Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Fusão do DEM com o PTB?

28 de março de 2015

Nos últimos meses tem aparecido notinhas em jornais afirmando que há “negociações” visando a fusão entre estes dois partidos.

Ouça a posição do Diretório Regional do DEM/RS, pelo seu presidente, deputado federal Onyx Lorenzoni.

(vídeo está aqui, ou clique no título do artigo para acessá-lo)

Dirceu com suspeita de AVC

27 de março de 2015

Conforme mencionamos no post O Dilema de Dilma*, a possibilidade de voltar à prisão está cobrando um preço alto de José Dirceu.

O DILEMA DE DILMA

Dirceu passou nesta sexta-feira por uma bateria de exames após suspeita de que tenha sido vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Depois dos exames, ele voltou para casa, onde cumpre pena domiciliar.

Ele teria confessado a amigos a tensão nos últimos dias.

Este blog deseja a José Dirceu uma pronta recuperação e uma nova prisão para breve.

José_Dirceudirceu

Será que valeu a pena?

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PF prende sócio da Galvão Engenharia e mais um operador do esquema

27 de março de 2015

A desocupação da carceragem da PF em Curitiba não deixava dúvidas que aconteceriam novas prisões.

– Ainda há lugares disponíveis.  

Dario Q Galvão

foto: Folha SP

A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta feira, 27 de março, Dário Queiroz Galvão (foto), sócio da Galvão Engenharia.

Réu em uma ação penal originada pela operação Lava Jato, Galvão é acusado de pagar propina a políticos e executivos da Petrobras por facilidades em contratos da estatal. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa dele.

Na decisão do juiz Sergio Moro, ele argumentou que depoimentos como o do operador Shinko Nakandakari, apontaram Dario Galvão como o “mandante” de crimes praticados pela empresa, como corrupção e lavagem de dinheiro. Shinko Nakandakari afirmou em depoimento que era do empresário a decisão final sobre os valores de propina pagos a executivos da Petrobrás.

Como provas, o magistrado menciona que há contratos firmados entre a Galvão e uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef. A investigação também apontou o pagamento por serviços que nunca existiram, simulados para lavar dinheiro.

Segundo o juiz, os valores somam R$ 4,1 milhões. Outras notas fiscais mostram pagamentos em um total de R$ 1,3 milhão para a empresa de Alberto Youssef.

No Rio de Janeiro foi preso o operador Guilherme Esteves de Jesus. Ele é um dos onze operadores investigados na operação  My Way, e investigado de pagar propina para o estaleiro Jurong, segundo apontou em delação premiada o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco. Guilherme teria transferido 8,2 milhões reais por meio de offshores para Barusco, para o Renato Duque, para o ex-presidente da Sete Brasil João Ferraz e para Eduardo Musa, ex-diretor de Participações da Sete Brasil.

A decisão do juiz federal Sérgio Moro baseou-se nas delações de Barusco, de Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa em confessaram ter recebido propina da Galvão Engenharia.

 

A Galvão Engenharia entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio nesta semana. O objetivo do procedimento, em que fornecedores e credores deixam de ser pagos, é evitar a falência.

Pela assessoria de imprensa, o Grupo Galvão informou que Dario Teixeira é presidente da Galvão Participações, controladora do Grupo Galvão, e a Galvão Engenharia, empresa do grupo, não se manifestará sobre o assunto.

 

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Acordaram! Espero que não seja tarde demais.

25 de março de 2015

O tema irá dominar os tele jornais da noite desta quarta feira, 25.03.

Trata-se da queda de braço entre governo e MPF.

Dilma deseja manter os Acordos de Leniência na CGU, órgão subordinado a ela. Veja post anterior. 

TCU pedirá documentos da lava jato antes de decidir sobre Acordos de Leniência

http://oglobo.globo.com/brasil/tcu-pedira-documentos-da-lava-jato-antes-de-decidir-sobre-leniencia-15696839

TCU adia análise de acordos de Leniência de investigados na Lava Jato.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/03/tcu-adia-analise-de-acordos-de-leniencia-de-investigados-na-lava-jato.html

Aqui a reação de Luis Inácio Adams, o mentor da manobra: 

AGU pede que TCU rejeite pedido para proibir acordos de leniência via CGU. 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2015-03/agu-pede-que-tcu-rejeite-pedido-para-proibir-acordos-de-leniencia

TCU decide pedir documentos da Lava Jato antes de decidir sobre acordos de leniência (papelada lotará cerca de dois caminhões…)

http://www.portaldoholanda.com.br/brasil/tcu-decide-pedir-documentos-da-lava-jato-antes-de-decidir-sobre-leniencia-0

CGU tem 5 pedidos de acordos de leniência

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,cgu-tem-5-pedidos-por-acordos-de-leniencia,1657428

CHEGA – Gabriel Pensador

25 de março de 2015

Se o vídeo não aparecer aqui, clique no título.

A blindagem de Dilma em Goiânia

20 de março de 2015

 

Embora Dilma tenha declarado ainda na segunda feira que considera as “manifestações pacíficas legítimas”, pelo que se viu em Goiânia ontem, foi da boca para fora.

Assista ao vídeo que demonstra a repressão a uma manifestação pacífica organizada por membros do Movimento Brasil Livre em Goiania:

(caso o vídeo não apareça aqui, clique no título deste artigo para acessá-lo) 

O vasto aparato montado para blindar Dilma na capital do estado de Goiás, estado cujo governador é do PSDB, chamou a atenção. A presidente foi escondida atrás de tapumes, o que lhe rendeu um massacre de críticas nas redes sociais.

coração covarde

A claque petista pôde aplaudir a presidente à vontade, por que poucos tiveram acesso ao Paço Municipal de Goiânia onde Dilma foi recebida na tarde desta quinta-feira.

O prédio do Paço foi isolado durante a madrugada. Cercas pesadas de tapumes e grades metálicas foram instaladas em todo o perímetro. As vias que lavavam até o local foram interditadas a um quilômetro de distância. Ninguém passava sem estar previamente autorizado para garantir que a platéia fosse totalmente preenchida apenas com a claque petista.

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O Senador goiano Ronaldo Caiado, criticou o exagero. Veja o que ele publicou em sua página do Facebook:

“Ontem, a presidente Dilma foi a Goiânia e resolveu construir um muro da vergonha para afastar manifestantes. Não bastasse isso, o governador Marconi Perillo mandou a PM recolher as panelas de quem protestava! No caso, mãe e filha. Isso mesmo! Uma inocente mulher e sua filhinha! Uma vergonha! O discurso do “não à intolerância” só vale no palanque? Goiás se envergonha da atitude de seu governador que se apequenou para afagar a presidente Dilma e deixou seu povo de lado.”

Só falta saber o que farão a cada vez que o povo bater panelas nas janelas de suas casas a cada pronunciamento de Dilma.

Vão atirar neles? Vão invadir as casas? Vão prendê-los? Vão fazer um apagão, para evitar o pisca-pisca de luzes? Bem, se for cortada a energia, pelo menos aí não será necessário assistir os pronunciamentos…

Lamentável.

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Documento secreto da SECOM do Palácio do Planalto diz que deputado do PSOL defende mais o governo que quase toda a bancada do PT junta.

19 de março de 2015

Jean Wyllys

 

Segundo o documento secreto, parlamentares petistas “não fazem a defesa do governo”.

Mas elogia a atuação do deputado do PSOL, Jean Willis, que segundo o documento, “tem um peso maior que quase toda a bancada federal do PT”.

 

O Estadão obteve o documento secreto do Palácio do Planalto onde é feita uma análise dos erros de comunicação do governo.

E aponta como solução, o investimento maciço em publicidade.

– Com nosso dinheiro, é claro.

O documento foi elaborado pela SECOM – Secretaria de Comunicações do Palácio do Planalto, cujo titular é Thomas Traumann.

O texto, que não tem assinatura, revela com preocupação o veredito de uma pesquisa do IBOPE feita a pedido do Planalto, que aponta que 32% dos entrevistados mudaram de opinião, negativamente, a respeito do governo, da reeleição até agora.

E admite: “Não será fácil virar o jogo”.

“Ironicamente, hoje são os eleitores de Dilma e Lula que estão acomodados com o celular na mão, enquanto a oposição bate panela. Dá para recuperar as redes, mas antes é preciso recuperar as ruas.” – analisa o documento.

O texto fala no “sentimento de abandono e traição” dos eleitores de Dilma.

Diz que não adianta mirar no PSDB, quando se sabe que “o grosso do escândalo ocorreu na gestão PT”.

Reclama da postura dos parlamentares petistas, que não fazem a defesa do governo e elogia a atuação do deputado do PSOL, Jean Wyllys, que segundo o documento, “tem um peso maior que quase toda a bancada federal do PT”.

– Imagina-se a quantidade de amigos que o titular da SECOM ganhou com esta constatação…

Conclui recomendando, “sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”.

Significa que “não podemos deixar que ocorra um novo tremor enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou”.

Além do conteúdo que expõe fragilidades, o vazamento deste material, por si só, é muito revelador do clima nas entranhas do governo.

Leia o original clicando abaixo ou ...

https://drive.google.com/file/d/0B7o7oCE5mYbIanZsYjN3eXg5MWs/view?pli=1

 

…leia a transcrição aqui:

“A comunicação é o mordomo das crises.

Em qualquer caos político, há sempre um que aponte “a culpa é da comunicação”.

Desta vez, não há dúvidas de que a comunicação foi errada e errática. Mas a crise é maior do que isso.

As forças políticas que elegeram Lula e Dilma são minoritárias nas redes socais desde os movimentos de 2013. Isso por uma singularidade clara do mundo digital: o Facebook, o twitter, o G+, etc., são espaços privilegiados para o ataque, a zombaria e a propagação de palavras de ordem. É um espaço onde o convencimento, o diálogo, a troca de ideias até existe, mas é lenta e geralmente se prega para convertidos.

Parece contraditório, mas o panelaço do dia 8 e as marchas deste dia 15 mostram que as redes sociais não estão perdidas para Dilma e Lula. No dia 8, até uma hora depois do pronunciamento, houve mais tuítes a favor a Presidenta do que contra. No domingo, houve uma disputa equilibrada até a PM falar em um milhão na Paulista, desmobilizando todo o regimento pró ­governo.

Óbvio que esse movimento virtual não altera as derrotas políticas do panelaço e das pessoas nas ruas, mas mostram que nem tudo está perdido.

Ironicamente, hoje são os eleitores de Dilma e Lula que estão acomodados brigando com o celular na mão, enquanto a oposição bate panela, distribui mensagens pelo Whatsapp e veste camisa verde­-amarela.

Dá para recuperar as redes, mas é preciso, antes, recuperar as ruas.

Como chegamos até aqui.

A campanha presidencial de 2010 foi a primeira na qual a comunicação digital teve um papel relevante no resultado das urnas. O uso de vídeos montados sobre aborto e fechamento de igrejas evangélicas marcou um novo patamar da baixaria na disputa política brasileira. A campanha digital Dilma/2010 foi mais de resistência e de combate a boatos do que de convencimento.

Os blogues não geraram conteúdo, mas foram fundamentais na propagação de reportagens da grande imprensa como caso Paulo Preto e da bolinha de papel.

O início do primeiro governo Dilma, no entanto, foi de rompimento com a militância digital. A defesa ferrenha dos direitos autorais pelo Ministério da Cultura e o fim do diálogo com os blogues pela Secom geraram um isolamento do governo federal com as redes que só foi plenamente restabelecido durante a campanha eleitoral de 2014.

Em 2015, o erro de 2011 foi repetido. Pesquisa feita pela FGV no dia do segundo turno de 2014, com base em amostra de mais de 600 mil tuítes, mostrava as redes sociais brasileiras divididas, com leve vantagem para o campo pró­Dilma.

A partir de novembro, as redes sociais pró-­Dilma foram murchando até serem quase extintas. Principal vetor de propagação do projeto dilmista nas redes, o site Muda Mais acabou. Os robôs que atuaram na campanha foram desligados e a movimentação dos candidatos do PT foi encerrada.

Mas o movimento mais impressionante ocorreu entre os militantes, os apoiadores da candidatura de Dilma.

Pesquisa da FGV mostrou que, a partir do final de novembro _ com o anúncio de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e as primeiras medidas do ajuste, a militância orgânica dilmista começou a parar de defender o governo. Houve um soluço pró­-Dilma nas redes no dia da posse, mas a pesquisa da FGV é afirmativa: houve um descolamento entre o governo e a sua militância.

A ausência de agendas públicas da presidenta da eleição ao carnaval, a mudança nas regras do seguro desemprego e pensão por morte, o desastrado anúncio de cortes do FIES, o aumento nos preços da gasolina e energia elétrica e o massacre nas TVs com as denúncias de corrupção na Petrobras geraram entre os dilmistas um sentimento de “abandono” e “traição”.

Constata-­se hoje nas redes uma mágoa dos eleitores de Dilma, registradas em frases como “votamos nela e a política econômica é do Aécio”, “não tinha como ela não saber dessa corrupção toda na Petrobras”, “ela disse que a vaca não ia tossir, mas tossiu”, “ela mexeu nos direitos dos trabalhadores”, “na hora de pedir voto ela aparecia e agora sumiu”, “ela disse que ia segurar a conta de luz e soltou” etc…

É sintomático que a principal página do Facebook pró­Dilma não oficial, a Dilma Bolada, começou a perder fãs em fevereiro, o que pode significar uma situação de quebra de imagem. Apenas as páginas oficiais Portal Brasil/Blog do Planalto/ Facebook da Dilma e o site do PT seguem defendendo o governo, mas suas mensagens não conseguem ser reverberadas fora da sua corrente de seguidores. Ou seja, o governo e o PT passaram a só falar para si mesmo.

A tática do PSDB foi exatamente a oposta. Cerca de 50 robôs usados na campanha de Aécio continuaram a operar mesmo depois da derrota de outubro. Isso significou um fluxo contínuo de material anti­Dilma, alimentando os aecistas e insistindo na tese do maior escândalo de corrupção da história, do envolvimento pessoal de Dilma e Lula com a corrupção na Petrobras e na tese do estelionato eleitoral. Tudo com suporte avassalador da mídia tradicional. Simultaneamente, a partir do final de janeiro, as páginas mais radicais contra o governo passaram a trabalhar com invejável profissionalismo, com uso de robôs e redes de Whatsapp. Desde janeiro, a página no Facebook do grupo Revoltados Online teve o engajamento de 16 milhões de pessoas nos últimos três meses. O Vem Pra Rua chegou a 4 milhões. Para comparar: no mesmo período as páginas do Facebook Dilma Rousseff e PT foram compartilhadas por 3 milhões de pessoas. Em estimativas iniciais, a manutenção dos robôs do PSDB, a geração de conteúdo nos sites pró­impeachment e o pagamento pelo envio de Whatsapp significaram um gasto de quase R$ 10 milhões entre novembro e março.

Deu resultado. Em fevereiro as mensagens/textos/vídeos oposicionistas conseguiram a capacidade de atingir 80 milhões de brasileiros. As páginas do Planalto mais as do PT, 22 milhões. Ou seja, se fosse uma partida de futebol estamos entrando em campo perdendo de 8 a 2.

De um lado, Dilma e Lula são acusados pela corrupção na Petrobras e por todos os males que afetam o País. Do outro, a militância se sente acuada pelas acusações e desmotivada por não compreender o ajuste na economia. Não é uma goleada. É uma derrota por WO.

Como virar o jogo?

Como virar o jogo.

Não será fácil virar o jogo. Pesquisa telefônica SECOM/ Ibope mostra que 32% dos entrevistados mudaram de opinião sobre o governo negativamente nos últimos seis meses. Esse movimento é mais perceptível entre os moradores do interior (35%), pessoas com renda familiar entre 2 a 5 SM (36%) e que avaliam o governo como regular (37%). As principais razões para essa mudança são: os escândalos de corrupção (31%), aumento da inflação (28%) e o fato de o governo “não cumprir o que promete” (16%).

As responsabilidades da comunicação oficial do governo federal e as do PT/Instituto Lula/bancada/blogueiros são distintas. As ações das páginas do governo e das forças políticas que apoiam Dilma precisam ser muito melhor coordenadas e com missões claras. É natural que o governo (este ou qualquer outro) tenha uma comunicação mais conservadora, centrada na divulgação de conteúdos e dados oficiais. A guerrilha política precisa ter munição vinda de dentro do governo, mas ser disparada por soldados fora dele.

Essa coordenação por si só não vai mudar o humor do eleitor dilmista. Mas como mostraram as ações conjuntas no dia 8 e no dia 15, são um início.

O pronunciamento de 8 de março foi extremamente criticado por ser longo e sem substância. As principais críticas ao pronunciamento foram: “fala muito e não diz nada”, “discurso longo e sem propósito”, “não transmite confiança nem entusiasmo”, “não assume responsabilidade por nada”. O pedido de paciência foi o que mais irritou aqueles que um dia já apoiaram Dilma nas redes. Houve um grande número de posts com a mensagem ‘já perdi a paciência!’. A fala dos ministros Rossetto e Cardozo no domingo à noite foram recebidas com panelaço antes que eles falassem a primeira sílaba.

Isso não significa que o público não aguarde respostas curtas e objetivas para perguntas de três grandes temas: corrupção na Petrobras, inflação/crise econômica; e o “estelionato eleitoral”. São perguntas como: “a gasolina subiu porque Dilma, Lula e o PT roubaram na Petrobras?” “Dilma falou uma coisa na campanha e está fazendo outra?”; “a vaca tossiu, ela está mexendo nos direitos dos trabalhadores?”, “ela mentiu ao dizer que o Aécio é que ia aumentar a gasolina e a luz?”, “por que ela sempre culpa a crise internacional e não assume que errou?”, “por que ela deixou a inflação explodir?”, “o que ela está fazendo para acabar com a corrupção na Petrobras?”, “a campanha dela recebeu dinheiro do esquema lava jato?”, “como ela pode falar em Pátria Educadora e cortar o FIES?”, etc… Sem responder claramente a essas perguntas não há como a militância se sentir respeitada de novo e, de novo, defender o governo. É preciso aceitar a mágoa desses eleitores, reconquistá-­los.

Óbvio que essa reconquista não é apenas um trabalho de comunicação. Não adianta falar que a inflação está sob controle quando o eleitor vê o preço da gasolina subir 20% de novembro para cá ou a sua conta de luz saltar em 33%. O dado oficial IPCA conta menos do que ele sente no bolso. Assim, como um senador tucano na lista da Lava Jato não altera o fato de que o grosso do escândalo ocorreu na gestão do PT. A entrevista presidencial desde dia 16 foi um excelente início. Ao falar com firmeza sobre o seu compromisso com a democracia, explicar de forma fácil a necessidade do ajuste fiscal e assumir falhas como a da condução do Fies, a Presidente deu um rumo novo na comunicação do governo. Não pode parar.

É preciso que a PR fale mais, explique, se exponha mais, seja nos quebra-­queixos pós-­evento, seja respondendo ouvintes da Voz do Brasil (20 milhões de ouvintes), seja com a mídia tradicional (TV aberta, de preferência), seja com a volta das entrevistas por Facebook. Não importa quantos panelaços eles façam. É preciso consolidar o núcleo de comunicação estatal, juntando numa mesma coordenação a Voz do Brasil, as páginas de sites, twitter e Facebook de todos os ministérios, o Facebook da Dilma e a Agência Brasil.

A publicidade oficial em 2015 deve ser focada em São Paulo, reforçando as parcerias com a Prefeitura. Não há como recuperar a imagem do governo Dilma em São Paulo sem ajudar a levantar a popularidade do Haddad. Há uma relação direta entre um e outro. Dizem que passado o terremoto de Lisboa, o rei Dom José perguntou ao marquês de Alorna o que podia ser feito. Ele respondeu: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”.

Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e discutindo como teria sido se o terremoto não tivesse ocorrido. Cuidar dos vivos é que, depois de enterrar o passado, temos que cuidar do que sobrou, dar foco ao presente. Fechar os portos, evitar o pânico entre os nossos, impedir o salve­-se quem puder, a fuga em massa. Significa que não podemos deixar que ocorra um novo tremor enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou.

 (grifos do blog)

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Imagens do protesto em P. Alegre via drone

18 de março de 2015

 

Imagens fantásticas da manifestação pelo

Impeachment/Renúncia de Dilma.

Mais de 100 mil pessoas em Porto Alegre.

Imagens cortesia do Movimento Brasil Livre

Panelaço HOJE!

18 de março de 2015

Blogs e Colunistas

18/03/2015

às 15:53 \ Brasil, Cultura

Os organizadores do 15 de março convocam o povo
para panelaço contra Dilma 
durante o

                            Jornal Nacional

O Movimento Brasil Livre, um dos grupos que organizaram o ato de 15 de março contra a presidente Dilma Rousseff e o PT, disparou no Facebook:

“Fala galera, o Jornal Nacional vai transmitir hoje o pronunciamento de Dilma Roussef sobre o pacote anti-corrupção.

“Desde 2005 que o governo promete o combate a corrupção e a corrupção só cresce no país.

Por isso vamos mostrar a esses hipócritas que não aguentamos mais ouvir tanta besteira.”

Sendo assim, vamos colaborar! Preparemos as panelas!

HOJE durante o Jornal Nacional, PANELAÇO.

Se puderem, FILMEM e postem o vídeo depois!

E vamos avisar os amigos. 

A causa é justa!

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http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/03/18/organizadores-do-15-de-marco-convocam-o-povo-para-panelaco-contra-dilma-durante-jornal-nacional/

 

 

 

Basometro – meça seu deputado

7 de março de 2015

O Brasil não estaria surpreso com os nomes incluídos na lista de parlamentares envolvidos na Lava Jato se conhecesse o Basometro.

basometro

 

O Basometro é uma ferramenta interativa que permite medir o apoio dos parlamentares ao governo e acompanhar como eles se posicionaram nas votações.

É uma ferramenta de uso aberto, criada pelo Estadão Dados. Através de gráficos pode-se avaliar o percentual de adesão da cada parlamentar aos projetos de interesse do governo.

Por exemplo, dentre os deputados do Rio Grande do Sul, o menor percentual de “governismo”  é do deputado Onyx Lorenzoni, do DEM/RS.

onyx_basometro_estadao

É um excelente instrumento para conhecer como os deputados federais e senadores mudam de comportamento nas votações nominais realizadas no Congresso durante o Governo Dilma. O basômetro mostra o grau de apoio dos parlamentares às proposições legislativas que interessam ao governo. Cada parlamentar é avaliado segundo o percentual de vezes em que ele votou da mesma maneira que o líder do governo.

São quatro diferentes unidades de análise: o partido (coluna esquerda), o estado (coluna direita), o parlamentar (representado pelas pequenas bolinhas do gráfico) e as bancadas temáticas (ruralistas, ambientalistas e evangélicas). Quem apertar a tecla no canto inferior da imagem observará através dos pontinhos, o posicionamento dos deputados em cada votação.

Através do Basometro encontra-se algumas surpresas. Por exemplo: o grau de “governismo” do Pastor Marco Feliciano, em que pese todas as divergências que teve com elementos do partido do governo, é de 82%.

feliciano

 

Você pode acessar o Basometro em http://estadaodados.com/basometro/

Experimente. Busque seu deputado ou senador. Teste o partido de sua preferência. Você ficará surpreso com a “taxa de governismo” do Rio Grande do Sul, apesar dos resultados que Dilma Roussef obteve aqui.

Bom proveito.

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