O Democratas sofreu todo o tipo de mutilação, sobreviveu e agora é o único partido que pode colher os frutos pelas suas posições.
O Democratas sofreu todo o tipo de mutilação, sobreviveu e agora é o único partido que pode colher os frutos pelas suas posições.
“O deputado Onyx Lorenzoni, sempre combativo e alerta às ameaças bolivarianas, acaba de publicar um ótimo vídeo que resume bem aquele que é o maior inimigo do Brasil: o Foro de São Paulo. Trata-se de uma união ideológica e partidária de grupos radicais de esquerda da América Latina, incluindo ditaduras e guerrilheiros, que tem responsabilidade direta pela guinada do continente à esquerda autoritária, colocando os interesses nacionais abaixo desta ideologia nefasta.” Vejam:
Rodrigo Constantino – Veja on line
Tags: Foro de SP, Onyx Lorenzoni
A desocupação da carceragem da PF em Curitiba não deixava dúvidas que aconteceriam novas prisões.
– Ainda há lugares disponíveis.
foto: Folha SP
A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta feira, 27 de março, Dário Queiroz Galvão (foto), sócio da Galvão Engenharia.
Réu em uma ação penal originada pela operação Lava Jato, Galvão é acusado de pagar propina a políticos e executivos da Petrobras por facilidades em contratos da estatal. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa dele.
Na decisão do juiz Sergio Moro, ele argumentou que depoimentos como o do operador Shinko Nakandakari, apontaram Dario Galvão como o “mandante” de crimes praticados pela empresa, como corrupção e lavagem de dinheiro. Shinko Nakandakari afirmou em depoimento que era do empresário a decisão final sobre os valores de propina pagos a executivos da Petrobrás.
Como provas, o magistrado menciona que há contratos firmados entre a Galvão e uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef. A investigação também apontou o pagamento por serviços que nunca existiram, simulados para lavar dinheiro.
Segundo o juiz, os valores somam R$ 4,1 milhões. Outras notas fiscais mostram pagamentos em um total de R$ 1,3 milhão para a empresa de Alberto Youssef.
No Rio de Janeiro foi preso o operador Guilherme Esteves de Jesus. Ele é um dos onze operadores investigados na operação My Way, e investigado de pagar propina para o estaleiro Jurong, segundo apontou em delação premiada o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco. Guilherme teria transferido 8,2 milhões reais por meio de offshores para Barusco, para o Renato Duque, para o ex-presidente da Sete Brasil João Ferraz e para Eduardo Musa, ex-diretor de Participações da Sete Brasil.
A decisão do juiz federal Sérgio Moro baseou-se nas delações de Barusco, de Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa em confessaram ter recebido propina da Galvão Engenharia.
A Galvão Engenharia entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio nesta semana. O objetivo do procedimento, em que fornecedores e credores deixam de ser pagos, é evitar a falência.
Pela assessoria de imprensa, o Grupo Galvão informou que Dario Teixeira é presidente da Galvão Participações, controladora do Grupo Galvão, e a Galvão Engenharia, empresa do grupo, não se manifestará sobre o assunto.
“a ordem de transferir os presos da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para um presídio, dá a impressão que precisarão das dependências para novos inquilinos. É só aguardar.”
Com números negativos inéditos desde o impeachment de Fernando Collor, Dilma Rousseff sabe que precisa tomar medidas impopulares para salvar a economia.
Fazer como o antecessor, que tomava medidas populistas frente às dificuldades, estimulando o consumo via endividamento das classes populares, para que tudo permanecesse uma marolinha, não dá mais. O dinheiro acabou. E a hora de pagar aquela conta chegou.
Para minimizar o impacto da crise de 2008 sobre a economia, o governo sacrificou as contas públicas. Esse é o misterioso “modelo que esgotou-se” mencionado por ela.
Dilma precisa agir, mas tem dificuldades. Sem apoio popular, sua base no Congresso se esfacela. Não tendo nada para oferecer a sua base aliada, pois os meios para distribuição de benesses estão esgotados, fica mais difícil a aprovação de medidas pelo Congresso. Sem aprovação de medidas, a crise fica pior. Com a aprovação, o arrocho que se seguirá a tornara ainda mais impopular. É um círculo de fogo.
Além disso, a Operação Lava Jato e os escândalos estão na ordem do dia, tão populares quanto a novela das oito.
Quanto aos problemas policiais, Dilma tem se feito de boazinha: “Nós temos obrigação de respeitar a democracia. E como é que é a democracia? Direito de todos falarem, todos se manifestarem, porém também direito a todos serem ouvidos. Por isso, eu peço tolerância e peço uma outra questão: diálogo. Porque o diálogo implica que a gente olhe o próximo, aquele com quem nós dialogamos, como uma pessoa igual a nós, que a gente tenha a humildade de nos colocar a nível de todos e não nos acharmos nem melhor, nem pior que ninguém”.
Mas ela não pretende tolerar quem lhe ataca. Já tentou um golpe mortal no Judiciário em seu Decretão Anticorrupção. Tenta passar para a CGU, que é subordinada a ela, a competência exclusiva de firmar acordos de delação das empresas via acordo de leniência. Quer legalizar uma ilegalidade.
Enquanto isso, a ordem de transferir os presos da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para um presídio dá a impressão que precisarão das dependências para novos inquilinos. É só aguardar.
Arrisco duas iniciais: D e V.
“Foram beneficiados: o Diretório Nacional, o Diretório da Bahia, o Diretório Municipal de Porto Alegre e o Diretório Municipal de São Paulo.
Os pagamentos foram prioritariamente para o PT nacional, com liberações mensais.”
O delator Augusto Mendonça, do grupo Setal, entregou à Justiça Federal os recibos de doações partidárias e eleitorais feitas por suas empresas para o PT entre 2008 e 2012 como forma de ocultar dinheiro de propina desviado da Petrobrás.
O tesoureiro petista, João Vaccari Neto, e o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque – preso pela segunda vez há uma semana, na décima fase da Operação Lava Jato – teriam sido as peças centrais da lavagem de dinheiro, que transformava recursos ilegais em legais dentro do sistema oficial de repasses para partidos e campanhas.
Os documentos foram anexados à denuncia criminal aceita nesta segunda feira, 23, pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Lava Jato -, contra Duque, Vaccari, o lobista Adir Assad, e outras 24 pessoas.
No material estão quatro recibos emitidos pelo PT de doações para o Diretório Nacional do partido de R$ 500 mil, em 2010. O valor repassado em 7 de abril, quando era dada a largada para a campanha da presidente Dilma Rousseff, foi o mais alto doado dentro de uma lista de 24 repasses partidários e de campanha listados pelo delator.
São quatro recibos, com números sequenciais, datados de 7 de abril de 2010. Três com valores de R$ 150 mil e um de R$ 50 mil.
Recibos de doação
– R$ 50 mil da PEM Engenharia para o PT, do dia 7 de abril de 2010;
– Recibo de doação de R$ 150 mil da PEM para o PT, do dia 7 de abril de 2010 / Reproduções
A denúncia sustenta que R$ 4,26 milhões desviados de duas obras de refinarias – Repar no Paran´pa e Replan, em Paulínia – foram parar nas contas de diretórios do PT, entre 2008 e 2012.
Foram beneficiados: o Diretório Nacional, o Diretório da Bahia, o Diretório Municipal de Porto Alegre e o Diretório Municipal de São Paulo. Os pagamentos foram prioritariamente para o PT nacional, com liberações mensais.
Por meio de quatro empresas de Mendonça foram feitas 24 doações eleitorais para o PT. Primeiro executivo a fazer delação com a Lava Jato, em 2014, Mendonça confessou que pagou propinas “acertadas com Renato Duque” em forma de doações.
“Houve 24 doações eleitorais feitas ao longo de 18 meses por empresas vinculadas ao grupo Setal para pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores. Essas doações eleitorais foram feitas a pedido de Renato Duque e eram descontadas da propina devida à diretoria de Serviços”, declarou o procurador.
“João Vaccari indicava as contas dos diretórios, onde deveriam ser feitos esses depósitos”, sustenta o MPF.
“Temos evidência de que João Vaccari Neto tinha consciência de que esses pagamentos eram feitos a título de propina, porque ele se reunia com regularidade com Renato Duque para acertar valores devidos”, explicou o procurador.
Veja tabela que integra denúncia do MPF contra Duque e Vaccari
Delações. O empresário e operador de propinas Augusto Mendonça afirmou à Lava Jato que fez “supostas ‘doações’, que eram pagamentos de propina, a pedido de Renato Duque e com o auxílio de João Vaccari”.
“Cada pagamento era deduzido do montante de propina devido. O momento das propinas e os valores eram indicados por Renato Duque, enquanto as contas e Diretórios do PT que recebiam os pagamentos eram indicados por João Vaccari”.
“A vinculação entre as doações políticas e os pagamentos feitos pela Petrobrás aos Consórcios Interpar e Intercom pode ser comprovada pela comparação entre as datas em que a Petrobrás pagou os consórcios e as datas, subsequentes, em que empresas controladas por Augusto Mendonça promoveram a transferência de propina disfarçada de doações oficiais para partido político”, sustenta a denúncia do MPF.
Os consórcios Interpar e Intercom são formados pela Mendes Jr, MPE e SOG e atuaram em obras da Repar e Replan.
O tesoureiro foi denunciado por corrupção passiva – por conta dos desvios em obra da Petrobrás – e lavagem de dinheiro – por causa das doações partidárias.
Vaccari e Duque e outros 25 denunciados são apontados no desvio de R$ 136 milhões em quatro obras: na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, na Refinaria de Paulínia (Replan), no Gasoduto Pilar-Ipojuca (Alagoas-Pernambuco) e no Gasoduto Urucu-Coari (Amazonas).
O que diz a defesa:
“São Paulo, 23 de Março de 2015 – A respeito dos fatos veiculados hoje, a Secretaria de Finanças do Partido dos Trabalhadores gostaria de esclarecer o seguinte:
O secretário João Vaccari Neto não participou de nenhum esquema para recebimento de propina ou de recursos de origem ilegal destinados ao PT. Ressaltamos que o secretário Vaccari não ocupava o cargo de tesoureiro do PT no período citado pelos procuradores na ação aceita pela Justiça, uma vez que ele assumiu essa posição apenas em fevereiro de 2010.
O secretário Vaccari repudia as referências feitas por delatores a seu respeito, pois as mesmas não correspondem à verdade. Ele não recebeu ou solicitou qualquer contribuição de origem ilícita destinada ao PT, pois as doações realizadas por empresas legalmente estabelecidas foram efetuadas por meio de depósitos bancários, com toda a transparência e com a devida prestação de contas às autoridades competentes, observando sempre os parâmetros da legislação eleitoral.
O secretário Vaccari permanece à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários, como sempre esteve desde o início dessa investigação. E reitera que apresentará sua defesa demonstrando que as acusações que pesam contra ele não são verdadeiras.
Assessoria de Imprensa do PT Nacional”
Duque, por meio de seu advogado, Alexandre Lopes, também nega enfaticamente envolvimento com o esquema de propinas na estatal.
De reportagem do Estadão, por Por Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt – editada pelo blog.
Em 2010, o TCU recomendou que o Congresso bloqueasse as verbas para as obras da REPAR, repletas de irregularidades.
Lula, com uma canetada, passou por cima do TCU e liberou o dinheiro.
Ontem, um dos delatores da Lava Jato, Julio Camargo, representante da Toyo Setal, prestou depoimento em Curitiba. Ele afirmou que o pagamento de propina na Petrobras era “a regra do jogo” e que ele próprio depositou R$ 12 milhões nas contas “do doutor Renato Duque e do doutor Pedro Barusco” para vencer o contrato da refinaria de Araucária (REPAR).
“Em 2010, o Congresso Nacional aprovou a recomendação do TCU para suspender o repasse de verbas, mas Lula usou seu direito de veto e retirou os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas.
Em 12 de março de 2010, Lula foi a Araucária para inaugurar parte das novas instalações e defendeu o veto. “não vamos deixar que trabalhadores fiquem desempregados porque alguém suspeita que alguma coisa está acontecendo.”
A revista Istoé desta semana tem uma novidade importante sobre o assunto, baseada em documentos da Lava Jato.
Lula desbloqueou o dinheiro para a REPAR em 27 de janeiro de 2010.
Exatamente no mesmo dia, Júlio Camargo desbloqueou o dinheiro da propina para o PT e depositou uma parcela de 350 mil reais na conta do partido, em nome da SOG Óleo e Gás.
A canetada de Lula é valiosa.
Os documentos da Lava Jato sobre a canetada de Lula:
De artigo de O Antagonista – Editado pelo blog.
Esse é o cara.
Em apenas 2:30 segundos este vídeo diz mais que dezenas de artigos e análises sobre os problemas que estamos atravessando.
Merece ser divulgado ao mundo.
RENATO DUQUE:
Com o depoimento de Renato Duque à CPI da Petrobrás nesta quinta feira, o PT começa a tremer na base.
Mesmo que Duque se recuse a dizer muito em seu depoimento de hoje na CPI da Petrobrás, há fartura de provas contra ele.
Desde testemunhais até pilhas de documentos apreendidos em um cômodo secreto em sua casa.
Sem falar no flagra da transferência de 70 milhões de euros da Suiça para Mônaco. Sua situação ficou delicadíssima, a ponto de, agora, dificilmente outro pedido do padrinho para soltá-lo surtirá efeito.
JOÃO VACCARI NETO:
Situação igualmente delicada, é a de João Vaccari Neto, Tesoureiro do PT.
Já indiciado, o governo e o próprio PT pressionaram o tesoureiro a deixar o cargo. Ele se recusou. Mas em off, dirigentes do partido confidenciam que sua situação é insustentável.
Vaccari foi apontado pelo doleiro Alberto Youssef, por Paulo Roberto Costa e por Pedro Barusco como responsável por receber a propina em nome do PT.
Barusco afirmou que o petista recebeu aproximadamente 50 milhões de dólares desviados entre 2003 e 20013.
João Vaccari Neto é alvo preferencial.
JOSÉ DIRCEU:
José Dirceu é outro que está com sua situação complicada. Atualmente em prisão domiciliar, o ex Chefe da Casa Civil de Lula recebeu através de sua empresa JD Consultoria, cerca de R$ 1,5 milhão da JAMP Engenheiros Associados, de Milton Pascowitch. Foram dois pagamentos, nos anos de 2011 e 2012.
Gerson Almada, vice presidente da Engevix e um dos empreiteiros que permanecem presos, revelou que pagava entre 0,5 a 1% para Pascovitch gerenciar seu relacionamento com o PT e para obter bom trânsito de seus contratos na Petrobrás.
Veja aos 20 minutos em diante, o vídeo a seguir:
MILTON PASCOWITCH:
Milton Pascowitch foi apontado como operador financeiro da Engevix, responsável por transferências pela offshore MPJ International Group, nos Estados Unidos para a conta Aquarius, de Pedro Barusco.
A JAMP de Milton Pascowitch efetuou dois pagamentos para a consultoria de José Dirceu, em 2011 e 2012 e estão nos relatórios de Receita Federal que fazem parte do inquérito que apura a participação de Dirceu na Lava Jato.
Agora, o que pode ser o Fiat Elba de Dilma foi revelado pela Folha de São Paulo
(texto da Folha SP, grifos do blog):
“Um documento entregue a investigadores holandeses fortalece o depoimento do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco de que a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 recebeu US$ 300 mil da empresa SBM Offshore, acusada de pagar propina para obter contratos no Brasil.
No dia 7 de setembro de 2010, a menos de um mês do primeiro turno eleitoral, a SBM, com sede na Holanda, assinou um “adendo” de duas páginas ao contrato que mantinha desde 1999 com o brasileiro Júlio Faerman, então representante da firma no país.
Ele é apontado como distribuidor de propinas em troca de vantagem na Petrobras.
Esse aditivo, entregue pela SBM ao Ministério Público holandês, estipula a parcela única de US$ 311,5 mil a ser paga à Faercom Energia Ltda, empresa de Faerman, que assina como diretor
Segundo os papéis, o valor se refere a “certos serviços adicionais” relacionados ao projeto da plataforma da Petrobras no campo de Cachalote, no litoral sul do Espírito Santo, tocado pela holandesa.
A SBM informou às autoridades que transferiu o dinheiro no dia 5 de novembro daquele ano para uma conta no banco Safra, na Suíça, em nome da empresa Bien Faire, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal.
A companhia é uma das seis controladas por Faerman em paraísos fiscais e que foram usadas para operações de repasse de propina a funcionários da Petrobras, segundo investigações internas da SBM e de autoridades holandesas.
A SBM Offshore diz ter pago US$139 milhões a Faerman pelos serviços prestados até o ano de 2012. Ao todo, os contratos da empresa, ligados a oito plataformas da Petrobrás, somam US$ 27 bilhões.
O lobista recebia de 3% a 10% de comissão da SBM em cima dos contratos.
A CGU (Controladoria-Geral da União) e o TCU (Tribunal de Contas da União) também abriram apuração e encontraram indícios de irregularidades.
(…)
Na delação ao Ministério Público, Barusco afirmou que o ex-diretor Renato Duque “solicitou ao representante da SBM, Júlio Faerman, a quantia de US$ 300 mil a título de reforço de campanha durante as eleições de 2010”.
Na terça feira (10), o ex-gerente deu a mesma versão à CPI da Petrobrás: “Em 2010, foi solicitado à SBM um patrocínio de campanha, mas não foi dado por eles diretamente. Eu recebi o dinheiro e repassei (…) para o Vaccari.”
A legislação eleitoral brasileira proíbe que empresas estrangeiras doem dinheiro para campanhas eleitorais.
A pena é a cassação do mandato.
É mole?
E a dona Dilma vai a TV nesta quarta feira apresentar pacote contra a corrupção.
Faça-me o favor!
Pesquisa Datafolha mostra que 62% avaliam o governo Dilma como ruim ou péssimo.
Pois e não é que, dentro das circunstâncias, ela até que se saiu bem?
Os números certamente cairão mais. A divulgação da sucessão de escândalos deve aumentar muito. As notícias negativas serão cada vez mais divulgadas, à medida que a mídia patrocinada não terá como deixar de adequar a linha editorial ao clamor das ruas, em que pese o maciço investimento governamental em propaganda. Afinal, o que é aquele comercial da Petrobrás, exibido já há mais de trinta dias em horário nobre, elencando virtudes que foram amputadas da maior estatal do país?
Os números do Datafolha podem deixar dúvidas, já que a avaliação do público contabilizado pelo instituto como presente no ato ocorrido em São Paulo, tenha sido flagrantemente inferior à avaliação da Polícia Militar daquele estado.
Sem falar no que as imagens evento evento mostraram: o maior público jamais visto em manifestações naquele local.
De qualquer modo, desde os momentos finais do governo Collor, não se via uma taxa de reprovação tão elevada de um presidente.
Os números de rejeição de Dilma devem subir.
A próxima manifestação, marcada para o domingo de 12 de abril deverá ter um público ainda maior.
Isso dever-se-á ao sucesso da manifestação de 15 de março e ao fim do temor, que afastou muitas pessoas do evento do último domingo. Esse temor foi deliberadamente explorado pelos MAVs (Militância em Ambiente Virtual) a serviço do governo, para desestimula a participação popular.
A partir das ações dos MAVs, até uma imaginária possível presença de black blocks foi aventada. Além da possibilidade de quebra-quebra e depredações. Até instruções de como agir – sentar-se e tocar apitos) foi divulgada como precaução.
É claro que uma expectativa como essa afastou muitas pessoas.