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COMO LEVAR MAIS POVO ÀS RUAS EM 12/4

26 de março de 2015

Excelente e oportuna abordagem do professor Paulo Moura!

Formou-se consenso entre atores e observadores da cena política nacional de que as manifestações programadas para 12 de abril próximo servirão de indicador decisivo para o futuro do governo Dilma.  Se o público que for às ruas nessas datas for expressivamente mais amplo do que já o foi em 15 de março passado, mais um passo decisivo, talvez o derradeiro, será dado na direção da abertura do processo de impeachment da presidente.

Para os defensores do impeachment, portanto, aumentar a quantidade de povo nas ruas é a missão número um. Como fazer isso?

Antes de qualquer coisa, convém observar que o número de pessoas que já confirmaram presença nos eventos locais convocados pelo Facebook, em várias das principais cidades, já é maior que o dobro daqueles que haviam confirmado presença, em período de tempo equivalente de divulgação das manifestações de 15/3. Cresceu, também, o número de cidades novas em que há eventos marcados.

Há um público adjacente ao que foi às ruas em março, que deixou de comparecer por medo das ameaças de Lula e do MST de usar a violência contra os manifestantes. O rotundo fracasso das manifestações petistas e o caráter ordeiro e pacífico das manifestações contra o governo serviu de incentivo para a ida às ruas de mais gente em 12/4.

Em artigo recente no Estadão, o cientista político José Roberto de Toledo (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-eleitor-sao-tome-imp-,1655855) identificou os públicos que podem engrossar as fileiras do movimento pelo impeachment em 12 de abril.

A primeira descoberta é de que os manifestantes de 2015 são de outra faixa etária, cerca de 13 mais velhos, em média, do que os manifestantes de junho de 2013. Os jovens de 2013 eram, também, mais antipartido e menos inseridos no mercado de trabalho. Mas, há vasocomunicação entre ambos os públicos, devido ao perfil de classe média de ambos, o que possibilita a influência dos que foram às ruas em 2015 sobre os que foram em 2013.

Em 2013 as pautas eram difusas, mas Dilma cometeu o erro de chamar a si a reposta às ruas, colocando-se no centro do alvo. A recente campanha eleitoral, o estelionato político patrocinado por Dilma e a crise econômica, política e moral em que o país mergulhou, contribuíram para dar foco antigoverno às manifestações de 2015.

E, é justamente a crise econômica que oferece aos manifestantes de 15 de março a oportunidade de atrair para as ruas os segmentos populares que estão insatisfeitos com as consequências da crise sobre seus bolsos, e que não foram às ruas antes. As pesquisas de opinião recém publicadas sugerem, dado o grau de rejeição à Dilma, que esses novos contingentes poderão ser mobilizados para 12 de abril.

A chave aqui é a comunicação. Será preciso, aos mobilizadores de abril, agregar conteúdo econômico às convocatórias. Associar a inflação, o aumento do desemprego, a abaixa qualidade dos serviços públicos, os cortes nos programas sociais (foco nos estudantes excluídos do FIES) e demais maldades patrocinadas por Dilma, à roubalheira na Petrobrás, como custo transferido ao bolso do trabalhador por Dilma e pelo Partido dos Trabalhadores.

Esse é um atalho cognitivo de fácil compreensão para qualquer um. Para além do Facebook, esse tipo de mensagem terá que ser lavado às periferias urbanas em panfletos criativos para serem distribuídos nos transportes públicos nos horários de pico, quando o povão estiver voltando para casa, cansado do trabalho em ônibus e trens abarrotados.

Além do número de gente nas ruas, a mídia usou como indicador de força das manifestações de março, o número de cidades em que elas aconteceram. Incentivar a criação de eventos no Facebook convocando o povo às ruas no maior número de cidades possível é outra tarefa central dos mobilizadores de abril.

A conjuntura está a favor. A crise econômica recém está começando e suas consequências se farão sentir ao longo do ano, evoluindo em sua gravidade em proporção e velocidade exponenciais. Paralelamente, a crise política avança a passos rápidos para um quadro de crise institucional. Não há perspectiva de que a presidente Dilma adquira capacidade pessoal de mudar a si mesma para inverter a espiral negativa que sua conduta desastrada estimula. Dilma está em conflito, com Lula; Dilma está em conflito com o PT; Dilma está em conflito com o PMDB; Dilma está e conflito com povo.

O PMDB, por seu turno, percebeu que o jogo de Dilma e dos petistas é para destruí-lo e passou a travar uma luta de vida ou morte contra o PT.  CPI da Petrobrás é a arena central dessa luta, e o PMDB controla a comissão, sentando um por um dos corruptos petistas na vitrine inquisitorial, e impedindo o PT de convocar os envolvidos dos demais partidos. A requisição das gravações das reuniões do Conselho de Administração da Petrobrás na época da compra da refinaria de Pasadena revela que os peemedebistas estão em busca do “Fiat Elba” da Dilma.

O grito dos manifestantes nas ruas em março, com palavras de ordem como: “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro” e “Um, dois, três, Lula no xadrez”, e pesquisas qualitativas não publicadas revelam que a imagem do líder maior do PT já foi arranhada a ponto de o ex-presidente FHC assegurar na imprensa que se Lula concorresse hoje a presidente, perderia.

Conectados online pelas mídias sociais no exato momento em que estão se manifestando em todo o país, os manifestantes transmitem uns para os outros, o que se passa nas diferentes cidades, fazendo com essas palavras de ordem se espalhem como rastilho de pólvora por todas as cidades.

Para completar, essa semana o Clube Militar se manifestou abertamente a favor do impeachment, e, portanto, contra a intervenção militar, puxando o tapete da minoria militarista que se infiltrou nas manifestações de março para dividir e tumultuar a luta pelo impeachment.

O cerco à Dilma, Lula e o PT vai se fechando. Não existe, na história, registro de que um exército mercenário remunerado com pão, mortadela e tubaína, possa vencer uma multidão de cidadãos livres lutando para viver num país livre e descente. O povo brasileiro está tomando as rédeas do seu destino.

Conteúdos sempre excelentes em  

http://professorpaulomoura.com.br/como-levar-mais-povo-as-ruas-em-124/

Recomendo!

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PT quer acobertar crimes do Petrolão na CGU. Jurista e procuradores repudiam o golpe

25 de março de 2015

O alvo do decreto de Dilma não são os corruptos. É a Justiça e o MPF. 

Este é o objetivo dos acordos de leniência entre as empreiteiras envolvidas no petrolão e a Controladoria-Geral da União (CGU), deixando de lado o Ministério Público Federal. É um golpe petista contra as investigações da Operação Lava Jato.

A CGU, que é um órgão do Poder Executivo, ganhou o monopólio de firmar acordos de delação das empresas, via acordo de leniência. Seria um ato nulo de pleno Direito, se tivéssemos segurança jurídica no Brasil.

Mas num país onde a Constituição é solenemente IGNORADA pelo atual governo -vide por exemplo os empréstimos a países estrangeiros sem passar pelo Congresso – isso nem mais surpreende.

 

O Decreto Anticorrupção nada mais é do que a raposa fiscalizando o galinheiro.

A CGU – Controladoria Geral da União é vinculada à Presidência da República! Obedece a Dilma!

Dilma oficializou a bandalheira com uma canetada no Diário Oficial da União.

Veja o que dizem juristas e procuradores:

Modesto Carvalhosa, jurista:

“O decreto que “regulamenta” a Lei Anticorrupção é um monstrengo que visa, sob todas as formas possíveis, a promover a anistia ampla, geral e irrestrita das empreiteiras e fornecedoras envolvidas na Operação Lava Jato, procurando mesmo imunizá-las a qualquer outra conduta corruptiva que tenham praticado fora do âmbito da Petrobras e ainda não reveladas.”

“Assim, o atual governo, na esteira dos três últimos que o precederam, demonstra que no Brasil ainda impera a república das empreiteiras, embora estas já estejam muito combalidas, em decorrência da firme atuação da Polícia Federal, do Ministério Público, da Justiça Federal, do STJ e do STF.”

“Outro aspecto absurdo do ‘regulamento presidencial’ é a tentativa de alijamento do Ministério Púbico das iniciativas de responsabilizar judicialmente as empresas corruptas, buscando outorgar essa competência de propositura de ação civil pública de reparação de danos a órgãos jurídicos da própria administração federal. Essa tentativa é risível.”

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Operação Lava Jato:

“a solução pretendida pela CGU premia injustamente o acionista, o dono dessa empresa. Porque ele se beneficiou de um esquema e vai ser salvo. Então desapropria essa empresa, pega o dinheiro, coloca num fundo para devolver para a Petrobras e privatiza a empresa em capital aberto. Ai você salva a empresa e não premia o executivo.”

Rodrigo Janot, procurador-geral da República:

“…a maior preocupação deve ser com as consequências econômicas e sociais da corrupção praticada e em desenvolvimento… quanto menor a corrupção na sociedade, melhores são as condições para o desenvolvimento econômico e social.”

Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União:

“O crime está organizado, então o Estado tem que se organizar, as instituições têm de funcionar de forma harmônica. Quando há uma investigação por um órgão que detém autonomia e independência, como é o Ministério Público Federal, com informações sigilosas que só ele detém no momento, só ele pode celebrar o acordo de leniência.”

“Se for possível às empresas envolvidas em corrupção escolher com qual órgão elas vão celebrar acordos de leniência, evidentemente elas vão atuar como se estivessem em um leilão, escolhendo o acordo que lhes ofereça as melhores condições, novamente em prejuízo do interesse público de por fim à corrupção.”

“Não tem cabimento que, no curso de uma investigação conduzida pelo MPF, possa outro órgão qualquer, sem a mesma independência e autonomia, sem o mesmo largo espectro de atuação atravessar a investigação.”

“É preciso que se pare com a falácia de que se as empresas não fizerem acordo de leniência com a CGU e forem punidas, o Brasil vai parar, todas vão desaparecer, milhares de pessoas vão perder seus empregos. Isso é apenas terrorismo e chantagem. O que se espera que pare de funcionar efetivamente é o propinoduto alimentado por essas empresas para o enriquecimento ilícito de agentes públicos e o financiamento inadequado de partidos e campanhas políticas.”

“Quem defende que apenas os executivos das empresas sejam punidos e que as empresas não devam ser punidas, faz apologia à impunidade.”

Isto vinha sendo tramado já há mais de um mês. E quem está por trás da manobra é o Advogado Geral da União, Luiz Inácio Adams.

É um casuísmo que beira o deboche.

Confira no vídeo:

(se o vídeo não aparecer aqui, clique no título do artigo para acessá-lo)

 

fonte: https://www.youtube.com/watch?v=LAaSoXnMYJg editado pelo blog

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O DILEMA DE DILMA

25 de março de 2015

 

o dilema de dilma

“a ordem de transferir os presos da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para um presídio, dá a impressão que precisarão das dependências para novos inquilinos. É só aguardar.” 

 Com números negativos inéditos desde o impeachment de Fernando Collor, Dilma Rousseff sabe que precisa tomar medidas impopulares para salvar a economia.

 

Fazer como o antecessor, que tomava medidas populistas frente às dificuldades, estimulando o consumo via endividamento das classes populares, para que tudo permanecesse uma marolinha, não dá mais. O dinheiro acabou. E a hora de pagar aquela conta chegou. 

 

Para minimizar o impacto da crise de 2008 sobre a economia, o governo sacrificou as contas públicas. Esse é o misterioso “modelo que esgotou-se” mencionado por ela.

 

Dilma precisa agir, mas tem dificuldades. Sem apoio popular, sua base no Congresso se esfacela. Não tendo nada para oferecer a sua base aliada,  pois os meios para distribuição de benesses estão esgotados, fica mais difícil a aprovação de medidas pelo Congresso. Sem aprovação de medidas, a crise fica pior. Com a aprovação, o arrocho que se seguirá a tornara ainda mais impopular. É um círculo de fogo.

Além disso, a Operação Lava Jato e os escândalos estão na ordem do dia, tão populares quanto a novela das oito.

Quanto aos problemas policiais, Dilma tem se feito de boazinha: “Nós temos obrigação de respeitar a democracia. E como é que é a democracia? Direito de todos falarem, todos se manifestarem, porém também direito a todos serem ouvidos. Por isso, eu peço tolerância e peço uma outra questão: diálogo. Porque o diálogo implica que a gente olhe o próximo, aquele com quem nós dialogamos, como uma pessoa igual a nós, que a gente tenha a humildade de nos colocar a nível de todos e não nos acharmos nem melhor, nem pior que ninguém”.

 

Mas ela não pretende tolerar quem lhe ataca. Já tentou um golpe mortal no Judiciário em seu Decretão Anticorrupção. Tenta passar para a CGU, que é subordinada a ela, a competência exclusiva de firmar acordos de delação das empresas via acordo de leniência. Quer legalizar uma ilegalidade.

 

Enquanto isso, a ordem de transferir os presos da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para um presídio dá a impressão que precisarão das dependências para novos inquilinos. É só aguardar.

 

Arrisco duas iniciais: D e V.

 

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A postura que arrasa o Brasil

21 de março de 2015

Em apenas 2:30 segundos este vídeo diz mais que dezenas de artigos e análises sobre os problemas que estamos atravessando.

Merece ser divulgado ao mundo.

Veja: Dilma não comerá o peru de Natal no Planalto

20 de março de 2015

O colunista de VEJA Marco Antonio Villa aposta que Dilma não termina o ano na Presidência da República.

E, inspirado pelos ganhos de José Dirceu, lança o programa social “Minha cela, minha consultoria”.

“Se o doleiro Youssef falar na CPI da Petrobras, Dilma cai”, afirma o historiador.

Acompanhe a conversa com Joice Hasselmann.

Se o vídeo não aparecer aqui, clique no título do artigo para acessá-lo 

A blindagem de Dilma em Goiânia

20 de março de 2015

 

Embora Dilma tenha declarado ainda na segunda feira que considera as “manifestações pacíficas legítimas”, pelo que se viu em Goiânia ontem, foi da boca para fora.

Assista ao vídeo que demonstra a repressão a uma manifestação pacífica organizada por membros do Movimento Brasil Livre em Goiania:

(caso o vídeo não apareça aqui, clique no título deste artigo para acessá-lo) 

O vasto aparato montado para blindar Dilma na capital do estado de Goiás, estado cujo governador é do PSDB, chamou a atenção. A presidente foi escondida atrás de tapumes, o que lhe rendeu um massacre de críticas nas redes sociais.

coração covarde

A claque petista pôde aplaudir a presidente à vontade, por que poucos tiveram acesso ao Paço Municipal de Goiânia onde Dilma foi recebida na tarde desta quinta-feira.

O prédio do Paço foi isolado durante a madrugada. Cercas pesadas de tapumes e grades metálicas foram instaladas em todo o perímetro. As vias que lavavam até o local foram interditadas a um quilômetro de distância. Ninguém passava sem estar previamente autorizado para garantir que a platéia fosse totalmente preenchida apenas com a claque petista.

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O Senador goiano Ronaldo Caiado, criticou o exagero. Veja o que ele publicou em sua página do Facebook:

“Ontem, a presidente Dilma foi a Goiânia e resolveu construir um muro da vergonha para afastar manifestantes. Não bastasse isso, o governador Marconi Perillo mandou a PM recolher as panelas de quem protestava! No caso, mãe e filha. Isso mesmo! Uma inocente mulher e sua filhinha! Uma vergonha! O discurso do “não à intolerância” só vale no palanque? Goiás se envergonha da atitude de seu governador que se apequenou para afagar a presidente Dilma e deixou seu povo de lado.”

Só falta saber o que farão a cada vez que o povo bater panelas nas janelas de suas casas a cada pronunciamento de Dilma.

Vão atirar neles? Vão invadir as casas? Vão prendê-los? Vão fazer um apagão, para evitar o pisca-pisca de luzes? Bem, se for cortada a energia, pelo menos aí não será necessário assistir os pronunciamentos…

Lamentável.

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A fraude explícita no “mais médicos”

19 de março de 2015

É claro que tinha de ter o dedo de Marco Aurélio – top top – Garcia nisso.

O vídeo prova a criação feita somente para enviar dinheiro brasileiro para a ditadura Cubana. 

Você verá as articulações secretas que antecederam a fraude: 

1:50 seg – Maria Fortunato: “Se a gente coloca governo cubano, se o nosso documento é público, qualquer pessoa vai entender que a gente está driblando a coisa de fazer acordo bilateral e pode dar uma detonada nisso…”

2:15 seg ” A gente pode colocar neste T.A. (termo de ajuste) ‘Mercosul e Unasul’, que vai dar, digamos, dois milhões (de reais) prá tirar o foco só de Cuba e incluir países do Mercosul e Unasul…

2:58 seg“Eu vou colocar, tipo assim, se são 9 mil médicos e 50 assessores eu vou colocar 9.050 médicos bolsistas no meu T.A (termo de ajuste) porque no programa não entra e é isso que eu quero defender…”

(N.R. imagina-se para quê vieram junto estes 50 espiões, digo, assessores…)

3:22 seg – Alberto Kleimann – 60% para o governo e 40 % para o médico. O Marco Aurélio (Garcia) botou isso  na reunião. Só para socializar…” (N.R. =  eles não perdem essa mania…)

3:33 seg – Maria Fortunato: A relação é do governo deles. Eles é que decidem. Não é a gente que vai interferir nisso, em quanto o médico cubano vai ganhar…” 

O vídeo é muito mais didático que isso, que é apenas uma amostra.

Fica claro que estão em questão os interesses da ditadura cubana e não os do Brasil. 

 

 

Lula escorregou na malandragem

18 de março de 2015

Lula ecorregou na malandragem

A culpa é de Lula. Ao escolher um poste para sucedê-lo, seu desejo era alçar ao poder alguém que nunca lhe pudesse fazer sombra. Um nome que, pensava ele, nunca criasse asas e resolvesse voar por conta própria.

Para isso, precisava de alguém que, em condições normais, jamais seria capaz de vencer uma eleição. Um nome através do qual ficasse claro que a façanha de eleger fora só dele: Lula.

Um nome de fora da relação de políticos do PT que almejavam o cargo. Alguém que nunca tivesse tido o topete de imaginar-se Presidente da República.

Senão, o sucessor teria suas próprias ideias e acabaria por dividir com ele a posição de líder supremo de seu partido.

Deu tudo errado.

Ela fala errado, tem as ideias erradas, acha que sabe mais que todo o mundo. Mandona, arrogante, grosseira, mal educada, centralizadora, trata mal e escorraça em público qualquer um que fale algo que a desagrade. Tem rompantes.

Sabem aquelas crianças que, ao receberem um apelido dos coleguinhas, ficam brabas, e aí que o apelido pega? Ela é assim. Ela passa recibo.

Se recebe uma vaia, como a do Anhembi, em São Paulo, ela fecha a carranca, dá meia volta e cai fora. Não tem o fair playdos escolados para tirar de letra. Não tem jogo de cintura.

Lula errou feio. Achou que continuaria governando com ela no poder. Ledo engano. Especialmente após a reeleição, que nos planos iniciais dele não era para ter ocorrido, depois de reeleita, ela parou de disfarçar obediência a seu criador. Passou a ter atitudes que deixavam isso claro.

É quando Lula passa a criticá-la.

Não que tivesse feito alguma diferença. A péssima situação econômica que o Brasil atravessa agora, é culpa de Lula, que quis “dar um balão” no problema da crise de 2008, para esperar que se resolvesse sozinho.

A partir da crise de 2008, quem foi a televisão dizer que tudo era uma “marolinha” e que o povo devia consumir e gastar à vontade e endividar-se? A culpa é de Lula.

Estamos agora começando a pagar uma sucessão de erros que começou ali. Tornou-se maior pela inércia do governo em agir logo que tudo começou. Ora, quem,  em uma crise, sai dela gastando mais?

Não é por outra razão que ela foi a televisão, dizer que o atual modelo “esgotou-se”. Esgotou o dinheiro. Eles torraram tudo.

Enquanto esses erros óbvios eram abordados diariamente por qualquer analista sério, fora do âmbito dos patrocinados pelo governo, nos bastidores armava-se o maior e mais corrupto esquema de corrupção de todos os tempos.

Algumas de suas maracutaias vão muito além destas que recém estão sendo reveladas agora, nos processos decorrentes da Operação Lava Jato. Há outras. Muitas. Como os empréstimos secretos a países estrangeiros via BNDES, para obras no exterior executadas pelas mesmas empreiteiras da Lava Jato, por exemplo.

Culminamos com os protestos do último domingo. A culpa e de Lula. Sua malandragem foi sua grande armadilha. Lula escorregou na malandragem. Lá atrás. Ele é o culpado.

E o governo reage aos protestos com aquela fala insípida, inodora de Cardozo e Rosseto. Que anunciaram medidas que já tramitam no Congresso. Ou seja, governo não vai dar ouvidos.

Logo dirá que os protestos não existiram. Já estão diminuindo o número de manifestantes, em São Paulo! Sibá Machado afirmou que a CIA está por trás dos protestos!  Isso não é nada, para quem diz que não existiram Petrolão, Mensalão, etc.

A culpa é de Lula. E de Dilma, é claro.

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Uma lógica que provoca vergonha!

16 de março de 2015

Estamos diariamente recebendo tantas notícias escabrosas, que às vezes a lógica dos problemas que enfrentamos são visíveis com muito mais clareza por alguém que as vê de longe.

Embaraçoso, constrangedor, vergonhoso, ver nosso país apresentado desta forma, mas é a mais pura realidade.

Como disse o hoje encarcerado Renato Duque, “que país é esse?”  

“O caminho para o impeachment”

14 de março de 2015

Texto do professor Paulo Moura. Grifos do blog.

Por favor, leiam com atenção!

“Interromper o processo democrático pela via de um golpe militar e abandonar a chance histórica de derrotar a esquerda e seus ícones, de desmascarar Lula aos olhos do povo e de convencer as pessoas que não se deve votar em gente assim, para repetir 1964 e daqui alguns anos ver Lula voltar ao poder como mártir da causa, seria um erro grave cujo preço não temos o direito de pagar. Os petistas sabem disso e estão desesperados. Defender a intervenção militar nesse momento, é tudo o que a esquerda quer para desmoralizar a mobilização democrática do povo pelo impeachment.”

 

O CAMINHO PARA O IMPEACHMENT

14 de março de 2015

 

“Na mesma proporção em que cresce nas ruas o apoio ao impeachment de Dilma, começam a proliferar nos jornais, argumentos de gente de oposição afirmando que o impeachment não se aplica ao caso da Dilma, ou que, por diversas razões jurídicas (não há provas) ou políticas (é difícil obter 2/3 de votos no Congresso) o processo não é viável. Já os defensores da intervenção militar afirmam que são contra o impeachment por não adiantar substituir Dilma, e que só a volta dos militares possibilitaria a faxina nas instituições, destituindo e prendendo todos os políticos corruptos.

Nosso intuito aqui é combater esses argumentos e afirmar, que sim, o impeachment se aplica ao caso de Dilma, que é possível aplicá-lo e que ele é a solução adequada ao caso. Antes de mais nada é preciso reafirmar que um processo de impeachment é um processo político e não jurídico, embora seu ritual seja acompanhado de alguns requisitos análogos aos processos judiciais.

Para que um processo de impeachment seja instaurado e levado a cabo, é preciso, em primeiro lugar, que existam condições políticas. E o primeiro pré-requisito é o clamor popular. Dia 15 de março comprovará, com multidões nas ruas, que o clamor popular existe e é crescente. Essa será a primeira de uma longa jornada de manifestações que aquecerão o caldeirão da opinião pública até o Congresso até se dobrar à vontade das ruas.

Em segundo lugar, é preciso que as elites políticas da nação concluam que Dilma não tem mais condições de governar e entrem em acordo em torno da decisão de remover a petista do poder pela via democrática, como ocorreu com Collor. Conversas e acordos entre líderes das Forças Armadas, líderes dos principais partidos, líderes empresariais, líderes religiosos e de organizações socialmente relevantes devem preceder à decisão coletiva de instaurar o processo de impeachment.

Feito isso, é preciso ir aos fundamentos jurídicos do processo em busca dos argumentos que serão esgrimidos para legitimar a cassação de Dilma obedecendo o que a lei prevê para casos como esse. Os que dizem que o impeachment não se aplica difundem a falsa afirmação de que não haveria provas contra Dilma, dando a entender que ela teria que ser flagrada roubando para ter o mandato cassado.

O jurista Ives Gandra Martins já demonstrou quais são os fundamentos jurídicos e legais que legitimam a remoção de Dilma do cargo. A prevaricação, decorrente da omissão de Dilma em tomar as decisões necessárias no tempo certo para remover a diretoria da Petrobrás já seria suficiente motivo para o impeachment, isso, mesmo considerando o argumento de Janot para retirar Dilma das investigações judiciais.

Observe-se que a citação de Dilma e Lula pelos delatores premiados permite à CPI da Petrobrás trazer ambos para dentro das investigações parlamentares, já que o Procurador Geral da República se negou a indiciar Dilma, alegando a lei que impede investigar um presidente no cargo por atos anteriores ao mandato em curso. No entanto, não obstante essa lei, se Dilma se elegeu em 2010 financiada com dinheiro roubado da Petrobrás, seu primeiro mandato foi ilegítimo, ao mesmo tempo em que serviu se suporte para a conquista do mandato atual.

Tendo sido a primeira eleição de Dilma financiada com dinheiro roubado, nada impede que a CPI da Petrobrás investigue o financiamento da eleição de Dilma em 2014. Considerando-se que o assalto à Petrobrás transcorreu sem constrangimentos enquanto tramitava o processo do Mensalão, há sobradas razões para se acreditar que esquemas similares sigam em curso em outras estatais, bancos e órgãos públicos. No mínimo, o povo brasileiro tem direito à investigação sobre os financiamentos do BNDES, as contratações do setor elétrico, as concessões de rodovias, portos e aeroportos, as compras do Ministério da Saúde (lembremos da compra de Viagra). Enfim, queremos faxina completa.

Como se pode ver, ante a estranha resistência de Janot para investigar Dilma, não obstante as citações dela na delação premiada, a CPI da Petrobrás é o lugar adequado para levar adiante a busca de elementos que encorpem a fundamentação jurídica e política do impeachment. Para entender como funciona o impeachment, leia aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-seis-passos-de-um-processo-de-impeachment?utm_source=redesabril_veja&utm_medium=facebook&utm_campaign=VEJA.

Isso é possível? Os políticos estariam dispostos a fazer? Cremos que não se trata apenas de disposição, mas de uma necessidade vital para o PMDB. Renan Calheiros, Eduardo Cunha e o clã Sarney foram feridos de morte por sua cumplicidade com o PT. Impõem-se a eles usar suas posições no Congresso como arma para pressionar politicamente o governo e o Procurador Geral da República e para condicionar o curso das investigações, já que atribuem sua inclusão na lista de indiciados à mão nem tão invisível do PT. É sabido, também, que Janot quer ser reconduzido ao cargo e que isso passa por uma decisão de Dilma e pela aprovação do Senado.

Destruir o PMDB e desalojá-lo da posição de poder que desfruta no jogo político brasileiro é requisito estratégico do projeto hegemonista do PT, cuja meta é a perpetuação dos petistas no poder. Aliás, isso vale, também, para os demais partidos da base alugada. Portanto, esses partidos estão vivendo momentos decisivos de uma luta de vida ou morte contra o PT. E a CPI da Petrobrás é o palco central do teatro dessa guerra. Levar Dilma e Lula para os holofotes da CPI é, portanto, requisito fundamental para matar politicamente quem quer matá-los para a vida política.

Dilma está isolada até mesmo dentro do PT. A presidente é criticada em público por Lula e combatida pelo grupo majoritário do PT. Seus índices de desaprovação nas pesquisas mostram que ela está sem apoio inclusive de parcelas das bases sociais do petismo. Dilma está emocionalmente abalada e não consegue esconder isso de seu semblante, mesmo debaixo de toneladas de maquiagem. Dilma perdeu, como diria Marx, a capacidade de decidir com base na “análise concreta da realidade concreta”. Decide sozinha ou ouvindo Mercadante, e erra insistentemente, agravando sua já difícil situação.

Fruto do ajuste fiscal que precisa pôr em prática, Dilma é e seguirá sendo a causadora de uma crise econômica que se arrastará pelos próximos meses pareada com a crise política protagonizada pelas investigações do juiz Sérgio Moro e a CPI da Petrobrás, essa última condicionada pelas circunstâncias antes descritas.

Mas não é só Dilma que está tonta. O PSDB, um partido de tucanos criados em cativeiro, está assustado e não sabe lidar com o povo nas ruas. Seus próceres passaram a semana ziguezagueando aos olhos da opinião pública, sem saber se vão às ruas ou ficam em casa lendo a revista Caras em busca das suas fotos nas colunas sociais. FHC, o tucano mor, permitiu-se jogar um balde de água fria sobre o povo que vai às ruas dia 15, ao condenar o impeachment às vésperas da megamanifestação. O povo, portanto, já sabe que não pode contar com o PSDB. Para forçar os tucanos a descerem do poleiro e saírem da gaiola para apoiar o impeachment, só há uma solução: povo na rua! A perspectiva de aprovação do impeachment, portanto, passa pelas manifestações massivas de rua, e pelas decisões da cúpula do PMDB na condução da CPI da Petrobrás.

Outro obstáculo a ser removido para viabilização do impeachment é o argumento dos defensores da intervenção militar. As militaristas dizem que de nada adianta remover Dilma do cargo, pois ela será substituída por outro político dos partidos envolvidos em corrupção, e que só a intervenção militar permitiria fazer-se uma faxina completa nas instituições políticas nacionais. Alegam ser a intervenção militar constitucional, e que os militares ficariam pouco tempo no poder, convocando novas eleições logo em seguida à limpeza do sistema político dos corruptos que o dominam.

Com a onda de insatisfação crescente na sociedade e nas mídias sociais, muita gente jovem e desinformada aderiu à mobilização real e virtual comprando sem um olhar crítico esses argumentos tão simplistas quanto enganadores.

A primeira coisa que todos precisam fazer é ler o artigo 142 da Constituição. Lá está escrito que a intervenção militar só é constitucional se ela for convocada por um Chefe de Poder. Ou seja, se Dilma, Renan Calheiros, Eduardo Cunha ou Levandovski não convocarem os militares a intervir, a intervenção não será constitucional. Portanto, ou os militaristas são ingênuos para imaginar que Dilma, Calheiros, Cunha e Levandovski convocariam os militares para destituí-los do poder e levar a si mesmos para a cadeia, ou estão mal intencionados. Isto é, estão manipulando setores da opinião pública para darem sustentação a um golpe militar inconstitucional.

Em segundo lugar, há investigações em curso conduzidas pela Justiça, pelo Ministério Público, pela Política Federal e para CPI da Petrobrás. Dezenas de políticos já foram indiciados, apenas pelos delatores ligados ao PP. Novas listas decorrentes dos delatores do esquema do PT e do PMDB deverão ser enviadas do Procurador Geral da República, elevando o número de investigados para a casa das centenas. Michel Temer, Calheiros e Cunha, que as pessoas legitimamente querem ver fora do poder, também podem ser cassados em função de seu envolvimento nas investigações políticas e/ou policiais.

O rito investigatório e processual leva tempo, mas, é assim mesmo que deve ser para que se obedeça o que lei prevê numa democracia. A pressão popular persistente nas ruas é fundamental para impedir que o Procurador Geral da República e a cúpula do Judiciário se dobrem às pressões dos políticos para livrar todo mundo da devida punição. Assim, o que a intervenção militar pode causar é, isto sim, uma ruptura no rito legal das investigações em curso, possibilitando aos indiciados uma porta de saída, ou, então, o risco de que pessoas sejam punidas sem provas e investigações, coisa que somente se vê em ditaduras com a da Venezuela, por exemplo.

Por fim, convém lembrar, que os militares que tomaram o poder em 1964 anunciaram a pretensão de permanecer no governo por um ano apenas. Ficaram vinte anos no governo, suprimindo as liberdades democráticas e entregando ao povo um país endividado e mergulhado na hiperinflação. E de nada adiantou, pois, com a volta de democracia a esquerda retornou ao poder pelo voto, depois de vinte anos conquistando corações e mentes da juventude ao longo dos anos 1980 e 1990. Além, disso, as Forças Armadas passaram a ter sua imagem manchada pela pecha do autoritarismo, do golpismo e do uso da violência, num desgaste que somente agora começa a ser revertido.

A esquerda deve ser derrotada politicamente, no terreno das ideias e dos valores morais. As pessoas precisam ser convencidas com argumentos racionais de que o socialismo e o comunismo, assim como seus gêmeos siameses, o fascismo e o nazismo, não são ideologias generosas e justas como profetizam, mas sim, que produziram o assassinato de milhões, a miséria do povo e ditaduras em todas as sociedades onde seus defensores chegaram ao poder. Não adianta prender, torturar e matar os esquerdistas. Se queremos viver em sociedades livres e democráticas, precisamos, repito, derrotar suas ideologias com argumentos lógicos e compreensíveis ao cidadão comum.

Isso leva tempo e dá trabalho, mas é assim que as sociedades livres evoluem construindo a maturidade política da cidadania com educação e luta política dentro dos marcos legais da democracia. Não há atalhos.

Estamos diante de uma chance histórica e rara. A Venezuela, a Argentina e, agora o Brasil, nos oferecem a oportunidade preciosa de mostrar ao povo, com exemplos práticos, visíveis e compreensíveis, os danos políticos e econômicos que as ideias socialistas geram quando chegam ao poder e são postas em prática.

Interromper o processo democrático pela via de um golpe militar e abandonar a chance histórica de derrotar a esquerda e seus ícones, de desmascarar Lula aos olhos do povo e de convencer as pessoas que não se deve votar em gente assim, para repetir 1964 e daqui alguns anos ver Lula voltar ao poder como mártir da causa, seria um erro grave cujo preço não temos o direito de pagar. Os petistas sabem disso e estão desesperados. Defender a intervenção militar nesse momento, é tudo o que a esquerda quer para desmoralizar a mobilização democrática do povo pelo impeachment.”

artigo do Professor Paulo Moura. (grifos do blog)