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SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

21 de outubro de 2015

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Este artigo foi publicado na quarta feira, 21 de outubro.

Hoje, 24/10 a Folha publica a matéria cujo link segue abaixo.

Por que será que agora ninguém mais quer ouvi-lo? Leia o artigo “Só não vê quem não quer” e saberá.

Lava Jato freia contratação de Lula para dar palestras

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/10/1697967-lava-jato-freia-contratacao-de-lula-para-dar-palestras.shtml?cmpid=newsfolha

SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

Lula deixou a presidência da República e passou a fazer palestras.

Isso era noticiado e perguntava a mim mesmo: Como funciona esse negocio? Por que vêm esses convites? Qual a razão, o interesse de uma empresa privada em pagar tanto dinheiro para ouvi-lo? Afinal, sem ofensa, mas qualquer pessoa do mundo corporativo ou com um mínimo de cultura, sabe que embora seja esperto e um mestre na comunicação, o discurso de Lula é absolutamente raso.

Hoje sabemos, as palestras dele encomendadas pela Odebrecht, viajando mundo afora em aviões fretados pela empresa, geraram obras fantásticas nos países visitados. O BNDES bancando a farra.

Aqui no Brasil Lula também fez das suas. E como! Antes de recordarmos as estrepolias na Petrobras, podemos lembrar a história mal contada da construção do estádio do Corinthians, o famigerado Itaquerão. Exemplo claro da orgia que se fez com o dinheiro dos brasileiros.

Aliás, como torcedor do Internacional sempre estranhei aquela intervenção de Dilma para solução do impasse entre Inter e Andrade Gutierrez. Dilma mandou e a Andrade Gutierrez obedeceu e fez a reforma de nosso Beira Rio. Lembro bem da descrição fantástica do diálogo da “madrinha” como os veículos mais aduladores a classificaram.

“É meu clube, é meu Estado. Não há hipótese nenhuma de a empresa sair e deixar todo mundo na mão.”

Ora, será que não conhecem a máxima de Milton Friedman, que ensina que “não existe almoço grátis”?

Impressiona o fato de que as pessoas esqueçam fatos como esses e se surpreendam quando após anos de esbanjamento em parcerias para lá de esquisitas, como nas obras da Petrobras e tantas outras, Lula, Dilma e seu partido tenham levado o Brasil à breca.

Em meio à mais terrível crise que já vivemos – e vai piorar! – a opinião pública se pergunta: como isso aconteceu?

Enquanto o mundo enfrentava com galhardia e responsabilidade a crise de 2008, o “mago” Lula dizia: gastem, comprem, torrem, endividem-se. É só uma marolinha!

Pois agora é que vamos recém começar a ver o tamanho do tsunami causado por esses aventureiros. O esquemão econômico que tomou conta do Estado brasileiro ainda permanece no Palácio do Planalto. E Lula está sendo investigado pelo Ministério Público por tráfico de influência internacional.

Seus problemas legais crescerão proporcionalmente ao agravamento da crise que recém inicia.

Enio Meneghetti

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CLEPTOCRACIA = GOVERNO DE LADRÕES

23 de setembro de 2015

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Segundo o ministro do STF Gilmar Mendes,  o que está instalado no Brasil nesses últimos anos e está sendo revelado na Operação Lava Jato é um “modelo de governança corrupta, algo que merece o nome claro de cleptocracia” que nada mais é, por definição, um modelo em que o Estado é dominado por ladrões.

O ministro não deixou pedra sobre pedra:  “Isso está evidente, veja o que fizeram com a Petrobrás, veja o valor da Petrobrás hoje, por isso que se defende com tanta força as estatais. Não é por conta de dizer que as estatais pertencem ao povo brasileiro. Porque pertencem a eles. Eles tinham se tornado donos da Petrobrás. Esse era o método de governança.”

Gilmar Mendes exemplificou bem, citando a compra de obras de arte caríssimas:  “Veja, não roubam só para o partido, é o que está se revelando, roubam também  para comprar quadros. Isso lembra o encerramento do regime nazista, quando se descobriu que  membros do partido tinham quadros, tinham dinheiro no exterior, é o que estamos vendo aqui.”

Quando isso e muito mais é proferido por um Ministro do STF, a Suprema Corte brasileira, torna-se ainda mais latente aquela consciência do perigo pelo qual passamos e nos safamos por pouco. Não foi mais do que a sorte que livrou-nos de estarmos hoje com o país sendo presidido por ninguém menos que o outrora poderoso ex Ministro Chefe da Casa Civil do governo Lula, o hoje apenado José Dirceu. Não fosse o estouro do desacerto financeiro entre o famigerado personagem e Roberto Jefferson, dificilmente teríamos nos livrado da sina de ter José Dirceu como sucessor de Lula.

Passaram-se anos quase dez anos do mensalão e constatamos que por muito pouco, três ou quatro anos mais, e eles teriam tudo dominado. Teriam partidarizado os tribunais superiores, o Congresso, os órgãos da administração pública, os fundos de pensão, ONGs, os principais veículos da imprensa, internet, redes sociais, tudo. Com os financiamentos ilegais via BNDES aos países aliados e estaríamos a muito mais de meio caminho de virarmos a Venezuela do cone sul. Mais uma vez foi somente o fator sorte (ou um milagre) que fez com que o plano fosse descoberto antes da deblaque total.

O que nos salvou foi um magistrado federal da primeira instância lá do Paraná. O juiz Sérgio Moro, juntamente com os membros da Força Tarefa da Lava Jato, que conseguiram desmontar e derrotar um projeto político criminoso delineado e em pleno andamento.

Porém, enquanto a Operação Lava Jato ainda não concluiu a limpeza, o governo Dilma segue querendo penalizar os brasileiros.  Dona Dilma, a presidente do Conselho de Administração da Petrobras durante as maiores falcatruas contra a estatal, no auge da impopularidade,  além de apelar para o discursinho de ser vítima de “golpe”, agora insiste em querer fazer com que a população cubra o rombo que os governos dela e de seu mentor e antecessor causaram nas contas públicas após anos de desperdício vergonhoso do dinheiro do contribuinte, em uma irresponsabilidade insaciável.

Nem vou me alongar descrevendo “pedaladas” e financiamentos de campanhas eleitorais vergonhosos, estes sim passíveis de serem classificados de “golpes”.

Chega! Já virou deboche!

Enio Meneghetti

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SERÁ APENAS COINCIDÊNCIA?

10 de setembro de 2015

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Há nove meses o ex-primeiro-­ministro português, José Sócrates, está em prisão preventiva. A acusação seria de receber propina de empresas em troca de favores. Já foram localizadas contas na Suiça em nome de familiares dele e o mais surpreendente é a existência de personagens do mensalão e do petrolão no esquema.

O Grupo Lena, acusado de ser contratante dos serviços de Sócrates, tem relações com a Odebrecht. As relações entre o PT brasileiro e o Partido Socialista português, nos anos do governo de José Sócrates e de Lula pavimentaram negócios de pelo menos três empreiteiras brasileiras ligadas ao petrolão.

Outras empresas portuguesas investigadas, como o Banco Espírito Santo,  já apareceram em esquemas do mensalão.

Isso pode não ser nada bom, no momento em que o Juiz Sérgio Moro está prestes a aceitar a denúncia contra José Dirceu e mais 16 pessoas, tornando-os réus denunciados na 17ª fase da Lava Jato. Junto pode aceitar a denúncia contra a filha de Dirceu, Camila Ramos e o irmão Luiz Eduardo de Oliveira, suspeitos de terem ficado com parte da propina oriunda de contratos da Engevix com a Petrobrás.

José Dirceu até pode querer dar uma de Marcos Valério e suportar uma possivelmente longa condenação. Mas já se sabe os  efeitos que produziram  –  denúncia de familiares – entre outros acusados da Lava Jato.

Esta é uma hipótese que provoca calafrios nas hostes petistas, em se tratando de Dirceu.  Sim, estamos falando na possibilidade de uma apavorante delação premiada do “guerreiro do povo brasileiro”.

Se tudo isso fosse pouco, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao ministro Teori Zavascki o pedido para que o Ministério Público investigue o pagamento de propina nas campanhas presidenciais de Lula, em 2006, e de Dilma em 2010 e 2014.

Os pedidos de Janot, foram baseados nos depoimentos de Ricardo Pessoa, dono da UTC.

Zavaski ainda não se manifestou sobre o assunto, mas já encaminhou para o juiz Sérgio Moro em Curitiba os documentos que apontam suspeitas de arrecadação ilegal feitas pelas coordenações de campanhas presidenciais de Lula em 2006 e de Dilma referentes  a 2010.

 

Enquanto isso, Lula passava pelo Palácio da Alvorada, na noite de quinta-feira. Encontrou Dilma atordoada em meio a um turbilhão de problemas.

Estava em meio a crise com a quase saída de Joaquim Levy e com a fala de Michel Temer.

Aquela: “Hoje, realmente, o índice [de aprovação do governo] é muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo. Se continuar assim, eu vou dizer a você, 7%, 8% de popularidade, de fato, fica difícil.”

Parecia que a visita fora para ajudar com conselhos sua criatura. Pelo sim, pelo não, Lula tem mais é que tentar salvar a própria pele. E Dilma, a esta altura, só pode piorar ainda mais a situação de seu criador.

Em meio a esta infinidade de sintomas que o barco está fazendo água por todos os lados, ainda há quem pense que tudo isso “não vai dar em nada”.

Será?

Enio Meneghetti 

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“Nomeações para cargos não vão tirar o governo do drama em que se encontra nem vão conquistar a respeitabilidade das ruas.”

19 de agosto de 2015

 

GeddelDivulgacao2Geddel Vieira Lima – Presidente do PMDB da Bahia e membro da Executiva Nacional do partido:

“A sociedade brasileira não entenderá nenhum tipo de acordão. O Tribunal de Contas da União tem de cumprir o seu papel. Não vejo como a Procuradoria da República e o Judiciário possam entrar num acordão que faça com que Curitiba pare de gerar notícias desagradáveis.”

“A Dilma perdeu a credibilidade. O país não se reconciliará com ela no cargo. Não dá para o país ser presidido por alguém que não consegue sair às ruas. Isso não existe. Ainda restam três anos e meio de mandato.”

“Fica o Renan fazendo esse jogo de agenda positiva, que não vai levar a lugar nenhum. Isso é conversa fiada. A resposta à articulação de Renan foi dada pela população de Alagoas na porta da casa dele no domingo.”

“Geddel diz estranhar o comportamento dos líderes do partido que ainda estendem a mão para Dilma. “O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia.”

“Quero conversar com líderes dispostos a dialogar, num movimento suprapartidário, sobre a vontade das ruas, que cobram um modelo diferente desse que está aí.”

“O Michel vive um momento em que terá de tomar a decisão de exercer a sua função institucional de vice-presidente da República. Ele tem que entender que não cabe ao vice-presidente ficar discutindo nomeação para delegacia do INSS nos Estados. Esse modelo faliu.”

“Dizem que melhorou a situação do governo. A articulação feita durante a semana passada não evitou nem mesmo que o Lula fosse representado na manifestação de domingo com um boneco vestido de presidiário.”

“Fala-se no afastamento da Dilma e na aversão ao PT. Diante disso, que peso tem a articulação de Renan?”

“Eu conheço o que os meus colegas do PMDB pensam, sei o que meus colegas do PMDB dizem, e me escandalizo ao ver o que meus colegas do PMDB fazem em relação ao governo. O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia.”

“É uma tolice ficar discutindo se uma manifestação foi maior do que a outra. A CUT, para reunir meia dúzia de gatos pingados na frente do Instituto Lula, colocou ônibus à disposição e providenciou o churrasco.”

“Por enquanto, só foi à rua a classe média, que tem como levar suas famílias. Mas o resto do país está em casa aplaudindo.”

 

Agenda de Renan é conversa fiada, diz Geddel

Presidente do PMDB da Bahia e membro da Executiva Nacional do partido, Geddel Vieira Lima decidiu participar da reunião suprapartidária articulada por Aécio Neves para discutir saídas para a crise. Em conversa com oblog, ele chamou de “conversa fiada” a agenda anticrise negociada pelo correligionário Renan Calheiros com Dilma Rousseff.

Geddel afirmou que Michel Temer, seu amigo de trinta anos, “vive um momento em que terá de tomar a decisão de exercer a sua função institucional de vice-presidnete da República. Ele tem que entender que não cabe ao vice-presidente ficar discutindo nomeação para delegacia do INSS nos Estados.” Ex-ministro de Lula e ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal sob Dilma, Geddel sustenta que “esse modelo faliu.”

Raro conhecedor do que se passa na cozinha do PMDB, Geddel diz estranhar o comportamento dos líderes do partido que ainda estendem a mão para Dilma. “O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia.” Vão abaixo as declarações de Geddel:

— Reunião com Aécio Neves: “Irei à reunião. Certamente mais gente participará. Mas não vou conversar com um candidato à Presidência da República. Quero conversar com líderes dispostos a dialogar, num movimento suprapartidário, sobre a vontade das ruas, que cobram um modelo diferente desse que está aí. Se Aécio for obcecado em ser candidato à Presidência, ele não será candidato. A hora é de encontrar saídas institucionais, não de focalizar interesses pessoais.”

— O papel de Michel Temer: “O Michel vive um momento em que terá de tomar a decisão de exercer a sua função institucional de vice-presidente da República. Ele tem que entender que não cabe ao vice-presidente ficar discutindo nomeação para delegacia do INSS nos Estados. Esse modelo faliu. Ele é o vice-presidente da República. Essa é a função institucional dele. Precisa se colocar cada vez mais como o doutor Ulysses Guimarães, exercendo o papel de guia. Como dizia o doutor Ulysses, tem de guiar o PMDB rumo ao Sol, que é dia, não em direção à Lua, que é noite. Não dá para ele participar de artimanhas. Insisto: ele é vice-presidente da República. Nomeações para cargos não vão tirar o governo do drama em que se encontra nem vão conquistar a respeitabilidade das ruas. Michel sabe o que eu penso. Falamos com muita frequência. Sem que ele precise dizer, eu sei o que vai na alma do Michel. Sei muito bem o que o angustia.”

— A agenda positiva de Renan Calheiros: “Nao levo essa negociação do Renan como algo que vá resultar em consequências. O PMDB agora tem um ideólogo econômico, que é o meu amigo Romero Jucá. E fica o Renan fazendo esse jogo de agenda positiva, que não vai levar a lugar nenhum. Isso é conversa fiada. A resposta à articulação de Renan foi dada pela população de Alagoas na porta da casa dele no domingo. O recado das ruas é muito claro. Não dá para imaginar que a sociedade vai continuar caindo nessa esparrela de articulação de cúpula conogressual. Dizem que melhorou a situação do governo. A articulação feita durante a semana passada não evitou nem mesmo que o Lula fosse representado na manifestação de domingo com um boneco vestido de presidiário. Não evitou também que as ruas dissessem claramente o que desejam. Noutras manifestações, pedia-se de redução de passagem de ônibus a lançamento de foguete à Lua. Agora fala-se apenas no afastamento da Dilma e na aversão ao PT. Diante disso, que peso tem a articulação de Renan?”

— Dicotomia do PMDB: “Eu conheço o que os meus colegas do PMDB pensam, sei o que meus colegas do PMDB dizem, e me escandalizo ao ver o que meus colegas do PMDB fazem em relação ao governo. O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia. Eu participo das conversas. Sei o que se passa. Isso não vai ter aderência na sociedade. Não funciona. Não dá mais para uma banda do PMDB, cujos interesses não coincidem com a vontade das ruas, ficar falando como se fosse o PMDB inteiro. Não dá mais. Isso não representa o partido. Falam pelos plenários do PMDB até que eles se rebelem. Que reúnam a Executiva, que convoquem um congresso extraordinário para fazermos esse debate. Aguardamos o Congresso do partido, no final de setembro.”

— Acordão: “A sociedade brasileira não entenderá nenhum tipo de acordão. O Tribunal de Contas da União tem de cumprir o seu papel. Não vejo como a Procuradoria da República e o Judiciário possam entrar num acordão que faça com que Curitiba pare de gerar notícias desagradáveis. No meu entendimento, isso pode caminhar para algo que eu já disse e vejo o Fernando Henrique Cardoso dizendo agora: a renúncia. Seria um mínimo de grandeza que se poderia esperar de Dilma, para reconciliar o país. A Dilma perdeu a credibilidade. O país não se reconciliará com ela no cargo. Não dá para o país ser presidido por alguém que não consegue sair às ruas. Isso não existe. Ainda restam três anos e meio de mandato.”

— As manifestações: É uma tolice ficar discutindo se uma manifestação foi maior do que a outra. A CUT, para reunir meia dúzia de gatos pingados na frente do Instituto Lula, colocou ônibus à disposição e providenciou o churrasco. E as ruas se encheram espontaneamente. Só não encheram mais porque os políticos, com medo de se envolver, não mobilizaram as pessoas. As pesquisas mostram que, se houver mobilização, outras pessoas virão. Não vieram ainda porque não têm dinheiro para pegar um ônibus. Por enquanto, só foi à rua a classe média, que tem como levar suas famílias. Mas o resto do país está em casa aplaudindo.

— Mea-culpa coletivo: Fala-se muito na necessidade de um mea-culpa da Dilma. Mas nós também precisamos fazer um mea-culpa. Participamos de uma estrutura política semelhante a essa, que não se sustenta mais. E uma parte do PMDB ainda não se convenceu disso. Discute a ocupação de delegacias do INSS nos Estados. Isso não é mais aceito pela sociedade. Nós precisamos nos penitenciar por termos integrado um sistema que a sociedade aceitava, mas não aceita mais. Mudaram os parâmetros. Ou nós aceitamos isso ou não tem acordo possível.

Do blog do Josias de Souza – editado

Enio Meneghetti

 

ACORDÃO, QUE NADA!

19 de agosto de 2015

Acordão, que nada

Um gigantesco boneco de Lula vestido de presidiário, fot o hit dos protestos em Brasília e teve seu sucesso ampliado pela televisão e nas redes sociais.

O boneco foi encomendado muito antes da revelação do teor do grampo da conversa  entre Lula e Alexandrino Alencar. Alguns defensores do ex presidente apressam-se a dizer que “nada tem de mais” na conversa flagrada. Pois sim!

Segundo relatório da PF, o petista conversou com Alexandrino Alencar, da Odebrecht, no dia 15 de junho de 2015, quatro dias antes da prisão do executivo.

Na conversa, fica óbvio que havia uma sintonia entre os interesses das empreiteiras e do ex presidente. Alencar chega a comentar o elogio de Emilio Odebrecht a uma nota oficial do Instituto Lula que abordava o tema de interesse de ambos.

 

Lula também informa a Alexandrino sobre um artigo de Delfim Neto a sair no dia seguinte no Valor, “metendo o pau”, isto é, defendendo o mesmo ponto de vista deles.    

Delfim defendeu no artigo, o financiamento do BNDES  para os serviços de construtoras em países como Cuba, Venezuela e Angola. Obviedade sem fim. O mesmo interesse de Alexandrino e Lula.

“É abusivo dizer que o BNDES é uma ‘caixa preta’ e é erro grave afirmar que deve dar publicidade às minúcias das suas operações, o que, obviamente, revelaria detalhes dos contratos de seus clientes que seriam preciosas informações para nossos concorrentes e, portanto, contra o Brasil”, disse Delfim.

Rui Falcão não faria melhor antecipando-se ao que fará a CPI do BNDES.

 

Agora está se falando muito em “acordão”. Que os ponteiros “estariam acertados”e o “perigo já teria passado”.Cuidado. Verifique antes a fonte dessas “boas (para os corruptos) notícias”. Daí viria a ampliação no prazo para explicar as pedaladas, etc. Que dessas reuniões resultou o embrulho com Renan dentro do pacote, onde também estaria Janot. Um sem fim de lendas.

Mas aí vem a pergunta: e onde estaria Sérgio Moro durante essas conversas? Ou a força tarefa da lava jato? Ou o MPF?

Os otimistas são poderosos. Mas tem de ter o cuidado de não confundir os desejos com a realidade.

As delações premiadas, a esta altura, já forneceram um manancial de  informações que nem em sonho apareceram no mensalão.

E Lula, sem foro privilegiado, está na linha de tiro da primeira instância do Judiciário.  

Deixem que eles sonhem. O que é deles está guardado.

E não me refiro a dinheiro em contas no exterior.  

Enio Meneghetti 

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DESESPERO!

12 de agosto de 2015

DESESPERO!

O advogado de José Dirceu tem repetido que ele não vai fazer acordo de delação premiada. Azar dele. Com a fartura de indícios, evidências e provas existentes, sua opção lhe garantirá mais anos vendo o sol nascer quadrado.

Porém, o indício mais forte para demonstrar que o desespero bateu definitivamente na cúpula, foi a absurda ideia de algum demente de nomear Lula ministro de Dilma para garantir-lhe o foro privilegiado e sair do alcance do juiz Sérgio Moro.

Para início de conversa, embora venha desenvolvendo um excelente trabalho, a limpeza moral que começou lá em Curitiba não é obra apenas da pessoa do juiz Dr. Sérgio Moro.

Quando ele defere um pedido de prisão, logicamente é devido a alguma solicitação do Ministério Público. Funciona assim no estado de direito, embora uns por aí não compreendam bem o que seria isso…

E o MPF, ao pedir a prisão temporária ou preventiva de algum desses criminosos, obviamente vem se pautando no admirável trabalho da competente investigação da Força Tarefa da Lava Jato.

Essa mania de achar que uma caneta só decide tudo, é bem cacoete de apreciadores de regimes totalitários, ditadores, déspotas ou outras anomalias tão ao gosto dos membros do Foro de São Paulo.

A quantidade de material já apurado e que sequer veio à tona ainda, é garantia de fortes emoções para quem vem acompanhando as falcatruas que dia a dia vem sendo reveladas.

Tanto em matéria de nomes que muito em breve deverão estar atrás das grades, como em revelações de outras ilegalidades.

Muitas transferências ilegais descobertas no exterior ainda não chegaram a público. Há muito esgoto ainda para passar debaixo da ponte. Há indícios de negociatas em Portugal, que deverão trazer mais de nove dedos de preocupação.

Para quem acha que a CPI da Petrobrás já trouxe tudo em matéria de bandalheiras, que aguarde a CPI do BNDES.

Seria o famoso “não perde por esperar”.

Tem gente que está visivelmente desesperada, mas nem viu ainda o tamanho da encrenca em que se meteu.

Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.

Enio Meneghetti

E AGORA, JOSÉ?

6 de agosto de 2015

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O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse a propósito das prisões da nova etapa da Lava Jato, a Operação Pixuleco, que o esquema vai além de José Dirceu como recebedor e beneficiário. 

A investigação tem José Dirceu como o instituidor do esquema Petrobrás ainda no tempo da Casa Civil. 

 – Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema. – disse o procurador. 

O uso do plural enche de esperança a todos aqueles que reclamam pelo fim da impunidade.

Comenta-se que Dirceu teria afirmado que caso fosse preso de novo, estaria propenso a “entregar todo mundo”. Segundo a revista Época, Dirceu teria calculado que se contar o que sabe, “poderia estar solto em três anos”.

O procurador afirmou também que  “isso passou pelo mensalão, passou pela investigação do caso, passou pela prisão e perdurou, apesar da movimentação da máquina do STF e do Judiciário”.

O atrevimento da reincidência e o descaso às instituições levam a uma pergunta óbvia: quem deu a Dirceu a confiança necessária para que chafurdasse tão profundamente na roubalheira?

“Temos uma ideia boa e clara de onde podemos chegar, mas isso é fato sigiloso”, disse o procurador. 

 

“Toda empresa tem uma estrutura piramidal, os cabeças tomam as decisões. Essas pessoas dizem ‘faça’ e os outros fazem. Eles não tomam nota, não fazem reuniões com operadores financeiros. Simplesmente têm uma função de colocar as pessoas nos lugares certos e de determinar. José Dirceu, evidentemente, colocou Renato Duque na Diretoria de Serviços da Petrobrás e Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento, atendendo a pedido de José Janene. Repetiu o esquema do Mensalão. A responsabilidade de José Dirceu é evidente no Mensalão e na Lava Jato, como beneficiário. Não mais como partidário, mas para enriquecimento pessoal”, afirmou o procurador.

Para os principais líderes da oposição, as investigações aproximam-se cada vez mais de Lula, Dilma e o núcleo principal do partido do governo.

Comenta-se ter sido constatado um aumento na vazão do esgoto cloacal em São Bernardo do Campo, SP.

Seria algum mito?

Enio Meneghetti

TIROU MUITA LÃ. AGORA SERÁ TOSQUIADO

31 de julho de 2015

Tirou muita la

 

Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu quero dizer para vocês que eu estou cansado de mentiras e safadezas. Eu estou cansado de agressões à primeira mulher que governa esse país. Eu estou cansado de ver o tipo de perseguição e o tipo de criminalização que tentam fazer às esquerdas nesse país. Eu tenho a impressão que muitas vezes a gente vê na televisão, parece os nazistas criminalizando os judeus, os romanos criminalizando os cristãos, os fascistas criminalizando o povo italiano. Parece tantas outras perseguições que a gente já viu”.

 

Em um final de semana onde o elemento acima nominado foi capa negativa de uma das revistas mais importantes deste país, ele teve o topete de pronunciar estas palavras. Aliás, sempre que é acossado por suspeitas terríveis, ele apela para o discurso do coitadismo. É uma farsa que não engana a mais ninguém que seja isento ou possuidor de pelo menos dois neurônios.

 

A reportagem explica o relacionamento entre Léo Pinheiro, o homem que brindou o ex presidente com o apelido de Brahma, e Lula. As revelações incluem os devidos respingos na fortuna amealhada por Lulinha. Léo Pinheiro, ex presidente da empreiteira OAS, está negociando a delação premiada. É uma bomba armada para explodir. No colo de Lula.

Depois de preso por seis meses em Curitiba, agora em prisão domiciliar, carrega a indefectível tornozeleira eletrônica. Enterrado até a alma na Lava Jato, se condenado, amargará dezenas de anos no cárcere. Veja afirma que Léo Pinheiro relatará ao Ministério Público Federal detalhes de como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

Algumas das revelações:

– A OAS presenteou Lula com uma reforma em um sítio em Atibaia – SP. O imóvel está em nome de um sócio de Lulinha, mas  o verdadeiro dono é Lula;

– Léo Pinheiro arranjou, a pedido de Lula, serviço e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, sua amante, porque ela ameaçava contar tudo que sabia dos esquemas do petista após ser abandonada em desgraça;

– Léo Pinheiro também traria detalhes de como Lula virou dono do tríplex no edifício Solaris, no Guarujá (SP), em uma das oito obras assumidas pela OAS depois do escândalo da quebra em 2006 da Bancoop, então presidida por João Vaccari Neto.

Isso seria apenas uma amostra do produto oferecido ao MPF. É mole?

Lula tem motivos para preocupação, o que o leva a proferir as besteiras transcritas lá em cima.

Ele não perde por esperar. Vem chumbo grosso. 

Enio Meneghetti

 

 

 

De lavar a égua

28 de julho de 2015

Este texto do David Coimbra foi de lavar a égua.

É daqueles que se pode dizer: “gostaria de te-lo escrito”. 

Quem é a elite perversa de Lula

Por: David Coimbra

27/07/2015 – 04h07min

Lula acha que os governos do PT são criticados e que a popularidade de Dilma é de apenas 7% porque graças a ele, Lula, os pobres agora viajam de avião e comem em restaurantes.

Sério, ele pensa isso.

Sua frase, durante um discurso para 200 pessoas no ABC paulista, no fim de semana, foi a seguinte:

“Eu ando de saco cheio. Tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa neste país”.

É estranho. Jurava que a elite amava Lula. Afinal, vejamos:

1. Nunca na história deste país, os banqueiros obtiveram tantos lucros como nos governos do PT;

2. A elite política, representada por Maluf, Sarney, Calheiros, Temer, entre outros, sempre esteve fechada com Lula. Um de seus aliados, Fernando Collor, inclusive, pôde montar uma linda coleção de carros de playboy durante as administrações petistas;

3. Empresários emergentes, como Eike Batista, emergiram de vez graças a generosos empréstimos do BNDES, mesmo que depois tenham submergido;

4. Há vários amigos próximos de Lula morando atualmente no Paraná, todos com sobrenomes famosos, como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Um deles até o apelidou, carinhosamente, de “Brahma”.

Esses é que são a elite do Brasil. A elite do Brasil mora em tríplex, como Lula. Roda em Maseratis, como Collor. Tem contas na Suíça, como Odebrecht. Assalariados, como eu e a maioria dos meus amigos, não pertencemos à elite. Mas Lula quer dizer que sim. Quer dizer que eu, filho de professora primária e neto de sapateiro, que sustento minha família com meu salário, amigo de aposentados que ganham mil reais por mês, de funcionários públicos que pagam aluguel, de jornalistas que andam de ônibus, Lula quer dizer que eu e toda essa gente que sofre com o desconto do Imposto de Renda, com a falta de água e de luz a cada chuva, com as ruas esburacadas, com os assaltos, com a educação deficiente, com os hospitais lotados e com o preço do tomate, Lula quer dizer que nós somos da elite?

Não somos, Lula. E tampouco nos importamos, eu e todas, absolutamente todas as pessoas que conheço, com pobres que frequentem restaurantes ou aeroportos. Nos importamos é com um país em que os assalariados pagam imposto para ter segurança, saúde e educação públicas e, ao mesmo tempo, pagam por segurança, saúde e educação privadas. Nos importamos é com um país que coloca presos em masmorras medievais, um país em que 60 mil pessoas são assassinadas e outras 50 mil morrem em acidentes de trânsito a cada ano, um país em que são gastos bilhões para construção de estádios em lugares onde praticamente não existe futebol, um país que tem sua principal estatal sangrada em bilhões de dólares pela navalha da corrupção. É com isso que nos importamos, nós, que você chama de elite perversa. Nós, elite perversa? Não. Elite perversa são seus amigos magnatas que o levam para passear de jato fretado, são seus intelectuais apaniguados, seus jornalistas financiados, seus donos de blogs comprados, seus parlamentares cooptados. Você, Lula, e os parasitas dos trabalhadores do Brasil, vocês são a elite perversa.

Eduardo Cunha: mais problemas

24 de julho de 2015

Eduardo Cunha

 

Alvejado pela Operação Lava Jato, o presidente da Câmara Federal anunciou oficialmente sua oposição ao governo.

Embora o Planalto tente fazer de conta que “nem doeu”, provavelmente vai doer bastante.

Os ataques retóricos são o de menos. O presidente da Câmara poderá pautar as votações. E só para citar uma das pautas delicadas, se as contas do governo forem rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União, o passo seguinte será a apreciação pela Câmara. Quem ditará o andamento dos trabalhos será Cunha. Ele até já andou fazendo declarações lembrando que o parecer do TCU é muito menos eficaz que a decisão da Câmara, que é política.

Essa é só uma amostra dos problemas que o Planalto terá pela frente. 

 

No primeiro dia após o recesso, 3 de agosto, serão instaladas duas CPIs que prometem barulho: as dos fundos de pensão e a sempre aguardada CPI do BNDES.

Cunha pretende entregar a deputados oposicionistas a presidência das comissões e talvez até a relatoria.  Ante o fato consumado das CPIs, o Planalto, como sempre, tentaria colocar um governista competente pronto para arrefecer os ânimos. Não vai dar desta vez. Cunha está decidido a não facilitar para o PT.

Na CPI da Petrobras ele colocou Hugo Motta (PMDB-PB), na presidência. Homem de sua confiança. Mas topou a entrega da relatoria ao petista Luiz Sérgio (RJ). Os tempos agora são outros. Tudo indica que não será mais assim.  

Virão cobras e lagartos nestas duas Comissões. A ambicionada pela oposição e temida pelo governo – não sem motivos – CPI do BNDES ainda terá pela frente os empréstimos para obras em países estrangeiros. Algo que, sem o amém da Câmara Federal já seria constitucionalmente discutível, teve como principal beneficiária aquela empreiteira amiga que patrocinou viagens de Lula. Vai dar Ibope. 

Teremos tempos muito quentes. Logo.  

Enio Meneghetti

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