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Quando outubro chegar

12 de junho de 2015

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A inflação sobe 8,47% nos últimos 12 meses.

Juros ao crédito atingem absurdos 121,96% ao ano. Sem falar nos números cobrados no cartão de crédito ou cheque especial, tão impagáveis que correspondem a suicídio financeiro.

Começa a sair de controle a inadimplência. O desemprego é uma realidade. Assalariados que mantém seus empregos começam a sentir as dificuldades para pagar as tarifas de luz, gás, água, plano de saúde (vai virar luxo) e telefone, que aumentam sem parar. Prestadores de serviços começam a sentir o efeito calote. As empresas vendem menos, atrasam pagamentos, demitem e retro alimentam a crise. O Brasil afunda a olhos vistos.

Enquanto isso, o investigado Lula telefonou para o vice presidente Michel Temer para reclamar da convocação de Paulo Okamoto para depor na CPI da Petrobrás, segundo informa a Folha de São Paulo.

E não foi só isso, como nos conta Felipe Moura Brasil:

“Lula saiu do sério ontem com Luiz Sérgio, o petista que é o relator da CPI da Petrobras, logo após saber que o seu fiel escudeiro, Paulo Okamoto, fora convocado a depor na comissão. Numa palavra, foi um esporro federal”.

Como vingança, o PT  agora quer mirar em FHC, como sempre faz. Os petralhas querem saber quais são as fontes de financiamento do Instituto que leva o nome de Fernando Henrique.

Podem espernear à vontade. Difícil vai ser explicar, entre muitas coisas mais, por que a Camargo Correa  doou 3 milhões ao Instituto Lula e repassou 1,5 milhão para a empresa de palestras de Lula, a LILS Palestras,  Eventos e Publicidade.

E não é só isso que nos traz o excelente Felipe Moura Brasil, vejam:

“Felizmente a CPI (da Petrobrás)  não é o Itamarati. Dias atrás, mostrei aqui que o órgão governamental liberava dinheiro, funcionários e diplomatas para ajudar nas viagens privadas do petista, bancadas por empreiteiras atualmente enroladas com a Operação Lava Jato, embora a lei que trata dos direitos de ex-presidentes não previsse apoio diferenciado no exterior.

Hoje, O Globo mostra que o Itamaraty continua favorecendo Lula, como queríamos demonstrar, dessa vez escondendo documentos sobre o lobby do petista para a Odebrecht.

A denúncia é “estarrecedora”:

“O Ministério das Relações Exteriores deflagrou ação para evitar que documentos que envolvam Luiz Inácio Lula da Silva com a Odebrecht, empreiteira investigada na Lava Jato, venham a público.

A ordem interna partiu do diretor do Departamento de Comunicações e Documentação (DCD) do Itamaraty, ministro João Pedro Corrêa Costa, depois que o órgão que ele dirige recebeu um pedido de informações de um jornalista baseado na Lei de Acesso à Informação. O Globo obteve um memorando que ele disparou, na última terça-feira, sugerindo a colegas do Itamaraty que tornassem sigilosos documentos ‘reservados’ do ministério que citam a Odebrecht entre 2003 e 2010, que, pela lei, já deveriam estar disponíveis para consulta pública.

Pela lei, papéis ‘reservados’ perdem o sigilo em cinco anos. No ofício interno do Itamaraty, o diplomata cogita a reclassificação dos documentos como ‘secretos’, o que aumentaria para 15 anos o prazo para divulgação. Dessa forma, as informações continuariam sigilosas por até dez anos”.

 

E dona Dilma faz de conta que não é com ela. Admite, fazendo graça, que a “marolinha” de Lula chegou. Mas o fato é que seu governo está completamente perdido.

Repito mais uma vez um palpite: outubro. Esse será um mês para não esquecer.

Aguardemos.

Enio Meneghetti

“Só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”, diz ex-deputado

13 de maio de 2015

Também acho. 

Pedro Corrêa (PP/PE), preso por suspeita de corrupção, depôs à CPI da Petrobrás e afirma que foi o ex-presidente que indicou Paulo Roberto Costa para diretoria na estatal

Matéria Estadão – Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) – condenado no mensalão e preso pela Operação Lava Jato – afirmou à CPI da Petrobrás que foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que colocou Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento. Ouvido em Curitiba por parlamentares da CPI, o ex-presidente do PP afirmou que “só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”.

“O diretor de Abastecimento da Petrobrás, que se eu não me engano a memória era um tal de Manso, ele se atritou com a diretoria e o presidente Lula convidou o Paulo Roberto Costa para ser diretor de Abastecimento”, afirmou Corrêa, ao comentar a nomeação do delator ao cargo, em 2004. “Isso era a notícia que chegou para mim.”

“O presidente Lula, depois de achar que o Paulo (Roberto Costa) deveria ser diretor de Abastecimento, disse então que ele ficaria na cota de autoridades que poderiam ter a chancela do Partido Progressista”, disse Pedro Corrêa.

Lula disse isso? –  questionou o deputado Onyx Lorenzoni.

– Não disse isso a mim. Mas disse isso ao líder do partido, que era o sr Jose Janene –  respondeu o ex-deputado.

EM SEU FACEBOOK, LULA CRITICA ACUSAÇÕES DE YOUSSEF

Em suas delações premiadas, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – que operavam o esquema de propina na estatal pelo PP – afirmaram que a indicação do ex-diretor foi do PP. Disseram ainda que foi uma indicação problemática, alvo de muitas negociações.

CETICA15 - BSB - CONSELHO ÉTICA/PEDRO CORRÊA - NACIONAL - O Conselho de Ética vota o relatório em que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) recomenda a cassação do mandato do deputado e presidente do PP, Pedro Corrêa (PE). - FOTO: CELSO JUNIOR/AE

Pedro Corrêa (PE). – FOTO: CELSO JUNIOR/AE

Pedro Corrêa é acusado de receber R$ 5 milhões do esquema de corrupção e propina na Petrobrás, por intermédio do ex-diretor de Abastecimento e do doleiro Alberto Youssef, peças centrais das investigações.

Inicialmente, ele afirmou aos deputados da CPI que usaria o direito de ficar calado, mas acabou respondendo às questões.

Negou recebimento de propina de Youssef e contatos com as empreiteiras do cartel – com exceção da Queiroz Galvão.

Os deputados da CPI encerraram os depoimentos de 13 alvos da Lava Jato presos em Curitiba – sede da grande investigação. Além de Corrêa, foram ouvidos o ex-deputado Luiz Argolo (SD-BA), que é acusado de ter se associado a Youssef, e André Vargas (ex-PT).

Corrêa negou que tivesse recebido dinheiro do esquema e argumentou que deixou de ter cargo parlamentar em 2006.

Advertido pelos parlamentares que mesmo depois ele manteve sua influência, o ex-parlamentar desafiou os membros da CPI a apontarem um caso de político que continuou poderoso, sem mandato.

“Lula é político sem mandato, Fernando Henrique é político sem mandato”, retrucaram os deputados.

“Qual é a influência hoje dele (Lula), se querem botar ele na cadeia? Agora ninguém tem coragem de botar ele na cadeia. Porque eu tenho certeza que aí sim vai existir o que aconteceu na época do Getúlio (Vargas, ex-presidente) quando ele deu um tiro no peito e o povo saiu para rua com paus, panelas para quebrar tudo”, retrucou Corrêa.

“Nunca recebi dinheiro ilegal do senhor Youssef”, afirmou o ex-deputado. Novamente perguntado pelos parlamentares da CPI sobre se achava que Lula seria preso, Corrêa voltou a falar no assunto.

“Eu, se tivesse uma bolinha de cristal, certamente não estaria aqui. Mas eu acho, na minha avaliação pessoal de um camarada que está fora da política desde 2006, que a prisão dele (Lula) seria uma catástrofe para esse País.”

Ex-deputado por Pernambuco, pai de políticos, Corrêa disse que no Nordeste a prisão de Lula enfrentaria resistência.

“Pelo que conheço da minha região do Nordeste, e pelo que andei nas casas daquele povo pobre, a gente quando chega lá encontra um retrato do padrinho Padre Cícero, junto com o de Lula e de Miguel Arraes (ex-governador morto de Pernambuco). É um discurso da gente enfrentar, colocar o rico contra o pobre é uma coisa difícil de se enfrentar.”

O ex-presidente, por meio de sua assessoria, não quis comentar o caso.

 

 

 

‘É assustador’, diz juiz da Lava Jato sobre sequência de propinas para Renato Duque

23 de março de 2015

Renato Duque

Embora tenha preferido ficar quieto no depoimento a CPI da Petrobras na última quinta feira, pode-se apostar que, se ainda tiver alguma coisa dentro da cabeça, Renato Duque será o próximo a tentar a “delação premiada”.

Seria sua única maneira de evitar uma condenação que lhe garantiria passar certamente o resto da vida na cadeia. Sem exagero.

Matéria do Estadão descreve o tamanho da encrenca que ele tem pela frente.

No despacho que decretou sua prisão, o juiz Sérgio Moro destaca a transferência de 20,56 milhões de euros da Suiça para o Principado de Mônaco. 

O juiz federal Sérgio Moro classificou como “assustador” o fato de que o pagamento de propinas para o ex-diretor de Serviços da Petrobrás continuou ocorrendo ainda no segundo semestre de 2014 – meses depois da deflagração da investigação sobre o esquema de corrupção na estatal petrolífera.

O magistrado destacou que o rastreamento bancário mostra que Duque “transferiu os saldos milionários de suas contas na Suiça para contas em instituições financeiras em outros países, entre eles o Principado de Mônaco”.

Todos os ativos nas contas de Duque já foram bloqueados pelo Principado.

As autoridades monegascas embargaram os valores em contas offshore controladas por Renato Duque no Banco Julius Baer, em nome da off shore Milzart Overseas Holdings Inc, com saldo de 10.274.194,02 euros;

conta em nome de Pamore Assets Inc, com saldo de 10.294.460,10 euros;

Total:  20.568.654,12 euros – aproximadamente R$ 70 milhões.

“Esses fatos encontram prova documental nos autos, inclusive a afirmação expressa das autoridades de Mônaco de que as duas contas são controladas por Renato Duque”, anota o juiz Sérgio Moro.

“Oportuno destacar que Renato Duque não declarou, à Receita Federal, qualquer valor mantido no exterior, que jamais admitiu perante o Juízo ou ao Supremo Tribunal Federal que teria contas no exterior, e ainda que o montante bloqueado é absolutamente incompatível com os rendimentos que recebia como ex-diretor da Petrobrás.”

O rastreamento mostra que ainda no segundo semestre de 2014, a conta em nome da offshore Milzart Overseas, no Banco Julius Baer, no Principado de Mônaco, que tinha como beneficiário e controlador Renato Duque, recebeu, em diversas operações de crédito, cerca de US$ 2.220.517.

Já a conta em nome da offshore Pamore Assets, no Banco Julius Baer, também no Principado de Mônaco recebeu, no segundo semestre de 2014, a quantia de 208.643,65 euros.

“Esses valores foram provenientes de contas mantidas em nome das offshores Tammaroni Group e Loren Ventures, no Banco Lombard Odier, na Suiça, que também seriam controladas por Renato Duque, ainda em 2014″, assinala o juiz Sérgio  Moro em seu despacho.

 “Os indícios são de que Renato Duque, com receio do bloqueio de valores de suas contas na Suiça, como ocorreu com Paulo Roberto Costa, transferiu os fundos para contas no Principado de Monaco, esperando por à salvo seus ativos criminosos.”

O juiz destacou trechos do relato do engenheiro Shinko Nakandakari, apontado como um dos onze operadores de propinas na Diretoria de Serviços, cota do PT na Petrobrás.

Em delação premiada, Shinko Nakandakari revelou ter intermediado o pagamento de propinas da empreiteira Galvão Engenharia a Pedro Barusco, ex-gerente e braço direito de Duque. “Segundo Shinko, os repasses a Duque eram realizados em valores milionários”.

“Shinko Nakandakari declarou que entregou pelo menos um milhão de reais em espécie a Renato Duque”, assinala o juiz no novo decreto de prisão contra Duque.

“O mais assustador é que Shinko confessou o pagamento de propinas ainda no segundo semestre de 2014, quando a assim denominada Operação Lava Jato já havia ganho notoriedade na imprensa.

Indagado, admitiu que, mesmo com a notoriedade da investigação, nem ele ou a empreiteira sentiram-se tolhidos em persistir no pagamento de propinas, o que também parece ser o caso de Renato Duque, já que realizou operações de lavagem em 2014, já durante o curso das investigações.”

Veja o despacho do juiz Sérgio Moro na íntegra:

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2015/03/Evento-4-DESPADEC1-duque.pdf

Se tudo isso fosse pouco, a ordem de bloqueio da fortuna que o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque mantinha na Suíça e transferiu para Mônaco, no final de 2014, atingiu também uma conta do ex-diretor de Internacional da estatal Jorge Luiz Zelada, sucessor de Nestor Cerveró.

Por tudo isso é que, tão logo tome plena consciência do tempo de condenação que lhe aguarda frente a vastidão de provas que tem contra si, é que torna-se muito previsível concluir que sua única saída para não apodrecer o resto da vida na cadeia é apelar para a tentativa de conseguir a delação premiada. 

Veja o que lhe recomendou o deputado Onyx Lorenzoni na CPI da Petrobrás, com todas as letras e repare no semblante de Duque, sentado ao lado de seu advogado, ao ouvir um pouco do que lhe aguarda:

Se o vídeo não estiver visível aqui, clique no título deste artigo.

 

de reportagem do Estadão, editada pelo blog.     

http://www.eniomeneghetti.com

“Não tenho rabo preso. CPI vai investigar Lula e Dilma”

6 de março de 2015

Hugo Mota

O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta do PMDB, afirmou em entrevista a Veja (abaixo), que a presidente Dilma e o ex-presidente também serão investigados pela comissão. “O PMDB é aliado do Planalto, não subserviente. Não pode ser convocado só na hora de tomar o remédio amargo”.

E mais.

Os empreiteiros do petrolão também serão convocados para depor, além de nomes envolvidos até o pescoço com o propinoduto.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco abre a rodada na próxima terça-feira.

Acompanhe o vídeo abaixo, com a entrevista exclusiva do deputado Hugo Motta, de apenas 25 anos, com Joice Hasselmann.

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/nao-tenho-rabo-preso-cpi-da-petrobras-vai-investigar-dilma-e-lula-diz-hugo-motta

Depois do bate boca na sessão de ontem, o presidente da CPI da Petrobrás conseguiu emplacar os quatro sub relatores contrários aos interesses do Planalto.

Isso irá dificultar enormemente as tentativas de abafa que o governo pretendia através do relator:  “Em relação a sub-relatoria, eu confesso que fui pego de surpresa. O apelo que deixo é no sentido de que, havendo essa decisão do presidente por sua criação, que elas sejam criadas, mas que nós tenhamos uma semana para discutir com as lideranças”, diz o deputado Luiz Sérgio (PT/RJ), relator da CPI.  

Quem deu o aval às sub-relatorias indicadas pelo presidente da CPI que, na prática, diminuem o poder do relator, foi o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha.

Bem, pelo menos enquanto durarem as desavenças entre o Planalto e Eduardo Cunha, poderemos esperar boas surpresas no andamento da CPI da Petrobrás.

Cabe ressaltar, que embora os presidentes(as) da República em exercício tenham imunidade temporária para serem processados por eventuais crimes comuns cometidos ANTES da investidura no cargo, as CPIs tem esta prerrogativa.

Portanto, a CPI da Petrobrás pode – em tese – investigar a atuação da ex presidente do Conselho de Administração da estatal, Dilma Roussef , ao tempo da compra da refinaria de Pasadena.

Aguardemos.