A VENEZUELA É AQUI?

9 de maio de 2017

              Tivemos uma das semanas mais vexatórias dos últimos tempos.

               Praticamente ao mesmo tempo em que Renato Duque prestava depoimento em juízo e afirmava que Lula, além do conhecimento, detinha o comando do esquema de corrupção que assolou o Brasil, o ex presidente discursava em um ato político, insinuando publicamente que poderia mandar prender os jornalistas que noticiaram seus crimes.

               O país também cobriu-se de vergonha e revolta ante a ação protagonizada pelo STF, que determinou a soltura do criminoso José Dirceu, membro destacado da mega quadrilha oficial.  Na decisão da segunda turma do STF, foram lamentáveis o discurso e o voto dados pelo ministro Gilmar Mendes. Sabia-se que Levandowski e Dias Toffoli – este ex subordinado do apenado libertado, algo que em um país decente o impediria de participar de tal votação  – votariam pela concessão do benefício. Mas Gilmar Mendes?

               Se isso causa revolta e desconfiança, tudo fica muito pior quando o réu Lula, suspeito de ser o comandante do maior esquema de corrupção do mundo, ameaça em público não só a imprensa, mas até mesmo parcela do Judiciário.

              Depois destinar dinheiro público brasileiro a várias ditaduras, o réu Lula teve o atrevimento de, às vésperas de seu depoimento em juízo, insinuar que se não mandarem prendê-lo logo, seria ele próprio que poderia mandar prender a “esses que querem vê-lo preso”, se reeleito presidente.

              Só mesmo um candidato a ditador não sabe que nas democracias, governantes não “mandam prender”. Só é assim nas ditaduras, como  Cuba ou a Venezuela destruída por Chavéz e Maduro, para citar apenas duas entre as apoiadas e financiadas por Lula e Dilma com dinheiro público brasileiro.

              Não bastou o mal que este elemento desqualificado e sua desastrosa sucessora causaram ao Brasil, teremos continuar lendo e ouvindo este homem fazendo bravatas em público, tentando desesperadamente “levantar  as massas” em sua defesa? O que ele pretende? Guerra civil?

              Às vezes parece não haver mais leis em nosso país. Como é que um réu com acusações gravíssimas como as dele, pode  vir aos meios de comunicação, em horário nobre, mentir descaradamente em um comercial de propaganda partidária?

             Além de mentir terem sido ele e seus companheiros vítimas de golpe, Lula faz propaganda eleitoral antecipada atribuindo a terceiros o desastre econômico em que ele e Dilma atolaram o Brasil. Estelionato eleitoral explícito. Onde está o Ministério Público Eleitoral nesta hora?

             Nesta quarta feira, dia 10 de maio, está previsto o interrogatório deste réu. Todos são iguais perante a lei. A forma como transcorrerá esta audiência será determinante para sabermos em que tipo de país vivemos.

            Afinal, ainda temos leis nesta terra ou já viramos uma Venezuela?

O PAVOR MAL COMEÇOU

25 de abril de 2017

 

                             As revelações de Emílio Odebrecht foram apenas parte do estrago. As delações dos dirigentes das outras empreiteiras trarão mais destruição.

                            Depois do patético depoimento em que o capo Emílio Odebrecht, sem demonstrar o mínimo arrependimento, com ar superior, em uma performance teatral, tentou dar ares de normalidade à corrupção alimentada por ele, sua empresa será para sempre lembrada como sinônimo de corrupção. Desculpas como “geração de empregos” jamais poderão servir para a manutenção das atividades de uma empresa movida à base de corrupção. Emílio buscou situar a corrupção no tempo. “O que nós temos no Brasil não é de cinco, dez anos. Tudo que está acontecendo era um negócio institucionalizado, normal”. Absurdo.

                            Em outro depoimento devastador, Léo Pinheiro revelou a Sérgio Moro que Lula chegou a lhe determinar que destruísse provas sobre a real propriedade do famoso triplex do Guarujá. O empreiteiro contou que em um encontro, Lula lhe indagou: “Léo, você fez algum pagamento a João Vaccari no exterior?”. Ele respondeu: “Não, presidente, nunca fiz pagamento dessas contas que nós temos com Vaccari no exterior”.   Lula: “Como você está fazendo esses pagamentos para o PT?”.  Léo respondeu: “Através das orientações do João Vaccari. Do caixa dois, de doações diversas que nós fizemos a diretórios e tal”. Veio a ordem de Lula: “Você tem algum registro de algum encontro de contas feitas com João Vaccari…? Se tiver, destrua”.

                          Léo Pinheiro deixou claro em seu depoimento que o tríplex sempre foi da família Lula, além de trazer uma nova acusação: destruição de provas. Isso também dá cadeia.

                          Em seguida foi Antônio Palocci que colocou-se à disposição para delatar. Sua família vem pressionando para que ele possa abrir o jogo. Palocci sabe muito. Foi ministro da Fazenda de Lula, Chefe da Casa Civil de Dilma. É o “Italiano” das planilhas de propinas da Odebrecht.

                          Manifestou publicamente sua intenção. “Encerro aqui e fico à sua disposição”, disse ao juiz  Sérgio Moro. “Hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição no dia que o senhor quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, à pessoa que o Sr. determinar, eu imediatamente apresento todos os fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato. Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”.

                         Chegou a hora fatal. Quem ainda tem algo a delatar, com provas, deve correr, antes que suas condenações sejam irreversíveis. É o caso de Palocci. Quem optar por não delatar terminará como Marcos Valério, com muitos anos de cadeia para cumprir.

                        Lula não tem essa opção. A quem ele delataria? A Hugo Chavez?

                        A jararaca virou vítima do próprio veneno.

“AMIGO” X “INIMIGO”

18 de abril de 2017

 

O Ministro Edson Fachin prestou um desserviço à Lava Jato ao autorizar a divulgação da lista de Janot sem separar os diversos tipos de enquadramentos.

 

Há diferença enorme entre quem que recebe contribuição de campanha em um valor razoável e quem assalta órgãos públicos, como Petrobrás, BNDES, etc. para enriquecer, financiar o próprio luxo, comprar apoios políticos, editar medidas provisórias, fazer emendas. Isso consiste em corromper a democracia em um projeto totalitário de poder.

 

Está em curso uma manobra manobra visível para fazer vala comum e banalizar a corrupção. Nos interrogatórios dos criminosos como Emílio Odebrecht, isso é notável.

 

Outro criminoso confesso, Alexandrino Alencar, em seu interrogatório foi indagado sobre a mecânica das doações a candidatos: “Nessas conversas, o sr. era procurado ou procurava para oferecer as doações? Alexandrino: “Não me recordo de ter tomado a iniciativa de procurar alguém para doações.” – responde com um sorriso sarcástico. O procurador continua: “Como era a conversa típica dessas doações? O sr. levantava algum interesse? – Alexandrino: “A contrapartida? Sem dúvida nenhuma, todas as doações tinham uma conversa relacionada com alguma empresa do grupo, relacionada ao candidato. No RS você tinha… ãh… questões de petroquímica, (…) etc.

 

Já no vídeo referente ao deputado Onyx Lorenzoni, Alexandrino se contradiz.  Ele afirma que vislumbrou um grande talento em Onyx e foi procura-lo, no ano de 2006. Queria “mantê-lo próximo” devido “ao volume de investimentos que tínhamos no RS”. Afirma ter ele oferecido R$ 175 mil para sua campanha. Indagado sobre qual a “contapartida”solicitada, afirma que era somente uma “parceria para o futuro”. Atrapalhou-se todo e não lembrou onde teria sido o encontro, não soube como teria sido entregue o recurso.  Disse que foi uma decisão isolada sua, porque tinha “autonomia” para tanto. O procurador pergunta acerca de uma planilha entregue por Alexandrino e ele destaca: – Está aqui, “Inimigo”. E aponta a data da doação: “Dia 10 de outubro de 2006”.

 

A data de 10 de outubro foi após a realização do I turno. O deputado já estava reeleito. Na ocasião, a candidata Yeda Crusius já havia brigado com o então PFL, hoje DEM, com o presidente da sigla, deputado Onyx e com o Vice Paulo Feijó. Era o momento em que Yeda publicamente tentava substituir o candidato vice na chapa majoritária, após o I e antes do II turno daquela eleição. Ora, que retorno “para o futuro” esperava obter Alexandrino em seus “investimentos no RS” através de Onyx, então? Registre-se que nenhuma outra doação foi apontada pelo delator.

O honroso codinome “Inimigo”, teria sentido em 2006 ou somente dez anos depois? Foi mesmo atribuído em 2006?

 

Onyx foi o relator das 10 medidas contra a Corrupção, negou-se a participar de todas as manobras tentadas para melar a Lava Jato, inclusive a tentativa de anistiar  o Caixa 2. Justamente o enquadramento que Alexandrino lhe proporcionou somente agora, no depoimento em dezembro de 2016.  Muito estranho. A história não fecha.

 

Ao delator cabe o ônus da prova. Se não apresentar provas cabais do que afirma, seu benefício da Delação Premiada pode até ser anulado.

 

Ele bem merece.

Enio Meneghetti

artigo publicado no Jornal “Correio de Cachoeirinha” terça feira, 18.04.2017

 

 

A verdade sobre Onyx

18 de abril de 2017

ONYX ENTREGA A FACHIN PRESTAÇÃO DE CONTAS STF_ContasEleicao2006_20170417 ONYX ABRE SIGILOS STF_Sigilo_20170417 ONYX PEDE AO STF PARA ABRIR MÃO DO FORO PRIVILEGIADO STF_Foro_20170417 LISTA AP…

Fonte: A verdade sobre Onyx

A UNIÃO DE TUDO O QUE NÃO PRESTA

4 de abril de 2017

   

                     Mercosul e OEA manifestaram  preocupação com a atual crise política da Venezuela.   A reação de Nicolás Maduro, foi pedir “respeito”, rejeitando qualquer interferência em assuntos de seu país. Ele acha que é dono da Venezuela.

                    – Ninguém se meta nos assuntos dos venezuelanos!

                    A oposição acusa o governo de Maduro de estar se transformando em ditadura.  O Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, controlado por Maduro, assumiu os deveres da Assembleia Nacional, que tem maioria de oposição, por considerar que o Congresso está em “desacato”. 

                   A OEA está em vias de fazer uma declaração de ruptura constitucional na Venezuela.

                  Maduro não quer ninguém dando palpites nos assuntos de seu país. Mas ele não se fez de rogado ao intrometer-se nos assuntos do país de seus financiadores.

                – Fomos testemunhas de um evento que, sem lugar para dúvidas, constitui um golpe de Estado parlamentar contra a legítima presidente do Brasil, Dilma Rousseff”, frisou. Disse que a destituição daquela “faz parte de uma ofensiva imperialista para acabar com os governos populares (…)”

                As declarações de Maduro ficam ainda mais estapafúrdias quando se sabe que os nomes dele e de Hugo Chavéz estão na lista da Odebrecht. O ex executivo da empreiteira, Fernando Migliaccio, declarou ao MPF foi incumbido de tratar com Monica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, o cronograma de pagamentos da campanha eleitoral venezuelana.  

                 Sim, Hugo Chávez e Nicolás Maduro foram eleitos com dinheiro roubado.  

          Os governos Lula e Dilma aniquilaram a economia brasileira ao financiar obras e serviços em países ao redor do mundo, com o intuito de lucrar por meio delas. Através de contratos secretos (que, espera-se, logo deixarão de ser), rodovias, hidrelétricas, ferrovias, barragens, portos, aeroportos e metrôs foram erguidos na Venezuela, em toda a América Latina e na África.   

                 Em 2009, na cúpula das nações africanas, Lula declarou em alto e bom som:

                 – Não podemos ter preconceito com países não democráticos. 

                   Para quem diz isso publicamente, enterrar bilhões para financiar obras suspeitas no exterior e eleger ditadores com dinheiro roubado, é ato de rotina.  

         

O PERSEGUIDO

28 de março de 2017

 

Com medo de sofrer punições da Justiça Eleitoral, o PT desistiu de lançar a candidatura de Lula à Presidência da República em evento que estava previsto para o mês que vem. Os petistas pretendiam que Lula sentasse diante do juiz Sérgio Moro no próximo dia 3 de maio já como pré-candidato, para criar constrangimentos para o magistrado.

            Em um seminário contra a Lava Jato em São Paulo, Lula referiu-se à questão: “Agora vai começar um outro processo contra mim porque dizem que estou num processo de antecipação de campanha e tenho que ter a candidatura vetada”.  Ele continuou a bravatear: “Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem o delegado da Polícia Federal têm a lisura, a ética e a honestidade que eu tenho nestes 70 anos de vida. Eles deram azar porque foram mexer com quem eles não deveriam ter mexido. Vou nessa briga até o fim. Não tenho negociata. Eles vão ter que provar. A Lava-Jato não precisa do crime. Primeiro, ela acha o criminoso e depois coloca o crime em cima do criminoso. Quero ver qual vai ser o crime a ser imputado a mim”.

           Não serão poucos e ele sabe. Pelo menos dez serão as situações suspeitas que virão nos depoimentos de executivos e ex diretores da Odebrecht:

–  O sítio: o executivo Alexandrino Alencar teria dito em seus depoimentos que a Odebrecht pagou a reforma do sítio de Atibaia, em 2010;

– O terreno: a construção de uma nova sede do Instituto Lula. A Odebrecht teria oferecido ao ex-presidente vantagem indevida, de cerca de R$ 12 milhões de reais, com a compra do imóvel da Rua Dr. Haberbeck Brandão;

– Cobertura em S Bernardo:  utilizada pelo ex-presidente, foi adquirida no nome de Glauco da Costa Marques. Seria mero testa de ferro. Segundo o MPF, Marisa Letícia assinou contrato fictício de locação do imóvel, datado de fevereiro de 2011, mas nunca houve pagamento;

 – “Amigo”- um total de R$ 8 milhões debitados do saldo do que a PF chamou de “conta-corrente da propina”, na planilha italiano;

– Itaquerão: Emílio Odebrecht, teria dito que o estádio do Corintians foi retribuição a Lula pela ajuda prestada em seus oito anos de mandato;

– Luiz Cláudio: a Odebrecht, a pedido de Lula, teria alavancado a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos;

– Frei Beto – a empreiteira teria pago mesada a Frei Chico, irmão de Lula por mais de dez anos;

– Conta corrente:  Marcelo Odebrecht teria detalhado sobre a conta corrente gerenciada por Antônio Palocci, usada para manter em alta a influência política de Lula, com investimentos nas campanhas de líderes de esquerda em países vizinhos;

 – Tráfico de influência: Lula teria ajudado a Odebrecht na obtenção de contratos na América Latina e na África com recursos do BNDES. O esquema teria sido iniciado em 2011, e durado até 2014;

 – Palestras: sempre que a empreiteira precisasse ajuda para resolver algum  problema em contratos nos respectivos países, providencialmente, uma palestra do ex presidente acontecia no país demandado.

                Tudo invenção, certamente.

A festa de St. Patrick’Day  

23 de março de 2017

           Na ultima sexta feira 17, a rua Padre Chagas foi fechada para a comemoração do dia do Santo padroeiro da Irlanda.

           Regado a muita cerveja, o evento saiu de controle na edição anterior. Agora a prefeitura interviu, regulamentando a festa, que reuniu mais de 30 mil pessoas no espaço de pouco mais de três quadras.

           A rua foi fechada às 12:30 de um dia útil. Trânsito engarrafado refletiu-se em toda a região. Consultas canceladas, comércio prejudicado, locomoção dos moradores dificultada.

           A prefeitura impôs o término para às 22:00. Mas os jovens chegaram portando sua bebida. Coolers, caixas de isopor, até barris de chope.

          O horário determinado pelo poder público de nada serviu. Os bares continuaram funcionando.

          Garrafas quebradas representavam um perigo adicional. As filas nos banheiros, instalados junto às janelas de prédios residenciais, não deram conta. Qualquer dobra de parede servia.  O odor foi testemunha até o final da manhã seguinte.

          O espaço das áreas privadas dos prédios foi invadido. Canteiros pisoteados. Não era possível ver o chão ao caminhar, tal a massa humana. Felizmente não houve situação de pânico e correria.

          Um traficante foi preso, houve pequenos roubos e um rastro de sangue entre as ruas Luciana de Abreu e Hilário Ribeiro confirmava os relatos de briga à faca.

          Situações desse tipo podem levar ao caos. Exemplos como o da boate Kiss nos ensinam que muita gente feriu-se pisoteada antes de conseguir escapar.

          O evento atravessou a madrugada, até muito depois da reabertura do tráfego.

          O caminhão pipa que lavaria a rua e as calçadas só chegou depois das onze horas do sábado, quando os moradores e comerciantes já haviam providenciado por si mesmos a lavagem. Tudo está documentado.

          Ninguém é contra confraternização, lazer ou festas. Mas devem acontecer em locais que garantam o direito e a segurança de todos os envolvidos. Isso não aconteceu na sexta feira.

Entre mais de 300 fotos e alguns vídeos, selecionamos algumas mostrando o estado em que ficou o local.

A quantidade excessiva de pessoas em um espaço restrito, comércio de ambulantes que colocou por terra a ideia dos organizadores de ter qualquer controle sobre o horário de término do evento, sem falar no fato de que a maioria dos presentes levou sua bebida de casa.

Há também registros de pessoas fazendo suas necessidades fisiológicas na via pública.

 

Xixi no portão do prédio. Padre Chagas, 174.  

  

   Xixi coletivo em jardim privado.        

 

Sol alto, a lavagem e escovação ficou por conta dos comerciantes, zeladores e moradores, pois o caminhão pipa prometido para a madrugada, só chegou após às 11:30. Não foi possível aguardar tanto tempo o mau odor de cerveja choca e urina.  

Rua Padre Chagas, 185, cerca de 5 horas da madrugada de sábado. Fim de festa, trânsito de veículos recém liberado.

A lavagem da calçada e do recuo invadido acabou ficando à cargo do pessoal do prédio, com o uso de mangueiras e aparelho lava-jato. Sol já estava alto e o caminhão pipa ainda não havia aparecido. A promessa era que a lavagem seria na madrugada.   

Comércio de ambulantes na calçada. Estoque farto.

 

    

Cacos de vidro por vários dias. Senhoras, crianças, caminhar de sandálias, ou sapatos abertos, nem pensar. 

 

 

A certa altura da festa, não era possível enxergar o piso quando se andava. Se houvesse situação de pânico, gente teria sido pisoteada.

 

Aspectos da porquice. 

 

 

Bebidas foram levadas por populares. A oficialidade achou que iria conseguir limitar o horário da festa.

Canteiros do prédio esquina rua Luciana de Abreu. 

FALA, ALEXANDRINO!

21 de março de 2017

FALA ALEXANDRINO!

 

Conforme vínhamos antecipando há bastante tempo neste espaço, o depoimento mais bombástico entre os mais de setenta executivos da Odebrecht, deverá mesmo ser o do ex diretor de relações institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar.

 

Neste final de semana foi publicado na revista Veja parte das revelações que deverão constar  na delação premiada do mais frequente acompanhante e interlocutor de Lula em assuntos não republicanos.

 

Alencar acompanha Lula desde os tempos de sindicalismo em São Bernardo. Em sua delação, ele revela que a Odebrecht pagou mesada por mais de dez anos para Frei Chico, irmão de Lula. Isso começou durante o mandato presidencial e só parou com o estouro do Petrolão.

 

Como se sabe, Lula responde por crimes de corrupção passiva e tráfico de influência. Um dos casos é o do sobrinho, Taiguara Rodrigues, que recebeu 20 milhões da Odebrecht por obras do mesmo tipo das palestras de Lula: nunca foram encontradas. Alencar explica isso e também os pagamentos mensais ao irmão do ex presidente. Segundo o delator, tudo foi feito após pedido pessoal de Lula.

 

Além disso, segue Alexandrino,  a falecida Marisa Letícia pediu pessoalmente ajuda para a realização da reforma do sítio de Atibaia.

 

Ou seja, enquanto era diretor da empreiteira, Alencar afirma que fez pagamentos à família presidencial. Inclusive o patrocínio a Luís Cláudio Lula da Silva, a ponto de transformá-lo de professor de educação física a empresário bem sucedido do ramo esportivo.

 

Alencar montou um diagrama com todo o esquema de pagamentos feitos, mais a compra do famoso terreno para construir a sede do Instituto Lula. Segundo Alencar, Lula recebeu cerca de três milhões de reais para defender os interesses da Odebrecht. Os pagamentos vieram na forma das famigeradas “palestras” de Lula, de 2011 até 2014.

 

O advogado de Lula, José Roberto Batochio, nega tudo.

 

Lula e Dilma Rousseff estão com outro problema sério. Edson Fachin logo  desmembrará a lista de Janot enviando as acusações referentes aos apontados que não tem foro privilegiado, caso de Lula e Dilma e eles responderão diretamente ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Com isso os ataques contra a Lava Jato vão aumentar.

Já está marcado para a sexta feira próxima encontro do partido. O presidente do PT, Rui Falcão, declarou que “será um grande debate cujo tema é ‘O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil’.”

Participarão Lula, juristas, economistas, sindicalistas, jornalistas, cientistas políticos ligados ao PT. Pretendem transmitir ao vivo pela Internet e disponibilizá-lo no Brasil e exterior. Marketing de defesa.

O PT alegará que a Lava Jato se desviou de seus objetivos e está causando paralisia da economia. E que é uma manobra para “impedir a candidatura do Lula à Presidência da República”.

 

A estratégia óbvia da vitimização, confirmada por Ruy Falcão.

ESTAVA ESCRITO

14 de março de 2017

 

Muitos devem ter notado que começaram a circular com mais insistência nos últimos dias posts, notas e até um videozinho de youtube com Lula malhando com seu personal e mostrando suas “ótimas” condições físicas. No final, diz a mensagem: “Até 2018”.

 

Compreensível isso acontecer pouco antes de seu interrogatório pelo juiz Sérgio Moro, marcado para o próximo dia 3 de maio. Há petralhas falando em organizar uma caravana e cercar o prédio do tribunal. O fato é que mostrar disposição para concorrer à presidência apenas evidencia o temor de ser condenado e preso, sem falar na tentativa de refrear a debandada que seu partido sofre.

 

Ontem, Emilio Odebrecht prestou depoimento a Sérgio Moro. Infelizmente o conteúdo ainda permanece sob sigilo, até que o teor dos relatos dos demais delatores da Odebrecht sejam liberados.

 

Antes de chegar o dia “L”, do depoimento de Lula, Marcelo Odebrecht será interrogado no mesmo processo, que apura as responsabilidades de Antonio Palocci. Estima-se que Marcelo revele que Palocci, além de operador da propina do partido, cuidava também da propina tocante a Lula, o “Amigo”.

Circula a notícia de que Lula teria tido um desentendimento com seu advogado, José Roberto Batochio, também defensor de Palocci e Mantega. O motivo seria Palocci estar tentando obter o benefício da delação premiada.

Depois de Marcelo dia 10 de abril, virá o depoimento de José Oldemario (Léo) Pinheiro, da OAS, no dia 20. Leo Pinheiro deverá confirmar que Lula sabia muito bem que a OAS pagou pelo triplex e o valor seria descontado da propina do PT.

O depoimento que deverá causar maior sensação será o de Alexandrino Alencar. Ele poderá detalhar os pagamentos para a reforma do sítio de Atibaia, a compra do terreno para o Instituto Lula, a compra do apartamento vizinho, as palestras milionárias, os negócios dos filhos e muito mais. Ele era o acompanhante de Lula nas viagens ao exterior, quando as palestras “coincidiam” com o fechamento de grandes contratos financiados pelo BNDES.

 

Entre 2007 e 2015 Alexandrino acompanhou Lula nas viagens ao exterior, sempre nos jatinhos pagos pela Odebrecht e presenciou diversas negociações que levaram o  BNDES  a financiamentos ruinosos de obras realizadas pela Odebrecht no exterior. Foram torrados mais de R$ 28 bilhões. Só em Angola do amigo de Lula, o ditador José Eduardo dos Santos, foram 42 contratos de obras, que totalizaram 2,6 bilhões de dólares, a juros e prazos – literalmente – de mãe brasileira. Na República Dominicana, foram outros 1,8 bilhões de dólares. Sem falar no Porto de Mariel, no Metrô de Caracas e muito mais dinheiro jogado fora. Enquanto isso acontecia, Lula e Dilma, ajudados por aquele marqueteiro tipo exportação, que já andou preso, mentiam para os otários que o Brasil estava rico. Alexandrino assistiu a tudo. Quando os bastidores dessa orgia com o dinheiro público começarem a ser revelados, vamos ter a mesma sensação que tivemos da pequenez do mensalão frente ao Petrolão. Virá logo a vez do Petrolão, com todo o escândalo da Petrobrás, parecer pequeno frente aos estragos feitos via BNDES. Coitado do muquirana Marcos Valério, frente ao tamanho dos roubos que o seguiram.

Hoje temos o Brasil com a com a malha rodoviária sucateada, o país financeiramente em frangalhos, carente de tudo e em meio a uma crise que levaremos mais de dez anos para superar graças a estes criminosos irresponsáveis eleitos à base de compra de votos e corrupção desenfreada.

Não foi por falta de aviso. Aqui mesmo isso foi escrito, com todas as letras.

Sobre o Fechamento da rua Padre Chagas

13 de março de 2017

 

Quando um empresário faz seu “Plano de Negócio”, calcula a viabilidade de seu empreendimento e aluga um espaço privado de “X” m2.

Em seguida, resolve promover uma festa para alavancar suas vendas. OK.

Mas quando quer expandir seu negócio para o MEIO DA RUA e ainda pretende o beneplácito do Poder Público, aí vira DEBOCHE!

A troco do quê os comerciantes poderiam ir além do espaço de seus imóveis locados?

A troco do que o poder público teria o DIREITO de, com um canetaço, entregar de mão beijada esse espaço para aumentar o faturamento de meia dúzia de casas, contrariando o interesse não só de moradores e contribuintes, como até mesmo de outras casas, como Dado Pub e Thomas Pub, aos quais cabem até o elogio por se manifestaram CONTRA a baixaria que farão os borrachos e mijões na sexta feira?

Onde fica o DIREITO DE IR E VIR dos moradores, que sequer poderão usar seus veículos no dia do evento?

Peço que façam registros com o celular das baixarias, para postar depois.

E no sábado de manhã, bem cedo, ao raiar do dia, ficará ótimo bater mais fotos das garrafas quebradas, latas vazias e sujeira pelo chão. Pena que as fotos não tem como registrar o cheiro de urina.

Espero que na reunião prevista para hoje, a Associação dos Moradores do Moinhos de Vento tome a decisão correta, no sentido de manifestar-se contra o carnaval irlandês. Porque, do jeito que a coisa vai, só falta aparecer algum “iluminado” querendo promover uma cavalgada no 20 de setembro. Afinal, até bar com esse nome já tem… Pensando bem, seria bem mais lógico até do que a festa alienígena…

http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2017/03/rua-fechada-para-st-patrick-s-day-causa-debate-no-moinhos-de-vento-9743772.html

Rua fechada para St. Patrick’s Day causa debate no Moinhos de Vento Comerciantes a favor e contra bloquear a Padre Chagas para evento no próximo dia 17 discutem com mediação da prefeituraO pobre São Patrício nem sabe, mas menos de duas semanas antes do seu dia, é o responsável por divergências na rua mais badalada do Moinhos de Vento. Enquanto alguns bares da Padre Chagas pretendem fechar a rua no próximo dia 17 para comemorar com muita cerveja o St. Patrick’s Day — tradicional festa irlandesa que se popularizou pelo mundo —, outros são contra a medida. O assunto foi discutido na tarde desta quarta-feira em reunião na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico que, responsável por assuntos de comércio e turismo, media a contenda entre empresários favoráveis e contrários. A prefeitura ainda não confirmou o fechamento da rua: ficou acordado que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) será consultada para a elaboração de um termo de ajustamento de conduta semelhante ao que permite a realização do Carnaval de rua. Uma nova reunião será feita na próxima segunda-feira à tarde, segundo o chefe de gabinete da secretaria, Alexandre Prates. Leia maisNão será um evento pequeno: 10 estabelecimentos já protocolaram na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) solicitações para a reserva de vagas na rua, montagem de estrutura ou estacionamento de gerador de energia. O Mulligan Irish Pub apresentou seu projeto em janeiro prevendo a instalação de 11 banheiros químicos e de um palco para show e interação com o público. Gabriely Muñoz Rocha, que comprou o pub em novembro do ano passado, explica que a ideia é decorar a Padre Chagas, simulando uma floresta encantada com potes de ouro. Também estão previstas atrações como um concurso de fantasias. Gabriely destaca que o evento iniciará às 16h e terminará às 21h30min, respeitando a lei do silêncio. — A nova administração do Mulligan enxergou que o evento acontecia com ou sem organização, e quis entregar uma proposta cultural — explica a dona, acrescentando que parte das vendas de bebidas será revertida para instituições de caridade. Contrários, outros comerciantes se preocupam com o excesso de público. Werner Siegmann, 67 anos, sócio do Dado Pub na esquina da Padre Chagas com a Rua Fernando Gomes, lembra que, em 2016, um evento sem o respaldo da prefeitura bloqueou a rua pelo excesso de público. Isso atrapalhou os estabelecimentos da rua e quem reside no bairro, sustenta. — Achamos que o Moinhos de Vento não tem esse ar de trazer galera para fazer xixi no muro e atirar garrafa vazia no chão. No ano passado, no dia seguinte, parecia que havia acontecido uma guerra na rua — diz ele. Associação do bairro vai definir posição na próxima semana Também contra a realização do evento na rua, o dono de outro pub na Padre Chagas diz estar preocupado com o efeito sobre quem vive no bairro. — Queremos uma relação saudável, produtiva e eterna (com os moradores), e vamos colocar tudo isso em risco por causa de um evento — corrobora Wilson Herrmann, relações públicas do Thomas Pub. Moradores das redondezas ainda não se posicionaram sobre a ronha — ao menos, de forma organizada. O presidente da associação Moinhos Vive, Raul Agostini, diz que o assunto será discutido em uma reunião interna, marcada também na próxima segunda-feira. — O que não pode repetir é o que ocorreu ano passado, quando houve uma desatenção quanto à limpeza e quanto ao barulho. No meu entender, vai depender das posições de compromisso tomadas por quem está organizando. E-mailGoogle+TwitterFacebook