Archive for the ‘Impeachment’ Category
3 de janeiro de 2017

A Lava Jato terá momentos emocionantes em 2017. As inevitáveis revelações que virão nos depoimentos das delações premiadas dos setenta e sete executivos da Odebrecht, trarão choro e ranger de dentes.
Os detalhes, provas e novas denúncias, serão a sensação do noticiário dentro de bem pouco tempo.
Isso é bom, mas se pode antever uma bem azeitada máquina nos bastidores para tentar sabotar tudo que é feito por procuradores e juízes empenhados em desvendar os tempos de baixaria explícita que atravessamos.
Temos alguns poucos parlamentares que tentam equiparar esse jogo desproporcional. Com remédios como a implantação das Dez Medidas Contra a Corrupção, que teve o condão de tirar da toca mostrar o atrevimento dos que insistem em preservar a impunidade.
O que podemos fazer para conter a falta de vergonha proporcional ao desespero dos acuados? Acompanhar passo a passo a tentativa de reversão no Senado do conjunto das dez medidas, desfigurado no âmbito da Câmara Federal. O presidente da Comissão Especial, deputado Joaquim Passarinho e o relator das 10 medidas, deputado Onyx Lorenzoni, estão realizando esse trabalho silencioso nos bastidores do Senado Federal.
Chegará o momento decisivo onde a sociedade brasileira, vigilante, poderá usar a força da instantaneidade da comunicação. Que armas dispomos? Com um simples smartphone, pode-se instantaneamente interagir. Registrar a desconformidade e arrefecer o atrevimento dos corruptos. Essa é uma grande diferença entre os tempos que vivemos e iniciativas de combate à corrupção que outrora fracassaram e são constantemente lembradas, como a Operação Mãos Limpas, na Itália.
Se a população continuar mobilizada, o cerco aos corruptos trará resultados. Atualmente, em minutos se forma um ato de protesto. Em poucos dias, massas podem ser motivadas a se manifestarem maciçamente nas ruas. Esses fatos, mais a comunicação imediata com as redes dos corruptos, que sabem que terão dificuldade até para andar em locais públicos, como já tem acontecido, tem peso enorme.
As revelações da Odebrecht multiplicarão o tamanho da Lava Jato. Dos cerca de setenta delatores até agora, a investigação passará a contar com mais 77 executivos da Odebrecht que terão que entregar informações sobre pagamentos indevidos em cerca de 100 projetos espalhados pelo Brasil e mais 13 países.
Em 2017 os números da operações da PF baterão recordes. Entraremos no auge da apuração do maior escândalo de corrupção da história mundial. Não é pouca coisa. Já se contam 103 prisões temporárias, 79 prisões preventivas, 197 conduções coercitivas, 730 buscas e apreensões. Está sendo pedido o ressarcimento de R$ 38,1 bilhões aos cofres públicos.
A população precisará ter foco, paciência, sangue frio, persistência. Haverá de surgir alguém para coordenar os esforços contra as tentativas de acomodação. O ano de 2016 se foi e 2017 passará velozmente. 2018 será o ano em que, se nada for implantado em matéria de contenção legal ao que estamos assistindo, caberá ao povo fazer a reforma legalmente. Nas urnas.
A bandidagem sabe o que quer. Nós também.
Enio Meneghetti
Tags:acordo de leniência, corrupção, delação premiada, força tarefa, Joaqueim Passarinho, Lava Jato, Odebrecht, Onyx Lorenzoni, Operação Mãos Limpas, Sergio Moro
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27 de dezembro de 2016

Quem confirma é o presidente do PT, Rui Falcão.
Em entrevista ao Estadão Rui Falcão disse que a candidatura de Lula a presidente da República impediria seu julgamento e sua prisão. Segundo ele, uma vez colocado publicamente como candidato, qualquer atitude do Judiciário contra o “Amigo” – como é chamado nas planilhas de propina da Odebrecht – seria um caso de perseguição. Um absurdo.
Lula recebeu dinheiro sujo da Odebrecht e montou o maior esquema de suborno da História. Os valores envolvidos, revelados em manchetes diariamente, causam espanto em qualquer lugar no mundo. A Odebrecht comprou Lula para exercer tráfico de influência no Brasil e no exterior com dinheiro roubado da Petrobras.
Réu em cinco processos criminais, três são ações criminais da Operação Lava Jato. Um processo é decorrente da operação Janus e outro da operação Zelotes.
Responde por obstrução da Justiça em Brasília, acusado de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró. Réu em acusações por corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Suspeito do recebimento de 3,7 milhões de reais na forma do apartamento triplex do Guarujá. Pela contratação da empresa que armazenou seu acervo pessoal.
Também responde acusações por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e tráfico de influência na perante o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da décima vara federal em Brasília. A denúncia foi aceita contra Lula, seu sobrinho Taiguara dos Santos, Marcelo Odebrecht e mais oito pessoas. São acusados pelo MPF por fraudes envolvendo contratos do BNDES.
Em outro processo, Lula, seu filho Luiz Cláudio e dois empresários respondem por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em esquema apurado pela operação Zelotes.
Há inquéritos como o do sítio de Atibaia, pela utilização do Instituto Lula para recebimento de vantagens de empreiteiras, por utilizar sua empresa LILS no mesmo propósito. Pela tentativa de tomar posse como ministro de Dilma, obtendo foro privilegiado, o que configuraria obstrução de justiça.
A compra de um terreno onde seria o Instituto Lula e o aluguel – ou propriedade dissimulada – de um apartamento ao lado de onde ele reside em São Bernardo. Acusação da venda de MPs em seu governo para favorecer montadoras de automóveis. Acusações de tráfico de influência em negócios da Odebrecht financiados pelo BNDES no exterior.
Sua defesa nega tudo.
A tentativa de constranger a justiça revelada por Rui Falcão não é caso isolado. Nas audiências, seus advogados vem tentando confrontar o juiz Sergio Moro. A defesa de Lula também decidiu processar o procurador Deltan Dallagnol em um milhão de reais por cumprir sua obrigação.
As delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht e das dezenas de executivos da empresa, trarão muito mais.
Nem com golpe, Lula.
Enio Meneghetti
Tags:10 medidas, Amigo, candidatura Lula, corrupção, delação premiada, Denúncia Lava Jato, Golpe, Lula candidato, Odebrecht, Petrobrás, Petrolão, prisão de Lula, Propina, Rui Falcão, Sergio Moro, sitio atibaia, suborno, tráfico de influência, triplex, Zelotes
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13 de dezembro de 2016

Finalmente ficou escancarada a razão do papelão protagonizado na Câmara Federal no episódio da votação das 10 medidas semana passada. Também daquela manobra de Renan Calheiros, ao tentar aprovar goela abaixo dos senadores a morte das medidas contra a corrupção.
A revelação do conteúdo da delação do executivo Cláudio Mello Filho é apenas a primeira dentre os 77 executivos da Odebrech que vão dizer tudo o que sabem. Entre eles Marcelo Odebrecht, seu pai Emílio e executivos como Alexandrino Alencar.
Conforme Época de junho de 2015 já revelava, em março de 2013, Lula e Alexandrino embarcaram no aeroporto de Guarulhos com destino a Nigéria, Benin, Gana e Guiné Equatorial. Quatro meses depois dessa passagem de Lula pela África, a Odebrecht ganhou um contrato de uma obra de transporte com o governo ganês, contando com financiamento de US$ 200 milhões do BNDES. A revista publicou ainda um relatório da PF com entradas e as saídas do Brasil de Lula e do lobista Alexandrino, entre 2011 e 2015. Além de Cuba e Guiné Equatorial, ambos estiveram juntos no Panamá, Colômbia, Peru, Equador, Portugal, Angola e Gana.Obviamente, não foram a turismo.
Na iminência da prisão do filho Marcelo, o patriarca Emílio Odebrech cunhou aquela frase célebre: “Se prenderem o Marcelo, terão de arrumar mais três celas, uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma.” Donde se conclui que vai sobrar para dona Dilma também.
Cabe lembrar ainda, que Alexandrino Alencar era figura carimbada nos pagos rio-grandenses no quesito doações de campanha.
Faltará dinheiro para as campanhas eleitorais em 2018. Quem mais sofrerá com a escassez de verbas, serão justamente aqueles que tinham acesso aos corruptores.
Inevitavelmente circularão nas redes sociais as listas dos “em quem não votar”, compostas por nomes figurantes nas delações como suspeitos de terem sido abençoados com o dinheiro da corrupção. O resultado será um aumento exponencial de processos na célere e eficaz vara do juiz Sérgio Moro, na primeira instância em Curitiba, a partir de 31 de janeiro de 2019.
Sim, os processos do Petrolão, para quem não tem foro privilegiado ou perdê-lo, serão todos julgados em Curitiba.
Ainda há muita lama por vir. A delação vista neste final de semana em reportagem de mais de 40 minutos no Jornal Nacional, é apenas um trailer do que teremos pela frente.
As revelações serão devastadoras. Isso não é premonição. É constatação.
Enio Meneghetti
Tags:Alexandrino Alencar, Claúdio Mello Filho, delação premiada, delator, Emilio Odebrecht, Lava Jato, Lula, Marcelo Odebrecht, Medidas Contra A Corrupção, Odebrecht, Petrolão, Sergio Moro
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6 de dezembro de 2016

Os brasileiros voltaram às ruas no último domingo. Um dos principais alvos das manifestações foi o presidente do Senado, Renan Calheiros.
Mais uma vez ficou claro que a sociedade não aguenta mais conviver com tanta corrupção.
O apoio à Magistratura e ao Ministério Público nas manifestações demonstra bem o equívoco cometido na semana passada pela Câmara dos Deputados ao retalhar as medidas contra a corrupção anteriormente aprovadas.
A sociedade exige o combate à corrupção. Para isso são necessários instrumentos modernos de enfrentamento.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, além de ter tentado empurrar goela abaixo do plenário do Senado o pacote que os deputados desfiguraram, também teve topete de declarar que a maioria das medidas só poderia ser adotada no fascismo, e não no Estado Democrático de Direito.
Para ele, medidas como a do “Reportante do Bem” só seriam “defensáveis no fascismo e não no estado democrático de direito”.
Se Calheiros é contra, algo de muito bom elas devem ter…
O que Renan jamais dirá é que nos Estados Unidos, país que não é fascista, algo similar ao “Reportante do Bem” existe. Lá é chamado de Whistleblower.
O que Calheiros também jamais dirá é que a simples existência da figura legal de um programa de recompensas a quem apresente provas contra atos de corrupção, por si só, já inibiria em muito a audácia dos criminosos como estes tantos que estão sendo processados atualmente por juízes como estes que querem calar.
Uma das críticas que são feitas ao programa do “Reportante do Bem” seria justamente pelo fato de que ele prevê recompensa em dinheiro. É o ranço socialista arraigado na mente de muitos brasileiros. Tem gente que acha isso “feio”. Que enriqueceria os delatores.
E daí?
Se a conta for favorável e trouxer economia aos cofres públicos, qual o problema?
Por acaso não se viu o efeito positivo que as atuais delações premiadas trouxeram – e muito mais trarão – para elucidação e punição da infinidade de crimes praticados, como no âmbito da Petrobrás?
Por seu conhecimento das circunstâncias e dos indivíduos envolvidos, os denunciantes podem ajudar a identificar fraudes com antecedência muito maior do que pelas vias atuais. Isso minimizaria os prejuízos ao erário, e garantiria punição mais rápida e eficaz à corrupção.
Os prêmios ou recompensas só seriam pagos aos delatores que apresentassem informações precisas que levassem à recuperação ou que evitassem desvios devidamente comprovados. Qual o problema de recompensá-los pecuniariamente, lembrando ainda que o simples fato de tal probabilidade existir, já reduziria drasticamente sua ocorrência. Nos EUA, a premiação pode ser de 10% e 30% do roubo evitado.
Renan Calheiros será sempre contra a existência de uma ferramenta legal como esta.
Enio Meneghetti
Tags:10 medidas, corrupção, Lava Jato, manifestações, MP, Onyx Lorenzoni, relator, Renan Calheiros, Reportante do Bem
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30 de novembro de 2016
Votar nominalmente e quase por unanimidade A FAVOR do projeto das 10 medidas contra a corrupção para depois retalhá-lo com emendas que o descaracterizaram, foi sim, GOLPE.
Golpe baixo.
Já que estamos falando em golpe baixo, vale mencionar também as baixarias ocorridas durante a sessão desta madrugada na Câmara.
Foi um marco de tristeza na história do parlamento assistir vaias e gritos de “Palhaço” ao relator, que podem ser ouvidas nitidamente nas imagens registradas.
Há vozes conhecidas. Ouça.
Aqui:
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/11/30/onyx-lorenzoni-e-vaiado-e-chamado-de-palhaco/
E aqui:
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/11/30/camara-injeta-vinganca-contra-juizes-e-procuradores-no-pacote-anticorrupcao/
Este é o teor da emenda da vingança:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1511923&filename=EMP+4/2016+%3D%3E+PL+4850/2016
E a lista de como votaram os deputados gaúchos. Os votos SIM ajudaram a aprovar a emenda da vingança.
| Rio Grande do Sul (RS) |
| Afonso Hamm |
PP |
PpPtbPsc |
Não |
| Afonso Motta |
PDT |
|
Sim |
| Alceu Moreira |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| Bohn Gass |
PT |
|
Sim |
| Cajar Nardes |
PR |
|
Não |
| Carlos Gomes |
PRB |
|
Sim |
| Covatti Filho |
PP |
PpPtbPsc |
Não |
| Danrlei de Deus Hinterholz |
PSD |
|
Não |
| Darcísio Perondi |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| Giovani Cherini |
PR |
|
Sim |
| Heitor Schuch |
PSB |
|
Não |
| Henrique Fontana |
PT |
|
Sim |
| Jerônimo Goergen |
PP |
PpPtbPsc |
Não |
| João Derly |
REDE |
|
Não |
| Jones Martins |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| José Fogaça |
PMDB |
PmdbPen |
Não |
| Jose Stédile |
PSB |
|
Não |
| Luis Carlos Heinze |
PP |
PpPtbPsc |
Sim |
| Luiz Carlos Busato |
PTB |
PpPtbPsc |
Não |
| Marco Maia |
PT |
|
Sim |
| Marcon |
PT |
|
Sim |
| Maria do Rosário |
PT |
|
Sim |
| Mauro Pereira |
PMDB |
PmdbPen |
Sim |
| Nelson Marchezan Junior |
PSDB |
|
Sim |
| Onyx Lorenzoni |
DEM |
|
Não |
| Paulo Pimenta |
PT |
|
Sim |
| Pepe Vargas |
PT |
|
Sim |
| Pompeo de Mattos |
PDT |
|
Sim |
| Renato Molling |
PP |
PpPtbPsc |
Sim |
| Sérgio Moraes |
PTB |
PpPtbPsc |
Sim |
| Total Rio Grande do Sul: 30 |
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/11/30/camara-sai-menor-desse-processo-diz-relator/
“Para o deputado Onyx Lorenzoni, a Câmara desperdiçou uma oportunidade de elevar sua estatura na votação do pacote de medidas anticorrupção. Preferiu rebaixar o pé-direito. “A câmara perdeu uma oportunidade de se reconciliar com a sociedade”, disse Onyx ao blog, na madrugada desta quarta-feira.
O deputado acrescentou: “O que é mais triste é que, entre a população e a corporação, a Câmara optou por olhar para dentro. Ficou com a corporação. Perdeu a chance de recuperar alguma credibilidade. Sai muito menor desse episódio. E os próximos meses serão muito ruins. O risco de abrir uma crise institucional entre Poderes é gigantesca. Judiciário e Ministério Público vão reagir.”
Para Onyx, as emendas que foram penduradas no pacote anticorrupção durante a madrugada “desfiguraram tudo.” Ele enfatizou: “Foi uma destruição.” O projeto seguirá para o Senado. E o relator receia que o texto fique ainda pior depois que passar pelo filtro do Senado.”
material do blog Josias de Souza.
Tags:como votaram os gaúchos, Golpe, Golpe baixo, Lava Jato, medidas anti corrupção, Medidas contra corrupção, Onyx Lorenzoni, relator, Sergio Moro
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1 de novembro de 2016

O julgamento do eleitor foi claro em relação ao que vem sendo revelado dia a dia no Brasil. A massa de desiludidos que não foi votar e a derrocada petista em todo o país, são fatos que não tem como ser dissociados.
Isto posto, podemos voltar a debruçar-nos sobre tudo aquilo que continua sendo apurado.
Finalmente, parece que o grande acordo da de delação da Odebrech que tem o patriarca Emílio e o ex presidente Marcelo, além de Alexandrino Alencar, será assinado. Se esse acordo fosse uma partida de futebol, Lula estaria na marca central neste momento, aguardando o apito do juiz.
O eixo central está delineado no documento que mostra o saldo da propina ainda tinha a receber da Odebrecht o “Italiano”, ou Antonio Palocci, R$ 6.000.000; o “Amigo”, ou Lula, R$ 23.000.000; e “Pós-Itália, ou Guido Mantega, R$ 50.000.000. Seus créditos eram liberados ao departamento de propinas da empreiteira em nome deles, como contas em correntes.
Esse esquema, que foi confirmado por Emilio Odebrecht na fase de negociações do grande documento que está em vias de ser assinado, já havia sido apontado por outros delatores.
Delcídio Amaral afirmou à Lava Jato que era Antonio Palocci o elo da cúpula petista encarregado de fazer a ponte com os empresários. Era ele e não José Dirceu o nome forte que alimentava as campanhas milionárias do PT. Este depoimento de Delcídio é recente e foi divulgado pelo Estadão. Mesmo depois de ejetado duas vezes dos ministérios petistas, Palocci, o “Italiano”, continuou sendo o interlocutor de Lula, segundo Delcídio.
O advogado de Palocci continua a negar que Antonio Palocci seja o “Italiano” das planilhas da Odebrecht, mesmo tendo sido tal apelido identificado por vários delatores da Odebrecht.
A partir do dia 21, em Curitiba, começam os interrogatórios de outros dez delatores que deverão confirmar isso. São daqueles depoimentos saborosos, que tão logo acontecem, imediatamente são liberados em vídeo e/ou áudio, eis que são públicos.
Com tudo isso pairando sobre suas cabeças, Lula e Dilma deram um exemplo de seu desapreço às instituições e à democracia liderando a turma que não compareceu às urnas ontem.
Aliás, isso poderia até encerrar a discussão sobre voto obrigatório no Brasil, que de obrigatório nunca teve nada, como dissemos muitas vezes e o mar de abstenções acaba de provar.
Enio Meneghetti
Tags:"Italiano", "Pós Italiano", Alexandrino Alencar, Amigo, delação premiada, Delcídio Amaral, Emilio Odebrech, José Dirceu, Lava Jato, Lula, Mantega, Marcel Odebrech, Odebrech, Palocci, Vaccari, Voto Obrigatório
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18 de outubro de 2016

Marcelo Odebrecht está querendo mais do que os delegados da Polícia Federal estão dispostos a conceder-lhe pelo seu acordo de delação.
Perdeu tempo valioso bravateando sua ojeriza a delatores. Agora dá sinais de estar chegando ao limite emocional. E a cada dia de vacilação, suas possíveis revelações perdem o valor, enquanto seus processos caminham com celeridade.
Quando finalmente resolveu considerar a hipótese de fazer um acordo, muitas das revelações que ele poderia ter negociado a peso de ouro já haviam sido decifradas pela força tarefa da Lava Jato. As siglas, códigos, apelidos, codinomes, frases cifradas, utilizados para manter em sigilo a identidade de políticos e personagens chave para o funcionamento da engrenagem criminosa, já haviam sido desvendados.
Tudo começou a andar mais rápido a partir da colaboração da secretária Maria Lúcia Tavares, que atuava no departamento de propinas da empreiteira. A ajuda dela teria sido fundamental para o deslinde do conteúdo dos celulares aprendidos de Marcelo Odebrecht.
Assim chegaram ao “Italiano”, codinome usado para identificar Antonio Palocci. O “Pós-Itália”, referente ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, a quem coube suceder a Palocci na missão de negociar os pagamentos de propina junto a Marcelo Odebrecht.
A defesa de Palocci nega que ele seja o “italiano” das planilhas. Alegam que ele nada tem a ver com dinheiro de propina. Em outras palavras, a defesa de Guido Mantega diz o mesmo.
O problema é que as negativas não batem com as revelações de vários delatores da Odebrecht que já firmaram seus acordos. Nestes, “Italiano”, “Pós-Itália” e o sugestivo apelido de “Amigo”, seriam mesmo Palocci, Mantega e Lula, numa referencia ao amistoso relacionamento pessoal entre o ex-presidente e o pai de Marcelo, Emilio Odebrech.
Segundo Procuradores da República, Lula está por trás da criação da empresa do sobrinho Taiguara, a Exergia Brasil. Lula o ajudou na captação de contratos com a Odebrecht, orientou-o sobre os negócios em Angola, apresentou-o ao mundo empresarial e oficial em visitas ao exterior.
No último ano do mandato de Lula, o BNDES aprovou oito contratos em favor da Odebrecht que, juntos, somaram US$ 350 milhões. As concessões continuaram nos anos seguintes, quando a empresa firmou outros 22 contratos que chegaram a US$ 2 bilhões.
Entre as provas, há e-mails trocados entre os envolvidos, fotos dos encontros de Lula e o sobrinho com empresários em Angola, registros da participação de Lula, em 2010, em uma reunião da Diretoria do BNDES, quando “por orientação do presidente Lula”, ficou decidido que o banco faria uma agenda de ações para o período de 2011 a 2014. “Lula deixou criadas as bases no BNDES para continuidade do esquema de favorecimento mediante financiamentos internacionais, a empresas ‘escolhidas’ para exportação de serviços a países da África e América Latina”, diz um dos documentos enviado à Justiça.
Lula foi denunciado por agir em favor da empreiteira aceitando remuneração por palestras e vantagens indiretas. Já a Exergia Brasil, empresa de Taiguara, teria feito pagamentos no interesse de Lula e familiares. Foram identificados mais de um milhão em saques diversos em dinheiro vivo, realizados pelos funcionários da Exergia.
Para quem lembra, há pouco mais de um ano, Emílio Odebrech teria dito:
“Se prenderem o Marcelo, terão de arrumar mais três celas: Uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma.”
A hora da confirmação parece estar chegando.
Enio Meneghetti
Tags:BNDES, Crime não Compensa, delação premiada, delator, Emilio Odebrech, Exergia, Lava Jato, Luciano Coutinho, Lula, Mantega, Marcelo Odebrech, Palocci, Taiguara
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11 de outubro de 2016

Nem bem concluídas as eleições municipais, mas já com o clima bem mais passível de ser interpretado, começam as projeções acerca da próxima eleição presidencial. Entre nomes cotados, Lula, Marina Silva, Aécio Neves, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, José Serra, Ronaldo Caiado, Henrique Meirelles. Mas não apenas estes.
Depois de Michel Temer declarar que não concorrerá a reeleição, Henrique Meirelles gostaria de recuperar a economia e ser presidente. Porém, se isso ocorrer, ninguém garante que Michel Temer não mude de ideia e resolva ele mesmo disputar a reeleição.
Lula, embora repetidamente “ameace” o país com sua candidatura, com os resultados obtidos pelo PT nas recentes eleições municipais, ficou claro que isso não passa de tática para poder vitimizar-se ao sofrer as sanções legais que seus inúmeros problemas em processos criminais inevitavelmente lhe trarão. Se insistir, com chances impossíveis de sucesso, submergirá frente a um vexame que enterrará de vez o “mito” que nunca foi. Além disso, mesmo que ainda não tenha sido condenado em segunda instância e preso até 2018, alguns de seus processos estarão em pleno julgamento justamente no ano da eleição. Se concorrer, seria a renúncia à possibilidade de fazer-se de vítima.
O PSDB tem Serra, Aécio e Alckimin- este último fortalecido após a vitória de João Dória Jr em São Paulo. Já cogita-se a realização de prévias. Com ou sem a escolha pelo voto dos filiados, como sempre o partido sairá dividido do processo de escolha. Já especula-se até que José Serra cogita filiar-se e concorrer pelo PMDB, se não for o nome escolhido.
Para embaralhar mais o processo, Marina Silva tentaria ser candidata a vice numa chapa com o PSDB. A pretensão teria causado frisson em integrantes da Rede. Cabe lembrar que embora Marina tenha apoiado o impeachment, o Senador Randolfe Rodrigues, nome de destaque em seu partido, foi repreendido por Marina por ter posição favorável a Dilma.
O PDT ensaia o lançamento de Ciro Gomes. Candidato de temperamento difícil, uma candidatura que tem tudo para não decolar.
Diante de tantas incertezas pairando sobre os antigos protagonistas PT e PSDB, além da fragilidade das demais candidaturas, é bem possível que um outsider possa ter força para ganhar a eleição.
Partido que apoiou o PSDB em várias disputas para presidência da República, o DEM quer ser protagonista em 2018.
Recém reeleito prefeito de Salvador com mais de 74% dos votos e provável candidato ao governo baiano, ACM Neto afirmou que o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) deverá entrar na disputa presidencial.
Caiado tem a seu favor um posicionamento que vai ao encontro da mensagem que veio das urnas no último dia 2 de outubro. Seu partido sempre fez a mais forte oposição ao PT e está passando incólume pelos escândalos que abalaram o país.
Será um pleito histórico, onde abre-se a possibilidade de um segundo turno sem partidos de esquerda.
Enio Meneghetti
Tags:Aécio, Alckimin, Caiado, Ciro Gomes, DEM, Eleições 2018, Eleições presidenciais, Lula, Marina, Meirelles, PMDB, PSDB, PT, REDE, Serra, sucessão, Temer
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4 de outubro de 2016

Artigo publicado no jornal ‘Correio de Cachoeirinha’ desta terça feira, 04.10.2016
A DERROCADA DO PT
Situações como aconteceram em Porto Alegre, São Paulo, São Bernardo neste domingo vão de encontro às “ameaças” de Lula cometer sua candidatura presidencial em 2018.
O PT está na lona. Nem Marcos Cláudio Lula da Silva, filho de Lula, conseguiu se eleger vereador em São Bernardo do Campo, berço político sindical do pai. Acossado por todos os lados, a situação de Lula é desesperadora.
Lula ensaia para a platéia a principal peça de teatro de todas as que representou ao longo da vida: transformar os processos criminais que o punirão em perseguição política. E a “ameaça” de candidatar-se faz parte da cena.
Os resultados eleitorais colhidos pelo PT demonstram bem o que aconteceria se Lula viesse cumprir a “ameaça”. Tomaria uma sova! Mas ele, espertalhão, não vai correr esse risco. Prefere continuar a fazer de conta que é “o cara”, expressão que alguns adotaram após uma infeliz piada de Obama.
Entre as novidades do repertório criminal de Lula, Alexandrino Alencar afirmou que Taiguara, seu sobrinho (de Lula), foi contratado pela empreiteira a pedido do tio.
A contratação foi relacionada a um financiamento do BNDES para a Odebrech construir uma hidrelétrica em Angola, obra que Taiguara fez para a empreiteira e recebeu 3,5 milhões de reais. Antes Taiguara era dono de uma pequena vidraçaria. Aí logo comprou cobertura, carrões e toda a gama de brinquedos que os novos ricos adoram ostentar quando ganham dinheiro fácil. De vidraceiro (nada contra a honrosa profissão), passou a empreiteiro internacional, com negócios na América Central e na África.
Façam o favor!
Já está mais do que comprovado que Lula fez tráfico de influência em favor da Odebrecht junto ao BNDES e a autoridades estrangeiras. O que está sendo avaliado é se, além de tráfico de influência, Lula será enquadrado também por corrupção.
Lula permitiu que Palocci rifasse o país, em seu nome. Não foi só a MP que beneficiaria a Odebrecht com incentivos fiscais. Foi uma sucessão de maracutaias com José Eduardo dos Santos, o ditador de Angola, amigo de Lula. Depois de ter assinado uma “declaração de parceria estratégica” com o modesto país africano, já foram encontrados registros de pagamento para o ditador JES. Concederam a Angola uma linha de crédito rotativo de R$ 1 bilhão, que rendeu a Palocci uma gorjeta de módicos R$ 50 milhões. Se escavarem os mihões de Palocci, encontrarão Lula no buraco. Anotem.
Não foram apenas os prejuízos causados ao BNDES. Não foi apenas o uso da estrutura das embaixadas, revelados naqueles telegramas conhecidos. Não é só o triplex. Não é só o sítio. Não é só Taiguara Rodrigues. Não foi só o prédio do Instituto. As revelações à caminho são muito maiores.
Duvida-se que se exporia ao ridículo de concorrer, mesmo que pudesse.
Em todo o caso, que venha!
Enio Meneghetti
Tags:crimes, Lula, Odebrecht, Palocci, Petrolão
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4 de outubro de 2016

Estou besta com a “estranheza” noticiada em tantos meios de comunicação sobre a grande quantidade de votos nulos, brancos e abstenções apresentada nas eleições do último domingo.
Ninguém “entende” de onde teriam vindo. Ó, dúvida cruel!
Ora, está na cara que é o eleitorado flutuante que outrora acreditava nas lorotas do PT, acrescido dos ingênuos que após o mensalão ainda insistiam em acreditar que Papai existe e chamava-se Lula.
O Petrolão trouxe-os à dura realidade.
Entre estes eleitores que abstiveram-se ou anularam os votos, não estão os cúmplices. Os cúmplices ainda votaram no PT.
Sim, quem ainda vota no PT não é mais eleitor, é cúmplice!
Essa turma que chama impeachment de golpe, das duas, uma: ou sofre de falta de inteligência crônica ou é isto mesmo: Cúmplice!
Porque só sofrendo de alguma grave alienação mental ou grave distúrbio para não ver o que essa gente fez e ainda está fazendo com o Brasil.
Ainda ontem vi o senhor deputado Henrique Fontana dizer na televisão que creditava a derrota acachapante sofrida por seu PT aos “golpistas” que atacam seu partido! Ora, quem é golpista, criminoso, são os políticos do PT já presos, outros processados e muitos em via de o serem. Mas é muita cara de pau vir a TV mentir dessa forma. Era ele que devia ter concorrido em Porto Alegre e vindo a TV dizer isso diariamente. Por que não o fez?
O resultado não podia ser outro. Uma enxurrada de votos nulos e brancos, acrescidos daqueles que tiveram até vergonha de dirigir-se até uma seção eleitoral presenciar a antevisão da derrota que era prevista após os vergonhosos escândalos protagonizados por seu partido, revelados diariamente.
E agora, qual o remédio para este país adoentado? Lamber as feridas, reparar os danos e administrar aos culpados aquele remédio amargo que está sendo aplicado em Curitiba.
A cadeia.
Enio Meneghetti
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