VITÓRIA DE PIRRO

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Com a reeleição praticamente garantida para mais oito anos no Senado Federal, a senadora Ana Amélia Lemos jogou tudo para o alto para ser vice na chapa de Geraldo Alckimin à presidência da República.

 

A repercussão da decisão da senadora, de acordo com o que se percebe claramente em opiniões colhidas nas redes sociais, tem sido amplamente negativa. A percepção é de que ela aliou-se a um grupo onde há partidos envolvidos em corrupção, que saquearam o país durante os governos do PT.

 

Na verdade, a principal motivação de Ana Amélia foi o desejo de implodir o acordo local de seu partido, que garantiria palanque a Jair Bolsonaro no RS, com a candidatura ao governo do Rio Grande do Sul de seu correligionário, o deputado Luiz Carlos Heinze.

 

O resultado da “vitória” da senadora será desastroso.

 

Ana Amélia joga fora uma cadeira no senado, dificilmente conseguirá subtrair votos de Bolsonaro, e adere a um candidato cuja eleição é praticamente impossível.

 

Mais. Ela detonou uma aliança que uniria seu partido, o PP, com DEM, PSL e PROS que, com Bolsonaro em seu palanque, tinham excelentes chances de fazer chegar ao Piratini o candidato do PP, que desde Jair Soares em 1982, não elege o governador do estado.

 

Com sua atitude, Ana Amélia arrefeceu as bases de seu partido, já entusiasmadas com a chapa Bolsonaro e Heinze.

 

Estão em disputa duas vagas ao senado. O eleitor votará duas vezes. Mas a senadora batia pé, exigia concorrer ao senado sozinha na chapa. Seria atendida, embora a presidente regional do PSL, a empresária Carmen Flores também tivesse intenções de concorrer, o que em nada atrapalharia Ana Amélia.

 

O resultado é que Ana Amélia, tal e qual ocorreu quando, em um episódio esquisitíssimo, contra tudo e contra todos, teimou em apoiar a candidata comunista Manuela D’Avila, mandando às favas as decisões de seu próprio partido e a vontade de seus eleitores. Ela agora repetiu o gesto, indiferente aos acordos de seu partido, aos anseios e opiniões de seus eleitores e correligionários.

 

O presidente estadual do Democratas/RS, deputado Onyx Lorenzoni, um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro, foi artífice da costura que levou à aliança destruída por Ana Amélia.

 

Em entrevista coletiva, Onyx não deixou por menos:  “Nosso acordo previa apoiar Heinze. Ana Amélia nunca aceitou essa possibilidade e uniu-se ao Centrão, que representa a continuidade das coisas como estão. O acerto de contas com quem pensa que isto é uma vitória, virá das urnas.” – disse Onyx.

 

Teremos uma concentração de candidatos de esquerda concorrendo ao Senado. Do outro lado, uma verdadeira avenida, livre e pavimentada na pista da direita, que Ana Amélia deixou, mesmo já tendo sido apoiadora do PCdoB de Manuela.

 

Esta avenida eleitoral será agora trilhada pela empresária Carmen Flores, que concorrerá ao Senado tendo em seu palanque Jair Bolsonaro.

 

Quem perde com a atitude de Ana Amélia é ela própria e seu partido.

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