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Vergonha nacional – o combo de Zavaski

30 de abril de 2015

Senhoras e senhores: é uma vergonha nacional o STF liberar para prisão domiciliar um dentre os nove detentos exatamente no momento em que este é apontado em matéria de capa de uma das principais publicações do país, VEJA desta semana, como prestes a revelar segredos de suas relações “anti republicanas” com o ex presidente Lula.

A decisão da segunda turma do STF é de uma coincidência infeliz, no momento em que VEJA (reprodução abaixo) estampa em letras garrafais a informação que o ex-presidente da construtora OAS, conhecido como Léo Pinheiro, dava sinais evidentes que iria abrir o bico e fazer a delação premiada.

Agora Léo Pinheiro e demais empreiteiros poderão fazer “contatos” antes impossíveis de passarem despercebidos. Ficarão presos em casa. Usar a tornozeleira eletrônica não os impede de usar um telefone celular de terceiros, ou receber visita de pombos correios. Além de ser bem menos incômodo usar o banheiro de casa do que o vaso turco da carceragem.

O COMBO DE ZAVASKI

Ao final da sessão em que o advogado de Ricardo Pessoa conseguiu colocar seu cliente dentro de casa, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, propôs libertar também outros oito executivos, sob o argumento de que estavam em “situação processual significativamente assemelhada” à de Pessoa. O combo proposto por Zavaski e acatado por apertados 3 x 2.

Não custa lembrar que o mesmo Zavaski, em uma história ainda mal explicada, coincidentemente, havia liberado Renato Duque depois que sua esposa teria falado desesperadamente com interlocutores de Lula e depois com o próprio. A grave revelação ainda está sem qualquer explicação ou interpelação, o que lhe dá ares de veracidade.

Zavaski tomou a iniciativa de estender a decisão que beneficiaria apenas a Ricardo Pessoa, também a José Aldemário Pinheiro Filho (Leo Pinheiro), Mateus Coutinho de Sá Oliveira, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Ricardo Nogueira Breghirolli (todos executivos da empreiteira OAS); Gerson de Mello Almada (vice-presidente da Engevix); Sérgio Cunha Mendes (vice-presidente da Mendes Junior), Erton Medeiros Fonseca (executivo da Galvão Engenharia); e João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa).

Eles deverão se manter afastados da direção das empresas. A cada 15 dias, deverão se apresentar a justiça dizendo o que andam fazendo. Embora impedidos de manter contato com demais investigados, quem garante que não farão contatos muito mais efetivos para seus casos?

Certamente Ricardo Pessoa, Léo Pinheiro e Gerson Almada se borrarão de medo de fazer reuniões de negócios, jamais terão contatos com políticos ou intermediários e imagine se estes cidadãos cumpridores das leis tentarão interferir nos processos nos quais são réus! Imagine!

Quem vai fiscalizar isso? Como?

O brasileiro sempre foi um povo dócil. Quando o Brasil está prestes a conhecer o grande chefe, sai uma decisão dessas. O juiz Sérgio Moro é mesmo um homem incomum, que está horrorizando a bandidagem de alto coturno. O magistrado conseguiu manter presos por cinco meses os barões da construção civil. Façanha.

Semana que vem, Leo Pinheiro tem depoimento marcado com o Juiz Sérgio Moro. Vamos conferir o tom de sua fala.

E dia 04 de maio, a CPI da Petrobrás vai a Curitiba ouvir os presos da Lava Jato. Os nove dedos, isto é, os nove agora soltos pelo combo de Zavaski deverão estar lá.

Abaixo, a reportagem de VEJA sobre um pouco do que Leo Pinheiro poderia falar.

 

Os favores do empreiteiro

Preso há seis meses, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, uma das empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras, admite pela primeira vez a intenção de fazer acordo de delação premiada. Seu relato mostra quanto era íntimo de Lula

sitio Lula

“Segundo Léo Pinheiro, Lula pediu a ele que cuidasse da reforma do “seu” sítio em Atibaia. A propriedade está registrada em nome de um sócio de Fábio Luís da Silva, filho do ex-presidente(Jefferson Coppola/VEJA)

O engenheiro Léo Pinheiro cumpre uma rotina de preso da Operação Lava-Jato que, por suas condições de saúde, é mais dura do que a dos demais empreiteiros em situação semelhante. Preso há seis meses por envolvimento no esquema do petrolão, o e­­x-presidente da OAS, uma das maiores construtoras do país, obedece às severas regras impostas aos detentos do Complexo Médico-Penal na região metropolitana de Curitiba. Usa o uniforme de preso, duas peças de algodão a­­zul-claras. Tem direito a uma hora de banho de sol por dia, come “quentinhas” na própria cela e usa o banheiro coletivo. Na cela, divide com outros presos o “boi”, vaso sanitário rente ao piso e sem divisórias. Dez quilos mais magro, Pinheiro tem passado os últimos dias escrevendo. Um de seus hábitos conhecidos é redigir pequenas resenhas e anexá-las a cada livro lido. As anotações feitas na cela são muito mais realistas e impactantes do que as literárias. Léo Pinheiro passa os dias montando a estrutura do que pode vir a ser seu depoimento de delação premiada à Justiça. Pinheiro foi durante toda a década que passou o responsável pelas relações institucionais da OAS com as principais autoridades de Brasília. Um dos capítulos mais interessantes de seu relato trata justamente de uma relação muito especial – a amizade que o unia ao e­­x-presidente Lula.

De todos os empresários presos na Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro é o único que se define como simpatizante do PT. O empreiteiro conheceu Lula ainda nos tempos de sindicalismo, contribuiu para suas primeiras campanhas e tornou-se um de seus mais íntimos amigos no poder. Culto, carismático e apreciador de boas bebidas, ele integrava um restrito grupo de pessoas que tinham acesso irrestrito ao Palácio do Planalto e ao Palácio da Alvorada. Era levado ao “chefe”, como ele se referia a Lula, sempre que desejava. Não passava mais do que duas semanas sem manter contato com o presidente. Eles falavam sobre economia, futebol, pescaria e os rumos do país. Com o tempo, essa relação evoluiu para o patamar da extrema confiança – a ponto de Lula, ainda exercendo a Presidência e depois de deixá-la, recorrer ao amigo para se aconselhar sobre a melhor maneira de enfrentar determinados problemas pessoais. Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações amigáveis são ancoradas em interesses mútuos. Pinheiro se orgulhava de jamais dizer não aos pedidos de Lula.

leo pinheiro

Pinheiro: do trânsito livre ao Palácio do Planalto ao banheiro coletivo na prisão(Beto Barata/VEJA)

Desde que deixou o governo, Lula costuma passar os fins de semana em um amplo sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel é equipado com piscina, churrasqueira, campo de futebol e um lago artificial para pescaria, o esporte preferido do ex-presidente. Desde que deixou o cargo, é lá que ele recebe os amigos e os políticos mais próximos. Em 2010, meses antes de terminar o mandato, Lula fez um daqueles pedidos a que Pinheiro tinha prazer em atender. Encomendou ao amigo da construtora uma reforma no sítio. Segundo conta um interlocutor que visitou Pinheiro na cadeia, esse pedido está cuidadosamente anotado nas memórias do cárcere que Pinheiro escreve.

Na semana passada, a reportagem de VEJA foi a Atibaia, região de belas montanhas entrecortadas por riachos e vegetação prístina. Fica ali o Sítio Santa Bárbara, cuja reforma chamou a atenção dos moradores. Era começo de 2011 e a intensa atividade nos 150 000 metros quadrados do sítio mudou a rotina da vizinhança. Originalmente, no Sítio Santa Bárbara havia duas casas, piscina e um pequeno lago. Quando a reforma terminou, a propriedade tinha mudado de padrão. As antigas moradias foram reduzidas aos pilares estruturais e completamente refeitas, um pavilhão foi erguido, a piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira. As estradas lamacentas do sítio receberam calçamento de pedra e grama. Um campo de futebol surgiu entre as árvores. O antigo lago deu lugar a dois tanques de peixes contidos por pedras nativas da região e interligados por uma cascata. Ali boiam pedalinhos em formato de cisne. A área passou a ser protegida por grandes cercas vigiadas por câmeras de segurança, canil e guardas armados.

O que mais chamou atenção, além da rapidez dos trabalhos, é que tudo foi feito fora dos padrões convencionais. A reforma durou pouco mais de três meses. Alguns funcionários da obra chegavam de ônibus, ficavam em alojamentos separados e eram proibidos de falar com os operários contratados informalmente na região e orientados a não fazer perguntas. Os operários se revezavam em turnos de dia e de noite, incluindo os fins de semana. Eram pagos em dinheiro. “Ajudei a fazer uma das varandas da casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em dinheiro vivo”, diz Cláudio Santos. “Nessa época a gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais o metro cúbico de material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do prazo. Era 20 000 por vez. Traziam o envelopão, chamavam no canto para ninguém ver, pagavam e iam embora”, conta o caminhoneiro Dário de Jesus. Quem fazia os pagamentos? “Só sei que era um engenheiro que esteve na obra do Itaquerão. Vi a foto dele no jornal”, recorda-se Dário.”

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DILMA ESTÁ NAS CORDAS

29 de abril de 2015

panelaço

 

Depois de terceirizar o governo para Joaquim Levy e Michel Temer, dona Dilma dá sinais que abrirá mão do pronunciamento televisivo pelo dia do trabalho.

Se não for manobra para pegar a todos de surpresa, ela demonstra cabalmente que está nas cordas ao desistir de fazer o blá-blá-blá anual.

Ser acuada pela população por medo de vaias e panelaços é o fim da várzea para um governante. O segundo mandato de Dilma acabou sem sequer ter começado.

Desde sempre, será a primeira vez que o PT abrirá mão de fazer a demagogia anual com os trabalhadores.

Qualquer um que avalie minimamente a personalidade da madama, sabe a dureza que deve ter sido para ela, “terceirizar” o governo. Vai ser interessante assistir quanto tempo ela aguentará ver o país ser dirigido por Levy e Temer. Não é preciso bola de cristal para prever uma explosão temperamental para breve.

Quem leu os post antigos aqui mesmo neste blog, sabe que faz tempo que comentamos a vaca já foi para o brejo há muito tempo. Era só uma questão de acabar o dinheiro para o caldo entornar.

Um dos muitos sintomas é a modificação do percentual de financiamento de imóveis usados pela CEF. Agora serão necessários 50% de entrada para financiar os 50 % restantes. O mercado vai parar. Finalmente saberemos se havia ou não bolha imobiliária.

Muito mais do que transparecer falta de dinheiro para financiamentos, a medida indica elevada inadimplência. E se os preços vão cair, o valor dos imóveis retomados por falta de pagamento sequer serão suficientes para cobrir o saldo devedor dos contratos firmados com o preço dos imóveis nas alturas.

A medida, que atinge somente os imóveis usados, também busca desovar o estoque de imóveis encalhados dos lançamentos. Só que, como muitos negócios são fechados com o imóvel “velho” de entrada, a medida pode não ser suficiente.

Não adianta dourar a pílula. Virá coisa muito pior pela frente. A recessão nem começou. Quem sobreviver até setembro ou outubro, saberá do que estamos falando.

Lula (o pai da “marolinha”), Dilma e o PT destruíram a economia brasileira. Não foi por falta de aviso.

Só está surpreso quem quer.

Spa de segurança máxima

29 de abril de 2015

 

Spa de seg maxima

A Petrobras divulgou semana passada seu aguardado balanço.

A contabilidade da corrupção havia sido avaliada na gestão de Graça Foster em R$ 88,6 bilhões. Na ocasião, gerou um chilique e uma queda.

O balanço agora divulgado avaliou as perdas “fruto dos desvios apontados na Operação Lava Jato”em R$ 6 bilhões 194 milhões.

Mesmo sendo o balanço avalizado pela PriceWaterhouseCoopers, há quem sustente que o valor referente às perdas por corrupção foi subavaliado. Não teria levado em conta o superfaturamento nos aditivos aos contratos, que extrapolam o limite legal de 25%.

Mas, como tudo tem um lado positivo, agora, com a oficialização da perda via balanço, as providências legais contra os causadores do enorme prejuízo podem andar.

Diretores e conselheiros respondem por ação ou omissão. Segundo o Art. 23 do Estatuto Social da Petrobras os membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva respondem, nos termos do art. 158, da Lei nº 6.404, de 1976, individual e solidariamente, pelos atos que praticarem e pelos prejuízos que deles decorram.

O Art. 28 do Estatuto Social define competências ao Conselho: fiscalizar a gestão dos Diretores; avaliar resultados de desempenho; aprovar a transferência da titularidade de ativos da Companhia, inclusive contratos de concessão e autorizações para refino de petróleo, processamento de gás natural, transporte, importação e exportação de petróleo, seus derivados e gás natural. O Art. 29 determina: compete “privativamente” ao Conselho de Administração deliberar sobre as participações em sociedades controladas ou coligadas. Só a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, gerou perdas de R$ 9,143 bilhões. Sem falar em Pasadena. Fiscalizaram o que?

Nos Estados Unidos já correm algumas ações contra a Petrobrás, cobrando ressarcimentos por prejuízos bilionários pela manipulação no no valor das ações comercializadas na Bolsa de Nova York. A probabilidade de responsabilização das diretorias e membros do Conselho, inclusive Dilma, é elevada. Por aqui não se sabe ainda. Com a palavra o MP.

                                                                   – O –

Por muito pouco não passou batido, apenas O Globo publicou nota à respeito.

Foi comunicado em correspondência ao juiz Sérgio Moro o encerramento das atividades da JD Assessoria e Consultoria Ltda, de propriedade do ex ministro da Casa Civil José Dirceu e de seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva.

Não foram explicadas as razões para o o fechamento da próspera empresa.

Espera-se que seu titular goze de merecida aposentadoria em algum Spa de segurança máxima.

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Comprovada na CPI a mentira do tesoureiro do PT João Vaccari

24 de abril de 2015

Em seu depoimento ontem a CPI da Petrobrás, o executivo da Toyo Setal,  Augusto Mendonça Neto, ajudou a comprovar uma mentira do ex tesoureiro do PT, atualmente preso, João Vaccari Neto.

Vaccari vinha sustentando que exercera o cargo que Tesoureiro do PT somente a partir do ano de 2010, época em que, segundo ele, só teriam ocorrido doações “legais” ao partido.  Ele sempre negou ter arrecadado recursos para o PT antes deste período. O deputado Onyx Lorenzoni já o havia inquirido sobre este ponto específico quando o ex tesoureiro depôs na CPI, semanas atrás, antes de ser preso.

Ontem, o executivo Augusto Mendonça Neto revelou que Renato Duque orientou-lhe que procurasse por Vaccari em 2008, no período em que ele nega ter sido tesoureiro do partido, na sede do PT em São Paulo, para fazer doações eleitorais.

Em 2008 ele era agente de propina. Ele era assaltante da Petrobras. E foi nessa condição que o senhor falou com ele – concluiu o deputado Onyx.

O executivo da Toyo Setal confirmou a mentira de Vaccari.

Ao sustentar que era tesoureiro somente a partir de 2010, João Vaccari Neto esqueceu que em 2008 Renato Duque, ex diretor da estatal e atualmente também preso, orientou Mendonça Neto a procurá-lo no diretório do PT em SP para saber como ele deveria fazer para operacionalizar para repassar ao PT parte do dinheiro desviado nos contratos da Petrobrás.

Veja aqui a inquirição do deputado Onyx a Augusto Mendonça Neto: 

 

 

E aqui o depoimento de João Vaccari, antes de ser preso.

“UM PARTIDO PARA TEMPOS DE GUERRA”

22 de abril de 2015

Um partido para tempos de guerra

Quem acha que estamos longe de um processo de  “venezualização”, não pode deixar de conhecer o documento intitulado  “Caderno de Teses para o Quinto Congresso Nacional do PT”.

O Congresso está marcado para 11 a 13 de junho, em Salvador.

 

A primeira “tese” da publicação dá o tom:  Um Partido para Tempos de Guerra e vai ao ponto: “O Partido que temos não está à altura dos tempos em que vivemos. Das direções até as bases, é preciso realizar transformações profundas. Precisamos de um partido para tempos de guerra”.

Alguns dos objetivos: “Ocupar as ruas, construir uma Frente Democrática e Popular, mudar a estratégia do Partido e a linha do governo. O PT está diante da maior crise de sua história. Ou mudamos a política do Partido e a política do governo Dilma  ou corremos o risco de sofrer uma derrota profunda, que afetará não apenas o PT, mas o conjunto da esquerda política e social, brasileira e latinoamericana”.

O documento propõe a constituição de  “uma frente popular em defesa da democracia e das reformas “ cujo programa deve conter “a revogação das medidas de ajuste recessivo; O combate à corrupção” (?); a reforma tributária com destaque para o imposto sobre grandes fortunas; a defesa da Petrobrás (?) .

 

 Seguem nos devaneios: “A Frente Democrática e Popular é essencial para derrotar o golpismo e libertar o governo da chantagem peemedebista.”.

Vão além: “Se queremos melhorar a vida do povo, se queremos ampliar a democracia, se queremos afirmar a soberania nacional, se queremos integrar a América Latina, (…) é preciso realizar reformas estruturais no Brasil, que permitam à classe trabalhadora controlar as principais alavancas da economia e da política nacional. Para isto, precisamos (…) dividir e neutralizar a burguesia, isolando e derrotando o grande capital transnacional financeiro”.

“A oposição de direita controla parte importante do Judiciário, (?) do Parlamento e do Executivo, em seus diferentes níveis. Agora está trabalhando intensamente para também controlar as ruas, utilizando para isto sua militância mais conservadora, convocada pelos meios de comunicação, mobilizada com recursos empresariais e orientada pelas técnicas golpistas das chamadas “revoluções coloridas”. Caso a direita ganhe a batalha de ocupação das ruas, não haverá espaço nem tempo para uma contraofensiva por parte da esquerda”.

“É possível derrotar momentaneamente a direita, até mesmo sem a ajuda do governo. Mas é impossível impor uma derrota estratégica à direita, se a ação do governo dividir a esquerda e alimentar a direita. Por isto, o 5º Congresso do PT deve dizer ao governo: que os ricos paguem a conta do ajuste, que as forças democrático-populares ocupem o lugar que lhes cabe no ministério, que a presidenta assuma protagonismo na luta contra a direita, contra o “PIG” e contra a especulação financeira”.

“A mobilização da direita visa criminalizar não só o PT e o conjunto dos partidos de esquerda, mas também a classe trabalhadora nas suas mais diversas expressões, organizações e movimentos: os sem-terras, os sem-tetos, os sindicatos combativos, os grupos e entidades populares etc. Não pode ser outra a leitura do ódio presente nos atos do dia 15 de março”.

 

(…) “ o PT defende tolerância zero com a facção golpista da direita”.

 

 

“Faz-se necessário implementar uma política de comunicação do campo democrático e popular, iniciando pela construção de uma agência de notícias, articulada a mídias digitais, que sirva de retaguarda e de instrumento(…) articulada à produção de um jornal diário de massas, (…)  orientada por valores democrático-populares e socialistas, combatendo a crescente ofensiva conservadora (…)”.

 

” (…)  Que recoloque o socialismo como objetivo estratégico. Que constate que o grande capital é nosso inimigo estratégico. Que não acredite nos partidos de centro-direita como aliados. Que seja baseada na articulação entre luta social, luta institucional, luta cultural e organização partidária. (…)”.

 

“Convencer a nós mesmos, ao PT, de que precisamos sair da situação atual, em que buscamos melhorar as condições de vida do povo nos marcos do capitalismo, para uma nova situação, em que melhoraremos as condições de vida do povo através de reformas estruturais democrático-populares e de medidas de tipo socialista. Só retomaremos a condição de partido hegemônico no governo, se nos dispusermos a conquistar/construir as condições para sermos partido hegemônico no poder de Estado”.

Enfim, quem quiser ler as 165 páginas de ameaças, pode acessá-las no endereço eletrônico http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2015/04/TESES5CONGRESSOPTFINAL.pdf

CADERNO TESES PT

Não é uma leitura agradável, mas é essencial conhecer a íntegra do absurdo.

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“O Brasil precisa de um partido de centro-direita” – Em entrevista ao site de VEJA, gaúcho Onyx Lorenzoni defende o fortalecimento do DEM e ataca negociações para fusão com o PTB. Sobre a presidente, é claro: ‘No momento em que a Elba aparecer, o impeachment vem’

18 de abril de 2015

Entrevista de Onyx lorenzoni ao site de VEJA – Por: Gabriel Castro, de Brasília18/04/2015

onyx veja

Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS): voz pela reafirmação do partido(Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

Ao lado do senador Ronaldo Caiado, o deputado federal Onyx Lorenzoni é a principal voz do DEM contra os planos de fusão do partido com o PTB. O parlamentar gaúcho, que está no quarto mandato na Câmara, defende que a sigla adote bandeiras mais claras de centro-direita e discuta uma fusão com partidos menores para criar um grande partido oposicionista depois das eleições de 2016. Já a união com o PTB é inadmissível, diz ele, por causa das divergências ideológicase políticas. Em entrevista ao site de VEJA, o deputado critica a direção do partido por seu pragmatismo “às raias do absurdo” e afirma que os políticos brasileiros ainda estão com a cabeça no século passado.

Por que, na visão do senhor, a fusão do DEM com o PTB é inaceitável? Primeiro porque o trabalhismo tem um conteúdo doutrinário completamente diferente quer da inspiração inicial do PFL, que era um membro da Internacional Liberal, quer do DEM, que é filiado à Internacional da Democracia de Centro. Nossos similares são o PP espanhol, a CDU alemã e o Partido Conservador britânico. Os partidos trabalhistas do mundo todo estão ligados à Internacional Socialista, porque de uma certa forma o trabalhismo é uma variante do socialismo. A gente não pode misturar coisas tão diversas. A própria bancada do PTB fez um documento dizendo que não quer tratar de fusão agora. Desde que o PT chegou ao poder, o DEM tomou a decisão de ir para a oposição, ao contrário do PTB. Não tem como fazer algo que não é racional, não se sustenta no argumento político dos conteúdos programáticos e doutrinários e ainda passaria à sociedade a mensagem de que o DEM traiu seus eleitores. As pessoas que estão liderando esse movimento estão num pragmatismo político-eleitoral que só se cria no Brasil. Talvez a sociedade brasileira de dez ou vinte anos atrás pudesse aceitar com mais naturalidade essa mistura de – como se diz na minha terra – cavalo com cobra d’água, que é PTB e DEM. Mas hoje em dia, com a sociedade nas ruas desde 2013 exigindo outro tipo de participação política, as pessoas não têm como aceitar. Com o advento das redes sociais, os eleitores são muito mais informados e críticos. Eles querem que você seja coerente, seja leal e que traia o compromisso que assumiu. O cidadão da era digital aceita a representação desde que ela seja coerente, leal a ele e desde que o representante dê razões para que o cidadão se sinta verdadeiramente representado. O que falta hoje no processo político brasileiro é clareza.

O senhor acha que os dirigentes levam isso em consideração? Lamentavelmente, digo que há um pragmatismo às raias do absurdo. E isso é o ontem da política. O Gaspar Silveira Martins, que foi um líder importante no Rio Grande do Sul, cunhou uma frase muito famosa no meu Estado: ideias não são metais que se fundem. Hoje, pelos movimentos populares, talvez seja o melhor momento nos doze anos do DEM, que passou por tantas coisas complicadas. Nós nos desfizemos da capa de fisiológicos, aprendemos a fazer oposição, nos transformamos na oposição mais dura ao petismo, iniciamos a derrota mais dura que Lula sofreu em seus oito anos, que foi o fim da CPMF. Depois enfrentamos aquela maluquice que o Gilberto Kassab fez com a gente em conluio com o Palácio do Planalto e quase nos destruiu no pós-2010. Perdemos dezessete deputados federais. Sobrevivemos a tudo isso e agora era o momento de sermos reconhecidos pela população que se mobilizou. O PSDB é visto por eles como uma oposição ma non troppo, nem tão vigorosa. E toda essa massa de eleitores olha para a gente com imenso respeito e carinho e quer se identificar com a gente. Então, no momento em que nós temos que realçar as nossas características, vamos jogar na lata do lixo toda a credibilidade conquistada a duras penas nesses doze anos para fazer uma incorporação ao PTB que ninguém vai entender? Como a sociedade vai entender uma coisa essa? Nós vamos dar razão para o Lula? E isso vai ser feito pela mão dos nossos principais dirigentes?. É um momento muito doloroso para a gente. Isso causa uma indignação que o senador Ronaldo Caiado, eu e muitos líderes estamos expondo ao abrir esse debate público. Vamos continuar tentando demover o presidente do partido e o prefeito de Salvador de conduzir o partido à destruição.

A ideia da fusão partiu do prefeito ACM Neto? Essa construção passa fundamentalmente pelo comando do ACM Neto e pelo presidente José Agripino, que por alguma razão se convenceu de que esse era um bom caminho. É um pragmatismo que me entristece. Isso passa também pelo ex-prefeito César Maia, porque a origem dele foi o PTB. Mas há uma desconexão muito forte do momento político que nós vivemos no Brasil. Temos a honra de ter mais de 1 milhão de filiados, que o partido herdou do trabalho bonito que o PFL fez. Hoje muita gente fala em democracia, bate no peito mas a democracia deve muito aos líderes que fizeram o PFL. A Frente Liberal foi a travessia segura para sair daquele período de trevas. Se dependesse do PT não haveria nada disso. A presidente Dilma não lutou para fazer uma democracia, ela lutou para ter um regime comunista. É diferente. As pessoas têm um problema conveniente de memória conveniente. Mas eu mantenho minha posição. O petismo para mim é uma doença que fez muito mal ao Brasil e o Brasil precisa ser curado dessa doença para não ser destruído.

Os casos de corrupção do DEM não ajudaram a desgastar a imagem do partido? Não. Vou dizer com toda a franqueza e sinceridade: eu participei dos episódios de expurgo do Arruda (José Roberto, ex-governador do DF) e do Demóstenes (Torres, ex-senador, cassado após a descoberta de seus laços com o contraventor Carlinhos Cachoeira). Diante da sociedade o DEM é o único partido brasileiro que não transigiu com seus corruptos. Ninguém pode impedir que um filho se drogue, que um irmão seja corrupto. O importante é como uma família, uma igreja, um clube ou um partido político lidam com isso. O DEM deu um recado claro: aqui não é lugar de gente assim. Todo mundo protege: “Vamos esperar a investigação, espera lá”. O PT faz festa, faz vaquinha para pagar multa. A gente toma uma decisão. É diferente.

Mas o presidente José Agripino é investigado no STF por corrupção. O presidente está sob observação. Houve um pedido de investigação. E esse episódio tem no mínimo um fato curioso. Há três anos essa denúncia foi feita, a Procuradoria-Geral da República abriu uma investigação e ela foi arquivada por ausência absoluta de qualquer comprovação. A pessoa que denunciou foi num cartório, assinou que nada envolvia o senador. Surpreendentemente, ele, agora envolvido em outras falcatruas, faz uma delação premiada e imputa tudo aquilo que há três anos negou. O senador Agripino, por tudo que a gente conhece é um homem de bem e merece o benefício da dúvida. Nós estamos de acompanhando os desdobramentos atentamente. E achamos que vai acontecer de novo o arquivamento. Mas, evidentemente, se a denúncia for acolhida e for autorizado o processo o senador vai ter de compreender que terá de se afastar da presidência do DEM. Isso é óbvio.

O senhor tem um plano para salvar o partido? Não é plano de salvação. Nós vamos votar uma reforma política teoricamente segundo o planejamento até o final desse semestre. Eu fiz essa proposta na Executiva: que o partido arquivasse qualquer coisa de fusão agora, nós reabríssemos esse debate com o horizonte mais aberto em novembro de 2016, depois da eleição municipal. Aí nós vamos conhecer qual vai ser a nova estruturação dos municípios brasileiros. E então fará sentido tentar, pelo menos no nosso campo político, a organização de um partido de centro-direita com bandeiras claras. Nem nós temos essas bandeiras claras hoje. Alguns de nós temos, mas a instituição do partido não tem e precisa ter.

No plano do senhor, isso passaria por fusões com partidos menores. O DEM teria de ser o núcleo desse novo partido? O DEM seria o eixo doutrinário e programático, justamente por estar na Internacional da Democracia de Centro, para trazer para o Brasil todo esse acúmulo de ideias que deram tão certo na Espanha, na Alemanha e na Inglaterra. A política é um pêndulo, vai para o lado esquerdo, depois volta para o direito ciclicamente. No Brasil e na América Latina, a política, por uma série de razões, foi para o lado esquerdo da década de 1990 para cá. Mas os resultados são muito ruins.Venezuela, Bolívia, Argentina, Brasil… A eleição do ano passado é o ponto onde a volta começa a acontecer. Não havia nenhum candidato de centro-direita no Brasil, competitivo e com programa claro. Havia candidatos de centro para a esquerda. É por isso que eu digo: o Brasil carece de um partido de centro-direita claro e forte que possa reunir princípios que a centro-direita pratica no mundo todo. Eu acredito que um candidato à Presidência nascido daí seria muito competitivo para um cenário em que o Brasil busca outras respostas que a esquerda nem o centro podem dar.

Mas não parecem existir muitos partidos com um perfil adequado a se fundir com o DEM. Qual seria o critério? Teria de haver um fato comum: todos serem partidos de oposição ou que queiram migrar para a oposição. Na minha opinião haveria muitas migrações para o novo partido, mesmo de gente que correria o risco de perder o mandato. Falta ao Brasil reequilibrar as forças políticas. Por exemplo: o governo da presidente Dilma coloca o Joaquim Levy para tocar a economia e qual é a receita do Levy?É transferir é a mais simplista possível. Transfere para o cidadão pagar a conta. Está bem, cara pálida, mas um governo que se dá ao luxo de gastar quase 400 bilhões de reais por ano para manter sua máquina não vai dar sua cota de sacrifício? Por que o cidadão que já está sugado ao extremo tem de contribuir com esses 70 bilhões de reais para o ajuste fiscal?. Por que não cortar um quarto da estrutura que hoje serve a administração federal? Aí já se juntam mais de 70 bilhões de reais.

Não faltam ao DEM algumas bandeiras mais claras no campo dos valores? Um partido político tem de ter bandeiras claras. Eu luto internamente há no mínimo dez anos para que nós tenhamos outras bandeiras que não apenas a redução dos impostos. Acho que tem de haver outras. Por exemplo: a priorização da educação infantil e o direito à legítima defesa. O partido nunca teve coragem de apoiar isso, enquanto a sociedade brasileira acredita nesse direito. Na época do referendo, o PSDB ficou no muro. O DEM poderia ter a coragem que meia-dúzia de nós tivemos: defender a manutenção do direito. Fomos consagrados com uma vitória de 64% nas urnas. Também posso citar a independência do Banco Central, que é um valor importante. E a mudança no pacto federativo. Defendo a década federativa, que é a tese de em dez anos transferir 5% da receita da União para os municípios brasileiros. Isso muda o país.

Mas não dá voto. Como não dá voto? Se você dialogar com a sociedade, fizer fóruns, se levar isso para os vereadores e prefeitos, tem um exército a seu favor. Mas precisa assumir isso publicamente e ser competente na comunicação. As bandeiras estão aí. Acontece que, por conta do oportunismo ou do pragmatismo político, os partidos no Brasil nunca se identificaram com isso. Talvez por temer a população.

Há duas causas que têm um apoio massivo do eleitorado e que se encaixariam ideologicamente no perfil do DEM: a oposição à descriminalização do aborto e a redução da maioridade penal. Por que o partido não abraça essas bandeiras, já que teria pouco a perder e um grande ganho potencial? Eu não tenho dúvida de que, no atual cenário político-partidário brasileiro, as cúpulas partidárias têm receios de comprometimento. Têm medo. O que impera não é a sintonia com a doutrina, é o resultado eleitoral imediato. E não se aposta num processo de transformação do país, aposta na sobrevivência do próprio grupo. Quando a gente defende que o DEM precisa ter um caminho desse, estamos falando de outro Brasil. É o país que está emergindo dos 100% de escolaridade e do uso da tecnologia. Na próxima década, a mudança de perfil do eleitorado brasileiro vai ser radical. Lamentavelmente os líderes do meu partido não estão enxergando . Eles estão no século 21 imaginando que vão crescer politicamente com o mesmo conceito do século XX. Essa coisa da matemática partidário-eleitoral. Isso não é o futuro. Isso é o passado. Um grande problema é que o Congresso brasileiro ainda funciona com essa cabeça do século passado, e por consequência do comandos partidários que acham que todo se resolve em cima da mesa. Inclusive o DEM e o PTB, sem dúvida nenhuma.

A oposição está pronta para não cometer o erro que a maior parte dos senhores admite ter cometido na época do mensalão ao não levar adiante um processo de impeachment? Se nós conseguirmos a conexão política que mobilize as ruas, o grupo político do qual eu faço parte não temerá o que não devia ter temido em 2005. O impeachment de um presidente é uma previsão constitucional para momentos como os que nos estamos vivendo. O governo da presidente Dilma acabou sem começar, e ela não dispõe mais nem de confiança nem de credibilidade. Hoje quem está mandando no Brasil não é nem o PT nem a Dilma, é a trinca peemedebista: Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. E seguramente eles não simbolizam o futuro do Brasil. Eles simbolizam o ontem do Brasil, que não interessa a ninguém. Juridicamente já existem os elementos. Não tem é o fato político que desencadeie uma mobilização popular capaz de dar respaldo ao julgamento político da Câmara e do Senado.

Mas isso não é agir como no mensalão e esperar para ir a reboque da população? Não é esperar. Lá em 2005 nós tínhamos elementos. O que não tivemos foi uma unidade na oposição. Agora não vamos titubear. Em 2015, se surgir, nós vamos pedir o impeachment. A conexão da Dilma, objetivamente, com o episódio do petrolão e que pode desembocar na eleição dela. Porque a CGU escondeu da população as informações que recebeu da SBM antes das eleições?

O que já existe juridicamente para o impeachment, na visão do senhor? Pasadena. Eu acho que na compra de Pasadena a Dilma é absolutamente responsável por ação ou omissão. Ela se enquadra perfeitamente no crime de responsabilidade. Não só eu. O próprio Ives Gandra Martins e o professor de direito constitucional da USP Modesto Carvalhosa concordam com isso. O episódio de Pasadena tem todos os argumentos jurídicos. O problema é que nós não temos conexão política. Falta a Elba. Se acharmos a Elba, não tenho medo de impeachment.

Ou seja: é preciso comprovar que a presidente obteve uma vantagem do esquema? É isso. Que ela sabia, a dúvida é zero. Nós precisamos achar o fato que prova isso. Não sei na campanha eleitoral, pode ser a qualquer momento. No momento em que a Elba aparecer, o impeachment vem. E seria muito bom para o Brasil.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-brasil-precisa-de-um-partido-de-centro-direita

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Adeus, amarelões! CPI do BNDES à vista! CPI BNDES pronta.

16 de abril de 2015

Depois da amarelada no Senado, a CPI do BNDES vai sair pela Câmara.

PPS, PSDB, DEM e PSB protocolaram o pedido na tarde desta quinta-feira após a coleta de 199 assinaturas, 28 a mais que o mínimo necessário de 171. Dos três primeiros partidos, todos os deputados assinaram. E não há mais como amarelar.

CPI-BNDES-pronta

Luciano Coutinho, o presidente do banco de fomento, foi avisado em primeira mão, quando estava depondo na CPI da Petrobras.

Objetivo da oposição: investigar irregularidades em empréstimos concedidos pelo BNDES, ocorridas entre 2003 e 2015, durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.

Os deputados citam os seguintes empréstimos:

1) A Cuba e Angola
Apenas em 2012, esses países receberam US$ 875 milhões do BNDES. Os empréstimos violam o princípio da publicidade e dificultam a ação de órgãos de controle.

2) Às empresas investigadas na Operação Lava Jato
Esses empréstimos somam R$ 2,4 bilhões.

3) Às empresas de Eike Batista e do setor de frigoríficos
Esses empréstimos foram “realizados com critérios questionáveis do ponto de vista do interesse público”, segundo os deputados. “As dificuldades financeiras enfrentadas por estas empresas e o questionável retorno do investimento traz a necessidade de se investigar tais casos.”

O problema é o excesso de CPIs
O número suficiente de assinaturas não significa que a comissão será instalada de imediato. Somente cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Câmara. Hoje, há quatro:

– Petrobras
– Violência contra Jovens Negros e Pobres
– Sistema Carcerário Brasileiro
– Máfia das Órteses e Próteses no Brasil.

Outras seis CPIs estão na fila, justamente para atrapalhar a instalação da que mais importa.

Cabe a oposição pressionar Eduardo Cunha, que foi afagado por Dilma Rousseff pela manhã com uma medalha de “Grande-Oficial”.

Se não instalar a do CPI do BNDES, ficará marcado como o “grande-oficial” do PT.

Do blog: Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

 

O lorde do BNDES custou a ouvir o que precisava na CPI da Petrobrás. Até que aconteceu.

16 de abril de 2015

O presidente do BNDES e do Conselhão da Petrobrás, Luciano Coutinho, quase botou todos para dormir na CPI da Petrobrás. Até que o deputado Onyx botou os pingos nos Is,  demonstrando que Luciano Coutinho, na melhor das hipóteses, foi conivente – por ação ou omissão – com os “mal feitos” da Petrobras.

Ele está desde 2011 no Conselho de Administração, que fez vistas grossas a corrupção na estatal.

Há muito a desvendar. Agora, que venha a CPI do BNDES. É urgente.

Confira no vídeo.

Falando pausadamente, escolhendo vagarosamente cada palavra, cada sílaba, cada tempo verbal cuidadosamente, Luciano Coutinho  prestava um enfadonho depoimento na CPI da Petrobrás.

Sempre deixando claro não interferir nas áreas técnicas do banco, só falta fazer cara de nojo ao explicar que essas tarefas mundanas estão delegadas às áreas técnicas, distantes dos espessos tapetes de em que trafega no andar da presidência da nobre instituição que preside. Assim vem se esquivando – até agora – das tentativas dos deputados que o inquiriram de obter alguma informação útil para o que quer que seja.

Discorreu sobre o sigilo que deve proteger detalhes da situação econômica de empresas que contratam com o BNDES, porém  disse que jamais o banco deixará de prestar informações quando exigidas formalmente.

Então está bem. Vamos fazer uma CPI do BNDES para abrir a Caixa Preta presidida pelo lorde.

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O lorde do BNDES

16 de abril de 2015

img_luciano_coutinho

Falando pausadamente, escolhendo vagarosamente cada palavra, cada sílaba, cada tempo verbal cuidadosamente, Luciano Coutinho  presta, até agora, 13:45 h,  momento em que a TV Câmara tira do ar a transmissão da sessão, um enfadonho depoimento na CPI da Petrobrás.

Sempre deixando claro não interferir nas áreas técnicas do banco, só falta fazer cara de nojo ao explicar que essas tarefas mundanas estão delegadas às áreas técnicas, distantes dos espessos tapetes de em que trafega no andar da presidência da nobre instituição que preside. Assim vem se esquivando – até agora – das tentativas dos deputados que o inquiriram de obter alguma informação útil para o que quer que seja.

Há pouco discorreu sobre o sigilo que deve proteger detalhes da situação econômica de empresas que contratam com o BNDES, porém  disse que jamais o banco deixará de prestar informações quando exigidas formalmente.

Sobre os empréstimos milionários a países estrangeiros, que contrariam o artigo 49 ítem 1 da Constituição Federal, que subordinam auxílios, gravames e créditos externos ao exame do Congresso, NADA.

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PROPAGANDA ENGANOSA

15 de abril de 2015

Propaganda Enganosa

É revoltante assistir pela televisão, desde a terça feira da semana passada, a um comercial absolutamente falso e mentiroso como o que o PT colocou no ar.

O ponto alto da mentira contida na peça publicitária em questão é a frase “colocamos mais gente importante na cadeia por corrupção do que nos outros governos”, que vem acompanhada com imagens de uma cela sendo fechada com cadeado.

O conteúdo é absolutamente enganador.  

Afinal, para início de conversa, a não ser em regimes totalitários, não cabe a governo que se preze “colocar” alguém na cadeia.

Quem denuncia e/ou pede a prisão é o Ministério Público. Quem aceita a denúncia ou não, quem manda prender ou não, é a Justiça, dentro do devido processo legal. 

Só nas piores ditaduras é que governos “prendem”.

Aliás, em governos decentes, vige a separação entre os poderes. O governo, Poder Executivo,  não se mete no Poder Judiciário, não dá palpites, não tenta interferir em institutos legais como delação premiada ou acordos de leniência, que conforme as autoridades ligadas ao executivo deixam claro, visam salvar empresas investigadas por irregularidades junto ao próprio governo, do risco da falência.  

Governos sérios e transparentes também não nomeiam para sua mais alta corte, um ex advogado de seu partido político, que ainda por cima, não se dá por impedido de julgar processos nos quais interesses de seu já mencionado partido político serão julgados. Isto é o fim!

Parece que o sonho do PT, visível por várias atitudes, seria poder livrar-se de desafetos ou opositores de forma tão efetiva como “mandar prender”.

Em falas raivosas recentes, Lula, por exemplo, deixou a impressão que, se pudessem, realmente gostariam de mandar quem diz o que eles não gostam de ouvir, para a cadeia.

Lula já falou em discurso proferido em Santa Catarina, na campanha eleitoral de 2010, até em “exterminar” um partido cujo pecado era o de cumprir seu papel e fazer-lhe oposição. 

  

No caso do atual comercial, é muita cara de pau passar ao largo do fato  que as principais “pessoas importantes” que estão ou forma para a cadeia foram grandes líderes do PT, como José Genuíno, José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, etc. Sem falar nos que já estão e muitos outros que muito em breve irão também, no rastro do Petrolão e da Operação Lava Jato. 

É revoltante que no mundo civilizado um comercial mentiroso como esse seja levado ao ar, com toda a falsidade que contém, e não produza o efeito contrário daquele desejado por quem o colocou no ar. 

Coisas de nosso Brasil. 

Até quando?  

 

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