Controle da mídia

controle de midia

Na semana passada, dona Dilma deu mais uma uma longa entrevista coletiva. Entre os temas tratados, um grande bode na sala. O controle estatal da mídia.

Num momento em que se avizinha um ano dificílimo em 2015, uma estratégia interessante essa de arrumar um tema bem polêmico para desviar a atenção e, de quebra, se tudo der certo, reduzir as críticas… 

Vamos por partes: alguém dúvida que 2015 será um ano difícil? Bem, então é só dar-se conta que o governo todo o mês bate “recordes de arrecadação” mas continua fechando as contas com déficit.

É mais ou menos como aquele chefe de família que nunca teve uma remuneração tão alta, mas mesmo assim, continua gastando mais do que ganha e devendo cada vez mais. Receita certa para a catástrofe. 

Ainda não concorda? Então por que será que dona Dilma, apenas uma semana após as eleições, já começou a adotar as medidas que alegava, seus os adversários adotariam se eleitos? 

Pois bem. Mas voltando a vaca fria, isto é, a eterna pretensão petista de controlar a mídia de forma muito maior do que a pressão exercida sob forma de publicidade governamental, Sua Excelência disse que em 2015 vai abrir a discussão na internet sobre a regulação econômica dos meios de comunicação no Brasil, principalmente a mídia eletrônica. 

Tentou diferenciar-se da ala dos mais fanáticos de seu partido, mas deixou claro que pretende mexer neste vespeiro. Em seu modo algo confuso de expressar-se, explicou que “regulação econômica diz respeito a processos de monopólio ou oligopólio que podem ocorrer em qualquer setor econômico onde se visa o lucro e não a benemerência. Por que os setores de energia, de petróleo e de transportes têm regulações, mas a mídia não pode ter?”. Hummm… Entendeu?

 

Ora, controlando economicamente a mídia, seja com restrições, impostos, ameaças veladas (ou nem tanto), sanções administrativas, penais, financeiras (multas), o controle do conteúdo pode ser quase total. 

Liberdade de expressão, dentro desta metodologia, seria um luxo com dias contados. O tão sonhado controle estatal da mídia via sanções econômicas, já que a simples concessão de publicidade estatal não vem sendo suficiente para conter o recorde de escândalos. 

“Eu não represento o PT. Eu represento a Presidência da República. A opinião do PT é a opinião de um partido. Não me influencia. Eu represento o País. Sou presidente dos brasileiros. Acho que o PT, como qualquer partido, tem posições de parte e não do todo”. 

Então tá. Para não perder o hábito, neste domingo o jornal Financial Times publicou uma matéria sobre uma investigação criminal que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu sobre um possível envolvimento da Petrobrás e de seus funcionários em um suposto esquema de pagamento de propinas. Sem falar no inquérito civil que já tramitava na “Securities and Exchange Commission” (SEC), que regula o mercado de capitais nas terras de Tio Sam. Claro que a matéria destaca o fato de que muitos dos supostos problemas teriam acontecido quando a atual presidente presidia o Conselho da estatal. 

Ainda bem que com controle governamental ou não, sempre teremos acesso a internet para acessar as matérias sobre nossos problemas publicadas em jornais no exterior. 

Ou não? 

Enio Meneghetti

Anúncios

Tags: , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: