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Onyx Lorenzoni enquadra José Sérgio Gabrielli na CPI da Petrobrás

12 de março de 2015

Um apanhado com princípio meio e fim.

Após uma tentativa do depoente, o ex presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli, de colocar para dormir os deputados com uma maçante exposição de sua “maravilhosa” gestão frente a Petrobrás, que lhe possibilitaram as perguntas “chapa-branca” do relator.

 

 

Delator na CPI: detalhamento da patifaria institucionalizada

10 de março de 2015

Pedro Barusco

Pedro Barusco, ex gerente da Petrobrás que comprometeu-se a devolver 97 milhões de dólares para ter direito à delação premiada, afirma em depoimento a CPI da Petrobrás que a corrupção na estatal foi “institucionalizada” a partir de 2003 ou 2004, já no governo Lula, conforme já havia feito em seu acordo de delação.

O depoimento de mais de sete horas acabou há pouco, às 16:40.

O relator da CPI, o petista Luiz Sérgio (PT-RJ), foi o primeiro a fazer perguntas e quis saber quando o esquema mais amplo de corrupção se instalou: “A forma mais ampla, em contato com outras pessoas da Petrobras, de uma forma mais institucionalizada, foi a partir de 2003, 2004. Não sei precisar exatamente a data, mas foi a partir dali”, afirmou o ex-gerente.

Pedro Barusco disse que “praticamente” toda a propina que recebeu foi paga no exterior, em contas na Suíça. Ele afirmou que não tem detalhes de com o dinheiro era repassado a Vaccari (João Vaccari Neto – tesoureiro do PT) http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/joao-vaccari-neto.shtml. “Eu recebia só para mim e para o Renato Duque”. O ex-gerente reafirmou, entretanto, que havia até mesmo uma “prestação de contas” na divisão da propina. Ele contou aos parlamentares que fazia o controle dos pagamentos por meio de planilhas e que, periodicamente, em um período de dois a quatro meses, havia um acerto de contas com os operadores do esquema. “O mecanismo envolvia o representante da empresa, eu , o diretor Duque e João Vaccari. São os protagonistas”, resumiu.

O delator deixou claro que a participação de Vaccari não era por conta própria, mas sim em nome do partido. “O rótulo era PT”, explicou, acrescentando que o tesoureiro petista também esteve à frente do recebimento de comissões em obras do Gasene, uma rede gasoduto construída entre Rio de Janeiro de Bahia. As obras foram questionadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Eu sei que a propina foi destinada a mim, ao Duque e à parte relativa ao PT. A gente sempre combinava esse tipo de assunto com o Vaccari. Ele era o responsável”, disse o ex-gerente da Petrobras.

Barusco também disse que o PMDB se beneficiou dos desvios na Diretoria de Abastecimento, sob comando de Paulo Roberto Costa, e que a Diretoria de Serviços era da cota do PT. “A divisão da propina, até onde eu sabia, iria para o PP e, mais recentemente o PMDB no caso do diretor Paulo Roberto Costa. E no caso do diretor Renato Duque atendia ao PT. É isso que eu sabia e que eu vivenciava”, afirmou.

Sete Brasil
Quando se aposentou, aos 55 anos de idade, Barusco assumiu o cargo de diretor operacional da Sete Brasil, empresa dedicada ao aluguel de sondas para a exploração do pré-sal e que é fruto de uma sociedade da Petrobras com empresas privadas, como BTG, Santander e Bradesco, e fundos de pensão. Barusco admitiu que a Sete cobrava 1% de propina sobre os contratos, que somam 22 bilhões de reais (BILHÕES!!!). O ex-diretor disse que seu cargo era da cota de indicação da Petrobras, sob responsabildade do então presidente José Sérgio Gabrielli. “Quem me indiciou foi a Petrobras. Quem foi a pessoa que defendeu a minha colocação eu acho que foi o Renato Duque e o presidente Gabrielli”, afirmou.

“Sobre a divisão [de propina] da Sete, como tinha o Vaccari e outras pessoas envolvidas, houve uma divisão prática: um estaleiro pagava a mim e ao Duque, outro pagava ao Vaccari, e assim seguia, porque senão ficava uma movimentação financeira cruzada muito complexa”, explicou.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) questionou a forma como a Sete Brasil foi criada. “É carta marcada. O senhor chega lá colocado do nada, a empresa nasce do nada e ela de repente tem 22 bilhões para roubar?”, disse.

SBM
Pedro Barusco também confirmou que Renato Duque pediu à holandesa SBM um pagamento de 300 000 dólares para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência de 2010. Embora diga não ter tratado diretamente de indicações políticas com os diretores, ele disse ainda que, internamente, “havia rumores de que o PT através do José Dirceu teria indicado Renato Duque e que o PP, através do deputado José Janene, havia indicado o Paulo Roberto”.

Por Reinaldo Azevedo – Veja.com

Basometro – meça seu deputado

7 de março de 2015

O Brasil não estaria surpreso com os nomes incluídos na lista de parlamentares envolvidos na Lava Jato se conhecesse o Basometro.

basometro

 

O Basometro é uma ferramenta interativa que permite medir o apoio dos parlamentares ao governo e acompanhar como eles se posicionaram nas votações.

É uma ferramenta de uso aberto, criada pelo Estadão Dados. Através de gráficos pode-se avaliar o percentual de adesão da cada parlamentar aos projetos de interesse do governo.

Por exemplo, dentre os deputados do Rio Grande do Sul, o menor percentual de “governismo”  é do deputado Onyx Lorenzoni, do DEM/RS.

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É um excelente instrumento para conhecer como os deputados federais e senadores mudam de comportamento nas votações nominais realizadas no Congresso durante o Governo Dilma. O basômetro mostra o grau de apoio dos parlamentares às proposições legislativas que interessam ao governo. Cada parlamentar é avaliado segundo o percentual de vezes em que ele votou da mesma maneira que o líder do governo.

São quatro diferentes unidades de análise: o partido (coluna esquerda), o estado (coluna direita), o parlamentar (representado pelas pequenas bolinhas do gráfico) e as bancadas temáticas (ruralistas, ambientalistas e evangélicas). Quem apertar a tecla no canto inferior da imagem observará através dos pontinhos, o posicionamento dos deputados em cada votação.

Através do Basometro encontra-se algumas surpresas. Por exemplo: o grau de “governismo” do Pastor Marco Feliciano, em que pese todas as divergências que teve com elementos do partido do governo, é de 82%.

feliciano

 

Você pode acessar o Basometro em http://estadaodados.com/basometro/

Experimente. Busque seu deputado ou senador. Teste o partido de sua preferência. Você ficará surpreso com a “taxa de governismo” do Rio Grande do Sul, apesar dos resultados que Dilma Roussef obteve aqui.

Bom proveito.

http://www.eniomeneghetti.com