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O SAMBA DE PAULO FERREIRA

5 de julho de 2016

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Pela segunda vez teve prisão preventiva decretada  o ex deputado federal (PT) gaúcho Paulo Ferreira. Entre 14/03/2012 a 17/03/2014, assumiu como suplente. Condição que mantém na atual legislatura, porém sem assumir.

 

Paulo Ferreira foi um dos alvos de prisão da Operação Abismo, deflagrada nesta segunda feira, 04 de julho, na 31ª fase da Lava Jato. Ferreira já estava preso, já que foi um dos alvos da Operação Custo Brasil, aquela que prendeu o ex-ministro de Lula e Dilma, Paulo Bernardo, marido da senadora (PT) Gleisi Hoffman.

 

O ex-tesoureiro do PT foi delatado pelo ex vereador petista Alexandre Correa de Oliveira Romano, o  Chambinho.  O delator  entregou documentos que comprovam as transferências bancárias e pagamentos que efetuou a pedido de Paulo Ferreira, detalhando ainda o vínculo entre os beneficiários das remessas e o ex-tesoureiro.

 

Chambinho explicou que utilizava suas empresas, Oliveira Romano Sociedade de Advogados, a Link Consultoria Empresarial e a Avant Investimentos e Participação Ltda., para simular contratos de prestação de serviços para esconder o recebimento de valores recebidos como propina.

 

Entre as empresas que lhe repassaram valores, algumas que compuseram o Consórcio Novo Cenpes, objeto da Operação Abismo. Chambinho declarou que a pedido de Paulo Ferreira recebeu recursos destinados ao PT e ao próprio Paulo Ferreira.

 

Chambinho contou que apelou ao ex tesoureiro pedindo para que lhe fizesse indicações de clientes. Ferreira propôs que trabalhassem “em parceria”, onde ele indicaria a empresa e Chambinho simularia os serviços prestados. Depois também ajudaria Ferreira a financiar sua campanha eleitoral. assim, Paulo Ferreira indicou ao depoente seis empresas. Atuaram com o superfaturamento de contratos de prestação de serviços advocatícios ou pela simulação de contratos de consultoria.

 

Não havendo efetivo trabalho, Paulo Ferreira recebia 70% do valor da nota emitida e o Chambinho com 30%. Em havendo, com contratos superfaturados, o percentual era de 60% para Paulo Ferreira e 40% para Chambinho. A parceria funcionou entre 2009 e 2012.

 

A força-tarefa da Operação Abismo trouxe ainda uma notícia sobre a comemoração do aniversário do ex-tesoureiro: “Uma dupla homenagem a Paulo Ferreira, pelos seus 53 anos de vida e por sua nova empreitada em Brasília, onde recentemente foi empossado como deputado federal pelo PT.”

A luz dos fatos atuais a festança é de embrulhar o estômago. Como convidado de honra, José Dirceu, veio a Porto Alegre para o evento digno da revista Caras. 

Marco Maia e outras  figuras do mesmo naipe deram o ar da graça. 

Um luxo!

puxa saquismo explícito, em estado de graça! A prodigalidade com o dinheiro dos outros em seus dias de glória!

Que vexame!

 

 

Assista: 

 

 

 

APESAR DO PODER DESSA GENTE!

21 de junho de 2016

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As audiências na Comissão Especial do Impeachment no Senado, infelizmente, tem sido uma chatice sem fim.

 

Tal e qual a estratégia mais básica dos porta-de-cadeia mais chinfrins, a atuação do trio parada dura –  Lindbergh (vá pesquisar sobre a administração dele na prefeitura de Nova Iguaçu…) Farias, Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin –  além do canastrão José Eduardo (caras e bocas) Cardoso, sonham apenas com a remota hipótese de arrastar o processo indefensável até os 180 dias de tramitação para salvar Dilma do desfecho inevitável com a prescrição.

 

Salvam-se raras participações, entre as quais destacaríamos Magno Malta e Ronaldo Caiado, não necessariamente nesta ordem.

 

Absolutamente detonada publicamente, reconhecida nacionalmente por suas grosserias, pela incompetência, confusão mental e truculência, Dilma já era. Sem nem entrar no mérito de tudo o que a Lava Jato já desnudou – até agora – acerca de seu governo.

 

Pena que a Lava Jato seja uma exceção. Bom seria existirem Lava Jatos sendo apuradas em todas as varas criminais do país.

 

Não trata-se da defesa de um Estado Policial e sim do tratamento quimioterápico que merece um país gravemente enfermo, desde o administrador público suspeito até o empresário corruptor, passando pelo cidadão que frauda o seguro do carro. Sim, há corruptos no dia-a-dia também.

 

Por isso devemos defender com unhas e dentes a prisão para condenações já na segunda instância, cuja validade alguns já ensaiam tentar alterar. Só quem pode garantir que esta conquista permaneça é a vigilância da opinião pública. Lembremo-nos sempre: o que inibe a criminalidade é a certeza da punição. E nesta máxima, a prisão após o trânsito em julgado na segunda instância deve ser tratada como pedra de toque.

 

Mas enfim, a conquista dos defensores de Dilma da realização de perícia nas pedaladas, é uma mais do que óbvia tentativa, dentre outras que virão, de atrasar o processo contra ela, ora em tramitação na Comissão Especial do Impeachment.

 

A sociedade tem de continuar atenta. Temos de tirar partido da instantaneidade da informação, alertando via redes sociais contra toda e qualquer tentativa de “melar” o andamento, tanto do processo de Dilma, quanto daqueles contra as operações em andamento, seja Zelotes e Lava Jato ou medidas “amigas” vindas das instâncias superiores, até do STF. Temos que viralizar, divulgar, criticar, protestar por escrito e/ou em manifestações organizadas qualquer ação no sentido de atrapalhar a punição de culpados. Literalmente, botar a boca no trombone.

 

O que realmente poderá colocar o Brasil no mapa mundi dos países influentes no cenário internacional será a lavagem da roupa suja que a Lava Jato tem nos proporcionado, com o perdão do trocadilho.

 

O vexame dos desaranjos, malfeitos e mentiras ocorridos durante a dinastia petista de Lula e Dilma só será apagado se o Brasil provar ao mundo que sabe resolver seus problemas, corrigir seus rumos, castigando culpados na forma da lei e sepultando a pecha de país da impunidade e da corrupção.

 

Chegaremos lá, apesar do poder dessa gente.

Enio Meneghetti

publicado no “Correio de Cachoeirinha”, edição de 21.06.2016

 

LULA NÃO TOMA JEITO!

14 de junho de 2016

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Este artigo, publicado no jornal “Correio de Cachoeirinha” desta terça feira,   foi escrito horas antes da decisão do Ministro Teori Zavaski, de remeter os processos de Lula para a jurisdição do Juiz Moro, em Curitiba. 

Em discurso na manifestação em São Paulo contra o governo Temer, Lula fez o que sabe fazer melhor. Fingiu-se de vítima. Abusou da teatralidade, quesito em que é ainda melhor que o Zé de Abreu.

 

Deu para notar que sua grande preocupação mesmo, é a responsabilização que lhe aguarda em Curitiba.

 

Perante a claque, ele vitimizou-se: “Todo dia leio que eles querem prender o Lula, que querem encontrar alguma coisa do Lula, ou que delatem o Lula. Mas eu sou uma pessoa paciente. Paciência que veio da minha mãe. Quando ela não tinha comida para colocar na mesa, ela não reclamava. Todo dia eu leio que meu filho é dono do Friboi,que o meu filho tem avião, que o PT é uma organização criminosa (…).”

 

“Não perdoo o vazamento ilícito das  minhas conversas no telefone como foi feito. Não admito aquilo. Que tem um objetivo, que é tentar execrar a minha imagem para eu não ser candidato a presidente. Mas eu digo a vocês, quanto mais eles me provocarem, mais eu corro risco de ser candidato a presidente em 2018. Se eles acham que vão me amedrontar com ameaças, eu quero dizer que quem não morreu de fome até os cinco anos de idade, não tem medo de ameaça.”

 

Ao contrário do que Lula diz, o vazamento não foi considerado ilícito. O que talvez fosse ilícito seria manter os diálogos guardados, em meio a constatação de uma manobra para garantir-lhe foro privilegiado.  O juiz Sergio Moro acertou em cheio mais uma vez, ao liberar os diálogos e impedir  a malandragem. Tais diálogos, inclusive, ajudaram a demonstrar para a opinião pública o “modus operandi” de dona Dilma.

 

Num dos grampos, Lula chega a dizer para a então mandatária: “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos um Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado. Somente nos últimos tempos é que o PT e o PCdoB começaram a acordar e começaram a brigar. Nós temos um presidente da Câmara f…, um presidente do Senado f…. Não sei quantos parlamentares ameaçados. E fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e vai todo mundo se salvar. Sinceramente, eu tô assustado com a República de Curitiba.”

 

Noutro trecho, Dilma acaba por revelar a real intenção por detrás da nomeação ao mandar elaborar antecipadamente  e enviar a Lula o termo de posse, para que ele pudesse barrar alguma tentativa iminente de prisão. “Só use em último caso”. Uma vergonha, que não custa relembrar.

 

Enfim, embora negue, dá para verificar o quanto ele está preocupando com as ameaças que a aplicação da  lei penal pode trazer em relação aos casos em que sua responsabilização está sendo e será examinada.  E ele tem motivos para preocupação.

 

Lula sabe muito bem que mais cedo ou mais tarde Teori Zavascki terá de baixar para a primeira instância a denúncia contra ele sobre a acusação de obstrução da Justiça, revelada por Delcídio do Amaral.

 

Isso sem falar no triplex do Guarujá, no sítio de Atibaia e no conteúdo dos delatores Marcelo Odebrecht e outros.

 

Aquilo que é de Lula está guardado.

 

E, obviamente, não me refiro aos conteiners que vieram do Planalto.

 

Enio Meneghetti

 

AFINAL, QUEM VOTOU EM TEMER?

7 de junho de 2016

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Muitos brasileiros que não votaram na chapa Dilma/Temer torcem para que o governo Temer prospere.

A parte contraditória desta questão é que foram os petistas que o escolheram que  agora torcem contra. E fazem de tudo para seu fracasso.

Temer foi eleito na chapa de Dilma e do PT. Foi escolhido por eles.

Na última sexta feira à noite, uma horda de petistas dirigiu-se ao bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre, palco de manifestações ordeiras em protesto contra o governo Dilma, para fazer pixações contra Temer em bens públicos e particulares. 

Aos gritos de “vai ter Luta, não vai ter golpe”, parecem esquecer que foram eles que elegeram o então vice, Michel Temer.

Obviamente a percepção de que o banquete acabou está fazendo estragos no raciocínio destas pessoas.

A Lava Jato tem investigado, prendido e condenado criminosos que imaginavam ter a certeza da impunidade.

Alguns destes que hoje estão no cárcere consideravam-se intocáveis. Muitos outros ainda devem juntar-se a eles. Isso está gerando pavor nos que sabem que serão alcançados. Então, posar de vítimas é a defesa desesperada que lhes restou.  

Embora nossos tribunais superiores não venham agindo com a celeridade que todos gostariamos, há que se reconhecer que a decisão do STF  que determinou aos réus condenados em segunda instância aguardem presos o resultados dos antes intermináveis recursos, positivamente, encheu de pavor vários candidatos a signatários de acordos de delação premiada.

Marcelo Odebrecht, por exemplo, já está condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 19 anos de cadeia, fora processos em andamento. Como já está em prisão preventiva e sabe que suas chances de modificar esta sentença em segundo grau são mínimas, ele, assim como outros donos de empreiteiras, querem tornar-se delatores.

O problema todo é que, a esta altura do campeonato, terão de apresentar elementos e dados muito fortes para conseguirem conquistar vantagens de redução de pena.

É isto que está causando pavor nas hostes do governo (quase) deposto. Praticamente tudo será exposto. Pois encurralados pela Lava Jato, os delatores estão entregando todos os podres que conseguirem, tal é o receio que suas decisões tardias em decidir pela colaboração os deixem décadas atrás das grades.

Este é o clima reinante. Esta é a razão pela qual deveremos assistir uma onda de excessos crescente nas próximas semanas e meses.

Muita água suja vai passar debaixo da ponte. Continuem atentos.

As emoções seguirão. 

Enio Meneghetti 

 

SERIA A IMPLOSÃO DO BRASIL!

1 de junho de 2016

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Tenho ouvido especulações que haveria risco daquela senhora livrar-se da cassação.

Só dá para classificar de louco, irresponsável ou criminoso o ato de mudar o voto já dado no Senado, possibilitando uma marcha a ré na SENSATEZ!

Se aquela pessoa retornasse, suas únicas preocupações seriam:
– RETALIAÇÃO contra aqueles a quem já classificou de “traidores” – já que tal atitude seria própria  de sua personalidade; e
– AÇÕES DESCARADAS para usar o PODER para buscar a IMPUNIDADE.

Entenda-se aí usar todo o poder da caneta para nomear Lula para gerir o erguimento de um dique de obstrução da justiça. Dane-se Economia, dane-se credibilidade, seria o governo do salve-se quem puder.

O Brasil literalmente IMPLODIRIA ante a esta DESGRAÇA.

Não podemos permitir isso. images

Segue texto de

“O Antagonista”.

“Dilma não é inocente – A repórter chapa branca da Folha de S. Paulo reproduziu aquilo que O Antagonista publicou no domingo, só que com menos detalhes:

– “A Odebrecht se comprometeu a dar informações sobre conversas que teve com o governo de Dilma Rousseff para que ele a ajudasse na Justiça”.

– “Outro personagem, além de ex-ministros de Estado, que pode emergir da delação da Odebrecht é Giles Azevedo”.

Se você traiu O Antagonista no domingo (envergonhe-se!), releia o que publicamos sobre o assunto:

Dilma Rousseff agiu para melar a Lava Jato.

Foi o que disse Marcelo Odebrecht em sua delação.

O Antagonista soube que o empreiteiro confirmou os relatos de Delcídio Amaral de que Dilma Rousseff nomeou Navarro Dantas ao STJ com o propósito de tirá-lo da cadeia.

E:

Marcelo Odebrecht, em sua delação, disse que se encontrou mais de uma vez com Giles Azevedo – o principal assessor de Dilma Rousseff – para discutir uma maneira de melar a Lava Jato.

O Antagonista soube que um dos caminhos acertados foi a troca de comando da PF”.

 

NÃO PODE VIRAR PIZZA!

1 de junho de 2016

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NÃO PODE VIRAR PIZZA!

Com tantas delações, tem bastante gente preocupada com a Lava Jato. Lula, inclusive. A pergunta mais ouvida é: quando ele vai dançar?

Muitos perguntam-se também quando o ministro Teori Zavascki irá devolver para o juiz Sérgio Moro o inquérito sobre Lula, que não tem mais foro privilegiado. O afastamento de Dilma sepultou definitivamente a manobra jurídica de nomear Lula para ministro-chefe da Casa Civil, para que escapasse de Sérgio Moro.

É natural que daí surja outra questão: “será que vai acabar em pizza?”

Aconteceu muito em um ano. Basta verificar, onde está Dilma Roussef agora? Onde está José Dirceu? Onde está João Vaccari? E o dono da Odebrecht?

Quem poderia imaginar há poucos anos passados, que um dia assistiríamos a  divulgação aberta e total de depoimentos ilustrados por gravações de conversas criminosas entre políticos e empreiteiros expondo o funcionamento dos “esquemas” no Brasil?

Se no Brasil se ouve tudo isto em bom português, o que será que ouviríamos em bom portunhol, se pudéssemos saber o teor das conversas que levaram aos acertos que possibilitaram aqueles milionários empréstimos do BNDES para realizar grandes obras em Cuba, Caracas, Angola ou Moçambique?  Valha-me Deus!

As interceptações telefônicas legais ou meras gravações ocultas – que nada tem de ilegais ou irregulares, desde que realizadas por algum dos participantes das conversas – mostram o funcionamento dos esquemas do governo quase deposto.

Mas o que chama a atenção em muitas das conversas gravadas, como aquela realizada pelo filho de Nestor Cerveró e Delcídio Amaral é a basófia com em que alguns peixes grandes gravados gabavam-se de ter um pretenso controle sobre autoridades do Judiciário. Francamente, não dá para acreditar que fosse não mais que uma maneira de “acalmar” algum pretendente a delação premiada.

O fato é que tem sido explorado via imprensa um certo “temor” de que “vão acabar com a Lava Jato!”.

A esta altura do campeonato, é impossível frear a Lava Jato.

Não trata-se apenas da ação do juiz Moro. Atrás dele há toda uma força tarefa e procuradores federais. Não há como parar!

Ações feitas na tentativa de obstruir a ação da Justiça, já resultaram em prisões e, espera-se, devem render outras. Se os magistrados não combaterem este crime, serão desmoralizados por ele. E a vigilância e pressão da opinião pública é vital, como já solicitou publicamente o juiz Sergio Moro, quando os protestos públicos mal iniciavam.

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já enviou parecer ao STF considerando legais os conteúdos das conversas telefônicas interceptadas entre Dilma e Lula. Só falta o STF apreciar a matéria, o que está demorando.

Mas o STF parece que convenceu-se que o Brasil não aceita mais a impunidade.

A maioria dos brasileiros cobrará, nem que seja em manifestações, que respaldaram todas as mudanças que vem ocorrendo.

Benditas manifestações!

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!

26 de maio de 2016

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LFV é mesmo um incorrigível membro da esquerda caviar.

Seu artigo publicado nos jornais hoje, 26.05.2016 – ZH inclusive – intitulado “Mouro” é uma alusão óbvia ao juiz Sergio Moro.

“Mouro” é um cachorro especializado em identificar criminosos.

Depois de ser várias vezes assaltada e cansada de dispositivos de alarme ineficientes, uma família resolve adotar os serviços de “Mouro”.

A primeira vítima do cão é o namorado da filha, que derrubado e imobilizado pelo bicho, teve descoberto um pacote de maconha no bolso.

Depois foi o primo da dona da casa, que foi farejado e perseguido pela rua após “Mouro” identificar nele os indícios de quem recebia propina.

Entre maravilhados e assustados com o desempenho de “Mouro”, a mulher inicia uma campanha para livrar-se do especialista em pegar criminosos.

“Mas não vê que nunca mais fomos assaltados?” – pergunta o marido incrédulo.

“Sim, mas cuidado, logo ele vai farejar tuas safadezas no Imposto de Renda” – argumenta a mulher.

“Tu achas?” – indaga um marido repentinamente preocupado.

Por trás da historieta criada por Veríssimo, está a surrada tentativa de justificar os desvios, propinas, os financiamentos ilegais petistas com a velha argumentação de que “todo mundo rouba”. Alto lá!

LFV bíblico apela para o “Jogue a primeira pedra aquele que nunca pecou.”

Os corruptos e seus correligionários realmente temem Sérgio Moro e a força tarefa da Lava Jato.

Que maravilha!.

Porque lugar de corrupto é na cadeia. Seja de que partido for.

É inadmissível esta mania de botar todos no mesmo saco. Não mesmo!

Todo o apoio a Lava Jato, ao juiz Moro, aos procuradores federais do Paraná e a força tarefa que, para o pavor petralha, está passando o país a limpo.

Bola fora, LFV.

Enio Meneghetti

APURE-SE E DIVULGUE!

17 de maio de 2016

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APURE-SE E DIVULGUE!

 

Dilma vem repetindo a tese do golpe há algum tempo. Alega que atos idênticos aos que foi acusada foram executados pelos presidentes que a antecederam.

 

Sem falar em outros escândalos de seu governo, o que ela não explica é que usou o artifício das pedaladas fiscais de forma quase contínua, como cheque especial do governo. Usou um total de 33 bilhões de reais, 35 vezes mais que a soma utilizada momentaneamente pelos antecessores, Lula, FHC, ou Itamar Franco.  

Sacar a descoberto nos bancos públicos é uma falta grave. Não declarar isso corretamente na contabilidade oficial, pior ainda. Da forma contínua como foi utilizada no governo Dilma, é fraude fiscal, na opinião de especialistas.

Segundo cálculos ainda não concluídos, estima-se que o governo recém afastado deixará um rombo superior a 120 bilhões de reais, superando o valor admitido, que seria cerca de “apenas” 97 bilhões. Isso se o quadro ainda em apuração não chegar a números ainda maiores.   

Com os tempos difíceis que teremos pela frente, é de se esperar que o governo interino abra completamente os números para conhecimento total e absoluto pelo contribuinte. É preciso indicar de maneira muito clara a atual situação.  Do contrário, o discurso de “golpe” será repetido “ad eternum” para amenizar o que fizeram.

Aliás, um parêntese: falar em “golpe” para quem ficará ocupando um palácio, recebendo salário, com direito a avião, equipe de seguranças,  assessoria completa, tudo pago pelo erário, é uma piada!  

Por isso é imperativo que se mostre a situação real encontrada nas finanças públicas. É hora de abrir as caixas pretas. A do BNDES, dos demais bancos públicos, sem falar na Petrobras e na Eletrobras.  

É preciso também atacar de frente o problema do aparelhamento da máquina pública. Fatos como os que aconteceram no MEC, quando o ministro empossado foi recebido no órgão com faixas taxando o governo de golpista e vaiado,  não pode ser amenizado ou tolerado.

É imprescindível um pente-fino nas nomeações. Assim como nos programas de governo.

Há estados em que a parcela de beneficiários do bolsa família beira os 50% da população. É impossível que, dentro das regras que criaram o programa, uma parcela deste tamanho receba dinheiro público indefinidamente.    

Dentro dos princípios gerais da administração pública, da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, não seria mais do que o cumprimento da lei.

Esta é a expectativa majoritária da população, a apuração completa da situação e a responsabilização por eventuais erros. Não tem outra razão o apoio que tem recebido a Operação Lava Jato, sendo levada a bom termo pelo Judiciário e Ministério Público.

Cabe ao Executivo, portanto, executar a sua parte. E convenhamos, das tarefas que terá pela frente o novo governo, essa será a mais fácil.

Apure-se e divulgue. Doa a quem doer.  

Enio Meneghetti

artigo publicado no Jornal Correio de Cachoeirinha, edição de 17.05.2016

O PÓS DILMA E O QUE ESPERAR DO GOVERNO TEMER

10 de maio de 2016

Artigo publicado pelo

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MARKET PLACE

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SEGUNDO TEXTO

O segundo texto, com o título -O PÓS DILMA E O QUE ESPERAR DO GOVERNO TEMER-  é de autoria do pensador Enio Meneghetti. Eis:

Apesar de termos chegado muito perto do colapso financeiro provocado pela gastança desenfreada e irresponsável durante os governos Dilma, podemos acreditar que já o seu afastamento servirá para marcar o início do fim da onda de descrédito que se abateu sobre o país.

Algumas medidas iniciais de ordem administrativa poderiam ajudar bastante a manobra de recolocar o Brasil nos trilhos.

Uma demonstração clara de que a orgia de gastos públicos terminou. A redução efetiva no número de ministérios; demonstração cabal e visível do desaparelhamento da máquina, com o afastamento sumário dos (seriam 40 mil?) cargos em comissão alocados no governo; a abertura da caixa preta dos cartões corporativos. Quem usava. Quanto custavam. Como e para que eram usados; a abertura da destinação de gastos para entidades auxiliares do governo como MST e certas ONGs; auditorias no BNDES; auditoria no BB, auditoria na CEF, etc. sem falar na devida exposição, ressalvada a segurança das instituições.

São providências que, além de seus fins implícitos, serviriam com demonstração cabal de que não haveriam – sequer seriam aceitas – ingerências indevidas quanto ao andamento das apurações relativas a eventuais erros cometidos pelo governo afastado.

Afora o exposto e as iniciais medidas econômicas ortodoxas, bastaria o novo governo apoiar as apurações da Lava Jato, impedindo, no âmbito do Executivo, que ninguém indevidamente atrapalhe seus trabalhos. 

Fundamental seria garantir a transparência em todas as apurações feitas e buscar junto às autoridades competentes, o fim do sigilo nas delações premiadas de executivos das empreiteiras.

Garantir que a opinião pública nacional e a imprensa mundial tenham o devido acesso a todas as apurações, dentro do direito de saber o que – de fato – derrubou um governo de esquerda no Brasil.

Este breve roteiro seria a forma mais fácil que o novo governo teria para livrar-se dos incômodos que os correligionários do governo deposto prometem trazer.

Isto feito, poderíamos tranquilamente aprovar as verdadeiras e inadiáveis reformas que o Brasil necessita. 

 

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AGRONEGÓCIO

O agronegócio gaúcho exportou US$ 825 milhões em abril. O valor representa uma queda de 25% na comparação com o mesmo mês de 2015. O grupo Complexo Soja é o principal responsável pelo resultado, com uma retração de 38%, cerca de US$ 300 milhões. Em relação ao mês de março de 2016, o setor teve um aumento de 28,4% no valor e 34% no volume comercializado. Os números estão no Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta segunda-feira, dia 09.

FRASE DO DIA

A brutalidade confiscatória do fisco é um fator sério de retardamento econômico. É francamente de causar indignação ver nédios representantes da burocracia oficial declamando que pagar impostos é ‘cidadania’. Cidadania é exatamente o contrário: é controlar os gastos do governo.

Roberto Campos

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QUEREM TOCAR FOGO NO BRASIL!

10 de maio de 2016

A cada dia que passa, em questão de horas ou até de minutos, as notícias ficam velhas. Às favas com a lógica, ás favas com o óbvio. De repente, um desconhecido presidente em exercício da Câmara Federal, ao que tudo indica, que jamais mereceria ter colocado os pés no Congresso Nacional,  resolve dar um canetaço e anular um ato juridicamente perfeito.

Waldir Maranhão (PP-MA) pretende que uma nova votação aconteça decorrido o prazo de cinco sessões após a devolução do processo pelo Senado à Câmara. Segundo nota, Maranhão acolheu os argumentos do ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, que disse terem ocorridos “vícios” no processo.

Ou seja, se o Senado, por decisão de Renan Calheiros, resolvesse simplesmente não devolver o processo para a Câmara, o impasse poderia render tempo indeterminado.

E depois falam em golpe! Golpe de quem, cara pálida?

Maranhão anulou  absurdamente um ato realizado sob balizamento de nossa mais alta corte e sob todos os preceitos constitucionais coincidentemente  logo depois de um encontro com José Eduardo Cardozo, Advogado Geral da União. Isso é um escárnio! 

E ainda tentam insinuar, como apressou-se a fazer Carta Capital, que isso teria sido manobra engendrada por Eduardo Cunha, em represália por ter sido afastado. 

É o famoso jogo do “dá o tapa e esconde a mão”.

A Câmara Federal não é instância recursal para a matéria em questão, que já está sob o exame do Senado da República. 

Em que pese a decisão de Waldir Maranhão não ter valor algum, já que a decisão do plenário da Câmara é soberana, como pode um país inteiro parar para assistir um ato monocrático de quem está onde nunca deveria estar?

 

Agora fica-se com a desconfiança de que, dependendo nas mão de quem a pauta for parar, no STF, a chicana poderia atrasar o inevitável.

Embora a maior parte dos ministros do STF esteja neste momento ainda a caminho de Brasília, o ministro Luiz Fux, do STF, negou mandado de segurança impetrado pelo deputado Paulo Teixeira, com argumentos semelhantes aos usados por Waldir Maranhão na decisão de hoje.

Ou seja, eles tentarão de tudo.  

Enquanto isso, a economia do país que vá as favas! Elementos que deveriam estar cuidando dos interesses superiores desta nação, estão preocupados em salvar a própria pele. Será que não pensam nos prejuízos que traz à imagem internacional do Brasil um disparate desta magnitude? Quem arcará com esses prejuízos?

Até onde precisaremos ir para frearmos os ímpetos de pessoas que parecem pretender trazer o caos?

Enquanto escrevemos este artigo, o povo se mobiliza para protestar contra a decisão de Waldir Maranhão. Sem falar na enxurrada de ações contra sua decisão.

Por fim, representantes de seis partidos vão pedir a cassação de Waldir Maranhão por quebra de decoro no conselho de Ética da Câmara.  Tem lógica.

Não vai ter golpe.

Enio Meneghetti