Se interessa ao Planalto, não é bom para o Brasil ou para os brasileiros.

20 de agosto de 2015

Se o Planalto festeja uma possível saída de Cunha da presidência da Câmara, então espero que ele fique.

Já pensaram se com a denúncia de hoje ele sai e entra em sue lugar um tipo como Calheiros, que se vendeu para o Planalto?

A única coisa certa é: tudo o que interessa ao Planalto, não é bom para o Brasil ou para os brasileiros.

 

“Planalto festeja ruína de Cunha, mas é cúmplice”

“O contrário do antigovernismo primário é um pró-governismo inocente, que aceita todas as presunções do Palácio do Planalto a seu próprio respeito. Em matéria de Lava Jato, isso inclui concordar com a tese de que o governo tem razões para celebrar a conversão de Eduardo Cunha de investigado em denunciado pela Procuradoria no STF.

Em privado, alguns dos principais auxiliares de Dilma Rousseff soltam fogos como se o governo fosse uma potência moral que não deve explicações à sociedade sobre as facilidades que ofereceu ao denunciado. É uma pena que o presidente da Câmara tenha escolhido para si o papel de perseguido. Melhoraria o enredo se adotasse outro figurino.

Se quisesse, Eduardo Cunha poderia desfilar em cena como vítima da cultura política brasileira, exacerbada durante os governos do PT. Nessa linha, Cunha basearia sua defesa nas circunstâncias.

Os advogados de defesa sustentariam que a culpa é do governo, que quase obrigou Eduardo Cunha a ser o que é, com todas as facilidades que lhe propiciou e as portas que lhe escancarou na Petrobras. Não fosse a Lava Jato, a pilhagem continuaria.

Enquanto soarem fogos no Planalto, Eduardo Cunha ficará à vontade para se autoproclamar uma inocente criatura no meio apodrecido que o produziu. Nesse meio, não há culpados nem inocentes, só há cúmplices. Nele, até um velho adversário como Fernando Collor pode virar herói da resistência.”

Blog do Josias de Souza

Contra o humor, não há resposta. Danilo Gentili arrasa com Lula e seu pretenso Instituto ao ser questionado.

20 de agosto de 2015

Danilo Gentili fez piada com a bomba suspeita que explodiu na porta do Instituto Lula.

Os pensadores do Instituto resolveram cutucar. Deu no que segue, cortesia do Antagonista.

Bem feito! Quem mandou mexer com gente grande?

Danilo Gentili, o “pretenso humorista”, responde ao “Instituto” Lula

O Antagonista abre espaço para Danilo Gentili responder ao Instituto Lula:

“Um pretenso instituto publicou uma nota cobrando de mim (um pretenso comediante segundo eles) esclarecimentos a respeito de uma piadinha no twitter sobre um pretenso atentado a bomba na sede do “instituto” que teve como consequência gravíssima um furinho no portão.

Mesmo sendo do conhecimento de todos que me seguem nas redes sociais que sou humorista e que, através dessas plataformas, utilizo exageros, nonsense e outros recursos sempre com a intenção de brincar, reforço que levar a sério o que eu escrevo lá é tão racional quanto tentar prender a Cássia Kiss (não a Leila) por ter matado a Beatriz Segall (não a Odete Roitman). Ou tão irracional quanto dizer que não existe uma meta, mas que, quando atingida a meta, essa meta será dobrada.Comediantes fazem P-I-A-D-A-S. E isso (ainda) não é crime.

Mas cabe uma reflexão: a dificuldade de alguns em compreender isso estaria diretamente relacionada ao declínio da educação no país? Afinal, o Brasil ocupa o 60º lugar entre 76 países listados no ranking de educação, ficando atrás de Irã e Cazaquistão, e o pretenso governo responsável por tal índice adotou o slogan “Pátria Educadora” (atenção: essa piada não é minha). Sendo assim, não é de se espantar que a todo momento um humorista precise vir a público explicar que geralmente quando fala absurdos é com a intenção de brincar.

Só para ilustrar, outro dia mesmo, assisti a um pessoalzinho escandalizado com uma piadinha no twitter e, logo depois, vi essas mesmas pessoas defendendo o Zé Dirceu como herói, apesar da comprovação de seus crimes. Tudo leva a crer que a péssima qualidade do ensino realmente comprometeu a capacidade cognitiva de alguns. Ou, então, teremos de admitir que vivemos em um ambiente extremamente hostil à liberdade de expressão. Que o diga Larry Rohter! Por essas e outras, não me assusta mais saber que vivemos em um tempo no qual uma twittada é vista como algo mais grave do que o roubo de dinheiro público, que afeta principalmente a população mais carente – a qual essas mesmas pessoas dizem defender.

Porém, o que me surpreendeu nessa história toda foi a grande importância atribuída a mim, um (pretenso) humorista por uma “instituição” como essa. E, se conseguirem coagir um humorista que declaradamente pede para não ser levado a sério, irão atrás de quem na sequência? Caso seja verdade que o pretenso instituto apresentou medida judicial, responderei em juízo o que me foi perguntado.

Sabendo agora, no entanto, que entre todas as suas importantíssimas atividades o “instituto” também se dedica a pedir esclarecimentos públicos sobre assuntos de relevância nacional, como brincadeiras no twitter, aproveito a oportunidade neste espaço privilegiado, para pedir que ajudem também a responder a outras seis questões, certamente bem menos graves do que as minhas piadinhas:

1 – Conforme noticiado recentemente, um número de telefone desse pretenso instituto proporcionou uma ligação entre Lula e Alexandrino Alencar (preso na Lava Jato). Quando o Estadão pediu maiores esclarecimentos, negaram-se a dar. Poderiam esclarecer agora as relações de Lula com as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato?
2- O “instituto” pode esclarecer se tem Zé Dirceu como herói nacional ou o considera um criminoso, tal qual reconheceu o Supremo Tribunal Federal?

3 – O pretenso instituto poderia ajudar a esclarecer o enriquecimento do filho do ex-presidente que lhe empresta o nome

4 – O pretenso instituto confirma o relatório do COAF (Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda), que considera a movimentação da empresa de Lula incompatível com seu faturamento?

5 – O pretenso instituto poderia pressionar os órgãos competentes para ajudar a esclarecer melhor o assassinato de Celso Daniel e pessoas que tiveram contato com ele? 6- Além de pedir esclarecimentos sobre piadinhas de twitter e lançar nota de repúdio contra um boneco gigante do Lula presidiário nas manifestações do último domingo, para que mais serve o “Instituto” Lula?

Agradecendo ao pretenso instituto que me proporcionou esse maravilhoso palanque, me despeço anunciando que quem quiser ler novas piadinhas pode me seguir no twitter @danilogentili.”

Danilo Gentili

“Comediantes fazem P-I-A-D-A-S”

 

“Nomeações para cargos não vão tirar o governo do drama em que se encontra nem vão conquistar a respeitabilidade das ruas.”

19 de agosto de 2015

 

GeddelDivulgacao2Geddel Vieira Lima – Presidente do PMDB da Bahia e membro da Executiva Nacional do partido:

“A sociedade brasileira não entenderá nenhum tipo de acordão. O Tribunal de Contas da União tem de cumprir o seu papel. Não vejo como a Procuradoria da República e o Judiciário possam entrar num acordão que faça com que Curitiba pare de gerar notícias desagradáveis.”

“A Dilma perdeu a credibilidade. O país não se reconciliará com ela no cargo. Não dá para o país ser presidido por alguém que não consegue sair às ruas. Isso não existe. Ainda restam três anos e meio de mandato.”

“Fica o Renan fazendo esse jogo de agenda positiva, que não vai levar a lugar nenhum. Isso é conversa fiada. A resposta à articulação de Renan foi dada pela população de Alagoas na porta da casa dele no domingo.”

“Geddel diz estranhar o comportamento dos líderes do partido que ainda estendem a mão para Dilma. “O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia.”

“Quero conversar com líderes dispostos a dialogar, num movimento suprapartidário, sobre a vontade das ruas, que cobram um modelo diferente desse que está aí.”

“O Michel vive um momento em que terá de tomar a decisão de exercer a sua função institucional de vice-presidente da República. Ele tem que entender que não cabe ao vice-presidente ficar discutindo nomeação para delegacia do INSS nos Estados. Esse modelo faliu.”

“Dizem que melhorou a situação do governo. A articulação feita durante a semana passada não evitou nem mesmo que o Lula fosse representado na manifestação de domingo com um boneco vestido de presidiário.”

“Fala-se no afastamento da Dilma e na aversão ao PT. Diante disso, que peso tem a articulação de Renan?”

“Eu conheço o que os meus colegas do PMDB pensam, sei o que meus colegas do PMDB dizem, e me escandalizo ao ver o que meus colegas do PMDB fazem em relação ao governo. O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia.”

“É uma tolice ficar discutindo se uma manifestação foi maior do que a outra. A CUT, para reunir meia dúzia de gatos pingados na frente do Instituto Lula, colocou ônibus à disposição e providenciou o churrasco.”

“Por enquanto, só foi à rua a classe média, que tem como levar suas famílias. Mas o resto do país está em casa aplaudindo.”

 

Agenda de Renan é conversa fiada, diz Geddel

Presidente do PMDB da Bahia e membro da Executiva Nacional do partido, Geddel Vieira Lima decidiu participar da reunião suprapartidária articulada por Aécio Neves para discutir saídas para a crise. Em conversa com oblog, ele chamou de “conversa fiada” a agenda anticrise negociada pelo correligionário Renan Calheiros com Dilma Rousseff.

Geddel afirmou que Michel Temer, seu amigo de trinta anos, “vive um momento em que terá de tomar a decisão de exercer a sua função institucional de vice-presidnete da República. Ele tem que entender que não cabe ao vice-presidente ficar discutindo nomeação para delegacia do INSS nos Estados.” Ex-ministro de Lula e ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal sob Dilma, Geddel sustenta que “esse modelo faliu.”

Raro conhecedor do que se passa na cozinha do PMDB, Geddel diz estranhar o comportamento dos líderes do partido que ainda estendem a mão para Dilma. “O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia.” Vão abaixo as declarações de Geddel:

— Reunião com Aécio Neves: “Irei à reunião. Certamente mais gente participará. Mas não vou conversar com um candidato à Presidência da República. Quero conversar com líderes dispostos a dialogar, num movimento suprapartidário, sobre a vontade das ruas, que cobram um modelo diferente desse que está aí. Se Aécio for obcecado em ser candidato à Presidência, ele não será candidato. A hora é de encontrar saídas institucionais, não de focalizar interesses pessoais.”

— O papel de Michel Temer: “O Michel vive um momento em que terá de tomar a decisão de exercer a sua função institucional de vice-presidente da República. Ele tem que entender que não cabe ao vice-presidente ficar discutindo nomeação para delegacia do INSS nos Estados. Esse modelo faliu. Ele é o vice-presidente da República. Essa é a função institucional dele. Precisa se colocar cada vez mais como o doutor Ulysses Guimarães, exercendo o papel de guia. Como dizia o doutor Ulysses, tem de guiar o PMDB rumo ao Sol, que é dia, não em direção à Lua, que é noite. Não dá para ele participar de artimanhas. Insisto: ele é vice-presidente da República. Nomeações para cargos não vão tirar o governo do drama em que se encontra nem vão conquistar a respeitabilidade das ruas. Michel sabe o que eu penso. Falamos com muita frequência. Sem que ele precise dizer, eu sei o que vai na alma do Michel. Sei muito bem o que o angustia.”

— A agenda positiva de Renan Calheiros: “Nao levo essa negociação do Renan como algo que vá resultar em consequências. O PMDB agora tem um ideólogo econômico, que é o meu amigo Romero Jucá. E fica o Renan fazendo esse jogo de agenda positiva, que não vai levar a lugar nenhum. Isso é conversa fiada. A resposta à articulação de Renan foi dada pela população de Alagoas na porta da casa dele no domingo. O recado das ruas é muito claro. Não dá para imaginar que a sociedade vai continuar caindo nessa esparrela de articulação de cúpula conogressual. Dizem que melhorou a situação do governo. A articulação feita durante a semana passada não evitou nem mesmo que o Lula fosse representado na manifestação de domingo com um boneco vestido de presidiário. Não evitou também que as ruas dissessem claramente o que desejam. Noutras manifestações, pedia-se de redução de passagem de ônibus a lançamento de foguete à Lua. Agora fala-se apenas no afastamento da Dilma e na aversão ao PT. Diante disso, que peso tem a articulação de Renan?”

— Dicotomia do PMDB: “Eu conheço o que os meus colegas do PMDB pensam, sei o que meus colegas do PMDB dizem, e me escandalizo ao ver o que meus colegas do PMDB fazem em relação ao governo. O que o PMDB diz de noite não corresponde ao que certos peemedebistas fazem de dia. Eu participo das conversas. Sei o que se passa. Isso não vai ter aderência na sociedade. Não funciona. Não dá mais para uma banda do PMDB, cujos interesses não coincidem com a vontade das ruas, ficar falando como se fosse o PMDB inteiro. Não dá mais. Isso não representa o partido. Falam pelos plenários do PMDB até que eles se rebelem. Que reúnam a Executiva, que convoquem um congresso extraordinário para fazermos esse debate. Aguardamos o Congresso do partido, no final de setembro.”

— Acordão: “A sociedade brasileira não entenderá nenhum tipo de acordão. O Tribunal de Contas da União tem de cumprir o seu papel. Não vejo como a Procuradoria da República e o Judiciário possam entrar num acordão que faça com que Curitiba pare de gerar notícias desagradáveis. No meu entendimento, isso pode caminhar para algo que eu já disse e vejo o Fernando Henrique Cardoso dizendo agora: a renúncia. Seria um mínimo de grandeza que se poderia esperar de Dilma, para reconciliar o país. A Dilma perdeu a credibilidade. O país não se reconciliará com ela no cargo. Não dá para o país ser presidido por alguém que não consegue sair às ruas. Isso não existe. Ainda restam três anos e meio de mandato.”

— As manifestações: É uma tolice ficar discutindo se uma manifestação foi maior do que a outra. A CUT, para reunir meia dúzia de gatos pingados na frente do Instituto Lula, colocou ônibus à disposição e providenciou o churrasco. E as ruas se encheram espontaneamente. Só não encheram mais porque os políticos, com medo de se envolver, não mobilizaram as pessoas. As pesquisas mostram que, se houver mobilização, outras pessoas virão. Não vieram ainda porque não têm dinheiro para pegar um ônibus. Por enquanto, só foi à rua a classe média, que tem como levar suas famílias. Mas o resto do país está em casa aplaudindo.

— Mea-culpa coletivo: Fala-se muito na necessidade de um mea-culpa da Dilma. Mas nós também precisamos fazer um mea-culpa. Participamos de uma estrutura política semelhante a essa, que não se sustenta mais. E uma parte do PMDB ainda não se convenceu disso. Discute a ocupação de delegacias do INSS nos Estados. Isso não é mais aceito pela sociedade. Nós precisamos nos penitenciar por termos integrado um sistema que a sociedade aceitava, mas não aceita mais. Mudaram os parâmetros. Ou nós aceitamos isso ou não tem acordo possível.

Do blog do Josias de Souza – editado

Enio Meneghetti

 

ACORDÃO, QUE NADA!

19 de agosto de 2015

Acordão, que nada

Um gigantesco boneco de Lula vestido de presidiário, fot o hit dos protestos em Brasília e teve seu sucesso ampliado pela televisão e nas redes sociais.

O boneco foi encomendado muito antes da revelação do teor do grampo da conversa  entre Lula e Alexandrino Alencar. Alguns defensores do ex presidente apressam-se a dizer que “nada tem de mais” na conversa flagrada. Pois sim!

Segundo relatório da PF, o petista conversou com Alexandrino Alencar, da Odebrecht, no dia 15 de junho de 2015, quatro dias antes da prisão do executivo.

Na conversa, fica óbvio que havia uma sintonia entre os interesses das empreiteiras e do ex presidente. Alencar chega a comentar o elogio de Emilio Odebrecht a uma nota oficial do Instituto Lula que abordava o tema de interesse de ambos.

 

Lula também informa a Alexandrino sobre um artigo de Delfim Neto a sair no dia seguinte no Valor, “metendo o pau”, isto é, defendendo o mesmo ponto de vista deles.    

Delfim defendeu no artigo, o financiamento do BNDES  para os serviços de construtoras em países como Cuba, Venezuela e Angola. Obviedade sem fim. O mesmo interesse de Alexandrino e Lula.

“É abusivo dizer que o BNDES é uma ‘caixa preta’ e é erro grave afirmar que deve dar publicidade às minúcias das suas operações, o que, obviamente, revelaria detalhes dos contratos de seus clientes que seriam preciosas informações para nossos concorrentes e, portanto, contra o Brasil”, disse Delfim.

Rui Falcão não faria melhor antecipando-se ao que fará a CPI do BNDES.

 

Agora está se falando muito em “acordão”. Que os ponteiros “estariam acertados”e o “perigo já teria passado”.Cuidado. Verifique antes a fonte dessas “boas (para os corruptos) notícias”. Daí viria a ampliação no prazo para explicar as pedaladas, etc. Que dessas reuniões resultou o embrulho com Renan dentro do pacote, onde também estaria Janot. Um sem fim de lendas.

Mas aí vem a pergunta: e onde estaria Sérgio Moro durante essas conversas? Ou a força tarefa da lava jato? Ou o MPF?

Os otimistas são poderosos. Mas tem de ter o cuidado de não confundir os desejos com a realidade.

As delações premiadas, a esta altura, já forneceram um manancial de  informações que nem em sonho apareceram no mensalão.

E Lula, sem foro privilegiado, está na linha de tiro da primeira instância do Judiciário.  

Deixem que eles sonhem. O que é deles está guardado.

E não me refiro a dinheiro em contas no exterior.  

Enio Meneghetti 

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Tá chegando perto, seu Lula. Leia os grampos.

14 de agosto de 2015

Leia a transcrição do grampo entre Lula e executivo da Odebrecht

‘Delfim Netto vai publicar artigo amanhã dando o cacete’, disse o ex-presidente Lula a Alexandrino Alencar, preso na Lava Jato quatro dias depois do diálogo interceptado pela PF

A Polícia Federal anexou aos autos da Operação Erga Omnes, 14ª fase da Lava Jato, a íntegra da transcrição do diálogo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) com o executivo da Odebrecht Alexandrino de Salles Alencar. Segundo a PF, na noite de 15 de junho de 2015, às 20h06, uma pessoa que se identifica por ‘Moraes’ telefona para Alexandrino Alencar e passa a ligação para o ex-presidente.

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O número do telefone usado por ‘Moraes’ é do Instituto Lula, em São Paulo, afirma relatório final de interceptações telefônicas no inquérito que mira a maior empreiteira do País. A conversa durou 3 minutos e 42 segundos.

A ÍNTEGRA DO RELATÓRIO DA PF

Clique para acessar o relatoriointerceptacoesodebrecht.pdf

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A PF não grampeou o ex-presidente. O alvo era Alexandrino Alencar, que acabou sendo preso preventivamente quatro dias depois.

“Na conversa Lula e Alexandrino abordam sobre a temática do seminário promovido pelo Valor Econômico, intitulado de “Uma agenda para Dinamizar a Exportação de Serviços”, já amplamente descrito neste relatório de análise de interceptação telefônica, tratando dos polêmicos financiamentos do BNDES às empreiteiras brasileiras, incluindo a Odebrecht”, assinala o relatório policial.

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COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA

O Instituto Lula disse que não vai comentar a referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no relatório da Polícia Federal.

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MATÉRIA ESTADÃO – BLOG FAUSTO MACEDO

DESESPERO!

12 de agosto de 2015

DESESPERO!

O advogado de José Dirceu tem repetido que ele não vai fazer acordo de delação premiada. Azar dele. Com a fartura de indícios, evidências e provas existentes, sua opção lhe garantirá mais anos vendo o sol nascer quadrado.

Porém, o indício mais forte para demonstrar que o desespero bateu definitivamente na cúpula, foi a absurda ideia de algum demente de nomear Lula ministro de Dilma para garantir-lhe o foro privilegiado e sair do alcance do juiz Sérgio Moro.

Para início de conversa, embora venha desenvolvendo um excelente trabalho, a limpeza moral que começou lá em Curitiba não é obra apenas da pessoa do juiz Dr. Sérgio Moro.

Quando ele defere um pedido de prisão, logicamente é devido a alguma solicitação do Ministério Público. Funciona assim no estado de direito, embora uns por aí não compreendam bem o que seria isso…

E o MPF, ao pedir a prisão temporária ou preventiva de algum desses criminosos, obviamente vem se pautando no admirável trabalho da competente investigação da Força Tarefa da Lava Jato.

Essa mania de achar que uma caneta só decide tudo, é bem cacoete de apreciadores de regimes totalitários, ditadores, déspotas ou outras anomalias tão ao gosto dos membros do Foro de São Paulo.

A quantidade de material já apurado e que sequer veio à tona ainda, é garantia de fortes emoções para quem vem acompanhando as falcatruas que dia a dia vem sendo reveladas.

Tanto em matéria de nomes que muito em breve deverão estar atrás das grades, como em revelações de outras ilegalidades.

Muitas transferências ilegais descobertas no exterior ainda não chegaram a público. Há muito esgoto ainda para passar debaixo da ponte. Há indícios de negociatas em Portugal, que deverão trazer mais de nove dedos de preocupação.

Para quem acha que a CPI da Petrobrás já trouxe tudo em matéria de bandalheiras, que aguarde a CPI do BNDES.

Seria o famoso “não perde por esperar”.

Tem gente que está visivelmente desesperada, mas nem viu ainda o tamanho da encrenca em que se meteu.

Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.

Enio Meneghetti

A revisão do Estatuto do Desarmamento

11 de agosto de 2015

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Aconteceu na tarde de ontem a Audiência Pública em Porto Alegre sobre a revisão do Estatuto do Desarmamento, o Projeto de Lei 3722/2012, que tramita na Câmara Federal.

Fantástico trabalho a realização da Audiência. Pela organização perfeita, pelo gabarito e importância dos depoimentos, teses e argumentos apresentados por autoridades de diversas áreas.

Presentes, manifestaram-se membros do Ministério Público, advogados, representantes de diversos órgãos de classe, esportistas da área, membros de clubes de tiro e autoridades da Segurança Pública.

Uma ilha de bom senso em  meio ao mar de lama que assola este país constitui em uma renovação da esperança de que ainda temos a chance de livrar-nos da demagogia que tomou conta desta terra há doze anos.

Reaalto aqui a importância do apelo do deputado Onyx Lorenzoni (vídeo abaixo), um dos apoiadores da revisão, sobre a importância da manifestação popular através das redes sociais e emails dos senhores congressistas para exercer uma legítima pressão em favor da aprovação do PL 3722/12 no plenário da Câmara.

Não custa lembrar, como foi ressaltado por vários manifestantes no evento que durou toda a tarde da segunda feira, 10 de agosto, que o famigerado “Estatuto do Desarmamento” foi aprovado em plena vigência do instituto do mensalão.

É chegada a hora do cidadão de bem manifestar-se e fazer valer sua liberdade.

 

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A delação premiada e o poder judicial da CPI

7 de agosto de 2015

O delator Milton Pascowitch sabe muito. Suas revelações ajudaram a colocar José Dirceu de volta atrás das grades.

“Na reunião da ‪#‎CPIdaPetrobras‬ para ouvir o lobista Milton Pascowitch abrimos uma possibilidade enorme para combater alguns casos em que os depoentes vêm com o “vou ficar em silêncio”, como foi o caso de hoje.

Só que aqui a gente estuda a constituição e as leis. Ele não poderia fazer isso.

Segundo a Lei da delação premiada – 12850/2013, quando é feito o acordo, o colaborador/delator renuncia ao direito de ficar calado e é obrigado a falar a verdade quando estiver frente à autoridade judicial ou ao delegado de polícia responsável pelo caso.

Nós, membros da Comissão Parlamentar de Inquérito, somos autoridades judiciais, a Constituição nos assegura esse poder em seu artigo 58, § 3º.

Portanto, Pascowitch teria a obrigação de falar.

A lei da delação também obriga a manter o sigilo enquanto a denúncia não for oferecida pela justiça, o que ainda não aconteceu com Pascowitch, mas já foi homologada.

Tenho o hábito de me preparar. Estudar as leis, delações, depoimentos e tudo que envolve o meu trabalho.

Por isso, quando Pascowitch resolveu se calar, coloquei a possibilidade de uma reunião fechada para que ele pudesse falar sem ferir o acordo e, principalmente, a lei.

Recebi apoio da maioria dos partidos, exceto PSOL e PT, o que já era esperado.

Fizemos a reunião fechada, Pascowitch se calou, mesmo com todos os alertas.

Por isso, representarei à Justiça Federal e agora o depoente pode perder os benefícios da delação premiada, mas o que ele contou à justiça ainda está valendo.

Pascowitch fez a sua escolha.

Na minha opinião, fez a pior escolha.

E nós podemos ter construído uma importante jurisprudência.

CPI é coisa séria.”

Onyx Lorenzoni
‪#‎LavaJato‬ ‪#‎Corrupção‬ ‪#‎Pascowitch‬

E AGORA, JOSÉ?

6 de agosto de 2015

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O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse a propósito das prisões da nova etapa da Lava Jato, a Operação Pixuleco, que o esquema vai além de José Dirceu como recebedor e beneficiário. 

A investigação tem José Dirceu como o instituidor do esquema Petrobrás ainda no tempo da Casa Civil. 

 – Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema. – disse o procurador. 

O uso do plural enche de esperança a todos aqueles que reclamam pelo fim da impunidade.

Comenta-se que Dirceu teria afirmado que caso fosse preso de novo, estaria propenso a “entregar todo mundo”. Segundo a revista Época, Dirceu teria calculado que se contar o que sabe, “poderia estar solto em três anos”.

O procurador afirmou também que  “isso passou pelo mensalão, passou pela investigação do caso, passou pela prisão e perdurou, apesar da movimentação da máquina do STF e do Judiciário”.

O atrevimento da reincidência e o descaso às instituições levam a uma pergunta óbvia: quem deu a Dirceu a confiança necessária para que chafurdasse tão profundamente na roubalheira?

“Temos uma ideia boa e clara de onde podemos chegar, mas isso é fato sigiloso”, disse o procurador. 

 

“Toda empresa tem uma estrutura piramidal, os cabeças tomam as decisões. Essas pessoas dizem ‘faça’ e os outros fazem. Eles não tomam nota, não fazem reuniões com operadores financeiros. Simplesmente têm uma função de colocar as pessoas nos lugares certos e de determinar. José Dirceu, evidentemente, colocou Renato Duque na Diretoria de Serviços da Petrobrás e Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento, atendendo a pedido de José Janene. Repetiu o esquema do Mensalão. A responsabilidade de José Dirceu é evidente no Mensalão e na Lava Jato, como beneficiário. Não mais como partidário, mas para enriquecimento pessoal”, afirmou o procurador.

Para os principais líderes da oposição, as investigações aproximam-se cada vez mais de Lula, Dilma e o núcleo principal do partido do governo.

Comenta-se ter sido constatado um aumento na vazão do esgoto cloacal em São Bernardo do Campo, SP.

Seria algum mito?

Enio Meneghetti

Lula: “a gente sabe o que acontece lá dentro da Petrobrás”.

4 de agosto de 2015

Calhordagem explícita.

Como essa gente consegue falar tanta asneira?