Archive for the ‘Câmara Federal’ Category

Propina da Petrobras financiou advogado de réus do mensalão!

10 de março de 2015

Suprema cara-de-pau. Réus do mensalão pagaram advogado com propina do escândalo da Petrobrás.

Qual a diferença entre quem age assim e um assaltante de bancos que rouba outro banco para pagar o advogado do roubo anterior?

A diferença é que o assaltante, pelo menos teve coragem, arriscou a pele em um assalto à mão armada. Já os réus do caso acima, além de tudo são covardes, pois nem para enfrentar perigo servem.

                                                                 YoussefFolha

Do blog do Josias de Souza:

“Em depoimento prestado no último dia 11 de fevereiro, o delator premiado Alberto Yousseff revelou que, durante o julgamento do processo do mensalão, a defesa de dois dos réus, os ex-deputados José Janene (PP-PR) e Pedro Corrêa (PP-PE), foi custeada com verbas sujas obtidas em negócios ilíticos de empreiteiras com a Petrobras. O próprio Youssef intermediou os repasses, que somavam até R$ 70 mil mensais.

Suprema desfaçatez: os réus pagaram os honorários do seu defensor num escândalo de corrupção embrenhando-se noutro escândalo ainda maior. (…).

O repórter Jailton de Carvalho conta que Youssef informou que conhecia o escritório de advocacia que cuidava da defesa de Janene e Corrêa. (…).

De acordo com a transcrição do depoimento, o doleiro Youssef disse que fez “vários pagamentos em dinheiro vivo” para cobrir os honorários que o advogado cobrava dos dois deputados. O dinheiro era entregue no escritório do defensor em Brasília —“…entre 40 mil e 70 mil reais por mês”, disse o doleiro.

Ouvido, o advogado confirmou os pagamentos. Mas disse desconhecer Youssef. “Quem me pagava era o PP, de quem eu era advogado desde 2003. Se o dinheiro vinha dele [Youssef] eu não posso saber. Eu emitia notas para o PP”. O doutor declarou que não era ele o responsável pelos recebimentos no escritório. “Não sei se eram transferências bancárias, cheque ou dinheiro vivo. Mas não teve nenhum pagamento que não teve nota emitida.”

Delator na CPI: detalhamento da patifaria institucionalizada

10 de março de 2015

Pedro Barusco

Pedro Barusco, ex gerente da Petrobrás que comprometeu-se a devolver 97 milhões de dólares para ter direito à delação premiada, afirma em depoimento a CPI da Petrobrás que a corrupção na estatal foi “institucionalizada” a partir de 2003 ou 2004, já no governo Lula, conforme já havia feito em seu acordo de delação.

O depoimento de mais de sete horas acabou há pouco, às 16:40.

O relator da CPI, o petista Luiz Sérgio (PT-RJ), foi o primeiro a fazer perguntas e quis saber quando o esquema mais amplo de corrupção se instalou: “A forma mais ampla, em contato com outras pessoas da Petrobras, de uma forma mais institucionalizada, foi a partir de 2003, 2004. Não sei precisar exatamente a data, mas foi a partir dali”, afirmou o ex-gerente.

Pedro Barusco disse que “praticamente” toda a propina que recebeu foi paga no exterior, em contas na Suíça. Ele afirmou que não tem detalhes de com o dinheiro era repassado a Vaccari (João Vaccari Neto – tesoureiro do PT) http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/joao-vaccari-neto.shtml. “Eu recebia só para mim e para o Renato Duque”. O ex-gerente reafirmou, entretanto, que havia até mesmo uma “prestação de contas” na divisão da propina. Ele contou aos parlamentares que fazia o controle dos pagamentos por meio de planilhas e que, periodicamente, em um período de dois a quatro meses, havia um acerto de contas com os operadores do esquema. “O mecanismo envolvia o representante da empresa, eu , o diretor Duque e João Vaccari. São os protagonistas”, resumiu.

O delator deixou claro que a participação de Vaccari não era por conta própria, mas sim em nome do partido. “O rótulo era PT”, explicou, acrescentando que o tesoureiro petista também esteve à frente do recebimento de comissões em obras do Gasene, uma rede gasoduto construída entre Rio de Janeiro de Bahia. As obras foram questionadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Eu sei que a propina foi destinada a mim, ao Duque e à parte relativa ao PT. A gente sempre combinava esse tipo de assunto com o Vaccari. Ele era o responsável”, disse o ex-gerente da Petrobras.

Barusco também disse que o PMDB se beneficiou dos desvios na Diretoria de Abastecimento, sob comando de Paulo Roberto Costa, e que a Diretoria de Serviços era da cota do PT. “A divisão da propina, até onde eu sabia, iria para o PP e, mais recentemente o PMDB no caso do diretor Paulo Roberto Costa. E no caso do diretor Renato Duque atendia ao PT. É isso que eu sabia e que eu vivenciava”, afirmou.

Sete Brasil
Quando se aposentou, aos 55 anos de idade, Barusco assumiu o cargo de diretor operacional da Sete Brasil, empresa dedicada ao aluguel de sondas para a exploração do pré-sal e que é fruto de uma sociedade da Petrobras com empresas privadas, como BTG, Santander e Bradesco, e fundos de pensão. Barusco admitiu que a Sete cobrava 1% de propina sobre os contratos, que somam 22 bilhões de reais (BILHÕES!!!). O ex-diretor disse que seu cargo era da cota de indicação da Petrobras, sob responsabildade do então presidente José Sérgio Gabrielli. “Quem me indiciou foi a Petrobras. Quem foi a pessoa que defendeu a minha colocação eu acho que foi o Renato Duque e o presidente Gabrielli”, afirmou.

“Sobre a divisão [de propina] da Sete, como tinha o Vaccari e outras pessoas envolvidas, houve uma divisão prática: um estaleiro pagava a mim e ao Duque, outro pagava ao Vaccari, e assim seguia, porque senão ficava uma movimentação financeira cruzada muito complexa”, explicou.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) questionou a forma como a Sete Brasil foi criada. “É carta marcada. O senhor chega lá colocado do nada, a empresa nasce do nada e ela de repente tem 22 bilhões para roubar?”, disse.

SBM
Pedro Barusco também confirmou que Renato Duque pediu à holandesa SBM um pagamento de 300 000 dólares para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência de 2010. Embora diga não ter tratado diretamente de indicações políticas com os diretores, ele disse ainda que, internamente, “havia rumores de que o PT através do José Dirceu teria indicado Renato Duque e que o PP, através do deputado José Janene, havia indicado o Paulo Roberto”.

Por Reinaldo Azevedo – Veja.com

Renúncia já!

8 de março de 2015

“Dilma,  ‘revoltada’, afirmou que a Petrobras tinha a contabilidade das mais apuradas do mundo.”

Texto publicado no Estadão – grifos do blog

MIGUEL REALE JUNIOR*

07 de março de 2015

“A indignação em vista do descalabro moral e gerencial do governo veio à tona com a elevada rejeição da presidente. Fala-se cada vez mais em impeachment, cassação do seu mandato pelas vias legais.

Em entrevista concedida por José Dirceu em junho de 1992 ao programa Roda Viva, disse o então deputado: ‘Não se faz impeachment na Câmara e no Senado, ele acontece na sociedade; eu disse e quero repetir que o impeachment não se resolve no Congresso Nacional, se resolve nas ruas e se resolve com uma coalizão político-partidária’.

Porém, além dos fatores sociais e políticos, consistentes no apoio das ruas e na expressiva maioria parlamentar, há de se ter, para o impeachment, a acusação de ação ou omissão enquadrável em algum dos 65 tipos de conduta descritos na Lei n.º 1.079, de 1950. Nos governos Lula e no primeiro mandato de Dilma, poder-se-ia encontrar a violação ao dever de probidade na administração pela ausência de zelo da moralidade administrativa, não se tornando efetiva a responsabilidade dos subordinados em face de delitos funcionais, tal como preceitua o artigo 9o, item 3, da Lei 1.079.

Primeiramente, entendo que as infrações políticas que podem levar ao impeachment são exclusivamente previstas na forma dolosa, ou seja, intencional. Assim, os fatos devem revelar a intenção do governante de não tomar providências em vista da improbidade cometida por subordinados, o que circunstâncias a seguir lembradas podem indicar.

Em 2009, sendo Lula presidente da República e Dilma chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, instalou-se no Senado a CPI da Petrobras, tendo em vista, principalmente, relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) revelando sobrepreços na obra da Refinaria Abreu e Lima.

No dia da instalação da CPI, Lula declarou que a comissão não era do Senado, era do PSDB, e só impatriotas punham a Petrobras em investigação, tendo a certeza de não haver irregularidades na empresa e Dilma, “revoltada”, afirmou que a Petrobras tinha a contabilidade das mais apuradas do mundo.

Lula interferiu na composição da CPI, combinando com o líder do PMDB, Renan Calheiros, a indicação da relatoria para o sempre governista Romero Jucá, ambos possíveis beneficiários dos desvios, segundo o procurador da República. Fernando Collor fazia parte da CPI e foi cooptado por Lula em troca do poder de nomear dois diretores da BR Distribuidora, suspeita de repassar importâncias ao senador. Os diretores sugeridos por Collor foram aprovados pelo conselho de administração presidido por Dilma. Estava tudo armado para o ocultamento.

Romero Jucá, no relatório da CPI, concluiu que as indicações de sobrepreço na Abreu e Lima decorriam da aplicação equivocada de índices pelo TCU, certo de que o tribunal viria a concordar com suas assertivas.

Lula e Dilma trabalharam para o fracasso das investigações do Senado e sabiam de tudo, segundo o doleiro Alberto Youssef. Na CPI encobriram-se irregularidades que só vieram à tona em março de 2014, sem nenhuma contribuição do governo Dilma. Já presidente da República, Dilma manteve a diretoria que administrava a Petrobras, deixando que continuassem a surrupiar quantias astronômicas, impossíveis de não ser percebidas, e em parte desaguadas na tesouraria do seu partido.

Mas mesmo que fique configurada conivência da presidente com os malfeitos, ao deixar sem apuração os desvios ao longo do tempo, tipificando-se, eventualmente, a conduta descrita no artigo 9o, item 3, acima lembrado, todavia, essa omissão dolosa teria ocorrido no período passado. A pena do impeachment visa a exonerar o presidente por atos praticados no decorrer do mandato. Findo o exercício da Presidência, não se pode retirar do cargo aquele cujo governo findou. Diz o artigo 15 da Lei do Impeachment que a denúncia deverá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado o cargo. E Dilma deixara o cargo de presidente por ter terminado o mandato, tomando posse de outro, que se iniciou em 1o de janeiro com faixa presidencial e juramento.

Assim, se há manifestações nas ruas e grave crise de governabilidade, complicada por inflação e estagnação, falta, no entanto, fato concreto entre janeiro e março deste ano constitutivo de infração política a justificar o impeachment. Com tempo para agir, o governo repensa a não aplicação da Lei Anticorrupção às empresas, que poderia levar ao impeachment, como bem suscitou Modesto Carvalhosa. Se não há crime de responsabilidade, pode haver crime comum, por ora com pedido de arquivamento.

Na entrevista de 1992 ao Roda Viva, José Dirceu disse ser uma via a renúncia de Collor em razão de não ter “condições éticas e políticas de continuar governando o País”. Tal sucede com Dilma. Há uma revolta em face da imoralidade do “desgoverno”. Soma-se o amplo espectro político da corrupção revelado pelo procurador-geral da República, com ministros, presidentes do Legislativo e outros líderes do Congresso Nacional investigados no escândalo. Houve um ataque frontal à democracia com promiscuidade organizada entre Executivo e Legislativo. As bases da República foram corroídas no seu cerne. Apodreceram o Brasil.

No próximo dia 15, a passeata dos indignados deve clamar por patriótica e ampla renúncia. Dilma não tem condições éticas e políticas para governar, carente de qualquer credibilidade pelo passado nefasto e por ausência de autoridade moral: é apenas a triste condutora de sua herança maldita com um séquito de ex-ministros investigados.

A saída da crise é ainda mais estreita com representação do procurador-geral, pois Eduardo Cunha e Renan também devem renunciar à presidência de suas Casas. Malgrado a presunção de inocência, não contam com as imprescindíveis confiança e independência para desinfetar o Brasil.

Renúncia já: a única via em busca de pacto sério para reconstrução do País.”

* Miguel Reale Jr é  jurista, professor Titular de Direito Penal da USP, autor de diversos artigos publicados nos mais diversos veículos. Exerce a cátedra de direito penal no Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da Faculdade de Direito da USP. Filho do também jurista Miguel Reale. Foi Ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso.

 

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Embuste!

8 de março de 2015

A quebra de sigilo do depoimento de Alberto Youssef confirmou a notícia de capa da revista Veja*, “ELES SABIAM DE TUDO”, com os rostos de Dilma e Lula.

“Tudo”, logicamente, referia-se ao maior esquema de corrução de nossa história.

         – O que a VEJA fez foi um ato de terrorismo eleitoral” – disse Dilma no vídeo abaixo.

          – Darei a minha resposta na Justiça” – disse também a então candidata.

Faltou dizer quando…

Nunca foi tão importante exercitar a memória como nos tempos em que vivemos.

Aí está o vídeo, eternizado no YouTube. 

Este é de Lula, sobre o mesmo embuste.

*edição Veja 29.10.2014

 

Basometro – meça seu deputado

7 de março de 2015

O Brasil não estaria surpreso com os nomes incluídos na lista de parlamentares envolvidos na Lava Jato se conhecesse o Basometro.

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O Basometro é uma ferramenta interativa que permite medir o apoio dos parlamentares ao governo e acompanhar como eles se posicionaram nas votações.

É uma ferramenta de uso aberto, criada pelo Estadão Dados. Através de gráficos pode-se avaliar o percentual de adesão da cada parlamentar aos projetos de interesse do governo.

Por exemplo, dentre os deputados do Rio Grande do Sul, o menor percentual de “governismo”  é do deputado Onyx Lorenzoni, do DEM/RS.

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É um excelente instrumento para conhecer como os deputados federais e senadores mudam de comportamento nas votações nominais realizadas no Congresso durante o Governo Dilma. O basômetro mostra o grau de apoio dos parlamentares às proposições legislativas que interessam ao governo. Cada parlamentar é avaliado segundo o percentual de vezes em que ele votou da mesma maneira que o líder do governo.

São quatro diferentes unidades de análise: o partido (coluna esquerda), o estado (coluna direita), o parlamentar (representado pelas pequenas bolinhas do gráfico) e as bancadas temáticas (ruralistas, ambientalistas e evangélicas). Quem apertar a tecla no canto inferior da imagem observará através dos pontinhos, o posicionamento dos deputados em cada votação.

Através do Basometro encontra-se algumas surpresas. Por exemplo: o grau de “governismo” do Pastor Marco Feliciano, em que pese todas as divergências que teve com elementos do partido do governo, é de 82%.

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Você pode acessar o Basometro em http://estadaodados.com/basometro/

Experimente. Busque seu deputado ou senador. Teste o partido de sua preferência. Você ficará surpreso com a “taxa de governismo” do Rio Grande do Sul, apesar dos resultados que Dilma Roussef obteve aqui.

Bom proveito.

http://www.eniomeneghetti.com

DILMA PRETENDE PACTO COM PSDB

6 de março de 2015

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Por favor, não façam isso!

De acordo com a colunista da Folha de SP, Mônica Bergamo, o Planalto pretende contar com o PSDB para safar-se da perigosa crise que enfrenta.

Sua coluna de hoje, 06 de março, tem como o título:

Crise pode obrigar Dilma a buscar um pacto político incluindo nele o PSDB

Mônica  Bergamo, que é tida como “amiga” de Dilma Roussef, publica que dois dos pretensos interlocutores do “pacto nacional”, que incluiria o PSDB, serial FHC e José Serra.

Por favor, não!

Segundo Bergamo, a medida já é discutida entre os petistas de alto coturno.

Leia o que ela publicou:

“A rápida deterioração do quadro político e o agravamento da crise econômica podem obrigar Dilma Rousseff a buscar um pacto político no país, esforçando-se para incluir nele o PSDB. A ideia já é discutida entre dirigentes e ex-ministros do PT.

Empurrão

O empurrão viria de setores empresariais e financeiros com pânico da recessão (só o setor de máquinas e equipamentos prevê demitir 30 mil neste ano). E também de lideranças políticas atingidas pelo aprofundamento da crise. Nesta semana, milhares de professores em greve saíram às ruas no Paraná para protestar contra o governador tucano Beto Richa, por exemplo.

Empurrão 2

A possibilidade de rodízio de água em SP também coloca o governo do tucano Geraldo Alckmin em alerta, pelo potencial de turbulência social que a medida pode gerar.

Empurrão 3

Além de governadores do PSDB, também José Serra (PSDB-SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso são vistos como possíveis interlocutores de um diálogo emergencial para que o caldo não entorne de uma vez.

Água fria

A exclusão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da lista de envolvidos no escândalo da Operação Lava Jato frustrou boa parte do governo e do PT. O procurador-geral, Rodrigo Janot, que fechou o documento, não guardou segredo quanto ao fato de o tucano estar citado em delações premiadas. Isso foi entendido como um sinal de que ele não pouparia o tucano.

Água fria 2

Janot já está sendo comparado ao ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado foi indicado à corte graças à expectativa de que inocentaria os réus do mensalão. E fez justamente o contrário.”

 

Bem, tudo indica que o desespero bateu às portas do governo. A publicação tem todos os sintomas de nota plantada como balão de ensaio. Daí a importância de que receba o repúdio dos milhões de brasileiros que estão fartos do atual governo.

A nota Empurrão que sugere o caos econômico da recessão tem toda cara da chantagem pelo pavor.

Por favor, não traiam os milhões de eleitores que votaram em Aécio Neves em 2014.

Repudio total à absurda ideia desse legítimo abraço de afogado!

Os governos petistas tem de arcar com seus erros, Quem é oposição deve, em respeito ao povo e a democracia, exercer o papel de oposição!

Todos às ruas nas manifestações do dia 15 de março!

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“Não tenho rabo preso. CPI vai investigar Lula e Dilma”

6 de março de 2015

Hugo Mota

O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta do PMDB, afirmou em entrevista a Veja (abaixo), que a presidente Dilma e o ex-presidente também serão investigados pela comissão. “O PMDB é aliado do Planalto, não subserviente. Não pode ser convocado só na hora de tomar o remédio amargo”.

E mais.

Os empreiteiros do petrolão também serão convocados para depor, além de nomes envolvidos até o pescoço com o propinoduto.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco abre a rodada na próxima terça-feira.

Acompanhe o vídeo abaixo, com a entrevista exclusiva do deputado Hugo Motta, de apenas 25 anos, com Joice Hasselmann.

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/nao-tenho-rabo-preso-cpi-da-petrobras-vai-investigar-dilma-e-lula-diz-hugo-motta

Depois do bate boca na sessão de ontem, o presidente da CPI da Petrobrás conseguiu emplacar os quatro sub relatores contrários aos interesses do Planalto.

Isso irá dificultar enormemente as tentativas de abafa que o governo pretendia através do relator:  “Em relação a sub-relatoria, eu confesso que fui pego de surpresa. O apelo que deixo é no sentido de que, havendo essa decisão do presidente por sua criação, que elas sejam criadas, mas que nós tenhamos uma semana para discutir com as lideranças”, diz o deputado Luiz Sérgio (PT/RJ), relator da CPI.  

Quem deu o aval às sub-relatorias indicadas pelo presidente da CPI que, na prática, diminuem o poder do relator, foi o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha.

Bem, pelo menos enquanto durarem as desavenças entre o Planalto e Eduardo Cunha, poderemos esperar boas surpresas no andamento da CPI da Petrobrás.

Cabe ressaltar, que embora os presidentes(as) da República em exercício tenham imunidade temporária para serem processados por eventuais crimes comuns cometidos ANTES da investidura no cargo, as CPIs tem esta prerrogativa.

Portanto, a CPI da Petrobrás pode – em tese – investigar a atuação da ex presidente do Conselho de Administração da estatal, Dilma Roussef , ao tempo da compra da refinaria de Pasadena.

Aguardemos.

 

Renato Duque foi solto a pedido de Lula. Esposa de Duque teria ameaçado denunciar envolvimento do ex-presidente

28 de fevereiro de 2015

ISSO É GRAVÍSSIMO!

Se o sr Teori Zavaski tiver um mínimo de ética, agora lhe cabe dar-se por impedido e afastar-se do caso. E que sejam anuladas suas decisões que mantiveram Renato Duque solto, ate novo exame por seu substituto.

Será que esse tal “ex-ministro do STF”, que meteu o bedelho onde não era chamado, é o mesmo que atraiu Gilmar Mendes a seu escritório para ser peitado por Lula, em relação a seu futuro voto, por ocasião do mensalão?

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Entenda o que houve: segundo acaba de revelar o site da revista VEJA,  Renato Duque foi solto a pedido de Lula, após a esposa de Duque ter ameaçado denunciar envolvimento do ex-presidente caso seu marido não fosse solto imediatamente. 

Acesse em: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/

O teor da matéria é o seguinte:

“Quando o ministro Teori Zavascki, do STF, mandou deixar solto Renato Duque, o afilhado de José Dirceu e arrecadador petista na Petrobras, que ele mesmo mandara soltar noutra ocasião, escrevi aqui no blog:

A Justiça brasileira é motivo suficiente para sair às ruas em 15 de março. Que a constrangedora impunidade desses criminosos, especialmente dos protegidos do PT, desperte o sentimento e o dever cívicos de milhões e milhões de brasileiros.

Quando outra decisão do ministro revelou “dois pesos, duas medidas”, tuitei:

Captura de Tela 2015-02-27 às 18.22.54Os demais golpes do partido governante para blindar Lula e Dilma Rousseff no escândalo do Petrolão também estão resumidos passo a passo neste blog – aqui e aqui.

Mas agora estourou a ‘bomba’ que revela a atuação direta do ex-presidente no boicote à Justiça, com a cumplicidade do ministro do STF:

Isso mesmo: Duque foi solto a pedido de Lula, conforme O Antagonista apurou com três fontes diferentes. Em resumo:

1) A mulher do arrecadador entrou em desespero com a prisão do marido em novembro de 2014 e, não podendo mais recorrer ao mensaleiro em baixa Dirceu, procurou o braço-direito de Lula, Paulo Okamotto, que lhe prometeu resolver depressa a situação.

2) Cobra criada em lidar com petistas, ela não caiu na conversa e ameaçou reunir provas suficientes para demonstrar que Lula sabia e participara de todo o esquema de corrupção na Petrobras, o que acabou obrigando Okamatto a alertar o ex-presidente de que ele deveria resolver pessoalmente o problema.

3) Lula então se encontrou com a mulher de Duque e tentou convencê-la de que seu marido ficaria na prisão por menos tempo do que se imaginava, mas ela tampouco se deixou levar e voltou a dizer que o implicaria no escândalo se Duque não fosse libertado rapidamente.

4) Acuado, Lula pediu socorro a um grande amigo seu, ex-ministro do STF, que lhe sugeriu, como o melhor caminho, recorrer a Teori Zavascki.

5) O próprio amigo de Lula marcou um encontro com o ministro para lhe explicar a urgência de livrar Renato Duque, porque, caso contrário, Lula seria envolvido “injustamente” num escândalo de proporções imprevisíveis para a estabilidade institucional.

6) Teori Zavascki aquiesceu. Avisado pelo amigo ex-ministro do STF, Lula comunicou à mulher de Renato Duque que tudo estava resolvido e, passados pouco mais de quinze dias após a sua prisão, o arrecadador viu-se livre da carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Comento: Não faltam motivos para o povo sair às ruas.”

Túnel liga Ásia e Europa por 2 bilhões. Pechincha, diz Brasil!

26 de fevereiro de 2015

Tunel Bósforo

Pois é. Um sonho de 150 anos,  um túnel ferroviário unindo dois continentes – Europa e Ásia – em Istambul, por baixo do estreito de Bósforo.

Idealizado há 150 anos pelo sultão Abdülmecid I, o projeto Marmaray  teve um custo de cerca de dois bilhões de dólares.

São 1,4 quilômetro de túnel,  60 metros sob o mar, por baixo do estreito de Bósforo.

Uma obra-prima da engenharia, o Marmaray foi construído a prova de terremotos e maremotos. 150 mil passageiros por hora poderão trocar de continente em modernos e confortáveis trens a mais de 100 quilômetros por hora.

Isso tudo construído em um local que guarda tesouros de uma história milenar de comércio e de guerras, dos séculos 6 ao 11, sob muralhas da cidade antiga, tumbas do neolítico. E cerca de 5 mil objetos de interesse arqueológico: sandálias de madeira dos navegantes, incenso, ânforas, estátuas, âncoras…

Foram encontrados barcos bizantinos em muito bom estado de conservação. Os barcos de guerra mais antigos que já foram resgatados. E uma tumba neolítica de 8.500 anos.

Tudo pela BAGATELA de míseros DOIS BILHÕES DE DÓLARES. Sim, uma bagatela, se formos comparar com os padrões e valores envolvidos no rombo da Petrobrás.

Já imaginaram se esta gigantesca obra turca tivesse ficado à cargo do cartel de empreiteiras comandado pelo tal de Ricardo Pessoa, ex-amigo de Lula?

O Brasil é mesmo um país riquíssimo. A Turquia, país da histórica Istambul, entreposto mais importante da humanidade levou 150 anos para fazer uma obra de apenas 2 bilhões de dólares. Perto dos valores movimentados pelo PT, segundo divulgam os delatores premiados, isso equivale à coleta da missa dominical em São Bernardo, por exemplo.

O PT de Lula e Dilma, em 12 anos, só na Petrobrás causou uma perda de R$88,6 bilhões. Não são milhões. São R$ 88.600.000.000,00. Haja zeros.

São os valores divulgados pela própria Petrobras, onde foram somados os valores bilionários superfaturados de acordo com os fatos divulgados na operação Lava Jato.

Disse a Petrobras em comunicado já sobejamente conhecido: “Em face da impraticabilidade de identificar os pagamentos indevidos de forma correta, completa e definitiva, e da necessidade de corrigir esse erro, a Companhia decidiu lançar mão de duas abordagens: (i) diferença entre o valor justo de cada ativo e seu valor contábil e (ii) quantificação do sobrepreço decorrente de atos ilícitos usando informações, números e datas revelados nos depoimentos e termos de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato”.

Então tá. Este será o grande legado dos governos petistas no Brasil.

Por enquanto…

Procurador adverte

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ABRACADABRA Jurídico

26 de fevereiro de 2015

ABRACADABRA Jurídico

O pavor do governo com as consequências que poderão vir através dos acordos de delação premiada, no âmbito da operação Lava Jato, produziu um monstro inacreditável.

Para tentar livrar alguns companheiros dos horrores revelados nos acordos que vem sendo celebrados, foi baixada dia 11 de fevereiro pelo Tribunal de Contas da União – TCU – a “Instrução Normativa 74”.

Pretende essa norma – tirada de algum cérebro mágico – que todos os “Acordos de Leniência” ou “Delação Premiada”, só possam ser firmados com a anuência do TCU.

O TCU não faz parte do judiciário. É um órgão auxiliar do Poder Legislativo. O TCU tem conselheiros vitalícios, nomeados e muitas vezes indicados pelo poder executivo.

Estamos saindo de uma semana onde o Ministro da Justiça em pessoa é acusado publicamente de aconselhar indevidamente advogados de um réu preso a NÃO firmar um acordo de Delação Premiada com o MP. Pior ainda, segundo revela a revista Veja, o próprio Ministro é que teria chamado os defensores do réu para fazer a solicitação.

Quando se toma conhecimento da norma baixada pelo TCU e da gravidade do conteúdo que esse réu preso oferece revelar, a situação ganha contornos inacreditáveis.

Essa é a “listinha” do que o réu Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia e mentor do chamado “cartel das empreiteiras”, oferece detalhar, conforme revelado pela revista:

1)    O esquema de cobrança de propina na Petrobras, funciona desde 2003, no governo de Lula – ex amigo do empreiteiro. O primeiro operador era o tesoureiro do PT Delúbio Soares, réu do mensalão;

 

2)    A empresa de Ricardo Pessoa, a UTC, teria financiado clandestinamente as campanhas do hoje ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao governo da Bahia em 2006 e 2010 e a campanha de Rui Costa, em 2014, também financiada com dinheiro desviado da Petrobras;

3)    A empreiteira teria ajudado o então réu José Dirceu a pagar despesas pessoais a partir de simulação de contratos de consultoria. Dirceu recebeu 2,3 milhões de reais da UTC somente porque o PT pediu;.

4)    O presidente petista da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sempre soube de tudo;

5)    Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff e o PT receberam da empreiteira 30 milhões de reais desviados da Petrobras. Ricardo Pessoa pode demonstrar como esse dinheiro saiu ilegalmente da estatal, através de contratos superfaturados, e testemunhar que o partido conhecia a origem ilícita. Também pode contar como o esquema de propinas foi montado pelo PT com o objetivo claro de financiar suas campanhas eleitorais. O presidente do BNDES avisou Pessoa que o tesoureiro de Dilma, Edinho Silva, o procuraria para pedir dinheiro. Pessoa confirma que deu mais 3,5 milhões de reais à campanha presidencial petista após ser procurado por Edinho. A conversa entre eles teria duas testemunhas;

 

6)     O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao tomar conhecimento de que Pessoa estava prestes a denunciar Lula, Dilma e Dirceu, procurou os advogados do empreiteiro, e o acordo de delação premiada que ele negociava com os procuradores da Operação Lava Jato foi suspenso.

 

Foi então que algum mágico achou uma brecha legal para conceder a prerrogativa ao TCU. Diz a Instrução 74:“Considerando que, por não afastar a reparação de dano ao erário, (…) a celebração de acordos de leniência por órgãos e entidades da administração pública federal é ato administrativo sujeito à jurisdição do Tribunal de Contas da União quanto a sua legalidade, legitimidade e economicidade, nos termos do art. 70 da Constituição Federal. (…)  termos do art. 71, inciso II, da Constituição Federal; etc. “

Assim, os ministros do TCU resolveram: “Art. 1º A fiscalização dos processos de celebração de acordos de leniência inseridos na competência do Tribunal de Contas da União, inclusive suas alterações, será realizada com a análise de documentos e informações, por meio do acompanhamento das seguintes etapas: I – manifestação da pessoa jurídica interessada em cooperar (…); II – as condições e os termos negociados entre a administração pública e a pessoa jurídica envolvida, (…); III – (…); IV – relatórios de acompanhamento do cumprimento dos termos e condições do acordo de leniência; V – relatório conclusivo contendo avaliação dos resultados obtidos com a celebração do acordo de leniência”.

E por aí vai. A medida, na prática,  acaba com o sigilo e a eficácia dos acordos de delação premiada. No mínimo, pela burocracia que sugere e envolve, a morosidade dos processos que já é grande, tornaria-os ainda mais demorados. A medida pretende bloquear tudo mesmo.

Fica a impressão de que há nos bastidores pessoas desesperadas e dispostas a qualquer coisa.

E tem motivos de sobra para isso.

Enio Meneghetti