Archive for the ‘História’ Category

Estado Totalitário

17 de janeiro de 2014

capa assassinato reputDepois de muito esforço, finalmente consegui adquirir um exemplar do livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado” de Romeu Tuma Junior. Livro que já havia mencionado em um artigo anterior, intitulado  “Teflon”.

As inconfidências registradas na obra são tantas que não posso classificar como leitura das mais agradáveis. Realmente é lamentável que no centro do poder de nosso país, coisas como as descritas possam ter ocorrido.

Em meio às muitas críticas que o autor faz da tentativa de criação de um verdadeiro estado policial, com vistas a manter sob vigilância os adversários do governo,  o mais surpreendente, pela sua aparente inocência,  nos é apresentado no Capítulo 5, intitulado “O projeto de poder do PT de Lula”, no item 2. – “Registro de Identidade Civil”, que resumo a seguir (página 94 e seguintes do livro):

“Um clique para ter controle de todo o Brasil: sonho de Márcio Thomaz Bastos – que eu recusei viabilizar na Secretaria Nacional de Justiça”.

O problema apontado envolveria a implantação da nova carteira identidade nacional, um cartão magnético que reuniria quatro documentos em um só, num investimento previsto de R$ 1,5 bilhão.

A questão, segundo o autor, seria: “Com a manobra eles tentavam criar um banco de dados único nacional, pelo qual você teria o RG, passaporte, CPF,certidão de nascimento, título de eleitor, tudo no mesmo documento. Embora tal sonho de controle total sobre o cidadão ainda não tenha sido implantado, boa parte dele pulsa e age em segredo, no íntimo da inteligência petista, nos dias que correm.(…). A PF adorou essa ideia (…). Teria acesso a dados da polícia do estado e almejava também os dados da secretaria da Fazenda estadual. A PF com isso nas mãos seria maior que a CIA e a KGB juntas (…). Se esse sonho do Márcio Thomaz Bastos se realizasse, eles teriam acesso, num clique, a todas as informações sobre a carteira de habilitação, carro, imposto de renda, Ministério da Fazenda, nota fiscal paulista… tudo sem ordem judicial. E sob o pretexto de se criar um registro único, para que você não precisasse mais ficar andando com um monte de documentos (…).”

Segundo explica o autor, que é delegado de polícia de classe especial, com uma ferramenta dessas seria possível saber com um clique, imediatamente, por exemplo, além de dados do Imposto de Renda, que carro dirige a pessoa pesquisada, se tem multas, e assim, onde transita, e, pelo que menciona como “dados da Fazenda estadual” até mesmo as compras cotidianas feitas pela pessoa, com programas do tipo “CPF na nota”, que nos é oferecido em farmácias ou supermercados. Seria possível, em tese, saber até mesmo os medicamentos que a pessoa compra, se é diabético, as enfermidades de pessoas da família, qualquer coisa.

Sem dúvida, com a possibilidade de tal poder sem ordem judicial, o Estado de Direito ficaria bastante comprometido com o uso político de um sistema como o descrito.

A democracia correria risco.

Enio Meneghetti

http://www.eniomeneghetti.com

Teflon

15 de dezembro de 2013

Livro, o melhor presente

*Artigo que enviei para o jornal “O Fato” de São Gabriel, publicado na última sexta feira, 13 de dezembro.

O fato efervecente da semana é o lançamento do livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado” de Romeu Tuma Junior, ex Secretário Nacional de Justiça no governo Lula. O autor, que esteve por três anos no cargo, revela ter mergulhado na apuração de um mar de ilegalidades que vão desde rastreamento de contas bancárias no exterior – justamente a conta que seria do Mensalão, nas Ilhas Cayman – segundo ele a principal razão de ter caído em desgraça, até ao recebimento de “ordens” de produzir dossiês contra adversários do governo. Tudo com riqueza de detalhes que emprestam credibilidade às revelações.

Tuma Junior afirma que pela natureza do cargo que exerceu entre 2007 e 2010 teve acesso aos mais bem guardados segredos nacionais. Faz revelações acerca das investigações do assassinato de Celso Daniel – “eu era o delegado da região onde o corpo foi encontrado”, explica, dizendo que por essa razão participou das investigações, sendo inclusive o primeiro a chegar ao local escolhido para a desova do corpo – além de revelar ter sido ouvinte de desabafos de Gilberto Carvalho sobre o destino do dinheiro desviado da prefeitura de Santo André – as mãos de José Dirceu.

Ainda volta no tempo, afirmando que Lula teria sido informante de seu pai, o falecido Delegado – e posteriormente senador – Romeu Tuma, nos tempos do extinto DOPS. “Combinavam ações, nada escapava ao controle de Lula. Ele prestou um grande serviço ao Brasil” – diz.

Sobre a afirmação mais desagradável para os petistas, a de que Lula teria sido colaborador de um dos comandantes do aparelho de repressão, cabe lembrar que não é a primeira vez que alguém acusa o “Barba”- codinome de Lula nos relatórios do DOPS de comportamento duvidoso naquele período. O excelente livro “O Que Sei de Lula”,  do jornalista José Neumane Pinto*, entre muitas revelações bombásticas, traz a revelação que Lula teria conquistado a antipatia de Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo, por ter se recusado a manifestar seu apoio na luta pela volta dos exilados.

Segundo Neumane Pinto, que cobria as greves do ABC desde 1975, Lula afirmara que “não iria ajudar a trazer de volta aqueles que estavam tomando vinho em Paris e que depois que chegassem iriam querer mandar nele.” O livro conta muito mais, que Lula gabava-se de, nos tempos da Villares, de conseguir aumento entregando companheiros.

Claro que, na prática, provavelmente pouco mudará com todas essas revelações. A camada de Teflon que protege Lula e Cia contra escândalos é algo quase incompreensível.

Mas os livros, “Assassinato de Reputações” e “O Que Sei de Lula” – ao lado de “Dirceu” de Otávio Cabral – um mergulho na vida daquele que, não fosse o desacerto financeiro com Roberto Jefferson, muito possivelmente seria o ocupante da cadeira máster do Palácio do Planaltoconstituem um triunvirato de leitura obrigatória para quem se interessa por política e/ou bastidores do poder. Tramas, intrigas, traições e – como não poderia deixar de ser – ilegalidades, que não ficam devendo nada aos melhores thrillers de ação e espionagem – sim, espionagem! Onde não faltaram sequer os detalhes de como  agiram para grampear os telefones e computadores dos Ministros do STF.

Em tempos de festas, qualquer um deles é um ótimo presente de Natal.

Fica a dica.

Enio Meneghetti
www.eniomeneghetti.com

* assista uma entrevista com o autor de “O Que Sei de Lula”, no post “Entrevista Bombástica” – aqui:  https://eniomeneghetti.wordpress.com/2011/09/15/entrevista-bombastica/?preview=true&preview_id=146&preview_nonce=4ff84f3174

Saulo Ramos disse sobre Celso de Mello

18 de setembro de 2013

Código+da..

Saulo Ramos foi quem defendeu junto ao então presidente José Sarney a indicação de Celso de Mello para o STF.

Mello havia sido secretário de Saulo Ramos na Consultoria Geral da República no governo Sarney. Findo o governo, vendo que o pupilo voltaria para o MP de São Paulo de onde era originário, Saulo Ramos lutou junto ao presidente por sua indicação para o STF, com o argumento que aquela seria sua “única chance”, senão o jovem talentoso ficaria “esquecido” no MP de São Paulo.

Posteriormente eles romperam, num episódio curiosíssimo que está no livro “O Código da Vida” de Saulo Ramos, que, ao que se sabe, nunca foi desmentido por Celso de Mello. Transcrevo:

“Na minha vida, conheci juízes formidáveis, dos quais guardo lembranças entusiastas e profundo respeito. Mas sofri também grandes desilusões. Algumas lamentáveis. Vou contar uma delas.

Terminado seu mandato na Presidência da República, Sarney resolveu candidatar-se a Senador. O PMDB negou-lhe a legenda no Maranhão. Candidatou-se pelo Amapá. Houve impugnações fundadas em questão do domicílio e o caso acabou no Supremo Tribunal Federal.

Naquele momento, não sei por que, a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

– O processo do Presidente será distribuído amanhã. Em Brasília, somente estão por aqui dois ministros: o Marco Aurélio Mello e eu. Tenho receio de que caia com ele, primo do Presidente Collor. Não sei como vai considerar a questão.

– O Presidente tem muita fé em Deus. Tudo vai sair bem, mesmo porque a tese jurídica da defesa do Sarney está absolutamente correta.

Celso de Mello concordou plenamente com a observação, acrescentando ser indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei.

O advogado de Sarney era o Dr. José Guilherme Vilela, ótimo profissional. Fez excelente trabalho e demonstrou a simplicidade da questão: Sarney havia transferido seu domicílio eleitoral no prazo da lei. Simples. O que há para discutir? É público e notório que ele é do Maranhão! Ora, também era público e notório que ele morava em Brasília, onde exercera o cargo de Senador e, nos últimos cinco anos, o de Presidente da República. Desde a faculdade de Direito, a gente aprende que não se pode confundir o domicílio civil com o domicílio eleitoral. E a Constituição de 88, ainda grande desconhecida (como até hoje), não estabelecia nenhum prazo para mudança de domicílio.

O sistema de sorteio do Supremo fez o processo cair com o Ministro Marco Aurélio, que, no mesmo dia, concedeu medida liminar, mantendo a candidatura de Sarney pelo Amapá.

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

Deus do céu! O que deu no garoto? Estava preocupado com a distribuição do processo para a apreciação da liminar, afirmando que a concederia em favor da tese de Sarney, e, agora, no mérito, vota contra e fica vencido no plenário. O que aconteceu? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

– Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do Presidente.

– Claro! O que deu em você?

– É que a Folha de São Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o Presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou a minha vez de votar, o Presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de São Paulo. Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente.

Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:

– Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de São Paulo noticiou que você votaria a favor?

– Sim.

– E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

– Exatamente. O senhor entendeu?

– Entendi. Entendi que você é um juiz de merda!

Bati o telefone e nunca mais falei com ele.” *

* CÓDIGO DA VIDA – Saulo Ramos – Ed. Planeta – 2007 – págs. 168 a 170
http://www.eniomeneghetti.com

Espionagem e Rede Globo

4 de setembro de 2013

O texto a seguir é do jornalista Bob Sharp* e pela lucidez do mesmo, resolvi colocá-lo aqui.

1) Espionagem. Espionagem?

Esse assunto da espionagem americana pela Agência Nacional de Segurança (NSA) daquele país está dando o que falar. Indignação de todo lado, do governo brasileiro, da presidente Dilma, da imprensa de maneira geral – dá para perceber o estranho tom de ira e indignação no olhar dos jornalistas da TV Globo – e de muita gente. Só que o termo ‘espionagem’ me intrigou. Teria havido realmente espionagem na acepção da palavra, conforme fartamente descrita nos dicionários? Parece-me um tanto impróprio e, inclusive, não acho que tenha havido.

Ninguém se apoderou furtivamente de documentos brasileiros secretos, ninguém fez fotos de instalações militares ou civis estratégicas, não houve invasão de contas bancárias, ninguém teve a residência vasculhada na qual se encontraram provas de se tratar de um espião agindo no país. O que aconteceu, então? Simplesmente “escuta” das comunicações via internet e telefonia celular, numa mega versão do “Big Brother” vaticinado por George Orwell no famoso livro “1984”, de 1947.

É infantil achar que a nação mais poderosa do mundo e que sofreu no dia 11 de setembro de 2001 danos materiais e morais devastadores, juntamente com a perda de 3.000 vidas humanas, não montasse um esquema de inteligência sofisticado para detectar qualquer sinal de terrorismo nos quatro quadrantes do planeta. E é infantil também achar que o Brasil estava fora do rol ameaçador e que por isso não era necessário ver como as coisas andavam por aqui.

Inclusive, o governo americano tem o direito, por lei, de monitorar todo o tráfego da internet e da telefonia naquele que é o país democrático por excelência. Para quê? Segurança nacional. E não vá se pensar que com o avanço da informática os países destacados no cenário mundial não façam como os americanos.

Talvez o Brasil ficasse fora da vasculha plantetária se não houvesse a bajulação castrista-bolivariana de Luiz Inácio e agora Dilma; se não houvesse a bajulação a Mahmoud Ahmadinejad, do Irã (“o holocausto não existiu”); se o assassino e foragido da Justiça italiana Cesare Battisti não tivesse sido acolhido no país; se não houvesse a Comissão da Verdade – unilateral, por que não bilateral? –, para dar alguns exemplos de conduta apontada para o Mal. Talvez.

Nem preciso falar do “aluguel de médicos cubanos”, a imprensa não fala em outra coisa, a maioria reprovando esse formato totalmente desprovido do mais elementar bom senso, pagar o aluguel a Cuba em vez de remunerar diretamente os médicos mediante contrato de trabalho e observando a legislação trabalhista no país. Mais uma justificativa para os EUA monitorarem conversas e mensagens do governo.

O que veio à tona nesse episódio de “espionagem” é que não há mais como escapar da vigilância eletrônica. Mas, como diz o secular ditado, quem não deve não teme. E já que quem não deve não teme, qual seria o motivo de tanta indignação do governo brasileiro?
Será que o que não era para sair das paredes de concreto do Palácio da Alvorada, saiu?

Será que alguém em sã consciência acha mesmo que a soberania do Brasil foi ultrajada, como quer fazer crer o governo, só por causa da interceptação das comunicações, coisa que qualquer hacker de meia-tigela faz hoje em minutos?

Por outro lado, como eu adoraria ver a reação do nosso governo caso fosse descoberto que a Venezuela estava “espionando” o Brasil!

2) O pedido de desculpas de O Globo
Em meio a todo esse redemoinho de espionagem & indignação, eis que o jornal O Globo vem a público dizer que “constituiu um equívoco” o apoio das Organizações Globo o apoio à revolução de 31 de março de 1964. Quem ainda não leu o “equívoco” das Organizações Globo pode lê-lo aqui.

Os dois últimos parágrafos, que transcrevo, mostram que alguma coisa aconteceu ou está acontecendo no âmbito deste vasto complexo editorial: (os grifos são meus)

“Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.”
“À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”
Naquele começo turbulento de 1964 a democracia estava ameaçada, só não via quem não queria, e ela foi salva por si mesma através do dever constitucional das forças armadas de garantir a segurança e a ordem internas. Com efeito, pouco depois do restabelecimento da ordem no país saiu matéria na Seleções do Reader’s Digest intitulada “A nação que salvou a si mesma”.

No próprio texto do “arrependimento” das Organizações Globo é citada a invasão da redação do jornal por fuzileiros navais sob comando do almirante Aragão, apoiador de João Goulart. Que me conste, invasão de qualquer coisa sem mandato judicial não é coisa de democracia. Portanto, salvo melhor juízo, não havia outra saída senão a ação militar de 31 de março e que foi maciçamente aprovada pela população.

Permito-me, como cidadão e observador, comentar que há um estranho quê de simpatia das Organizações Globo pelo governo atual, como que querendo fazer média – falei antes em “tom de ira e indignação”, não falei?

Ao dizer que a democracia é um valor absoluto o texto de arrependimento acertou. Como o é o ser humano.

Que também se suicida.

*publicado originalmente no blog WWW.autoentusiastas.blogspot.com.br

Crime Impossível

26 de abril de 2013

O texto a seguir, de minha autoria, foi publicado na página 15 do jornal Zero Hora de 26/04/2013.

Trata de um assunto polêmico de nossa História recente, extremamente romantizado e mal contado.

Uma pequena amostra do que pode ser melhor esclarecido está resumido abaixo.

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Entrevista TVE – Baile de Cobras

10 de dezembro de 2012

Entrevistado por Ivete Brandalise no programa “Primeira Pessoa” da TVE em novembro último, falei sobre o  “Baile de Cobras – A Verdadeira História de Ildo Meneghetti”, lançado pela Editora AGE. Brilhantemente  conduzida pela Ivete, creio que a entrevista ficou constituindo um bom resumo do conteúdo do livro,  onde estão fatos  da História recente do RS e do Brasil. Confira a seguir.

Na primeira parte,  inquirido,  descrevo  Ildo Meneghetti e as razões e as origens de seu ingresso tardio na vida pública. Abordado, respondi sobre o desafio de debater com Leonel Brizola no primeiro debate político da TV brasileira. O RS era um barril de pólvora. E citei Jacob Gorender, que descreveu aqueles momentos: “o auge da luta de classes no Brasil”.

Parte 1

No segundo bloco, abordou-se a queda de Jango,  os desencontros do governador Meneghetti com Paulo Brossard e seu PL – um episódio muito desagradável.

Parte 2

Na terceira parte, a vida pessoal de  Meneghetti: uma pessoa absolutamente despretenciosa, levava uma vida comum e mesmo quando governante, evitava o uso de formalidades ou grandes aparatos.

Parte 3

No quarto bloco, foi abordada  a situação em que se encontrava o Internacional quando Meneghetti assumiu a presidência, em vias de ser liquidado. E poucos anos depois, o ambicionado Estádio dos Eucaliptos.

Parte 4

No último bloco uma curiosidade:  a participação do prefeito Ildo Meneghetti na solução da saída do Grêmio da Baixada dos Moinhos de Vento para a Azenha, onde o clube construiu o Estádio Olímpico.

Parte 5,