Archive for the ‘CPI’ Category

Renato Duque. Será o próximo delator? Tomara.

31 de julho de 2015

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O petista Renato Duque já teria mesmo fechado o acordo de delação premiada

A fonte é boa, mas eu não estava lá, não é? De resto, não estamos diante de um andamento dos mais ortodoxos no que concerne aos códigos. De todo modo, a informação que recebi na noite desta quinta-feira é que o petista Renato Duque é, sim, um dos investigados da operação Java Jato que fechou um dos acordos de delação premiada que ainda não foram divulgados pelo Ministério Público.

A ser verdade, a terra petista pode tremer ainda mais. Afinal de contas, era ele o homem do PT entre os operadores de propina dentro da Petrobras, segundo investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Até havia pouco, era um verdadeiro túmulo. Como esquecer? Um subordinado seu, Pedro Barusco, aceitou DEVOLVER US$ 97 milhões.

Consta que sua família passou a pressioná-lo para fazer o acordo. Boa parte dos delatores acusa a sua participação do esquema de corrupção, inclusive Barusco, o ex-subordinado.

Por Reinaldo Azevedo

Preso na Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque contratou um escritório de advocacia e começou oficialmente, nesta sexta-feira (31), a negociar um acordo de delação premiada.

Duque, cuja indicação à estatal é atribuída ao PT, éacusado de ter recebido propinas milionárias em contas no exterior e de usar obras de arte para lavar o dinheiro. Ele já é réu em quatro ações penais, e foi denunciado mais uma vez pelo Ministério Público Federal nesta semana.

Preso desde março numa penitenciária comum no Paraná, Duque vem demonstrando abatimento. Segundo apurou a Folha, a família chegou a questioná-lo por que ele continuava a proteger quem estava do lado de fora.

Ele sempre negou as acusações.

Nesta sexta, o ex-diretor assinou contrato com o escritório do advogado Marlus Arns de Oliveira –que negociou as colaborações dos executivos Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Corrêa. As tratativas com Duque, que o procurou, começaram há cerca de um mês.

A família de Duque foi quem fez o apelo para que ele optasse pela delação, segundo o advogado.

A possibilidade da delação do executivo traz preocupação a membros do PT, partido que o indicou ao posto de diretor de Serviços. Os contratos da diretoria, segundo afirmam delatores da Lava Jato, eram a porção do PT na divisão da propina.

Arns, porém, não adiantou nomes ou fatos que podem ser mencionados na tratativa de delação, por questões de sigilo profissional –mas disse que “possivelmente” haverá pessoas com foro privilegiado.

“Há muita notícia fantasiosa”, disse o advogado à Folha. “É um processo lento, que nem foi iniciado com o Ministério Público.”

Segundo ele, Duque optou pela delação como “uma estratégia de defesa para que saia o mais cedo possível da prisão”. O advogado diz que não houve pressão ou ameaças, e que a decisão foi tomada de livre iniciativa por seu cliente.

PASSO A PASSO

Os atuais advogados de Duque, Renato de Moraes e Alexandre Lopes, permanecem como defensores do ex-diretor nas ações penais. Arns fica responsável somente pela tentativa de negociação com o Ministério Público Federal –que ainda será iniciada.

Se o acordo for fechado, os outros dois defensores, que são contra a delação, se retiram da causa.

Arns fará as primeiras entrevistas com o cliente nesta sexta. Depois, irá marcar uma reunião com os procuradores, para iniciar a tratativa de acordo.

O Ministério Público pode ou não aceitar o que Duque tem a oferecer. Cabe aos procuradores estabelecer as condições da colaboração, como multas e tempo de detenção.

Só depois, com o termo assinado, é que Duque começa a depor oficialmente aos investigadores.

da Folha

Veja aqui quando o meliante foi à CPI da Petrobrás:

TIROU MUITA LÃ. AGORA SERÁ TOSQUIADO

31 de julho de 2015

Tirou muita la

 

Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu quero dizer para vocês que eu estou cansado de mentiras e safadezas. Eu estou cansado de agressões à primeira mulher que governa esse país. Eu estou cansado de ver o tipo de perseguição e o tipo de criminalização que tentam fazer às esquerdas nesse país. Eu tenho a impressão que muitas vezes a gente vê na televisão, parece os nazistas criminalizando os judeus, os romanos criminalizando os cristãos, os fascistas criminalizando o povo italiano. Parece tantas outras perseguições que a gente já viu”.

 

Em um final de semana onde o elemento acima nominado foi capa negativa de uma das revistas mais importantes deste país, ele teve o topete de pronunciar estas palavras. Aliás, sempre que é acossado por suspeitas terríveis, ele apela para o discurso do coitadismo. É uma farsa que não engana a mais ninguém que seja isento ou possuidor de pelo menos dois neurônios.

 

A reportagem explica o relacionamento entre Léo Pinheiro, o homem que brindou o ex presidente com o apelido de Brahma, e Lula. As revelações incluem os devidos respingos na fortuna amealhada por Lulinha. Léo Pinheiro, ex presidente da empreiteira OAS, está negociando a delação premiada. É uma bomba armada para explodir. No colo de Lula.

Depois de preso por seis meses em Curitiba, agora em prisão domiciliar, carrega a indefectível tornozeleira eletrônica. Enterrado até a alma na Lava Jato, se condenado, amargará dezenas de anos no cárcere. Veja afirma que Léo Pinheiro relatará ao Ministério Público Federal detalhes de como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

Algumas das revelações:

– A OAS presenteou Lula com uma reforma em um sítio em Atibaia – SP. O imóvel está em nome de um sócio de Lulinha, mas  o verdadeiro dono é Lula;

– Léo Pinheiro arranjou, a pedido de Lula, serviço e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, sua amante, porque ela ameaçava contar tudo que sabia dos esquemas do petista após ser abandonada em desgraça;

– Léo Pinheiro também traria detalhes de como Lula virou dono do tríplex no edifício Solaris, no Guarujá (SP), em uma das oito obras assumidas pela OAS depois do escândalo da quebra em 2006 da Bancoop, então presidida por João Vaccari Neto.

Isso seria apenas uma amostra do produto oferecido ao MPF. É mole?

Lula tem motivos para preocupação, o que o leva a proferir as besteiras transcritas lá em cima.

Ele não perde por esperar. Vem chumbo grosso. 

Enio Meneghetti

 

 

 

Eduardo Cunha: mais problemas

24 de julho de 2015

Eduardo Cunha

 

Alvejado pela Operação Lava Jato, o presidente da Câmara Federal anunciou oficialmente sua oposição ao governo.

Embora o Planalto tente fazer de conta que “nem doeu”, provavelmente vai doer bastante.

Os ataques retóricos são o de menos. O presidente da Câmara poderá pautar as votações. E só para citar uma das pautas delicadas, se as contas do governo forem rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União, o passo seguinte será a apreciação pela Câmara. Quem ditará o andamento dos trabalhos será Cunha. Ele até já andou fazendo declarações lembrando que o parecer do TCU é muito menos eficaz que a decisão da Câmara, que é política.

Essa é só uma amostra dos problemas que o Planalto terá pela frente. 

 

No primeiro dia após o recesso, 3 de agosto, serão instaladas duas CPIs que prometem barulho: as dos fundos de pensão e a sempre aguardada CPI do BNDES.

Cunha pretende entregar a deputados oposicionistas a presidência das comissões e talvez até a relatoria.  Ante o fato consumado das CPIs, o Planalto, como sempre, tentaria colocar um governista competente pronto para arrefecer os ânimos. Não vai dar desta vez. Cunha está decidido a não facilitar para o PT.

Na CPI da Petrobras ele colocou Hugo Motta (PMDB-PB), na presidência. Homem de sua confiança. Mas topou a entrega da relatoria ao petista Luiz Sérgio (RJ). Os tempos agora são outros. Tudo indica que não será mais assim.  

Virão cobras e lagartos nestas duas Comissões. A ambicionada pela oposição e temida pelo governo – não sem motivos – CPI do BNDES ainda terá pela frente os empréstimos para obras em países estrangeiros. Algo que, sem o amém da Câmara Federal já seria constitucionalmente discutível, teve como principal beneficiária aquela empreiteira amiga que patrocinou viagens de Lula. Vai dar Ibope. 

Teremos tempos muito quentes. Logo.  

Enio Meneghetti

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Bah, mas demorou, hein?

16 de julho de 2015

Lula investigado. 

Abaixo: Portaria de Instauração de Procedimento Investigatório Criminal n.o. 66/2015, de 8 de julho de 2015.

“Possível ocorrência de tráfico de influência na atuação do ex-presidente da República Luis Inácio da Silva, o qual teria obtido vantagens econômicas da empreiteira Odebrecht a pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente dos governos da Rep´[ublica Dominicana e Cuba (neste caso, em relação a obras financiadas pelo BNDES) e por agentes públicos federais brasileiros.”     

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A Procuradoria da República do Distrito Federal abriu inquérito contra Lula para investigar a relação dele com a Odebrecht.

O Ministério Público quer examinar as ações de Lula na concessão dos famigerados empréstimos do BNDES –

saiba mais aqui: https://eniomeneghetti.com/2014/03/17/emprestimos-ilegais/

O MPF também quer saber por que a empreiteira pagou para Lula viajar para intrometer-se em negociações de contratos no exterior.

Na portaria o MPF está pedindo também que a força-tarefa da Operação Lava Jato compartilhe todas as informações que envolvem Lula e a Odebrecht.

O Ministério Público poderá também pedir a quebra de sigilo do investigado e buscas e apreensões.

Antes da abertura da investigação, a procuradoria deu quinze dias de prazo para explicações de Lula.

Finalmente aconteceu. Já estava mais do que na hora.

Enio Meneghetti

ANOTE ESTE NOME!

15 de julho de 2015

Bernardo feiberhaus

Bernardo Freiburghaus. Ele está na lista de procurados pela Interpol. Atua desde os anos 90 guardando discretamente dinheiro dos clientes em contas secretas nos bancos suíços. 

A força-tarefa da lava-jato quer ouvi-lo há meses.

Lembram que no início do ano vazou o acontecimento de uma visita de advogados da Odebrecht ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo? Pois é. Preocupados com a colaboração das autoridades suíças com a força-tarefa da lava-jato, os advogados da empreiteira foram até José Eduardo Cardozo, justamente para tentar saber quais os dados bancários haviam sido enviados pelos suíços. 

Tudo porque Paulo Roberto Costa havia confessado ter conta na Suiça,  aberta por Freiburghaus no banco Julius Baer, para depositar parte de uma propina de US$ 5,6 milhões que teria sido paga pela Odebrecht. 

Paulo Roberto Costa declarou ainda que Freiburghaus agira assim orientado pelo ex-diretor da Odebrecht, Rogério Araújo.

A Odebrecht nega tudo isso, evidentemente.  Mas Bernardo Freiburghaus é  peça-chave para que o Ministério Público Federal possa comprovar, de forma testemunhal e/ou documental, se a cúpula da Odebrecht operava ou não um esquema de corrupção a partir de negócios com a Petrobras e outras estatais ainda sequer sonhadas.

O fato é que enquanto Freiburghaus não for encontrado pela Interpol, dificilmente haverá o relaxamento da prisão preventiva de Marcelo Odebrecht.

 E a manutenção de sua prisão preventiva preocupa – e muito –  o governo. Afinal, ele tem grandes conhecimentos. Sabe muito. Sabe tudo.

Em matéria de prisões preventivas, só há uma que preocupa ainda mais o Planalto: a de José Dirceu, que já andou insinuando que pode aderir a uma delação premiada que teria o efeito de uma bomba atômica no colo de uns e outros.

Será que trataram disso na escala da cidade do Porto?

Aposto que sim.

Enio Meneghetti

A CADA DISCURSO, MAIS UM DESASTRE

8 de julho de 2015

 

N.R. : este artigo foi escrito antes da entrevista publicada na Folha de São Paulo. 

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Além de todas as barbaridades vistas diariamente nos jornais, revistas ou televisão, dona Dilma tem batido recordes de bobagens a cada vez que pega um microfone. 
 
Com discursos completamente parvos, explica-se facilmente por que ela também bate recordes de reprovação. De acordo com a mais recente pesquisa CNI-Ibope, apenas 9% acham seu governo ótimo ou bom. Em março, eram de 12%. O índice de reprovação subiu de 64% para 68%.
 
Dilma perde até para o Fernando Collor das vésperas do impeachment. Ele tinha na ocasião 12%. 
 
Hoje, são 78% os eleitores que não confiam nela. São índices catastróficos. Para 61%, os restantes três anos e meio da gestão dela serão ruins ou péssimos. Só 11% arriscam um palpite de que vai melhorar. São números de crise depressiva. 
 
Para piorar, além das denúncias que se sucedem diariamente, ainda temos as ilegalidades que estão sob o exame do TCU – Tribunal de Contas da União e o TSE – Tribunal Superior Eleitoral. 
 
Em ambos, os casos em exame são graves.  O TCU deu prazo até o próximo dia 17 de julho a Dilma para que explique as pedaladas e outras irregularidades nas contas do seu governo em 2014. Tarefa bem difícil. Se comprovada a disposição do relator, Ministro Augusto Nardes, de rejeitar as contas, submetida a rejeição ao Congresso, se este acatar, automaticamente isso gera o impedimento da presidente por crime de responsabilidade. E neste caso, assumiria o vice. 
 
Mas, se o TSE resolver pela impugnação da chapa por abuso de poder econômico devido aos problemas nas contas da campanha eleitoral de 2014, com as acusações de – até agora – cinco delatores da Operação Lava-Jato de que as doações de empreiteiras ao PT no ano eleitoral foram feitas com dinheiro desviado da Petrobras, bem, aí restaria ao Presidente da Câmara assumir e convocar uma eleição presidencial no prazo de 90 dias.  
 
Com popularidade de apenas um dígito e com a base aliada em frangalhos e seus últimos discursos permeados de afirmações sem nexo, a situação de Dilma é de alguém à beira do abismo. 
 
Michel Temer na articulação política bem que esforçou-se. Mas já há setores do PMDB conversando com a oposição sobre ações a serem tomadas se sobrevier o pior.  
 

O PT carrega o peso de 13 anos de esbanjamento de benesses inconsequentes, para não dizer, ilegais. Já que essa afirmação caberia ao Judiciário.

 

O governo dela caminha celeremente para o caos.

Enio Meneghetti

VAI PARA OS ANAIS DA PREPOTÊNCIA – “ô querida?”

7 de julho de 2015

Para começo de conversa: a mulher maravilha pode dizer que não renunciará.

Renúncia depende dela.

Mas jamais poderia ter negado a possibilidade de cair.

Queda não depende dela.

E isso não é golpe.

Vejam a contribuição de O Implicante: 

A presidente Dilma Rousseff concedeu entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Nitidamente, ela não está bem, e isso não é algo restrito à política, à economia do país ou mesmo uma especulação de saúde física. Ela simplesmente não consegue concluir um raciocínio. Tá feia a coisa.

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Dilma, a simpática: “ô- ô querida?”

Conduzida por Maria Cristina Frias, Valdo Cruz e Natuza Nery, a entrevista de Dilma ao jornal Folha de São Paulo é um desastre. Por óbvio, os jornalistas não são culpados. Fizeram o que foi possível. O problema é que a Presidente da República não consegue concatenar seus pensamentos – ou ataca procedimento cuja regulamentação ela própria sancionou e até se vangloriou disso em debate.

A seguir, alguns trechos devidamente comentados:

Delatores dizem que doações eleitorais tiveram como origem propina na Petrobras.
Meu querido, é uma coisa estranha. Porque, para mim, no mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não? Não sei o que perguntam. Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores.

Mesmo que seja para elucidar um caso de corrupção?
Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo.

Dilma já disse que “não respeita” delator, mas nunca menciona o fato de que FOI ELA QUEM SANCIONOU A LEI QUE REGULAMENTA AS DELAÇÕES PREMIADAS. Isso mesmo. E é um recurso até mesmo nojento comparar a delação mediante tortura àquela realizada por um comparsa de quadrilha em crime de roubo de dinheiro público.

Parece que está todo mundo querendo derrubar a sra.
O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam.

Isso é moleza? Ou é luta política? Luta política é moleza? Moleza é luta política? Quem entendeu alguma coisa, por favor, saúde a mandioca. E o milho.

O Joaquim Levy (Fazenda) propõe acelerar o ajuste?
Nós também, acelerar num outro sentido. Acelerar é tudo que tiver de fazer de ajuste façamos já. Porque, quanto mais rápido fizermos, mais rápido sairemos dele. O que mais pode ser feito? Não vou falar sobre isto.

E o governo vai ter de cobrir este buraco?
Vamos ter. Mas aí estamos agora mais preocupados em tomar medidas estruturantes, que contribuem ao mesmo tempo para o ajuste como para para o médio e longo prazos.

Tipo?
Tipo tipo.

Esta eu não conheço.
Vou te dizer como fazíamos em interrogatório. Você faz um quadrado (desenha), ai de ti se sair deste quadrado, você está lascado. Então, se eu não quiser falar de que tipo [de medida] eu não falo, tenho técnica para isto. Treino.

Percebe-se quão frágil é um governo quando, numa entrevista para esclarecer fatos, a presidente simplesmente prefere NÃO ESCLARECER NADA do ajuste do futuro, usando até mesmo expediente infantil nas respostas.

Vamos mal. Vamos pior do que se imaginava. Dilma, por favor, saia. O que já estava inaceitável passou de todos os limites do ridículo. É chegada a hora de dizer “tchau”.

Esta é a contribuição de Reinaldo Azevedo:

A presidente concedeu uma entrevista à Folha, que está na edição desta terça. A coisa não está bem.

Dilma voltou a atacar a Lei 12.850, que ela própria sancionou em agosto de 2013, que trata da delação premiada. Mais uma vez, associou as práticas hoje em curso com o período do regime militar. Reproduzo a sua fala ao jornal:

– Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores. Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo.

(…)

Num dado momento, afirma um entrevistador da Folha: “Parece que está todo mundo querendo derrubar a senhora”. E Dilma responde:
– O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam.

É uma fala de vários modos imprudente. Em primeiro lugar, ela não vai cair se não houver lei que a derrube. E não se deve afirmar: “Venha tentar, venha tentar”.

Quem é o sujeito oculto da frase?

Que “você” é esse ao qual Dilma está se referindo?

Ela está desafiando a Justiça?

Ela está desafiando o Congresso?

Não houvesse temor, não teria convocado uma reunião de emergência com presidentes e líderes de partidos da base, como fez nesta segunda, exortando a todos a defender o governo. Os próprios convocados chamaram o encontro de “reunião anti-impeachment”. Ali se disse que o governo não cometeu ilegalidade nenhuma nas contas em 2014, embora um dos convidados tenha confessado que, hoje, há a avaliação de que o TCU vai, sim, recomendar a rejeição.

A presidente tem até o dia 21 para prestar esclarecimentos. Se o tribunal recusar as contas e se o parecer for endossado pelo Congresso, abre-se o caminho para a denúncia por crime de responsabilidade.

Situação igualmente grave é a vivida no TSE, que apura se a campanha de Dilma usou recursos ilegais.

No âmbito da delação premiada, homologada pelo STF, o empreiteiro Ricardo Pessoa disse ter repassado R$ 7,5 milhões oriundos do propinoduto da Petrobras para a campanha à reeleição da presidente. E aí? O TSE já cassou mandato por muito menos. Dilma sabe muito bem que está na corda bamba, não é? Se o STF homologou a delação de Pessoa, será que o TSE pode simplesmente ignorar o que diz? Comprovada a doação ilegal, a presidente pode ter cassada a sua diplomação — isto é, perder o mandato.

Então conviria que ela deixasse para a lei resolver a questão.

Uma resposta de Dilma não deixa de ter um tom intrigante. Os entrevistadores perguntam o que acontecerá se resolverem mexer com a sua biografia. Ela responde:
 – Ô, querida, e vão mexer como? Vão reescrever? Vão provar que algum dia peguei um tostão? Vão? Quero ver algum deles provar. Todo mundo neste país sabe que não. Quando eles corrompem, eles sabem quem é corrompido.

Duas observações relevantes. A lei não pune apenas quem rouba para si, para o enriquecimento pessoal. O roubo que financia um partido é também criminoso. Logo, Dilma não precisa ter enchido os bolsos de dinheiro. Basta que se demonstre que Pessoa fala a verdade, e ela cai. De acordo com a lei.

O segundo ponto: diz ela que, “quando eles corrompem, eles sabem quem é corrompido”.

A presidente tem alguma sugestão?

Dilma perdeu mais uma chance de ficar calada.

Quando um presidente da República diz “não vou cair”, é porque sabe que cresceu enormemente a chance de… cair.

E a sua biografia de ex-militante de um grupo terrorista não tem nada com isso.

Pode perder o mandato por lambança fiscal ou por lambança eleitoral. Ainda não é o pior dos mundos.

Se Rodrigo Janot não fosse tão generoso, poderia ser por causa dos descalabros na Petrobras.

Presidente, está sobrando loucura e faltando método.

Texto publicado originalmente às 5h59

Por Reinaldo Azevedo

Editado pelo blog.

 

CPI DA PETROBRAS – ONYX MOSTRA QUE A CGU SE OMITIU PARA PROTEGER DILMA E O PT

7 de julho de 2015

Durante o depoimento do ex-ministro da CGU – Controladoria Geral da União, Jorge Hage, o deputado Onyx Lorenzoni demonstrou como o órgão ignorou a corrupção na Petrobras para proteger Dilma Rousseff durante o período eleitoral de 2014, mesmo tendo vários indicativos para deflagrar o processo de investigação a partir de maio do mesmo ano.

No mês de maio de 2014, Petrobras foi avisada pelo Ministério Público holandês sobre uma investigação feita em caráter sigiloso a partir da delação de um ex-funcionário, Jonathan Taylor, sobre pagamentos de propina feitos pela empresa holandesa SBM Off Shore em vários países, inclusive o Brasil, no caso a funcionários da Petrobras. Ainda em maio, a Petrobras informou à CGU. A partir daí era de se esperar que um órgão de controle como a CGU apurasse de forma transparente e independente, mas não foi o que ocorreu. A CGU “esqueceu” do processo durante os meses de maio a novembro, e só deu publicidade após o segundo turno das eleições, coincidentemente no mesmo dia em que o Ministério Público holandês anunciou uma multa de US$ 240 milhões paga pela SBM para encerrar o processo na Holanda. A CGU não tinha mais como “esquecer”.

PEDIDO DE INFORMAÇÕES
Durante o depoimento, Jorge Hage tentou justificar o atraso na divulgação do processo diminuindo a importância do delator Jonathan Taylor, mas Onyx apontou que no mês de junho de 2014 muitas correspondências foram trocadas entre a CGU e o Ministério da Justiça, em uma delas teria sido dito que “alguns milhões de dólares foram pagos”. Portanto, a justificativa de Hage não se sustenta.

Onyx solicitou cópia de todas as mensagens trocadas entre a CGU e o Ministério da Justiça, e também entre a CGU e a Petrobras no período de maio a novembro de 2014.
‪#‎LavaJato‬ ‪#‎Corrupção‬ ‪#‎JorgeHage‬

Veja: Dinheiro para pagar Dirceu saiu de ‘conta-propina’ do PT

4 de julho de 2015

 

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DISFARCE – José Dirceu faturou 39 milhões de reais supostamente prestando serviços de consultoria. Os documentos de Pessoa mostram que o dinheiro usado para pagar o ex-ministro saiu da conta-propina do PT, abastecida com dinheiro desviado da Petrobras(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O petista José Dirceu ganhou muito dinheiro. Desde que deixou a Casa Civil abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, o ex-ministro recebeu cerca de 39 milhões de reais oficialmente fazendo consultorias para o setor privado. As investigações da Operação Lava-Jato, no entanto, desvendaram a verdadeira natureza dos serviços do mensaleiro. Em sua delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa apresenta documentos que mostram que as consultorias nada mais eram do que fachada para o recebimento de dinheiro desviado da Petrobras. O dono da UTC contou aos investigadores que foi procurado pelo ex-ministro em meados de 2012. Dirceu, que exercia forte influência sobre os diretores da Petrobras, ofereceu ao empreiteiro os seus serviços de consultor. Assim como no caso do pedido de Edinho Silva, negar dinheiro a Dirceu poderia ser sinônimo de problemas. Melhor não arriscar. Afinal de contas, os negócios iam muito bem. O empreiteiro fechou um acordo para pagar 1,4 milhão de reais ao mensaleiro. O objeto do contrato: prospectar negócios no exterior.

A única coisa que José Dirceu prospectou foram aditivos ao contrato. Sem nenhum tipo de serviço prestado, o consultor conseguiu mais 906 000 reais da UTC no ano seguinte. Quando a última parcela desse segundo contrato venceu, Dirceu já fazia parte da população carcerária do presídio da Papuda, em Brasília. Mas nem a prisão foi capaz de atrapalhar os negócios do ex-ministro. Ricardo Pessoa contou aos investigadores que, a pedido do próprio Dirceu, assinou um segundo aditivo, de 840 000 reais. O contrato foi firmado quando o mensaleiro já estava no terceiro mês de prisão. “Apenas e tão somente em razão de se tratar de José Dirceu e da sua grande influência no PT é que, mesmo sabendo da impossibilidade de ele trabalhar no contrato firmado, porque estava preso, o aditamento foi feito e as parcelas continuaram a ser pagas”, disse o dono da UTC aos procuradores. O mais impressionante: como a tabela acima comprova, metade do dinheiro pago pela UTC a Dirceu foi debitada com autorização de Vaccari da conta-corrente que a empreiteira administrava para o PT. Ou seja, o ex-ministro foi pago com propina da Petrobras.

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Matéria da revista Veja

Dilma xingada “face to face” nos Estados Unidos

4 de julho de 2015

A comitiva de puxa sacos, que não está acostumada a ouvir o que não quer, aos 23 segundos do vídeo ainda provoca a manifestante que manda Dilma para Cuba no momento em que a presidente dirige-se a entrada de um prédio nos Estados Unidos:

– Morá (sic) aqui é bom, né? – diz um petista.

Em seguida, já no interior do prédio, um rapaz avisa, na cara de Dilma, aos 45 segundos :

– Vai caí, hein?

– Fala do Foro de São Paulo, Dilma!

Seguem-se vários xingamentos.

 

Aos 55 segundos:

–  Cadê o dinheiro da Petrobrás?

]Aos 1: 20 segundos, pode-se ouvir a tola tentativa de Jacques Wagner de responder ao rapaz:

– Tá com muito dinheiro do papai no bolso?

E o cidadão brasileiro responde, enquanto se vê a cabeça branca de Wager se afastando:

– Não, porque não sou petista igual a vocês. 

Parece mentira, mas o bando tentou responder às provocações, tanto na entrada com no interior do prédio.

Definitivamente, a petralhada ainda não aprendeu a ser xingada.