Durante o depoimento do ex-ministro da CGU – Controladoria Geral da União, Jorge Hage, o deputado Onyx Lorenzoni demonstrou como o órgão ignorou a corrupção na Petrobras para proteger Dilma Rousseff durante o período eleitoral de 2014, mesmo tendo vários indicativos para deflagrar o processo de investigação a partir de maio do mesmo ano.
No mês de maio de 2014, Petrobras foi avisada pelo Ministério Público holandês sobre uma investigação feita em caráter sigiloso a partir da delação de um ex-funcionário, Jonathan Taylor, sobre pagamentos de propina feitos pela empresa holandesa SBM Off Shore em vários países, inclusive o Brasil, no caso a funcionários da Petrobras. Ainda em maio, a Petrobras informou à CGU. A partir daí era de se esperar que um órgão de controle como a CGU apurasse de forma transparente e independente, mas não foi o que ocorreu. A CGU “esqueceu” do processo durante os meses de maio a novembro, e só deu publicidade após o segundo turno das eleições, coincidentemente no mesmo dia em que o Ministério Público holandês anunciou uma multa de US$ 240 milhões paga pela SBM para encerrar o processo na Holanda. A CGU não tinha mais como “esquecer”.
PEDIDO DE INFORMAÇÕES
Durante o depoimento, Jorge Hage tentou justificar o atraso na divulgação do processo diminuindo a importância do delator Jonathan Taylor, mas Onyx apontou que no mês de junho de 2014 muitas correspondências foram trocadas entre a CGU e o Ministério da Justiça, em uma delas teria sido dito que “alguns milhões de dólares foram pagos”. Portanto, a justificativa de Hage não se sustenta.
Onyx solicitou cópia de todas as mensagens trocadas entre a CGU e o Ministério da Justiça, e também entre a CGU e a Petrobras no período de maio a novembro de 2014. #LavaJato#Corrupção#JorgeHage
DISFARCE – José Dirceu faturou 39 milhões de reais supostamente prestando serviços de consultoria. Os documentos de Pessoa mostram que o dinheiro usado para pagar o ex-ministro saiu da conta-propina do PT, abastecida com dinheiro desviado da Petrobras(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O petista José Dirceu ganhou muito dinheiro. Desde que deixou a Casa Civil abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, o ex-ministro recebeu cerca de 39 milhões de reais oficialmente fazendo consultorias para o setor privado. As investigações da Operação Lava-Jato, no entanto, desvendaram a verdadeira natureza dos serviços do mensaleiro. Em sua delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa apresenta documentos que mostram que as consultorias nada mais eram do que fachada para o recebimento de dinheiro desviado da Petrobras. O dono da UTC contou aos investigadores que foi procurado pelo ex-ministro em meados de 2012. Dirceu, que exercia forte influência sobre os diretores da Petrobras, ofereceu ao empreiteiro os seus serviços de consultor. Assim como no caso do pedido de Edinho Silva, negar dinheiro a Dirceu poderia ser sinônimo de problemas. Melhor não arriscar. Afinal de contas, os negócios iam muito bem. O empreiteiro fechou um acordo para pagar 1,4 milhão de reais ao mensaleiro. O objeto do contrato: prospectar negócios no exterior.
A única coisa que José Dirceu prospectou foram aditivos ao contrato. Sem nenhum tipo de serviço prestado, o consultor conseguiu mais 906 000 reais da UTC no ano seguinte. Quando a última parcela desse segundo contrato venceu, Dirceu já fazia parte da população carcerária do presídio da Papuda, em Brasília. Mas nem a prisão foi capaz de atrapalhar os negócios do ex-ministro. Ricardo Pessoa contou aos investigadores que, a pedido do próprio Dirceu, assinou um segundo aditivo, de 840 000 reais. O contrato foi firmado quando o mensaleiro já estava no terceiro mês de prisão. “Apenas e tão somente em razão de se tratar de José Dirceu e da sua grande influência no PT é que, mesmo sabendo da impossibilidade de ele trabalhar no contrato firmado, porque estava preso, o aditamento foi feito e as parcelas continuaram a ser pagas”, disse o dono da UTC aos procuradores. O mais impressionante: como a tabela acima comprova, metade do dinheiro pago pela UTC a Dirceu foi debitada com autorização de Vaccari da conta-corrente que a empreiteira administrava para o PT. Ou seja, o ex-ministro foi pago com propina da Petrobras.
Vejam o semblante outrora feliz de Ricardo Pessoa em cerimônia oficial com Dilma que nunca o viu.
Deve estar cega.
Ou com memória seletiva.
O texto a seguir é do blog de Josias de Souza:
“Nunca recebi esse senhor”, disse Dilma Rousseff sobre o delator Ricardo Pessoa.
“Eu nunca o recebi em toda a minha passagem pelo meu primeiro mandato”, enfatizou a presidente, há três dias, em Nova York.
Quem ouviu ficou com a impressão de que Dilma jamais avistara o dono da construtora UTC, que diz ter transferido para sua campanha, em 2014, R$ 7,5 milhões em verbas desviadas da Petrobras. Não é bem assim. Dilma e Pessoa estiveram juntos pelo menos uma vez. Deu-se em 13 de julho de 2012, na cidade baiana de Maragojipe.
A presidente e o delator brindaram com saquê o lançamento da pedra fundamental de um estaleiro chamado Enseada do Paraguaçu, empreendimento contratado a um consórcio de empresas que reuniu a japonesa Kawasaki e as brasileiras UTC, Odebrecht e OAS. Eles também batizaram uma plataforma da Petrobras, a P 59.
Ao lado do então governador da Bahia Jaques Wagner, e da então presidente da Petrobras Graça Foster, Dilma e Pessoa participaram de um ritual japonês chamado Kagami biraki.
Consiste em quebrar a tampa de um barril de saquê e, em seguida, brindar com a bebida. Reza a tradição que isso traz bons agouros para um empreendimento. Participaram também, entre outros, os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da OAS, Léo Pinheiro.
Hoje, dois dos atores que contracenaram com Dilma, Pessoa e Pinheiro, arrastam tornozeleiras eletrônicas em suas prisões domiciliares. O outro, Marcelo Odebrecht, está hospedado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
Dilma discursou na cerimônia de 2012. Ela ainda falava de um Brasil de sonhos.
“Foi-se o tempo em que o bolo precisava crescer primeiro para poder distribuir depois”, declarou a certa altura. Citou a crise internacional. Fez referência à situação precária de países europeus, que cortavam benefícios, desempregavam e aumentavam tributos.
“O Brasil está em outro caminho”, celebrou essa Dilma de três anos atrás. “Nosso caminho não é esse, não é igual ao deles. Nosso caminho é manter nosso desenvolvimento e buscar cada vez mais garantir que os bônus, as vantagens e os lucros desse desenvolvimento sejam distribuídos ao povo brasileiro.”
Dilma enfeitou seu discurso salpicando nele adereços como os juros baixos e a redução de impostos. Pressionando aqui, você chega a um vídeo que exibe essa cena de um Brasil imaginário.”
A lama do petrolão chegou ao gabinete presidencial.
A sequência interminável de notícias tenebrosas chegou ao ápice no sábado, quando veio a público a lista de Ricardo Pessoa daqueles favorecidos com dinheiro desviado da Petrobras. A lista é encabeçada por Lula e Dilma Rousseff.
Dilma atrasou sua partida para os Estados Unidos para discutir a crise que a revelação da revista Veja trouxe ao Planalto. O plano apressado consiste em tentar bloquear o estrago usando Edinho Silva, tesoureiro da campanha dilmista e atual ministro de Comunicação Social da Presidência como dique. Vai ser meio difícil. O mais provável é que a enxurrada leve Edinho de roldão.
A informação de Ricardo Pessoa de que destinou R$ 7,5 milhões do dinheiro roubado da Petrobras para a campanha presidencial de Dilma em 2014, cria uma situação em que, como ex presidente do Conselho da Petrobras ela nada viu e como candidata usufruiu do produto do roubo em sua campanha eleitoral. Nada poderia ser mais patético.
Dilma continuará tentando fazer de conta que apoia investigações. Dirá que não se envolvia com o caixa de sua campanha e tudo era tratado pelo tesoureiro. Só mesmo quem acreditasse que Dilma, justamente neste assunto, teria deixado de ser a centralizadora que sempre foi. A desculpa só cola com quiser acreditar.
Ricardo Pessoa disse ter usado dinheiro roubado da Petrobrás também na campanha de Lula, em 2006.
Agora, absurdo mesmo foi a decisão da companheirada, de convocar o Ministro da Justiça para interpelá-lo acerca da atuação da Polícia Federal. Eles querem cobrar de José Eduardo Cardozo que tenha controle sobre a PF! Era só o que faltava para sucumbirmos ao bolivarianismo.
Parece até aquela história do marido traído, que tenta resolver seu problema tirando o sofá da sala.
Se fosse piada ainda dava para esboçar um sorriso. Mas pelo visto, parece que eles sonham mesmo em ter uma polícia para chamar de sua.
Em reportagem de 12 página, VEJA desta semana traz a lista completa de quem recebeu dinheiro sujo de Ricardo Pessoa, conforme sua denúncia.
A revista teve acesso aos termos do acerto da delação premiada e revela:
“O conteúdo é demolidor. As confissões do empreiteiro deram origem a 40 anexos recheados de planilhas e documentos que registram o caminho do dinheiro sujo. Em cinco dias de depoimentos prestados em Brasília, Pessoa descreveu como financiou campanhas à margem da lei e distribuiu propinas. Ele disse que usou dinheiro do petrolão para bancar despesas de 18 figuras coroadas da República. Foi com a verba desviada da estatal que a UTC doou dinheiro para as campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2014. Foi com ela também que garantiu o repasse de 3,2 milhões de reais a José Dirceu, uma ajudinha providencial para que o mensaleiro pagasse suas despesas pessoais. A UTC ascendeu ao panteão das grandes empreiteiras nacionais nos governos do PT. Ao Ministério Público, Pessoa fez questão de registrar que essa caminhada foi pavimentada com propinas. Altas somas.”
As prisões de Marcelo Odebrecht, da poderosa empreiteira que leva o nome da família e de Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, são motivos para tirar o sono de algumas cabeças coroadas.
O telefonema feito por Marcelo Odebrecht antes de ser levado pelos policiais, onde proferiu uma frase reveladora a um interlocutor com acesso a Lula e Dilma, provoca arrepios: “É pra resolver essa lambança ou não haverá República na segunda-feira”… Assim, em tom de ordem: “É pra resolver…”. Quem pode, pode. Será?
Lula bem gostaria de “resolver” ou que Dilma o fizesse. No entanto, já anda até dizendo que sabe ser “o próximo alvo” do juiz Sérgio Moro. Também tem reclamado da demora do governo de sua eleita em agir. O que será ele desejaria que Dilma fizesse? Destituísse o juiz? Interviesse no Judiciário? É preocupante quando o ex-presidente de um país que se diz democrático da indícios de um viés tão prepotente. Ainda não somos uma Venezuela, certo?
O grande temor dos que devem é que uma temporada na cadeia quebre a firmeza de Marcelo Odebrecht.
Disse o juiz Sérgio Fernando Moro, da 13a Vara Federal, na justificativa das prisões preventivas da 14.a. fase da Lava Jato:“Pelas provas até o momento colhidas, a Odebrecht pagaria propina de maneira geral de forma mais sofisticada do que as demais empreiteiras, especialmente mediante depósitos em contas secretas no exterior”. Mais: “Não só há prova oral da existência do cartel e da fixação prévia das licitações entre as empreiteiras, com a participação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, mas igualmente prova documental consistente nessas tabelas, regulamentos e mensagens eletrônicas”.
Portanto, salvo se o governo extrapolar seus poderes, a temporada na cadeia, a exemplo de outros presos, deverá ser longa. Causando temor de que essa realidade leve ao desespero aqueles que ainda mantém-se calados.
O vazamento dos detalhes das viagens e palestras bancadas pela Odebrecht justamente na semana anterior a “Erga Omnis”ajudam a reforçar a tese de que Lula pode ter problemas.
Lula teria ido a evento da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre o clima, encontrou-se com o presidente da República Dominicana, foi a um congresso nos EUA. Junto, foi o diretor de Relações Internacionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar. Usaram um jatinho da Líder Táxi Aéreo, que classificou a viagem como “voo sigiloso”.
Alexandrino Alencar foi também o interlocutor de Lula para viabilizar a construção do Itaquerão, obra mal explicada do estádio do Corinthians.
O mesmo diretor da Odebrecht já havia acompanhado Lula à África, em 2011. Lá a empreiteira tem parcerias em Angola e obras em Moçambique.
A Odebrecht informou via O Globo, em 12 de abril, que Alexandrino teria ido somente no trecho República Dominicana e Cuba. Como se sabe, foi a Odebrecht que fez a famigerada obra do Porto de Mariel.
Assim, torna-se cada dia mais improvável que “não tenha ninguém com coragem para mandar prendê-lo, porque as consequências políticas serão imprevisíveis”.
Lula sempre reage exageradamente a críticas, insultos, ameaças ou frustrações. Mas a indignação dura pouco e volta a agir como se nada tivesse acontecido.
A coluna Painel, da Folha, traz duas ótimas notícias:
1) “A prisão de Marcelo Odebrecht levou pânico ao mundo político pelo grau de conhecimento que o presidente da empreiteira tem dos pormenores da engrenagem do financiamento eleitoral ao PT nos últimos anos. Mesmo negando participação de sua empresa no escândalo de corrupção na Petrobras, o executivo teria feito relatos de como o esquema abasteceu campanhas petistas em 2010 e 2014. O temor é que, se ficar preso por muito tempo, Marcelo resolva desfiar esse novelo.”
Quem deve teme. O temor do PT é sempre a confissão possível da sua própria culpa.
Neste caso, ele indica que Dilma Rousseff – hoje reprovada por 65% dos brasileiros, segundo o Datafolha – é mesmo uma presidente ilegítima, eleita com dinheiro de propina.
2) “Atônitos com as prisões, políticos lembravam no fim da semana que ainda está por ser conhecido o teor da delação de Ricardo Pessoa, da UTC, que deve ser homologada nos próximos dias pelo relator Teori Zavascki.”
Finalmente, Zavascki.
A quem já esqueceu, relembro: Ricardo Pessoa, homem-bomba para o PT, declarou aos procuradores da Operação Lava Jato que pagou:
– 7,5 milhões de reais à campanha de Dilma Rousseff, em 2014.
– 2,4 milhões de reais à campanha de Lula, em 2006.
– 2,4 milhões de reais à campanha de Fernando Haddad, em 2012.
– 3,1 milhões de reais à empresa de consultoria de José Dirceu.
Pessoa também afirmou que a gráfica fantasma VTPB foi usada para que dinheiro fruto do petrolão chegasse à campanha petista como se fosse uma doação oficial.
Relembro trecho de uma matéria de maio da IstoÉ:
“Uma das pistas reveladas por Pessoa atinge diretamente a campanha de Dilma e sua contabilidade.
Aos procuradores, o dono da UTC teria indicado que parte dos R$ 26,8 milhões que o PT pagou a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior teve origem no petrolão.
Só a campanha de Dilma injetou na VTPB quase R$ 23 milhões, dinheiro que daria para imprimir 368 milhões de santinhos do ‘tipo cartão’, modelo descrito nas notas fiscais anexadas à prestação de contas.
O montante é duas vezes e meia o total de eleitores habilitados no país.”
Como comentei na ocasião: o PT paga o suficiente para imprimir material de campanha para dois Brasis e meio, e quer quer que você acredite que o objetivo era mesmo imprimi-lo.
Esse novelo tem de ser desfiado já.
Esperamos que Marcelo Odebrecht e Ricardo Pessoa derrubem juntos a República do PT.
Felipe Moura Brasil: “Lula está desesperado com o risco de ser preso.”
Coluna Radar, de VEJA:
“Possesso e tenso na sexta-feira, 19, logo após a prisão dos dois maiores empreiteiros do Brasil, Lula espumava de raiva.
Culpou o governo Dilma, qualificado de ‘frouxo’ por ter deixado a situação ter chegado a esse ponto.”
Lula culpa Dilma por não ter conseguido boicotar as investigações.
Folha de São Paulo:
“O ex-presidente Lula disse que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também reclamou da inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação.
Ele demonstra preocupação por não ter ter foro privilegiado”.
Pode ser preso.
Lula, segundo O Globo:
“Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu (Lula) estou no volume morto”.
“Acabamos de fazer uma pesquisa em Santo André e São Bernardo, e a nossa rejeição chega a 75%. Entreguei a pesquisa para Dilma, em que nós só temos 7% de bom e ótimo”.
Do blog do Josias de Souza:
“Um senador governista ficou impressionado com a tensão exibida pelo ministro que o recebeu nesta sexta-feira (19). Resolvida a demanda, a conversa enveredou para as prisões da Lava Jato. O ministro utilizou a expressão “Pós-Odebrecht”. “A situação vai de mal a Pós-Odebrecht!”
Os riscos envolvidos na prisão de Marcelo Odebrecht seriam tão grandes que todo o estrago que a Operação Lava Jato já fez no Legislativo, no Executivo e no mercado da construção pesada virou prefácio. A política experimenta um sentimento inédito de vulnerabilidade. A oposição está preocupada. O governo está em pânico. Quem consegue dormir bem enquanto todos perdem o sono à sua volta provavelmente está mal informado.
Época:
“Se prenderem o Marcelo, terão de arrumar mais três celas. Uma para mim, outra para o Lula e outra para a Dilma.” – Emílio Odebrecht.
“Em notícia veiculada em sua última edição, a revista Época relata que o presidente da Odebrecht descontrolou-se quando os policiais federais chegaram em sua casa com um mandado de prisão. Antes de ser levado, Marcelo Odebrecht teria feito três ligações. Numa delas, alcançou um amigo com credenciais para contactar Lula e Dilma Rousseff. “É para resolver essa lambança”, teria mandado dizer. “Ou não haverá República na segunda-feira.”
“Os destinatários do recado podem até considerar adequado dialogar com o novo hóspede da carceragem da PF em Curitiba. Mas os únicos interlocutores que o mandachuva da Odebrecht terá nos próximos dias, além dos seus advogados, serão os membros da força-tarefa da Lava Jato. E já está entendido que, para esses personagens, Marcelo Odebrecht precisa de interrogatório, não de diálogo.”
“Emílio Odebrecht, patriarca da família que controla a maior construtora da América Latina, também teve acessos de raiva nos últimos dias, informa a notícia de Época. Seu pavio diminuía na proporção direta do crescimento dos rumores sobre a perspectiva de detenção do filho. Conforme o relato de amigos, Emílio deu para repetir uma ameaça: “Se prenderem o Marcelo, terão de arrumar mais três celas. Uma para mim, outra para o Lula e outra para a Dilma.”
“Se a família Odebrecht cumprisse as ameaças de romper o silêncio, o país talvez eliminasse a fase do caos, caindo direto no pântano. Que é o melhor lugar para começar uma nação inteiramente nova.”
Com sua costumeira habilidade de reinterpretar os fatos condenáveis que praticam virando a história a seu favor, não duvide que muito em breve os marqueteiros a serviço do governo petralha tentem vender aos trouxas a idéia de que essas prisões aconteceram porque esse governo desastroso combate a corrupção.
Que fique bem claro: todos os que estão amargando a prisão, foram para o o cárcere por terem feito NEGÓCIOS com os governos petralhas. É só isso e ponto final.
A próxima VIGARICE será falsificar esta verdade tentando transforma-la em ponto a seu favor.
A Polícia Federal informou que realiza nesta sexta-feira a 14ª fase da operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e partidos políticos, e reportagens disseram que a Odebrecht e a Andrade Gutierrez são alvos da ação.
De acordo com a TV Globo, os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, estão entre os presos pela PF, além de outros executivos das construtoras.
Nesta nova fase da operação, a polícia está expandindo os investigados nos crimes de formação de cartel, fraude a licitações, corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, entre outros, para “duas grandes empreiteiras com grande atuação no mercado nacional e internacional, e contratantes regulares junto a Petrobras”, segundo comunicado.
De acordo com a rádio CBN, a polícia cumpre mandados de busca e apreensão na sede da Odebrecht em São Paulo. Segundo a rádio, agentes da PF chegaram ao prédio da empresa no início da manhã em busca de documentos devido à suspeita de envolvimento da empresa no esquema.
Policiais federais cumprem 59 mandados de prisão e busca e apreensão em quatro Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Segundo o comunicado da PF, são 38 mandados de busca e apreensão, nove mandados de condução coercitiva, oito mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária.
Procuradas pela Reuters, Odebrecht e Andrade Gutierrez não estavam disponíveis para comentários de imediato sobre a nova etapa da operação.
A operação Lava Jato investiga um esquema de cartel para vencer licitações de obras da Petrobras com sobrepreço. Em troca, as empresas pagavam propina a funcionários da estatal, operadores que lavavam dinheiro do esquema, políticos e partidos.
Requeri hoje ao presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta, a convocação de Clara Levin Ant, tesoureira do Instituto Lula que, segundo o próprio presidente da entidade, Paulo Okamotto, cuida do dinheiro. Okamotto foi entrevistado pela Revista Poder(Joyce Pascovitch), em 2013, e disse:
“- Sou o presidente do Instituto Lula e a Clara Ant, a tesoureira. Nós cuidamos(do dinheiro da pessoa jurídica de Lula).”
Clara Ant nasceu em La Paz, na Bolívia. Descobriu a vocação para a política e virou ativista do PT. Foi deputada estadual em São Paulo e integrou a Comissão Executiva Nacional do PT. Desde 1991, assessora o ex-presidente Lula, participou de todas as suas campanhas eleitorais e das caravanas da cidadania. Foi assessora especial de Lula e participou da equipe de transição de governo. Clara faz parte da diretoria do Instituto Lula desde janeiro de 2011, com a responsabilidade de coordenar e subsidiar a agenda do ex-presidente.
Já conseguimos aprovar na CPI o requerimento para ouvir o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e agora vamos levar à votação esse requerimento, para ouvir Clara Ant, que cuida do dinheiro. Segundo apurou a Polícia Federal, essa organização recebeu R$ 3 milhões da Construtora Camargo Corrêa, entre 2011 e 2013.
E com o quebra-cabeças montado, chegaremos em quem comandou toda essa roubalheira na Petrobras e no bolso dos brasileiros.
Enio José Hörlle Meneghetti, 67 anos, é administrador de empresas. Tem cursos de especialização em marketing e mercado de capitais. Conservador, já atuou nas esferas pública e privada. Foi Gerente de Governança, Riscos e Conformidade do GHC - Grupo Hospitalar Conceição, Gerente Estadual da GEAP, Diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da METROPLAN além de3 outras atividades. Assessorou o deputado Onyx Lorenzoni, foi Chefe de Gabinete do Vice-Governador (RS) Paulo Afonso Feijó. Autor do livro "Baile de Cobras", biografia do ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti, seu avô.