Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Renato Duque foi solto a pedido de Lula. Esposa de Duque teria ameaçado denunciar envolvimento do ex-presidente

28 de fevereiro de 2015

ISSO É GRAVÍSSIMO!

Se o sr Teori Zavaski tiver um mínimo de ética, agora lhe cabe dar-se por impedido e afastar-se do caso. E que sejam anuladas suas decisões que mantiveram Renato Duque solto, ate novo exame por seu substituto.

Será que esse tal “ex-ministro do STF”, que meteu o bedelho onde não era chamado, é o mesmo que atraiu Gilmar Mendes a seu escritório para ser peitado por Lula, em relação a seu futuro voto, por ocasião do mensalão?

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Entenda o que houve: segundo acaba de revelar o site da revista VEJA,  Renato Duque foi solto a pedido de Lula, após a esposa de Duque ter ameaçado denunciar envolvimento do ex-presidente caso seu marido não fosse solto imediatamente. 

Acesse em: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/

O teor da matéria é o seguinte:

“Quando o ministro Teori Zavascki, do STF, mandou deixar solto Renato Duque, o afilhado de José Dirceu e arrecadador petista na Petrobras, que ele mesmo mandara soltar noutra ocasião, escrevi aqui no blog:

A Justiça brasileira é motivo suficiente para sair às ruas em 15 de março. Que a constrangedora impunidade desses criminosos, especialmente dos protegidos do PT, desperte o sentimento e o dever cívicos de milhões e milhões de brasileiros.

Quando outra decisão do ministro revelou “dois pesos, duas medidas”, tuitei:

Captura de Tela 2015-02-27 às 18.22.54Os demais golpes do partido governante para blindar Lula e Dilma Rousseff no escândalo do Petrolão também estão resumidos passo a passo neste blog – aqui e aqui.

Mas agora estourou a ‘bomba’ que revela a atuação direta do ex-presidente no boicote à Justiça, com a cumplicidade do ministro do STF:

Isso mesmo: Duque foi solto a pedido de Lula, conforme O Antagonista apurou com três fontes diferentes. Em resumo:

1) A mulher do arrecadador entrou em desespero com a prisão do marido em novembro de 2014 e, não podendo mais recorrer ao mensaleiro em baixa Dirceu, procurou o braço-direito de Lula, Paulo Okamotto, que lhe prometeu resolver depressa a situação.

2) Cobra criada em lidar com petistas, ela não caiu na conversa e ameaçou reunir provas suficientes para demonstrar que Lula sabia e participara de todo o esquema de corrupção na Petrobras, o que acabou obrigando Okamatto a alertar o ex-presidente de que ele deveria resolver pessoalmente o problema.

3) Lula então se encontrou com a mulher de Duque e tentou convencê-la de que seu marido ficaria na prisão por menos tempo do que se imaginava, mas ela tampouco se deixou levar e voltou a dizer que o implicaria no escândalo se Duque não fosse libertado rapidamente.

4) Acuado, Lula pediu socorro a um grande amigo seu, ex-ministro do STF, que lhe sugeriu, como o melhor caminho, recorrer a Teori Zavascki.

5) O próprio amigo de Lula marcou um encontro com o ministro para lhe explicar a urgência de livrar Renato Duque, porque, caso contrário, Lula seria envolvido “injustamente” num escândalo de proporções imprevisíveis para a estabilidade institucional.

6) Teori Zavascki aquiesceu. Avisado pelo amigo ex-ministro do STF, Lula comunicou à mulher de Renato Duque que tudo estava resolvido e, passados pouco mais de quinze dias após a sua prisão, o arrecadador viu-se livre da carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Comento: Não faltam motivos para o povo sair às ruas.”

Túnel liga Ásia e Europa por 2 bilhões. Pechincha, diz Brasil!

26 de fevereiro de 2015

Tunel Bósforo

Pois é. Um sonho de 150 anos,  um túnel ferroviário unindo dois continentes – Europa e Ásia – em Istambul, por baixo do estreito de Bósforo.

Idealizado há 150 anos pelo sultão Abdülmecid I, o projeto Marmaray  teve um custo de cerca de dois bilhões de dólares.

São 1,4 quilômetro de túnel,  60 metros sob o mar, por baixo do estreito de Bósforo.

Uma obra-prima da engenharia, o Marmaray foi construído a prova de terremotos e maremotos. 150 mil passageiros por hora poderão trocar de continente em modernos e confortáveis trens a mais de 100 quilômetros por hora.

Isso tudo construído em um local que guarda tesouros de uma história milenar de comércio e de guerras, dos séculos 6 ao 11, sob muralhas da cidade antiga, tumbas do neolítico. E cerca de 5 mil objetos de interesse arqueológico: sandálias de madeira dos navegantes, incenso, ânforas, estátuas, âncoras…

Foram encontrados barcos bizantinos em muito bom estado de conservação. Os barcos de guerra mais antigos que já foram resgatados. E uma tumba neolítica de 8.500 anos.

Tudo pela BAGATELA de míseros DOIS BILHÕES DE DÓLARES. Sim, uma bagatela, se formos comparar com os padrões e valores envolvidos no rombo da Petrobrás.

Já imaginaram se esta gigantesca obra turca tivesse ficado à cargo do cartel de empreiteiras comandado pelo tal de Ricardo Pessoa, ex-amigo de Lula?

O Brasil é mesmo um país riquíssimo. A Turquia, país da histórica Istambul, entreposto mais importante da humanidade levou 150 anos para fazer uma obra de apenas 2 bilhões de dólares. Perto dos valores movimentados pelo PT, segundo divulgam os delatores premiados, isso equivale à coleta da missa dominical em São Bernardo, por exemplo.

O PT de Lula e Dilma, em 12 anos, só na Petrobrás causou uma perda de R$88,6 bilhões. Não são milhões. São R$ 88.600.000.000,00. Haja zeros.

São os valores divulgados pela própria Petrobras, onde foram somados os valores bilionários superfaturados de acordo com os fatos divulgados na operação Lava Jato.

Disse a Petrobras em comunicado já sobejamente conhecido: “Em face da impraticabilidade de identificar os pagamentos indevidos de forma correta, completa e definitiva, e da necessidade de corrigir esse erro, a Companhia decidiu lançar mão de duas abordagens: (i) diferença entre o valor justo de cada ativo e seu valor contábil e (ii) quantificação do sobrepreço decorrente de atos ilícitos usando informações, números e datas revelados nos depoimentos e termos de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato”.

Então tá. Este será o grande legado dos governos petistas no Brasil.

Por enquanto…

Procurador adverte

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ABRACADABRA Jurídico

26 de fevereiro de 2015

ABRACADABRA Jurídico

O pavor do governo com as consequências que poderão vir através dos acordos de delação premiada, no âmbito da operação Lava Jato, produziu um monstro inacreditável.

Para tentar livrar alguns companheiros dos horrores revelados nos acordos que vem sendo celebrados, foi baixada dia 11 de fevereiro pelo Tribunal de Contas da União – TCU – a “Instrução Normativa 74”.

Pretende essa norma – tirada de algum cérebro mágico – que todos os “Acordos de Leniência” ou “Delação Premiada”, só possam ser firmados com a anuência do TCU.

O TCU não faz parte do judiciário. É um órgão auxiliar do Poder Legislativo. O TCU tem conselheiros vitalícios, nomeados e muitas vezes indicados pelo poder executivo.

Estamos saindo de uma semana onde o Ministro da Justiça em pessoa é acusado publicamente de aconselhar indevidamente advogados de um réu preso a NÃO firmar um acordo de Delação Premiada com o MP. Pior ainda, segundo revela a revista Veja, o próprio Ministro é que teria chamado os defensores do réu para fazer a solicitação.

Quando se toma conhecimento da norma baixada pelo TCU e da gravidade do conteúdo que esse réu preso oferece revelar, a situação ganha contornos inacreditáveis.

Essa é a “listinha” do que o réu Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia e mentor do chamado “cartel das empreiteiras”, oferece detalhar, conforme revelado pela revista:

1)    O esquema de cobrança de propina na Petrobras, funciona desde 2003, no governo de Lula – ex amigo do empreiteiro. O primeiro operador era o tesoureiro do PT Delúbio Soares, réu do mensalão;

 

2)    A empresa de Ricardo Pessoa, a UTC, teria financiado clandestinamente as campanhas do hoje ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao governo da Bahia em 2006 e 2010 e a campanha de Rui Costa, em 2014, também financiada com dinheiro desviado da Petrobras;

3)    A empreiteira teria ajudado o então réu José Dirceu a pagar despesas pessoais a partir de simulação de contratos de consultoria. Dirceu recebeu 2,3 milhões de reais da UTC somente porque o PT pediu;.

4)    O presidente petista da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sempre soube de tudo;

5)    Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff e o PT receberam da empreiteira 30 milhões de reais desviados da Petrobras. Ricardo Pessoa pode demonstrar como esse dinheiro saiu ilegalmente da estatal, através de contratos superfaturados, e testemunhar que o partido conhecia a origem ilícita. Também pode contar como o esquema de propinas foi montado pelo PT com o objetivo claro de financiar suas campanhas eleitorais. O presidente do BNDES avisou Pessoa que o tesoureiro de Dilma, Edinho Silva, o procuraria para pedir dinheiro. Pessoa confirma que deu mais 3,5 milhões de reais à campanha presidencial petista após ser procurado por Edinho. A conversa entre eles teria duas testemunhas;

 

6)     O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao tomar conhecimento de que Pessoa estava prestes a denunciar Lula, Dilma e Dirceu, procurou os advogados do empreiteiro, e o acordo de delação premiada que ele negociava com os procuradores da Operação Lava Jato foi suspenso.

 

Foi então que algum mágico achou uma brecha legal para conceder a prerrogativa ao TCU. Diz a Instrução 74:“Considerando que, por não afastar a reparação de dano ao erário, (…) a celebração de acordos de leniência por órgãos e entidades da administração pública federal é ato administrativo sujeito à jurisdição do Tribunal de Contas da União quanto a sua legalidade, legitimidade e economicidade, nos termos do art. 70 da Constituição Federal. (…)  termos do art. 71, inciso II, da Constituição Federal; etc. “

Assim, os ministros do TCU resolveram: “Art. 1º A fiscalização dos processos de celebração de acordos de leniência inseridos na competência do Tribunal de Contas da União, inclusive suas alterações, será realizada com a análise de documentos e informações, por meio do acompanhamento das seguintes etapas: I – manifestação da pessoa jurídica interessada em cooperar (…); II – as condições e os termos negociados entre a administração pública e a pessoa jurídica envolvida, (…); III – (…); IV – relatórios de acompanhamento do cumprimento dos termos e condições do acordo de leniência; V – relatório conclusivo contendo avaliação dos resultados obtidos com a celebração do acordo de leniência”.

E por aí vai. A medida, na prática,  acaba com o sigilo e a eficácia dos acordos de delação premiada. No mínimo, pela burocracia que sugere e envolve, a morosidade dos processos que já é grande, tornaria-os ainda mais demorados. A medida pretende bloquear tudo mesmo.

Fica a impressão de que há nos bastidores pessoas desesperadas e dispostas a qualquer coisa.

E tem motivos de sobra para isso.

Enio Meneghetti

Pizzolato – Homem bomba?

20 de fevereiro de 2015

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Neste momento, certamente muitos petistas estão com as barbas de molho.

Depois da decisão da Corte de Cassação em Roma, concordando com a extradição do ítalo brasileiro Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470, o caso do Mensalão, a decisão na Itália agora é política. Caberá ao governo italiano referendar ou não a decisão judicial.

A dúvida é: a Itália fará como Lula e Tarso Genro, que acolheram Cèsare Battisti no Brasil, um terrorista condenado na Itália em devido processo legal, ou devolverá Henrique Pizzolato?

São casos bem distintos. Embora a semelhança de ambos terem entrado ilegalmente nos dois países, Pizzolato é cidadão ítalo brasileiro. Battisti não tem nenhum vínculo com o Brasil que pudesse garantir sua presença aqui.

Mesmo assim, na ocasião do acolhimento de Battisti, Tarso Genro chegou ao cúmulo de criticar a justiça italiana pelo processo que resultou na condenação por quatro homicídios do terrorista. Um caso raro, onde um ex-advogado trabalhista, ministro de outro país, toma ares de corte revisora da justiça italiana. E Lula concordou com a permanência do terrorista condenado na Itália, aqui defendido pelo companheiro advogado Luiz Henrique Greenhald.

O que garantiu maior repercussão ao caso Pizzolato na imprensa italiana foi o fato de ele ter usado documentação do irmão falecido para entrar na Comunidade Europeia.  Fez “mala figura”,  numa expressão usada pelos italianos para referir-se a uma situação vergonhosa. Para muitos italianos, mais condenável até no aspecto moral do que no jurídico: mexer com os mortos!

Abandonado pelo PT desde seu primeiro depoimento na CPI dos Correios lá no distante ano de 2005, Henrique Pizzolato caiu em desgraça ao afirmar a CPI dos Correios que liberou, como diretor de marketing do Banco do Brasil, o pagamento antecipado de uma fatura a uma das empresas de Marcos Valério por “ordem de Luiz Gushkein”, o então Ministro de Comunicações e homem de confiança de Lula. Ali selou seu destino, mesmo que, em depoimentos posteriores, tenha desmentido a afirmação.

Aprovado em um concurso para escriturário do Banco do Brasil nos anos 70, Pizzolato começou carreira como sindicalista no Rio Grande do Sul. Designado para trabalhar em Porto Alegre, passou a estudar arquitetura na Unisinos, em São Leopoldo, cidade onde passou a residir.

Envolvido no movimento sindical,  passou a se destacar. Pediu transferência para o interior do Paraná. Lá concorreu a prefeito de sua cidade e até a governador do estado, em uma eleição impossível. Fez votação irrisória em ambas.

Mesmo assim, teve o apoio da classe e foi escolhido pelos funcionários do banco como seu representante no Conselho de Administração da instituição, passando instantaneamente do salário de escriturário para o de diretor. Sempre escolhido pelos colegas, passou a ter assento no órgão de previdência do BB. Posição na qual passou a ter contato com a nata financeira e empresarial do país.

Com o relacionamento e experiência obtidos, engajou-se na campanha de Lula, onde, diz-se, teve papel importante na captação de recursos.

Queria ser presidente do Banco. Segundo confidenciou a amigos, chegou a receber sinais positivos de Lula que isso pudesse ocorrer. Lula chegou a indagar-lhe que planos teria para a administração do órgão. Mas foi preterido. Quando achava que ficaria sem lugar na “dança da vassoura”, finalmente foi designado Diretor de Marketing do BB.

Muitos comentavam que Lula nutria certa antipatia por ele, principalmente devido a seu hábito de apresentar-se de gravata borboleta e por gostar dos holofotes.

Pelo sim, pelo não, daí talvez certo temor de muitos que, de volta, possa se transformar em um explosivo “colaborador premiado” nos inúmeros processos que vêm por aí.

Ninguém sabe o que podem conter os três computadores e a documentação apreendida com Pizzolato em Maranello e na casa alugada que ele mantinha na Riviera italiana ao ser preso. A Polícia Federal quer que o material seja enviado para a Superintendência em Santa Catarina, local onde foi aberto inquérito para investigar a fuga de Pizzolato. Espera-se que os dados não passem por nenhuma censura…

Por fim, esta é a situação do homem cuja caneta podia estar decidindo até hoje pela aprovação ou não de campanhas, apoios e patrocínios, alguns milionários, do Banco do Brasil.

E já que estamos tratando dos patrocínios do Banco do Brasil, alguém poderia informar qual é o plano de marketing relativo ao patrocínio – certamente vultuoso – da equipe suíça Sauber, de Fórmula 1? Qual o retorno pretendido? Qual o público a ser atingido? Quantas novas contas o Banco espera abrir com este investimento? Em que país? E, principalmente, qual o valor do contrato?

Enio Meneghetti

Depois de tossir, agora a vaca vai pro brejo

11 de fevereiro de 2015

Depois dee tossir, agora a vaca foi pro brejo

O novo presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine é amigo de confiança de Lula e também da famosa Rosemary Noronha, aquela ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, investigada por tráfico de influência.

 

Inclusive, a amizade era tanta que Bendine, então presidente do BB, foi quem ajudou a escolher o local para o escritório paulista da Presidência, em um andar do edifício sede do Banco do Brasil.

 

O ex-motorista de Bendini contou ao MPF ter realizado pagamentos em dinheiro vivo a pedido do presidente do BB. O motorista também afirmou ter testemunhado Bendini carregar sacolas de dinheiro para encontros com empresários e a entrega de uma bolsa lotada de maços com notas de R$ 100 ao empresário Marcos Fernandez Garms, em um conjunto comercial onde também funcionam escritórios da Rede Record.

 

Bendine aprovou um empréstimo a socialite carioca Val Marchiori no valor de R$ 2,7 milhões, contrariando as mais básicas regras do sistema financeiro para concessão de créditos, nos quesitos adimplência e comprovação de renda. O crédito, ainda assim foi concedido, em condições de pagamento e juros de pai para filho. 

Ele também comprou um apartamento no interior de São Paulo em dinheiro vivo. Justificou a compra alegando que guardava R$ 200 mil em casa.  Embora não seja crime guardar dinheiro vivo em casa, Aldemir Bendine preferiu pagar uma multa a Receita Federal, que questionou a origem do dinheiro, no valor de R$ 122 mil, quase o valor do apartamento. Pagou em vez de explicar a origem dos recursos. Estranho, não?

 

O episódio de sua indicação foi conduzido da forma mais atrapalhada possível. Seu nome foi divulgado pela imprensa antes mesmo da comunicação aos conselheiros da Petrobrás, encarregados de referendar a escolha. 

Fato que motivou a decisão da CVM de abrir uma investigação, já que a divulgação precoce, feita horas antes da reunião, provocou oscilações nos papéis da Petrobrás, possibilitando especulações que podem ter levado a ganhos elevados por informação privilegiada.

Tudo foi feito às pressas devido a um chilique de dona Dilma, depois de Graça Foster ter revelado um montante de desvio por corrupção na estatal como sendo R$ 88 bilhões. Revoltada com a incômoda quantificação, Dilma defenestrou Graça e toda a diretoria. Determinou que Graça  e os diretores deveriam aguardar em seus postos até a escolha dos novos nomes. Ao saberem disso, os demais diretores rebelaram-se e saíram imediatamente. Graça também. Isso gerou a pressa e as trapalhadas do Planalto na escolha e anúncio de Bendine.

  

Votaram contra a indicação do Governo, sócio majoritário da Petrobrás, os representantes dos acionistas preferenciais e dos acionistas minoritários, além do representante dos funcionários da estatal.

Horas mais tarde, ao discursar no aniversário de 35 anos do PT sexta feira à noite, Dilma deixou aparente o quanto estava abalada. A festa petista aconteceu em meio a sequência de escândalos. A revelação de que o partido recebeu 200 milhões de dólares em propina, as trapalhadas na troca no comando da Petrobras e a detenção do tesoureiro do partido para prestar depoimento na polícia Federal.

 

Em seu pronunciamento, Dilma mostrou o temor de um processo de impeachment: 

“Os que estão inconformados com o resultado das urnas só têm medo de uma coisa: da mobilização da sociedade em defesa das instituições e em repúdio a qualquer tentativa de golpe contra a manifesta vontade popular”,   

Ela conclamou a militância a enfrentar aqueles que ela chama de golpistas: 

“Nós temos força para resistir ao oportunismo e ao golpismo, inclusive quando ele se manifesta de forma dissimulada”. 

Manipulando a verdade, disse: 

“Nós não podemos aceitar que alguns tentem colocar a Petrobras como sendo uma vergonha para o Brasil”.

Mas e quem disse isso, dona Dilma? Ao que parece foram a senhora, seu antecessor e  seu partido, que designaram uma diretoria vergonhosa. Dilma não se referiu aos criminosos que saquearam a companhia durante seu governo e de Lula, mas aos que reclamam dos crimes praticados.

Ainda cometeu um ato falho: 

“Nós temos uma das menores taxas de crescimento…. de desemprego da nossa história”. Patético.

Enfim, Dilma sabe que colocou Aldemir Bendini sentado em uma cadeira elétrica. E pelo visto, Sua Excelência parece também estar sentada em uma poltrona energizada.

 O ano de 2015 será quente. Mesmo quando chegar o inverno.

http://www.eniomeneghetti.com

 

Amador… Quem?

30 de janeiro de 2015

Dilma bronca DES Graça

Dilma ficou furiosa com o cálculo apresentado indicando a necessidade de dar baixa em R$ 88,6 bilhões em ativos da Petrobrás.

Ela afirmou que o número foi calculado por “amadores” porque teria misturado ativos bons com outros contaminados pela corrupção investigada na Operação Lava Jato.

Circula nos corredores palacianos que Dilma teria passado uma carraspana telefônica em Graça Foster por ter a dirigente da estatal tungada divulgado o valor em questão, na apresentação feita conjuntamente com a diretoria da empresa.

Isso só demonstra que elles sequer sabem o tamanho real do rombo do Petrolão.

Graça Foster, afirmou “ser impraticável” a quantificação destes valores “indevidamente reconhecidos”.

Não é por outra razão que não existe auditoria independente disposta a endossar os números da Petrobrás relativos ao terceiro trimestre.

A fanfarronada de Dilma, de que a Petrobras estaria “passando por um rigoroso processo de aprimoramento de gestão” é pura cascata, conversa mole para boi dormir.

Dilma disse na reunião ministerial, onde por sua vez também levou uma carraspana o operador do teleprompter, que a Petrobrás possui “a mais eficiente estrutura de governança e controle que uma empresa estatal, ou privada já teve no Brasil”.

Pode até ter. Ou já teve.

O fato é que o governo dela e de seu antecessor, de triste memória, mesmo com toda essa estrutura que ela agora quer cantar em prosa e verso, conseguiram causar o maior escândalo de corrupção jamais visto na história da estatal e do Brasil.

O fato incontestável e que deixou a jaguatirica do Planalto furiosa, é que a diretoria da Petrobras desmentiu o discurso lido com tanta dificuldade por Dilma horas antes.

Dilma também afirmou que a Petrobras, “a empresa mais estratégica para o Brasil e a que mais contrata e investe no país”, teria que continuar a apostar no modelo de partilha para o pré-sal, e dar continuidade à vitoriosa política de conteúdo local.

Nossa Senhora!

Além de mandar às favas a obviedade que o custo de extração do pré-sal, com a baixa atual do preço do barril de petróleo, tornou-se mais antieconômico ainda do que sempre foi, ela insistiria em alegar o “conteúdo local” na certa para manter vivas as empresas parceiras locais, muitas delas cujos diretores estão na cadeia!

Horas depois, o balanço da empresa que elles finalmente divulgaram – mesmo não auditado – mostraria que a Petrobras terminou o trimestre com um endividamento líquido de R$ 261,4 bilhões, um aumento de R$ 40 bilhões em relação a 2013.

A versão e os números – repita-se, sem auditoria – apresentados pela diretoria da Petrobrás, estão em completo desacordo com o que diz Dilma.

O governo está completamente tonto e perdido.

E mais uma vez, nós é que vamos pagar o pato.

http://oglobo.globo.com/brasil/dilma-reaparece-entre-afagos-aos-ministros-bronca-no-operador-de-teleprompter-15169476

 

 

Estupidez

28 de janeiro de 2015

Estupidez                                                                                                                                                                                       Correio de Cachoeirinha – 28.01.2015

Muita gente critica as chamadas redes sociais.  Mas bem usadas elas são uma excelente ferramenta de informação.

 

Dias atrás vi uma publicação no Facebook que dizia assim:

 

“Estupidez: conhecer a verdade, ouvir a verdade, ver a verdade e ainda acreditar na mentira”.

 

Não é perfeito? Pois basta ler as manchetes dos veículos de comunicação dos últimos sete dias para constatar o quanto há de verdade na afirmação.  

 

“Após ganhar favor milionário do governo, empresário doa R$ 17 milhões para campanha de Dilma – Walter Faria, dono da cervejaria Itaipava, conseguiu renegociar em 24 horas empréstimo camarada com o Banco do Nordeste. Cinco dias depois, depositou R$ 5 milhões na conta do comitê da petista” (Época)

Outra (essa é fantástica):

 

“Ex-ministro Gilberto Carvalho saiu em defesa do ex-ministro José Dirceu; ele afirma que as (novas) acusações contra Dirceu na Lava Jato seriam uma tentativa da oposição de criminalizar o partido e impedir a volta de Lula em 2018: “Eles querem nos levar para as barras dos tribunais. Não vamos subestimar a capacidade deles para nos criminalizar, nos identificar com o roubo, para nos chamar de ladrão, para tentar nos isolar e inviabilizar em 2018 a candidatura do Lula (…)”- 27 DE JANEIRO DE 2015 ÀS 05:13

Ou:

 

 “A Fundação Perseu Abramo do PT, divulgou um boletim  no qual coloca em dúvida os efeitos do “ajuste recessivo” de Dilma A Fundação Perseu Abramo recebe pelo menos 20% dos recursos do Fundo Partidário destinados ao PT.” (O Globo)

 

Chega? Que tal essa? “Presidenta é acusada indiretamente por três executivos presos no esquema de corrupção – Será que a paciência dos brasileiros não tem limite?” – por Juan Arias (El Pais)

 Pois é. Será que não tem? 

 

“Documentos conseguidos pelo Jornal Nacional mostram que a Justiça decretou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de José Dirceu  A empresa dele, JD Consultoria, recebeu quase R$ 4 milhões de empresas envolvidas no esquema.” (Globo)

 

Mais:

 

“Apontado pelos investigadores da Operação Lava Jato como coordenador do “clube” de empreiteiras que fraudavam licitações na Petrobras, o empresário Ricardo Pessoa, da UTC-Constran, negocia um acordo de delação premiada com os procuradores que atuam no caso.”  (Folha de S.Paulo)

 

É mole? Então vejam essa:

 

“Amigo íntimo do ex presidente Lula é investigado no petrolão.  Ele tinha acesso livre ao Palácio do Planalto na gestão Lula e até hoje resolve problemas de sua família”.(Revista Veja)

 

Estamos mesmo lá fora. Vejam:

“Reportagem da TV Portuguesa expõeLula envolvido em esquema internacional de corrupção e propinas – Reportagem da ‘TVI 24’diz que Lula estaria sendo investigado por autoridades portuguesas em razão de um suposto suborno de 2 milhões de euros que teriam sido pagos por Miguel Horta e Costa, então presidente da Portugal Telecom para financiar o PT” – (Folha Política)   

 

 Muita gente desgostosa poderia até dizer que isso é invenção contra o atual governo. Mas está em todos os lugares, no mundo inteiro. Inclusive, acho uma graça as reportagens de TV – especialmente do Jornal Nacional –  mostrando o consumo de energia de cada eletrodoméstico, em meio a(s)  crise(s) que atravessamos.  Nem ao menos relembram que Lula incentivou o povo a gastar o que não tinha, via endividamento, no desespero para conter o tsunami econômico de 2008, que insistia em chamar de “marolinha”. Foi uma irresponsabilidade econômica  e a conta chegou. O que ele faz? Tenta fazer descolar de Dilma, claro.

 

Mas é pior ainda. O pouco que já se sabe dos elementos e provas fornecidas por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef , põe por terra qualquer tentativa de amenizar o momento inédito que atravessamos.

Se vai dar cadeia, isso dependerá do judiciário. Existe pressão por transformar em multas o que deveriam ser penas exemplares. O advogado de Alberto Youssef, garante queessa situação foi coordenada e tramada a partir da própria Petrobras. Há claros e fortes indícios de participação dos políticos, que não vou nomear, pois isso deve ficar a cargo da investigação. Meu cliente não é líder de nada. Eles (os políticos) é que vão atrás e criam o sistema para o esquema de manutenção no poder. O esquema na maior estatal do país só pode funcionar com a anuência dos políticos. Isso era fato notório dentro da empresa”.

 

Youssef demonstrou ao juiz Sérgio Moro que o esquema de corrupção na Petrobras vinha de cima. Explicou como o sistema remunera políticos com a grana desviada do setor público. Nenhuma novidade. É a mesma mecânica do Mensalão, só que muito maior. A diferença foi colocar o dinheiro de corrupção como doação legal a partidos e campanhas. O sistema funcionou para financiar grupos e partidos políticos e quando migrou para a doação legal a campanhas e partidos atingiu o núcleo da democracia, pois, quando alguns partidos passam a deter o domínio de uma grande verba, há um desequilíbrio no sistema eleitoral. Lembram das palavras de Joaquim Barbosa na sentença do Mensalão?

 

Estamos em meio a um golpe econômico/financeiro nas instituições.  Não enxergá-lo é estupidez.   

http://www.eniomeneghetti.com

 

Pois que quebrem!

14 de janeiro de 2015

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“A revista Veja desta semana traz uma matéria com informações do engenheiro baiano Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. Sempre apontado como amigo do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ricardo Pessoa está preso e é considerado coordenador do cartel de empreiteiras envolvidas na Lava Jato.

A reportagem afirma que um manuscrito produzido por Pessoa faz ligação entre os contratos sob suspeita assinados entre as empreiteiras e a Petrobras e o caixa de campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff.

O texto, aparentemente vazado por Ricardo Pessoa – e por isso mesmo encarado como alguma espécie de “recado” – diz que todas as empreiteiras acusadas no esquema da Operação Lava-Jato doaram para a campanha de Dilma Roussef.

Ricardo Pessoa ainda diz que o volume de dinheiro desviado através de  Paulo Roberto Costa é quase nada frente a outros negócios da Petrobras que também teriam servido à coleta de propina. Ele ressalta ainda estranhar que tenham sido processadas até agora  apenas seis das 16 empreiteiras que fizeram negócios bilionários com a Petrobras.

Enquanto isso, também soube-se nesta semana que a CGU – Controladoria-Geral da União – tentou promover um acordo para evitar que as empreiteiras envolvidas na Lava Jato ficassem impedidas de fechar novos contratos com o governo. A proposta, revelada pelo jornal  O Globo, felizmente foi rejeitada pela força-tarefa do MPF. O acordo foi encarado pelos investigadores como uma tentativa do governo de salvar as empreiteiras. A proposta sugeria a fixação de multas às empreiteiras no âmbito administrativo. Assim, as empresas devolveriam dinheiro aos cofres públicos e se livrariam da declaração de inidoneidade, que as impediria de fechar novos contratos.

A cândida motivação para tal proposta seria que “a declaração de inidoneidade provoca uma grande possibilidade de fechar a empresa”… Senão, “poderiam entrar em crise financeira e não teriam dinheiro nem mesmo para ressarcir parcialmente os prejuízos”.  Foram além na descrição do apocalipse: “a insolvência poderia até contaminar o sistema financeiro, especialmente bancos que abrigam negócios das empresas”.

O raciocínio destes parece ser de que o tamanho do crime é que define a punição! Isto é, se o crime é imenso, não se pode punir conforme a lei, sob pena de o sistema entrar em colapso…

Que eu não seja mal interpretado, mas se é assim, que quebrem.

Espera-se que o MPF e as autoridades encarregadas deste caso mantenham-se firmes. Que sirva de lição para outros tantos “empresários” que só sabem fazer negócios debaixo da saia dos governos. E os bancos que os financiaram, devem arcar com os riscos das operações que contrataram.

Que cumpram-se os contratos. E a lei.”

Enio Meneghetti

Tomaram uma providência…

7 de janeiro de 2015

tomaram uma providencia

Foi na cidade norte-americana de Providence.

Uma providência judicial contra a Petrobrás, duas subsidiárias e membros da diretoria da estatal, a outrora menina dos olhos da esquerda brasileira.

Suprema ironia. Lembro quando no governo FH, alguém que não tinha ideia melhor, ousou sugerir trocar o nome da Petrobrás para “Petrobrax”, para facilitar a pronúncia lá fora no processo de internacionalização da companhia.  Para que! A esquerdalha imediatamente reagiu, classificando até como “entreguismo” a simples troca de uma letra.

Fico até curioso em saber o que tem a dizer estes mesmos nacionalistas de araque agora. Mas eles estão quietos, não dão um pio! Mesmo o governo petralha tendo feito o que está se vendo dia a dia com na principal bandeira do estatismo.

Lá de onde eu venho isso chama-se “hipocrisia”.

Mas voltando ao que interessa, isto é, a tunga a céu aberto promovida na Petrobrás, a ação promovida pelos investidores da capital do estado de Rhode Island, atinge a presidente da estatal, os membros do Conselho, diretores e as subsidiarias internacionais,  Petrobras International Finance Company (PIFCo), sediada no paraíso fiscal de Luxemburgo e a Petrobras Global Finance B.V (PGF), sediada na cidade holandesa de Roterdam, na Holanda. Ambas acusadas pelas vendas de títulos que prejudicaram investidores internacionais.

Os investidores de Providence alegam que a Petrobras levantou US$ 98 bilhões no mercado internacional, em títulos. Pleiteiam ser ressarcidos pelo prejuízo já que, dizem, os papéis da petrolífera foram inflados com contratos superfaturados à base de propina e corrupção. Nossa! Será?

A ação afeta ainda instituições financeiras do porte de Morgan Stanley, HSBC Securities, e Itaú BBA nos EUA, que atuaram como garantidores dos valores mobiliários emitidos pela companhia.

Trata-se da 11a ação judicial contra a Petrobrás nos EUA.

Já existem estimativas que as ações possam render – só em multas – cerca de US$ 5 bilhões, em caso de condenação.

Imagine-se o desgaste internacional para o Brasil ao longo dos vários anos que decorrerão até a sentença.

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Naturalmente, nos processos nos tribunais americanos, pode sobrar para Dilma, que presidiu o Conselho de Administração da Petrobras no governo Lula.

O Art. 23 do Estatuto Social da Petrobras diz que os membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva responderão, nos termos do art. 158, da Lei nº 6.404, de 1976, individual e solidariamente, pelos atos que praticarem e pelos prejuízos que deles decorram para a Companhia.

O Art. 28 do Estatuto estipula que ao Conselho de Administração compete fiscalizar a gestão dos Diretores, avaliar resultados de desempenho, aprovar a transferência da titularidade de ativos da Companhia, etc.

No Art. 29, o Estatuto determina que “compete  privativamente” ao Conselho de Administração deliberar sobre as participações em sociedades controladas ou coligadas.

Enfim, não há como eximir um(a) ex presidente ou membros do Conselho das responsabilidades constantes do Estatuto da companhia, já que o Conselho concordou ou omitiu-se em evidentes atos lesivos.

Isto sem falar no que pode sobrar para o contribuinte brasileiro pagar, como agora nas contas de luz.

Alguém duvida?

Feliz Ano Novo.

Enio Meneghetti

Para quem gosta de História…

31 de dezembro de 2014

WP_20141231_001Foto ZH – 31/12/2014, pág. 40.

Há exatos 50 anos, Zero Hora publicava em manchete afirmação do governador, em um almoço com os cronistas políticos:

“Nenhuma trama me fará renunciar ao governo”.

O episódio, em toda a sua sordidez, está narrado em

“Baile de Cobras – A Verdadeira História de Ildo Meneghetti” – livro que lancei em maio de 2012.

Alguns dos protagonistas da trama depois chegariam ao olimpo no Governo Federal. Outros, virariam a casaca em seguida.

Baile de Cobras