Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Está ruim e vai piorar. Piorar?

23 de julho de 2014

correio de cach 23.07

A primeira pesquisa sobre a eleição presidencial realizada após a Copa, apresentada pelo Datafolha na última quinta- feira, não trouxe boas notícias para a presidente Dilma Rousseff. Depois do vexame do 7 x 1, Dilma voltou a apresentar números similares aos anteriores à Copa.

Ruim mesmo para os governistas é a notícia do empate técnico em um eventual II turno. Neste levantamento, Dilma tem 44% e Aécio Neves, 40%. Como a margem de erro da pesquisa e e dois pontos percentuais para mais ou para menos, estão em empate técnico. Em fevereiro essa diferença era 27%. E durante a parte boa da Copa, de 7%.

A tendência hoje é a situação a piorar para a presidente, pois a taxa de desconhecimento que o público tem de seus adversários é maior do que a da atual presidente. Em resumo: ela já teria atingido seu ponto máximo, enquanto os adversários, com o início efetivo da campanha eleitoral, teriam a exposição pública aumentada.

Some-se a isso o fato de que a rejeição de Dilma é bastante superior aos dois principais adversários: 35% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Dilma “de jeito nenhum”, contra 17% do segundo colocado, Aécio Neves e 12 % do terceiro, Eduardo Campos.

A pior notícia trazida pelo levantamento do Datafolha, portanto, não está no primeiro turno, mas no segundo.

O Datafolha constatou também que 29% dos 5.377 ouvidos nos dias 16 e 16 de julho desaprovam o governo. E 38% definem o governo como “regular”. Os dois índices críticos somados totalizam preocupantes 67%. Um descontentamento facilmente constatado nas ruas. Basta ouvir as pessoas informalmente, para constatar isso.

A má avaliação sofre a influência dos números da economia e da sensação que as pessoas vem tendo da perda da estabilidade da moeda. A inflação é perceptível e só não é pior devido a contenção artificial do preço dos combustíveis e da maquiagem das tarifas públicas, que o governo segura, para soltar depois da eleição. O endividamento das famílias já é enorme e a tendência é aumentar, inclusive pela inadimplência crescente. O mercado imobiliário já demonstra tendência de estagnação, assim como a venda de automóveis e eletrodomésticos. Os juros altos e a carga tributária cavalar, com 56 impostos sobre a atividade produtiva, mostram seu peso. E o governo segue gastando, endividando-se cada vez mais.
O calcanhar de Aquiles é a economia, portanto. É isto que decidirá a eleição.
http://www.eniomeneghetti.com

PT financia PMDB?

22 de julho de 2014

Sabe aquele deputado do PMDB que você conhece?

Talvez ele seja agraciado com uma ajudinha financeira do PT para sua campanha…

É a possibilidade revelada pela nota na coluna RADAR, em Veja desta semana, que conta porque o vice da Dilma, Michel Temer, reassumiu a presidência do PMDB.

Ele quer gerir um “caixinha” de R$ 40 milhões (!!!) que Renan Calheiros conseguiu com o presidente do PT, Rui Falcão.

Temer quer “dividir parte deste butim com os deputados do partido (PMDB) candidatos à reeleição”.

Essa é a razão porque é importante NÃO VOTAR NOS PARTIDOS DA BASE ALIADA.

‪#‎nãovotenabasealiada‬PT PMDB

Página 46 – VEJA – 23/07/2014

http://www.eniomeneghetti.com

Você não sabia?

16 de julho de 2014

10382367_282279101952531_3343527906595184211_o

Confesso ter ficado impressionado com a falta de habilidade – para não chamar de grosseria – do comportamento da presidente no jogo de domingo no Maracanã.

Como quase todas as crianças de colégio sabem, quando elas demonstram incômodo com um apelido ou uma provocação, aí mesmo é que a brincadeira pega.

É aí que mais surpreende a atitude deselegante e carrancuda de Dilma no jogo de domingo. Se ela estivesse pelo menos simpática, certamente o prejuízo seria menor. Ela demonstraria um “fair play” que ficou evidente que não tem.

Afinal de contas, ela estava ali como anfitriã de chefes de Estado, sob os olhos do mundo inteiro, sentada ao lado da chanceler alemã Angela Merkel. Quando vaiada e xingada, Dilma mostrou um semblante psicologicamente traumatizado. Não conseguiu fazer cara de que não era com ela.

Difícil mesmo seria explicar para os chefes de Estado, na tribuna de honra, o porquê daquela bronca pública da massa presente ao estádio. Como justificar a grosseria e a intolerância daqueles que a apupavam, logo ela, que sempre procurou – assim como o antecessor – vender no exterior uma imagem de pleno sucesso e mar de rosas?

A reportagem de capa da revista Veja desta semana indaga: “Vai sobrar para ela?” Ora, sem dúvida. Assim como o governo teria dividendos políticos e eleitorais com uma vitória ou, quem sabe, um honroso segundo lugar, o vexame renderá prejuízos consideráveis.

Bem, a Copa das Copas foi-se. Ficaram aí os impostos cavalares, os problemas econômicos do governo, com as dificuldades crescentes para o fechamento das contas, os escândalos sem fim e … a possibilidade concreta de cair nas pesquisas.

Na certa era isso que passava na cabeça de Dima enquanto seu semblante fechado fazia questão de deixar claro seu incômodo com as vaias do público presente ao Maracanã.

Foi-se a Copa. Vêm aí as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro!

E estão aí os ociosos estádios construídos onde não existe time de futebol capaz de uma mínima utilização racional. Em Manaus, Cuiabá, Brasília e Natal.

Você não sabia?

Não se preocupe. Isso não importou nada quando contraíram mais essa dívida para você pagar…

http://www.eniomeneghetti.com

eliomar-charge-dilma-pênaltis

O discutido legado da Copa

9 de julho de 2014

Legado da Copa

Às vésperas das finais da Copa, tudo o que podia ser comentado acerca do desempenho de nossa seleção já o foi.

O que soa estranho é a grande preocupação de certos setores em negar o uso político/eleitoral do clima criado com a realização da “copa das copas” em solo brasileiro. Desde insinuação de “traidores da pátria” àqueles que ousam dizer que o atual governo buscava dividendos políticos com a festança, até negações do que há de mais óbvio na história da humanidade, o uso político do esporte.

Afinal, desde que na Roma antiga, quando foi cunhada a expressão “pão e circo”, passando pelas atrocidades cometidas por Hitler poucos anos depois de ser frustrado pelo desempenho superior demonstrado pelo norte americano afro descendente Jesse Owens, nos jogos olímpicos de Berlim em 1936 – apenas para citar dois fatos – é que se sabe que governantes usam o esporte para faturar politicamente.

Então não surpreende quando o governador Tarso Genro vem a público apresentar números esquisitos acerca da arrecadação gaudéria com o evento. Nosso governador anunciou solenemente que a Copa trouxe R$ 1 bilhão de arrecadação para o Rio Grande.

A previsão inicial era que viriam 200 mil pessoas. Tarso agora diz que vieram “350 mil, dos quais 160 mil estrangeiros”. Acho bem questionável afirmar – como fez o governador – que 190 mil brasileiros de outros estados tenham vindo ao RS assistir os jogos realizados em solo rio-grandense…

Mas vamos supor que viessem os 200 mil estrangeiros da previsão inicial. Ora, cada um teria de ter gasto R$ 5 mil para totalizar R$ 1 bilhão. Mesmo aqueles que ficaram acampados, os argentinos que dormiram no carro, ou os que sequer tinham dinheiro para voltar.

Em entrevista ao UOL Esporte, o presidente do CDL de Porto Alegre, Gustavo Schifino, disse que apesar do bom fluxo de pessoas, os gastos dos turistas ficaram restritos a alimentação e hospedagem e a Copa pode dar prejuízo no RS: “Estamos abaixo da previsão. Inicialmente a ideia era ficar entre R$ 95 milhões e R$ 101 milhões em volume de vendas.”

Além disso, como a abertura dos jogos ocorreu no dia 12 de junho, dia dos namorados, a data acabou perdida no calendário dos comerciantes. Os jogos do Brasil resultaram em ponto facultativo e isso também reduziu as vendas no mercado interno.

No Rio de Janeiro, foi detectado efeito semelhante. A estimativa do CDL Rio é de que as perdas cheguem a R$ 1,9 bilhão. A entidade acredita que o faturamento diário das lojas deve cair entre 50% e 70%. De acordo com o presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves, não apenas os feriados municipais, em dias de jogos, que atrapalham as vendas mas a própria Copa, por tirar a atenção dos consumidores. “As pessoas não estão pensando em comprar roupas, um vestido, um terno, carro. Elas estão focadas nos jogos.”

Com refeições a R$ 1, no Rio de Janeiro, o Restaurante Cidadão da Central do Brasil, mantido pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, que subsidia as refeições, perceberam os turistas no local. Nas últimas semanas o restaurante passou a ser frequentado por turistas de várias nacionalidades, em busca de refeição farta e barata. Café da manhã por R$ 0,35, e almoço a R$ 1, bebida incluída. São argentinos, colombianos, peruanos e equatorianos, que gostam de gastar pouco e ficar bem alimentados.

Ao contrário do que ocorre nos arredores dos estádios que recebem os jogos da Copa do Mundo, os comerciantes da região central de Campinas, em São Paulo, não têm motivos para comemorar nos dias das partidas. Em dias de jogo do Brasil, eles chegar a registrar queda de 80% nas vendas, principalmente nos segmentos bares e restaurantes. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e região (Sindivarejista), todos os setores sentem os reflexos dos jogos do Brasil. De acordo com o órgão, são quatro horas sem vender por partida.

Então, apesar do oba-oba da imprensa chapa-branca, o resultado do enorme investimento feito à custa do dinheiro de nossos impostos, pode ficar aquém do desejado.

Ninguém deve se sentir ofendido ao ver isso questionado.

Enio Meneghetti

http://www.eniomeneghetti.com

Vai ter Copa

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/27/turistas-nao-compram-copa-decepciona-comercio-e-pode-dar-prejuizo-no-rs.htm

© 2014 Microsoft Termos Privacidade e cookies Desenvolvedores Português (Brasil)

Política e Esporte

30 de junho de 2014

O Texto a seguir não é meu. Mas gostaria de tê-lo escrito.

ImageProxy

“Assustada com o desempenho da Seleção Brasileira nessa Copa do Mundo, a petralhada que tem um pouco mais de capacidade de previsão quanto ao resultado final já começou a lançar suas teses sobre as relações entre futebol e política. De uma maneira geral, criticam todos aqueles que torcem contra o Brasil na competição. Alguns, mais afoitos, afirmam inclusive que “um verdadeiro brasileiro” não tem o direito de torcer contra o próprio país”. É uma nova edição do antigo “Brasil: ameo-o ou deixe-o” dos anos 70.

O que não fica claro para os menos acostumados com o modo de agir do PT é que esse tipo de gente pensa da seguinte maneira: “Se o Brasil vencer a Copa, foi uma conquista do Governo Lula e uma lição para quem torcia contra o PT e a Seleção. Se o Brasil não vencer; foi uma fatalidade – “política é uma coisa, futebol; outra”. Se não fosse verdade isso que eu acabei de escrever, Lula não teria derramado suas lágrimas de crocodilo quando soube que o país sediaria a Copa de 2014.

Afirmar que não existe relação entre política e qualquer grande evento desportivo é uma asneira que não merece sequer refutação. Quem diz isso agora no Brasil são aqueles que, com medo de que o time seja desclassificado, querem da Copa do Mundo somente os bônus mas jamais as consequências negativas.

Não vale à pena fazer um apanhado histórico das relações entre esporte e política. Lembrar que guerras eram paradas para que Olimpíadas fossem disputadas ou que ditadores buscaram em vitórias esportivas a confirmação da superioridade de raças já foi descrito antes. Tudo isso o PT conhece e sabe explorar perfeitamente.

As grandes competições esportivas do século XX praticamente nasceram sob encomenda dos países gigantescos e das doutrinas totalitárias: não poderia ser diferente aqui e se eu não tivesse mais nenhum argumento capaz de estreitar ainda mais as relações entre o resultado da Copa e as eleições de outubro, eu diria que quando um dia se escrever a história do país em 2014 há que se afirmar sem medo de errar que, pelo menos economicamente, ela teria sido outra não fosse a vinda dessa competição para o Brasil.

Numa ratoeira caem portanto aqueles que, defendendo fanaticamente as relações entre política e economia, querem agora afirmar a independência das eleições de outubro com relação ao nosso desempenho dentro de campo.

Conhecimentos sobre futebol à parte, peço a todos aqueles que escutarem apelos para torcer para essa seleção que não se sintam constrangidos em dizer não ..que não se sintam menos brasileiros nem tenham aquela mesma sensação dos que, afirmando que anularão seu voto, precisam escutar do interlocutor que depois não podem reclamar. Ninguém tem obrigação de votar em ninguém para depois poder exigir seus direitos e nenhum de nós deve aceitar ser apresentado como traidor da pátria por torcer contra uma seleção de mercenários que serve politicamente a um partido associado aos narcotraficantes.

O Brasil não pertence nem aos petistas e nem aos torcedores da seleção de futebol. Eles não são proprietários da nação, não representam a sua totalidade, nem portam sozinhos a verdade sobre a situação do país. Se pensam que são pastores, que procurem o rebanho adequado para segui-los em outros campos que não sejam aqueles das arenas superfaturadas, das licitações de última hora e de todo dinheiro desviado da saúde, educação e segurança que esse partido de bandidos que se dizem trabalhadores roubou da nação.

Rezo todos os dias para que essa seleção seja desclassificada. Nunca em toda minha torci contra a seleção brasileira, mas prefiro torcer contra ela do que torcer contra o país e Deus me livre de precisar das palavras de algum vagabundo petista para me ensinar o que é respeito e amor à pátria onde nasci. Quem hoje me pede para gritar pelo Brasil trouxe aqui os cubanos que humilharam minha profissão perante o mundo, trata policiais como bandidos e emprestou para reforma do porto de Havana dinheiro que poderia construir hospitais, escolas e presídios aqui mesmo.

Política e futebol “tem tudo a ver” um com o outro, sim…Só não vê quem não quer…”

De Milton Simon Pires – médico.

Pobre Petrobrás

25 de junho de 2014

Pobre Petrobrás

De orgulho nacional desde que foi criada há 60 anos, a Petrobrás vem sendo manchete de escândalos nos últimos meses.

Loteada por concessões partidárias à base aliada do atual governo, chega-se ao cúmulo de assistir no intervalo do principal telejornal do país seu caprichado comercial, seguido pela notícia do escândalo do dia: a prisão de um ex diretor. O alvo da Operação Lava Jato, o ex-diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa.

Atualmente na cadeia, preso preventivamente, ele foi também presidente do Conselho de Administração da refinaria Abreu Lima, quando ela era uma empresa independente da Petrobras.

Integrada oficialmente ao comando da estatal em dezembro, em decisão da assembleia geral contestada por acionistas minoritários, a RNEST- Refinaria do Nordeste, ou Refinaria Abreu e Lima, está sendo construída em Ipojuca, Pernambuco. Será a primeira refinaria de petróleo inteiramente construída com tecnologia nacional.

Mas a que preço!

Infelizmente, os mal explicados gastos, absurdamente acima do cronograma, formam uma parte do escândalo que hoje ocupa manchetes e é investigado por CPIs no Congresso e por ações na Justiça Federal, envolvendo o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Receita Federal e até o Conselho de Atividades Financeiras (o COAF).

Com 86 mil funcionários e presença em 25 países, a Petrobrás era o grande orgulho nacional desde a sua fundação. Chegou a estar em 12.º lugar entre as maiores empresas do mundo, à frente de gigantes como GE, Shell, Sony, Nestlé e outras, segundo ranking da revista Forbes.

Chega a ser irônico lembrar que há não muito tempo, estados brigavam pelos royalties do pré sal, desconhecendo o que havia debaixo do tapete e deixando de lado o fato de que especialistas avisavam que é um petróleo de quase impossível extração. Para alcançá-lo é necessário penetrar em 7 quilômetros de rocha salgada, e os políticos desavisados brigavam pelo ovo dourado antes da galinha pensar em colocá-lo.

Pois independentemente disto, a Petrobrás despencou no ranking, ocupando hoje a sombra de um 120.º lugar. E o lucro sumiu.

Não é tão difícil de entender o que houve. Da era Lula para cá, a apropriação de recursos da empresa com fins políticos é uma realidade que salta aos olhos. A Petrobrás foi impiedosamente saqueada nos últimos tempos.

Os escândalos vieram à tona graças à gula desenfreada dos incapazes colocados à frente da direção da mesma. Pagaram US$ 1,3 bilhão por uma sucata de refinaria em Pasadena, no Texas, 40 vezes seu valor real. Sendo este apenas um dos graves exemplos de malversação de dinheiro.

Longe do fim, o problema Petrobrás poderá trazer para Dilma Rousseff situação ainda mais desagradável.

Os investidores internacionais da Petrobras deverão questionar judicialmente, com a tese de que ela, como presidente do conselho de administração da empresa no governo Lula, teve responsabilidade nas decisões de aquisições lesivas à empresa. Desde a refinaria de Pasadena, nos EUA, como nos contratos de um dos piores negócios da empresa, a refinaria Abreu e Lima.

A empreitada começou custando US$ 2,3 bilhões e, ainda longe do fim, pode chegar a inacreditáveis US$ 20,1 bilhões, até o final do ano.

Como alguém poderia errar tanto assim inadvertidamente? Será coincidência ter acontecido coisa muito semelhante com os estádios, como o Itaquerão? Que sina curiosa!

o-TIRINHA-AMORIM-570

Enio Meneghetti

http://www.eniomeneghetti.com

Ainda o Decreto Totalitário de Dilma

11 de junho de 2014

Ainda o Decreto Toatalitário de Dilma

Na última sexta-feira o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo pedindo a revogação do decreto de viés totalitário baixado pela presidente Dilma Rousseff.

No Congresso, nove legendas – DEM, PSDB, PPS, PR, PV, PSD, PSB e Pros e Solidariedade, aderiram à medida de barrar o decreto de Dilma.

Assustado, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), já sugeriu ao Palácio do Planalto que revogue o decreto. Ele resiste em colocar em votação o decreto legislativo de anulação dos efeitos do texto presidencial.

O decreto 8243/2014 cria a chamada “Política Nacional de Participação Social”. Na prática, o decretão de Dilma obriga os órgãos do governo a promover consultas populares sobre grandes temas, criando assim uma nova instância de poder contrária ao que dispõe a Constituição brasileira.

Os integrantes dos conselhos serão nomeados pelo governo dentre integrantes dos “movimentos sociais”. Causa espécie a desfaçatez do decreto governista, pois se sabe que o PT sempre se apoiou nesses movimentos, nunca se descuidando da relação. Os sindicatos, movimentos sociais como o MST, União Nacional dos Estudantes (UNE), foram muito bem tratados pelas gestões petistas no governo federal. A UNE recebeu 30 milhões de reais de indenização para a construção de uma nova sede no Rio de Janeiro e quase 13 milhões de reais em convênios no governo Lula. Segundo a revista Veja, o MST, só em 2005, o ano do mensalão, amealhou 64 milhões, por meio de ONGs, abastecidas pelo governo por meio de convênios.

O responsável pelo contato entre o governo e estas estruturas sempre foi e continua sendo o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Na gestão Dilma, porém, esses grupos e entidades já não consideravam suficiente o tratamento que continuavam recebendo. Foi daí que passaram a se repetir cenas de protesto, com indígenas, sem-terra e sem-teto tentando invadir o Palácio do Planalto ou acampados em frente à sede do governo. Ano passado, em meio aos protestos, o presidente do PT, Rui Falcão, até tentou capitalizar e infiltrar militantes petistas em meio às manifestações que sacudiram o país, mas os petistas foram hostilizados e isolados nas ruas.

Foi então, numa medida que parece estar entre a irresponsabilidade ou a loucura, que sobreveio o decretão de Dilma, que investe esses grupos com um poder inédito, nunca antes concedido na história deste país.

A oposição (sim, ela existe!) minoritária, ameaça com as limitadas armas à seu alcance: entrar em obstrução e não votar medidas provisórias, caso Dilma não revogue o decreto, ou caso o Congresso não aprove a peça revogatória apresentada. A expectativa da oposição é que o projeto tenha urgência e seja votado ainda nesta semana.

– Esse decreto é uma aberração. É uma desfaçatez o PT e a presidente Dilma chegarem ao nível de passar por cima do Legislativo. – disse Mendonça Filho. – Os integrantes serão escolhidos pelo governo, que pretende assim criar esse poder paralelo. Para ser ouvido, só se o cidadão comum estiver r associado a uma ONG ou a um sindicato – disse o líder do DEM.

As consequências são imprevisíveis. Mas o mais espantoso ainda é que os grandes jornais do RS não dedicaram – até o momento em que este artigo era escrito – nenhuma linha à respeito do tema. Por que será?

Perigo: iludindo a Pátria de chuteiras

4 de junho de 2014

Correio de Cachoeirinha 04.06.2014
artigo publicado no “Correio de Cachoeirinha – 04.06.2014

Com uma canetada, Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Por Decreto.

O teor de intenções totalitárias do Decreto 8.243, baixado por Dilma em 23 de maio de 2014 e publicado no Diário Oficial da União do dia 26 é claro e assustador.

O Decreto cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). É um conjunto de barbaridades jurídicas. É uma afronta à ordem constitucional do País. Esvazia o poder legislativo e transfere as decisões aos “companheiros”.

Esse decretão cria conselhos compostos por cidadãos, coletivos, movimentos sociais institucionalizados, nos órgãos do governo. Os indicados pelos “movimentos sociais” terão assento e poder direto de gestão em “todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta”, e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc.

Mas é o governo que vai indicar os membros desses conselhos! O que é uma aberração, quando sabe-se que é o Partido que controla esses “movimentos sociais”.

Constitui o aparelhamento ideológico por meio de movimentos sociais, filiados ao PT e sindicalistas ligados ao governo. A participação em movimentos sociais não pode significar poder institucional. O Decreto 8243 consiste na legitimação do aparelhamento da máquina estatal.

É um ataque à Constituição e à democracia. Tem de ser acionado imediatamente o já aparelhado STF, enquanto ainda não é tarde demais. O Decretão, já em vigor, é absolutamente inconstitucional.

A participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos pelo voto popular. O que se vê é que a companheira Dilma pretende por decreto, instituir nova fonte de poder.

O esquema lembra os regimes totalitários das esquerdas da América Latina. Tem características de modelos como o soviético, cubano, nazista, além do venezuelano, quando altera na marra, por decisão monocrática, arbitrária e abusiva o sistema brasileiro de governo.

Isso aqui não é a Venezuela. Não podemos admitir uma ditadura.

Até agora, somente o Estadão, em editorial no dia 29 de maio, criticou a aberração de Dilma. Baixado nas vésperas da Copa, é o mais puro exemplo de oportunismo, aproveitando o momento para impor velhas pretensões totalitárias do PT, jamais assumidas claramente mas rejeitadas pela Nação.

A consolidação da “participação social direta como instrumento de exercício de governo” era só o que faltava aos petistas para dominar a máquina estatal – estando ou não na Presidência da República ou no comando das duas casas do Congresso Nacional.

O golpe já está dado. O momento é gravíssimo. Se o novo instrumento de Dilma não for anulado, nem precisa de eleição. O PT consolida seu poder antecipadamente, perdendo ou ganhando.

Enio Meneghetti

http://www.eniomeneghetti.com

Conversa mole para boi dormir

4 de junho de 2014

ZH PP com DILMA

Para quem acha que exagero, Zero Hora desta 4.a. feira, 04.06.2014, pág. 35, coluna de Brasília, traz:

Acompanhado – Vilson Covatti (PP) reclama não ser o único na bancada gaúcha do PP na Câmara a apoiar a reeleição de Dilma. Embora somente ele tenha participado do almoço de adesão à campanha, Covatti afirma haver pelo menos mais três progressistas (sic) com o pé na barca petista.”

covatti com dilma
Covatti com Dilma

Às vezes quando falo nisso, na hashtag #naovotenabasealiada , já houve quem me desafiasse, como se eu estivesse falando uma heresia.

No Congresso, ninguém faz nada sozinho. O que decide é o “acordo de lideranças”, ou o “voto de liderança”. É isso que define quem vai para as comissões, as matérias que entrarão em votação, os destaques, tudo! Se quiser fazer oposição efetiva, de verdade, tem de fazer isso em um partido de OPOSIÇÃO.

Na negociação do PP de seu verdadeiro valor e peso nos conchavos por cargos com o PT, vale o peso e tamanho do Partido. Assim funciona o sistema representativo.

Pior ainda é a gente votar naquele ‘coitadinho’, amigo de algum amigo, que concorre por algum partido da Base Aliada , sabendo que não vai se eleger, “para ajudar o partido”. Justamente para “fazer legenda”. Esse voto só servirá mesmo para reforçar a legenda para eleger algum cacique. Que depois irá fazer “negócios”. E às favas o ‘coitadinho’…

Evite isso. Vote contra o governo. Vote na OPOSIÇÃO. #naovotenabasealiada

Ora, o PP está atrelado ao governo Dilma desde a criação do mensalão, lá em 2003.

Quem decide as coisas no PP é a cúpula. A cúpula fecha acordos com o governo petralha, obtém os cargos, o Ministério das Cidades, indicaram até o Paulo Roberto Costa para a Petrobrás! Sim, esse que andou preso.

Aqui mesmo no RS, onde gostam de fingir-se de oposição, o Vilson Covatti chegou a ser anunciado como coordenador da campanha da Dilma no RS! O PP teve aqui no estado (se é que ainda não tem) as diretorias da Trensurb!

O boicote a BASE ALIADA tem que ser total e completo, de norte a sul, leste a oeste, por todos aqueles que não votam em petralhas. Isso não dá mais para passar em branco.

E a solução é simples: #naovotenabasealiada , ou seja, todos os partidos que tiveram gente condenada pelo mensalão, ocupam ministérios, cargos, diretorias de estatais.

As pessoas tem que ter lado. Ou é oposição ou é situação.

O resto é conversa mole para boi dormir.

No facebook, hashtags:

#naovotenabasealiada
#dilmavaiperder

http://www.eniomeneghetti.com

A importância das CPIs

21 de maio de 2014

Correio de Cachoeirinha2 artigo jornal Correio de Cachoeirinha – 21.05.2014

O Ministro Teori Zavascki do STF mandou soltar na tarde da segunda feira 19 de maio, os presos da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Entre os beneficiados com a medida, o ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, indiciado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica, tentativa de destruição de documentos, o doleiro Alberto Youssef e o suspeito de tráfico internacional de drogas, Rene Luiz Pereira.

A decisão do Ministro, que colocou por terra o trabalho da 13.a. Vara Federal de Curitiba, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, foi embasada na alegação de que o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, teria extrapolado sua competência ao investigar o deputado André Vargas – eleito pelo PT do Paraná e hoje sem partido – que como parlamentar, é detentor de foro privilegiado.

Mais uma vez, a instituição do foro privilegiado, que foi criada para proteção da atividade parlamentar – opiniões, palavras e votos – é desvirtuada para proteção contra a investigação de crimes comuns por parte de parlamentares, numa distorção lamentável.

No momento em que se discute a instalação da CPI mista da Petrobrás, que sofre terrível combate da Base Aliada do Governo, é que se pode visualizar a importância das Comissões Parlamentares de Inquérito. Porque uma CPI não tem a limitação legal na qual se baseou Teori Zavascki para emitir a liminar que colocou por terra todo o trabalho investigativo realizado até agora. Uma CPI pode, com o voto de seus membros, aprovar quebras de sigilo bancário e fiscal, realizar diligências, convocar depoimentos, requerer documentos, de forma rápida, expedita e direta.

E porque ainda não foi instalada a CPI mista da Petrobrás? Porque o governo, com sua Base Aliada de partidos que o apoiam, não permite o início dos trabalhos que poderão expor as entranhas dos fatos gravíssimos que são apontados na gestão da Petrobrás. Com a distribuição de cargos, Ministérios, diretorias e benesses, o governo concentra o poder de limitar o papel das oposições.

Para que se tenha uma ideia da abrangência do poder total nas mãos dos atuais detentores do governo, basta exemplificar com um fato inédito que ocorre aqui no RS: todos os candidatos até agora anunciados como postulantes ao governo do Estado são de partidos componentes da Base Aliada de Dilma Rousseff. Esse fato por si só mostra o momento terrível que atravessamos.

Por mais que alguns parlamentares gaúchos, membros dos partidos da Base Aliada ao governo federal, afirmem ser “de oposição”, de nada adiantam suas atuações, se os comandos centrais de seus partidos em Brasília, ditam suas normas de acompanhamento do governo no ato de barrar a instalação de CPIs e outras medidas parlamentares legítimas que possam desvendar os desmandos administrativos do governo federal. Que ao comprar apoio, anula o papel de oposição, restando apenas uma minoria de partidos imune ao poder conquistado com a concessão de cargos e benesses.

Desta forma, a única maneira de existir oposição no Brasil, cabe ao povo. Àqueles que não são favoráveis ao governo atual, só cabe um papel: examinar a que partidos pertencem os postulantes a mandatos parlamentares, seja no âmbito estadual ou federal e não votar na Base Aliada do governo.

Do contrário, nunca reclamem que não existe oposição no Brasil.

Enio Meneghetti
http://www.eniomeneghetti.com