Archive for the ‘Gastos Públicos’ Category

Calendário de escândalos

13 de agosto de 2014

Calendário de Escândalos

Semana passada fechei o artigo “Maquiando opiniões”, que abordava dois absurdos – o pedido de Lula da degola da analista financeira do Santander que ousou abordar os problemas econômicos brasileiros e o escândalo da fraude nos depoimentos da CPI da Petrobrás – com a frase: “A certeza que fica é que há muito mais coisas para vir do lugar de onde vieram estas.”

Impressionante é que nem deu tempo para escrever sobre outras produções da alta vertente de baixarias e recebemos na capa da revista Veja do último fim de semana estampada com mais um mega escândalo: a contadora do doleiro Alberto Youssef revela em detalhes o funcionamento do esquema de pagamentos de propinas do governo e partidos da base aliada, com a movimentação de malas de dinheiro. Meire Poza era a contadora do doleiro preso Yousef. Segundo Veja, “ela sabe quem pagou, quem recebeu, quem é corrupto, quem é corruptor. Conheceu de perto as engrenagens que faziam girar a máquina (…). A contadora confirma que parlamentares como o deputado André Vargas (PT-PR) e o senador Fernando Collor (PTB-AL) se aliaram ao doleiro em um esquema de esquema de lavagem de dinheiro que tinha prefeituras petistas como uma de suas principais fontes de recursos. Ela também relatou como empreiteiras que mantém contrato com estatais e órgãos públicos repassavam dinheiro para o esquema.” Nitroglicerina pura.

Já se avalia que, sem argumento de defesa, os advogados tanto de Alberto Yousef como de Paulo Roberto Costa – o ex diretor da Petrobrás preso – já estariam pensando seriamente numa estratégia de delação premiada. Parece incrível, mas se discute isso abertamente e mesmo sabendo que se ambos abrirem o bico cai a República, isso é falado assim, como se fosse a coisa mais natural do mundo e não uma fonte de escândalos sem precedentes na história deste país.

E com tal produtividade, não deu tempo ainda para falar no escândalo do empreguismo no SESI, por exemplo, que nos trouxe a revista Época da semana anterior. Ali se fica sabendo do pagamento de salários que chegam a R$ 36 mil a apadrinhados de Lula e do PT que sequer precisariam aparecer no local de trabalho.

Instalada a 40 metros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, até hoje comandado por Lula e aliados, o escritório de representação do Conselho Nacional do SESI, bancado pelas indústrias brasileiras, emprega entre outros apadrinhados, até mesmo uma nora de Luiz Inácio.

A alta densidade do calendário de escândalos também deixou pouco tempo para registrar a utilização de computadores do Palácio do Planalto e do Serpro para denegrir os perfis na Wikipédia dos jornalistas da Globo Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardemberg. Parece piada, mas estamos falando de um fato real.

Estava distraidamente refletindo sobre tudo isso no caixa do supermercado e uma voz me chama à realidade. “CPF na nota”? Era a moça me perguntando se eu desejava aderir ao programa do governo que com o toque de um botão permitiria a algum araponga saber no que gasto meu dinheiro, qual a marca de desodorante de minha preferência, ou que remédios compramos na farmácia, enfim, tudo. Lembrei imediatamente do que li – e já comentei – no livro do Romeu Tuma Jr. – Assassinato de Reputações – e resisto à tentação de responder à moça, que não tem culpa nenhuma, com aquela frase debochada, consagrada em um comercial:

“Nem a pau, Juvenal!”

Enio Meneghetti
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Maquiando opiniões

6 de agosto de 2014

Maquiando opiniões
artigo publicado no Correio de Cachoeirinha – 06.08.2014

A revista Época desta semana traz uma entrevista com o ex-economista chefe do Santander, Alexandre Schwartzman, que já foi também diretor da área externa do Banco Central, no governo Lula.

Sobre sua demissão do Santander, ocorrida em 2011, ele respondeu à pergunta sobre se havia semelhança entre seu caso e o atual episódio da degola da analista que apontou problemas com a política econômica do governo. A resposta:

“(…) minha demissão foi motivada pela discussão que tive em público com o José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás na época. Foi devido a forma como o governo federal contabilizou o aumento da capital da empresa. Todo o mundo sabia que aquilo era contabilidade criativa, uma manobra para melhorar as contas públicas. Gabrielli falou que aquele dinheiro estava no Tesouro, e fiz um comentário irônico, que arrancou gargalhadas da plateia. Disse que só se o dinheiro estivesse dentro da cabeça dos contadores do Tesouro. (…) Até consigo entender o que aconteceu. Eu era um diretor do banco (Santander), um ex-diretor do Banco Central, um executivo da alta hierarquia, e entrara em conflito com o presidente de um cliente importante. Agora, pegar alguém lá embaixo (a analista demitida) que defendia o interesse dos clientes, e demitir, é outra coisa. Passa uma covardia inadmissível.”

Para o ex diretor do Banco Central, é dever dos bancos fazerem isso: “O que a analista fez foi só repassar aos clientes uma informação já conhecida. Cabe aos bancos zelar pelo patrimônio dos clientes. (…) O governo reagiu de forma muito dura. Você até pode reclamar, dizer que não gostou. Mas a reação foi totalmente desproporcional.”

Economista e atual consultor financeiro, Schwartztsman é claro ao medir as consequências: “Como grande parte da inteligência econômica está nos bancos, isso empobrecerá o debate. Agora, quando o analista avaliar uma questão de grande impacto econômico, mas politicamente delicada, ele se omitirá. O governo tem que aprender a ouvir o contraditório” – diz. “Afinal, se o FMI faz uma pesquisa que traz dados desfavoráveis, o governo diz que está tudo errado. Quando o Índice de Desenvolvimento Humano não é o que o governo quer, o índice não presta. Com as pesquisas do Banco Mundial é a mesma coisa. O governo tem que parar de contestar tudo”.

Acertou na mosca. Ou será que os analistas econômicos, ou organismos como o FMI, o Banco Mundial, bancos como Deutsche Bank, publicações respeitadas como a revista Business Week, estarão todos errados e só o governo está certo?

Enquanto isso, o mesmo José Sérgio Gabrielli, cujo bate-boca em público já havia protagonizado a queda do economista-chefe do Santander em 2011, é um dos personagens principais da reportagem central de Veja desta semana.

Veja trouxe a público trechos de uma gravação secreta que mostra como teriam sido combinadas as perguntas e respostas entre os investigados na CPI do Senado que investiga as fraudes na Petrobrás. Só para lembrar, Gabrielli foi um dos ex-diretores que tiveram os bens bloqueados a pedido do TCU – Tribunal de Contas da União – por conta do prejuízo milionário causado a estatal com a compra da refinaria de Pasadena -nos Estados Unidos.

A semana foi movimentada. E promete continuar sendo. A discussão se prolongará sobre a tentativa de anulação dos depoimentos forjados. São duas as CPIs da Petrobrás: a CPI exclusiva do Senado e a mista, que é composta por deputados e sanadores. Na CPI do Senado, o controle do governo é total. Na CPI mista, a oposição conseguiu emplacar um maior número de participantes. Mesmo assim, é inegável o relativo conforto que a ampla base aliada amealhada pelo governo lhe proporciona.

A certeza que fica é que há muito mais coisas para vir do lugar de onde vieram estas.

Exame
Felizmente o editor de Exame não tem medo de cara feia.

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O mico da semana

30 de julho de 2014

O mico da semana

Foi amplamente noticiado o fato de que o Banco Santander enviou a seus melhores correntistas uma avaliação da relação entre o desempenho da atual presidente em pesquisas eleitorais com os números dos indicadores econômicos.

Foi o que bastou para o presidente do partido do governo, Rui Falcão, apressar-se em classificar a atitude do banco – ao dizer o que todos já sabiam – como ‘terrorismo eleitoral’.

O que chamou a atenção foi o fato do próprio governo ter impulsionado a notícia, reclamando publicamente. Ora, algo que passaria relativamente despercebido teve sua dimensão aumentada, chegando a uma muito maior quantidade de ouvidos e mentes, do que se o atual detentor do cargo que um dia foi de José Genoíno tivesse ficado quieto.

A razão para o berro governamental é elementar. Ora, a análise enviada está correta.

Embora a maioria das pessoas fiquem reticentes em aceitar os fatos, subestimando a crise que se aproxima, os sinais dela são evidentes. E não falo apenas da obviedade de que o total das despesas do governo supera as receitas. Há uma política deliberada de aumento dos gastos públicos.

Desde a crise de 2008 o Brasil abandonou o bom senso econômico para passar a implementar intervenção na Economia, pautando-se pelo assistencialismo e estímulo irresponsável ao consumo. Isso inevitavelmente nos trouxe ao ponto atual, quando estamos à beira da falência das contas públicas e da recessão ante o fato da impossibilidade das famílias continuarem aumentando o consumo na velocidade necessária. Os investidores não confiam mais no Brasil e, sem confiança, simplesmente não investem. Afinal, o Brasil terá em 2014 o pior resultado de crescimento do PIB desde o governo Collor.

O Banco Santander estimou um crescimento de apenas 0,9% neste ano. E este não é o único problema. O próprio Banco Central, com base em seus Relatórios Trimestrais de Inflação, projeta em 6,40% o índice para este ano.

Porém, a rigor, já estamos acima disso. Não fosse o controle de preços maquiando a inflação, já estaríamos muito além. Ao represar os preços de energia e combustíveis – fato admitido pelo governo – especialistas estimam que a inflação já estaria ao redor dos 8,5% ao ano. O represamento de preços por si só tem consequências desastrosas. Sugerem maior inflação futura, desalinhamento de preços e destruição de determinados setores. São esses ingredientes – devidamente interpretados pelos melhores especialistas no mundo inteiro – que apontam para um quadro catastrófico para um futuro próximo, com uma inflação que poderá beirar os 15% ao ano.

As consequências de um número desta magnitude são plenamente conhecidas por quem viveu um passado recente, anterior ao Plano Real: aumento de desemprego, interrupção súbita do crédito e consequente dificuldade das pessoas de honrar seus compromissos financeiros.

O desajuste de nossas contas públicas fatalmente nos levará ao aumento das taxas de juros. Enquanto o resto do mundo estiver mantendo as taxas de juros baixas, menos mal. Mas com a expectativa de que o Federal Reserve – o Banco Central americano – eleve suas taxas de juro a partir de 2015, vai faltar dólar no Brasil.

Nosso mercado de trabalho já enfraquece a nível assustador. A indústria está estagnada. A recessão mostra a cara. Os índices de desemprego são medidos de forma errada, pois consideram apenas quem está procurando trabalho e não encontra, desconsiderando a parcela daqueles que já desistiram de procurar. O índice de criação de novos postos de trabalho há muito tempo vem decaindo continuamente. Portanto, é uma falácia creditar “pleno emprego” à competência da gestão pública.

Por isso tudo, em rápida análise, se compreende o porquê do governo apressar-se em “fechar a porteira” para a críticas vindas dos analistas do Banco Santander. A aceitação tácita das mesmas poderia trazer uma avalanche de outras do mesmo teor e sentido.

E por fim, não surpreende que um governo cujo partido chegou a publicar em seu site uma “lista negra” de jornalistas a serem perseguidos pelo Estado, tenha festejado a demissão dos analistas econômicos de um banco, pela ‘grave’ falta de terem feito previsões acertadas.

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Santander charge

O discutido legado da Copa

9 de julho de 2014

Legado da Copa

Às vésperas das finais da Copa, tudo o que podia ser comentado acerca do desempenho de nossa seleção já o foi.

O que soa estranho é a grande preocupação de certos setores em negar o uso político/eleitoral do clima criado com a realização da “copa das copas” em solo brasileiro. Desde insinuação de “traidores da pátria” àqueles que ousam dizer que o atual governo buscava dividendos políticos com a festança, até negações do que há de mais óbvio na história da humanidade, o uso político do esporte.

Afinal, desde que na Roma antiga, quando foi cunhada a expressão “pão e circo”, passando pelas atrocidades cometidas por Hitler poucos anos depois de ser frustrado pelo desempenho superior demonstrado pelo norte americano afro descendente Jesse Owens, nos jogos olímpicos de Berlim em 1936 – apenas para citar dois fatos – é que se sabe que governantes usam o esporte para faturar politicamente.

Então não surpreende quando o governador Tarso Genro vem a público apresentar números esquisitos acerca da arrecadação gaudéria com o evento. Nosso governador anunciou solenemente que a Copa trouxe R$ 1 bilhão de arrecadação para o Rio Grande.

A previsão inicial era que viriam 200 mil pessoas. Tarso agora diz que vieram “350 mil, dos quais 160 mil estrangeiros”. Acho bem questionável afirmar – como fez o governador – que 190 mil brasileiros de outros estados tenham vindo ao RS assistir os jogos realizados em solo rio-grandense…

Mas vamos supor que viessem os 200 mil estrangeiros da previsão inicial. Ora, cada um teria de ter gasto R$ 5 mil para totalizar R$ 1 bilhão. Mesmo aqueles que ficaram acampados, os argentinos que dormiram no carro, ou os que sequer tinham dinheiro para voltar.

Em entrevista ao UOL Esporte, o presidente do CDL de Porto Alegre, Gustavo Schifino, disse que apesar do bom fluxo de pessoas, os gastos dos turistas ficaram restritos a alimentação e hospedagem e a Copa pode dar prejuízo no RS: “Estamos abaixo da previsão. Inicialmente a ideia era ficar entre R$ 95 milhões e R$ 101 milhões em volume de vendas.”

Além disso, como a abertura dos jogos ocorreu no dia 12 de junho, dia dos namorados, a data acabou perdida no calendário dos comerciantes. Os jogos do Brasil resultaram em ponto facultativo e isso também reduziu as vendas no mercado interno.

No Rio de Janeiro, foi detectado efeito semelhante. A estimativa do CDL Rio é de que as perdas cheguem a R$ 1,9 bilhão. A entidade acredita que o faturamento diário das lojas deve cair entre 50% e 70%. De acordo com o presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves, não apenas os feriados municipais, em dias de jogos, que atrapalham as vendas mas a própria Copa, por tirar a atenção dos consumidores. “As pessoas não estão pensando em comprar roupas, um vestido, um terno, carro. Elas estão focadas nos jogos.”

Com refeições a R$ 1, no Rio de Janeiro, o Restaurante Cidadão da Central do Brasil, mantido pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, que subsidia as refeições, perceberam os turistas no local. Nas últimas semanas o restaurante passou a ser frequentado por turistas de várias nacionalidades, em busca de refeição farta e barata. Café da manhã por R$ 0,35, e almoço a R$ 1, bebida incluída. São argentinos, colombianos, peruanos e equatorianos, que gostam de gastar pouco e ficar bem alimentados.

Ao contrário do que ocorre nos arredores dos estádios que recebem os jogos da Copa do Mundo, os comerciantes da região central de Campinas, em São Paulo, não têm motivos para comemorar nos dias das partidas. Em dias de jogo do Brasil, eles chegar a registrar queda de 80% nas vendas, principalmente nos segmentos bares e restaurantes. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e região (Sindivarejista), todos os setores sentem os reflexos dos jogos do Brasil. De acordo com o órgão, são quatro horas sem vender por partida.

Então, apesar do oba-oba da imprensa chapa-branca, o resultado do enorme investimento feito à custa do dinheiro de nossos impostos, pode ficar aquém do desejado.

Ninguém deve se sentir ofendido ao ver isso questionado.

Enio Meneghetti

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Vai ter Copa

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/27/turistas-nao-compram-copa-decepciona-comercio-e-pode-dar-prejuizo-no-rs.htm

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Política e Esporte

30 de junho de 2014

O Texto a seguir não é meu. Mas gostaria de tê-lo escrito.

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“Assustada com o desempenho da Seleção Brasileira nessa Copa do Mundo, a petralhada que tem um pouco mais de capacidade de previsão quanto ao resultado final já começou a lançar suas teses sobre as relações entre futebol e política. De uma maneira geral, criticam todos aqueles que torcem contra o Brasil na competição. Alguns, mais afoitos, afirmam inclusive que “um verdadeiro brasileiro” não tem o direito de torcer contra o próprio país”. É uma nova edição do antigo “Brasil: ameo-o ou deixe-o” dos anos 70.

O que não fica claro para os menos acostumados com o modo de agir do PT é que esse tipo de gente pensa da seguinte maneira: “Se o Brasil vencer a Copa, foi uma conquista do Governo Lula e uma lição para quem torcia contra o PT e a Seleção. Se o Brasil não vencer; foi uma fatalidade – “política é uma coisa, futebol; outra”. Se não fosse verdade isso que eu acabei de escrever, Lula não teria derramado suas lágrimas de crocodilo quando soube que o país sediaria a Copa de 2014.

Afirmar que não existe relação entre política e qualquer grande evento desportivo é uma asneira que não merece sequer refutação. Quem diz isso agora no Brasil são aqueles que, com medo de que o time seja desclassificado, querem da Copa do Mundo somente os bônus mas jamais as consequências negativas.

Não vale à pena fazer um apanhado histórico das relações entre esporte e política. Lembrar que guerras eram paradas para que Olimpíadas fossem disputadas ou que ditadores buscaram em vitórias esportivas a confirmação da superioridade de raças já foi descrito antes. Tudo isso o PT conhece e sabe explorar perfeitamente.

As grandes competições esportivas do século XX praticamente nasceram sob encomenda dos países gigantescos e das doutrinas totalitárias: não poderia ser diferente aqui e se eu não tivesse mais nenhum argumento capaz de estreitar ainda mais as relações entre o resultado da Copa e as eleições de outubro, eu diria que quando um dia se escrever a história do país em 2014 há que se afirmar sem medo de errar que, pelo menos economicamente, ela teria sido outra não fosse a vinda dessa competição para o Brasil.

Numa ratoeira caem portanto aqueles que, defendendo fanaticamente as relações entre política e economia, querem agora afirmar a independência das eleições de outubro com relação ao nosso desempenho dentro de campo.

Conhecimentos sobre futebol à parte, peço a todos aqueles que escutarem apelos para torcer para essa seleção que não se sintam constrangidos em dizer não ..que não se sintam menos brasileiros nem tenham aquela mesma sensação dos que, afirmando que anularão seu voto, precisam escutar do interlocutor que depois não podem reclamar. Ninguém tem obrigação de votar em ninguém para depois poder exigir seus direitos e nenhum de nós deve aceitar ser apresentado como traidor da pátria por torcer contra uma seleção de mercenários que serve politicamente a um partido associado aos narcotraficantes.

O Brasil não pertence nem aos petistas e nem aos torcedores da seleção de futebol. Eles não são proprietários da nação, não representam a sua totalidade, nem portam sozinhos a verdade sobre a situação do país. Se pensam que são pastores, que procurem o rebanho adequado para segui-los em outros campos que não sejam aqueles das arenas superfaturadas, das licitações de última hora e de todo dinheiro desviado da saúde, educação e segurança que esse partido de bandidos que se dizem trabalhadores roubou da nação.

Rezo todos os dias para que essa seleção seja desclassificada. Nunca em toda minha torci contra a seleção brasileira, mas prefiro torcer contra ela do que torcer contra o país e Deus me livre de precisar das palavras de algum vagabundo petista para me ensinar o que é respeito e amor à pátria onde nasci. Quem hoje me pede para gritar pelo Brasil trouxe aqui os cubanos que humilharam minha profissão perante o mundo, trata policiais como bandidos e emprestou para reforma do porto de Havana dinheiro que poderia construir hospitais, escolas e presídios aqui mesmo.

Política e futebol “tem tudo a ver” um com o outro, sim…Só não vê quem não quer…”

De Milton Simon Pires – médico.

Pobre Petrobrás

25 de junho de 2014

Pobre Petrobrás

De orgulho nacional desde que foi criada há 60 anos, a Petrobrás vem sendo manchete de escândalos nos últimos meses.

Loteada por concessões partidárias à base aliada do atual governo, chega-se ao cúmulo de assistir no intervalo do principal telejornal do país seu caprichado comercial, seguido pela notícia do escândalo do dia: a prisão de um ex diretor. O alvo da Operação Lava Jato, o ex-diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa.

Atualmente na cadeia, preso preventivamente, ele foi também presidente do Conselho de Administração da refinaria Abreu Lima, quando ela era uma empresa independente da Petrobras.

Integrada oficialmente ao comando da estatal em dezembro, em decisão da assembleia geral contestada por acionistas minoritários, a RNEST- Refinaria do Nordeste, ou Refinaria Abreu e Lima, está sendo construída em Ipojuca, Pernambuco. Será a primeira refinaria de petróleo inteiramente construída com tecnologia nacional.

Mas a que preço!

Infelizmente, os mal explicados gastos, absurdamente acima do cronograma, formam uma parte do escândalo que hoje ocupa manchetes e é investigado por CPIs no Congresso e por ações na Justiça Federal, envolvendo o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Receita Federal e até o Conselho de Atividades Financeiras (o COAF).

Com 86 mil funcionários e presença em 25 países, a Petrobrás era o grande orgulho nacional desde a sua fundação. Chegou a estar em 12.º lugar entre as maiores empresas do mundo, à frente de gigantes como GE, Shell, Sony, Nestlé e outras, segundo ranking da revista Forbes.

Chega a ser irônico lembrar que há não muito tempo, estados brigavam pelos royalties do pré sal, desconhecendo o que havia debaixo do tapete e deixando de lado o fato de que especialistas avisavam que é um petróleo de quase impossível extração. Para alcançá-lo é necessário penetrar em 7 quilômetros de rocha salgada, e os políticos desavisados brigavam pelo ovo dourado antes da galinha pensar em colocá-lo.

Pois independentemente disto, a Petrobrás despencou no ranking, ocupando hoje a sombra de um 120.º lugar. E o lucro sumiu.

Não é tão difícil de entender o que houve. Da era Lula para cá, a apropriação de recursos da empresa com fins políticos é uma realidade que salta aos olhos. A Petrobrás foi impiedosamente saqueada nos últimos tempos.

Os escândalos vieram à tona graças à gula desenfreada dos incapazes colocados à frente da direção da mesma. Pagaram US$ 1,3 bilhão por uma sucata de refinaria em Pasadena, no Texas, 40 vezes seu valor real. Sendo este apenas um dos graves exemplos de malversação de dinheiro.

Longe do fim, o problema Petrobrás poderá trazer para Dilma Rousseff situação ainda mais desagradável.

Os investidores internacionais da Petrobras deverão questionar judicialmente, com a tese de que ela, como presidente do conselho de administração da empresa no governo Lula, teve responsabilidade nas decisões de aquisições lesivas à empresa. Desde a refinaria de Pasadena, nos EUA, como nos contratos de um dos piores negócios da empresa, a refinaria Abreu e Lima.

A empreitada começou custando US$ 2,3 bilhões e, ainda longe do fim, pode chegar a inacreditáveis US$ 20,1 bilhões, até o final do ano.

Como alguém poderia errar tanto assim inadvertidamente? Será coincidência ter acontecido coisa muito semelhante com os estádios, como o Itaquerão? Que sina curiosa!

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Enio Meneghetti

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Conversa mole para boi dormir

4 de junho de 2014

ZH PP com DILMA

Para quem acha que exagero, Zero Hora desta 4.a. feira, 04.06.2014, pág. 35, coluna de Brasília, traz:

Acompanhado – Vilson Covatti (PP) reclama não ser o único na bancada gaúcha do PP na Câmara a apoiar a reeleição de Dilma. Embora somente ele tenha participado do almoço de adesão à campanha, Covatti afirma haver pelo menos mais três progressistas (sic) com o pé na barca petista.”

covatti com dilma
Covatti com Dilma

Às vezes quando falo nisso, na hashtag #naovotenabasealiada , já houve quem me desafiasse, como se eu estivesse falando uma heresia.

No Congresso, ninguém faz nada sozinho. O que decide é o “acordo de lideranças”, ou o “voto de liderança”. É isso que define quem vai para as comissões, as matérias que entrarão em votação, os destaques, tudo! Se quiser fazer oposição efetiva, de verdade, tem de fazer isso em um partido de OPOSIÇÃO.

Na negociação do PP de seu verdadeiro valor e peso nos conchavos por cargos com o PT, vale o peso e tamanho do Partido. Assim funciona o sistema representativo.

Pior ainda é a gente votar naquele ‘coitadinho’, amigo de algum amigo, que concorre por algum partido da Base Aliada , sabendo que não vai se eleger, “para ajudar o partido”. Justamente para “fazer legenda”. Esse voto só servirá mesmo para reforçar a legenda para eleger algum cacique. Que depois irá fazer “negócios”. E às favas o ‘coitadinho’…

Evite isso. Vote contra o governo. Vote na OPOSIÇÃO. #naovotenabasealiada

Ora, o PP está atrelado ao governo Dilma desde a criação do mensalão, lá em 2003.

Quem decide as coisas no PP é a cúpula. A cúpula fecha acordos com o governo petralha, obtém os cargos, o Ministério das Cidades, indicaram até o Paulo Roberto Costa para a Petrobrás! Sim, esse que andou preso.

Aqui mesmo no RS, onde gostam de fingir-se de oposição, o Vilson Covatti chegou a ser anunciado como coordenador da campanha da Dilma no RS! O PP teve aqui no estado (se é que ainda não tem) as diretorias da Trensurb!

O boicote a BASE ALIADA tem que ser total e completo, de norte a sul, leste a oeste, por todos aqueles que não votam em petralhas. Isso não dá mais para passar em branco.

E a solução é simples: #naovotenabasealiada , ou seja, todos os partidos que tiveram gente condenada pelo mensalão, ocupam ministérios, cargos, diretorias de estatais.

As pessoas tem que ter lado. Ou é oposição ou é situação.

O resto é conversa mole para boi dormir.

No facebook, hashtags:

#naovotenabasealiada
#dilmavaiperder

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A importância das CPIs

21 de maio de 2014

Correio de Cachoeirinha2 artigo jornal Correio de Cachoeirinha – 21.05.2014

O Ministro Teori Zavascki do STF mandou soltar na tarde da segunda feira 19 de maio, os presos da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Entre os beneficiados com a medida, o ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, indiciado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica, tentativa de destruição de documentos, o doleiro Alberto Youssef e o suspeito de tráfico internacional de drogas, Rene Luiz Pereira.

A decisão do Ministro, que colocou por terra o trabalho da 13.a. Vara Federal de Curitiba, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, foi embasada na alegação de que o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, teria extrapolado sua competência ao investigar o deputado André Vargas – eleito pelo PT do Paraná e hoje sem partido – que como parlamentar, é detentor de foro privilegiado.

Mais uma vez, a instituição do foro privilegiado, que foi criada para proteção da atividade parlamentar – opiniões, palavras e votos – é desvirtuada para proteção contra a investigação de crimes comuns por parte de parlamentares, numa distorção lamentável.

No momento em que se discute a instalação da CPI mista da Petrobrás, que sofre terrível combate da Base Aliada do Governo, é que se pode visualizar a importância das Comissões Parlamentares de Inquérito. Porque uma CPI não tem a limitação legal na qual se baseou Teori Zavascki para emitir a liminar que colocou por terra todo o trabalho investigativo realizado até agora. Uma CPI pode, com o voto de seus membros, aprovar quebras de sigilo bancário e fiscal, realizar diligências, convocar depoimentos, requerer documentos, de forma rápida, expedita e direta.

E porque ainda não foi instalada a CPI mista da Petrobrás? Porque o governo, com sua Base Aliada de partidos que o apoiam, não permite o início dos trabalhos que poderão expor as entranhas dos fatos gravíssimos que são apontados na gestão da Petrobrás. Com a distribuição de cargos, Ministérios, diretorias e benesses, o governo concentra o poder de limitar o papel das oposições.

Para que se tenha uma ideia da abrangência do poder total nas mãos dos atuais detentores do governo, basta exemplificar com um fato inédito que ocorre aqui no RS: todos os candidatos até agora anunciados como postulantes ao governo do Estado são de partidos componentes da Base Aliada de Dilma Rousseff. Esse fato por si só mostra o momento terrível que atravessamos.

Por mais que alguns parlamentares gaúchos, membros dos partidos da Base Aliada ao governo federal, afirmem ser “de oposição”, de nada adiantam suas atuações, se os comandos centrais de seus partidos em Brasília, ditam suas normas de acompanhamento do governo no ato de barrar a instalação de CPIs e outras medidas parlamentares legítimas que possam desvendar os desmandos administrativos do governo federal. Que ao comprar apoio, anula o papel de oposição, restando apenas uma minoria de partidos imune ao poder conquistado com a concessão de cargos e benesses.

Desta forma, a única maneira de existir oposição no Brasil, cabe ao povo. Àqueles que não são favoráveis ao governo atual, só cabe um papel: examinar a que partidos pertencem os postulantes a mandatos parlamentares, seja no âmbito estadual ou federal e não votar na Base Aliada do governo.

Do contrário, nunca reclamem que não existe oposição no Brasil.

Enio Meneghetti
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Que Façanha!

15 de abril de 2014

Lula e a Petrobrás

Ante a gravidade do que tem sido revelado sobre os problemas na Petrobrás, com ou sem CPI, vai ser difícil o governo evitar o vazamento dos detalhes das investigações em andamento na estatal.

A Petrobrás tem um corpo técnico e administrativo que certamente está bufando de raiva com o uso político (se fosse só uso político…) da estatal. Assim, haverá gente de sobra para apontar os caminhos para as averiguações.

As informações obtidas pelos policiais no exame superficial da agenda de Paulo Roberto Costa, o ex diretor da estatal que está preso, em planilhas e outros documentos apreendidos, tem conteúdo explosivo.

Paulo Roberto Costa dirigiu a área de Abastecimento da Petrobras de 2003 a 2012. Comandava um orçamento bilionário e negociava com as maiores empresas do Brasil e do mundo. A Polícia Federal descobriu que Paulo Roberto e o doleiro Alberto Youssef seriam cabeças do esquema desvendado pela operação Lava-Jato.

As investigações já revelaram que fornecedores da estatal repassavam dinheiro via contas da MO Consultoria, uma firma em nome de laranjas do doleiro Youssef. Mencionadas nas planilhas apreendidas pela polícia, empresas como Jaraguá e Sanko Sider, já admitiram que pagaram a essa empresa de fachada as “comissões” relatadas no documento.

Na última sexta-feira a investigação bateu no gabinete da presidência da Petrobras. O encontro resultou no recolhimento de mais de 400 páginas, CDs, máquinas e um pendrive com arquivos referentes a contratos com fornecedores.

Consta que os agentes federais foram atrás de computadores a partir de “denúncias anônimas” de funcionários da Petrobras. O informante teria chegado a fazer marcações nas máquinas que deveriam ser apanhadas pelos policiais.

O foco investigativo imediato da Operação Lava Jato consiste em reunir provas sobre a ligação do ex diretor Roberto Costa com o doleiro Youssef, em negócios entre a empresa Ecoglobal Ambiental e a Petrobras, no valor de R$ 443,8 milhões.

A situação na Petrobras fugiu completamente do controle no governo, com desdobramentos imprevisíveis. Segundo o procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico, “há uma mistura de má gestão com o fato de ter se tornado um braço político do governo. Se a empresa não fosse pública, já tinha quebrado”.

A relação dos problemas investigados na Petrobras é tão grande que faz o caso da compra da refinaria Pasadena parecer pequeno. Os indícios de superfaturamentos e desperdícios podem chegar a US$ 100 bilhões com as refinarias Abreu e Lima (Pernambuco) e com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (em Itaboraí).

Há também uma ação movida por empregados da Petrobras sobre as aplicações do seu fundo de aposentadoria, o gigantesco Petros, que é acionista das maiores empresas do Brasil.

Aluguel de plataformas com suspeitas de superfaturamento, terceirizações e quarteirizações milionárias e sem controle, joint ventures suspeitas. Os negócios sem transparência e sem as devidas informações para os investidores da estatal envolvem grandes transnacionais.

Os investidores querem saber como funciona a rolagem diária das dívidas da Petrobrás com os bancos internacionais. Isto seria tratado exclusivamente pelo diretor Almir Barbassa – que já é considerado mais poderoso na empresa que a própria presidente Graça Foster.

Enfim, parece mentira que não faz muito, o ex presidente Lula anunciava a “auto suficiência brasileira em petróleo”, além de festejar o êxito do pré sal antes de extrair uma só gota e sem revelar que o custo de extração seria mais elevado que o preço do barril.

E coube ao governo Dilma, ao que parece, afundar a “jóia da coroa”.

Que façanha!

Enio Meneghetti

http://www.eniomeneghetti.com

#DilmaVaiPerder

Empréstimos Ilegais

17 de março de 2014

Não é todo o dia que recebo menção tão ilustre.

Olavo de Carvalho
22 de outubro às 16:35 · Richmond (Virgínia) ·

Olavo de Carvalho Só a obrigação incontornável da solidariedade comunista explica que um governante corra o risco de fazer esses empréstimos ilegais, ludibriando o Congresso.

Pérsio Menezes Alguém poderia me dizer a qual “caso dos empréstimos” o prof. Olavo se refere especificamente? Foram tantos empréstimos…

Olavo de Carvalho Pérsio Menezes Simplesmente role a página e encontrará: https://eniomeneghetti.com/tag/emprestimos-internacionais/

Posts sobre Empréstimos Internacionais escritos por Enio Meneghetti
ENIOMENEGHETTI.COM
22 de outubro às 16:39 · Descurtir · 54

 

Vídeo e transcrição da entrevista de Heródoto Barbero (HB)  com a professora da USP Maria Estela Basso (MEB) traduz a ilegalidade dos empréstimos feitos pelo Brasil a diversos países, entre eles para construção do Porto de Mariel em Cuba. Como se poderá ver, com o rito seguido,  tais empréstimos contrariam a Constituição Federal e podem acarretar sanções legais gravíssimas. Assista o vídeo e acompanhe a transcrição abaixo:

 

 

00:3 – Comentarista: Hoje vou comentar uma entrevista do jornalista Heródoto Barbero…

00:20- HB = Heródoto Barbero: (…) – quanto será que o Brasil já emprestou para vários países, pelo BNDES?  

00:35 : Pelo site, NÃO DÁ PARA SABER (…) … qual o valor emprestado e nem PARA ONDE isso foi emprestado…  

0:50 – Sabemos que foi emprestado para Angola, Cuba, Venezuela, Equador, mas isso é o que a IMPRENSA publica … (…) tem uma hidroelétrica no Equador que é … tem na Bolívia também, pois a gente não fica sabendo…  

1:04 – C: – Pois é, Heródoto.  Por que será  que não dá para saber? Por que não está no site do BNDES? Por que não há transparência? Por que fica essa coisa ESCUSA, SIGILOSA, sendo que um dos princípios da Administração Pública, do Direito Administrativo, é a TRANSPARÊNCIA? Fica muito estranho…

1:29 – HB… aí nossa produção pediu SOCORRO para alguém, para saber se isso É LEGAL ou ILEGAL… prá isso temos aqui a professora Maria Estela Basso, que é professora da Universidade de São Paulo (USP). Professora, como é que faz isso? Eu, como cidadão, não tenho o DIREITO de saber quanto o BNDES empresta para A, para B ou para C?

1:50 – Maria Estela Basso – MEB : Claro, tem não só o Direito, mas a OBRIGAÇÃO, porque a gente tem que cuidar para onde vai o dinheiro que a gente ganha.  E é um ABSURDO como se cristalizou nos últimos anos, essa conduta do governo, de fazer empréstimos internacionais sem que eles passem pelo Congresso, o que é INCONSTITUCIONAL.

2:14 – HB – Ele (o governo) não pode fazer empréstimos internacionais?

2:16 – MEB – NÃO. ELE NÃO PODE EMPRESTAR.

2:17 -C – Bem, Heródoto, passou quase desapercebida a palavra INCONSTITUCIONAL. Foi isso que minha colega disse aí. Bom, se é INCONSTITUCIONAL, eu fui ver na CONSTITUIÇÃO onde está o Artigo que diz que NÃO PODE fazer isso. Então, comprei aqui um exemplar e vamos lá no ARTIGO 49: … ” É de competência EXCLUSIVA do Congresso Nacional: “ – EXCLUSIVA – atenção para a palavrinha –  ÍTEM 1 – “resolver definitivamente sobre TRATADOS, ACORDOS, ou ATOS INTERNACIONAIS que acarretem ENCARGOS ou COMPROMISSOS GRAVOSOS ao Patrimônio Nacional … (…)”. Não preciso ler mais nada.É ÓBVIO que este empréstimo para bancar o Porto de Mariel teria que passar pela aprovação BICAMERAL, Senado e Câmara dos Deputados e NÃO PASSOU. O que é isso? ATO DITATORIAL! Onde cabe, inclusive, processo de IMPEACHMENT! Cadê o Procurador Geral da República? Cadê o pessoal? OAB? Cadê vocês aí, meus colegas da OAB, ninguém faz nada?

4:18 – E a Constituição não dá o direito ao cidadão, por si só, de movimentar e acionar este tipo de procedimento. Senão, eu o faria, isoladamente. Não é? A Constituição, TÃO DEMOCRÁTICA, chamada de “Constituição Cidadã, não dá este Direito a mim ou a você que está me assistindo. Vai ter que solicitar por esse pessoal aí. E ninguém FAZ NADA! Isso me deixa DESCONFIADO. Isso me deixa PREOCUPADO com o caminho que segue o Brasil. Um caminho TIRÂNICO e DITATORIAL. A C O R D E povo brasileiro! E aí a gente vê notícia: “Dilma com a popularidade lá em cima.” Tsc, olha, tem coisa errada aqui, pessoal…

5:01 – HB – (…) … quando ele pede, ele também tem que pedir autorização?

5:05 – MEB: Sim. Mas os acordos internacionais de empréstimos do Brasil para a Venezuela, para Cuba, para a Argentina, esses empréstimos são escritos  num acordo INTERNACIONAL. Assinados pelos dois (duas) presidentes(as). Uma vez assinados, eles TEM QUE PASSAR pelos parlamentos, pelo Congresso, para obter APROVAÇÃO. É o momento no qual O POVO, NÓS, DIZEMOS se nós queremos EMPRESTAR ou NÃO.

5:35 ; HB – Então esses empréstimos SÃO ILEGAIS?

5:37 – C – Então, Heródoto, viu como passou desapercebido? Ela já falou. Esses acordos são INCONSTITUCIONAIS. E eu li aqui o Artigo 49 da Constituição, que endossa o que minha colega está falando.

 

5:51 – MEB – São INCONSTITUCIONAIS. Eles não tem eficácia jurídica, na verdade. Então, emprestar para CUBA de forma SECRETA é INCONSTITUCIONAL e significa que esse acordo feito pelos dois presidentes, ELE É NULO PERANTE O DIREITO BRASILEIRO. 

6:07 – HB – Quer dizer então que quando é feito um contrato desses ele também é secreto? (rindo)

6:12 – Coment – Heródoto do céu! Não PODE ser secreto! Ela acabou de falar. Tem que passar pela aprovação Bicameral, do Senado e da Câmara. NÃO PODE ser secreto. É inconstitucional! Só para a gente entender, “INCONSTITUCIONAL” quer dizer: É ACIMA DO ILEGAL! É MAIS GRAVE DO QUE ILEGAL! É o pior que tem! Porque na HIERARQUIA LEGAL, a Constituição está LÁ EM CIMA. Então, agredir a Constituição é a coisa MAIS GRAVE que um Presidente pode fazer. DÁ IMPEACHMENT! Podem demitir a Dilma! Essa coisa toda deveria ser PAUTA dos nossos deputados, e senadores. Entendeu, Heródoto? É INCONSTITUCIONAL! É ILEGAL! NÃO PODE! Esse é o problema. a gente não entende e está acontecendo. Vamos a entrevista.

 7:20 MEB – (…) Ele não pode ser secreto. Jamais. Porque ele tem que passar pelo Congresso Nacional, obter aprovação do Congresso e o Congresso pode não aprovar. Porque ele (Congresso) fala em nosso nome  e ele pode dizer: “Não, eu não quero que o dinheiro do brasileiro, do governo, vá para financiar esta obra estrangeira porque esse dinheiro deve ser investido aqui.” Então, o Congresso tem o poder de dizer NÃO. Só depois que ele diz SIM é que volta para a mesa do presidente e ela então CONFIRMA aquele ato que ela assinou lá, tempos atrás. Se não acontecer esse ritual, o acordo É INCONSTITUCIONAL.

8:00 – HB – Então alguém pode entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN)?

8:04 – MEB – Sim, perante o Supremo (STF). Isso já aconteceu no passado, Heródoto.

8:08 – Coment.  – Bom, Heródoto, agora gostei de você. Só faltou uma coisinha: não é que alguém PODE entrar. Alguém DEVERIA entrar. Não é “poder”, não. Tem OBRIGAÇÃO LEGAL. Cadê o Ministério Público? PROCURADOR GERAL DA REPÚBLCA?!? ALÔ! OAB? Alô, gente que tem a competência INSTITUCIONAL, a competência CONSTITUCIONAL pra fazer isso, essas pessoas DEVERIAM fazer ISSO! TEM QUE FAZER! E alguém não faz… Por que é que não fazem? Não sabem? Tá com preguiça? Esqueceu? A coisa fica muito “estranha”… Tem m-a-i-s situação aí por trás, dos BASTIDORES…      Tem cooooisa acontecendo… e a gente não se dá conta. A imprensa não se dá conta. Você, Heródoto, é um grande jornalista, que eu respeito, mas você parece que está caindo das nuvens. Nossa! então é isso? Estão levando o país para uma VENEZUALIZAÇÃO! Gente, é a turma do falecido Chavez, o Maduro, que aliás proibiu as redes sociais… Tem aí no Estadão notícia sobre isso. Um horror! (…) A família Castro em Cuba, estamos mandando dinheiro para lá também. Manda para a Kirchner na Argentina. Os amiguinhos… E a imprensa, “olha…”, “será?” É! Alô, oposição! (…)

(…) 10:14

10:39 MEB – (…) … porque no passado, até o governo Collor, ou seja, antes da Constituição de 88, alguns presidentes brasileiros fizeram este tipo de acordos de cavalheiros, acordos secretos (…). Com a Constituição de 88 isso foi PROIBIDO, porque ficou expresso que todos os acordos tem de ter a aprovação do Congresso Nacional. Então, do Collor para cá, eles não fizeram mais. E agora está havendo EXCEÇÃO, porque voltaram esses acordos que eram usados no passado para fugir do controle do Congresso Nacional. (11:20)As Adins…. (…)

14:08 – HB – E o seguinte, e quanto às informações constantes do BNDES? Ele pode esconder isso dos deputados?

14:14 – MEB – Não, não pode! Até pelo princípio da Transparência, porque se trata de um órgão público. É um ato RELAPSO de não dar essas informações. E até porque, talvez as pessoas não cobrem dele (BNDES). Então ele vai escondendo. Vai negociando isso, divulgando na medida que interessa (…). Sim, mas deverá divulgar isso. Pelo menos amanhã cedo, já que está sendo levantado por você… (Heródoto)

14:42                   

segue a entrevista…