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Incoerência: mesmo ato a favor da Petrobrás e da Dilma?

13 de março de 2015

Como é possível alguém “defender” a Petrobrás e o governo Dilma ao mesmo tempo?

lulopetismo iniciou a destruição da estatal desde que assumiram o poder, via contratos superfaturados e propinas milionárias.

E tudo seguiu da mesma forma no governo Dilma, quando a companhia teve o preço de suas ações derrubado para a bacia das almas, devido às múltiplas irregularidades (para usar uma expressão light) praticadas pela administração petista na estatal, já sobejamente identificadas.

A ponto de nenhuma auditoria do mundo querer atestar a veracidade dos números constantes de uma versão de seu balanço.

O PT, antiprivatista, incoerente, foi além de uma simples privatização da estatal.

Expropriou-a até os ossos.

E agora “entidades sindicais” e “movimentos sociais” vem para as ruas, em movimentos CHAPA-BRANCA, apoiar o governo que DESTRUIU a maior empresa do Brasil e uma das grandes petrolíferas do mundo, de tanto saqueá-la no maior escândalo em volume de dinheiro roubado no Brasil e talvez no mundo inteiro. 

São manifestantes apenas mal informados ou são mal intencionados mesmo? 

Cerca de 9 mil pessoas participaram do ato na avenida Paulista. Manifestantes da CUT e do MST usavam adesivos e frases como “Petrobras é do povo!” e “Dilma fica”. Matéria do Valor Econômico apurou que estavam sendo pagos à razão de R$ 35,00 por pessoa… Nenhuma surpresa. Veja:

http://www.valor.com.br/politica/3952318/manifestantes-recebem-r-35-para-ir-ato-favor-de-dilma-em-sp

Coisas de nosso Brasil.

13mar2015---13mar2015---manifestantes-ergue-banner-em-que-se-pode-ler-em-defesa-da-democracia-dilma-fica-durante-ato-organizado-pela-cut-central-unica-de-trabalhadores INCOERÊNCIA

Dilma governo da mentira

 

Acidente grave em estrada bloqueada pelo MST

12 de março de 2015

Manifestantes do MST bloquearam trecho da BR 101 em Sergipe, a 29 km de Aracajú na manhã desta quarta feira.

Segundo a PRF uma carreta carregada de adubo não conseguiu parar e ocasionou uma explosão após o engavetamento com sete carros que estavam parados na rodovia devido ao bloqueio. Dois adultos e uma criança morreram no acidente.

 

 

João Pedro Stédile, confirma que as manifestações do MST continuarão.

– Nós vamos fazer protestos em favor da Petrobras e também pelas causas do nosso movimento –  disse Stédile ao em um programa da TV Brasil.

– As ruas são democráticas. As ruas são a única forma de o povo se politizar. Eu não vejo problema em que a direita chame manifestações, desde que respeite as nossas – completou o lider do MST.

Stédile foi instigado publicamente por Lula, que em outra manifestação em “defesa” da Petrobrás fez uma ameaça explícita aos que são contrários aos desmandos do atual governo. Lula disse que também “sabia brigar”, sobretudo quando o Stédile colocasse “o exército dele” nas ruas.

Sem dúvida não é coincidência o MST vir as ruas às vésperas das manifestações pelo impeachment de Dilma, programadas para acontecerem neste domingo, 15 de março.

Depois do panelaço ocorrido durante o patético pronunciamento presidencial de domingo, seguidos das  vaias que Dilma recebeu na terça feira, em uma Feira de Construção no Anhembí , aumentou o desespero de criador e criatura. Só mesmo o desespero pode explicar a atitude irresponsável de um ex presidente, ao conclamar tropas paramilitares de Sem Terra para intimidar os contrários ao governo do PT.

Motivos para desespero não faltam: nesta quarta feira saiu pesquisa revelando o tamanho do estrago. A  aprovação de Dilma, que após as mentiras eleitorais eram de 47%, despencaram para assustadores  7%, aqueles que consideraram o atual governo “bom” ou “ótimo”. Creio que só os CCs do governo atingem esse número…

Isso acontece menos de 24 horas após o depoimento devastador do réu Pedro Barusco à CPI da Petrobrás, onde o mesmo confirmou ao vivo e a cores que a corrupção institucionalizada na estatal iniciou em “2003, 2004” no governo Lula.

O MST, portanto, deverá continuar paralisando estradas, causando transtornos, destruindo pesquisas.  Não vai adiantar nada, mas isto deverá continuar até que outra tragédia como a de hoje aconteça. E como a de hoje, esta poderá ser creditada a quem convocou o exército de Stédile: Lula.

 

Sobre o pedido do Dias Toffoli, não vais te manifestar, OAB?

11 de março de 2015
Vejam abaixo a pífia Nota Oficial da OAB/RS sobre “as manifestações e clamores” que ocorrem.
Sobre o pedido do Dias Toffoli para julgar os réus da Lavajato, não vais te manifestar, OAB?
OAB diz apenas o óbvio. O mesmo que não ter dito nada, pois escreveram nada além do que é sua obrigação.
A OAB está deixando a desejar já há um bom tempo.
Há um mar de inconstitucionalidades neste governo e a OAB não faz nada, não se manifesta.
O governo decide sozinho pelos perdões de dívidas e concede empréstimos internacionais que não passaram pelo Congresso, conforme dispõe a Constituição Brasileira e nenhuma seção da OAB fez NADA, nem diz NADA em nome da (como é mesmo?) ” defesa intransigente da Constituição, da ordem jurídica, do Estado Democrático de Direito”, conforme diz a notinha abaixo.
Senhora OAB, nossa Constituição, traz em seu ARTIGO 49: … ” É de competência EXCLUSIVA do Congresso Nacional: “ – EXCLUSIVA – atenção para a palavrinha –  ÍTEM 1 – “resolver definitivamente sobre TRATADOS, ACORDOS, ou ATOS INTERNACIONAIS que acarretem ENCARGOS ou COMPROMISSOS GRAVOSOS ao Patrimônio Nacional … (…)”  
Então, senhora OAB, se a sra. está se colocando, como diz textualmente em sua nota, “na defesa intransigente da Constituição, da ordem jurídica, do Estado Democrático de Direito” , está esperando o que para somar-se aos pedidos de abertura da CAIXA PRETA do BNDES que enviou toneladas de dinheiro para o exterior sem anuência obrigatória do Congresso?
E os Conselhos Populares de dona Dilma? Diga algo, sra. OAB.
E aquela heresia contábil aprovada em dezembro, o “superavit negativo”, para fechar as contas do governo sem que a presidente resvalasse em crime de responsabilidade? Não lembro de nenhuma “notinha” da OAB à respeito.
Então, senhores “operadores das OABs”, nos poupem, ok?
Se não querem ajudar, pelo menos não atrapalhem. E deixem de fazer pose com notinhas como esta abaixo, que são tão inúteis quanto a fala da Dilma no domingo.
Que tal um panelaço?
Segue a inócua nota da   OAB/RS

 

NOTA OFICIAL

 
Ordem dos Advogados do Brasil
Seccional Rio Grande do Sul

 

Diante das manifestações e clamores que ocorrem no País, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS) vem a público reiterar a sua firme posição na defesa intransigente da Constituição, da ordem jurídica, do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e da justiça social.

 

Reforça o direito constitucional da cidadania à liberdade de expressão e que todos os manifestantes o façam de modo pacífico, no respeito às liberdades individuais, ao patrimônio público e privado, resguardando-se e repelindo atos de vandalismo e violência.

 

Na mesma linha, lembra que as autoridades devem respeitar o direito constitucional de livre manifestação, coibindo, no âmbito de suas prerrogativas, o uso de força policial que põe em risco a integridade física e a vida das pessoas.

 

Defende o efetivo cumprimento da Constituição da República por todos os brasileiros, independentemente de condição social ou econômica.

 

Para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária é necessário preservar e fortalecer um dos fundamentos da República Federativa do Brasil: a democracia.

 

Diretoria da OAB/RS 

http://www.oabrs.org.br/noticias/nota-oficial/17439

http://www.eniomeneghetti.com

Empréstimos Ilegais

Demagogia explícita

11 de março de 2015

Demagogia explícita

 

Em seu patético discurso no domingo à noite, Dilma Roussef tentou passar uma versão absolutamente falsa da realidade. Para ela, tudo o que acontece agora é apenas temporário, com recuperação já “- no final do segundo semestre”. 

 

A reação do governo às manifestações populares ocorridas durante a fala presidencial seguiu a mesma linha de falsidade. Cometer o ridículo de acusar de serem “financiadas pela oposição” as manifestações espontâneas de vaias e panelaços nas janelas e varandas de várias cidades brasileiras, eleva o nível de descaramento a níveis preocupantes. A destrambelhada reação governista só serviu mesmo para ampliar a promoção do mega evento de protesto programado para o domingo, dia 15 de março.

Dilma abusou da demagogia, prometendo novos rumos dizendo nada e coisa nenhuma de concreto. O momento crítico, que já havia sido previsto muitas vezes e há bastante tempo, de forma recorrente, continua sendo negado pela governanta.

 

A tempestade chegou e está aí, com o agravante de uma crise institucional com denúncias perigosamente próximas de Dilma e Lula.

 

Com o governo desmoralizado e uma lista de membros da Base Aliada no Legislativo a serem investigados pelo STF, o povo protesta contra o desgoverno que se apossou do Brasil.

Dilma jamais terá a humildade de reconhecer seus erros. O povo está farto e o governo sabe disso. As pesquisas de opinião recebidas pelo Planalto já apontam os recordes de insatisfação popular.  

Na fala presidencial, não faltaram, como sempre, ataques à imprensa – “noticiários confundem mais do que esclarecem”.

Ela negou a crise econômica – “nem de longe estamos vivendo a crise que dizem alguns”.

Fez de conta que não existiram os cortes em direitos trabalhistas e aumento de impostos  – “de maneira justa e suportável para todos”.

Tudo isso para dizer que a conta do descalabro que criou agora é nossa, do contribuinte, da dona de casa e do trabalhador.

– Sobre a lista do Petrolão e da investigação contra a sua campanha? Nada. 

– Sobre o colapso energético e a iminência de pagão? Nada.

– Sobre a inflação fora de controle? Nada.

– Sobre queda de consumo e desemprego? Nada.

– Sobre ameaça óbvia de recessão? Nada.

– Sobre a destruição da Petrobras (e sabe-se lá do que mais) para adquirir maioria no Congresso Nacional e financiar campanhas eleitorais da Base Aliada? Nada.

– Sobre os empréstimos sigilosos e inconstitucionais, feitos pelo governo brasileiro a Cuba, Angola e demais países, via BNDES, numa caixa preta que quando for aberta revelará um escândalo muito maior que Mensalão, Petrolão, Eletrolão?Nada.

– Sobre a tentativa de barrar novas delações premiadas via TCU e/ou seu Ministro da Justiça, como as de Ricardo Pessoa – líder do cartel de empreiteiras ou do presidente da Camargo Correa, Dalton Aavancini, que pretende mostrar que a empreiteira pagou R$ 900 mil ao ex ministro José Dirceu, em abril de 2010, à título de “consultoria” e revelar a propina pagas como pedágio para entrar nas obras da Usina Hidroelétrica de Belo Monte?* Nada.   *VEJA – 11.03.2015- pg 57

Nem parecia aquela Dilma que teve que aprovar a “Lei do Calote”, em dezembro de 2014, obra prima da contabilidade criativa, que criou o “superávit negativo”, para evitar que ela fosse punida por crime de responsabilidade, por ter gasto mais do que permitido.

E ainda teve gente que disse que as vaias de protesto eram em “varandas gourmet” com panelas Tramontina…

 

Dilma não teve dó nem piedade do mundo real: “- Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras. – mais uma vez apelando para a insinuação mentirosa de que seria o governo a determinar a ação da Justiça contra a corrupção em seu governo.

Por isso, tanta panelada, buzinada, vaia e xingamento.

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Branco, rico e golpista

10 de março de 2015

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“Rico não pode se manifestar. A não ser por escrito. Ou dentro de casa. Ou em pequenas reuniões com amigos. Sem fazer alarde.

Caso resolva aderir a uma manifestação de massa, saiba que a desqualificará. Seu lugar não é na rua protestando.

Se for visto na rua protestando poderá ser acusado pelo PT de ser golpista. Certamente o será.

Não há nenhum dispositivo na Constituição que proíba o rico de pensar e de dizer o que pensa, mas ele que suporte as consequências.

Da mesma forma o branco. Pior ainda se ele for branco e rico.

É fato que a elite branca e rica lucrou uma enormidade com os governos de Lula e de Dilma. E que os mais ricos e brancos da elite pressionaram Lula para que ele voltasse a ser candidato no ano passado.

Não importa. A eles deve apenas ser assegurado o direito de apoiar o PT. De preferência sem condições. E de financiar o PT tirando dinheiro do seu próprio bolso ou desviando recursos públicos.

Quantos negros e pobres você vê no comando das maiores empreiteiras envolvidas com a corrupção na Petrobras?

Só vê ricos e brancos. E todos parceiros do PT. Deram mais dinheiro para o PT ganhar as eleições do ano passado do que para outros partidos.

Bem, se além de rico e de branco o cidadão morar em São Paulo, aí qualquer margem de tolerância com ele deve ser abolida.

Dilma e o PT perderam feio em São Paulo. O candidato de Lula ao governo colheu ali uma votação humilhante.

O que venha de lá, portanto, não deve ser levado em consideração. Antigamente foi a saúva. Agora, o paulista rico e branco é a praga que mais infelicita o Brasil.

Quem sabe o Congresso não aprova alguma lei que desconsidere o voto de São Paulo na hora de se contar os votos para presidente da República?

O radicalismo da proposta talvez possa ser suavizado com a restrição ao voto apenas nos bairros povoados por uma maioria branca, rica e golpista.

Burgueses!

Há quanto tempo eu não enchia a boca para chamar de “burgueses” os adversários das mudanças sociais, que só fazem enriquecer à custa dos miseráveis.

É verdade que a maior parte dos miseráveis ascendeu socialmente e compra o que os brancos e ricos lhe oferecem. E que quanto mais ascenderem e comprarem, mais os brancos e ricos se tornarão mais ricos.

Mas esse é um dilema que a esquerda corporativa, ávida por emprego público e órfã de ideologia, não sabe ainda como resolver.”

por Ricardo Noblat

10.03.2015

Renúncia já!

8 de março de 2015

“Dilma,  ‘revoltada’, afirmou que a Petrobras tinha a contabilidade das mais apuradas do mundo.”

Texto publicado no Estadão – grifos do blog

MIGUEL REALE JUNIOR*

07 de março de 2015

“A indignação em vista do descalabro moral e gerencial do governo veio à tona com a elevada rejeição da presidente. Fala-se cada vez mais em impeachment, cassação do seu mandato pelas vias legais.

Em entrevista concedida por José Dirceu em junho de 1992 ao programa Roda Viva, disse o então deputado: ‘Não se faz impeachment na Câmara e no Senado, ele acontece na sociedade; eu disse e quero repetir que o impeachment não se resolve no Congresso Nacional, se resolve nas ruas e se resolve com uma coalizão político-partidária’.

Porém, além dos fatores sociais e políticos, consistentes no apoio das ruas e na expressiva maioria parlamentar, há de se ter, para o impeachment, a acusação de ação ou omissão enquadrável em algum dos 65 tipos de conduta descritos na Lei n.º 1.079, de 1950. Nos governos Lula e no primeiro mandato de Dilma, poder-se-ia encontrar a violação ao dever de probidade na administração pela ausência de zelo da moralidade administrativa, não se tornando efetiva a responsabilidade dos subordinados em face de delitos funcionais, tal como preceitua o artigo 9o, item 3, da Lei 1.079.

Primeiramente, entendo que as infrações políticas que podem levar ao impeachment são exclusivamente previstas na forma dolosa, ou seja, intencional. Assim, os fatos devem revelar a intenção do governante de não tomar providências em vista da improbidade cometida por subordinados, o que circunstâncias a seguir lembradas podem indicar.

Em 2009, sendo Lula presidente da República e Dilma chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, instalou-se no Senado a CPI da Petrobras, tendo em vista, principalmente, relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) revelando sobrepreços na obra da Refinaria Abreu e Lima.

No dia da instalação da CPI, Lula declarou que a comissão não era do Senado, era do PSDB, e só impatriotas punham a Petrobras em investigação, tendo a certeza de não haver irregularidades na empresa e Dilma, “revoltada”, afirmou que a Petrobras tinha a contabilidade das mais apuradas do mundo.

Lula interferiu na composição da CPI, combinando com o líder do PMDB, Renan Calheiros, a indicação da relatoria para o sempre governista Romero Jucá, ambos possíveis beneficiários dos desvios, segundo o procurador da República. Fernando Collor fazia parte da CPI e foi cooptado por Lula em troca do poder de nomear dois diretores da BR Distribuidora, suspeita de repassar importâncias ao senador. Os diretores sugeridos por Collor foram aprovados pelo conselho de administração presidido por Dilma. Estava tudo armado para o ocultamento.

Romero Jucá, no relatório da CPI, concluiu que as indicações de sobrepreço na Abreu e Lima decorriam da aplicação equivocada de índices pelo TCU, certo de que o tribunal viria a concordar com suas assertivas.

Lula e Dilma trabalharam para o fracasso das investigações do Senado e sabiam de tudo, segundo o doleiro Alberto Youssef. Na CPI encobriram-se irregularidades que só vieram à tona em março de 2014, sem nenhuma contribuição do governo Dilma. Já presidente da República, Dilma manteve a diretoria que administrava a Petrobras, deixando que continuassem a surrupiar quantias astronômicas, impossíveis de não ser percebidas, e em parte desaguadas na tesouraria do seu partido.

Mas mesmo que fique configurada conivência da presidente com os malfeitos, ao deixar sem apuração os desvios ao longo do tempo, tipificando-se, eventualmente, a conduta descrita no artigo 9o, item 3, acima lembrado, todavia, essa omissão dolosa teria ocorrido no período passado. A pena do impeachment visa a exonerar o presidente por atos praticados no decorrer do mandato. Findo o exercício da Presidência, não se pode retirar do cargo aquele cujo governo findou. Diz o artigo 15 da Lei do Impeachment que a denúncia deverá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado o cargo. E Dilma deixara o cargo de presidente por ter terminado o mandato, tomando posse de outro, que se iniciou em 1o de janeiro com faixa presidencial e juramento.

Assim, se há manifestações nas ruas e grave crise de governabilidade, complicada por inflação e estagnação, falta, no entanto, fato concreto entre janeiro e março deste ano constitutivo de infração política a justificar o impeachment. Com tempo para agir, o governo repensa a não aplicação da Lei Anticorrupção às empresas, que poderia levar ao impeachment, como bem suscitou Modesto Carvalhosa. Se não há crime de responsabilidade, pode haver crime comum, por ora com pedido de arquivamento.

Na entrevista de 1992 ao Roda Viva, José Dirceu disse ser uma via a renúncia de Collor em razão de não ter “condições éticas e políticas de continuar governando o País”. Tal sucede com Dilma. Há uma revolta em face da imoralidade do “desgoverno”. Soma-se o amplo espectro político da corrupção revelado pelo procurador-geral da República, com ministros, presidentes do Legislativo e outros líderes do Congresso Nacional investigados no escândalo. Houve um ataque frontal à democracia com promiscuidade organizada entre Executivo e Legislativo. As bases da República foram corroídas no seu cerne. Apodreceram o Brasil.

No próximo dia 15, a passeata dos indignados deve clamar por patriótica e ampla renúncia. Dilma não tem condições éticas e políticas para governar, carente de qualquer credibilidade pelo passado nefasto e por ausência de autoridade moral: é apenas a triste condutora de sua herança maldita com um séquito de ex-ministros investigados.

A saída da crise é ainda mais estreita com representação do procurador-geral, pois Eduardo Cunha e Renan também devem renunciar à presidência de suas Casas. Malgrado a presunção de inocência, não contam com as imprescindíveis confiança e independência para desinfetar o Brasil.

Renúncia já: a única via em busca de pacto sério para reconstrução do País.”

* Miguel Reale Jr é  jurista, professor Titular de Direito Penal da USP, autor de diversos artigos publicados nos mais diversos veículos. Exerce a cátedra de direito penal no Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da Faculdade de Direito da USP. Filho do também jurista Miguel Reale. Foi Ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso.

 

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Embuste!

8 de março de 2015

A quebra de sigilo do depoimento de Alberto Youssef confirmou a notícia de capa da revista Veja*, “ELES SABIAM DE TUDO”, com os rostos de Dilma e Lula.

“Tudo”, logicamente, referia-se ao maior esquema de corrução de nossa história.

         – O que a VEJA fez foi um ato de terrorismo eleitoral” – disse Dilma no vídeo abaixo.

          – Darei a minha resposta na Justiça” – disse também a então candidata.

Faltou dizer quando…

Nunca foi tão importante exercitar a memória como nos tempos em que vivemos.

Aí está o vídeo, eternizado no YouTube. 

Este é de Lula, sobre o mesmo embuste.

*edição Veja 29.10.2014

 

Dilma mais impopular do que nunca

7 de março de 2015

O Palácio do Planalto tem recebido pesquisas que mostram Dilma em patamares de impopularidade inéditos em seu governo. São números ainda piores do que os obtidos logo depois das manifestações de 2013.

Em Minas Gerais, onde ela teria vencido a eleição, as pesquisas indicam 62% de “ruim ou péssimo” para seu governo.

Vamos concordar que esses mineiros são difíceis mesmo, hein?

Depois de terem praticamente garantido a vitória da petista em 2014, debandaram bem rapidinho…

Mas como tudo na vida, há sempre o lado bom: já imaginaram se Aécio Neves tivesse vencido e fosse obrigado a administrar essa “massa falida” que Dilma e o PT armaram? Aécio, a esta altura, levaria a culpa por ter de fazer a lição de casa e arrumar essa bagunça.

No final de março sai a tradicional pesquisa CNI/Ibope. O resultado deverá ser merecidamente catastrófico para o governo.

Fonte:dilma-rousseff-20130605-69-size-598

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/governo/pesquisas-que-chegam-ao-planalto-mostram-dilma-ainda-mais-impopula

Lula estimula o conflito social

5 de março de 2015

Stedile Maduro milicia 5

O Estado de S.Paulo

 

No desespero para salvar o PT de um desastre que a incompetência do governo de Dilma Rousseff torna a cada dia mais grave, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaça incendiar as ruas com “o exército do Stédile”, a massa de manobra do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Lula acenou com essa ameaça em evento “em defesa da Petrobrás” promovido na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, pelo braço sindical do PT, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Basta abrir as páginas dos jornais ou assistir ao noticiário da televisão para perceber que a radicalização política começa a levar a violência às ruas das principais cidades do País. De um lado, militantes de organizações sindicais e movimentos sociais, quase sempre manipulados pelo PT, aliados a radicais de esquerda; do outro lado, sectários antigovernistas engajados na inoportuna campanha de impeachment da presidente da República. Esses grupos antagônicos se agrediram mutuamente diante da ABI, pouco antes do evento protagonizado por Lula.

Diante do sintoma claro de que o agravamento da crise política em que o País está mergulhado pode acender o rastilho da instabilidade social, o que se espera das lideranças políticas é que ajam com responsabilidade para evitar o pior. Mas Lula, assustado com a possibilidade crescente do naufrágio de seu projeto de poder, parece disposto, em último recurso, a correr o risco de virar a mesa. Não há outra interpretação para sua atitude no evento.

Em seu discurso, o coordenador do MST, João Pedro Stédile, como de hábito botou lenha na fogueira: “Ganhamos as eleições nas urnas, mas nos derrotaram no Congresso e na mídia. Só temos uma forma de derrotá-los agora: é nas ruas”. É o caso de perguntar o que Stédile quer dizer com “derrotá-los nas ruas”. Mas Lula parece saber a resposta. E aproveitou a deixa, ao falar no encerramento do ato: “Quero paz e democracia. Mas eles não querem. E nós sabemos brigar também, sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele na rua”. Uma declaração de guerra?

Stedile Lula

A atitude irresponsavelmente incendiária do ex-presidente é coerente com a estratégia por ele traçada e transmitida à militância petista com o objetivo de reverter a repercussão extremamente negativa para a imagem do PT provocada pelo desgoverno Dilma e, em particular, pelo escândalo da Petrobrás. A ideia é, como sempre, transformar o PT em vítima da “elite”, os temíveis “eles” que só querem fazer mal ao povo brasileiro.

Do mesmo modo que para Lula o escândalo do mensalão foi uma “farsa” que resultou na condenação injusta dos “guerreiros do povo brasileiro”, o petrolão é coisa de “meia dúzia de pessoas” para a qual Dilma Rousseff “não pode ficar dando trela”: “O que estamos vendo é a criminalização da ascensão de uma classe social neste país. As pessoas subiram um degrau e isso incomoda a elite”, disse Lula.

Ou seja, o que abala o Brasil não é a ação da quadrilha que, há 12 anos, pilha a Petrobrás e ocupa, para proveito próprio ou do PT, cada escaninho possível da administração pública. Muito menos é a incompetência administrativa demonstrada pelos petralhas que sugam o Tesouro. É – no entender de Lula e companhia bela – a reação dos brasileiros honestos e indignados com a roubalheira e a desfaçatez.

Esse discurso populista pode fazer vibrar a militância partidária manipulada e paga pela nomenklatura petista, mas é inútil para garantir ao PT e ao governo o apoio de que necessitam para tirar o País do buraco em que Dilma Rousseff o meteu ao longo de quatro anos de persistentes equívocos.

O principal aliado do PT, o PMDB do vice-presidente Michel Temer, agora decidiu exigir o papel que lhe cabe como corresponsável pela condução dos destinos do País. Não aceita mais, por exemplo, que o núcleo duro do poder de decisão no Planalto seja integrado exclusivamente por petistas. O PMDB tampouco aceita que os petistas continuem se fazendo passar por bonzinhos na votação das medidas de ajuste fiscal, posicionando-se na defesa dos “interesses dos trabalhadores” e deixando o ônus da aprovação do pacote para os aliados.

Os arreganhos de Lula e do agitador Stédile mostram que a tigrada está cada vez mais isolada – e feroz – na aventura em que se meteu de arruinar o Brasil.

http://m.estadao.com.br/noticias/opiniao,lula-estimula-o-conflito-social-,1639963,0.htm

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Depois de tossir, agora a vaca vai pro brejo

11 de fevereiro de 2015

Depois dee tossir, agora a vaca foi pro brejo

O novo presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine é amigo de confiança de Lula e também da famosa Rosemary Noronha, aquela ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, investigada por tráfico de influência.

 

Inclusive, a amizade era tanta que Bendine, então presidente do BB, foi quem ajudou a escolher o local para o escritório paulista da Presidência, em um andar do edifício sede do Banco do Brasil.

 

O ex-motorista de Bendini contou ao MPF ter realizado pagamentos em dinheiro vivo a pedido do presidente do BB. O motorista também afirmou ter testemunhado Bendini carregar sacolas de dinheiro para encontros com empresários e a entrega de uma bolsa lotada de maços com notas de R$ 100 ao empresário Marcos Fernandez Garms, em um conjunto comercial onde também funcionam escritórios da Rede Record.

 

Bendine aprovou um empréstimo a socialite carioca Val Marchiori no valor de R$ 2,7 milhões, contrariando as mais básicas regras do sistema financeiro para concessão de créditos, nos quesitos adimplência e comprovação de renda. O crédito, ainda assim foi concedido, em condições de pagamento e juros de pai para filho. 

Ele também comprou um apartamento no interior de São Paulo em dinheiro vivo. Justificou a compra alegando que guardava R$ 200 mil em casa.  Embora não seja crime guardar dinheiro vivo em casa, Aldemir Bendine preferiu pagar uma multa a Receita Federal, que questionou a origem do dinheiro, no valor de R$ 122 mil, quase o valor do apartamento. Pagou em vez de explicar a origem dos recursos. Estranho, não?

 

O episódio de sua indicação foi conduzido da forma mais atrapalhada possível. Seu nome foi divulgado pela imprensa antes mesmo da comunicação aos conselheiros da Petrobrás, encarregados de referendar a escolha. 

Fato que motivou a decisão da CVM de abrir uma investigação, já que a divulgação precoce, feita horas antes da reunião, provocou oscilações nos papéis da Petrobrás, possibilitando especulações que podem ter levado a ganhos elevados por informação privilegiada.

Tudo foi feito às pressas devido a um chilique de dona Dilma, depois de Graça Foster ter revelado um montante de desvio por corrupção na estatal como sendo R$ 88 bilhões. Revoltada com a incômoda quantificação, Dilma defenestrou Graça e toda a diretoria. Determinou que Graça  e os diretores deveriam aguardar em seus postos até a escolha dos novos nomes. Ao saberem disso, os demais diretores rebelaram-se e saíram imediatamente. Graça também. Isso gerou a pressa e as trapalhadas do Planalto na escolha e anúncio de Bendine.

  

Votaram contra a indicação do Governo, sócio majoritário da Petrobrás, os representantes dos acionistas preferenciais e dos acionistas minoritários, além do representante dos funcionários da estatal.

Horas mais tarde, ao discursar no aniversário de 35 anos do PT sexta feira à noite, Dilma deixou aparente o quanto estava abalada. A festa petista aconteceu em meio a sequência de escândalos. A revelação de que o partido recebeu 200 milhões de dólares em propina, as trapalhadas na troca no comando da Petrobras e a detenção do tesoureiro do partido para prestar depoimento na polícia Federal.

 

Em seu pronunciamento, Dilma mostrou o temor de um processo de impeachment: 

“Os que estão inconformados com o resultado das urnas só têm medo de uma coisa: da mobilização da sociedade em defesa das instituições e em repúdio a qualquer tentativa de golpe contra a manifesta vontade popular”,   

Ela conclamou a militância a enfrentar aqueles que ela chama de golpistas: 

“Nós temos força para resistir ao oportunismo e ao golpismo, inclusive quando ele se manifesta de forma dissimulada”. 

Manipulando a verdade, disse: 

“Nós não podemos aceitar que alguns tentem colocar a Petrobras como sendo uma vergonha para o Brasil”.

Mas e quem disse isso, dona Dilma? Ao que parece foram a senhora, seu antecessor e  seu partido, que designaram uma diretoria vergonhosa. Dilma não se referiu aos criminosos que saquearam a companhia durante seu governo e de Lula, mas aos que reclamam dos crimes praticados.

Ainda cometeu um ato falho: 

“Nós temos uma das menores taxas de crescimento…. de desemprego da nossa história”. Patético.

Enfim, Dilma sabe que colocou Aldemir Bendini sentado em uma cadeira elétrica. E pelo visto, Sua Excelência parece também estar sentada em uma poltrona energizada.

 O ano de 2015 será quente. Mesmo quando chegar o inverno.

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