Luiz Inácio Lula da Silva não anda numa fase muito boa. É possível que o projeto político dele enfrente problemas. A pressão da Lava Jato parece começar a tornar-se incômoda.
Semana passada o Ministério Público Federal deu um prazo de 15 dias para o Instituto Lula fornecer a agenda oficial de viagens dele à países africanos e da América Latina, entre 2011 e 2014.
Entram na questão os R$ 435 mil reais pagos pela Odebrecht para fretar o jatinho que levou Lula e acompanhantes a Cuba e República Dominicana e um contrato que seu sobrinho, Taiguara Rodrigues dos Santos, tem em Angola.
Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, irmão da primeira mulher de Lula. Em 2012, uma empresa de Taiguara, a Exergia Brasil, foi subcontratada pela Odebrecht para atuar na ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. Coincidentemente, o acerto entre Taiguara e a Odebrecht ocorreu no mesmo ano em que a empreiteira conseguiu do BNDES um financiamento para realizar esse projeto na África.
A procuradora do MPF Mirella de Carvalho Aguiardiz em despacho: “Considerando que as obras são custeadas, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos praticados pelo presidente do mencionado banco, poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do art. 332 do Código Penal (tráfico de influência)”.
Como se sabe, o senado havia aprovado o fim do discutível sigilo nos empréstimos do BNDES. Dilma vetou a medida. Mas o Senado pode derrubar o veto. Na Câmara, a CPI do BNDES já é considerada favas contadas para o segundo semestre, tão logo esteja concluída a CPI do Petrolão.
A cada dia surgem novas informações que aumentam as suspeitas sobre as operações do banco.
O Ministério Público também está questionando repasses do Tesouro ao BNDES no valor de 500 bilhões de reais nos últimos seis anos. O MP suspeita que esse dinheiro possa ter ido parar nas contas das empresas que receberam os empréstimos no Brasil e no exterior. “São recursos que, por lei, não poderiam ser destinados a empréstimos ao BNDES (…)”, diz a representação do MP.
Enfim, agora disse o Ministro Joaquim Levy em alto e bom som:
– Terminou aquele modelo baseado em recursos públicos. O dinheiro acabou.””
Algo me diz que há muito mais para vir, lá do lugar onde veio isso…
Soa estranho ver os festejos pela vinda dos líderes do governo chinês dispostos a investir 50 bilhões de dólares em obras de infraestrutura e logística no Brasil, depois de termos esbanjado dinheiro via BNDES financiando as mesmas coisas em países aliados do governo petista. Surreal!
Mas antes disso, líderes do governo saíram da reunião do último domingo falando abertamente em aumento de impostos federais por decreto.
Ajuste fiscal ou aumento de imposto? Claro que o governo não quer arcar com aumento imposto, porque pega mal. Mas como o Congresso não parece disposto a assumir o ônus pelo descalabro criado pelo governo, não restará outra saída para Dilma do que aumentar impostos e suportar mais críticas.
Para fazer previsões poderemos nos basear pelas mudanças na previdência social aprovadas na Câmara, que deverão passar no Senado. Dilma terá de vetar e corre o risco de ter seu veto derrubado. Quem viver, verá.
Então, depois de terceirizar a Economia para seu ministro da Fazenda, Dilma faz os cortes e aponta os congressistas como culpados. Aposta no conflito, como se a culpa por ter torrado o dinheiro que havia no Brasil não fosse dela e de Lula.
Já ele, Lula, vive um momento delicadíssimo. Sabe que corre o risco de ter problemas judiciais e sua máquina age para acuar adversários e tentar impedir que seja alvo de denúncias. Mas posa de crítico do modelo dilmista, que é total responsabilidade (ou irresponsabilidade?) dele, para surgir como candidato em 2018.
Dilma arca com o desgaste e Lula fica descolado dela. Tudo ensaiadinho. Mas Lula não é mais o mito de tempos atrás. Ainda é rico, poderoso e esperto. Tem influência política. Tentar se livrar dando a entender que “no meu governo, era melhor”? Vamos ver se dará certo. Acho que não cola mais.
Analogicamente, o país é hoje um corpo tomado pela infecção.
Um exemplo é a educação. Além dos calotes nos estudantes reféns do Fies, no governo que tem como slogan a “Pátria Educadora”, as universidades públicas penam sem dinheiro para funcionar direito e os professores preparam uma greve por melhores salários, marcada para começar no dia 28.
Nas embaixadas brasileiras mundo afora, há contas atrasadas. Os pagamentos do governo às empreiteiras do “minha casa minha vida” não está sendo feitos. A Petrobrás já admite que não terá dinheiro para arcar com sua parcela mínima de 30% nos contratos do pré sal. Carros encalhados nos pátios das montadoras. Mudanças nas regras dos financiamentos habitacionais afetam gravemente o mercado imobiliário, devendo ser sentidas na queda dos preços dos imóveis em seguida. Tudo isso traz mais desemprego, que alimenta a inadimplência, aumenta ainda mais a recessão que já está aí.
Para piorar tudo, inflação.
Não é preciso bola de cristal para adivinhar que a situação ruim irá piorar ainda mais.
A infecção poderá virar gangrena.
Outubro. Aposto que será o mês em que bateremos no fundo do poço. Vamos ver.
Em meio ao amontoado de bobagens que proferiu no acesso de fúria que teve sexta feira, Lula afirmou:
“Não tem um representante da elite brasileira que não tenha recebido favor do Estado. Conheci muitos meios de comunicação falidos e ajudei porque acho que tem que ajudar.”
Como é que é? Ajudou com “favores do estado”? Como assim?
Pode isso, Arnaldo?
Até onde sei “favorecimento de Estado” a empresas falidas é CRIME! E se não foi “favorecimento” fora da obrigação legal, ele não tem porque prestar ou cobrar os “favores” na hora em que aparece como “investigado”.
Está no vídeo abaixo. Aos 8: 40 seg em diante.
Quem esse cara pensa que é?
– Que “favores”, seu Lula?
– Para quem?
– Em que ou quanto consistem esses “favores”?
Quem vai interpelar este sujeito para que explique a quem “favoreceu”?
Sim, porque da forma como este elemento falou, só podem ter sido “favores” indevidos.
O esquema Lula-Odebrecht-BNDES – que só podia mesmo dar em ‘LOB’ – é assim:
1) A empreiteira de Marcelo Odebrecht paga viagens de Lula a países onde tem interesses em fechar negócios.
2) Lula viaja a países latino-americanos e africanos, onde dá palestras (por dentro) e se encontra com o presidente/ditador local (por fora).
3) Após o lobby de Lula, esses governos contratam os serviços da Odebrecht.
4) Luciano Coutinho, o afilhado de Lula que preside o BNDES, libera o empréstimo de dinheiro público para essas obras bilionárias no exterior.
5) A construtora recebe o dinheiro e Marcelo Odebrecht fica feliz.
Duas negociatas suspeitas dentro desse esquema ganharam destaque a partir de documentos obtidos pela revista.
I.
O documento
Proposta de gastos da Odebrecht para licitação de obra na República Dominicana.
O caso
A empresa foi contratada para construir usinas termelétricas de carvão mineral em Punta Catalina.
Valor das obras
US$ 2 bilhões.
A suspeita do Ministério Público
Superfaturamento da obra, porque o valor proposto pela Odebrecht é o dobro do da segunda colocada. Há ainda gastos que parecem exagerados, como US$ 80 milhões para gelo. Um grupo chinês denunciou o resultado da licitação à presidente Dilma.
Comento:
Haja champanhe para tanto gelo!
II.
O documento
Telegrama da embaixadora brasileira em Gana pedindo celeridade no trâmite do financiamento do BNDES por conta do risco de derrota eleitoral.
“para o Corredor Rodoviário Oriental [a obra que seria realizada], corre-se o risco de, qualquer que seja o resultado das eleições, haver quer a reabertura das discussões sobre o projeto e seu financiamento, quer a revisão das prioridades relativas à infraestrutura do setor de transporte rodoviário. Coincido no entendimento de que esse risco existe, sobretudo em caso de vitória da oposição, que naturalmente procurará rever todos os projetos negociados pelo governo anterior antes de assinar novos acordos de financiamento. Irene Vida Gala, embaixadora”.
O caso
Construção do corredor rodoviário oriental.
Valor da obra
US$ 290 milhões.
A suspeita do Ministério Público
A sincronia entre a visita de Lula e o financiamento do BNDES: Lula foi a Gana em 2013, pago pela Odebrecht. Quatro meses depois, a empresa fechou contrato com o país, com US$ 200 milhões do banco.
Comento:
“Coincido no entendimento de que” Lula é um lobista de gana. De muita gana e grana também.
John Dramani Mahama, presidente de Gana, veio ao Brasil em 2014 para lançar seu livro “Meu primeiro golpe de Estado”. Não é piada! Aproveitou para visitar Lula e executivos da Odebrecht, que ainda não lançaram a versão brasileira da obra.
O Ministério Público Federal acredita haver indícios de crime nas atividades de Lula a serviço da Odebrecht, uma construtora com receita anual de cerca de R$ 100 bilhões.
A investigação contra o petista por tráfico de influência internacional e no Brasil foi aberta há uma semana pelo núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília, como revelou a revista Época.
Eis o resumo do processo:
“TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. LULA. BNDES. Supostas vantagens econômicas obtidas, direta ou indiretamente, da empreiteira Odebrecht pelo ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 a 2014, com pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente os governos da República Dominicana e Cuba, este último contendo obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES”.
Os procuradores enquadram a relação de Lula com a Odebrecht, o BNDES e os chefes de Estado, a princípio, em dois artigos do Código Penal, segundo a revista.
O primeiro, 337-C, diz que é crime:
– “solicitar, exigir ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções, relacionado a transação comercial internacional”.
O nome do crime: tráfico de influência em transação comercial internacional.
O segundo crime, afirmam os procuradores, refere-se à suspeita de tráfico de influência junto ao BNDES.
“Considerando que as mencionadas obras são custeadas, em parte, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos práticos pelo presidente do mencionado banco (Luciano Coutinho), poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do artigo 332 do Código Penal (tráfico de influência)”, diz o documento.
A maioria das viagens de Lula nos últimos anos foi bancada pela Odebrecht, a campeã, de longe, de negócios bilionários com governos latino-americanos e africanos embalada por financiamentos do BNDES.
O BNDES financiou pelo menos:
– US$ 4,1 bilhões em projetos da Odebrecht em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba durante os governos de Lula e Dilma.
– US$ 1,6 bilhão com destino final à Odebrecht após Lula, já como ex-presidente, se encontrar com os presidentes de Gana e da República Dominicana – sempre bancado pela empreiteira.
– 42% do total de US$ 848 milhões recebidos pela Odebrecht em operações de crédito para tocar empreendimentos no exterior.
Como diz a revista:
“Há anos o banco presidido por Luciano Coutinho resiste a revelar os exatos termos desses financiamentos com dinheiro público, apesar de exigências do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e do Congresso. São o segredo mais bem guardado da era petista.”
Depois da amarelada no Senado, a CPI do BNDES vai sair pela Câmara.
PPS, PSDB, DEM e PSB protocolaram o pedido na tarde desta quinta-feira após a coleta de 199 assinaturas, 28 a mais que o mínimo necessário de 171. Dos três primeiros partidos, todos os deputados assinaram. E não há mais como amarelar.
Luciano Coutinho, o presidente do banco de fomento, foi avisado em primeira mão, quando estava depondo na CPI da Petrobras.
Objetivo da oposição: investigar irregularidades em empréstimos concedidos pelo BNDES, ocorridas entre 2003 e 2015, durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.
Os deputados citam os seguintes empréstimos:
1) A Cuba e Angola
Apenas em 2012, esses países receberam US$ 875 milhões do BNDES. Os empréstimos violam o princípio da publicidade e dificultam a ação de órgãos de controle.
2) Às empresas investigadas na Operação Lava Jato
Esses empréstimos somam R$ 2,4 bilhões.
3) Às empresas de Eike Batista e do setor de frigoríficos
Esses empréstimos foram “realizados com critérios questionáveis do ponto de vista do interesse público”, segundo os deputados. “As dificuldades financeiras enfrentadas por estas empresas e o questionável retorno do investimento traz a necessidade de se investigar tais casos.”
O problema é o excesso de CPIs
O número suficiente de assinaturas não significa que a comissão será instalada de imediato. Somente cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Câmara. Hoje, há quatro:
– Petrobras
– Violência contra Jovens Negros e Pobres
– Sistema Carcerário Brasileiro
– Máfia das Órteses e Próteses no Brasil.
Outras seis CPIs estão na fila, justamente para atrapalhar a instalação da que mais importa.
Cabe a oposição pressionar Eduardo Cunha, que foi afagado por Dilma Rousseff pela manhã com uma medalha de “Grande-Oficial”.
Se não instalar a do CPI do BNDES, ficará marcado como o “grande-oficial” do PT.
O presidente do BNDES e do Conselhão da Petrobrás, Luciano Coutinho, quase botou todos para dormir na CPI da Petrobrás. Até que o deputado Onyx botou os pingos nos Is, demonstrando que Luciano Coutinho, na melhor das hipóteses, foi conivente – por ação ou omissão – com os “mal feitos” da Petrobras.
Ele está desde 2011 no Conselho de Administração, que fez vistas grossas a corrupção na estatal.
Há muito a desvendar. Agora, que venha a CPI do BNDES. É urgente.
Confira no vídeo.
Falando pausadamente, escolhendo vagarosamente cada palavra, cada sílaba, cada tempo verbal cuidadosamente, Luciano Coutinho prestava um enfadonho depoimento na CPI da Petrobrás.
Sempre deixando claro não interferir nas áreas técnicas do banco, só falta fazer cara de nojo ao explicar que essas tarefas mundanas estão delegadas às áreas técnicas, distantes dos espessos tapetes de em que trafega no andar da presidência da nobre instituição que preside. Assim vem se esquivando – até agora – das tentativas dos deputados que o inquiriram de obter alguma informação útil para o que quer que seja.
Discorreu sobre o sigilo que deve proteger detalhes da situação econômica de empresas que contratam com o BNDES, porém disse que jamais o banco deixará de prestar informações quando exigidas formalmente.
Então está bem. Vamos fazer uma CPI do BNDES para abrir a Caixa Preta presidida pelo lorde.
A desocupação da carceragem da PF em Curitiba não deixava dúvidas que aconteceriam novas prisões.
– Ainda há lugares disponíveis.
foto: Folha SP
A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta feira, 27 de março, Dário Queiroz Galvão (foto), sócio da Galvão Engenharia.
Réu em uma ação penal originada pela operação Lava Jato, Galvão é acusado de pagar propina a políticos e executivos da Petrobras por facilidades em contratos da estatal. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa dele.
Na decisão do juiz Sergio Moro, ele argumentou que depoimentos como o do operador Shinko Nakandakari, apontaram Dario Galvão como o “mandante” de crimes praticados pela empresa, como corrupção e lavagem de dinheiro. Shinko Nakandakari afirmou em depoimento que era do empresário a decisão final sobre os valores de propina pagos a executivos da Petrobrás.
Como provas, o magistrado menciona que há contratos firmados entre a Galvão e uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef. A investigação também apontou o pagamento por serviços que nunca existiram, simulados para lavar dinheiro.
Segundo o juiz, os valores somam R$ 4,1 milhões. Outras notas fiscais mostram pagamentos em um total de R$ 1,3 milhão para a empresa de Alberto Youssef.
No Rio de Janeiro foi preso o operador Guilherme Esteves de Jesus. Ele é um dos onze operadores investigados na operação My Way, e investigado de pagar propina para o estaleiro Jurong, segundo apontou em delação premiada o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco. Guilherme teria transferido 8,2 milhões reais por meio de offshores para Barusco, para o Renato Duque, para o ex-presidente da Sete Brasil João Ferraz e para Eduardo Musa, ex-diretor de Participações da Sete Brasil.
A decisão do juiz federal Sérgio Moro baseou-se nas delações de Barusco, de Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa em confessaram ter recebido propina da Galvão Engenharia.
A Galvão Engenharia entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio nesta semana. O objetivo do procedimento, em que fornecedores e credores deixam de ser pagos, é evitar a falência.
Pela assessoria de imprensa, o Grupo Galvão informou que Dario Teixeira é presidente da Galvão Participações, controladora do Grupo Galvão, e a Galvão Engenharia, empresa do grupo, não se manifestará sobre o assunto.
– João Vaccari Neto, o Moch, tesoureiro do PT – as acusações são de que ele seria operador do PT no esquema de pagamento de propina oriunda de contratos da Petrobras, revelado pela Operação Lava Jato. O partido tem declarado que recebeu somente doações legais;
– Luciano Coutinho, presidente do BNDES – a CPI vai inquiri-lo sobre o financiamento da companhia Sete Brasil, de exploração de sondas;
– Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras – Será ouvido novamente sobre as irregularidades na operação da companhia Sete Brasil, e sobre a venda de ativos da Petrobras na África;
– Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente executiva da diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras – cobrou a antiga diretoria irregularidades que teria constatado e em represália foi transferida para o Oriente Médio;
– Fernando de Castro Sá, ex-gerente jurídico da Petrobras – assim como Venina Velosa, foi punido por denunciar falcatruas;
– Mauro Cunha, ex-integrante do Comitê de Auditoria da Petrobras;
– Heyder de Moura Carvalho, ex-gerente de Compras para Empreendimentos da Área de Abastecimento da Petrobrás
– Mário Góes, apontado como operador do esquema;
– Augusto Mendonça, executivo da empresa Toyo Setal;
– Nilo Vieira, presidente do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj);
– Jansen Pereira, ex-gerente executivo do Comperj;
– Antônio Carlos Pinto de Azeredo, ex-presidente da Transportadora Gasene;
– Renato Sanches Rodrigues, diretor de operações e participações da empresa Sete Brasil;
– Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, diretor-presidente e de relações com investidores da empresa Sete Brasil;
NÃO RESTARÁ PEDRA SOBRE PEDRA
Foram aprovados também os seguintes requerimentos:
– de cópias do inteiro teor de todas as gravações e vídeos das reuniões do Conselho de Administração da Petrobras no período de 2005 a 2015;
– dos pareceres jurídicos, relatórios da auditoria e contratos dos projetos de construção das refinarias no período de 2005 a 2015;
– das cópias de todos os contratos celebrados entre a Petrobras e as empresas envolvidas na construção da refinaria de Abreu e Lima.
Dá para imaginar o conteúdo desta documentação confrontado com certas declarações?
No “pacote anticorrupção” de Dilma Rousseff, os acordos de leniência entre as empreiteiras e a CGU – Controladoria-Geral da União, são a malandragem que permitirá às empreiteiras lambuzadas no Petrolão a continuar a firmando contratos com o governo e a obter empréstimos de bancos públicos.
A instrução que criou a peça foi de autoria do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, como revelou o site O Antagonista.
Em retribuição ao favor governamental, as empreiteiras não falarão nada a respeito da participação de Lula e Dilma Rousseff no esquema de corrupção que destruiu a Petrobras.
A quem de direito, é preciso fazer alguma coisa para impedir mais este absurdo promovido pelo governo.
Embora tenha preferido ficar quieto no depoimento a CPI da Petrobras na última quinta feira, pode-se apostar que, se ainda tiver alguma coisa dentro da cabeça, Renato Duque será o próximo a tentar a “delação premiada”.
Seria sua única maneira de evitar uma condenação que lhe garantiria passar certamente o resto da vida na cadeia. Sem exagero.
Matéria do Estadão descreve o tamanho da encrenca que ele tem pela frente.
No despacho que decretou sua prisão, o juiz Sérgio Moro destaca a transferência de 20,56 milhões de euros da Suiça para o Principado de Mônaco.
O juiz federal Sérgio Moro classificou como “assustador” o fato de que o pagamento de propinas para o ex-diretor de Serviços da Petrobrás continuou ocorrendo ainda no segundo semestre de 2014 – meses depois da deflagração da investigação sobre o esquema de corrupção na estatal petrolífera.
O magistrado destacou que o rastreamento bancário mostra que Duque “transferiu os saldos milionários de suas contas na Suiça para contas em instituições financeiras em outros países, entre eles o Principado de Mônaco”.
Todos os ativos nas contas de Duque já foram bloqueados pelo Principado.
As autoridades monegascas embargaram os valores em contas offshore controladas por Renato Duque no Banco Julius Baer, em nome da off shore Milzart Overseas Holdings Inc, com saldo de 10.274.194,02 euros;
conta em nome de Pamore Assets Inc,com saldo de 10.294.460,10 euros;
Total: 20.568.654,12 euros – aproximadamente R$ 70 milhões.
“Esses fatos encontram prova documental nos autos, inclusive a afirmação expressa das autoridades de Mônaco de que as duas contas são controladas por Renato Duque”,anota o juiz Sérgio Moro.
“Oportuno destacar que Renato Duque não declarou, à Receita Federal, qualquer valor mantido no exterior, que jamais admitiu perante o Juízo ou ao Supremo Tribunal Federal que teria contas no exterior, e ainda que o montante bloqueado é absolutamente incompatível com os rendimentos que recebia como ex-diretor da Petrobrás.”
O rastreamento mostra que ainda no segundo semestre de 2014, a conta em nome da offshore Milzart Overseas, no Banco Julius Baer, no Principado de Mônaco, que tinha como beneficiário e controlador Renato Duque, recebeu, em diversas operações de crédito, cerca de US$ 2.220.517.
Já a conta em nome da offshore Pamore Assets, no Banco Julius Baer, também no Principado de Mônaco recebeu, no segundo semestre de 2014, a quantia de 208.643,65 euros.
“Esses valores foram provenientes de contas mantidas em nome das offshores Tammaroni Group e Loren Ventures, no Banco Lombard Odier, na Suiça, que também seriam controladas por Renato Duque, ainda em 2014″,assinala o juiz Sérgio Moro em seu despacho.
“Os indícios são de que Renato Duque, com receio do bloqueio de valores de suas contas na Suiça, como ocorreu com Paulo Roberto Costa, transferiu os fundos para contas no Principado de Monaco, esperando por à salvo seus ativos criminosos.”
O juiz destacou trechos do relato do engenheiro Shinko Nakandakari, apontado como um dos onze operadores de propinas na Diretoria de Serviços, cota do PT na Petrobrás.
Em delação premiada, Shinko Nakandakari revelou ter intermediado o pagamento de propinas da empreiteira Galvão Engenharia a Pedro Barusco, ex-gerente e braço direito de Duque.“Segundo Shinko, os repasses a Duque eram realizados em valores milionários”.
“Shinko Nakandakari declarou que entregou pelo menos um milhão de reais em espécie a Renato Duque”, assinala o juiz no novo decreto de prisão contra Duque.
“O mais assustador é que Shinko confessou o pagamento de propinas ainda no segundo semestre de 2014, quando a assim denominada Operação Lava Jato já havia ganho notoriedade na imprensa.
Indagado, admitiu que, mesmo com a notoriedade da investigação, nem ele ou a empreiteira sentiram-se tolhidos em persistir no pagamento de propinas, o que também parece ser o caso de Renato Duque, já que realizou operações de lavagem em 2014, já durante o curso das investigações.”
Se tudo isso fosse pouco, a ordem de bloqueio da fortuna que o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque mantinha na Suíça e transferiu para Mônaco, no final de 2014, atingiu também uma conta do ex-diretor de Internacional da estatal Jorge Luiz Zelada, sucessor de Nestor Cerveró.
Por tudo isso é que, tão logo tome plena consciência do tempo de condenação que lhe aguarda frente a vastidão de provas que tem contra si, é que torna-se muito previsível concluir que sua única saída para não apodrecer o resto da vida na cadeia é apelar para a tentativa de conseguir a delação premiada.
Veja o que lhe recomendou o deputado Onyx Lorenzoni na CPI da Petrobrás,com todas as letras e repare nosemblante de Duque, sentado ao lado de seu advogado, ao ouvir um pouco do que lhe aguarda:
Se o vídeo não estiver visível aqui, clique no título deste artigo.
Enio José Hörlle Meneghetti, 67 anos, é administrador de empresas. Tem cursos de especialização em marketing e mercado de capitais. Conservador, já atuou nas esferas pública e privada. Foi Gerente de Governança, Riscos e Conformidade do GHC - Grupo Hospitalar Conceição, Gerente Estadual da GEAP, Diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da METROPLAN além de3 outras atividades. Assessorou o deputado Onyx Lorenzoni, foi Chefe de Gabinete do Vice-Governador (RS) Paulo Afonso Feijó. Autor do livro "Baile de Cobras", biografia do ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti, seu avô.