Incitação à violência

Incitação à violência

Discursando ao lado do líder do MST, Lula bravateou:

“Em vez de ficarmos chorando, vamos defender o que é nosso. Defender a Petrobras é defender a democracia e defender a democracia é defender a continuidade do desenvolvimento social nesse país. Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas”. 

Lula diz que sua turma sabe partir para a porrada, se for preciso.

Em vez de fazer incitação à violência através de uma ameaça explícita, o ex presidente deveria explicar como e por que, justamente um governo petista e “dos trabalhadores” está “dilapidando o patrimônio público” – para utilizar uma expressão que eles gostavam de expelir durante o governo FHC.

Todas as manchetes estão anunciando que a Petrobras, em vez de investir os 80 bilhões programados para este ano, para evitar a bancarrota devido ao roubo promovido nas gestões petistas, não só cancelará investimentos mas pretende vender mais de 13,7 bilhões em ativos para pagar os débitos em atraso.  A insolvência bate às portas da estatal após o estupro que foi vítima, perfeitamente visível em seus detalhes escabrosos nos autos dos processos da Operação Lava Jato.

O que parece não impedir pacotes indecentes – tipo cala boca – para salvar empreiteiras cujos dirigentes estão presos e prontos para contar tudo o que sabem em acordos de delação premiada.

Só o desespero explica a incomensurável barbaridade cometida por um ex presidente da República, que desce ao nível mais baixo da História,  ao convocar as “forças paramilitares” do companheiro Stédile à luta.

Além de suprema arrogância, a atitude não esconde o fato do pleno conhecimento da forma como seu grupo articulou o projeto mais corrupto que já conhecemos, comprando a maioria no Congresso Nacional, financiando com dinheiro público entidades, organizações e elementos marginais para produzir falsidade e demagogia.

Tudo isto é inédito e gravíssimo. E é impossível que a atitude de incitação à violência com o uso de um exército particular não tenha infringido algum dos tipos penais constantes das leis brasileiras.

Claro que o Procurador-Geral da República anda muito ocupado ultimamente. Senão, na certa, já teria denunciado tal declaração de cunho nazi-fascista. É inadmissível um ex-presidente da República pregar que estão prontos para a guerra, com uma milícia privada.

Será que além de toda a corrupção a céu aberto que estamos vendo, o esquema corrupto de poder no Brasil tem um exército particular pronto para a batalha – se bem entendido – em uma guerra civil? Foi isso que Lula disse?

Talvez não seja paranoia imaginar que o “exército de Stédile” – se realmente existe, como afirmou o ex presidente, nada ficaria a dever às SAs que o Partido Nazista criou na década de 30 para proteção pessoal de Hitler. Depois de chegar ao poder, o Fuhrer as oficializou, transformadas nas temidas SS e Gestapo.

Estamos vivendo momentos inimagináveis. O que mais virá pela frente?

Enio Meneghetti

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