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BOLSONARO QUER PAULO GUEDES  

5 de dezembro de 2017

 

Na última segunda feira, em seminário da revista Veja, Jair Bolsonaro surpreendeu ao antecipar que, se for eleito no ano que vem, seu provável ministro da Fazenda poderá ser o economista Paulo Guedes.

Registre-se que Bolsonaro tem tido a humildade de admitir não entender de economia.  Demonstra uma qualidade importante a quem queira ter sucesso na Administração Pública: reconhecer a obviedade de que é impossível saber sobre tudo, e por isso mesmo, a capacidade de saber assessorar –se é fundamental.

O economista Paulo Guedes é professor de macroeconomia da PUC e da FGV no Rio. Tem PhD pela Universidade de Chicago. Reconhecido como liberal e crítico da social democracia.

O blog do jornalista José Fucs, no Estadão, pinçou pensamentos de Paulo Guedes, alguns dos quais destacamos:

“A morte da velha política em 2017, sob a guilhotina da Lava-Jato, é o nosso mais importante episódio de aperfeiçoamento institucional desde a redemocratização e a convocação da Assembleia Constituinte.”

“Os corruptos destroem muito mais do que escolas e hospitais não construídos. Destroem também a crença da população nas instituições das modernas democracias liberais.”

“A classe política não representa mais o povo, e sim seus próprios interesses. E os empresários não criam mais riqueza, apenas dela se apropriam em negociatas com o poder político.”

“A Nova República morreu, porque manteve o Antigo Regime. Não fez a reforma da estrutura de Estado brasileiro.”

“O político que enriqueceu na vida pública e o empresário que tem muito poder político são aberrações de um capitalismo de Estado que degenerou para um capitalismo de quadrilha.”

“A concentração de poder político e recursos financeiros no governo federal, explica muito de nossa degeneração política.”

“O baixo crescimento e a corrupção sistêmica marcaram a transição do capitalismo de Estado do regime militar para um capitalismo de quadrilhas sob a obsoleta e despreparada social-democracia.”

“O Brasil é o paraíso dos rentistas e dos empresários escolhidos e o inferno dos trabalhadores, dos empreendedores e dos empresários que acreditam na economia de mercado.”

“Em 30 anos, a social democracia, dominante desde os anos 1980, não conseguiu fazer o que tinha que ser feito. A esquerda não tem coragem de enfrentar corretamente, tecnicamente, o problema. O que eles fazem? Aumentam os gastos até serem chamados a realidade.”

“A educação é libertadora e transforma vidas. É o maior fator de criação de riqueza.”

Soa como música!

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SUPREMO RETROCESSO

24 de outubro de 2017

Mesmo diante do quadro de criminalidade – em todos os níveis – que assola o país, o STF esta pretendendo revisar a posição que garante a prisão de condenados por crimes em segunda instância.

Esse avanço foi adotado pelo plenário de nossa Corte Superior em fevereiro de 2016 e confirmado em outubro do mesmo ano. O assunto pode voltar à pauta pela terceira vez, com grave risco de ocorrer um recuo.

Quem mais vem se destacando nas discussões a favor do retrocesso é o Ministro Gilmar Mendes, que ano passado votou a favor da possibilidade de execução da pena após condenação em segunda instância. Porém, desde maio passado, Gilmar vem se posicionando publicamente pela rediscussão do tema, seja em entrevistas ou em decisões proferidas.

Considerando que a última votação foi de seis a cinco a favor da prisão, há risco sério de retrocesso. A mudança de voto de Gilmar poderia inverter o resultado.  Embora se comente que Rosa Weber também inverteria seu voto, no sentido contrário ao de Gilmar, não se sabe a posição de Alexandre Moraes, substituto de Teori Zavascki – que foi favorável a prisão. Mas como Moraes vem se manifestando favoravelmente ao reexame do tema, pode-se concluir que …

A associação dos delegados de Polícia Federal já divulgou nota assinalando o “anseio da sociedade pela rápida conclusão dos processos e pelo fim da sensação de impunidade”.

Integrantes do Ministério Público Federal também já se manifestaram repetidas vezes, assinalando que uma revisão na posição do Supremo pode atrapalhar investigações e desestimular as colaborações com a Justiça de pessoas investigadas ou acusadas.

O juiz Sérgio Moro, em encontro com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, também revelou sua preocupação com uma eventual revisão da decisão da de 2016. “Eu não mudei”, respondeu Cármen Lucia.

Se ocorrer a demonstração explícita de divórcio com os anseios gerais por parte do STF, isso poderá trazer consequências imprevisíveis. A opinião pública já vem emitindo sinais de que não aguenta mais.

Vindo esse retrocesso, talvez o maior beneficiado seja… Jair Bolsonaro!

O descaso para com os anseios da população poderá turbinar os índices de uma candidatura que se manifesta-se publica e claramente pelo combate a bandidagem.