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“YO NON CREO EM BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY.”

8 de outubro de 2015

2Q==

Frase do livro Dom Quixote, de Miguel Cervantes. Sustenta que as bruxas sempre estiveram à solta e de tempos em tempos elas ressurgem para a desgraça de todos.

Em março de 2013 o ex-presidente  Lula desembarcou de um Jato Falcon na República da Guiné Equatorial para um encontro com o presidente Obiang. A visita foi acompanhado pela embaixadora do Brasil na Guiné, Eliana Costa e Silva Puglia, que após o encontro, enviou seu relatório sigiloso ao Itamaraty.

Segundo ela, “Lula referiu-se a um telefonema que dera ano passado ao Presidente Obiang sobre a importância de se adjudicar obra de construção do aeroporto de Mongomeyen à empresa Odebrecht”, escreveu a embaixadora.

A revelação, fartamente ilustrada por outros documentos, é da última edição da revista Época, que já havia mostrado há poucas semanas atuação praticamente idêntica junto aos irmãos Castro para obras em Cuba, como o Porto de Mariel, chegando a usar  o nome da atual presidente Dilma Rousseff para prometer e garantir o necessário financiamento do BNDES.

A revista destaca ainda que os telegramas fazem parte de um conjunto de documentos confidenciais a que teve acesso, sobre as atividades do ex-presidente em países que receberam financiamento do BNDES. Papéis que estão sendo analisados pelo MPF em Brasília, que está, segundo Época, investigando Lula oficialmente por tráfico de influência internacional, crime previsto no Código Penal, por atuar em benefício da maior construtora brasileira.

Os papéis mostram, também, que Lula, ainda na Presidência, marcou reuniões de empresários africanos com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

A investigação do MPF de Brasília não é a única origem de problemas para ele.

Um relatório da Polícia Federal constante da Operação Lava Jato contém e-mails entre executivos da Odebrecht e o ministro Miguel Jorge, em 2009 , onde este diz a um assessor de Marcelo Odebrecht que “o PR fez o lobby” para a construtora numa obra na Namíbia, na África. “PR”, segundo os investigadores, significa Presidente da República, cargo ocupado por Lula na época dos fatos.

Depois da Guiné, Lula foi a Gana, de cujo presidente ouviu um pedido direto de financiamento para obras.  Destaca o relatório diplomático enviado ao Itamaraty: “O ex-presidente Lula disse acreditar que o BNDES teria condições de acolher a solicitação da parte ganense e, nesse sentido, intercederia junto à presidenta Dilma Rousseff”.

Quatro meses depois, em 19 de julho de 2013, o BNDES liberava para um consórcio entre a Odebrecht e Andrade Gutierrez  a contratação de  mais de 200 milhões de dólares para a construção de uma rodovia em Gana. Taxa de juros que é a segunda menor concedida pelo BNDES entre 532 operações voltadas para a exportação, um  prazo de 19 anos, acima da média de 12 anos praticada pelo banco.

O MPF de Brasília já pediu à força-tarefa da Lava Jato o compartilhamento de provas. Procuradores da capital federal apuram se os cerca de R$ 10 milhões pagos pelas empreiteiras envolvidas no Petrolão à titulo de palestras tiveram origem lícita e uma contraprestação de serviços. Ao Ministério Público caberá indicar se existem elementos para uma denúncia contra o ex-presidente.

Sobre o Artigo 49/1 da Constituição Federal, que diz ser de competência exclusiva do Congresso Nacional a decisão sobre empréstimos a países estrangeiros, nem um piu.

Todos os citados negam irregularidades quanto ao acima citado.

Ah, bom!

Enio Meneghetti

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“Quem fica brabo, fica burro”

6 de maio de 2015

Quem fica brabo, fica burro

É um velho dito da sabedoria popular. Uma pessoa enfurecida costuma reagir de forma intempestiva. No calor do momento, pode fazer ou dizer coisas que não lhe ajudem a resolver o problema que lhe causou a indignação.   

 

Foi impossível deixar de lembrar a mensagem contida na frase do título ao ler o conteúdo do discurso do ex presidente Lula proferido no dia do Trabalho.

 

Longe de mim sugerir o adjetivo  ao ex presidente Lula, até por que, de burro ele não tem nada.

 

Entre outras coisas, Lula disse em seu discurso: “Não tem um representante da elite brasileira que não tenha recebido favor do Estado. Conheci muitos meios de comunicação falidos e ajudei porque acho que tem que ajudar. Aí vem essas revistas brasileiras que são um lixo. Não valem nada. Peguem todos os jornalistas da Veja e da Época e enfiem um dentro do outro que não dá 10% da minha honestidade“. 

 

 

Talvez a reação fosse em relação a matéria da revista Época sobre uma investigação aberta pelo Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República no Distrito Federal, por suspeita de tráfico de influência. Trata-se de um procedimento preliminar para examinar se Lula agiu em favor do grupo Odebrecht em financiamentos do BNDES para obras do grupo em países estrangeiros.

 

Como se sabe, os governos do PT e o BNDES insistem na tese que tais contratos com governos estrangeiros possam ser secretos, contrariando, segundo alguns juristas, vários princípios da administração pública, entre eles o da Publicidade. Ou a própria Constituição Brasileira, que em seu ARTIGO 49,  diz: … ” É de competência EXCLUSIVA do Congresso Nacional:  ÍTEM 1 – resolver definitivamente sobre TRATADOS, ACORDOS, ou ATOS INTERNACIONAIS que acarretem ENCARGOS ou COMPROMISSOS GRAVOSOS ao Patrimônio Nacional … (…)”

 

E aí em vez dele defender-se, ele diz que “ajudou meios de comunicação (sic) falidos”? 

Como assim?

Ajudou a quem? De que forma? Com dinheiro? Por qual razão? Qual critério? Em que consistiram tais favores?

Por que mencionar isto exatamente naquele momento?

Afinal, é o papel da imprensa noticiar fatos de extremo interesse público, como a abertura de um procedimento legal preliminar para investigar possíveis atos indevidos que possam ter sido praticados por um ex presidente. Isso é notícia.

Por que será que ele ficou tão brabo?

Vai saber!

http://www.eniomeneghetti.com