Lorotas

Depois de três anos esnobando o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Dilma Rousseff finalmente debutou no evento justamente no momento em que as notícias sobre as dificuldades econômicas de seu governo começam a se avolumar.

Em Davos Dilma procurou seduzir o capital reunido afirmando a importância das parcerias com os investimentos privados. É uma pena que não tenha feito isso já no primeiro ano de seu governo.

Desde que tomou posse, Dilma pareceu mais interessada em criar ministérios e distribuir dinheiro à rodo, seja para sua dispendiosa base aliada ou enterrar dinheiro obras de infraestrutura financiadas pelo BNDES em Cuba ou países africanos como Angola ou Moçambique.

Nada contra a filantropia, desde que aqui mesmo no Brasil não houvesse carência do mesmo tipo de investimento.

Estamos carecas de saber que temos um Brasil abundante em infraestrutura por fazer. Estradas, portos, metrôs, hospitais, escolas, enfim, tudo isso constitui um pequeno resumo de nossas carências.

Assim, depois de pintar o quadro mais otimista que pode em Davos, o destino de nossa governanta maior foi Cuba, onde junto ao ditador Raul Castro, Dilma inaugurou o porto cubano de Mariel —um empreendimento no qual o BNDES já enterrou US$ 682 milhões nos últimos três anos, equivalentes a 71% do total de investimentos no porto cubano. Não se sabe muito mais sobre o investimento feito na ilha dos irmãos Castro, afora que os pagamentos (?!?) deverão começar em 2017.

Porque assim como nos negócios feitos com Angola, o governo decidiu que  até 2027 as bases do acordo são secretas.

Sim, o contribuinte brasileiro não tem o direito de saber como o governo gasta – o seu, o meu, o nosso – dinheiro através do BNDES.

Como se isso não fosse o bastante para constranger quem tenha um mínimo de vergonha na cara, na volta da Suiça, a comitiva presidencial resolveu dar uma paradinha secreta de dois dias em Lisboa, onde ocuparam acomodações nos dois hotéis mais caros da capital lusitana: O Ritz e o Tivoli. A suíte de Dilma no Ritz tem como diária a bagatela de 8 mil euros. Já os 25 apartamentos do Tivoli, não se sabe ao certo quanto custaram.

Como a esbórnia de fim de semana vazou e pegou mal, o governo apressou-se a dizer que se tratava de “uma escala técnica”, para reabastecimento do avião presidencial.  A desculpa esfarrapada era de que o avião presidencial não teria autonomia para ir direto da Suíça para Cuba.

Bem, a distância entre Zurique e Havana de 8.199 quilômetros. Só que, como bem flagrou o “Alerta Total”,  na página oficial da Aeronáutica consta que o Airbus A319 Corporate Jetliner – A319CJ –, usado pela Presidência da República – mais conhecido como “Aerolula” – é uma aeronave transcontinental, com autonomia de voo de até 11 mil quilômetros, dependendo do número de passageiros:

“Com sua elevada autonomia de voo, maior que a do A319 comum operado pela TAM, elimina muitas escalas técnicas para abastecimento. Permite voos de Brasília a Paris, a Nova York, a Quebec ou a Washington, sem escalas. Assim, demanda da FAB reduzido apoio logístico”.

O que mais será que nos contaram errado?

Enio Meneghetti

http://www.eniomeneghetti.com

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Uma resposta to “Lorotas”

  1. Adriano Zart Says:

    Prezado companheiro: Lendo suas matérias – fatos e observações conhecidos e outros novos, grupo de amigos nacionalistas atestaram sua procedência. Sem entrar em detalhes, concordamos com referidos entendimentos. Consideramos, após conhecimento e conscientização destas questões, que o passo seguinte é sua publicidade e seus sinônimos atuaIs: compartilhamento divulgação nas redes, mídia, imprensa, rádio, TV, etc. . Isto para amplo conhecimento da opinião pública. Gerado pelo conhecimento técnico e transmitido e digerido até à compreensão da população. Há entretanto atos técnicos importantes que precisam ser precedidos. Exemplo 1: Os empréstimos externos secretos para Cuba, Venezuela, Bolívia, etc. são ilegais (CF art. 49): cabe CPI e Impeachment: Exemplo 2: Pasadena e outras irregularidades de gestão na Petrobrás são ilegais: cabe CPI: Exemplo 3: Bndes – operações financeiras internas e externas são ilegais: cabe CPI: Exemplo 4: gastos públicos na Copa e estádios foram superfaturados: cabe CPI. Cabe , além de CPI mista destes 4 casos, uma ADIn e investigações do MPF e do TCU, também sobre os gastos ilegais no Exterior. É tanta ilegalidade, que todos órgãos de fiscalização têm que ser oficialmente acionados, junto ou coordenadamente com a PF e outros órgãos públicos – inclusive as Forças Armadas. A situação – jamais ocorrida antes – é de gravíssimo perigo para o País. É caso de segurança nacional – o quadro é 100 vezes pior que 64 – isto os militares já têm consciência, inclusive o Gal. Heleno e os demais. Mas há um recado importante: “eles estarão junto com o povo na defesa do Brasil” … Entenda-se o recado: as FA, em princípio, não vão tomar a iniciativa (salvo instalar-se a desordem) – quando o povo for pacificamente para as ruas contra a corrupção e exigir as reformas necessárias para o Brasil voltar a ter ordem e progresso, aí entrarão apoiando à população, para manutenção da ordem, da segurança e fazer o que for necessário para garantir a governabilidade do País …

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