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COMO LEVAR MAIS POVO ÀS RUAS EM 12/4

26 de março de 2015

Excelente e oportuna abordagem do professor Paulo Moura!

Formou-se consenso entre atores e observadores da cena política nacional de que as manifestações programadas para 12 de abril próximo servirão de indicador decisivo para o futuro do governo Dilma.  Se o público que for às ruas nessas datas for expressivamente mais amplo do que já o foi em 15 de março passado, mais um passo decisivo, talvez o derradeiro, será dado na direção da abertura do processo de impeachment da presidente.

Para os defensores do impeachment, portanto, aumentar a quantidade de povo nas ruas é a missão número um. Como fazer isso?

Antes de qualquer coisa, convém observar que o número de pessoas que já confirmaram presença nos eventos locais convocados pelo Facebook, em várias das principais cidades, já é maior que o dobro daqueles que haviam confirmado presença, em período de tempo equivalente de divulgação das manifestações de 15/3. Cresceu, também, o número de cidades novas em que há eventos marcados.

Há um público adjacente ao que foi às ruas em março, que deixou de comparecer por medo das ameaças de Lula e do MST de usar a violência contra os manifestantes. O rotundo fracasso das manifestações petistas e o caráter ordeiro e pacífico das manifestações contra o governo serviu de incentivo para a ida às ruas de mais gente em 12/4.

Em artigo recente no Estadão, o cientista político José Roberto de Toledo (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-eleitor-sao-tome-imp-,1655855) identificou os públicos que podem engrossar as fileiras do movimento pelo impeachment em 12 de abril.

A primeira descoberta é de que os manifestantes de 2015 são de outra faixa etária, cerca de 13 mais velhos, em média, do que os manifestantes de junho de 2013. Os jovens de 2013 eram, também, mais antipartido e menos inseridos no mercado de trabalho. Mas, há vasocomunicação entre ambos os públicos, devido ao perfil de classe média de ambos, o que possibilita a influência dos que foram às ruas em 2015 sobre os que foram em 2013.

Em 2013 as pautas eram difusas, mas Dilma cometeu o erro de chamar a si a reposta às ruas, colocando-se no centro do alvo. A recente campanha eleitoral, o estelionato político patrocinado por Dilma e a crise econômica, política e moral em que o país mergulhou, contribuíram para dar foco antigoverno às manifestações de 2015.

E, é justamente a crise econômica que oferece aos manifestantes de 15 de março a oportunidade de atrair para as ruas os segmentos populares que estão insatisfeitos com as consequências da crise sobre seus bolsos, e que não foram às ruas antes. As pesquisas de opinião recém publicadas sugerem, dado o grau de rejeição à Dilma, que esses novos contingentes poderão ser mobilizados para 12 de abril.

A chave aqui é a comunicação. Será preciso, aos mobilizadores de abril, agregar conteúdo econômico às convocatórias. Associar a inflação, o aumento do desemprego, a abaixa qualidade dos serviços públicos, os cortes nos programas sociais (foco nos estudantes excluídos do FIES) e demais maldades patrocinadas por Dilma, à roubalheira na Petrobrás, como custo transferido ao bolso do trabalhador por Dilma e pelo Partido dos Trabalhadores.

Esse é um atalho cognitivo de fácil compreensão para qualquer um. Para além do Facebook, esse tipo de mensagem terá que ser lavado às periferias urbanas em panfletos criativos para serem distribuídos nos transportes públicos nos horários de pico, quando o povão estiver voltando para casa, cansado do trabalho em ônibus e trens abarrotados.

Além do número de gente nas ruas, a mídia usou como indicador de força das manifestações de março, o número de cidades em que elas aconteceram. Incentivar a criação de eventos no Facebook convocando o povo às ruas no maior número de cidades possível é outra tarefa central dos mobilizadores de abril.

A conjuntura está a favor. A crise econômica recém está começando e suas consequências se farão sentir ao longo do ano, evoluindo em sua gravidade em proporção e velocidade exponenciais. Paralelamente, a crise política avança a passos rápidos para um quadro de crise institucional. Não há perspectiva de que a presidente Dilma adquira capacidade pessoal de mudar a si mesma para inverter a espiral negativa que sua conduta desastrada estimula. Dilma está em conflito, com Lula; Dilma está em conflito com o PT; Dilma está em conflito com o PMDB; Dilma está e conflito com povo.

O PMDB, por seu turno, percebeu que o jogo de Dilma e dos petistas é para destruí-lo e passou a travar uma luta de vida ou morte contra o PT.  CPI da Petrobrás é a arena central dessa luta, e o PMDB controla a comissão, sentando um por um dos corruptos petistas na vitrine inquisitorial, e impedindo o PT de convocar os envolvidos dos demais partidos. A requisição das gravações das reuniões do Conselho de Administração da Petrobrás na época da compra da refinaria de Pasadena revela que os peemedebistas estão em busca do “Fiat Elba” da Dilma.

O grito dos manifestantes nas ruas em março, com palavras de ordem como: “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro” e “Um, dois, três, Lula no xadrez”, e pesquisas qualitativas não publicadas revelam que a imagem do líder maior do PT já foi arranhada a ponto de o ex-presidente FHC assegurar na imprensa que se Lula concorresse hoje a presidente, perderia.

Conectados online pelas mídias sociais no exato momento em que estão se manifestando em todo o país, os manifestantes transmitem uns para os outros, o que se passa nas diferentes cidades, fazendo com essas palavras de ordem se espalhem como rastilho de pólvora por todas as cidades.

Para completar, essa semana o Clube Militar se manifestou abertamente a favor do impeachment, e, portanto, contra a intervenção militar, puxando o tapete da minoria militarista que se infiltrou nas manifestações de março para dividir e tumultuar a luta pelo impeachment.

O cerco à Dilma, Lula e o PT vai se fechando. Não existe, na história, registro de que um exército mercenário remunerado com pão, mortadela e tubaína, possa vencer uma multidão de cidadãos livres lutando para viver num país livre e descente. O povo brasileiro está tomando as rédeas do seu destino.

Conteúdos sempre excelentes em  

http://professorpaulomoura.com.br/como-levar-mais-povo-as-ruas-em-124/

Recomendo!

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QUANDO O DIABO É CONSELHEIRO

22 de março de 2015

Um artigo irretocável do Percival Puggina. 

“Pelo menos dois milhões e meio de pessoas saíram às ruas no dia 15 de março. Diziam, em essência, quatro coisas: Fora Dilma! Fora PT! Chega de corrupção! E a que estava escrita na camiseta que eu usava: Impeachment! A desaprovação da presidente, em março, segundo levantamento da Datafolha, chegou a 62%. Em fevereiro, o mesmo instituto dizia que para 52% dos brasileiros Dilma é falsa, para 47% é desonesta e para 46%, mentirosa. Nada surpreendente quando esses números se referem a quem disse que “a gente faz o diabo em época de eleição“.

Num sistema de governo bem concebido, do tipo parlamentarista, tal situação levaria ao voto de desconfiança. O governo cairia. No presidencialismo, tem-se o que está aí: uma crise institucional. Então, era preciso contra-atacar. Qual o conselho do diabo numa hora dessas? “Diz que teus opositores não gostam de pobre!“, recomendaria o Maligno. Foi o que fez Lula, num discurso à porta do hospital onde a Petrobras, por culpa dele e de seus companheiros, respira por meio de aparelhos.

Disse o ex-presidente: “O que estamos vendo é a criminalização da ascensão social de uma parte da sociedade brasileira. (…) A elite não se conforma com a ascensão social dos pobres que está acontecendo neste país”. Por toda parte, o realejo da mistificação, da enganação, da sordidez intelectual passou a ser acionado por gente que se faz de séria. Colunistas chapa-branca, artistas subsidiados pelo governo, intelectuais psicologicamente enfermos se alternam na manivela do realejo, a repetir essa tese.

O líder do MST, João Pedro (quebra-quebra) Stédile, falando ao lado de Dilma no RS, enquanto eu escrevia este artigo, rodou a manivela: “A classe média não aceita assinar a carteira da sua empregada doméstica. A classe média não aceita que o filho de um agricultor esteja na universidade. A classe média não aceita que os negros andem de avião. A classe média não aceita que o povo tenha um pouco mais de dinheiro”. Suponho que na opinião dele, os patrocinadores do MST são santos cujas meias deveriam ser guardadas para fazer relíquias, apesar de esfolarem a nação e encherem os próprios bolsos e os bolsos dos ricos. Quão tolo é preciso ser para se deixar convencer de que o povo sai às ruas porque pobres e pretos andam de avião e não por estar sob um governo que se dedicou a fazer o diabo? Como pode a mente humana entrar em convulsões e a alma afundar em indignidades de tais proporções?

Leonardo Boff, foi outro. Perdeu boa parte de sua fé católica, mas não a fé em Lula, a cujo alto clero não se constrange de pertencer. Dia 16, em Montevidéu, declarou: “No Brasil há uma raiva generalizada contra o PT, que é mais induzida pelos meios de comunicação, mas não é ódio contra o PT, é ódio contra os 40 milhões (de pobres) que foram incluídos e que ocupam os espaços que eram reservados às classes poderosas“. É assim que o petismo age. Deve haver um lugar bem quente no inferno para quem se dedica a esse tipo de vigarice intelectual.

Vigarice, sim. E tripla vigarice. Primeiro, porque transmite a ideia equivocada de que o PT acabou com a pobreza, quando o partido está empobrecendo a todos, a cada dia que passa. Segundo, porque a nada o petismo serviu mais do que à prosperidade material de sua alta nomenklatura e a dos muitos novos bilionários que, há 12 anos, servem e se servem do petismo. Terceiro, porque só o PT se beneficia da pobreza dos pobres, aos quais submete por dependência.O desenvolvimento econômico e social harmônico é generoso. A ascensão dos pobres, quando ocorre de fato e não por doação ou endividamento, beneficia a todos. Isso até o diabo sabe.”

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* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site http://www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

 

A postura que arrasa o Brasil

21 de março de 2015

Em apenas 2:30 segundos este vídeo diz mais que dezenas de artigos e análises sobre os problemas que estamos atravessando.

Merece ser divulgado ao mundo.

Isto é OPOSIÇÃO!

18 de março de 2015

A seguir, vídeo do pronunciamento do deputado Onyx Lorenzoni, proferido na Câmara Federal ontem, 17 de março de 2015. O tom de oposição deveria ser adotado por muitos parlamentares vacilantes. Ele diz tudo.

Abaixo, a transcrição.

 

Discurso Onyx

 “Não é de hoje que eu combato o petismo.

Não é de hoje, presidente, que eu testemunho a forma PREPOTENTE, AUTORITÁRIA, com que o PT faz política.

Não é de hoje que eu vejo eles colherem os frutos da discórdia que semeiam.

Estou calejado de enfrentar o petismo. E  enfrentar a máquina de propaganda que é alimentada com dinheiro público, com dinheiro dos impostos.

Não é de hoje que eu denuncio a prática petista, contumaz, de relativizar crimes. De trocar o sentido das palavras.

Querem alguns exemplos?

‘Dinheiro não contabilizado’. Deputado Moroni, isto é Caixa 2.

 ‘Contabilidade criativa’ =  Fraude contábil.

 ‘Pragmatismo político’ = . Oportunismo sem escrúpulos.

‘Malfeitos’ =  Corrupção.

Não é de hoje, que eu vejo o PT colocar o partido acima da sociedade brasileira.

Aqui, é da série ‘Relembrar é viver”.

( apresenta FOTO da fachada do Palácio Piratini com a bandeira de Cuba. Posse de Olívio Dutra no Governo RS)  

Primeiro de janeiro de 1999. Primeiro governo petista de um estado. A posse do Partido dos Trabalhadores . Olívio Dutra. Vice Governador, Miguel Rosseto. O mesmo que veio dizer NADA na televisão, depois dos movimentos de domingo. A Secretária de Minas e Energia. A senhora Dilma Vana Rousseff.

Aqui, (mostrando a foto) na mão do povo petista, não tem bandeiras brasileiras.  Aqui só tem bandeiras vermelhas. Na sacada do Palácio Piratini, no balcão, colocada pela mão diligente dos dirigentes petistas, tem a bandeira de Cuba. Não tem a bandeira do Rio Grande e não tem a bandeira brasileira. Estava lá atrás.

Quando o Brasil assistiu na última sexta feira 13, aquela movimentação paga com recursos públicos, alimentada com dinheiro dado pelo governo para as Centrais Sindicais, para ONGs que suporta o PT!

E o que tinha lá?

Lá só tinha bandeira vermelha. Pode procurar!  Desafio a achar bandeira do Brasil.

Aí, no dia 15, olha só!

O Brasil se cobriu de verde-amarelo! Quem tá aqui não tem lanchinho! (FOTO)

Quem tá aqui não tem remuneração!

Sabe por que é no domingo, a manifestação dos brasileiros de bem?

Porque no resto da semana eles trabalham!

Quem faz na sexta feira é quem não trabalha!

Horário de expediente não é hora de fazer manifestação! Horário de expediente é hora dee trabalhar.

Essa é a grande diferença que se estabelece no Brasil, neste momento.

E qual é o recado do Brasil das ruas?

O povo está cansado de conversa mole. Vir com uma conversinha de que vai “combater corrupção”… De que jeito?

Se Pedro Barusco ,  gerente de terceira categoria, acumulou 97 milhões de dólares! Que ele devolveu FELIZ! Num ato quase inumano!

Não comprou um carro melhor, deputado!

Não comprou um imóvel!

Tinha, nos anos de 2009/2010, mais de 60 milhões de dólares fora do Brasil. Foi incapaz de comprar um imóvel, que se comprava, pela crise americana, por 150, ou 120 mil dólares…

E sabem por que, ele não fez isso?

Porque o dinheiro não era dele! Isto é uma obviedade!

E eu perguntei:

– O dinheiro é do Lula?

– O dinheiro é do Dirceu?

Ele era um fiel depositário.

Agora, a Polícia Federal colocou o (Renato) Duque na cadeia. O Ministério Público vai atrás dele. E agora, nós temos a possibilidade de conhecer ainda, a mais tenebrosa extensão da roubalheira na Petrobrás.

O governo perde nas ruas de lavada.

Mas com sua miopia e absoluta falta de humildade, apesar das palavras ocas e vazias da  senhora Dilma Vana, o governo usa e abusa da tolerância dos brasileiros.

A máscara do petismo, que é um mal – eu respeito o PT. Mas o petismo, assim como o nazismo, assim como o socialismo, assim como o comunismo, assim como todos os “ismos” –  é um mal, que eu combato. Mas a máscara vem caindo.

A crise que o país atravessa, é econômica. É resultado da incompetência e da soberba do petismo brasileiro.

Mas a crise do governo é de credibilidade.

O que os brasileiros de verde e amarelo disseram é que não acreditam mais nesse partido. Não acreditam mais nos seus fantoches.

E não acreditam mais na senhora, Senhora Dilma Vana Rousseff!

Pelo amor de Deus!

Pede para sair!

 

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Dilma ladeira abaixo!

18 de março de 2015

grafico

Pesquisa Datafolha mostra que 62% avaliam o governo Dilma como ruim ou péssimo.

Pois e não é que, dentro das circunstâncias, ela até que se saiu bem?

Os números certamente cairão mais. A divulgação da sucessão de escândalos deve aumentar muito. As notícias negativas serão cada vez mais divulgadas, à medida que a mídia patrocinada não terá como deixar de adequar a linha editorial ao clamor das ruas, em que pese o maciço investimento governamental em propaganda.  Afinal, o que é aquele comercial da Petrobrás, exibido já há mais de trinta dias em horário nobre, elencando virtudes que foram amputadas da maior estatal do país?

Os números do Datafolha podem deixar dúvidas, já que a avaliação do público contabilizado pelo instituto como presente no ato ocorrido em São Paulo, tenha sido flagrantemente inferior à avaliação da Polícia Militar daquele estado.

Sem falar no que as imagens evento evento mostraram: o maior público jamais visto em manifestações naquele local.

De qualquer modo, desde os momentos finais do governo Collor, não se via uma taxa de reprovação tão elevada de um presidente.

Os números de rejeição de Dilma devem subir.

A próxima manifestação, marcada para o domingo de 12 de abril deverá ter um público ainda maior.

Isso dever-se-á ao sucesso da manifestação de 15 de março e  ao fim do temor, que afastou muitas pessoas do evento do último domingo. Esse temor foi deliberadamente explorado pelos MAVs (Militância em Ambiente Virtual) a serviço do governo, para desestimula a participação popular.

A partir das ações dos MAVs, até uma imaginária possível presença de black blocks foi aventada. Além da possibilidade de quebra-quebra e depredações. Até instruções de como agir – sentar-se e tocar apitos) foi divulgada como precaução.

É claro que uma expectativa como essa afastou muitas pessoas.

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PT preocupado com a prisão de Renato Duque

16 de março de 2015

A cúpula do PT tem motivos para grande preocupação com a prisão do ex diretor da Petrobrás, Renato Duque, na manhã desta segunda feira. Todos no PT sabem que Duque é um arquivo vivo. É ligado ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu.

Havia esperança no PT que Duque permanecesse solto e em silêncio. Mas depois do depoimento de Pedro Barusco à CPI da Petrobrás, alguns petistas já haviam sentido que poderia ser novamente pedida sua prisão.

Barusco apontou Renato Duque e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, de participação vital no esquema do petrolão.

Renato Duque estava solto depois que o ministro Teori Zavascki, do STF, concedeu-lhe um habeas corpus.

Segundo o blog O Antagonista, a prisão de Renato Duque, em novembro do ano passado, fez com que a sua mulher entrasse em desespero.

Ela procurou Paulo Okamotto, e disse-lhe que teria provas para mostrar Lula não só sabia, como participara do esquema do petrolão.

Okamotto levou o problema a Lula, que tentou acalmá-la. Ela repetiu a ameaça, confirmando que não hesitaria em implicar Lula no esquema, se o marido não fosse libertado imediatamente.

Sem outra opção, Lula pediu ajuda a um amigo, ex-ministro do STF (quem será?), que sugeriu falar com Teori Zavascki.

Esse amigo assim fez: explicou que se Renato Duque não fosse solto, Lula seria envolvido “injustamente” no escândalo.

E foi assim que Duque ficou solto. Até agora.

O medo agora é que se a prisão perdurar, poderá causar em Renato Duque o mesmo efeito que causou em Paulo Roberto Costa, que acabou fazendo delação premiada.

Que país é esse? (assista o vídeo:)

 

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Uma lógica que provoca vergonha!

16 de março de 2015

Estamos diariamente recebendo tantas notícias escabrosas, que às vezes a lógica dos problemas que enfrentamos são visíveis com muito mais clareza por alguém que as vê de longe.

Embaraçoso, constrangedor, vergonhoso, ver nosso país apresentado desta forma, mas é a mais pura realidade.

Como disse o hoje encarcerado Renato Duque, “que país é esse?”  

A passeata dos 100 mil em Porto Alegre

15 de março de 2015

Nunca aconteceu algo semelhante em Porto Alegre.

Nem nas “Diretas Já”, nem nas eleições de qualquer presidente, partido político ou mesmo vitórias da Seleção brasileira.

Não se viu uma só bandeira de partido.

Não havia militância paga.

Não houve distribuição de sanduíches nem “ajuda de custo”.

Não houve verba pública financiando o mega evento!

Milhares de pessoas abriram mão de seus domingos de descanso para um grito de B A S T A contra “tudo isso que aí está”.

Os gritos de Fora Dilma e Fora PT extravazavam o que está trancado na garganta das pessoas decentes, frente a roubalheira que assola este país.

Mesmo com a tentativa prévia de alguns, por simples medo ou por safadeza mesmo, de provocar temor em quem gostaria de ter comparecido, ora dizendo que haveriam petralhas infiltrados, que os “temidos” “black blocks” fariam quebra quebra para descaracterizar o movimento. Que nada!

E se tivessem aparecido intimidariam-se frente aquela massa humana,  pacífica, mas pronta a denunciar em altos brados qualquer baderneiro que ousasse infiltrar-se em meio a uma das mais marcantes manifestações nunca antes ocorrida na História de Porto Alegre. Sem um único incidente!

Não nos iludamos. O governo tentará descaracterizar o movimento com aqueles seus métodos tacanhos de repetir mentiras mil vezes.

Mas uma coisa é certa: quebrado o mito, na próxima manifestação serão muitos mais querendo participar de uma festa da liberdade e da verdadeira democracia.

Em São Paulo, a Polícia Militar estimou em 1 milhão o número de pessoas Avenida Paulista.

– Chegaremos lá!

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Dilma governo da mentira

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/03/manifestantes-contra-o-governo-se-reunem-em-parque-de-porto-alegre.html

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“O caminho para o impeachment”

14 de março de 2015

Texto do professor Paulo Moura. Grifos do blog.

Por favor, leiam com atenção!

“Interromper o processo democrático pela via de um golpe militar e abandonar a chance histórica de derrotar a esquerda e seus ícones, de desmascarar Lula aos olhos do povo e de convencer as pessoas que não se deve votar em gente assim, para repetir 1964 e daqui alguns anos ver Lula voltar ao poder como mártir da causa, seria um erro grave cujo preço não temos o direito de pagar. Os petistas sabem disso e estão desesperados. Defender a intervenção militar nesse momento, é tudo o que a esquerda quer para desmoralizar a mobilização democrática do povo pelo impeachment.”

 

O CAMINHO PARA O IMPEACHMENT

14 de março de 2015

 

“Na mesma proporção em que cresce nas ruas o apoio ao impeachment de Dilma, começam a proliferar nos jornais, argumentos de gente de oposição afirmando que o impeachment não se aplica ao caso da Dilma, ou que, por diversas razões jurídicas (não há provas) ou políticas (é difícil obter 2/3 de votos no Congresso) o processo não é viável. Já os defensores da intervenção militar afirmam que são contra o impeachment por não adiantar substituir Dilma, e que só a volta dos militares possibilitaria a faxina nas instituições, destituindo e prendendo todos os políticos corruptos.

Nosso intuito aqui é combater esses argumentos e afirmar, que sim, o impeachment se aplica ao caso de Dilma, que é possível aplicá-lo e que ele é a solução adequada ao caso. Antes de mais nada é preciso reafirmar que um processo de impeachment é um processo político e não jurídico, embora seu ritual seja acompanhado de alguns requisitos análogos aos processos judiciais.

Para que um processo de impeachment seja instaurado e levado a cabo, é preciso, em primeiro lugar, que existam condições políticas. E o primeiro pré-requisito é o clamor popular. Dia 15 de março comprovará, com multidões nas ruas, que o clamor popular existe e é crescente. Essa será a primeira de uma longa jornada de manifestações que aquecerão o caldeirão da opinião pública até o Congresso até se dobrar à vontade das ruas.

Em segundo lugar, é preciso que as elites políticas da nação concluam que Dilma não tem mais condições de governar e entrem em acordo em torno da decisão de remover a petista do poder pela via democrática, como ocorreu com Collor. Conversas e acordos entre líderes das Forças Armadas, líderes dos principais partidos, líderes empresariais, líderes religiosos e de organizações socialmente relevantes devem preceder à decisão coletiva de instaurar o processo de impeachment.

Feito isso, é preciso ir aos fundamentos jurídicos do processo em busca dos argumentos que serão esgrimidos para legitimar a cassação de Dilma obedecendo o que a lei prevê para casos como esse. Os que dizem que o impeachment não se aplica difundem a falsa afirmação de que não haveria provas contra Dilma, dando a entender que ela teria que ser flagrada roubando para ter o mandato cassado.

O jurista Ives Gandra Martins já demonstrou quais são os fundamentos jurídicos e legais que legitimam a remoção de Dilma do cargo. A prevaricação, decorrente da omissão de Dilma em tomar as decisões necessárias no tempo certo para remover a diretoria da Petrobrás já seria suficiente motivo para o impeachment, isso, mesmo considerando o argumento de Janot para retirar Dilma das investigações judiciais.

Observe-se que a citação de Dilma e Lula pelos delatores premiados permite à CPI da Petrobrás trazer ambos para dentro das investigações parlamentares, já que o Procurador Geral da República se negou a indiciar Dilma, alegando a lei que impede investigar um presidente no cargo por atos anteriores ao mandato em curso. No entanto, não obstante essa lei, se Dilma se elegeu em 2010 financiada com dinheiro roubado da Petrobrás, seu primeiro mandato foi ilegítimo, ao mesmo tempo em que serviu se suporte para a conquista do mandato atual.

Tendo sido a primeira eleição de Dilma financiada com dinheiro roubado, nada impede que a CPI da Petrobrás investigue o financiamento da eleição de Dilma em 2014. Considerando-se que o assalto à Petrobrás transcorreu sem constrangimentos enquanto tramitava o processo do Mensalão, há sobradas razões para se acreditar que esquemas similares sigam em curso em outras estatais, bancos e órgãos públicos. No mínimo, o povo brasileiro tem direito à investigação sobre os financiamentos do BNDES, as contratações do setor elétrico, as concessões de rodovias, portos e aeroportos, as compras do Ministério da Saúde (lembremos da compra de Viagra). Enfim, queremos faxina completa.

Como se pode ver, ante a estranha resistência de Janot para investigar Dilma, não obstante as citações dela na delação premiada, a CPI da Petrobrás é o lugar adequado para levar adiante a busca de elementos que encorpem a fundamentação jurídica e política do impeachment. Para entender como funciona o impeachment, leia aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-seis-passos-de-um-processo-de-impeachment?utm_source=redesabril_veja&utm_medium=facebook&utm_campaign=VEJA.

Isso é possível? Os políticos estariam dispostos a fazer? Cremos que não se trata apenas de disposição, mas de uma necessidade vital para o PMDB. Renan Calheiros, Eduardo Cunha e o clã Sarney foram feridos de morte por sua cumplicidade com o PT. Impõem-se a eles usar suas posições no Congresso como arma para pressionar politicamente o governo e o Procurador Geral da República e para condicionar o curso das investigações, já que atribuem sua inclusão na lista de indiciados à mão nem tão invisível do PT. É sabido, também, que Janot quer ser reconduzido ao cargo e que isso passa por uma decisão de Dilma e pela aprovação do Senado.

Destruir o PMDB e desalojá-lo da posição de poder que desfruta no jogo político brasileiro é requisito estratégico do projeto hegemonista do PT, cuja meta é a perpetuação dos petistas no poder. Aliás, isso vale, também, para os demais partidos da base alugada. Portanto, esses partidos estão vivendo momentos decisivos de uma luta de vida ou morte contra o PT. E a CPI da Petrobrás é o palco central do teatro dessa guerra. Levar Dilma e Lula para os holofotes da CPI é, portanto, requisito fundamental para matar politicamente quem quer matá-los para a vida política.

Dilma está isolada até mesmo dentro do PT. A presidente é criticada em público por Lula e combatida pelo grupo majoritário do PT. Seus índices de desaprovação nas pesquisas mostram que ela está sem apoio inclusive de parcelas das bases sociais do petismo. Dilma está emocionalmente abalada e não consegue esconder isso de seu semblante, mesmo debaixo de toneladas de maquiagem. Dilma perdeu, como diria Marx, a capacidade de decidir com base na “análise concreta da realidade concreta”. Decide sozinha ou ouvindo Mercadante, e erra insistentemente, agravando sua já difícil situação.

Fruto do ajuste fiscal que precisa pôr em prática, Dilma é e seguirá sendo a causadora de uma crise econômica que se arrastará pelos próximos meses pareada com a crise política protagonizada pelas investigações do juiz Sérgio Moro e a CPI da Petrobrás, essa última condicionada pelas circunstâncias antes descritas.

Mas não é só Dilma que está tonta. O PSDB, um partido de tucanos criados em cativeiro, está assustado e não sabe lidar com o povo nas ruas. Seus próceres passaram a semana ziguezagueando aos olhos da opinião pública, sem saber se vão às ruas ou ficam em casa lendo a revista Caras em busca das suas fotos nas colunas sociais. FHC, o tucano mor, permitiu-se jogar um balde de água fria sobre o povo que vai às ruas dia 15, ao condenar o impeachment às vésperas da megamanifestação. O povo, portanto, já sabe que não pode contar com o PSDB. Para forçar os tucanos a descerem do poleiro e saírem da gaiola para apoiar o impeachment, só há uma solução: povo na rua! A perspectiva de aprovação do impeachment, portanto, passa pelas manifestações massivas de rua, e pelas decisões da cúpula do PMDB na condução da CPI da Petrobrás.

Outro obstáculo a ser removido para viabilização do impeachment é o argumento dos defensores da intervenção militar. As militaristas dizem que de nada adianta remover Dilma do cargo, pois ela será substituída por outro político dos partidos envolvidos em corrupção, e que só a intervenção militar permitiria fazer-se uma faxina completa nas instituições políticas nacionais. Alegam ser a intervenção militar constitucional, e que os militares ficariam pouco tempo no poder, convocando novas eleições logo em seguida à limpeza do sistema político dos corruptos que o dominam.

Com a onda de insatisfação crescente na sociedade e nas mídias sociais, muita gente jovem e desinformada aderiu à mobilização real e virtual comprando sem um olhar crítico esses argumentos tão simplistas quanto enganadores.

A primeira coisa que todos precisam fazer é ler o artigo 142 da Constituição. Lá está escrito que a intervenção militar só é constitucional se ela for convocada por um Chefe de Poder. Ou seja, se Dilma, Renan Calheiros, Eduardo Cunha ou Levandovski não convocarem os militares a intervir, a intervenção não será constitucional. Portanto, ou os militaristas são ingênuos para imaginar que Dilma, Calheiros, Cunha e Levandovski convocariam os militares para destituí-los do poder e levar a si mesmos para a cadeia, ou estão mal intencionados. Isto é, estão manipulando setores da opinião pública para darem sustentação a um golpe militar inconstitucional.

Em segundo lugar, há investigações em curso conduzidas pela Justiça, pelo Ministério Público, pela Política Federal e para CPI da Petrobrás. Dezenas de políticos já foram indiciados, apenas pelos delatores ligados ao PP. Novas listas decorrentes dos delatores do esquema do PT e do PMDB deverão ser enviadas do Procurador Geral da República, elevando o número de investigados para a casa das centenas. Michel Temer, Calheiros e Cunha, que as pessoas legitimamente querem ver fora do poder, também podem ser cassados em função de seu envolvimento nas investigações políticas e/ou policiais.

O rito investigatório e processual leva tempo, mas, é assim mesmo que deve ser para que se obedeça o que lei prevê numa democracia. A pressão popular persistente nas ruas é fundamental para impedir que o Procurador Geral da República e a cúpula do Judiciário se dobrem às pressões dos políticos para livrar todo mundo da devida punição. Assim, o que a intervenção militar pode causar é, isto sim, uma ruptura no rito legal das investigações em curso, possibilitando aos indiciados uma porta de saída, ou, então, o risco de que pessoas sejam punidas sem provas e investigações, coisa que somente se vê em ditaduras com a da Venezuela, por exemplo.

Por fim, convém lembrar, que os militares que tomaram o poder em 1964 anunciaram a pretensão de permanecer no governo por um ano apenas. Ficaram vinte anos no governo, suprimindo as liberdades democráticas e entregando ao povo um país endividado e mergulhado na hiperinflação. E de nada adiantou, pois, com a volta de democracia a esquerda retornou ao poder pelo voto, depois de vinte anos conquistando corações e mentes da juventude ao longo dos anos 1980 e 1990. Além, disso, as Forças Armadas passaram a ter sua imagem manchada pela pecha do autoritarismo, do golpismo e do uso da violência, num desgaste que somente agora começa a ser revertido.

A esquerda deve ser derrotada politicamente, no terreno das ideias e dos valores morais. As pessoas precisam ser convencidas com argumentos racionais de que o socialismo e o comunismo, assim como seus gêmeos siameses, o fascismo e o nazismo, não são ideologias generosas e justas como profetizam, mas sim, que produziram o assassinato de milhões, a miséria do povo e ditaduras em todas as sociedades onde seus defensores chegaram ao poder. Não adianta prender, torturar e matar os esquerdistas. Se queremos viver em sociedades livres e democráticas, precisamos, repito, derrotar suas ideologias com argumentos lógicos e compreensíveis ao cidadão comum.

Isso leva tempo e dá trabalho, mas é assim que as sociedades livres evoluem construindo a maturidade política da cidadania com educação e luta política dentro dos marcos legais da democracia. Não há atalhos.

Estamos diante de uma chance histórica e rara. A Venezuela, a Argentina e, agora o Brasil, nos oferecem a oportunidade preciosa de mostrar ao povo, com exemplos práticos, visíveis e compreensíveis, os danos políticos e econômicos que as ideias socialistas geram quando chegam ao poder e são postas em prática.

Interromper o processo democrático pela via de um golpe militar e abandonar a chance histórica de derrotar a esquerda e seus ícones, de desmascarar Lula aos olhos do povo e de convencer as pessoas que não se deve votar em gente assim, para repetir 1964 e daqui alguns anos ver Lula voltar ao poder como mártir da causa, seria um erro grave cujo preço não temos o direito de pagar. Os petistas sabem disso e estão desesperados. Defender a intervenção militar nesse momento, é tudo o que a esquerda quer para desmoralizar a mobilização democrática do povo pelo impeachment.”

artigo do Professor Paulo Moura. (grifos do blog)

 

Incoerência: mesmo ato a favor da Petrobrás e da Dilma?

13 de março de 2015

Como é possível alguém “defender” a Petrobrás e o governo Dilma ao mesmo tempo?

lulopetismo iniciou a destruição da estatal desde que assumiram o poder, via contratos superfaturados e propinas milionárias.

E tudo seguiu da mesma forma no governo Dilma, quando a companhia teve o preço de suas ações derrubado para a bacia das almas, devido às múltiplas irregularidades (para usar uma expressão light) praticadas pela administração petista na estatal, já sobejamente identificadas.

A ponto de nenhuma auditoria do mundo querer atestar a veracidade dos números constantes de uma versão de seu balanço.

O PT, antiprivatista, incoerente, foi além de uma simples privatização da estatal.

Expropriou-a até os ossos.

E agora “entidades sindicais” e “movimentos sociais” vem para as ruas, em movimentos CHAPA-BRANCA, apoiar o governo que DESTRUIU a maior empresa do Brasil e uma das grandes petrolíferas do mundo, de tanto saqueá-la no maior escândalo em volume de dinheiro roubado no Brasil e talvez no mundo inteiro. 

São manifestantes apenas mal informados ou são mal intencionados mesmo? 

Cerca de 9 mil pessoas participaram do ato na avenida Paulista. Manifestantes da CUT e do MST usavam adesivos e frases como “Petrobras é do povo!” e “Dilma fica”. Matéria do Valor Econômico apurou que estavam sendo pagos à razão de R$ 35,00 por pessoa… Nenhuma surpresa. Veja:

http://www.valor.com.br/politica/3952318/manifestantes-recebem-r-35-para-ir-ato-favor-de-dilma-em-sp

Coisas de nosso Brasil.

13mar2015---13mar2015---manifestantes-ergue-banner-em-que-se-pode-ler-em-defesa-da-democracia-dilma-fica-durante-ato-organizado-pela-cut-central-unica-de-trabalhadores INCOERÊNCIA

Dilma governo da mentira