Archive for the ‘Câmara Federal’ Category

TIROU MUITA LÃ. AGORA SERÁ TOSQUIADO

31 de julho de 2015

Tirou muita la

 

Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu quero dizer para vocês que eu estou cansado de mentiras e safadezas. Eu estou cansado de agressões à primeira mulher que governa esse país. Eu estou cansado de ver o tipo de perseguição e o tipo de criminalização que tentam fazer às esquerdas nesse país. Eu tenho a impressão que muitas vezes a gente vê na televisão, parece os nazistas criminalizando os judeus, os romanos criminalizando os cristãos, os fascistas criminalizando o povo italiano. Parece tantas outras perseguições que a gente já viu”.

 

Em um final de semana onde o elemento acima nominado foi capa negativa de uma das revistas mais importantes deste país, ele teve o topete de pronunciar estas palavras. Aliás, sempre que é acossado por suspeitas terríveis, ele apela para o discurso do coitadismo. É uma farsa que não engana a mais ninguém que seja isento ou possuidor de pelo menos dois neurônios.

 

A reportagem explica o relacionamento entre Léo Pinheiro, o homem que brindou o ex presidente com o apelido de Brahma, e Lula. As revelações incluem os devidos respingos na fortuna amealhada por Lulinha. Léo Pinheiro, ex presidente da empreiteira OAS, está negociando a delação premiada. É uma bomba armada para explodir. No colo de Lula.

Depois de preso por seis meses em Curitiba, agora em prisão domiciliar, carrega a indefectível tornozeleira eletrônica. Enterrado até a alma na Lava Jato, se condenado, amargará dezenas de anos no cárcere. Veja afirma que Léo Pinheiro relatará ao Ministério Público Federal detalhes de como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

Algumas das revelações:

– A OAS presenteou Lula com uma reforma em um sítio em Atibaia – SP. O imóvel está em nome de um sócio de Lulinha, mas  o verdadeiro dono é Lula;

– Léo Pinheiro arranjou, a pedido de Lula, serviço e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, sua amante, porque ela ameaçava contar tudo que sabia dos esquemas do petista após ser abandonada em desgraça;

– Léo Pinheiro também traria detalhes de como Lula virou dono do tríplex no edifício Solaris, no Guarujá (SP), em uma das oito obras assumidas pela OAS depois do escândalo da quebra em 2006 da Bancoop, então presidida por João Vaccari Neto.

Isso seria apenas uma amostra do produto oferecido ao MPF. É mole?

Lula tem motivos para preocupação, o que o leva a proferir as besteiras transcritas lá em cima.

Ele não perde por esperar. Vem chumbo grosso. 

Enio Meneghetti

 

 

 

Eduardo Cunha: mais problemas

24 de julho de 2015

Eduardo Cunha

 

Alvejado pela Operação Lava Jato, o presidente da Câmara Federal anunciou oficialmente sua oposição ao governo.

Embora o Planalto tente fazer de conta que “nem doeu”, provavelmente vai doer bastante.

Os ataques retóricos são o de menos. O presidente da Câmara poderá pautar as votações. E só para citar uma das pautas delicadas, se as contas do governo forem rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União, o passo seguinte será a apreciação pela Câmara. Quem ditará o andamento dos trabalhos será Cunha. Ele até já andou fazendo declarações lembrando que o parecer do TCU é muito menos eficaz que a decisão da Câmara, que é política.

Essa é só uma amostra dos problemas que o Planalto terá pela frente. 

 

No primeiro dia após o recesso, 3 de agosto, serão instaladas duas CPIs que prometem barulho: as dos fundos de pensão e a sempre aguardada CPI do BNDES.

Cunha pretende entregar a deputados oposicionistas a presidência das comissões e talvez até a relatoria.  Ante o fato consumado das CPIs, o Planalto, como sempre, tentaria colocar um governista competente pronto para arrefecer os ânimos. Não vai dar desta vez. Cunha está decidido a não facilitar para o PT.

Na CPI da Petrobras ele colocou Hugo Motta (PMDB-PB), na presidência. Homem de sua confiança. Mas topou a entrega da relatoria ao petista Luiz Sérgio (RJ). Os tempos agora são outros. Tudo indica que não será mais assim.  

Virão cobras e lagartos nestas duas Comissões. A ambicionada pela oposição e temida pelo governo – não sem motivos – CPI do BNDES ainda terá pela frente os empréstimos para obras em países estrangeiros. Algo que, sem o amém da Câmara Federal já seria constitucionalmente discutível, teve como principal beneficiária aquela empreiteira amiga que patrocinou viagens de Lula. Vai dar Ibope. 

Teremos tempos muito quentes. Logo.  

Enio Meneghetti

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ANOTE ESTE NOME!

15 de julho de 2015

Bernardo feiberhaus

Bernardo Freiburghaus. Ele está na lista de procurados pela Interpol. Atua desde os anos 90 guardando discretamente dinheiro dos clientes em contas secretas nos bancos suíços. 

A força-tarefa da lava-jato quer ouvi-lo há meses.

Lembram que no início do ano vazou o acontecimento de uma visita de advogados da Odebrecht ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo? Pois é. Preocupados com a colaboração das autoridades suíças com a força-tarefa da lava-jato, os advogados da empreiteira foram até José Eduardo Cardozo, justamente para tentar saber quais os dados bancários haviam sido enviados pelos suíços. 

Tudo porque Paulo Roberto Costa havia confessado ter conta na Suiça,  aberta por Freiburghaus no banco Julius Baer, para depositar parte de uma propina de US$ 5,6 milhões que teria sido paga pela Odebrecht. 

Paulo Roberto Costa declarou ainda que Freiburghaus agira assim orientado pelo ex-diretor da Odebrecht, Rogério Araújo.

A Odebrecht nega tudo isso, evidentemente.  Mas Bernardo Freiburghaus é  peça-chave para que o Ministério Público Federal possa comprovar, de forma testemunhal e/ou documental, se a cúpula da Odebrecht operava ou não um esquema de corrupção a partir de negócios com a Petrobras e outras estatais ainda sequer sonhadas.

O fato é que enquanto Freiburghaus não for encontrado pela Interpol, dificilmente haverá o relaxamento da prisão preventiva de Marcelo Odebrecht.

 E a manutenção de sua prisão preventiva preocupa – e muito –  o governo. Afinal, ele tem grandes conhecimentos. Sabe muito. Sabe tudo.

Em matéria de prisões preventivas, só há uma que preocupa ainda mais o Planalto: a de José Dirceu, que já andou insinuando que pode aderir a uma delação premiada que teria o efeito de uma bomba atômica no colo de uns e outros.

Será que trataram disso na escala da cidade do Porto?

Aposto que sim.

Enio Meneghetti

Veja: Dinheiro para pagar Dirceu saiu de ‘conta-propina’ do PT

4 de julho de 2015

 

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DISFARCE – José Dirceu faturou 39 milhões de reais supostamente prestando serviços de consultoria. Os documentos de Pessoa mostram que o dinheiro usado para pagar o ex-ministro saiu da conta-propina do PT, abastecida com dinheiro desviado da Petrobras(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O petista José Dirceu ganhou muito dinheiro. Desde que deixou a Casa Civil abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, o ex-ministro recebeu cerca de 39 milhões de reais oficialmente fazendo consultorias para o setor privado. As investigações da Operação Lava-Jato, no entanto, desvendaram a verdadeira natureza dos serviços do mensaleiro. Em sua delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa apresenta documentos que mostram que as consultorias nada mais eram do que fachada para o recebimento de dinheiro desviado da Petrobras. O dono da UTC contou aos investigadores que foi procurado pelo ex-ministro em meados de 2012. Dirceu, que exercia forte influência sobre os diretores da Petrobras, ofereceu ao empreiteiro os seus serviços de consultor. Assim como no caso do pedido de Edinho Silva, negar dinheiro a Dirceu poderia ser sinônimo de problemas. Melhor não arriscar. Afinal de contas, os negócios iam muito bem. O empreiteiro fechou um acordo para pagar 1,4 milhão de reais ao mensaleiro. O objeto do contrato: prospectar negócios no exterior.

A única coisa que José Dirceu prospectou foram aditivos ao contrato. Sem nenhum tipo de serviço prestado, o consultor conseguiu mais 906 000 reais da UTC no ano seguinte. Quando a última parcela desse segundo contrato venceu, Dirceu já fazia parte da população carcerária do presídio da Papuda, em Brasília. Mas nem a prisão foi capaz de atrapalhar os negócios do ex-ministro. Ricardo Pessoa contou aos investigadores que, a pedido do próprio Dirceu, assinou um segundo aditivo, de 840 000 reais. O contrato foi firmado quando o mensaleiro já estava no terceiro mês de prisão. “Apenas e tão somente em razão de se tratar de José Dirceu e da sua grande influência no PT é que, mesmo sabendo da impossibilidade de ele trabalhar no contrato firmado, porque estava preso, o aditamento foi feito e as parcelas continuaram a ser pagas”, disse o dono da UTC aos procuradores. O mais impressionante: como a tabela acima comprova, metade do dinheiro pago pela UTC a Dirceu foi debitada com autorização de Vaccari da conta-corrente que a empreiteira administrava para o PT. Ou seja, o ex-ministro foi pago com propina da Petrobras.

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Matéria da revista Veja

Imperdível: debate Onyx X Maria do Rosário, sobre maioridade penal

2 de julho de 2015

 

PAPELÃO: PEGA NA MENTIRA – “Eu nunca vi este senhor”.

2 de julho de 2015

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Vejam o semblante outrora feliz de Ricardo Pessoa em cerimônia oficial com Dilma que nunca o viu.

Deve estar cega.

Ou com memória seletiva.

O texto a seguir é do blog de Josias de Souza:

“Nunca recebi esse senhor”, disse Dilma Rousseff sobre o delator Ricardo Pessoa.

“Eu nunca o recebi em toda a minha passagem pelo meu primeiro mandato”, enfatizou a presidente, há três dias, em Nova York.

Quem ouviu ficou com a impressão de que Dilma jamais avistara o dono da construtora UTC, que diz ter transferido para sua campanha, em 2014, R$ 7,5 milhões em verbas desviadas da Petrobras. Não é bem assim. Dilma e Pessoa estiveram juntos pelo menos uma vez. Deu-se em 13 de julho de 2012, na cidade baiana de Maragojipe.

A presidente e o delator brindaram com saquê o lançamento da pedra fundamental de um estaleiro chamado Enseada do Paraguaçu, empreendimento contratado a um consórcio de empresas que reuniu a japonesa Kawasaki e as brasileiras UTC, Odebrecht e OAS. Eles também batizaram uma plataforma da Petrobras, a P 59.

As fotos estão no site do Planalto.

Ao lado do então governador da Bahia Jaques Wagner, e da então presidente da Petrobras Graça Foster, Dilma e Pessoa participaram de um ritual japonês chamado Kagami biraki.

Consiste em quebrar a tampa de um barril de saquê e, em seguida, brindar com a bebida. Reza a tradição que isso traz bons agouros para um empreendimento. Participaram também, entre outros, os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da OAS, Léo Pinheiro.

Hoje, dois dos atores que contracenaram com Dilma, Pessoa e Pinheiro, arrastam tornozeleiras eletrônicas em suas prisões domiciliares. O outro, Marcelo Odebrecht, está hospedado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Dilma discursou na cerimônia de 2012. Ela ainda falava de um Brasil de sonhos.

“Foi-se o tempo em que o bolo precisava crescer primeiro para poder distribuir depois”, declarou a certa altura. Citou a crise internacional. Fez referência à situação precária de países europeus, que cortavam benefícios, desempregavam e aumentavam tributos.

“O Brasil está em outro caminho”, celebrou essa Dilma de três anos atrás. “Nosso caminho não é esse, não é igual ao deles. Nosso caminho é manter nosso desenvolvimento e buscar cada vez mais garantir que os bônus, as vantagens e os lucros desse desenvolvimento sejam distribuídos ao povo brasileiro.”

Dilma enfeitou seu discurso salpicando nele adereços como os juros baixos e a redução de impostos. Pressionando aqui, você chega a um vídeo que exibe essa cena de um Brasil imaginário.”

Enio Meneghetti

 

O APOCALIPSE DOS DETENTORES DO PODER 

2 de julho de 2015

 

 

O apocalipse dos

A lama do petrolão chegou ao gabinete presidencial.

A sequência interminável de notícias tenebrosas chegou ao ápice no sábado, quando veio a público a lista de Ricardo Pessoa daqueles favorecidos com dinheiro desviado da Petrobras. A lista é encabeçada por Lula e Dilma Rousseff.

Dilma atrasou sua partida para os Estados Unidos para discutir a crise que a revelação da revista Veja trouxe ao Planalto. O plano apressado consiste em tentar bloquear o estrago usando Edinho Silva, tesoureiro da campanha dilmista e atual ministro de Comunicação Social da Presidência como dique. Vai ser meio difícil. O mais provável é que a enxurrada leve Edinho de roldão.

A informação de Ricardo Pessoa de que destinou R$ 7,5 milhões do dinheiro roubado da Petrobras para a campanha presidencial de Dilma em 2014, cria uma situação em que, como ex presidente do Conselho da Petrobras ela nada viu e como candidata usufruiu do produto do roubo em sua campanha eleitoral. Nada poderia ser mais patético.

Dilma continuará tentando fazer de conta que apoia investigações. Dirá que não se envolvia com o caixa de sua campanha e tudo era tratado pelo tesoureiro. Só mesmo quem acreditasse que Dilma, justamente neste assunto, teria deixado de ser a centralizadora que sempre foi. A desculpa só cola com quiser acreditar.

Ricardo Pessoa disse ter usado dinheiro roubado da Petrobrás também na campanha de Lula, em 2006.

Agora, absurdo mesmo foi a decisão da companheirada, de convocar o Ministro da Justiça para interpelá-lo acerca da atuação da Polícia Federal. Eles querem cobrar de José Eduardo Cardozo que tenha controle sobre a PF! Era só o que faltava para sucumbirmos ao bolivarianismo. 

Parece até aquela história do marido traído, que tenta resolver seu problema tirando o sofá da sala.    

Se fosse piada ainda dava para esboçar um sorriso. Mas pelo visto, parece que eles sonham mesmo em ter uma polícia para chamar de sua.   

 

Enio Meneghetti

 

 

 

BOMBA – Conteúdo da delação premiada de Ricardo Pessoa

26 de junho de 2015

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Em reportagem de 12 página, VEJA desta semana traz a lista completa de quem recebeu dinheiro sujo de Ricardo Pessoa, conforme sua denúncia.

A revista teve acesso aos termos do acerto da delação premiada e revela:

“O conteúdo é demolidor. As confissões do empreiteiro deram origem a 40 anexos recheados de planilhas e documentos que registram o caminho do dinheiro sujo. Em cinco dias de depoimentos prestados em Brasília, Pessoa descreveu como financiou campanhas à margem da lei e distribuiu propinas. Ele disse que usou dinheiro do petrolão para bancar despesas de 18 figuras coroadas da República. Foi com a verba desviada da estatal que a UTC doou dinheiro para as campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2014. Foi com ela também que garantiu o repasse de 3,2 milhões de reais a José Dirceu, uma ajudinha providencial para que o mensaleiro pagasse suas despesas pessoais. A UTC ascendeu ao panteão das grandes empreiteiras nacionais nos governos do PT. Ao Ministério Público, Pessoa fez questão de registrar que essa caminhada foi pavimentada com propinas. Altas somas.”

Veja a lista dos acusados:

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Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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Lula é desmascarado pelo deputado Onyx Lorenzoni, do DEM – Felipe Moura Brasil

25 de junho de 2015

 Assista o vídeo – Lula é desmascarado por Onyx Lorenzoni: “Seu único projeto é o famigerado Foro de São Paulo”

Transcrição abaixo.

“Nos últimos dias, muito se comenta no Brasil de uma fala recente do ex-presidente Lula, do desagravo da bancada lulista lá no Senado Federal, e é sobre isso que eu quero falar hoje.

A diferença entre oportunidade e oportunismo está na intenção. E por que é que eu estou falando isso?

Eu quero registrar aqui aquela frase dita por Lula: ‘Temos que definir se queremos salvar a nossa pele e nossos cargos, ou se queremos salvar o nosso projeto de poder.”

Presidente, isto não é fala, isto é ato-falho. A psiquiatria explica. E por que isso?

Porque Lula diz muito da situação em que o Brasil está ao exprimir este conceito.

Lula foi o homem, presidente, que teve a oportunidade de ser um grande estadista: apoio popular, apoio no Congresso, a imprensa do lado. Hoje está sendo desnudado como o maior oportunista da história política brasileira. ‘Queremos salvar o nosso projeto’, diz Lula, deputado Raimundo.

Ele não fala do Brasil, dos brasileiros, Lula fala do projeto deles. Deles quem?

Do PT, da companheirada, do Foro de São Paulo.

As dificuldades que os brasileiros vivem hoje: a energia a um valor insustentável, a gasolina pela hora da morte, e a cada vez que o trabalhador vai ao mercadinho, lá na vila como se diz na minha terra, no Rio Grande [do Sul], aquele dinheiro compra cada vez menos comida, cada vez menos remédio, cada vez menos para os brasileiros.

Para Lula, sempre foram mais importantes os seus interesses pessoais. Parece que o umbigo de Lula é o umbigo do Brasil e do mundo.

Seu único projeto é o famigerado Foro de São Paulo, que reuniu as esquerdas da América Latina e tinha um único fruto a ser perseguido: o poder a qualquer preço e a qualquer custo na América Latina. E Lula seguiu à risca aquilo que combinou com seu amado líder Fidel Castro.

Recebeu o Brasil com estabilidade econômica, com o final da inflação, e Lula perdeu a chance de transformar o Brasil, porque ele nunca quis transformar o país em um país melhor. Como todo oportunista, Lula aproveitou-se da estabilidade para montar no Brasil um projeto corrupto sem precedentes: José Dirceu, o grande chefe da Casa Civil; [José] Genoino; Delúbio [Soares], todos condenados na ação penal 470.

Quando poderia se imaginar que aprenderam com o mensalão, não. Vem a Lava Jato.

E a Lava Jato mostra que, quanto mais se investiga, mais se encontram os tentáculos do lulopetismo por tudo quanto é parte: roubando, aviltando, traficando influência e obtendo dinheiro aqui e lá fora.

Que Lula agiu como traficante de influência, não tenho a menor dúvida. O que resta esclarecer é se ele traficou e trafica influência depois de ser presidente da República ou se o fazia quando estava no posto de presidente,

O que é certo é que Lula nunca foi estadista. E estadista, presidente, nós podemos lembrar de JK, que enxergou o Brasil além do seu tempo, além dos seus interesses. Quem olha o Centro-Oeste hoje, entende Brasília, entende o Brasil e compreende o estadista JK.

As novas descobertas da Lava Jato vão terminar de expor quem Lula realmente é.

Ficará evidente a oportunidade perdida de transformar o Brasil. Mas o Brasil vai construir um novo futuro, sem projetos pessoais, que só fizeram mal ao nosso país.

Porque os brasileiros e brasileiras, os verdadeiros donos do nosso país, aqueles que nunca desistem, presidente, vão encontrar um novo caminho para o Brasil.

E eu quero dar um recado final ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva.

Senhor Lula, que o destino do Brasil, do nosso amado Brasil, passe muito longe do senhor. O Brasil não precisa do seu oportunismo, muito menos do seu falido projeto de poder. O seu destino pode ser talvez a cadeia.

Ou então vá pra Cuba! Se junta com seu ditador favorito. Lá tem bons [charutos] cohibas, a imprensa é amordaçada, como ditadores e oportunistas como o senhor gostam. E muito provavelmente devem ter muitos dólares à disposição para o seu deleite final.

Pelo menos uma vez na vida, Lula, faça algo produtivo: deixa o Brasil em paz para que os brasileiros possam construir um futuro melhor, mais digno, verdadeiramente para todos.”

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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O cerco se fecha

25 de junho de 2015

 

o cerco se fecha

As prisões de Marcelo Odebrecht, da poderosa empreiteira que leva o nome da família e de Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, são motivos para tirar o sono de algumas cabeças coroadas.

O telefonema feito por Marcelo Odebrecht antes de ser levado pelos policiais, onde proferiu uma frase reveladora a um interlocutor com acesso a Lula e Dilma, provoca arrepios: “É pra resolver essa lambança ou não haverá República na segunda-feira”… Assim, em tom de ordem: “É pra resolver…”. Quem pode, pode. Será?

Lula bem gostaria de “resolver” ou que Dilma o fizesse. No entanto, já anda até dizendo que sabe ser “o próximo alvo” do juiz Sérgio Moro. Também tem reclamado da demora do governo de sua eleita em agir. O que será ele desejaria que Dilma fizesse? Destituísse o juiz? Interviesse no Judiciário? É preocupante quando o ex-presidente de um país que se diz democrático da indícios de um viés tão prepotente. Ainda não somos uma Venezuela, certo?

O grande temor dos que devem é que uma temporada na cadeia quebre a firmeza de Marcelo Odebrecht.

Disse o juiz Sérgio Fernando Moro, da 13a Vara Federal, na justificativa das prisões preventivas da 14.a. fase da Lava Jato:“Pelas provas até o momento colhidas, a Odebrecht pagaria propina de maneira geral de forma mais sofisticada do que as demais empreiteiras, especialmente mediante depósitos em contas secretas no exterior”. Mais: “Não só há prova oral da existência do cartel e da fixação prévia das licitações entre as empreiteiras, com a participação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, mas igualmente prova documental consistente nessas tabelas, regulamentos e mensagens eletrônicas”.

Portanto, salvo se o governo extrapolar seus poderes, a temporada na cadeia, a exemplo de outros presos, deverá ser longa. Causando temor de que essa realidade leve ao desespero aqueles que ainda mantém-se calados.

O vazamento dos detalhes das viagens e palestras bancadas pela Odebrecht justamente na semana anterior a “Erga Omnis”ajudam a reforçar a tese de que Lula pode ter problemas.

Lula teria ido a evento da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre o clima, encontrou-se com o presidente da República Dominicana, foi a um congresso nos EUA. Junto, foi o diretor de Relações Internacionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar. Usaram um jatinho da Líder Táxi Aéreo, que classificou a viagem como “voo sigiloso”. 

Alexandrino Alencar foi também o interlocutor de Lula para viabilizar a construção do Itaquerão, obra mal explicada do estádio do Corinthians.

O mesmo diretor da Odebrecht já havia acompanhado Lula à África, em 2011. Lá a empreiteira tem parcerias em Angola e obras em Moçambique.

A Odebrecht informou via O Globo, em 12 de abril, que Alexandrino teria ido somente no trecho República Dominicana e Cuba. Como se sabe, foi a Odebrecht que fez a famigerada obra do Porto de Mariel.

Assim, torna-se cada dia mais improvável que “não tenha ninguém com coragem para mandar prendê-lo, porque as consequências políticas serão imprevisíveis”.

Lula sempre reage exageradamente a críticas, insultos, ameaças ou frustrações. Mas a indignação dura pouco e volta a agir como se nada tivesse acontecido.

Puro teatro. Ele não assusta mais.

Enio Meneghetti

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