrefeceu. A exceção são os caminhoneiros, em uma greve que o Planalto apressou-se a classificar de “fracasso”.
Porém, o assunto realmente importante é o pedido de impeachment, sem dúvida nenhuma. Por que está no ar uma sensação coletiva de que o momento passou? Claro que para o Planalto seria excelente a oportunidade de emplacar no lugar de Cunha, um governista, a quem caberia, nos sonhos dos dilmistas, analisar o acolhimento do pedido.
Eduardo Cunha declarou ao Estadão que sua decisão sairá na segunda quinzena deste mês de novembro, baseada em critérios técnicos.
E se formos falar em técnica, o ex presidente do STF, Ministro Carlos Velloso deu ao Correio Brasiliense uma opinião alentadora: “Fui dos primeiros a afirmar, quando se falava nesse tema, que não havia, até então, motivo, mas mudei o entendimento depois da decisão do TCU de rejeitar as contas da presidente”, disse.
“O TCU reconheceu aquilo que foi apelidado de ‘pedalada’ — aquelas operações que consistiam, em síntese, no fato de a Presidência ter obrigado e submetido um banco estatal a pagar dívidas do governo do Estado, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Então, a partir daquele momento, penso que surgiu um motivo determinado para o impeachment”, explicou o ex-ministro.
Com a palavra, ou melhor a caneta, Eduardo Cunha.
Pela ordem, depois viria Lula. E depois o próprio Cunha.
Neste momento a principal preocupação de Luis Inácio Lula da Silva é tentar evitar a convocação de amigos e parentes em duas CPIs: a do BNDES, que funciona na Câmara e a do CARF, que opera no Senado.
O depoente mais desejado agora é Luiz Cláudio Lula da Silva. Seguido pelo amigo José Carlos Bumlai. Lula já mandou um recado a Bumlai: que fique quieto. Pare de dar entrevistas.
Lula foi mencionado no Relatório 18.340 do COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras – revelado pela revista ÉPOCA, que foi enviado à CPI do BNDES com uma movimentação financeira com indícios de irregularidades.
O Instituto Lula reclamou que os documentos do COAF não poderiam ter ido parar nas mãos da revista: “são apenas redatores sensacionalistas, operando documentos vazados ilegalmente. Não apresenta fatos, quer apenas especular e fazer barulho em cima de tais documentos, tentando criar factoides políticos, vender mais revistas e fazer audiência em redes sociais”.Esqueceram de questionar a veracidade das informações…
A movimentação foi de R$ 52,3 milhões, R$ 27 milhões em recebimentos e R$ 25,3 milhões em transferências da empresa L.I.L.S Palestras, Eventos e Publicações.
Lula e pessoas próximas a ele são cada vez mais frequentes em relatos de tráfico de influência, desvios de verbas públicas e recebimento de propina.
Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam da existência do Petrolão;
Ricardo Pessoa declarou que doou dinheiro superfaturado da Petrobras à campanha de Lula à reeleição, em 2006;
Fernando Baiano afirmou que repassou 2 milhões de reais do petrolão a José Carlos Bumlai. Baiano contou aos procuradores que a propina era para uma nora do ex-presidente. Depois Bumlai disse em entrevista que eram “apenas” 1,5 milhão e o dinheiro era para ele;
Bumlai recebeu do BNDES de R$ 101,5 milhões em empréstimos. Contrariando as normas do banco, o empréstimo foi concedido quando as empresas de Bumlai já se encontravam em situação pré falimentar.
O mito Lula escapou do mensalão. Bateu recordes de popularidade, vendeu lá fora uma imagem de que “acabara com a pobreza”, que estávamos a caminho do primeiro mundo. Auto suficientes em petróleo e … ricos! Ele conseguiu emplacar uma desconhecida como sua sucessora.
O líder messiânico encontra-se agora acossado por toneladas de evidências que colocam por terra qualquer biografia.
Está com medo de ser preso. Até pesquisas de opinião sobre isso já chegaram a suas mãos.
– Qual seria a reação popular se isto acontecesse?
Nenhuma, concluiu a pesquisa. Muitos até comemorariam.
De ser inatingível ele passou a alguém que vê perigo e conspirações por todo o lado.
O ápice do desespero veio com a operação da PF no escritório de seu filho.
Tudo indica que o cerco aos familiares e pessoas próximas de Luiz Inácio Lula da Silva, para desestabilizá-lo emocionalmente e induzi-lo a cometer erros está apenas começando.
Dilma prometeu o paraíso durante a campanha eleitoral.
Cobrada pela óbvia impossibilidade de cumprir o que dizia, chegou a cunhar a expressão“nem que a vaca tussa” ao negar que mexeria nos direitos trabalhistas.
Pois como já cansou de ser repetido, a vaca não só tossiu, como foi para o brejo.
Dilma fez o que acusava seus adversários pretenderem. A expectativa de crescimento ruiu, a educação infantil sofreu cortes, os direitos trabalhistas foram alterados.
Dilma, Lula e o PT afirmaram que Aécio Neves, em seguida à posse, executaria um verdadeiro pacote de maldades contra os pobres. A realidade mostrou que malvado não era o tucano e sim a própria Dilma.
As tesouradas de madame já atingiram o PAC, o Minha Casa Minha Vida, o Pronatec.
Fim para a construção de creches, unidades básicas de saúde, etc.
Maquiando a gastança, Dilma manteve as aparências. Mas o TCU apresentou a conta das pedaladas fiscais.
Seu criador Lula circula pelo país com um discurso incoerente e fora da realidade, que chega a soar ofensivo a quem tem mais de um neurônio.
Ele não pode atacar a “herança maldita” e passa recibo. A uma rádio baiana disse:
“Na campanha, a Dilma dizia que esse negócio de ajuste era coisa de tucano e que ela não ia mexer no direito dos trabalhadores. Mas ela foi obrigada por circunstâncias políticas a ter que fazer um ajuste”.
De “Pátria Educadora”, passamos aPátria Enganadora. Foram cortados R$ 2,9 bilhões das escolas públicas.
São apenas alguns exemplos da crise sem precedentes no campo econômico, político, moral e ético. A gestão das contas públicas culminou na violação da Lei da Responsabilidade Fiscal para cobrir rombos nos bancos públicos feitos não só para pagar programas sociais, como chegou a afirmar Lula.
Segundo o BNDES e o Banco do Brasil, os financiamentos a grandes empresas e ruralistas de médio e grande porte correspondem a 47% e 63%, respectivamente, dos valores financiados nessas linhas de crédito, conforme revelou a Folha de SP da última segunda feira (26). A matéria ainda ressalta:
“Uma parte das pedaladas esteve, de fato, ligada a programas sociais executados pela CEF (Caixa Econômica Federal). Essa fatia, no entanto, foi minoritária.”
Com esse quadro caótico, chega-se a conclusão que ter perdido a eleição pode ter sido sorte.
Na apuração, Aécio Neves esteve na liderança até 19:32 h, com 88% dos votos totalizados, dentro daquelas duas horas do incômodo “buraco negro” devido ao fuso horário do Acre, engenhoca do TSE do ministro Dias Toffolli.
Imaginem a repercussão se o povo soubesse ao vivo e a cores a quase impossível virada na última meia hora, para afinal o tucano sair derrotado por inacreditáveis 50,05 a 49,95% dos votos válidos.
Mas vá lá que seja. Conclui-se com o que hoje se sabe sobre a realidade das contas públicas, que se eleito, Aécio passaria os quatro anos do mandato tapando buracos e dando explicações.
Seria certamente xingado e achincalhado diariamente por expoentes do partido do atual governo para aparecer como o “culpado” do estado de coisas que os governos petistas cometeram.
Provavelmente seria acusado de usar a Polícia Federal e – quem sabe – até o Judiciário (!!!) para “perseguir” o PT.
E o que estaria acontecendo seria apenas o que se lê e vê hoje em dia. Pobrezinhos inocentes.
Depois de tudo isso, quando chegássemos em 2018, muito provavelmente o PT voltaria com a casa arrumada, para destruir tudo outra vez.
Donde se conclui que, desta vez, foi sorte perder a eleição.
Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: “Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo”.
Vídeo do DEM: “O Brasil não aguenta mais o governo do PT”
Por: Felipe Moura Brasil
Os novos comerciais do DEM batem duro no desgoverno de Dilma Rousseff.
O vídeo abaixo reúne as inserções com os senadores José Agripino e Ronaldo Caiado e o deputado Medonça Filho. Assista.
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Segundo o ministro do STF Gilmar Mendes, o que está instalado no Brasil nesses últimos anos e está sendo revelado na Operação Lava Jato é um“modelo de governança corrupta, algo que merece o nome claro de cleptocracia”que nada mais é, por definição, um modelo em que o Estado é dominado por ladrões.
O ministro não deixou pedra sobre pedra: “Isso está evidente, veja o que fizeram com a Petrobrás, veja o valor da Petrobrás hoje, por isso que se defende com tanta força as estatais. Não é por conta de dizer que as estatais pertencem ao povo brasileiro. Porque pertencem a eles. Eles tinham se tornado donos da Petrobrás. Esse era o método de governança.”
Gilmar Mendes exemplificou bem, citando a compra de obras de arte caríssimas: “Veja, não roubam só para o partido, é o que está se revelando, roubam também para comprar quadros. Isso lembra o encerramento do regime nazista, quando se descobriu que membros do partido tinham quadros, tinham dinheiro no exterior, é o que estamos vendo aqui.”
Quando isso e muito mais é proferido por um Ministro do STF, a Suprema Corte brasileira, torna-se ainda mais latente aquela consciência do perigo pelo qual passamos e nos safamos por pouco. Não foi mais do que a sorte que livrou-nos de estarmos hoje com o país sendo presidido por ninguém menos que o outrora poderoso ex Ministro Chefe da Casa Civil do governo Lula, o hoje apenado José Dirceu. Não fosse o estouro do desacerto financeiro entre o famigerado personagem e Roberto Jefferson, dificilmente teríamos nos livrado da sina de ter José Dirceu como sucessor de Lula.
Passaram-se anos quase dez anos do mensalão e constatamos que por muito pouco, três ou quatro anos mais, e eles teriam tudo dominado. Teriam partidarizado os tribunais superiores, o Congresso, os órgãos da administração pública, os fundos de pensão, ONGs, os principais veículos da imprensa, internet, redes sociais, tudo. Com os financiamentos ilegais via BNDES aos países aliados e estaríamos a muito mais de meio caminho de virarmos a Venezuela do cone sul. Mais uma vez foi somente o fator sorte (ou um milagre) que fez com que o plano fosse descoberto antes da deblaque total.
O que nos salvou foi um magistrado federal da primeira instância lá do Paraná. O juiz Sérgio Moro, juntamente com os membros da Força Tarefa da Lava Jato, que conseguiram desmontar e derrotar um projeto político criminoso delineado e em pleno andamento.
Porém, enquanto a Operação Lava Jato ainda não concluiu a limpeza, o governo Dilma segue querendo penalizar os brasileiros. Dona Dilma, a presidente do Conselho de Administração da Petrobras durante as maiores falcatruas contra a estatal, no auge da impopularidade, além de apelar para o discursinho de ser vítima de “golpe”, agora insiste em querer fazer com que a população cubra o rombo que os governos dela e de seu mentor e antecessor causaram nas contas públicas após anos de desperdício vergonhoso do dinheiro do contribuinte, em uma irresponsabilidade insaciável.
Nem vou me alongar descrevendo “pedaladas” e financiamentos de campanhas eleitorais vergonhosos, estes sim passíveis de serem classificados de “golpes”.
Lula sempre fez questão de alardear que em seu governo a Polícia Federal adquiriu autonomia.
Não faz muito, em uma homenagem a seu falecido ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, Lula bravateou:
“Por muito tempo, a Polícia Federal foi reduzida ao papel de instrumento da repressão política. A partir daquela indicação, a Polícia Federal conquistou finalmente o seu espaço republicano.”
Passou a alcançar “os poderosos”.
Então Lula deve estar bastante feliz com o pedido do delegado Josélio Azevedo de Sousa, ao ministro Teori Zavascki, do STF, de autorização para que ele, Lula, seja interrogado para explicar seu envolvimento no esquema investigado na operação Lava-Jato. Disse o delegado, em seu pedido:
“(…) a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”.
O delegado estendeu seu pedido também aos ex-ministros Gilberto Carvalho, Antônio Palocci, Ideli Salvatti, José Dirceu, mais o presidente do PT, Rui Falcão, além dos ex-presidentes da Petrobras, Sergio Gabrielli e José Eduardo Dutra.
“Nenhum dos arrolados nega que as nomeações para as diretorias da Petrobras ora investigadas demandaram apoio político-partidário que, por sua vez, reverteu-se em apoio parlamentar, ajudando a formar, assim, a base de sustentação política do governo. Dentro dessa lógica, os indícios de participação devem ser buscados não apenas no rastreamento e identificação de vantagens pessoais porventura obtidas pelo então presidente, mas também nos atos de governo que possibilitaram que o esquema se instituísse e fosse mantido, uma vez que, tal como já assinalado, não se trata apenas de um caso de corrupção clássica”.
Outubro está chegando. Será um mês para não esquecer.
Polícia Federal pede ao STF para ouvir Lula em inquérito da Lava Jato
Para delegado, petista pode ter se beneficiado de esquema na Petrobras.
Em visita à Argentina, ex´presidente disse não ter sido comunicado.
A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na maior investigação em curso na Corte sobre a Operação Lava Jato. A informação foi antecipada nesta sexta-feira (11) pelo site da revista “Época”.
Para justificar o pedido (veja no Blog do Matheus Leitão), enviado ao ministro Teori Zavascki na última quarta (9), o delegado Josélio Azevedo de Sousa diz que o petista “pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras”.
Na Argentina, antes de visita à Universidade Metropolitana, no centro de Buenos Aires, o ex-presidente disse desconhecer a informação. Indagado sobre o assunto por jornalistas, Lula afirmou (veja vídeo de ‘O Globo’): “Eu não sei como é que comunicaram a vocês e não me comunicaram. É uma pena”.
A assessoria do Instituto Lula informou que o ex-presidente está em viagem de trabalho à Argentina, não tem conhecimento do documento da Polícia Federal e por isso não vai comentar.
O inquérito apura a suposta participação de 39 políticos e operadores em esquema de distribuição de recursos ilícitos a agentes parlamentares do PT, PMDB e PP. Embora Lula não tenha mais o chamado foro privilegiado, o pedido foi enviado ao STF porque o inquérito envolve políticos que só podem ser investigados pelo tribunal.
“Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em curso na Petrobras, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidária sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”, diz o pedido.
O pedido também diz que a investigação “não pode estar dissociada da realidade fática que se busca elucidar”. O documento sublinha que trata-se de um “esquema de poder politico alimentado com vultosos recursos da maior empresa do Brasil” e que teria durado por aproximadamente 10 anos, compreendendo o período de governo de Lula.
Outro trecho diz que nenhum dos investigados nega que nomeações para diretorias da Petrobras “demandaram apoio político-partidário que, por sua vez, reverteu-se em apoio parlamentar, ajudando a formar, assim, a base de sustentação política do governo”.
“Dentro dessa lógica, os indícios de participação devem ser buscados não apenas no rastreamento e identificação de vantagens pessoais porventura obtidas pelo então presidente, mas também nos atos de governo que possibilitaram que o esquema se instituísse e fosse mantido, uma vez que, tal como já assinalado, não se trata apenas de um caso de corrupção clássico”.
No pedido, a PF relaciona diversos trechos das delações premiadas de Paulo Roberto Costa – ex-diretor de Abastecimento da Petrobras suspeito de operar os desvios – e Alberto Youssef – doleiro que seria responsável por pagar propinas e lavar o dinheiro –, em que indicam anuência do ex-presidente ao esquema.
No mesmo pedido, a PF pede também para ouvir os ex-ministros petistas José Dirceu (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais). Todos são relacionados como integrantes do “Primeiro Escalão do Poder Executivo Federal”. Há também pedidos para ouvir o presidente do PT, Rui Falcão, os ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e José Eduardo Dutra.
Segundo a a PF, as investigações serão complementadas pelas investigações realizadas sobre Dirceu e o também ex-ministro Antonio Palocci sob a supervisão do juiz Sergio Moro, da primeira instância da Justiça Federa em Curitiba, e também com a delação premiada do dono da UTC Engenharia Ricardo Pessoa, considerado líder do cartel que atuava na Petrobras.
O documento também menciona a presidente Dilma Rousseff, citando cargos que ocupou durante o governo Lula – ministra de Ministra de Minas e Energia (2003 a 2005), presidente do Conselho de Administração da Petrobras (2003 a 2010) e chefe da Casa Civil (2005 a 2010) –, mas que ela não pode ser investigada por determinação da Constituição.
Há nove meses o ex-primeiro-ministro português, José Sócrates, está em prisão preventiva. A acusação seria de receber propina de empresas em troca de favores. Já foram localizadas contas na Suiça em nome de familiares dele e o mais surpreendente é a existência de personagens do mensalão e do petrolão no esquema.
O Grupo Lena, acusado de ser contratante dos serviços de Sócrates, tem relações com a Odebrecht. As relações entre o PT brasileiro e o Partido Socialista português, nos anos do governo de José Sócrates e de Lula pavimentaram negócios de pelo menos três empreiteiras brasileiras ligadas ao petrolão.
Outras empresas portuguesas investigadas, como o Banco Espírito Santo, já apareceram em esquemas do mensalão.
Isso pode não ser nada bom, no momento em que o Juiz Sérgio Moro está prestes a aceitar a denúncia contra José Dirceu e mais 16 pessoas, tornando-os réus denunciados na 17ª fase da Lava Jato. Junto pode aceitar a denúncia contra a filha de Dirceu, Camila Ramos e o irmão Luiz Eduardo de Oliveira, suspeitos de terem ficado com parte da propina oriunda de contratos da Engevix com a Petrobrás.
José Dirceu até pode querer dar uma de Marcos Valério e suportar uma possivelmente longa condenação. Mas já se sabe os efeitos que produziram – denúncia de familiares – entre outros acusados da Lava Jato.
Esta é uma hipótese que provoca calafrios nas hostes petistas, em se tratando de Dirceu. Sim, estamos falando na possibilidade de uma apavorante delação premiada do “guerreiro do povo brasileiro”.
Se tudo isso fosse pouco, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao ministro Teori Zavascki o pedido para que o Ministério Público investigue o pagamento de propina nas campanhas presidenciais de Lula, em 2006, e de Dilma em 2010 e 2014.
Os pedidos de Janot, foram baseados nos depoimentos de Ricardo Pessoa, dono da UTC.
Zavaski ainda não se manifestou sobre o assunto, mas já encaminhou para o juiz Sérgio Moro em Curitiba os documentos que apontam suspeitas de arrecadação ilegal feitas pelas coordenações de campanhas presidenciais de Lula em 2006 e de Dilma referentes a 2010.
Enquanto isso, Lula passava pelo Palácio da Alvorada, na noite de quinta-feira. Encontrou Dilma atordoada em meio a um turbilhão de problemas.
Estava em meio a crise com a quase saída de Joaquim Levy e com a fala de Michel Temer.
Aquela: “Hoje, realmente, o índice [de aprovação do governo] é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. Se continuar assim, eu vou dizer a você, 7%, 8% de popularidade, de fato, fica difícil.”
Parecia que a visita fora para ajudar com conselhos sua criatura. Pelo sim, pelo não, Lula tem mais é que tentar salvar a própria pele. E Dilma, a esta altura, só pode piorar ainda mais a situação de seu criador.
Em meio a esta infinidade de sintomas que o barco está fazendo água por todos os lados, ainda há quem pense que tudo isso “não vai dar em nada”.
Enio José Hörlle Meneghetti, 67 anos, é administrador de empresas. Tem cursos de especialização em marketing e mercado de capitais. Conservador, já atuou nas esferas pública e privada. Foi Gerente de Governança, Riscos e Conformidade do GHC - Grupo Hospitalar Conceição, Gerente Estadual da GEAP, Diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da METROPLAN além de3 outras atividades. Assessorou o deputado Onyx Lorenzoni, foi Chefe de Gabinete do Vice-Governador (RS) Paulo Afonso Feijó. Autor do livro "Baile de Cobras", biografia do ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti, seu avô.
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