Como os empréstimos secretos a países estrangeiros NUNCA foram apreciados pelo CONGRESSO NACIONAL, são MAIS QUE ILEGAIS.
São inconstitucionais.
“BNDES: 8,25 bilhões de dólares para a Odebrecht”
Esta vem do excelente “O Antagonista”:
“O BNDES concedeu quase 8,3 bilhões de dólares em financiamentos para a Odebrecht realizar obras de engenharia no exterior de 2007 a 2015.
O grosso foi para obras em Angola, Argentina e República Dominicana, que, juntas, receberam 5,7 bilhões de dólares. As taxas de juros dos empréstimos variaram entre 3,15% ao ano e 7,65% ao ano.
Angola: 2 584 725 036 de dólares
Argentina: 1 692 686 303 de dólares
República Dominicana: 1 618 744 928 de dólares
Venezuela: 896 785 847 de dólares
Cuba: 846 951 391 de dólares ( Companhia de Obras e Infraestrutura, subsidiária da Odebrecht).
Guatemala: 280 000 000 de dólares
Equador : 227 197 109 de dólares
Maçambique: 125 000 000 de dólares
Total: 8 257 214 774 de dólares.”
Parabéns, brasileiros! Vocês (nós) que estão (estamos) pagando!
Art. 49 da CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA: É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I – resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
Como os empréstimos secretos a países estrangeiros NUNCA foram apreciados pelo CONGRESSO NACIONAL, são MAIS QUE ILEGAIS. São inconstitucionais. Isso, por si só, é motivo para Impeachment.
A CUT e outras centrais sindicais organizaram para esta sexta feira (29) uma paralisação geral.
Em comum, são todas entidades que apoiam Dilma e o PT.
– Ou não? Não foram vocês que a elegeram? O que sugerem? Impeachment?
Entidades, sindicatos e categorias ligadas à CUT irão aderir ao protesto.
Bloqueio de avenidas estão previstos.
Os motivos da paralisação são todos de responsabilidade do governo petista.
Passam pela flexibilização das leis trabalhistas, ajuste fiscal, reforma agrária, até alíquota de imposto de renda.
Mas estão de brincadeira? Quem mandou vocês votarem nela?
Se não tinham capacidade de avaliar todas as mentiras vomitadas durante a campanha dela, que moral tem agora de atrapalhar a vida de quem produz?
O Sindicato do Rodoviários de Porto Alegre estima que nenhum ônibus saia das garagens na sexta-feira.
Bancários de Porto Alegre e da Região Metropolitana decidiram fechar agências na sexta-feira, durante o período da manhã.
Motoristas e cobradores de ônibus do ABC decidiram aderir ao Dia Nacional de Paralisação, marcado para esta sexta-feira (29) e que contará com atos em todo o país.
Devem parar os ônibus municipais em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, o Corredor de Ônibus e Trólebus na Zona Leste de São Paulo, e Jabaquara, na zona Sul, passando por municípios do ABC Paulista.
E por aí vai. Em meio à crise causada pelo modelo petralha, um dia de trabalho perdido.
RIO GRANDE DO SUL
Durante a manhã serão realizadas ações (assembleias, caminhadas e paralisações) nos locais de trabalho, promovidas pelos sindicatos tanto na capital quanto em diversas cidades do interior do estado. À tarde, derá realizada caminhada até a Praça Matriz
SÃO PAULO
Paralização dos ônibus urbanos e do Terminal Bandeira
Entre 3h e 8h, os rodoviários e condutores/motoristas de Sorocaba, Guarulhos, São José dos Campos, Jacareí e do ABC, de sindicatos filiados a CUT, CTB, CSP/Conlutas e NCST, vão parar os ônibus urbanos e de turismo.
Às 7h, na Ponte das Bandeiras, CTB e NCST farão concentração, pararão o terminal Bandeira e, depois, seguirão em caminhada pela Santos Dumont, Avenida do Estado até o Parque Dom Pedro.
Manifestações de metalúrgicos, bancários e professores
A partir das 7h30, os metalúrgicos do ABC-CUT, farão assembleia em frente à sede do Sindicato, na Rua João Basso, 231, centro de São Bernardo do Campo e, depois, seguirão em caminhada pelas ruas do centro da cidade.
Os bancários – CUT vão cruzar os braços e fazer atos localizados em dois pontos da cidade ainda não definidos.
Às 17h, na Praça da República, será realizado um ato público unificado que reunirá os professores da Apeoesp, que farão uma aula pública, dirigentes de todas as centrais e dos movimentos populares do campo e da cidade que participam do dia de paralisação, militantes e trabalhadores.
Paralizações e ocupações pelo MTST e MST
Paralisações dos metalúrgicos, químicos e bancários de São José dos Campos e região, ligados aos CSP/Conlutas.
Paralisações dos Químicos de Osasco/Intersindical, que estarão junto com movimentos sociais.
Paralisações na Baixada Santista, que vai reunir representantes da NCST, Intersindical, CUT e alguns sindicatos ligados a Força Sindical.
Paralisações em Campinas, comandadas pela Intersindical.
MTST vai ocupar Agências da CAIXA em vários pontos da capital e de cidades da região metropolitana.
MST fará ocupações de terra e atos em rodovias
Manifestações em estações da CPTM
Trancaço no Portão 1 da USP às 05h45
Manifestação na estação Jandira da CPTM das 06h30 às 08h00, na estação Osasco da CPTM às 10h e na Ponte do Socorro às 06h00
As mobilizações podem travar o trânsito nas rodovias Raposo Tavares, Castelinho, Castelo Branco, Anhanguera, Anchieta e Imigrantes.
AMAPÁ
Paralisações de municipais e vigilantes, além do movimento social e popular.
BAHIA
5h – paralisação de diversas categorias (petroleiros, metalúrgicos, rodoviários, borracheiros, construção civil, alimentação, bancários etc)
13h – Concentração no Iguatemi e ato dos movimentos sindical e social, com caminhada até a FIEB.
CEARÁ
Paralisação na Coelce, empresa de energia do Estado, e aeroportuários.
Mais de mil caminhões estão parados devido paralisação na Ponte da Amizade
DISTRITO FEDERAL
10h – Ato na Praça do Buriti contra a política neoliberal implantada pelo GDF, contra o PL 4330, e as MPs 664 e 665). Ao longo do dia, manifestações e paralisações de diversas categorias e setores, do campo e da cidade
GOIÁ
Atos entre 4 e 5h nos terminais de ônibus.
MARANHÃO
Paralização de urbanitários, federais, IFMA, Metalúrgicos e professores. Realização de ato na avenida que dá acesso a BR 365.
MINAS GERAIS
Às 16h, concentração e ato público na Praça Afonso Arinos, na Região Central da capital mineira.
MATO GROSSO
Às 14h, movimentos sindical e social sairão em caminhada da Praça Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA, pelo Centro Político Administrativo.
PERNAMBUCO
Às 14h, ato público em frente à sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), em Santo Amaro.
PIAUÍ
8h – Concentração e ato público na Praça da Liberdade e também concentração (às 7h) em frente à Vida Nova Cidadão, de onde manifestantes sairão em caminhada pelo centro de Teresina.
PARANÁ
10H Concentração na Praça 19 de dezembro e caminhada até o palácio do governo. Estarão presentes professores, servidores municipais e estaduais, bancários, petroleiros e metalúrgicos.
RIO GRANDE DO NORTE
14h – concentração no Viaduto do Baldo e caminhada até o calçadão da João Pessoa, onde terá um ato público.
RIO DE JANEIRO
Manifestações da Cinelândia
SERGIPE
Mobilização no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro na parte da manhã; e, às 14h Marcha na Praça General Valadão até o Tribunal de Justiça, no centro de Aracaju.
TOCANTINS
Às 9h, ato público próximo ao Colégio São Francisco, Avenida JK, em Palmas.
Sempre vi com desconfiança a escolha do Brasil como sede da Copa de 2014.
Será que assim como no caso da comercialização de ações da Petrobrás na Bolsa de Nova York, precisaremos dos americanos para ver a “chefia” sofrer punições?
Me serve. Estarei torcendo!
A Justiça dos Estados Unidos garantiu que a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, será investigada a fundo, e que os acusados de corrupção podem ser presos por até 20 anos.
“O processo de candidatura do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 já está sendo investigado. No entanto, não posso dar mais detalhes sobre isso no momento”, revelou Kelly T. Currie, promotor federal de Nova York, nesta quarta-feira.
“As penas para os acusados podem chegar a até 20 anos de cadeia, mas depende de cada um dos acusados. Vamos ver cada investigação caso a caso para ver a possível pena para cada indivíduo”, completou Loretta Lynch, secretária de Justiça dos EUA.
“As informações já estão sendo passadas para o Brasil, onde muitos casos devem se desenrolar nos próximos meses.”
“Já enviamos diversas inforamações para as autoridades brasileiras, que agora devem proceder da maneira que lhes parecer adequada”, afirmou Currie.
Segundo o promotor, os Estados Unidos conduziram as investigações porque diversos processos de distribuição de propinas aconteceram em solo americano, além de envolverem entidades sediadas no país, como a Concacaf, que fica em Miami.
O FBI, que esteve presente na prisão dos acusados em Zurique, também se pronunciou sobre o caso, e assegurou que está trabalhando para desmembrar os esquemas de corrupção que assolam o futebol mundial.
“Uma das lições desse caso é a mensagem: este tipo de esquema não passará despercebido, será sempre notado. Muitas pessoas se envolvem nesse tipo de prática pensando que vão se dar bem, mas não será assim. Estamos atrás de desmembrar os esquemas e não iremos descansar até o momento que o mundo entenda que esses esquemas não serão tolerados e serão castigados com todo o rigor da lei”, bradou James Comey, diretor do FBI.
De acordo com Loretta Lynch, todos os acusados devem apresentar suas defesas para que as investigações tenham sequência.
“Não vamos comentar nomes dos envolvidos e nem de quem terá que depor nesses casos. Todas as pessoas têm direito à defesa no momento apropriado. No momento ideal, serão divulgados os dados dos inquéritos, mas, no momento, não vou comentar mais sobre o assunto”, explicou a secretária.
A dois dias da eleição para a presidência, um terremoto sacode a Fifa. Na madrugada desta quarta-feira, horário brasileiro, uma operação especial das autoridades suíças, sob liderança do FBI, prendeu sete executivos importantes da entidade sob a acusação de corrupção, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O grupo dos detidos será extraditado para os Estados Unidos a fim de uma maior investigação sobre o assunto na federação mais importante do futebol mundial.
Segundo nota oficial do Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus são acusados de extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro, entre outros delitos, em um “esquema de 24 anos para enriquecer através da corrupção no futebol”. Sete deles foram presos na Suíça. Além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. Um mandado de busca também será executado na sede da Concacaf, em Miami, nos EUA.
Luiz Inácio Lula da Silva não anda numa fase muito boa. É possível que o projeto político dele enfrente problemas. A pressão da Lava Jato parece começar a tornar-se incômoda.
Semana passada o Ministério Público Federal deu um prazo de 15 dias para o Instituto Lula fornecer a agenda oficial de viagens dele à países africanos e da América Latina, entre 2011 e 2014.
Entram na questão os R$ 435 mil reais pagos pela Odebrecht para fretar o jatinho que levou Lula e acompanhantes a Cuba e República Dominicana e um contrato que seu sobrinho, Taiguara Rodrigues dos Santos, tem em Angola.
Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, irmão da primeira mulher de Lula. Em 2012, uma empresa de Taiguara, a Exergia Brasil, foi subcontratada pela Odebrecht para atuar na ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. Coincidentemente, o acerto entre Taiguara e a Odebrecht ocorreu no mesmo ano em que a empreiteira conseguiu do BNDES um financiamento para realizar esse projeto na África.
A procuradora do MPF Mirella de Carvalho Aguiardiz em despacho: “Considerando que as obras são custeadas, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos praticados pelo presidente do mencionado banco, poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do art. 332 do Código Penal (tráfico de influência)”.
Como se sabe, o senado havia aprovado o fim do discutível sigilo nos empréstimos do BNDES. Dilma vetou a medida. Mas o Senado pode derrubar o veto. Na Câmara, a CPI do BNDES já é considerada favas contadas para o segundo semestre, tão logo esteja concluída a CPI do Petrolão.
A cada dia surgem novas informações que aumentam as suspeitas sobre as operações do banco.
O Ministério Público também está questionando repasses do Tesouro ao BNDES no valor de 500 bilhões de reais nos últimos seis anos. O MP suspeita que esse dinheiro possa ter ido parar nas contas das empresas que receberam os empréstimos no Brasil e no exterior. “São recursos que, por lei, não poderiam ser destinados a empréstimos ao BNDES (…)”, diz a representação do MP.
Enfim, agora disse o Ministro Joaquim Levy em alto e bom som:
– Terminou aquele modelo baseado em recursos públicos. O dinheiro acabou.””
Algo me diz que há muito mais para vir, lá do lugar onde veio isso…
Soa estranho ver os festejos pela vinda dos líderes do governo chinês dispostos a investir 50 bilhões de dólares em obras de infraestrutura e logística no Brasil, depois de termos esbanjado dinheiro via BNDES financiando as mesmas coisas em países aliados do governo petista. Surreal!
Mas antes disso, líderes do governo saíram da reunião do último domingo falando abertamente em aumento de impostos federais por decreto.
Ajuste fiscal ou aumento de imposto? Claro que o governo não quer arcar com aumento imposto, porque pega mal. Mas como o Congresso não parece disposto a assumir o ônus pelo descalabro criado pelo governo, não restará outra saída para Dilma do que aumentar impostos e suportar mais críticas.
Para fazer previsões poderemos nos basear pelas mudanças na previdência social aprovadas na Câmara, que deverão passar no Senado. Dilma terá de vetar e corre o risco de ter seu veto derrubado. Quem viver, verá.
Então, depois de terceirizar a Economia para seu ministro da Fazenda, Dilma faz os cortes e aponta os congressistas como culpados. Aposta no conflito, como se a culpa por ter torrado o dinheiro que havia no Brasil não fosse dela e de Lula.
Já ele, Lula, vive um momento delicadíssimo. Sabe que corre o risco de ter problemas judiciais e sua máquina age para acuar adversários e tentar impedir que seja alvo de denúncias. Mas posa de crítico do modelo dilmista, que é total responsabilidade (ou irresponsabilidade?) dele, para surgir como candidato em 2018.
Dilma arca com o desgaste e Lula fica descolado dela. Tudo ensaiadinho. Mas Lula não é mais o mito de tempos atrás. Ainda é rico, poderoso e esperto. Tem influência política. Tentar se livrar dando a entender que “no meu governo, era melhor”? Vamos ver se dará certo. Acho que não cola mais.
Analogicamente, o país é hoje um corpo tomado pela infecção.
Um exemplo é a educação. Além dos calotes nos estudantes reféns do Fies, no governo que tem como slogan a “Pátria Educadora”, as universidades públicas penam sem dinheiro para funcionar direito e os professores preparam uma greve por melhores salários, marcada para começar no dia 28.
Nas embaixadas brasileiras mundo afora, há contas atrasadas. Os pagamentos do governo às empreiteiras do “minha casa minha vida” não está sendo feitos. A Petrobrás já admite que não terá dinheiro para arcar com sua parcela mínima de 30% nos contratos do pré sal. Carros encalhados nos pátios das montadoras. Mudanças nas regras dos financiamentos habitacionais afetam gravemente o mercado imobiliário, devendo ser sentidas na queda dos preços dos imóveis em seguida. Tudo isso traz mais desemprego, que alimenta a inadimplência, aumenta ainda mais a recessão que já está aí.
Para piorar tudo, inflação.
Não é preciso bola de cristal para adivinhar que a situação ruim irá piorar ainda mais.
A infecção poderá virar gangrena.
Outubro. Aposto que será o mês em que bateremos no fundo do poço. Vamos ver.
“Se Lula e Dilma estão ou não no pacote da barganha.”
“A eventual prisão de José Dirceu seria também mais um passo a ser dado por Sergio Moro na direção de Lula. O juiz suspeita que Lula está por trás do que aconteceu na Petrobras” – disse Ricardo Noblat no último parágrafo de um texto no Globo.
O juiz Sergio Moro mandou a empreiteira OAS entregar todos as cópias de documentos relativos aos pagamentos de R$ 2,9 milhões a José Dirceu.
A OAS recusou-se a obedecer Moro, temendo que – como já aconteceu – “esse douto juízo as utilizar para decretação injusta de prisão de particulares”.
A empreiteira já apresentou documentos relativos aos pagamentos ao doleiro Alberto Youssef e Moro os usou para incriminar a própria empreiteira.
Agora usam o trauma sofrido para recusar-se a fazer prova contra si mesma.
O juiz federal Sérgio Moro decidiu não entrar em polêmica com a empreiteira OAS. Em despacho nos autos do processo criminal Moro decidiu sobre a comunicação de não entregar cópias dos contratos firmados com a JD Assessoria e Consultoria, empresa de José Dirceu:
“Se armadilha houve, foi da empresa que não alertou o advogado para a natureza dos documentos ou do advogado que não alertou o cliente das consequências do ato”,escreveu Moro em seu despacho.
“Não pretendendo apresentá-los, como exercício do direito ao silêncio, é o quanto basta, sem falsas polêmicas e sem prejuízo da continuidade das investigações por outros meios”,continuou.
Só faltou escrever: “vocês não perdem por esperar”.
Por outro lado, há quem avalie que o excelente juiz Sergio Moro pode ter espremido demais Ricardo Pessoa nas negociações de sua delação premiada. O que teria feito o dono da UTC correr para o abraço com Rodrigo Janot, Procurador Geral da República. O que poderia significar o pulo de Curitiba para Brasília?
A promessa de Ricardo Pessoa de devolver R$ 55 milhões está sendo considerada uma pechincha pelos advogados dos colegas presos.
Se a barganha for somente financeira, menos mal.
O que o povo quer saber?
Se Lula e Dilma entraram ou não no pacote da barganha.
CONVOCAÇÃO DE LULA:
Os petistas ensebaram mais de quatro horas para impedir a apreciação do requerimento de autoria do deputados do DEM, Onyx Lorenzoni e Efraim Filho para a convocação de Lula para depor na CPI da Petrobras. Após o início da sessão no plenário as comissões não podem votar requerimentos.
Mas como a OAS, aí em cima, eles não perdem por esperar. É bem possível que logo existam fatos ainda mais escabrosos que os impeçam de continuar poupando o grande padrinho.
Ricardo Pessoa, tido e havido como o líder do cartel das empreiteiras, finalmente assinou um acordo de deleção premiada que vinha sendo adiado desde janeiro.
Esse, se falar MESMO, tem potencial para detonar tudo. TUDO!
Mas não gostei do fato de o acordo ter sido assinado em Brasília. Preferia que tivesse sido firmado em Curitiba. Por razões óbvias.
Não é preciso desenhar, né?
Enfim, aguardemos que dias piores possam vir para Dilma, Lula e Cia. Ltda.
Tem motivos para perder o sono.
Do blog de Felipe Moura Brasil:
Ricardo Pessoa, dono da UTC e da Constran, assinou o acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República em Brasília e prometeu revelar o que sabe sobre pagamentos de suborno na Petrobras e outras estatais.
Foram quatro horas de reunião, com a participação de Rodrigo Janot.
Nas negociações para o acordo, o empreiteiro disse que deu R$ 7,5 milhões à campanha à reeleição de Dilma Rousseff no ano passado, negociados com o tesoureiro Edinho Silva.
Pessoa também se comprometeu a pagar uma multa de R$ 55 milhões.
Ele antecipou aos investigadores da Operação Lava Jato que o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, pediu recursos para a campanha da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB).
Segundo Pessoa, Lobão recebeu R$ 1 milhão para não criar empecilhos na obra da usina nuclear de Angra 3.
A obra foi estimada em R$ 2,9 bilhões, em consórcio formado com Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, todas elas investigadas pela Lava Jato sob suspeita de terem pago propina para conquistar contratos da Petrobras.
A delação de Pessoa chegou em boa hora para tirar o sono de Dilma Rousseff, Edinho Silva, Edison Lobão, José Dirceu, Fernando Haddad, Jaques Wagner, Rui Costa, Marcelo Odebrecht e Lula.
“É uma piada discutir se alguém contou ou não contou algo que publicaram em um livro!”
Acaba de ser lançado um livro sobre a passagem do ex-presidente uruguaio José Mujica pelo poder.
A obra traz a narração de uma conversa entre Lula e Mujica, onde o brasileiro teria confessado o crime do mensalão para o colega uruguaio.
A obra foi escrita pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, a partir de depoimentos de Pepe Mujica.
O registro de uma conversa acontecida no início de 2010, em Brasília, vem trazendo uma marolinha de confirmações e desmentidos.
Para início de conversa: até chegar a edição, um livro passa por inúmeras revisões. Jamais uma revelação desta importância, em uma obra sobre um ex presidente, estaria nela se autores e biografado não soubessem exatamente o que estavam dizendo e o impacto que causaria. É uma piada discutir se alguém contou ou não contou algo que publicaram em um livro!
Na conversa que o “afilhado” Mujica revela, Lula teria se referido às dificuldades da tarefa que desempenhava: “Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens”. E explicou: “Essa era a única forma de governar o Brasil”.
Segundo Mujica, o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori também estava na sala e ouviu a declaração.
Andrés Danza, um dos autores do livroUna Oveja Negra al Poder – Uma Ovelha Negra no Poder, confirmou em entrevista a narrativa do ex-presidente uruguaio. E nem precisava, afinal, está escrita.
Segundo o autor, Mujica ouviu a afirmação. Ele estava com seu vice, Danilo Astori. Lula queixava-se que a corrupção é alta no Brasil e ensinava como, no caso dele, um presidente tem de lidar com questões imorais e chantagens.
Para Mujica ficou evidente que ele estava se referindo ao mensalão, embora Lula obviamente não tenha usado o termo. Afinal, a expressão foi criada por Roberto Jeferson ao denunciar o esquema em 2005 e usada comumente de forma pejorativa, tal qual “Petrolão”…
Ao relatar a conversa aos jornalistas que escreveram o livro, Mujica entendeu perfeitamente a confissão do escândalo que levou à prisão algumas das principais lideranças do PT e do governo Lula, como José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha.
O autor do livro ainda esclareceu:
– Mujica se preocupa com a corrupção. Vive de forma humilde e a combate. Ele não a defende. Mas ele defende Lula, com quem tem uma relação muito próxima. Ele considera que Lula não é corrupto e o vê como padrinho. Ele entende que Lula teve de conviver com a corrupção.
Embora estejamos na fase do “não foi bem isso que ele quis dizer” e demais desmentidos, tentam tapar o sol com a peneira.
Mas fiquei bem curioso de saber em que consistiriam as tais “chantagens” que o padrinho possa ter sofrido.
Parece que há muito mais de onde tem vindo tanta lambança…
Mujica bem pode ceder-nos o título “Uma ovelha negra no poder” para uma versão do caso brasileiro.
Pedro Corrêa (PP/PE), preso por suspeita de corrupção, depôs à CPI da Petrobrás e afirma que foi o ex-presidente que indicou Paulo Roberto Costa para diretoria na estatal
Matéria Estadão – Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo
O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) – condenado no mensalão e preso pela Operação Lava Jato – afirmou à CPI da Petrobrás que foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que colocou Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento. Ouvido em Curitiba por parlamentares da CPI, o ex-presidente do PP afirmou que “só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”.
“O diretor de Abastecimento da Petrobrás, que se eu não me engano a memória era um tal de Manso, ele se atritou com a diretoria e o presidente Lula convidou o Paulo Roberto Costa para ser diretor de Abastecimento”, afirmou Corrêa, ao comentar a nomeação do delator ao cargo, em 2004. “Isso era a notícia que chegou para mim.”
“O presidente Lula, depois de achar que o Paulo (Roberto Costa) deveria ser diretor de Abastecimento, disse então que ele ficaria na cota de autoridades que poderiam ter a chancela do Partido Progressista”, disse Pedro Corrêa.
– Lula disse isso? – questionou o deputado Onyx Lorenzoni.
– Não disse isso a mim. Mas disse isso ao líder do partido, que era o sr Jose Janene – respondeu o ex-deputado.
Em suas delações premiadas, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – que operavam o esquema de propina na estatal pelo PP – afirmaram que a indicação do ex-diretor foi do PP. Disseram ainda que foi uma indicação problemática, alvo de muitas negociações.
Pedro Corrêa (PE). – FOTO: CELSO JUNIOR/AE
Pedro Corrêa é acusado de receber R$ 5 milhões do esquema de corrupção e propina na Petrobrás, por intermédio do ex-diretor de Abastecimento e do doleiro Alberto Youssef, peças centrais das investigações.
Inicialmente, ele afirmou aos deputados da CPI que usaria o direito de ficar calado, mas acabou respondendo às questões.
Negou recebimento de propina de Youssef e contatos com as empreiteiras do cartel – com exceção da Queiroz Galvão.
Os deputados da CPI encerraram os depoimentos de 13 alvos da Lava Jato presos em Curitiba – sede da grande investigação. Além de Corrêa, foram ouvidos o ex-deputado Luiz Argolo (SD-BA), que é acusado de ter se associado a Youssef, e André Vargas (ex-PT).
Corrêa negou que tivesse recebido dinheiro do esquema e argumentou que deixou de ter cargo parlamentar em 2006.
Advertido pelos parlamentares que mesmo depois ele manteve sua influência, o ex-parlamentar desafiou os membros da CPI a apontarem um caso de político que continuou poderoso, sem mandato.
“Lula é político sem mandato, Fernando Henrique é político sem mandato”, retrucaram os deputados.
“Qual é a influência hoje dele (Lula), se querem botar ele na cadeia? Agora ninguém tem coragem de botar ele na cadeia. Porque eu tenho certeza que aí sim vai existir o que aconteceu na época do Getúlio (Vargas, ex-presidente) quando ele deu um tiro no peito e o povo saiu para rua com paus, panelas para quebrar tudo”, retrucou Corrêa.
“Nunca recebi dinheiro ilegal do senhor Youssef”, afirmou o ex-deputado. Novamente perguntado pelos parlamentares da CPI sobre se achava que Lula seria preso, Corrêa voltou a falar no assunto.
“Eu, se tivesse uma bolinha de cristal, certamente não estaria aqui. Mas eu acho, na minha avaliação pessoal de um camarada que está fora da política desde 2006, que a prisão dele (Lula) seria uma catástrofe para esse País.”
Ex-deputado por Pernambuco, pai de políticos, Corrêa disse que no Nordeste a prisão de Lula enfrentaria resistência.
“Pelo que conheço da minha região do Nordeste, e pelo que andei nas casas daquele povo pobre, a gente quando chega lá encontra um retrato do padrinho Padre Cícero, junto com o de Lula e de Miguel Arraes (ex-governador morto de Pernambuco). É um discurso da gente enfrentar, colocar o rico contra o pobre é uma coisa difícil de se enfrentar.”
O ex-presidente, por meio de sua assessoria, não quis comentar o caso.
Enio José Hörlle Meneghetti, 67 anos, é administrador de empresas. Tem cursos de especialização em marketing e mercado de capitais. Conservador, já atuou nas esferas pública e privada. Foi Gerente de Governança, Riscos e Conformidade do GHC - Grupo Hospitalar Conceição, Gerente Estadual da GEAP, Diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da METROPLAN além de3 outras atividades. Assessorou o deputado Onyx Lorenzoni, foi Chefe de Gabinete do Vice-Governador (RS) Paulo Afonso Feijó. Autor do livro "Baile de Cobras", biografia do ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti, seu avô.